À queima-roupa: Jofran Frejat, ex-deputado e ex-candidato ao GDF

1428842560Em 100 dias de governo Rollemberg, que nota o senhor dá para a atuação do seu adversário na última eleição?

Não sou professor para dar nota. Olha só: estou como Mao Tsé-Tung, que dizia que era muito cedo para fazer uma avaliação sobre a Revolução Francesa. Não sou adversário. Estou torcendo para que as coisas deem certo… Meus filhos vivem aqui.

O senhor foi candidato contra Rollemberg no segundo turno. Não é adversário?

Torço para que as coisas funcionem. A eleição passou. Acabou a disputa. Não estou na torcida para as coisas falharem. Não se pode perder a dignidade…

A campanha foi dura. Houve ataques de mbos os lados, especialmente nos debates. Passou?

Fiquei muito incomodado com os ataques da campanha. Não queria que fosse assim. Ele (Rollemberg) me atacou duramente. Ele me criticou e depois me pediu desculpas, após um dos debates. Mas não se pode insultar publicamente e pedir desculpas em particular. Não gostei.

Ficaram mágoas?

Digo o seguinte: “Regrets I have a few… But then again too few to mention”. Ficaram mágoas. Mas não posso guardá-las. Não se pode fazer política com mágoas.

Nesses primeiros três meses, o que o senhor teria feito diferente?

Não estou nem acompanhando. Eu descarno. Não fico indo a5 hospital para ver o que está acontecendo. Mas me preocupa a questão da terceirização na área da saúde. Sou radicalmente contra isso. Tenho receio do que pode acontecer com os direitos dos funcionários.

O que o senhor acha da aproximação de Rollemberg com Roriz, depois do passado na oposição?

Não sou, na verdade, um especialista em política. Nunca trabalhei fazendo política. Fui eleito pelo meu trabalho técnico. Mas já vi tantas vezes essas coisas. Você imaginaria que o Lula estivesse com Maluf ou abraçando o Collor?

Quais são os seu planos para a política?

Nunca fiz planos para a política. Eu me elegi deputado porque insistiram. Nessa última eleição, pediram para disputar, para ser vice. Depois virei, por acaso, candidato ao governo. Vou fazer uma confissão. Eu fui traído pela minha vaidade. Tinha dito que não queria, que não voltaria. Mas me convenceram com a ideia de criar a universidade do Distrito Federal. Aí, a minha vaidade me derrubou.

Arruda atrapalhou ou ajudou a sua campanha?

Se, de um lado, houve restrições a ele, por outro lado, havia também apoio grande.

Como está a sua vida?

Estou curtindo a minha vida. Tenho ficado com a minha família. Busco meu filho na escola e não preciso pensar em folha de pagamentos.

Deus me poupou.

Fonte: Correio Braziliense, foto: Ed Alves/CB/D.A Press

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