Da redação
O Palmeiras empatou em 1 a 1 com o Cerro Porteño nesta quarta-feira, no Paraguai, pela fase de grupos da Libertadores. O técnico Abel Ferreira avaliou que o time controlou boa parte do jogo mas não aproveitou as chances criadas, deixando o grupo mais equilibrado na competição.
Abel Ferreira destacou a atuação da equipe no primeiro tempo, afirmando que o Palmeiras conseguiu impor ritmo, ocupar espaços e criar oportunidades claras. No entanto, o treinador reconheceu que faltou precisão nas finalizações, o que impediu o time de construir uma vantagem confortável ainda no início do confronto.
Questionado sobre a queda de intensidade ao longo do jogo, Abel apontou o desgaste físico provocado pelo calendário apertado como fator determinante. Segundo ele, a sequência de partidas prejudica a recuperação dos atletas. “Não conseguimos recuperar corpo e mente”, explicou, ressaltando que se trata de um problema estrutural da agenda do futebol.
Com o passar dos minutos, o Cerro Porteño cresceu no jogo e passou a pressionar o Palmeiras, aproveitando momentos de baixa energia do time brasileiro. Os paraguaios conseguiram chegar ao empate, tornando o cenário do grupo mais indefinido e aumentando a disputa por classificação.
Sobre aspectos externos, Abel Ferreira demonstrou incômodo com situações ligadas à Conmebol, porém evitou críticas incisivas. “Tenho que ter cuidado com o que falo”, declarou, indicando cautela para não gerar novas punições, em referência a episódios passados relacionados à arbitragem.
Após a partida, Abel foi autocrítico e reconheceu que o Palmeiras precisava resolver o jogo antes do intervalo, citando as chances desperdiçadas e a necessidade de maior eficiência. O técnico também ressaltou a importância da gestão física na sequência do calendário, já que a equipe volta a campo pelo Campeonato Brasileiro antes de encarar mais um desafio pela Libertadores.






