Da redação
A Academia Chinesa de Ciências anunciou, durante coletiva de imprensa em Beijing, o lançamento de um programa voltado para avanços em áreas-chave da ciência usando inteligência artificial para impulsionar pesquisas originais, conforme informou Zhou Qi, vice-presidente da instituição.
Zhou afirmou que o programa aborda grandes questões capazes de promover mudanças de paradigma por meio do acesso compartilhado às principais infraestruturas científicas e organização de talentos em campanhas sistemáticas de pesquisa. O primeiro lote, composto por dez projetos, terá foco em temas como síntese de novos elementos, matéria escura e energia escura, ligações químicas e células sintéticas.
Wei Zhixiang, diretor do Departamento de Pesquisa em Ciências Básicas da Academia, explicou que o programa integrará instalações científicas baseadas em inteligência artificial e priorizará tanto desafios macroscópicos quanto microscópicos, condições extremas e fronteiras interdisciplinares. Pesquisadores de dentro e fora da Academia, inclusive do exterior, estão convidados a participar e utilizar as plataformas disponíveis.
Li Yuhui, vice-diretor do Departamento de Pesquisa em Ciências Básicas, destacou que o programa tem como objetivo enfrentar questões relativas à segurança nacional, saúde pública e engenharia de grande porte. A China conta atualmente com 77 grandes infraestruturas científicas e tecnológicas, sendo que a Academia administra 43 dessas instalações, conforme informou Yang Weijin, vice-diretor do Departamento de Capacidade Básica para Ciência e Tecnologia.



