Da redação
A Agência das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) informou que 144 pessoas morreram ou estão desaparecidas após incidentes marítimos recentes na costa da Mauritânia. Segundo comunicado divulgado em Genebra, os migrantes e refugiados tentavam atravessar da África Ocidental para a Europa por rotas marítimas consideradas perigosas.
Entre terça e sexta-feira, equipes de resgate realizaram três operações na cidade costeira de Nouadhibou, resgatando 387 pessoas. O Acnur prestou assistência imediata aos sobreviventes, identificando indivíduos vulneráveis que necessitam de proteção internacional. De acordo com as equipes de socorro, o cenário encontrado foi descrito como “arrasador”, incluindo uma embarcação que chegou à terra com corpos e apenas 38 sobreviventes.
O porta-voz do Acnur, Matt Saltmarsh, relatou que, entre os sobreviventes, duas crianças perderam familiares durante a travessia e estão sob cuidados hospitalares. Saltmarsh afirmou que não há detalhes exatos sobre a origem das vítimas ou causas das mortes, sem confirmação se foram provocadas por afogamento, fome, sede ou outras circunstâncias extremas.
No total, a Mauritânia registrou 17 desembarques neste ano, com 2.147 pessoas resgatadas nas cidades de Nouadhibou e Nouakchott. Segundo dados da ONU, o número de migrantes e refugiados que chegam à Europa por mar caiu para pouco mais de 40 mil no primeiro semestre, frente às 65.407 do período equivalente em 2025, ainda que a taxa de mortalidade permaneça em níveis considerados alarmantes pelo Acnur.





