Por Alex Blau Blau
Acusação envolve episódio registrado em 2024 na DF 001, mas investigação policial ainda não encontrou provas que confirmem a versão apresentada pela vítima
Um advogado que afirma ter sido vítima de um atentado a tiros no Distrito Federal acusa Leonardo Avalanche, presidente nacional do PRTB e candidato a vice presidente na chapa de Pablo Marçal, de ter ordenado o ataque. A Polícia Civil do Distrito Federal ainda investiga o episódio e, até o momento, não encontrou elementos que comprovem a acusação.
Joaquim Pereira de Paula Neto sustenta que o crime teria relação com conflitos internos ocorridos no PRTB em 2024. Ele e a advogada Patrícia Reitter, que também estava no veículo atingido, haviam registrado ocorrências policiais relatando ameaças antes do episódio.
O suposto atentado ocorreu em 10 de outubro de 2024, na DF 001, nas proximidades de Vicente Pires. Conforme o relato apresentado às autoridades, Patrícia dirigia o automóvel e Joaquim ocupava o banco do passageiro quando duas pessoas em uma motocicleta se aproximaram e efetuaram disparos contra a lateral do carro.
O veículo era blindado e nenhum dos ocupantes ficou ferido.
Relatos de ameaças antecederam episódio
Semanas antes dos disparos, os dois advogados já haviam procurado autoridades policiais em São Paulo e Brasília para informar que temiam pela própria segurança.
Patrícia relatou à polícia situações que considerava ameaçadoras, além da presença de pessoas desconhecidas nas proximidades de sua residência e de seu escritório. Ela também afirmou ter recebido ligações e mensagens de números desconhecidos.
Em setembro de 2024, a advogada voltou a registrar ocorrência, desta vez em Brasília, relatando novas ameaças e atribuindo parte das situações ao ambiente de disputas internas do partido.
Joaquim afirma que manteve amizade com Avalanche durante anos e chegou a ocupar posição no diretório estadual do PRTB em São Paulo. A relação teria se deteriorado após divergências relacionadas à condução da legenda.
Documentos foram entregues às autoridades
Outro ponto investigado envolve documentos e aparelhos celulares entregues às autoridades antes do suposto atentado. Segundo Joaquim, o material teria informações relacionadas a possíveis irregularidades em filiações partidárias e na disputa pelo comando do PRTB.
O advogado afirma que oito dias depois da entrega desse material o veículo em que estava foi atingido pelos tiros.
Apesar das declarações feitas por Joaquim e dos registros anteriores de ameaças, a responsabilidade pelo ataque permanece sem conclusão oficial. O inquérito ainda está em andamento e não há, até agora, evidências apontadas pela investigação que sustentem a acusação de que Avalanche tenha determinado o atentado.
Leonardo Avalanche foi procurado para apresentar sua versão sobre as acusações, mas, segundo as informações disponíveis no material original, não havia se manifestado até a última atualização do caso.





