Da redação
O mês de agosto foi o mais quente já registrado globalmente, com temperaturas médias do ar de 16,96°C e os oceanos alcançando níveis inéditos, segundo o observatório climático europeu Copernicus. A Organização das Nações Unidas advertiu que o aquecimento continuará enquanto a humanidade mantiver a dependência de combustíveis fósseis.
De acordo com o chefe de clima da ONU, Simon Stiell, “as evidências são irrefutáveis: este é o preço em espiral da dependência da humanidade dos combustíveis fósseis e da crise climática global que está alimentando”. O Copernicus informou que agosto também marcou o verão mais quente já registrado na Europa Ocidental, superando o recorde anterior de 2003, e apontou emissões históricas de gases do efeito estufa em 2025.
As análises do Copernicus remontam a 1940, enquanto outros estudos, como a análise de núcleos de gelo, anéis de árvores e esqueletos de corais, sugerem que os humanos “provavelmente não viram temperaturas tão elevadas como as atuais, pelo menos nos últimos 100.000 anos”, segundo Samantha Burgess, do centro europeu que coordena o Copernicus. Cerca de 1,3 bilhão de pessoas experimentaram o verão mais quente já observado, com 52 países superando recordes de temperatura.
A continuidade do fenômeno El Niño, caracterizado por águas anormalmente quentes no Pacífico, aumentou a incidência de eventos extremos, levando a incêndios, secas e ondas de calor em diferentes regiões do planeta. Segundo cientistas do consórcio World Weather Attribution, a onda de calor de junho teria sido “praticamente impossível” sem a influência das mudanças climáticas.





