Da redação
A ajuda bilateral à África Subsaariana registrou queda acentuada, com cortes de quase 26% em um único ano, segundo o Fundo Monetário Internacional. A retração afeta tanto os recursos multilaterais quanto o financiamento de serviços essenciais em saúde, educação e assistência humanitária prestados por organizações não-governamentais.
Conforme o Fundo Monetário Internacional, a África Subsaariana apresentou a maior dependência de auxílio externo em 2024. O apoio internacional representou, em média, 3% do Produto Interno Bruto regional, chegando a superar 30% no Sudão do Sul, cerca de 20% na República Centro-Africana e aproximadamente 15% na Gâmbia.
A instituição destaca que a resposta a crises, como o surto de ebola na República Democrática do Congo e no Uganda, depende de infraestrutura financiada pela ajuda internacional. Os efeitos da pandemia, condições financeiras globais mais rígidas e crises alimentares e energéticas reduziram a capacidade orçamentária dos países africanos e limitaram o papel tradicional de instituições multilaterais e ONGs.
Segundo o Fundo Monetário Internacional, a reconfiguração do financiamento exige que os países africanos protejam setores estratégicos, diversifiquem fontes de recursos e fortaleçam capacidades institucionais. Para a entidade, a dependência de auxílio externo tende a ser mais incerta, e as políticas internas deverão ganhar relevância no desenvolvimento regional.





