Da redação
Geraldo Alckmin, candidato a vice-presidente, foi designado pela equipe de comunicação da campanha à reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva para adotar um tom mais incisivo na reta final do pleito. Ele testou o novo discurso na convenção nacional do Partido Socialista Brasileiro (PSB), em Brasília, ao lado de Lu Alckmin.
No evento, Alckmin abordou diretamente o slogan “Deus, pátria, família e liberdade”, associado ao grupo político de Jair Bolsonaro. Segundo o candidato, “Deus é amor” e “não se pode usar o nome de Deus em vão”. Ele afirmou que “pátria não é entreguismo” e criticou a defesa da família diante das mortes na pandemia de Covid-19.
O vice enfatizou a importância dos valores democráticos ao declarar: “Quem não acredita na democracia não deveria disputar eleição”. Em seguida, abordou temas econômicos, ignorando o debate sobre questões fiscais. Destacou indicadores positivos de renda, emprego e crescimento e defendeu a reforma tributária, enaltecendo a isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil.
Ao criticar adversários, Alckmin afirmou: “Eles tiraram imposto para arma e jet ski”. Sidônio Palmeira, ministro da Secretaria de Comunicação, acompanhava o discurso e demonstrou aprovação. Ao finalizar, o candidato usou uma frase popular, classificada por aliados como de tom “avô”: “O que anda para trás é caranguejo. Vamos para frente. Lula presidente.”




