Da redação
Nguyen Van Tu, diretor do Instituto Vietnamita de Petróleo (VPI), afirmou que o ecossistema digital da instituição é construído com foco em dados e uso de inteligência artificial (IA) como ferramenta para agregar valor. Segundo Tu, essa estrutura é composta por três camadas: base de infraestrutura computacional, camada de IA e análise, e camada de aplicações para operações, pesquisa e consultoria.
De acordo com Tu, o VPI investe em computação em nuvem e modelos flexíveis para processar o grande volume de dados sísmicos da exploração de petróleo e gás. Entre os resultados iniciais, o diretore destaca a sincronização e aprimoramento do conjunto de dados Mega-cube para a bacia de Cuu Long, permitindo uso direto na exploração, o que reduz significativamente o tempo de processamento, “de processamento anual para apenas alguns meses ou semanas”.
Tu declarou ainda que, na pesquisa sobre novas energias, a tecnologia digital desempenha papel central na redução de custos e prazos, principalmente na transição energética. O VPI utiliza IA para integrar dados sísmicos e documentos geotécnicos em projetos de energia eólica offshore, além de manter um banco de dados com mais de 800 tecnologias da área de gás e petroquímica, 100 de hidrogênio e 100 de captura e armazenamento de carbono.
Segundo o diretor do VPI, o maior desafio para organizações de pesquisa científica no processo de transformação digital está na integração de dados, processos, pessoas e infraestrutura. Tu considera fundamental concretizar políticas como a Resolução nº 57-NQ/TW em mecanismos práticos, que vão do investimento em infraestrutura de dados a políticas de atração de talentos.



