Da redação
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) interditou, nesta semana, a produção de unidades de tirzepatida em duas instalações da empresa Nutromni, localizadas no Distrito Federal e no Tocantins. A medida ocorreu em razão da falta de autorização da empresa para manipular esse tipo de medicamento.
De acordo com informações da fiscalização, a Nutromni possui permissão apenas para manipulação de produtos de nutrição parenteral, que são administrados em solução líquida diretamente na corrente sanguínea. Apesar disso, a empresa estaria produzindo preparações contendo agonista do receptor de GLP-1, categoria do princípio ativo tirzepatida.
Durante a operação, foram identificadas ordens de manipulação que apontam para a produção de aproximadamente 6 mil unidades dessas preparações. No entanto, segundo os fiscais, os estoques físicos dos produtos não foram encontrados nas dependências inspecionadas pela equipe da vigilância.
Além da ausência dos produtos, a empresa não apresentou evidências da realização de todos os ensaios exigidos para garantir a qualidade das preparações produzidas. Segundo a Anvisa, a falta de comprovação desses testes de qualidade foi determinante para a decisão de interditar a manipulação da tirzepatida.
A interdição determinada nas unidades da Nutromni impede, de forma imediata, a produção de produtos manipulados com tirzepatida pela empresa. A fiscalização informou que o processo segue em avaliação e poderá resultar em novas ações regulatórias conforme análise da documentação recolhida.
A tirzepatida, um agonista do receptor de GLP-1, é indicada, conforme protocolos oficiais, para determinados tratamentos médicos e seu uso e manipulação são restritos a estabelecimentos devidamente autorizados por órgãos competentes de vigilância sanitária em todo o Brasil.






