Da redação
Um armazém da Organização Mundial da Saúde (OMS) foi atingido por ataques russos na cidade de Dnipro, na Ucrânia, na semana passada, conforme informou a agência em nota. O local, que armazenava suprimentos médicos de emergência para unidades da linha de frente, foi atingido inicialmente em uma segunda-feira e novamente em uma sexta-feira. Não houve vítimas. A OMS conseguiu transferir quase metade dos itens antes da destruição do armazém, que abrigava materiais avaliados em aproximadamente US$ 500 mil.
Após o primeiro ataque, equipes da organização iniciaram a retirada dos suprimentos. Um funcionário da OMS e motoristas deixaram o local em 7 de agosto, pouco antes do segundo ataque e do posterior bombardeio que destruiu toda a estrutura. Segundo o diretor regional da OMS para a Europa, Hans Kluge, a destruição representa perda de medicamentos, equipamentos e capacidade para tratar doentes e feridos. “Significa menos medicamentos, menos equipamentos e menos capacidade para tratar os doentes e feridos”, afirmou Kluge, pedindo o fim imediato das ofensivas.
As operações humanitárias de outras organizações também sofrem impactos. A Agência da Organização das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) relatou que, nas últimas semanas, ataques russos atingiram instalações de parceiros em diferentes regiões ucranianas, prejudicando o atendimento da população vulnerável. Em paralelo, autoridades russas informaram que ataques ucranianos causaram mortes em seu território, incluindo cinco pessoas em um armazém na região de Moscou e sete em uma praia na região de Krasnodar, ambos na mesma semana.
Desde o início da invasão russa em 24 de fevereiro de 2022, foram contabilizados 3.149 ataques a serviços de saúde na Ucrânia, segundo dados da OMS. Destes, 72 atingiram armazéns e 646 resultaram em impacto direto no fornecimento de suprimentos necessários ao funcionamento das unidades médicas.





