Da redação
Os 40 clubes das Séries A e B do Campeonato Brasileiro aprovaram, em reunião realizada nesta segunda-feira (10), um pacote de dez novas regras proposto pela Confederação Brasileira de Futebol, que passará a valer a partir da 23ª rodada. Entre as principais mudanças estão limites de tempo para goleiros, cobranças laterais, tiros de meta, substituições e novas orientações sobre atendimento médico e discussões com a arbitragem, com objetivo declarado de combater a cera e aumentar o tempo de bola rolando.
Segundo a CBF, as medidas foram motivadas por um estudo feito pela CBF Academy em parceria com a Opta, que analisou 177 partidas do Brasileirão e registrou média de 52 minutos e 54 segundos de bola em jogo, marca inferior à de campeonatos como MLS, Bundesliga e Premier League. De acordo com levantamento, excesso de faltas, demora nas reposições e tentativas de gastar tempo são os principais motivos para o baixo índice de tempo efetivo.
Entre as novidades, os goleiros poderão segurar a bola por no máximo oito segundos, laterais e tiros de meta terão cinco segundos para serem cobrados e substituídos deverão deixar o campo em dez segundos. Em caso de atendimento médico, o jogador deve ficar fora do gramado por um minuto; se o atendimento for ao goleiro, um atleta de linha deverá sair temporariamente. Além disso, apenas capitães poderão discutir decisões com o árbitro em determinados momentos.
Outras mudanças incluem permissões mais amplas para revisão do segundo cartão amarelo pelo árbitro de vídeo e possibilidade de VAR corrigir escanteios concedidos incorretamente que resultem em gol ou pênalti, esta última prevista para 2027. As novas medidas já foram testadas em parte durante a Copa do Mundo, mas a regra envolvendo o atendimento ao goleiro é inédita. Os treinamentos para adaptação começaram na Granja Comary, em Teresópolis, durante a intertemporada.





