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Ataques a hospitais em Tiro, no Líbano, deixam 86 feridos e serviços críticos suspensos


Da redação

A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou nesta terça-feira que está apurando relatos de ataques ao Hospital Jabal Amel, localizado em Tiro, sul do Líbano. Segundo autoridades libanesas, pelo menos 86 pessoas, entre elas profissionais de saúde, ficaram feridas no incidente, ocorrido em meio ao aumento de confrontos na região.

O representante da OMS no Líbano, Abdinasir Abubakar, afirmou que as ofensivas causaram danos expressivos ao Departamento de Emergência e à Unidade de Terapia Intensiva do hospital. Ele ressaltou que “esses ataques matam e mutilam e privam as pessoas dos serviços de saúde de que precisam”, destacando o impacto imediato sobre o atendimento local.

O Jabal Amel é um dos poucos hospitais ainda em funcionamento no sul do país. De acordo com Abubakar, em apenas três meses, a OMS verificou quase 190 ataques contra unidades de saúde na região, resultando em 128 profissionais mortos e 332 feridos. Apenas na última semana, 11 atentados similares foram registrados.

No distrito de Tiro, os hospitais Jabal Amel e Hiram estão danificados, enquanto a terceira unidade médica encontra-se sobrecarregada. A situação de saúde nos abrigos, que atualmente acolhem cerca de 130 mil deslocados devido aos combates entre Israel e Hezbollah, é preocupante, com aumento de doenças infecciosas e casos de diarreia aguda.

Segundo a OMS, o risco de cólera cresce com a chegada do verão. A escalada da violência levou o Conselho de Segurança da ONU a realizar uma reunião extraordinária nesta segunda-feira. Um cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos entrou em vigor em 17 de abril, mas não foi plenamente respeitado por nenhuma das partes envolvidas.

Desde o início da recente escalada, em 2 de março, mais de três mil pessoas morreram e quase 10,4 mil ficaram feridas no Líbano, a maioria civis. Apesar das dificuldades, 38 escolas da Agência da ONU para Refugiados Palestinos (Unrwa) seguem com ensino presencial. O Acnur relatou o aumento das necessidades urgentes das famílias afetadas pelo deslocamento e destruição de residências.