Início Brasil Ataques a imagens religiosas católicas crescem e intensificam debate sobre intolerância

Ataques a imagens religiosas católicas crescem e intensificam debate sobre intolerância


Da redação

Ataques a imagens e símbolos religiosos católicos foram registrados em Fortaleza, Londrina e Salvador, reacendendo o debate sobre intolerância religiosa. Em Fortaleza, uma loja de artigos religiosos católicos foi atingida por coquetel molotov, e outros três estabelecimentos — incluindo um de umbanda — também tiveram as fachadas incendiadas. Segundo a Polícia Civil, os casos estão sob investigação.

Em Londrina, um dia antes dos ataques no Ceará, uma imagem de Nossa Senhora Aparecida teve a cabeça arrancada diante de uma loja religiosa. Na sequência, em Salvador, uma imagem de Nossa Senhora das Graças foi quebrada. No dia 22, também foi destruída a imagem de Santa Dulce dos Pobres. Flávio Dino, ministro do Supremo Tribunal Federal, determinou que a Polícia Federal investigue a possível disseminação desses crimes.

O padre Josileudo Queiroz, da Igreja de São José Operário de Caucaia, classificou os episódios como crime de intolerância religiosa. Conforme dados do Disque 100, no primeiro semestre de 2026, foram 1.252 denúncias de violações relacionadas à liberdade de crença ou intolerância religiosa. Entre janeiro e junho, registrados 270 casos envolvendo católicos e igual número para praticantes de candomblé e umbanda, grupos historicamente mais afetados.

Durante a Semana Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, o secretário-geral da ACT Alliance, Rudelmar Faria, alertou que a exclusão baseada em religião tem sido utilizada como estratégia política. Ainda na campanha eleitoral, postagens sobre o título de padroeira de Nossa Senhora Aparecida motivaram decisões judiciais. Segundo Igor Barreto, defensor público do Ceará, crimes de intolerância religiosa não têm direito a fiança, indulto ou prescrição no país.