Início Brasil Aumento no número de deputados é rejeitado por 76% da população

Aumento no número de deputados é rejeitado por 76% da população

Da redação do Conectado ao Poder

Senado avaliará proposta que amplia de 513 para 531 cadeiras na Câmara, apesar da oposição popular.

Uma pesquisa realizada pelo Datafolha revelou que 76% da população brasileira se opõe ao aumento do número de deputados na Câmara. O projeto em questão, que já foi aprovado na Câmara e aguarda apreciação no Senado, propõe a elevação das cadeiras de 513 para 531. No estudo, apenas 20% dos entrevistados se mostraram a favor da proposta, enquanto 2% não souberam opinar e 1% se disse indiferente.

A pesquisa, que entrevistou 2.004 pessoas com 16 anos ou mais, foi realizada entre os dias 10 e 11 de junho. Com uma margem de erro de dois pontos percentuais, os resultados demonstram um descontentamento significativo da população em relação a possíveis mudanças na composição da Câmara.

O projeto de lei complementar número 177/2023 visa garantir a proporcionalidade populacional na representação política, utilizando como base os dados do IBGE. Caso aprovado, o novo cenário parlamentar passará a vigorar a partir das eleições de 2026.

O Supremo Tribunal Federal (STF) havia determinado a atualização do número de deputados, que não era realizado desde 1993. Contudo, o projeto atual garante que estados com redução populacional não percam cadeiras, fato que gerou críticas e contribui para o descontentamento entre os cidadãos.

A votação na Câmara ocorreu em 6 de maio, com um total de 270 deputados a favor e 207 contra a mudança. Esse cenário traz à tona um debate sobre a representatividade e a eficiência do sistema político brasileiro, evidenciando a necessidade de ouvir a voz da população em questões de tal magnitude.

Os estados que teriam ajuste no número de deputados incluem o Amazonas, que passaria de 8 para 10; o Ceará, de 22 para 23; e o Pará, de 17 para 21, entre outros. A proposta busca refletir as mudanças demográficas e garantir uma representatividade mais equitativa entre as unidades federativas.