Da redação
O Banco Mundial reduziu a projeção para o crescimento da economia global em 2026, prevendo uma expansão de 2,5% neste ano e 2,9% em 2025. Segundo relatório publicado nesta quinta-feira, 11, o conflito no Oriente Médio pressiona inflação e custos, levando ao ritmo mais fraco desde a pandemia.
De acordo com o Banco Mundial, fatores como alta nos preços da energia, fechamento do Estreito de Ormuz e elevações no valor dos fertilizantes devem fazer a inflação global atingir 4% em 2026. Alimentos também tendem a custar mais, o que pode impactar especialmente economias em desenvolvimento.
O relatório indica que, se houver interrupções mais severas no fornecimento de energia aliadas a um estresse financeiro significativo, o crescimento global pode cair para 1,3% em 2026, com a inflação alcançando 4,4%. Segundo a instituição, as projeções demonstram elevada incerteza no cenário global.
A expansão das economias em desenvolvimento deve desacelerar para 3,6% em 2026, comparada a 4,4% em 2025. O Banco Mundial apontou que, até 2028, esses países terão vivido quase uma década sem progresso na redução da diferença de renda per capita em relação às economias avançadas, com exceção da China e Índia.
“O conflito afetou a atividade global, mas toda crise também traz uma oportunidade. Este momento deve ser usado para fortalecer as estruturas políticas, investir em infraestrutura, acelerar as reformas que facilitem os negócios e mobilizar capital privado para apoiar a criação de empregos”, afirmou Ayhan Kose, economista-chefe adjunto do Banco Mundial.
No Brasil, a projeção do Banco Mundial para o PIB é de crescimento de 1,9% em 2024 e 2% em 2025, ambos abaixo das estimativas anteriores. Em 2028, a economia brasileira deve acelerar para 2,2%. Na América Latina e no Caribe, espera-se expansão de 2,2% em 2026.





