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Esclarecimentos sobre a construção do viaduto da Epig

A implantação do viaduto da Estrada Parque Indústrias Gráficas é parte do projeto conceitual apresentado e aprovado pelos órgãos competentes

A construção do viaduto da Estrada Parque Indústrias Gráficas (Epig) está contemplada no Plano Diretor de Transporte Urbano e Mobilidade do Distrito Federal (PDTU/DF), de 2009. O PDTU tem, entre outros objetivos, proporcionar mobilidade a todas as pessoas mediante a priorização do transporte coletivo e a integração dos seus diferentes modos. Para tanto, o PDTU estabeleceu um sistema de seis eixos: oeste, norte, sul, sudoeste, leste e área central.

Para o desenvolvimento do projeto do viaduto da Epig, o Decreto n° 33.701, de 6 de junho de 2012, instituiu grupo de trabalho composto pelos seguintes órgãos da Administração Pública: Secretaria de Obras e Infraestrutura (SODF); Secreatria de Transporte e Mobilidade (Semob); Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh); Companhia Energética de Brasília (CEB); Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb); Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap); Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran/DF); Departamento do Transporte Urbano do Distrito Federal (DFTrans); Departamento de Estradas de Rodagem do Distrito Federal (DER/DF); Companhia Metropolitano do Distrito Federal (Metrô/DF); e Brasília Ambiental (Ibram/DF). Esse grupo de trabalho tinha por objetivo proceder a análise e gestões visando a aprovação da documentação técnica, ambiental e fundiária, relativa às obras do Sistema de Transporte de Passageiros Eixo Oeste. No dia 26 de novembro de 2014, os serviços deste grupo foram concluídos com a aprovação de todos os produtos desenvolvidos na fase conceitual.

A Secretaria de Obras, no âmbito de suas atribuições, registra que esta é uma obra já licitada, contratada e iniciada e, antes disso, foi analisada por um grupo de trabalho composto por, entre outros órgãos, Iphan, DER e Seduh (então Sedhab). Ao longo do procedimento de licitação, foi objeto de análise pelo Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF), materializando um ciclo de intervenções urbanas iniciado com o PDTU que visam à melhoria do bem-estar da população brasiliense com prestígio ao transporte coletivo e ao uso de meios alternativos de deslocamento, como as ciclovias.

A Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação do Distrito Federal reforça que, após a realização dos trabalhos propostos pelo Decreto n° 33.701, de 6 de junho de 2012, o produto final do projeto foi aprovado em sua integralidade pelo Grupo de Trabalho. Nesse sentido, cumpre ressaltar que a Seduh, enquanto membro do citado grupo, se manifestou favoravelmente ao projeto proposto. Ademais, a implantação do viaduto da Epig é parte do projeto conceitual apresentado e aprovado pelos órgãos competentes e sua execução fora destacada de obras viárias do Sistema de Transporte de Passageiros, para efeitos licitatórios, em razão da liberação dos recursos por parte do Ministério das Cidades.

O Departamento de Estradas de Rodagem do Distrito Federal (DER/DF) se manifestou favoravelmente ao projeto em sua fase conceitual, quando da conclusão do Grupo de Trabalho instituído pelo Decreto n° 33.701/2012. Estudos de trânsito simplificados realizados pelo órgão demonstram a necessidade e urgência da construção do viaduto da Epig, uma vez que os semáforos que atualmente existentes na via causam gargalos no trânsito desde a via EPTG, impactando diretamente os usuários do transporte público. Considerando que o projeto em questão já teve consulta realizada e aprovada por este órgão, não se vislumbrou a necessidade de aprovação dos projetos executivos, tendo em vista que estes foram executados tendo como base o que fôra aprovado e determinado pelo já extinto Grupo de Trabalho.

A Secretaria de Transporte e Mobilidade, como membro do Grupo de Trabalho, também defende a legalidade, validade e necessidade da construção do viaduto da Epig. A obra do viaduto do Parque da Cidade e Sudoeste faz parte do Eixo de Transporte do Corredor Oeste, que está previsto no Plano Diretor de Transporte Urbano e Mobilidade do Distrito Federal (PDTU). O corredor é de grande importância para o transporte público coletivo, sobretudo para as mais de 280 linhas de ônibus que atendem aos passageiros que se deslocam diariamente para o Plano Piloto. A implantação de faixa exclusiva na Epig, com a construção do viaduto do Parque da Cidade e Sudoeste, vai proporcionar melhor fluidez na circulação dos ônibus. Com isso, haverá redução no tempo de viagem e melhoria na qualidade de vida dos passageiros.

O Departamento de Trânsito do Distrito Federal participou do grupo de trabalho e avaliou que a construção do viaduto do Parque da Cidade vai desafogar o tráfego na saída do Sudoeste, pela Avenida das Jaqueiras, contribuindo de forma significativa para a mobilidade interna das quadras do Sudoeste e do Cruzeiro. Além disso, o projeto preza pela segurança viária quando prevê vias ampliadas com dimensão de 6 metros, implantação de espaço para uso exclusivo dos ciclistas, criação de passeio para os pedestres, regularização de vagas de estacionamento paralelas ao meio-fio e reconfiguração das vagas, utilizando dimensões corretas para não incentivar a parada em “fila dupla” tão recorrente na região e tão prejudicial à fluidez e à segurança do trânsito.

Em relação ao procedimento de licenciamento ambiental do Corredor Eixo Oeste, o Brasília Ambiental informa que o processo iniciou-se em 2006, no Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), com a emissão da Licença Prévia 001/2008. Para isso, foi elaborado o estudo de Relatório de Avaliação Ambiental Estratégico e realizada consulta pública. Ao assumir a competência do licenciamento ambiental, em 2009, o Distrito Federal, por meio do Instituto, manteve as condicionantes originárias da autorização do Ibama. Ressaltamos que a partir do Relatório de Controle Ambiental, instrumento que apresenta as ações a serem implementadas para se mitigar os impactos ambientais decorrentes da obra, emitiu-se parecer favorável à emissão da Licença de Instalação (LI) para o empreendimento. Cabe destacar que, mesmo após a emissão da LI, os cuidados com as questões ambientais foram mantidos, razão pela qual o órgão concedeu a Autorização de Corte de Árvores Isoladas. Destaca-se, ainda, que a implementação da obra propiciará uma requalificação no sistema de drenagem da região.

Diante do exposto, fica evidente que o GDF cumpriu todos os procedimentos legais necessários para a aprovação do projeto. Todas as licenças técnicas e ambientais foram concedidas e estão em dia. Todas as determinações do Iphan foram acatadas e aplicadas ao projeto de revitalização completa da via Epig, que prevê, entre outras intervenções, a execução desta importante obra. O viaduto da Epig não vai beneficiar apenas os moradores da região do Sudoeste, Cruzeiro e Octogonal, mas, principalmente, os usuários do transporte público que se deslocam do Sol Nascente em direção ao Plano Piloto.

Por fim, importante destacar que a população do DF é favorável à construção do viaduto. Pesquisa do Instituto Exata Opinião Pública revela que 66% dos moradores do bairro disseram ser a favor da obra. Esse número é ainda maior, 76%, entre os usuários da via.

Fonte: Agência Brasília

Em seis meses, 11 mil toneladas de asfalto para as vias do DF

Volume foi utilizado na manutenção das pistas de várias cidades, levando conforto e segurança à população

Em Sobradinho, cerca de 1,3 quilômetros de pistas que estavam esburacadas e com várias lombadas viraram um ‘tapete’| Foto: Paulo Henrique Carvalho/Agência Brasília

De janeiro a julho deste ano, a Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap) já disponibilizou às regiões administrativas cerca de 11 mil toneladas de massa asfáltica para recuperação de vias. O investimento foi de mais de R$ 4 milhões e beneficiou milhares de motoristas com pistas mais seguras. O montante se refere ao aplicado apenas pela Divisão de Manutenção Asfáltica (Dimav) daquela empresa.

Em Taguatinga, por exemplo, foram quase 3 km de recapeamento asfáltico executados no primeiro semestre: 2,2 km de pista nova entre as QNDs 20 e 25; e entre as QNDs 32 e 46. Já na via principal da Praça do Bicalho, foram mais 500 metros. Sobradinho foi outra região atendida com a massa asfáltica da Dimav.

“Melhorar a infraestrutura da região significa melhorar a qualidade de vida da população. Ao longo de 15 anos, essa via não passava por uma boa manutenção”Abílio Castro, administrador regional de Sobradinho

Quem passa pelas quadras 16 e 18 de Sobradinho já pode ver o movimento de máquinas fazendo o recapeamento asfáltico das vias que há, pelo menos 30 anos, não recebiam este cuidado. Cerca de 1,3 quilômetros de pistas que estavam esburacadas e com várias lombadas viraram um ‘tapete’. O investimento é de mais de um milhão de reais oriundos de emenda parlamentar do distrital João Cardoso.

“Melhorar a infraestrutura da região significa melhorar a qualidade de vida da população. Ao longo de 15 anos, essa via não passava por uma boa manutenção”, ressalta o administrador regional de Sobradinho, Abílio Castro. “A pista também é uma das saídas para a BR-020 [rodovia que liga Brasília a Fortaleza] e vai ajudar a desafogar o trânsito”, complementa.

A comerciante Eliana Santana, 52 anos, trabalha no terminal rodoviário da quadra 18. Segundo ela, o recapeamento era “pra lá de necessário”. “Não podia chover que abriam buracos na pista. O asfalto estava muito velho. Que bom que vamos ganhar um novinho”, celebra. “A obra traz um pouco de transtorno para a gente, mas se é um por um bom motivo, vale à pena”, arremata.

Mesmo com os olhares voltados para ações de combate ao coronavírus, o Governo do Distrito Federal não deixou de investir em outras áreas. Em 2020, cerca de R$ 67 milhões foram aplicados em operações de recapeamento e tapa-buracos em toda a capital. Além da Novacap, o Departamento de Estradas de Rodagem (DER) também atua na recuperação asfáltica das vias da capital.

Fonte: Agência Brasília

A pedido de Hermeto, Ibaneis inicia estudo para aumentar voluntário da PMDF

A proposta tem o objetivo de compensar o valor descontado no importo de renda, igualando os valores de policiais militares, civis e bombeiros no DF

Na última semana, o deputado distrital Hermeto (MDB) enviou ao governador Ibaneis Rocha (MDB) uma minuta para alteração de Decreto Distrital que trata sobre o valor da gratificação por serviço voluntário.

Atualmente são previstas 300 mil cotas de voluntários, sendo pago a policiais e bombeiros militares no valor de R$400,00 brutos que resultam em R$290,00 líquidos. O custo total anual é de 120 milhões, dos quais 33 milhões voltam para o GDF em forma de imposto de renda.

O pleito do parlamentar é incrementar ao valor do serviço voluntário gratificado R$151,73, totalizando um valor bruto de R$551,73. Com essa ação a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros Militar irão receber o valor liquido de R$400,00. Igualando os valores dos três órgãos da Secretaria de Segurança Pública.

Vale ressaltar que com o incremento para o valor do serviço voluntário gratificado, o custo anual passará para R$165,5 milhões, ou seja, o impacto orçamentário será de R$45,5 milhões e esse orçamento ficará no Governo do Distrito Federal como IRRF (imposto de renda), isto é, cerca de R$12,2 milhões a mais de arrecadação aos cofres públicos.

Durante entrevista em seu programa de rádio Pinga Fogo, transmitido na Rádio Atividade ao vivo no ultima sábado (21), Hermeto cobrou do governador um encaminhamento deste documento, Ibaneis reconheceu a importância e afirmou que irá tomar providências.

“O IDEAL É MUDAR O TRABALHO VOLUNTÁRIO, PARA QUE ELE FOSSE INDENIZADO. SUGERI ISSO AO PRESIDENTE DA REPÚBLICA, VOU ENCAMINHAR PARA VER SE ELE MANDA COMO MEDIDA PROVISÓRIA. MAS DE JÁ VOU PEDIR AO SECRETÁRIO DE ECONOMIA TAMBÉM QUE DISPARE OS ESTUDOS PARA VER A POSSIBILIDADE DE DAR ESSE REAJUSTE, PARA COMPENSAR ESTE IMPOSTO.” AFIRMA IBANEIS.

Fonte: Site do Deputado Hermeto

Evangélicos mostram fidelidade a Bolsonaro e convocam fiéis para atos de 7 de setembro

 presidente da República, Jair Bolsonaro, participa da Marcha para Jesus, principal encontro evangélico do país, no palco montado na Praça Heróis da Força Expedicionária Brasileira (FEB), na zona norte de São Paulo | Imagem: Jales Valquer/Framephoto/Framephoto/Estadão Conteúdo

Líderes de igrejas evangélicas se mobilizam para convencer fiéis a participar das manifestações de 7 de Setembro, em apoio ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido). No momento em que o chefe do Executivo perde popularidade, capital político e incentiva o confronto com o Supremo Tribunal Federal (STF), a cúpula de denominações neopentecostais e pentecostais continua apostando nele. As igrejas protestantes históricas, como Batista, Metodista e Presbiteriana, por sua vez, deram menos atenção ao chamamento para os atos bolsonaristas.

A última convocação para o 7 de Setembro circulou no WhatsApp na semana passada. São pastores televangelistas e influenciadores digitais. Aparecem no vídeo Cláudio Duarte (Projeto Recomeçar), Renê Terra Nova (M12), Samuel Câmara (Assembleia de Deus em Belém), César Augusto (Fonte da Vida), Silas Malafaia (Vitória em Cristo) e Estevam Hernandes (Renascer em Cristo).

Outro rosto conhecido na gravação é o do ex-senador Magno Malta (PL-ES), que é cantor gospel. Dirigentes da Sara Nossa Terra e das Assembleias de Deus Madureira-Brás e Ministério do Belém também apoiam o ato, embora não estejam no vídeo.

Ao lado de associações de policiais, clubes de militares das Forças Armadas, entidades ruralistas e representantes de caminhoneiros, os evangélicos prometem se encontrar pessoalmente com Bolsonaro na Avenida Paulista, em São Paulo.

Os pastores devem subir no carro de som do movimento Nas Ruas, ao qual a deputada Carla Zambelli (PSL-SP) é ligada.

Os evangélicos já haviam participado de manifestações pró-Bolsonaro, como alguns “jejuns nacionais” virtuais convocados pelos pastores, em datas como a Páscoa e em oração pelo fim da covid-19. A presença desses fiéis também foi observada nos passeios de moto que Bolsonaro promove ao redor do País, mas de forma menos articulada entre as denominações.

“Nunca vi uma mobilização de evangélicos como dessa vez. É grande o movimento, de norte a sul, de leste a oeste, de tudo o que é igreja”, disse Silas Malafaia ao jornal O Estado de S. Paulo. “Hoje o maior poder de mobilização vem dos evangélicos e da turma da direita, que não têm vínculo partidário, mas ideologia.”

As convocações ganharam fôlego neste mês. O próprio Malafaia voou no avião presidencial com parlamentares da bancada cristã e discursou contra ministros do Supremo. A pauta da vez nada tem de religiosa. Os dois pontos principais são a destituição de ministros do STF e o voto impresso, temas já superados no Congresso.

Para Malafaia, é preciso dar uma “resposta” ao ministro do Supremo Alexandre de Moraes. Responsável por conduzir na Corte inquéritos contra Bolsonaro e aliados, Moraes foi alvo de um pedido de impeachment — rejeitado pelo Senado — assinado pelo presidente.

“Se fosse questão de partido ou algum interesse político, estávamos fora. Mas o que está em jogo é a liberdade de expressão e, numa outra etapa, se nos calarmos agora, a liberdade religiosa”, afirmou Malafaia.

Com 6 milhões de seguidores no Instagram, o pastor Claudio Duarte fez a convocação para o 7 de Setembro durante um culto. O vídeo logo se espalhou por grupos de WhatsApp e a adesão se intensificou após o bloqueio de perfis virtuais e da prisão do ex-deputado Roberto Jefferson, presidente do PTB, por ataques à democracia.

“O que me chamou a atenção foi a expressão ‘milicianos digitais’. O que mais me preocupou foi qualquer pessoa com posição contrária numa rede social receber um rótulo novo, o que indica que qualquer pessoa que expuser sua opinião contrária, num país que se diz democrático, vai ser presa”, afirmou Duarte. “Estamos à beira de uma revolução, de uma guerra civil e não estou potencializando. Estou alertando a igreja.”

Apesar do tom bélico, há um esforço nos últimos dias para afastar o viés autoritário da manifestação. Os pastores dizem que o ato será pacífico e querem ampliar o público, sem ficar restrito ao “bolsonarismo raiz”.

Tentam apelar ao discurso de defesa da liberdade de expressão. “Já, já não vamos poder falar nada dentro de uma igreja. Para pregar o evangelho, não preciso falar contra homossexualidade, contra o racismo”, reclamou Duarte. “Não sou bolsonarista, sou pró-governo, sou a favor do bem-estar de todos.”

O bispo Robson Rodovalho, da Sara Nossa Terra, disse que a intenção é promover uma passeata cívica, em defesa da Constituição. “Nosso presidente pediu essa manifestação do povo. É importante mostrar que estamos acompanhando cada decisão do Legislativo, do Executivo e do Judiciário”, observou Rodovalho. “Que cada Poder se mantenha no seu espectro, que encontre uma maneira de resolver os conflitos conversando. Tem havido muito ativismo, não só em um endereço. Nossa geração é muito midiática, estica a corda desnecessariamente e isso traz instabilidade, incertezas e insegurança. Então, vamos para a rua.”

Sem desfile

Desde o início do mandato do presidente, o 7 de Setembro foi usado para uma aproximação com as igrejas. Na parada militar de 2019, Bolsonaro convidou para a tribuna o bispo Edir Macedo, da Igreja Universal do Reino de Deus. A Universal ainda não se engajou explicitamente na manifestação. O desfile em Brasília não será realizado, a exemplo do que ocorreu no ano passado, por causa da pandemia.

O antropólogo Ronaldo de Almeida, professor da Unicamp e pesquisador do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap), avaliou que o ato ocorrerá num contexto de perda de apoio a Bolsonaro entre os evangélicos. “Alguma mobilização vai ter, mas a pergunta é: quanto? Essa passeata vai ter muito ‘bolsonarismo raiz’. Minha impressão é de que o apelo não é tão grande e que o evangélico que vai para o 7 de Setembro é porque é bolsonarista.”

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: UOL

EUA veem com preocupação democracia brasileira mas consideram que Forças Armadas não participariam de golpe

Em Washington, percepção é de que, após encontro com enviados de Joe Biden, em que Jair Bolsonaro disse ter havido fraude em eleições americanas, imagem de presidente brasileiro sofreu abalo significativo como possível interlocutor.

Juan Gonzalez apontou paralelos entre comportamentos de Trump e Bolsonaro | Foto: Alan Santos / Presidência da República / BBC News Brasil

Quando o Conselheiro de Segurança Nacional dos Estados Unidos, Jake Sullivan, e o Assessor Especial do presidente americano Joe Biden, Juan González, entraram no gabinete de Jair Bolsonaro, no Palácio do Planalto, no último dia 5, não esperavam uma conversa de melhores amigos. Mas o que encontraram foi descrito à BBC News Brasil como “nonsense” e “tenso” por oficiais americanos.

Do encontro sobraram não só uma foto de um aperto de mão de Sullivan, de máscara, e Bolsonaro, sem máscara e oficialmente não vacinado, mas também uma preocupação dos americanos com a saúde da democracia brasileira, diante das alegações sem provas do presidente brasileiro de fraude eleitoral nas urnas eletrônicas.

Originalmente, a agenda dos enviados de Biden ao Brasil não teria a democracia brasileira como destaque principal.

A pauta deles incluía oferecer ao país o status de parceiro global da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), condição que dará acesso ao Brasil à compra de equipamentos de guerra de última linha, além de sessões de treinamento militares com os americanos em bases nos EUA.

Por outro lado, a missão americana pretendia pressionar o Brasil a estabelecer — e cumprir — metas de redução de desmatamento ambiciosas e dissuadir o Brasil de usar equipamentos da gigante chinesa de telecomunicações Huawei em sua rede 5G — um dos argumentos dos americanos foi, inclusive, o de que a empresa poderia não entregar os materiais contratados pelo governo Bolsonaro por crise de matérias-primas.

A conversa, no entanto, saiu do script normal com insinuações de Bolsonaro de que o pleito americano de 2020 havia sido roubado — o que faria de Joe Biden um presidente ilegítimo.

A administração Biden sempre esteve ciente de que Bolsonaro defendia publicamente as falsas alegações de Trump sobre as eleições. O republicano fazia múltiplas acusações ao sistema eleitoral dos EUA, questionando tanto aos votos de papel quanto àqueles depositados em urna eletrônica, mesmo antes do dia da votação. Bolsonaro foi o último líder do G-20 a reconhecer a vitória de Biden.

O que os americanos não esperavam é que Bolsonaro dissesse tais coisas diante de Sullivan e Gonzalez, ambos altos representantes do governo a serviços dos democratas há anos.

Segundo autoridades com conhecimento dos fatos, ambos ouviram o suficiente para deixar o encontro preocupados com a democracia no Brasil. Sullivan foi às redes sociais enunciar que a “gestão Biden defende um hemisfério seguro e democrático”.

Já Juan Gonzalez fez uma coletiva de imprensa sobre a viagem para Brasil e Argentina na qual falou, na maior parte do tempo, da democracia brasileira. “Fomos muito diretos em expressar nossa confiança na capacidade de as instituições brasileiras conduzirem uma eleição livre e limpa e enfatizamos a importância de não ser minada a confiança no processo de eleições, especialmente porque não há indício de fraude nas eleições passadas”, disse Gonzalez, sobre o teor da conversa com Bolsonaro.

A Cartilha Trump

Dentro do governo americano, tanto no Executivo quanto no Congresso, tem ganhado força a percepção de que Bolsonaro segue estritamente a cartilha que Trump adotou ao tentar se perpetuar no poder: denunciar fraudes sem prova, antes mesmo do pleito ocorrer, e criar descrença em parte do eleitorado sobre o processo eleitoral, a ponto de levar a cenas como a invasão do Capitólio por apoiadores, em 6 de janeiro.

A diplomacia de Biden não deixou de notar, por exemplo, o interesse do ex-estrategista de Trump, Steve Bannon, nas eleições de 2022, no Brasil.

O próprio Gonzalez foi explícito sobre o assunto. “Fomos sinceros sobre nossa posição, especialmente em vista dos paralelos em relação à tentativa de invalidar as eleições antes do tempo, algo que, é óbvio, tem um paralelo com o que aconteceu nos Estados Unidos.”

Em Washington, a percepção é de que a imagem de Bolsonaro sofreu um abalo significativo como um possível interlocutor após a visita.

“Acho que o governo Biden, especialmente depois dessa reunião em Brasília, vê Bolsonaro como uma figura errática, ou pelo menos como alguém que age de uma forma muito excêntrica e difícil de prever. Ele diz coisas que parecem ir contra seu próprio interesse nacional. Por que ele iria querer brigar com o novo governo dos EUA dizendo que a eleição (americana) foi fraudada? Dá pra entender o porquê Trump faz isso, já que ele quer disputar a presidência de novo e fazer disso um tema, mas para um líder estrangeiro dizer esse tipo de coisa é, no mínimo, estranho”, afirma Melvyn Levitsky, ex-secretário executivo do Departamento de Estado e embaixador no Brasil entre 1994-1998.

Militares longe do golpe

Levitsky, que hoje é professor de políticas internacionais da Universidade de Michigan, afirma que nessa situação, os americanos vão jogar (quase) parados, sem qualquer ação que possa soar como interferência nas eleições brasileiras.

E isso também porque a diplomacia americana não vê como provável a possibilidade de que as Forças Armadas embarquem em uma eventual aventura golpista de Bolsonaro. Reservadamente, autoridades dos EUA citaram as ações recentes do ex-comandante do Exército, o general Edson Pujol, e de seu atual líder, o general Paulo Sérgio de Oliveira, como sinais de anteparos ao presidente no uso político das forças armadas. Em discurso no dia do soldado, Oliveira afirmou que o Exército quer ser respeitado “nacional e internacionalmente” e tem “compromisso com os valores mais nobres da Pátria e com a sociedade brasileira em seus anseios de tranquilidade, estabilidade e desenvolvimento”.

“Eu conhecia muito bem os militares brasileiros. E embora faça algum tempo que não fale com eles, meu senso é de que os militares estavam muito subordinados ao governo civil e eu não acho que isso mudou. Não acho que os militares queiram entrar de vez na política. Seria devastador para eles fazer isso. E se isso acontecesse, seria devastador para as relações entre Brasil e Estados Unidos também”, afirma Levitsky.

É essa percepção que explica, em parte, porque os americanos não viram problemas em oferecer ao Brasil uma posição como parceiro global na Otan que fortalece diretamente o Exército brasileiro. Se avaliasse haver tendência golpista nas forças, esse não teria sido um caminho para Biden, asseguram os diplomatas. Além disso, nem todos os parceiros globais da Otan são países de democracia perfeita — a Turquia, por exemplo, é tido como um deles.

Por fim, para os militares brasileiros a possibilidade de acessar contratos de vendas de armamento de ponta e participar em treinamentos com os americanos é algo de que eles provavelmente não estariam dispostos a abrir mão em troca da tentativa de um golpe ao lado de Bolsonaro. É o que argumenta Ryan Berg, cientista-político especialista em regimes autoritários na América Latina do Centro de Estratégias e Estudos Internacionais (CSIS, na sigla em inglês).

“A visão do governo dos EUA é que, embora os movimentos de Bolsonaro sejam muito preocupantes, com desfile de tanques pelas ruas de Brasília e atos para desacreditar as eleições, ainda assim o Congresso rejeitou o voto impresso e isso, para o governo dos Estados Unidos, indica que as instituições do Brasil são mais fortes do que algumas pessoas gostam de dizer. O governo dos EUA tem muita confiança que os militares brasileiros não ficariam do lado do Bolsonaro se ele tentasse cometer algum tipo de autogolpe, como vimos com Trump, na invasão do Capitólio em 6 de janeiro”, afirma Ryan Berg.

O futuro das relações EUA-Brasil

É consenso entre diplomatas e especialistas internacionais americanos que os EUA não podem e nem querem virar as costas para o Brasil. Primeiro porque o país, com suas florestas tropicais, é visto como chave para avançar no combate ao aquecimento global, pauta prioritária do governo Biden.

Segundo, porque a China tenta ganhar espaço na América Latina a passos largos, e os americanos não estão dispostos a ceder, ao principal rival, espaço de influência na segunda maior democracia do continente — ainda mais com a disputa do 5G a pleno vapor.

E terceiro, porque, em que pesem as ações de Bolsonaro sobre a democracia brasileira ou sobre o meio ambiente, seu governo promoveu um alinhamento ideológico com os Estados Unidos no continente, adotando tom duro contra Venezuela e Cuba, algo bastante valorizado no Departamento de Estado.

No entanto, dada a percepção de que “Bolsonaro não é um líder plenamente confiável”, como afirma Levitsky, os próximos movimentos na relação dependerão de seu governo. E a diplomacia americana diz que não vai se furtar da possibilidade de se engajar com outros atores políticos, em diferentes níveis de poder e sem a intermediação do Executivo federal, para fazer avançar sua agenda.

Foi exatamente o que fez, há um mês, o Enviado Climático de Biden, John Kerry. Diante de promessas não cumpridas e do mal-estar que representava a presença do então ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles, que os americanos veem como envolvido em um possível esquema de tráfico ilegal de madeira amazônica para os EUA, Kerry driblou Brasília e se reuniu por uma hora e meia com os governadores do Fórum de Governadores, que inclui quase todos os Estados.

Na semana seguinte, Jake Sullivan não esteve apenas no Palácio do Planalto, mas fez também uma reunião com governadores do Consórcio da Amazônia Legal.

“Há uma percepção dos EUA de que o governo federal infelizmente não vai avançar muito na questão do desmatamento. Então falar com os governadores não chega a ser uma exclusão do governo federal, mas uma forma de jogar nas duas vias”, afirmou à BBC News Brasil o governador do Maranhão, Flávio Dino (PSB), que esteve no encontro com Kerry.

Depois de três meses sem encontros com a equipe de Kerry, na última semana, técnicos do Ministério do Meio Ambiente e representantes do Itamaraty retomaram conversas com os americanos. Isso acontece a menos de três meses da Conferência do Clima, em Glasgow, na Escócia, encarada pelos americanos como a última grande oportunidade para que o governo Bolsonaro mostre algum avanço na agenda ambiental.

Consultado pela BBC News Brasil, o Departamento de Estado afirmou, por meio de um porta-voz, que “esperamos ver progressos adicionais à medida que o Brasil avança para combater o desmatamento ilegal e reduzir suas emissões de gases do efeito estufa, em linha com os compromissos assumidos pelo presidente Bolsonaro na Cúpula dos Líderes sobre o Clima realizada em abril”.

O Itamaraty defende que as metas de redução de desmatamento (que deve ser zerado até 2030) e de emissões (zero até 2050) são as mais ambiciosas entre os países em desenvolvimento. Reservadamente, no entanto, diplomatas envolvidos nas negociações com os americanos reconhecem “dificuldades internas do governo” para entregar reduções expressivas no desmatamento ainda em 2021. Dados do INPE mostram que o acumulado de desmatamento entre janeiro e julho deste ano é o maior desde 2016.

Para o embaixador Levitsky, até a eleição do próximo ano, EUA e Brasil devem levar uma relação “em banho-maria”. De um lado, os americanos não demonstram grandes expectativas de novos compromissos de Bolsonaro, a quem veem majoritariamente voltado à agenda eleitoral doméstica.

Por outro, preferem ver quem assumirá o país pelos quatro anos seguintes para tentar implementar qualquer ação fora das relações rotineiras. E já avisaram a Bolsonaro que reconhecerão como presidente quem quer que a Justiça Eleitoral aponte como vencedor do pleito em outubro de 2022.

Fonte: Terra

Conectado ao Poder com Plácido Cunha e Jane Klébia

Conectado ao Poder, da rádio Metrópoles – 104,1 FM, deste domingo (29/08), entrevistou o Presidente da Câmara de Valparaíso de Goiás, Plácido Cunha, e a Delegada Jane Klébia.

Assista abaixo a entrevista na íntegra, basta  clicar em assistir no facebook:

Com quase 90 mil empregos gerados em sete meses, Goiás é líder na região Centro-Oeste, diz Caged

Número é 47% maior do que o alcançado pelo segundo colocado, Mato Grosso, aponta Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, órgão ligado ao Ministério da Economia. Dados de julho também são animadores: 12.226 novas vagas formais. “Não existe nenhum programa social com maior capacidade de proporcionar qualidade de vida e cidadania para as pessoas, do que o trabalho”, afirma governador Ronaldo Caiado

De janeiro a julho de 2021, Goiás registrou saldo de 89.862 novos empregos, resultado de 405.835 admissões ante 315.973 desligamentos. Os números foram divulgados, nesta quinta-feira (26/08), pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), órgão ligado ao Ministério da Economia.

O dado coloca Goiás na liderança de vagas formais na região Centro-Oeste, com dianteira de 47% frente ao segundo colocado, Mato Grosso, que acumula 61.135 empregos com carteira assinada, no mesmo período. Em seguida, aparecem Distrito Federal (32.404) e Mato Grosso do Sul (31.416).

Os números foram comemorados pelo governador Ronaldo Caiado, principalmente, em razão do atual contexto da pandemia e das dificuldades impostas por ela. “Não existe nenhum programa social mais importante, e com maior capacidade de proporcionar qualidade de vida e cidadania para as pessoas, do que o trabalho. Essa é uma realidade”, garante Caiado, que foi o primeiro governador do país a criar uma secretaria específica para a retomada do crescimento da economia.

A estratégia tem dado certo. No mês de julho, também segundo o Caged, Goiás lidera o ranking entre os Estados do Centro-Oeste com maior saldo de empregos. São 12.226 novas vagas, resultado de 59.457 admissões, frente a 47.231 desligamentos. Em seguida na lista, Mato Grosso (11.452), Distrito Federal (7.665) e Mato Grosso do Sul (3.873). No ranking nacional, Goiás é oitavo colocado, atrás de São Paulo, que teve saldo de 104.899 novas vagas, Minas Gerais (34.333), Rio de Janeiro (18.773), Rio Grande do Sul (14.750), Paraná (14.492), Santa Catarina (13.397) e Ceará (13.420).

Em relação ao acumulado do ano, de janeiro a julho de 2021, Goiás sobe duas posições, aparecendo em sexto. As quase 90 mil vagas ficam atrás apenas de São Paulo, com saldo de 594.613, Minas Gerais (219.560), Santa Catarina (139.410), Paraná (132.328) e Rio Grande do Sul (107.563), regiões do Sul e Sudeste.

Titular da Secretaria de Indústria, Comércio e Serviços (SIC), José Vitti avaliou os números e disse que eles retratam bem o processo de recuperação e retomada da economia de Goiás, cujas ações do governo estadual têm sido determinantes no processo de geração de novas vagas de empregos.

“Estamos em sintonia com todos os setores produtivos, seja do campo ou da cidade. O governo atua para que o empresário tenha as melhores condições de abrir as portas do seu negócio e produzir bens e serviços, além de gerar empregos, fundamentais para recuperação da economia”, destacou Vitti.

Vagas por setores
Ainda de acordo com o Caged, o setor de serviços em Goiás foi o que gerou o maior número de empregos no mês de julho, com saldo de 4.356 vagas. Comércio teve saldo de 2.921; indústria 2.703; construção 1.451; e agropecuária 795.

Fonte: Secretaria de Indústria, Comércio e Serviços (SIC) – Governo de Goiás

Fux diz que impeachment de juiz tem “roupagem de ameaça”

O presidente do STF deu uma resposta contundente à tentativa de Bolsonaro de retirar da Suprema Corte o ministro Alexandre de Moraes

Presidente do STF, Luiz Fux | REUTERS/Ueslei Marcelino
Foto: Reuters

Presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Luiz Fux deu uma resposta contundente nesta quinta-feira (26) à tentativa do presidente Jair Bolsonaro de retirar da Suprema Corte o ministro Alexandre de Moraes, plano já frustrado pela rejeição do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), ao pedido de impeachment.

Fux afirmou que os juízes não devem ter “medo de decidir” e portanto precisam ter sua independência preservada. Do contrário, o País ficaria sob pena de uma “ditadura sectária inadmissível numa democracia”. Para Fux, um pedido de impeachment nesse cenário tem “roupagem de ameaça”.

“A democracia está consolidada e ela não admite que juízes trabalhem sobre o páreo de pena de sofrer impeachment. O impeachment é um remédio extremo”, afirmou Fux durante participação em evento promovido pela XP Investimentos. “Juiz não pode decidir com uma espada de Dâmocles na cabeça. Não é possível que numa democracia as decisões judiciais sejam criminalizadas”, afirmou o presidente da Corte.

Ainda na avaliação de Fux, a falta de independência de um juiz acarreta num cenário de falta de “ordem e paz”. “Se suprimir essa independência, não haverá ordem ou paz”, afirmou o ministro

Fonte: Terra

Com General na saúde Ibaneis espera por ordem na casa

Por Sandro Gianelli

General Pafiadache e o governador Ibaneis. Foto: Renato Alves / Agência Brasília.

General neles

A maratona em busca de um bom gestor para a saúde no DF chegou ao fim. O governador Ibaneis passou o cargo para um General. Assim, quem não se enquadrar que pegue seu banquinho e saia rapidinho. Ibaneis quer por ordem na casa, custe o que custar.

Insatisfeito

A saída de Osnei Okumoto da secretária de saúde se deu por conta da insatisfação de Ibaneis com a morosidade que vinha ocorrendo na secretária. Até mesmo o episódio das vacinas só deu certo por iniciativa do governador que entrou na Justiça e cobrou as vacinas devidas.

Tratamento

Se depender de Ibaneis vamos avançar e voltar a tomar de conta da saúde, não apenas pensando na pandemia, mas se adequando a nova realidade com a população vacinada e agora em busca de outros tratamentos.

Pedrosa no Democratas

Essa semana o deputado distrital Eduardo Pedrosa se filiou ao Democratas. Após ter sido liberado, ou dispensado, pelo antigo partido, o PTC. O evento contou com a presença da cúpula do Democratas com o presidente nacional ACM Neto, o governador de Goiás Ronaldo Caiado e do presidente do Democratas do DF Alberto Fraga, entre outras lideranças.

Eliana Pedrosa e Eduardo Pedrosa. Reprodução da internet.

Ecléticos

Eduardo Pedrosa vai para o Democratas e sua tia, a ex deputada Eliana Pedrosa fica no PDT. O partido já aceitou a filiação de Eliana. O normal seria um pedir voto para o outro, pelo parentesco, mas pela ideologia partidária isso não deve ocorrer. O PDT está alinhado a esquerda e o Democratas alinhado a direita.

Articulado

O ex vice-governador Paulo Octávio anda bem articulado no meio político. Hora ele é visto cumprindo agenda ao lado do governador Ibaneis, hora é visto em eventos de partidos de oposição ao governo. Como ocorreu no evento de filiação do deputado distrital Eduardo Pedrosa no Democratas.

Desprestigiado

O deputado federal Luis Miranda, até então, único mandatário do Democratas não compareceu ao evento de posse de Eduardo. Nos bastidores é dada como certa sua saída do partido. Luis não tem tido bom entendimento com Fraga, presidente da sigla no DF.

Articulada

A deputada distrital Júlia Lucy tem mostrado habilidade política. Eleita pelo NOVO, a parlamentar não tem se fechado no discurso partidário e tem aparecido onde chamam. Ela foi um dos presentes no evento de Eduardo Pedrosa.

Origem

Na origem do NOVO, o partido era meio que nós versus eles, mas pelo menos no DF, Júlia tem transitado bem. Do jeito dela, vem trabalhando e tentando se criar para as eleições de 2022.

Paco Britto e João Cardoso. Reprodução da internet.

Rachou 1

O deputado distrital João Cardoso também foi prestigiar o amigo Eduardo. O problema, se é que tem algum problema, é que Eduardo se comporta como opositor ao governo Ibaneis e João é do partido do vice-governador.

Rachou 2

Nas eleições de 2018 o Avante elegeu o vice-governador Paco Britto e dois deputados distritais, Sardinha e João Cardoso. Para 2022 a lógica é que pelo menos um dos deputados deixe a sigla. Se está difícil formar nominata em partido com um distrital, imagine com dois?

Coincidência

O que estes três parlamentares possuem em comum? Todos eles assinaram o pedido de abertura da CPI do IGESDF. Pois é, até o João Cardoso que é do partido do vice-governador. Será que chamaram a atenção do vice?

* Sandro Gianelli é consultor em marketing político, jornalista e radialista. Escreve a Coluna do Gianelli no Portal Conectado ao Poder.

Pfizer anuncia acordo para produção de vacinas da covid-19 no Brasil

O ministro da Saúde, Marcello Queiroga,durante anúncio à imprensa, sobre a produção de vacinas no Brasil

Parceria será feita com a Eurofarma


© Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

A Pfizer e a BioNTech anunciaram hoje (26) a assinatura de uma carta de intenções com a farmacêutica brasileira Eurofarma para a produção de vacina contra a covid-19. A vacina será produzida no Brasil e distribuída em toda a América Latina.

De acordo com o comunicado das empresas, as atividades de transferência técnica, desenvolvimento no local e instalação de equipamentos começarão imediatamente. A Eurofarma vai receber o produto de instalações dos Estados Unidos.

A expectativa é que o laboratório brasileiro seja capaz de produzir 100 milhões de doses por ano, que devem começar a ser entregues em 2022.

“A Eurofarma vai começar por meio deste acordo a terminar o processo de fabricação de nossa vacina no Brasil, o envase e a finalização no Brasil e para o resto dos países da América Latina”, destacou o presidente da Pfizer para a América Latina, Carlos Murillo em evento para a assinatura do acordo.

A vacina fabricada pela Pfizer/BioNTech, chamada de ComiRNAty, já está sendo aplicada no Brasil por meio do Programa Nacional de Imunizações (PNI). Mas até então ela vinha do exterior pronta para aplicação.

Essa vacina utiliza uma nova tecnologia, com RNA mensageiro (mRNA). Segundo a Pfizer, esse tipo de vacina carrega o código genético do vírus que contém as instruções para que as células do corpo produzam determinadas proteínas. Ou seja, elas atuam introduzindo nas células do organismo a sequência de RNA mensageiro, que contém a receita para que essas células produzam uma proteína específica do vírus. Uma vez que essa proteína seja processada dentro do corpo e exposta ao nosso sistema imunológico, este pode identificá-la como algo estranho, um antígeno e criar imunidade contra ele.

O imunizante da Pfizer é aplicado em duas doses. No Brasil, a vacina  recebeu autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para ser aplicada em adolescentes entre 12 e 17 anos. O imunizante da Pfizer é o único autorizado para essa faixa etária até o momento.

A vacina ComiRNAty é produzida pela Pfizer em parceria com a farmacêutica BioNTech, com sede na Alemanha. Ela é uma das principais marcas utilizadas atualmente na operacionalização do plano de vacinação contra a covid-19 no país.

Na entrevista coletiva de anúncio da parceria realizada no Ministério da Saúde, o titular da pasta, Marcelo Queiroga, ressaltou a importância da parceria para a capacidade de produção de vacinas do país e para a oferta de imunizantes contra a covid-19. “São indústrias privadas que se juntam no nosso país para desenvolver o nosso complexo industrial de saúde. Esse acordo vai fortalecer nossa capacidade de produzir vacinas e imunizar a população”, declarou o Queiroga. 

Fonte: Agência Brasil

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