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Eleitor sem máscara não votará, avisa plano sanitário do TSE

Procedimentos foram elaborados com auxílio de especialistas da Fiocruz e dos hospitais Sírio Libanês e Albert Einstein

O plano sanitário para o dia das eleições apresentado na tarde desta terça-feira, 8, pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luís Roberto Barroso, prevê que o eleitor deve obrigatoriamente usar máscara sobre o nariz e a boca para ter acesso ao seu local de votação.

Elaborado com auxílio dos médicos David Uip, do hospital Sírio-Libanês, Luís Fernando Aranha Camargo, do hospital Albert Einstein, e Marília Santini, da Fundação Fiocruz, o plano prevê ainda procedimentos a serem adotados por mesários. As eleições de 2020 contarão com mais de 2 milhões de mesários e apoiadores – considerando quatro mesários por seção eleitoral – e 148 milhões de eleitores. De acordo com o TSE, cada seção tem 435 eleitores em média, que representa um pequeno aumento em relação ao pleito anterior, em razão de o Tribunal não ter conseguido concluir a licitação de novas urnas eletrônicas.

Barroso afirmou que o TSE está contando com um alto volume de mesários voluntários e que os mesários que forem eventualmente convocados e pertencentes a grupos de risco terão a opção de não participar. “Estamos contanto com uma ampla adesão dos mesários que não pertencem a grupos de risco”, disse Barroso. De acordo com o presidente do TSE, graças à campanha realizada com o médico Drauzio Varella, os Estados do Rio de Janeiro, Paraná, Pernambuco e Tocantins já registraram mais que o dobro de voluntários de 2016. São Paulo também registrou aumento.

Além da exclusão da biometria – que prolongaria o tempo de votação em 70%, em média, e aumenta risco de contaminação por covid-19 – e da prorrogação da duração das eleições – que começará uma hora mais cedo, passando a ser das 7h às 17h -, o TSE divulgou uma série de procedimentos.

Os materiais necessários para garantir o cuprimento de medidas sanitárias foram doados por 30 empresas e entidades e receberão isenção do ICMS que incidiria sobre essas doações. Segundo Barroso, a desobrigação do imposto foi facilitada pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, pelo advogado-geral da União (AGU), José Levi Mello do Amaral Júnior, e pelo secretário de Estado da Fazenda, Bruno Negris.

Serão usados nos dois turnos: 9.726.113 milhões de máscaras descartáveis (fornecidas aos mesários, para serem trocadas a cada 4 horas), mais de 2 milhões de frascos de 100 ml de álcool gel para os mesários, 533.170 marcadores para o chão, 1.887.836 viseiras plásticas (para os mesários) e mais de 1 milhão de litros de álcool gel para os eleitores.

Doaram materiais ao TSE: Fiesp, Senai, Mercado Livre, Ambev, Cosan, Unica, Todos pela Saúde (Itaú), Klabin, Caoa, Quero Quero, Amil, Magalu, Gerdau, iFood, GM, Movida, Abralog, Aberc, Abrainc, ABBC, ABERT – Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão, Abear, Abesata, Aneaa, ABNT, iDV, Matins e Falconi.

Os procedimentos prevêem o isolamento de infectados, o distanciamento de pelo menos um metro entre todos, a higienização das mãos e das superfícies, o uso de proteção sobre a boca e o nariz, além de fila preferencial durante as primeiras três horas de votação, das 7h às 10h, para quem tem mais de 60 anos.

Os mesários devem trocar suas máscaras de proteção a cada quatro horas, usar viseiras plásticas, receber álcool gel de uso individual e usar álcool 70% para desinfetar superfícies. Eles também deverão manter ao menos 1 metro de distância entre eles, os eleitores e os demais mesários. Já os eleitores deverão comparecer de máscaras – sem as quais eles não terão acesso ao local de votação -, receberão embalagens de álcool gel para higienizar as mãos antes e depois de usar a urna eletrônica. Eles também devem procurar tentar levar duas próprias canetas, para não precisar usar a caneta que estará disponível na seção eleitoral e que será higienizada a cada uso.

Os eleitores e mesários que estiverem com febre no dia da votação ou que tiverem recebido diagnóstico positivo para covid a menos de 14 dias antes do pleito devem informar a situação ao chegar no local de votação. O TSE afirmou que não haverá medição de temperatura nos locais de votação devido ao risco de aglomeração e ao baixo custo-benefício, já que a febre é apenas um de vários sintomas possíveis da doença. O Tribunal também optou pela higienização constante no lugar do uso de luvas.

A urna, no entanto, não será higienizada após cada uso, mas todos os eleitores serão obrigados a higienizar as mãos com álcool gel antes e depois de votar.

O fluxo de votação aboliu o contato físico entre eleitor e mesário. Quem comparecer para votar, ao entrar em sua seção, deverá se dirigir até a mesa e exibir seu documento de modo a manter distância de um metro entre ele e o mesário. Em seguida, o eleitor deverá higienizar as mãos, assinar a ata de votação (preferencialmente com a sua própria caneta), votar e higienizar as mãos novamente. O eleitor só deverá solicitar a comprovação de votação se precisar dela.

Cartazes com o passo a passo dos procedimentos serão colocados em todos os locais de votação.

Como medidas de justificativa, o TSE vai disponibilizar aos que estejam fora de seu domicílio eleitoral a possibilidade de justificar a ausência por meio de um aplicativo de celular que vai usar georreferenciamento. Quem não tiver celular, poderá justificar em local de votação. Será possível também justificar depois da eleição.

Por Paula Reverbel

Fonte: Terra

Governador Ibaneis Rocha testa positivo para Covid-19

Governador passa bem e segue despachando normalmente de casa

Nesta terça-feira (8), o governador Ibaneis Rocha foi diagnosticado com Covid-19, após apresentar coriza e tosse, alguns dos sintomas associados à doença, durante a madrugada.

Em companhia de um amigo que testou positivo, o governador fez o teste hoje mais cedo e recebeu o resultado positivo. Amanhã, quarta-feira (9), ele passará por uma bateria de exames.

O governador passa bem e segue despachando normalmente de casa.

Fonte: Agência Brasília

Movimentada Rua é valorizada e recebe nova pavimentação asfáltica em Valparaíso de Goiás

Serviço garante mais conforto, segurança e melhor fluidez no trânsito para motoristas e pedestres, entre os bairros Jardim Oriente e Valparaizo II

Uma das mais movimentadas ruas do município de Valparaíso de Goiás, no Entorno do Distrito Federal, recebeu atenção especial do Governo Municipal, por meio da Secretaria Municipal de Infraestrutura, Habitação e Serviços Urbanos. Foi concluída neste domingo (06/09), a nova pavimentação asfáltica de um trecho da Rua 02, que liga os bairros Jardim Oriente e Valparaizo II. 

A melhoria na via que dá acesso a Feirinha, era reivindicada há anos pela população valparaisense. É o que lembrou o aposentado José Aloísio Andrade, de 73 anos. “Com certeza este é um momento de muita felicidade para os comerciantes e moradores da cidade. O novo asfalto garante mais dignidade, infraestrutura e qualidade de vida para todos”, completou o morador do Jardim Oriente. 

De acordo com a estudante, Lucia Moreira, de 22 anos, o trecho é conhecido por receber um grande fluxo de veículos. Para ela, a conclusão da obra traz a certeza de dias melhores, principalmente, aos condutores que passam diariamente neste local. “Essa é uma novidade que viabiliza mais mobilidade e menos dores de cabeça para a gente que dirige. Acredito que as pessoas estão satisfeitas em ver isso acontecendo”, frisou a moradora do Parque Rio Branco.

As intervenções para transformar a trafegabilidade continuarão nos próximos dias na região. A meta da prefeitura é duplicar a Marginal Sul da Rodovia BR-040, conhecida como Rua 01. A previsão é que o serviço assegure estrutura básica urbana, estacionamento, revitalização de canteiros e rotária, em uma área comercial bastante valorizada entre o Hotel Locatelli e o Assaí Atacadista. 

Conectado ao Poder com André Janones

O Conectado ao Poder, na TV União Brasília – canal 11.1, desta terça-feira (8/9), entrevistou o deputado federal André Janones (Avante-MG).

Assista a entrevista na íntegra.

Caiado anunciará apoio a Túllio e aliança com PTB

O governador de Goiás e presidente do DEM no estado, Ronaldo Caiado, anunciará, na noite desta terça-feira (8), o apoio à pré-candidatura de Túllio (DEM) à prefeitura de Águas Lindas, quinto município mais populoso do estado. O líder do partido também deve selar a aliança com o PTB como vice na chapa.

A boa relação com o governador do estado e com o Governo Federal poderão beneficiar o município no repasse de recursos e na liberação de emendas vindas do Congresso Nacional.

A aliança é fundamental para injetar os recursos necessários às obras a serem realizadas em Águas Lindas. A parceria com o PTB estreita ainda mais os laços com o presidente Jair Bolsonaro, tendo em vista a costura do presidente nacional da legenda, Roberto Jefferson, com o Palácio do Planalto.

A campanha oficial será aberta no dia 26 e segue até 13 de novembro. Com pouco mais de 90 mil eleitores, a disputa em Águas Lindas será decidida em turno único, conforme estabelece a legislação eleitoral.

Fonte: Tudo Ok Notícias

Eleitor com deficiência visual ouvirá nome do candidato na urna eletrônica

Eleitores com deficiência visual poderão ouvir o nome do candidato após digitar seu número na urna eletrônica nas eleições 2020. Os aparelhos terão uma tecnologia de sintetização de voz, que transforma texto em som.

Nas eleições de 2018, a urna eletrônica já informava o número digitado, o cargo em votação e as instruções sobre as teclas “Confirma”, “Corrige” e “Branco” por meio de mensagens pré-gravadas. Agora, a máquina simulará a leitura dos nomes dos candidatos digitados.

O anúncio foi feito pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) na última sexta (4). Para utilizar o serviço, o eleitor deve informar ao mesário sobre sua deficiência visual, para que ele habilite o recurso e entregue fones de ouvido.

Segundo o TSE, a sintetização de voz também é capaz de fazer flexibilização de gênero ao emitir a fala de confirmação do concorrente escolhido.

O processo de adaptação da tecnologia nas urnas levou cerca de quatro meses, entre o fim de 2019 e o início deste ano. Os últimos testes foram realizados nesta semana.

Para implementar a tecnologia, o tribunal teve de descartar as urnas de 2006 e 2008, mais antigas ainda em atividade. Mas, segundo o TSE, não houve custos adicionais.

“Utilizamos uma solução toda baseada em software livre. Então, não houve nenhum custo para o tribunal, que não precisou gastar absolutamente nada para implementar essa tecnologia. A novidade traz uma confiança muito maior para o eleitor, naturalmente, sobre o voto que ele está depositando na urna”, afirmou Rodrigo Coimbra, chefe da Seção de Voto Informatizado da Secretaria de Tecnologia da Informação do TSE, por meio de nota.

Fonte: Notícias UOL

Bolsonaro destaca compromisso com democracia e Constituição

Presidente falou ainda que soberania e liberdade são valores do país

Pronunciamento do presidente Jair Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro fez um pronunciamento à nação na noite de hoje (7), dia da Independência da República, e reafirmou o compromisso com a Constituição e com a preservação “da soberania, democracia e liberdade, valores dos quais nosso país jamais abrirá mão”.

“A independência do Brasil merece ser comemorada hoje, dos nossos lares e em nossos corações. A independência nos deu a liberdade para decidir nossos destinos e a usamos para escolher a democracia. Formamos um povo que acredita poder fazer melhor. Somos uma nação temente a Deus que respeita a família e que ama a sua pátria. Orgulho de ser brasileiro”, disse o presidente.

Ainda no pronunciamento, Bolsonaro afirmou que, desde a independência, o Brasil dizia ao mundo que não seria submisso a qualquer outra nação e os brasileiros não iriam abdicar da liberdade. O presidente ressaltou a participação da Força Expedicionária Brasileira (FEB) na luta contra o nazismo e o fascismo e também destacou a miscigenação dos brasileiros.

“A identidade nacional começou a ser desenhada com a miscigenação entre índios, brancos e negros. Posteriormente, ondas de imigrantes se sucederam trazendo esperanças que em suas terras haviam perdido. Religiões, crenças, comportamentos e visões eram assimilados e respeitados. O Brasil desenvolveu o senso de tolerância, os diferentes tornavam-se iguais. O legado dessa mistura é um conjunto de preciosidades culturais, étnicas e religiosas, que foram integradas aos costumes nacionais e orgulhosamente assumidas como brasileira.”

Fonte: Agência Brasil

Hospital de campanha conquista 1.530 altas

Com mais de 190 leitos e 104 profissionais, unidade comemorou nesta segunda-feira (7) a recuperação de mais 33 pacientes

“A semana inteira, fiquei te esperando. Pra te ver sorrindo…”. Os versos cantados por Tim Maia celebravam o momento de grande emoção no Hospital de Campanha Mané Garrincha. Mas, foi bem mais que uma semana. Dezessete dias separaram João Capuzo, 76, da família, para uma luta diária contra a Covid-19.

Nesta segunda-feira (7), ele venceu e se tornou o paciente de número 1.500 a ganhar alta no hospital. Até o momento, já foram 1.530 recuperados na unidade.

“É muita felicidade, recebi um tratamento nota 10 do governo. Tinha hora que pensei que não ia dar, pois, foi a pior prova que já passei na vida. Agradeço a Deus por voltar pra minha família, motivo maior pra comemorar”, conta João, que deixou o Mané Garrincha aplaudido por uma dúzia de profissionais da equipe médica que cuidou dele.

Ainda sentado em uma cadeira de rodas, ganhou um abraço longo e emocionado da filha Priscila, que aguardava ansiosamente a chegada do pai e o conduziu até o carro.

“Foram dias de muita aflição, chegava a fazer até cinco ligações de vídeo todo dia para meu pai. Agora, vamos pra casa e realizar um culto de ação de graças pela vida dele. Nossa eterna gratidão a toda essa equipe do hospital”, afirma a médica-veterinária, que mora com o pai e o restante da família em Arniqueira.

Assim como João Capuzo, outros 33 pacientes deixaram nesta segunda-feira (7) o hospital de campanha. Desde 22 de maio, quando começou a funcionar, a unidade já recuperou até hoje 1.530 pacientes infectados com o novo coronavírus. Um trabalho minucioso e persistente numa unidade que conta com 197 leitos, sendo 173 de enfermaria, 4 de estabilização e 20 de suporte avançado.

“Um feito importantíssimo. Ele é parte do esforço que o GDF fez para implantar milhares de leitos para recuperação de pacientes com Covid. Excelente equipe e espaço, que levaram rapidamente recuperação à todos esses pacientes”, afirma Olavo Muller , secretário-adjunto de assistência a Saúde.

Um ipê de pacientes

A estrutura temporária criada pelo GDF para o enfrentamento à pandemia conta com 104 profissionais de diversas especialidades: médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, assistentes sociais, técnicos de enfermagem, técnicos de laboratórios, entre outros. Um time que diariamente se esforça em busca da recuperação de milhares de pessoas e aprende um pouco mais com cada caso da doença.

“Costumo dizer que aqui o paciente não é observado, e sim cuidado diuturnamente. Um hospital que desafoga o restante da rede pública e que oferece um serviço de qualidade, salvando vidas todos os dias”, revela o médico e diretor do hospital, Marcelo Mello.

Mello destaca que em agosto o Hospital de Campanha Mané Garrincha apresentou uma taxa de ocupação de leitos de 67%, ainda abaixo da média do DF que foi de 69% naquele mês. O percentual de até 70% é considerado dentro dos padrões pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

“Ter mais de 1,5 mil altas é uma alegria imensa. Apesar da rotina das pessoas estar voltando ao normal, a pandemia ainda não acabou. Ainda está muito presente por aí. Nossa estrutura é maravilhosa e a cada alta, a sensação é de dever cumprido”, diz a chefe da equipe médica, Anna Carolina Erbesdobler.

Ela e a equipe montaram um ipê amarelo de papel com as tradicionais flores da mesma cor e os nomes de cada um dos pacientes pendurados nos galhos marrons. Apesar dos bons números, a luta contra a doença segue em todo o Brasil. Já são mais de 120 mil mortes e o distanciamento social é o recomendado. Mas, para o hospital de campanha uma nova marca não tarda: “rumo aos 2.000 recuperados!”

Por Rafael Secunho
Fonte: Agência Brasília

Ponte sobre Córrego Vicente Pires a caminho da reta final

Estrutura será entregue em outubro. Governo investe R$ 3,1 milhões, cria dezenas de empregos e vai melhorar o fluxo diário de 15 mil motoristas

A ponte sobre o Córrego Vicente Pires, na via marginal da Estrutural (DF-095/EPCL), está bem próxima de ser entregue à população. Neste sábado (5), equipes do Departamento de Estradas e Rodagem (DER) trabalharam na concretagem da laje, um dos últimos passos da obra. Antes de chegar à reta final, foram feitas uma grande limpeza, a terraplenagem e a concretagem da fundação.

No início de outubro, cerca de 15 mil motoristas de Vicente Pires e redondezas já poderão trafegar por ali. “Após a concretagem, resta fazer o encabeçamento, que é alinhar a terra de um lado a outro da ponte e a pavimentação; daí, daremos passagem a todos”, informa o diretor-geral do DER, Fauzi Nacfur.

A nova estrutura tem 40 metros de extensão e recebeu um investimento de aproximadamente R$ 3,1 milhões. A Obra de Arte Especial (na linguagem urbanística, denominação de monumentos viários como pontes, viadutos, elevados) foi iniciada pelo DER em maio deste ano, gerando 30 empregos diretos e indiretos.

Trânsito vai melhorar

Quem passar pelo local observará que a ponte ganhou forma, e agora é questão de detalhes. Quando concluída, a ponte dará acesso direto a quem sai da marginal da DF-095 com destino à DF-087/ Estrada Parque Vale (EPVL).

Assim, os motoristas não precisarão mais acessar a via expressa da Estrutural para chegar à Pista do Jóquei. Ou seja, economia com o tempo gasto no trânsito.

Espera de 15 anos

“É uma obra extraordinária”, comemora o administrador de Vicente Pires, Daniel de Castro Sousa. “Há 15 anos a comunidade do Vicente Pires pede esse acesso e ninguém nunca fez. Por determinação do governador Ibaneis Rocha, ouvimos os moradores, e essa foi uma das maiores demandas.”

Segundo o administrador, o transtorno no local é grande, principalmente em alguns horários. “No fluxo reverso, os nossos moradores precisam pegar a EPTG ou ir até o Pistão Norte para chegar a suas casas”, pontua. “Perdem muito tempo. Com a ponte, acabou isso”.

Por Rafael Secunho
Fonte: Agência Brasília

‘BRB: um novo patamar de crescimento, expansão digital e caminhos’

Presidente da instituição, Paulo Henrique Costa fala sobre acordo com Flamengo, estratégias do banco e reforma da Torre de TV, entre outras ações

No Distrito Federal, o Banco de Brasília (BRB) está no meio de onde há boa notícia. Desde 2019, a instituição entrou numa crescente nos números e gestos e chegou a patamares que poucos poderiam acreditar. Neste ano, fez um acordo surpreendente com o Flamengo, liderou ações sociais e econômicas na pandemia e passou a valer R$ 7,2 bilhões. O que representa um crescimento de 500%. O BRB entrou em outras searas e está se fortalecendo digitalmente. A marca também será levada ao alto da cidade, na Torre de TV, administrada pela instituição financeira.

É difícil pensar algum bom gesto e ação em Brasília em que o BRB não esteja envolvido. Quer ver só? Então confira a entrevista que a Agência Brasília fez com o presidente da instituição, Paulo Henrique Costa.

Na atual gestão, o Banco de Brasília tem tomado o noticiário de forma muito positiva. Embora estejamos vivendo a pandemia, gostaria que o senhor falasse de ações do BRB neste sentido, como os programas Prato Cheio e Renda Emergencial…

O governador Ibaneis Rocha tem uma visão e uma clareza estratégica muito importante que está na raiz de tudo o que está acontecendo no BRB e no papel que o banco assumiu diante da nossa cidade. A clareza de saber da importância de um banco e como ele pode ser um instrumento propulsionador do desenvolvimento econômico, social e humano, além da decisão de permitir que o banco tenha uma gestão técnica. São elementos centrais de tudo que a gente tem visto de resultados.

Nós atuamos em três frentes diferentes por meio do Supera DF, um programa com o objetivo de aliviar os impactos econômicos e sociais da pandemia e criar um sentimento de confiança, de esperança em relação ao futuro.

A primeira frente foi voltada à saúde. Cuidando da saúde, dos nossos empregados e cuidando da saúde dos nossos clientes e apoiando a sociedade naquilo que ela precisava. As iniciativas começaram ainda no início da pandemia com a suspensão de reuniões, treinamentos presenciais e viagens. Criamos o teletrabalho e colocamos uma parcela importante dos nossos empregados nessa modalidade. Também evoluímos para uma revisão completa dos protocolos de limpeza das agências, orientação aos clientes para que usassem os canais digitais e evitassem a utilização das agências e isso evoluiu no tempo para que a gente tivesse todo um protocolo interno de monitoramento, de acompanhamento das nossas pessoas.

Nesse contexto de cuidado de saúde também o BRB entendeu que precisava estar junto da sociedade em outras dimensões. Fizemos uma campanha de arrecadação de recursos e doamos 150 bombas de infusão, monitores de funções vitais, visando apoiar e fortalecer o sistema público de saúde. Arrecadamos doações e também avançamos com a doação de dois milhões de máscaras.

Força que se mostrou no eixo econômico também…

Num segundo eixo a gente tratou de estimular a atividade econômica. Ou seja, no momento de incerteza em que muitos setores tiveram queda relevante no faturamento, nos apresentamos e nos colocamos à disposição do setor produtivo, com taxas diferenciadas, com prazos diferenciados e com uma revisão enorme de processos visando simplificar o processo de concessão de crédito e fazendo com que o dinheiro chegasse à economia. Nesse período, desde 18 de março, alocamos em linhas de crédito R$ 3,6 bilhões, tanto em novas linhas de crédito quanto em reestruturação das linhas de crédito que os clientes que já tinham com a gente, seja pessoa física ou jurídica, incluindo suspensão de prazos de pagamento.

Por meio desse programa beneficiamos mais de sete mil empresas e mais de 29 mil pessoas com ações direcionadas ao crédito, à concessão de um fôlego, seja para as empresas ou para as famílias. Somos o primeiro banco do país a conceder uma suspensão do pagamento de crédito consignado.

Mudamos para uma nova sede, o BRB cresceu, lançamos um banco digital que chegou a 35 mil contas em menos de 40 dias, ou seja, abrimos quatro vezes mais contas em 40 dias do que um banco tradicional no segundo semestre. Ou seja, em 60 dias completos. O BRB também se posicionou estrategicamente neste mundo digital.

E o terceiro pilar?

O terceiro pilar foi o da proteção social. Não bastava a gente cuidar de quem é empregado do banco e cuidar do setor produtivo ou dos servidores. A gente também, como banco público, precisava ter um olhar para a sociedade. E o GDF foi muito rápido, usando uma expressão que o governador Ibaneis Rocha costuma usar muito de que governo é para pobre, rico basta não atrapalhar. Ele teve a sabedoria e o olhar de perceber essas situações e criar programas específicos.

Assim que as escolas públicas foram fechadas, a gente conseguiu transformar o Cartão Material Escolar no Cartão Alimentação Escolar. Ou seja, concedendo às famílias de crianças dos ensinos Fundamental e Médio e famílias beneficiárias do Bolsa Família recursos para que eles pudessem ter alimentação.

Ao perceber que no cadastro social do Distrito Federal existiam muitas famílias que não eram beneficiárias em nenhum outro programa do DF ou do governo federal, foi lançado o Renda Emergencial. O valor de R$ 408 foi para suprir as necessidades básicas dessas famílias que tinham renda per capita abaixo de meio salário mínimo e não eram beneficiadas por nenhum outro programa.

O quarto programa foi o Pão e Leite. Um compromisso que o governador assumiu perante a população e que a gente substituiu a dinâmica de distribuição de cesta básica por dignidade. E porque a gente chama de dignidade? Porque as pessoas passaram a ter um cartão com o valor da cesta básica e mais um valor garantido para o café da manhã diário, e que com esse cartão ela poderia ir a qualquer comércio de alimento e comprar o que ela queria. Então, em vez de simplesmente receber uma cesta básica padrão, a pessoa pode olhar para a situação da sua família, entender quais eram os gêneros alimentícios de maior necessidade e usar o cartão como qualquer outro cidadão no comércio.

Tudo isso como se fosse um cartão de crédito…

E que trouxe uma eficiência operacional muito grande. Porque um programa de cesta básica chegava a levar 90 dias para que ela chegasse de fato ao beneficiário e com custo extremamente elevado, próximo de R$ 50 para distribuir cada uma. Ou seja, em uma cesta básica que custava R$ 150, o valor de R$50 era de custo operacional. Com o cartão esse valor caiu para R$ 6.

Também teve ação na área da Saúde, correto?

Por fim, o quinto programa é o da Farmácia de Alto Custo. Identificando que o isolamento social era o principal elemento de proteção da população a gente criou junto com o governo uma estrutura logística capaz de distribuir os medicamentos a quem precisava com uma central de atendimento, evitando que essas pessoas, em geral idosos e pacientes crônicos, precisassem se deslocar num momento de tantas incertezas, se expondo ao Covid-19.

E mesmo em meio à pandemia o banco cresceu bastante, inclusive digitalmente…

Fechamos o semestre com resultado de R$ 205 milhões, um crescimento de 27,7% em relação ao primeiro semestre do ano passado. No meio de uma crise, de uma incerteza desse tamanho na economia é muito importante você também cuidar dos negócios do banco, manter o banco no curso normal do mercado.

Mudamos para uma nova sede, o BRB cresceu, lançamos um banco digital que chegou a 35 mil contas em menos de 40 dias, ou seja, abrimos quatro vezes mais contas em 40 dias do que um banco tradicional no segundo semestre. Ou seja, em 60 dias completos. O BRB também se posicionou estrategicamente neste mundo digital. Quando começamos a transição e definimos as prioridades um dos desafios que o banco tinha era a tecnologia. E a gente mostra que o BRB hoje é competitivo, conseguiu evoluir e se posiciona nesse mundo digital de uma maneira bastante agressiva, rápida e eficaz.

A pandemia interferiu, sim, na dinâmica de todos nós, no funcionamento, no jeito como a gente olha o mundo, mas a gente conseguiu manter o rumo, a clareza e os objetivos e hoje estamos entregando os resultados que nos orgulham muito.

O banco alcançou no primeiro trimestre uma posição de mercado que nunca havia alcançado, que foi ser o de líder do crédito imobiliário no Distrito Federal. A gente hoje tem a melhor e a menor taxa do país de 6,49% ao ano e um processo que também, muitas vezes, é o mais rápido do mercado.

No primeiro trimestre de 2020 o BRB liderou a concessão de crédito imobiliário. Como estão esses números hoje?

Nós crescemos a nossa carteira de crédito imobiliário em 63% em 12 meses. O BRB tinha uma carteira de R$ 891 milhões no segundo trimestre do ano passado, ou seja, em junho, e, em junho deste ano a gente fechou com R$ 1,452 bilhão, crescendo a contratação do crédito imobiliário em 650%.

O banco alcançou no primeiro trimestre uma posição de mercado que nunca havia alcançado, que foi ser o de líder do crédito imobiliário no Distrito Federal. A gente hoje tem a melhor e a menor taxa do país de 6,49% ao ano e um processo que também, muitas vezes, é o mais rápido do mercado.

A gente está acostumado a ter essa referência de ter a casa própria. E é uma conquista para a classe média, para o servidor e mesmo para as famílias mais carentes realizar esse sonho.

O BRB estar presente neste momento junto dessa clientela é fundamental, ela gera relação de confiança, um vínculo entre o cliente e o banco, um relacionamento de longo prazo. No fundo a mensagem que a gente quer passar para a sociedade é que o brasiliense pode contar com o BRB.

Existe uma grande expectativa em torno da reabertura da Torre de TV, que está sob gestão do BRB. Como está esse processo?

Assumimos recentemente outros papéis, inclusive de recuperação de acervos ou de instalações públicas. O equipamento que todo mundo conhece mais é a Torre de TV, que está em obras. A gente vai começar uma sequência de entregas em relação a isso. Muita gente já deve ter passado por lá de noite e visto testes da iluminação nova.  

Estamos reformando a Torre e algumas entregas já foram feitas. A iluminação do térreo no espaço que vai até a fonte, se você olhar, já temos os postes que foram todos substituídos e o térreo da torre já está liberado. Começamos uma reforma na feira, uma coisa simples de pintura, de recapeamento, e temos um cronograma de entregas em que o ponto alto a gente quer que seja a devolução da Torre para a população no aniversário de 61 anos de Brasília.

Vai ter mudanças no paisagismo também?

Tudo será redesenhado, trata-se de um Corredor Cultural que vai da Rodoviária até a Feira da Torre de TV. Do ponto de vista de iluminação, paisagismo e disponibilização de Wi-Fi, se a gente considerar que ali vai ser um grande boulevard ao ar livre e é isso que queremos devolver para o cidadão de Brasília. Tem alguns marcos, a Torre é o principal deles, ou seja, a reabertura do mezanino com um museu digital que vai contar a história de Brasília.

Como está a situação do mirante da Torre?

Teremos a reabertura do mirante, ele já está pronto para ser reaberto. Na sequência, a gente vai tratar da fonte. Algumas pessoas já devem ter visto a fonte funcionando e iluminada. A gente vai criar uma espécie de coreto. Ou seja, a gente vai lançar um edital de cultura para selecionar artistas locais para fazer shows aos domingos naquele espaço para que a população possa ir. E também vamos reformar o espelho d’água. Ele é, talvez, o maior dos nossos desafios pela quantidade de anos que estava abandonado. Toda estrutura ali foi deteriorada, inclusive nos surpreendeu o tamanho do problema. Existem vazamentos dos mais diversos dentro do espelho d’água e ele não tem a menor condição de ser devolvido. Por isso das obras ele é o que vai levar mais tempo para ser recuperado.

Há um cronograma para essas inaugurações?

Em outubro, concluímos a reforma da feira, a pintura, sinalização e uma praça de alimentação. Em dezembro, a gente reinaugura a fonte luminosa usando uma tela de projeção, ela tem uma capacidade de fazer um ecrã de água ali e vamos começar a utilizar isso, a gente vai fazer uma exposição de fotografia interativa. O Natal e a festa de final de ano como a gente já fez no ano passado será em parceria com a Fecomércio. E também em dezembro a gente conclui o paisagismo da Torre. Em abril de 2021, a gente abre o mirante, reformado e de um jeito diferente. Também inauguramos o museu digital e a nossa agência-conceito. Essa será a entrega do aniversário de Brasília, em 21 de abril. E em setembro a gente conclui a questão do espelho da água do Jardim Burle Marx.

Passando da cultura para o esporte, o maior time do país, o Flamengo, hoje estampa a marca do BRB. Mas essa parceria é muito maior pelo visto…

Fizemos um acordo comercial estratégico que envolve um conjunto de contrapartidas que vão muito além de exploração da marca. O principal elemento é a oferta de produtos bancários em canais digitais para os torcedores do Flamengo, ou seja, os 42 milhões de torcedores do Flamengo, definidos como a maior torcida do mundo.

Lançamos o banco digital em 24 de julho e em 40 dias já abrimos mais de 35 mil contas digitais. Ou seja, já abrimos quatro vezes mais contas no banco digital do que no banco tradicional nesse mesmo período. O que a gente espera é que essa parceria permita ao BRB se posicionar no mundo digital, ganhar uma exposição de marca no país inteiro e essa exposição sustentar o nosso crescimento tanto no mundo digital quanto no mundo físico.  

A gente acredita que, de fato, ao longo desses cinco anos, a gente vai conseguir alcançar o objetivo de gerar 1,5 milhão de clientes, que é praticamente três vezes a base de clientes que a gente tem hoje, posicionar a marca do banco no mundo digital.

R$ 7,2 bilhões
passou a valer o banco em junho

Em junho, o BRB passou a valer R$ 7,2 bilhões, apresentando um crescimento de 500%. Vocês esperavam uma valorização tão rápida?

O aumento do valor de mercado do BRB é um objetivo de gestão. Foi algo pactuado com  o governador Ibaneis ainda no período de transição. Nós olhávamos para o banco, a responsabilidade com Brasília e o potencial de renda da cidade de quem mora aqui e víamos que o BRB tinha um espaço de crescimento e de aumento do seu resultado e de crescimento do seu valor de mercado.

O movimento aconteceu mais rápido do que a gente esperava. A gente tinha um plano de trabalho de quatro anos. O que a gente de fato espera, ao longo do período de gestão do mandato do governador Ibaneis, é entregar um banco de outro tamanho, de outro porte e com outro valor de mercado.

A gente fica feliz de ter acontecido mais rápido do que imaginado inicialmente, mas a gente tem consciência clara de que tem um desafio grande a ser cumprido. Entramos numa fase agora de reforma das nossas agências e modernização do nosso atendimento, de melhora da experiência dos nossos clientes e do varejo. Então, a população vai começar a perceber agências mais modernas, abertura de novas unidades aonde for necessário, uma atuação também mais digital do banco para que tudo isso que a gente tem conversado e os avanços que a gente já comentou se consolidem e cheguem de fato a quem mais interessa que é o nosso cliente.

Em 2019, o BRB promoveu três concursos públicos. Como estão essas nomeações?

Passar em concurso público é um sonho para muita gente. Eu sou concursado e sei o que significa a satisfação de receber a notícia. Nós abrimos um concurso para 113 vagas entre escriturários, técnicos de tecnologia, advogados, médicos do trabalho. Nós já chamamos até agora 151 pessoas. Ou seja, numa quantidade maior do que a quantidade originalmente prevista no concurso.

Olhando o momento de crescimento do banco, naturalmente a gente fez um cadastro de reserva para que, à medida em que o banco cresça, as pessoas sejam chamadas. O que não pode acontecer é o que está acontecendo agora, ou seja, uma inversão, em que as pessoas tentam ser contratadas a qualquer custo, mesmo colocando em risco a sustentabilidade do banco. A gente entende a ansiedade, o impacto que a pandemia causa nas pessoas, mas a gente precisa entender que a lógica é de construção, de sustentabilidade do banco e, a partir dessa necessidade, chamar as pessoas. Nós, se olharmos tudo o que aconteceu na pandemia, o movimento que tem sido observado na economia é de demissão. Há vários bancos que demitiram empregados. Então, a gente tem muito orgulho de ter chamado essas 151 pessoas.

Enquanto que todos os concursos públicos foram suspensos ou, pelo menos, a maioria dos concursos públicos, o BRB continuou chamando as pessoas e cumpriu o seu compromisso que era de chamar dentro dessas 113 vagas até o final do ano. Já passamos disso.

Mudando um pouco de assunto. Desde que o BRB assumiu o sistema de bilhetagem do transporte público não se ouve mais reclamações. Como isso foi possível?
 
Nós temos muito orgulho do trabalho que foi conduzido em relação ao planejamento e implementação do sistema de bilhetagem, uma atuação coordenada entre a Secretaria de Mobilidade e Transporte (Semob), liderada pelo secretário Valter Casimiro, e toda a equipe do BRB.

Uma visão estratégica do governador Ibaneis Rocha de que bilhetagem é essencialmente meio de pagamento. Portanto, algo muito próximo de uma instituição financeira. A resposta foi bastante simples. Planejamento e atuação coordenada das equipes em diversas áreas de governo e do BRB, utilização de tecnologia intensiva na melhora dos controles e o resultado está aí.

Desde o ano passado, o BRB tem escrito novas páginas no noticiário, seja econômico, esportivo e cultural. Quais páginas o banco ainda quer escrever?

Nós somos muito gratos ao governador pela oportunidade de conduzir, de participar desse processo de transformação de Brasília. É um processo que não envolve somente o BRB, envolve todo o GDF. Acho que merece um destaque especial neste capítulo também a participação das pessoas que trabalham no banco. Todos os resultados só são possíveis porque essas pessoas veem a importância do BRB, gostam de ver o BRB maior, entendem que é responsabilidade delas conduzir essa transformação.

Novas páginas continuarão a ser escritas, naturalmente. A página da expansão do BRB no resto do país, a página da modernização e digitalização do banco, se tornando de fato um banco digital competitivo, e ganhando terreno nesta arena bastante disputada. Uma página da inovação, ou seja, o BRB sendo um polo indutor de inovação dentro do DF, atuando em conjunto com o Biotic, atuando em conjunto com a Secretaria de Inovação. Uma página de redesenho de toda a nossa operação do Varejo. E, por fim, uma última página, um capítulo especial, que é de cumprir esse papel social, papel de banco que atua próximo do governo, sendo mais que um banco tradicional, fazendo programas sociais, estando presente na vida da população, fazendo com que a população perceba a presença e a importância do BRB no seu dia a dia.

Olhando agora para as páginas já escritas. São 17 meses de gestão, qual foi o maior desafio até então?

Foi o de entrar num banco que tinha sido alvo de uma operação policial. A incerteza, o medo das pessoas dentro do banco, o risco de estar em uma instituição passando por esses desafios naquele momento foi muito grande. Eu já tinha tido oportunidade de participar de outros processos de reconstrução, de entrar depois de outras operações policiais em outras situações de fraude, em outras empresas e dar sentido, dar a tranquilidade, a clareza e a confiança para todos aqueles que fazem parte do BRB ou da sociedade que confia no BRB, de que a gente superaria esse desafio e seria de fato o banco que a gente tem o potencial de ser, certamente foi o maior desafio.

Quando as pessoas entenderam, confiaram e tiveram um impacto positivo na autoestima, foi gerada essa força, essa energia que é o que explica todos os outros desafios. Mas, aqui no BRB, os desafios vêm o tempo inteiro. Se esse foi o maior, ao mesmo tempo reposicionar o negócio de crédito imobiliário tem sido desafiador, aumentar a nossa participação e relevância no agro tem sido desafiador, entrar no mundo digital, de fato, é desafiador, e o que a gente tem feito é construir. Talvez seja o último capítulo que eu não mencionei, uma estrutura de governança, integridade, controle e transparência que permita de fato garantir que o BRB não viverá episódios como os que viveu no passado.

Hoje o BRB está no patamar desejado pelo governo de banco de fomento e desenvolvimento de Brasília? Como ampliar essa atuação?

Nunca estará. Quando a gente chegar no patamar que a gente quer a gente empurra o patamar um pouquinho mais para frente. É um caminho de desenvolvimento, de aprendizado e construção contínuo. Veja, nós mais que dobramos a concessão de crédito do BRB neste período de governo, na verdade quando a gente compara já o primeiro semestre deste ano com o primeiro semestre do ano passado. Se a gente compara com períodos anteriores, por exemplo, só a produção de crédito imobiliário no segundo trimestre foi maior do que a produção somada dos anos de 2015, 2016, 2017 e 2018. Ou seja, em três meses a gente produziu o equivalente a quatro anos. É enorme a transformação que está acontecendo.

Nós criamos linhas novas, programas novos. nós criamos uma diretoria de governo e atacado que de fato vai focar na questão do fomento. Vai ser muito comum ouvir o BRB apoiando obras de infraestrutura, implementando novos programas sociais, atuando em frentes ligadas à educação, ao empreendedorismo, ao empoderamento e independência econômica feminina, ou seja, esse caminho está longe, está construção está longe de ser encerrada, é um desafio constante. O que a população pode esperar é mais modernidade, mais facilidade, mais presença do banco e uma complementação de toda a nossa atuação nesse campo de governo. 

Veja que o banco, antes do início desse governo, a área de governo do BRB cuidava essencialmente de processar a folha de pagamento. Hoje a gente lista o conjunto de programas sociais, a nossa atuação coordenada com várias secretarias para estimular a atividade econômica em vários setores, vai da cultura, turismo, passando por inovação, transporte público, educação, também na defesa social em conjunto com a secretária Mayara Noronha Rocha, que liderou a implementação desses programas.

E fazendo tudo isso sendo um banco listado em bolsa, cujo valor cresceu mais de 500% neste período. Ou seja, o governador Ibaneis Rocha teve a sabedoria e ousadia de propor uma abordagem diferente para um banco público, reconhecendo que ele podia ter um impacto social relevante e o que nós estamos fazendo é transformando essa visão em realidade junto com os 4.500 empregados que também acreditam nisso e que também zelam por esse BRB cada vez mais forte.        
 
O banco acabou de completar 54 anos. Qual a mensagem o senhor gostaria de deixar para os colaboradores e a população do DF?

Primeiro a gente tem que reconhecer a bela história que o BRB tem de apoio ao desenvolvimento de Brasília. Quando a gente conversa com a população, com o empresariado, eles sempre têm boas lembranças de como o BRB ajudou-os a construir alguma coisa, tanto que o mote que escolhemos para o aniversário é: essa é a minha melhor história, ou seja, várias pessoas contando como o BRB transformou a sua vida.

Olhando para a frente o que a gente espera é um banco mais moderno, mais forte, mais presente no dia a dia do brasiliense e ganhando escala, espaço em outros estados e todo o território nacional, incluindo no campo digital. O BRB continuará apoiando o brasiliense a realizar seus sonhos e objetivos de vida no campo pessoal e profissional e ajudando a transformação e melhoria do ambiente econômico e social no DF. A mensagem é: contem com o BRB pelos próximos 54 anos. Nós estaremos aqui fortes e à disposição de transformar a vida do cidadão do Distrito Federal.

Por Ian Ferraz
Fonte: Agência Brasília

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