policiais militares do 17º Batalhão de Águas Claras em conjunto como Departamento de Polícia Federal de Barra das Garças, prendeu nesta terça-feira (19) um indivíduo de alta periculosidade com quatro mandados de prisão, expedido pela Justiça Criminal, da cidade de Macapá. A equipe de Gtop 37 localizou o indivíduo perto do Semáforo do cruzamento entre a Avenida Jacarandá e Araucárias. Ao questionar sobre a identidade, ele forneceu três nomes de pessoas diferentes, e então foi conduzido para a identificação criminal na delegacia. Após minuciosa pesquisa, ele foi identificado pela Polícia Civil.
O detido vendia doces nos semáforos de Águas Claras, e ficou conhecido nacionalmente em 2021 por Matar o Pai de seus desafetos com violência, por motivo de vingança, no estado do Amapá.
A Polícia Civil do Distrito Federal, por meio da Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Ordem Tributária, vinculada ao Departamento de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado (DOT/DECOR), deflagrou, na manhã de hoje (20), a operação denominada “FALSO PROFETA”, para o cumprimento de dois mandados de prisão preventiva e dezesseis mandados de busca e apreensão, com o objetivo de combater organização que atua na prática de estelionato e outros crimes no Distrito Federal e em várias outras unidades da federação.
A investigação aponta que os suspeitos formam uma rede criminosa organizada, estruturalmente ordenada, hierarquizada e caracterizada pela divisão de tarefas, especializada no cometimento de diversos crimes como falsidade ideológica, lavagem de dinheiro, sonegação fiscal e estelionatos por meio de redes sociais (fraude eletrônica), com o fim de obter vantagem econômica em prejuízo de milhares de vítimas no Brasil e no exterior que são induzidas a investirem quantias em dinheiro com a promessa de recebimento futuro de valores milionários.
O golpe consiste na conversa enganosa através de redes sociais (Youtube, Telegram, Instagram, Whatsapp, etc.), abusando da fé alheia, da crença religiosa e invocando de uma teoria conspiratória apelidada de “Nesara Gesara”, para convencer as vítimas, em sua grande maioria evangélicas, a investirem suas economias em falsas operações financeiras ou falsos projetos de ações humanitárias, com promessa de retorno financeiro imediato e rentabilidade estratosférica. Foi detectada, por exemplo, a promessa de que somente com um depósito (“aporte”) de R$ 25 as pessoas poderiam receber de volta nas “operações” o valor de Um Octilhão de Reais, ou mesmo “investir” R$ 2.000 para ganhar 350 bilhões de centilhões de euros.
O golpe pode ser considerado um dos maiores já investigados no Brasil, uma vez que foram constatadas, como vítimas, pessoas de diversas camadas sociais e localizadas em quase todas as unidades da federação, estimando-se mais de 50.000 vítimas.
De acordo com a investigação, iniciada há cerca de um ano, o grupo é composto por cerca de duzentos integrantes, incluindo dezenas de lideranças evangélicas intitulados pastores, que induzem e mantêm em erro as vítimas, normalmente fiéis que frequentam suas igrejas, para acreditar no discurso de que são pessoas escolhidas por Deus para receber a “Benção”, ou seja, as quantias milionárias.
Como instrumento da fraude, os investigados constituem pessoas jurídicas “fantasmas” e de fachada simulando ser instituições financeiras digitais (falsos bancos), com alto capital social declarado, através das quais as vítimas supostamente irão receber suas fortunas. E, para dar aparência de veracidade e legalidade às operações financeiras, os investigados ainda celebram contratos com as vítimas, ideologicamente falsos, com promessas de liberação de quantias surreais provenientes de inexistentes títulos de investimento, que estariam registrados no Banco Central do Brasil (BACEN) e no Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF).
A investigação também apontou movimentação superior a R$ 156.000.000 (cento e cinquenta e seis milhões de reais), nos últimos cinco anos, bem como foram identificadas cerca de quarenta empresas “fantasmas” e de fachada, e mais de oitocentas contas bancárias suspeitas.
Em dezembro do ano passado, a Polícia Civil do Distrito Federal prendeu em Brasília um suspeito de envolvimento no esquema, após ele ter feito uso de documento falso perante uma agência bancária localizada na Asa Sul, simulando possuir um crédito de aproximadamente R$17.000.000.000 (dezessete bilhões de reais). Porém, mesmo após a prisão em flagrante desse indivíduo, à época o principal digital influencer da organização criminosa, o grupo continuou a aplicar golpes.
Nessa nova etapa da investigação, em que participaram cerca de cem policiais civis, foi realizado o cumprimento de mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e quatro Estados – Goiás, Mato Grosso, Paraná e São Paulo. Também são cumpridas medidas cautelares de bloqueio de valores, bloqueio de redes sociais e decisão judicial de proibição de utilização de redes sociais e mídias digitais.
Além do DECOR, participaram da operação policiais do Departamento de Polícia Especializada, e das Polícias Civis dos estados de Goiás, Mato Grosso, Santa Catarina, Paraná e São Paulo.
Os alvos poderão responder, a depender de sua participação no esquema, pelo cometimento dos delitos de estelionato, falsificação de documentos, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro, crimes contra a ordem tributária e organização criminosa.
A Polícia Civil do Distrito Federal, por meio da 19ª DP, efetuou a prisão em flagrante de dois homens, de 19 e 21 anos de idade, pela prática do crime de tráfico de drogas. A prisão ocorreu na tarde dessa terça-feira (19, na QNN 19, em Ceilândia, local bastante conhecido pela venda de cocaína em via pública.
Os policiais civis realizaram monitoramento no local quando observaram que o o suspeito, 21, iria fazer a venda de uma porção de cocaína para um usuário. Na abordagem, os investigadores localizaram e apreenderam com o envolvido duas porções de cocaína e R$ 432, em espécie.
Ao perceber a abordagem policial, o comparsa, 19, foi até uma loja de ração, que fica no local, e retirou sete porções de cocaína que estavam escondidas no interior de uma casinha de cachorro com a finalidade de evitar que as drogas fossem apreendidas. Os policiais perceberam a ação e realizaram a prisão em flagrante do traficante.
Os presos foram autuados pelo crime e, após as providências legais, encaminhados à carceragem da PCDF, onde permanecem à disposição da Justiça.
Conforme deliberado durante a 39ª Reunião Ordinária do Comitê de Bacia Hidrográfica Afluentes do Rio Preto-DF, estão abertas as inscrições para o preenchimento de vagas remanescentes em processo eleitoral complementar.
Até o dia 8 de outubro, o CBH Preto-DF receberá inscrições e credenciamento de representantes dos segmentos de usuários e organizações civis de recursos hídricos interessados em compor o comitê.
As vagas remanescentes são:
Sociedade civil
I – Organizações técnicas e de ensino e pesquisa e desenvolvimento tecnológico – 1 Titular e 1 Suplente
II – Setor de entidades ambientalistas ou relacionadas aos interesses difusos – 1 Titular e 3 Suplentes
Usuários
I – Setor de indústria, mineração, captação e diluição de seus efluentes industriais – 1 Suplente
II – Setor de irrigação ou uso agropecuário, compreendendo os usuários com captação de água ou lançamento na bacia e as entidades representativas desses usuários – 4 Suplentes
III – Setor de hidroeletricidade ou saneamento básico – 1 Titular e 1 Suplente
IV – Setor de lazer, turismo, pesca, aquicultura e usos não consuntivos – 1 Titular e 1 Suplente
Os interessados, devem comparecer ao CRAS Lunabel e Pedregal
Capacitação! A fim de qualificar, capacitar e trazer mais independência financeira aos moradores de Novo Gama, o Governo Municipal, por meio da Secretaria de Promoção Social e Cidadania, iniciou hoje (19) novas turmas de Design de Sobrancelhas, Manicure e Pedicure e Cabeleireiro, no Departamento de Cursos Vanderli da Silva, e no CRAS Lunabel.
O intuito da atual gestão é trazer para a cidade o instrumento para que possam se qualificar e ingressar no mercado de trabalho. Além disso, enriquece o currículo e proporciona aos alunos a oportunidade de atuar em uma profissão, antes mesmo de ingressar no mercado de trabalho com carteira assinada, e ajudar na renda familiar.
As aulas de Design de Sobrancelhas serão ministradas pela professora Tereza Brito, no Cras Lunabel. Enquanto, no centro de cursos, no Pedregal, a responsável pela nova turma de cabeleireiro é a professora Rosimeire Conceição Cruz, e para os alunos inscritos em Manicure e Pedicure, terão aulas com a profissional Gisele Araújo.
Para se inscrever nos cursos oferecidos gratuitamente pela prefeitura, o(a) interessado(a) deve comparecer ao CRAS Lunabel ou Pedregal, durante o período matutino, das 08h às 12h, ou vespertino, das 13h às 17h, com a cópia e a original dos seguintes documentos:
Identidade;
CPF;
Comprovante de Endereço;
Comprovante de Escolaridade.
Para maiores informações procurar a Secretaria de Promoção Social, de segunda a sexta-feira, na Quadra 504, Lote 15, S/N – Pedregal, das 08h às 17h.
O seminário terá a duração de 2 dias, tratando apenas do tema alfabetização dos estudantes do Brasil, e Valparaíso marca sua presença com muito entusiasmo, responsabilidade e comprometimento.
A Secretaria Municipal de Educação de Valparaíso (SME) representou a cidade no Seminário Nacional de Alfabetização 2023, realizado em Brasília (DF). O evento reúne as mais altas e importantes autoridades no ramo da educação do país, além de representantes renomados na política como o governador de Goiás, Ronaldo Caiado e governantes e autoridades de outros estados que contam com uma educação pública de qualidade.
Com o apoio do Consed (Conselho Nacional dos Secretários Estaduais de Educação), da ABC (Associação Bem Comum), do Instituto Natura, da Fundação Lemann, o encontro pretende mostrar como as parcerias com estados e municípios produzem resultados eficientes na alfabetização de crianças e adolescentes e tem como ponto principal o slogan “Uma chamada urgente para a alfabetização das crianças do Brasil”.
O Seminário ocorre durante esta terça e quarta-feira e trata do tema alfabetização dos estudantes do Brasil. Valparaíso marca sua presença com muito entusiasmo, responsabilidade e comprometimento, com a representante e secretária, professora Rudilene Nobre.
Recentes dados divulgados pelo MEC apontam que 64,2% das crianças de 8 anos não estão plenamente alfabetizadas. Reverter esses indicadores exige um compromisso de todos os atores públicos e privados na articulação de ações que afetem de forma intencional e significativa as salas de aulas para que se consolidem de fato como espaços de promoção da aprendizagem com proficiência.
“Promover a alfabetização para crianças é construir um futuro sólido. Cada livro aberto é uma porta que se abre para um mundo de conhecimento e possibilidades. Fico muito feliz em poder representar a nossa querida cidade neste evento tão importante para a educação básica do nosso País”, disse a secretária Rudilene Nobre.
O universo digital de baixa empatia pode provocar depressão e até o autoextermínio
A Organização Pan-Americana de Saúde define que a adolescência é um período crucial para o desenvolvimento e manutenção de hábitos sociais e emocionais importantes para o bem-estar mental. Estes incluem: a adoção de padrões de sono saudáveis; exercícios regulares; desenvolvimento de enfrentamento, resolução de problemas e habilidades interpessoais; e aprender a administrar emoções. Ambientes de apoio na família, na escola e na comunidade em geral também são importantes.
Nessa fase, a maioria dos adolescentes tem uma boa saúde mental, entretanto, múltiplas mudanças físicas, emocionais e sociais, incluindo a exposição à pobreza, abuso ou violência, podem tornar os adolescentes vulneráveis aos mais variados transtornos mentais. Aliada a esses aspetos, a presença exagerada no universo digital, como redes sociais, jogos e aplicativos diversos, pode provocar em muitos jovens a depressão e o suicídio.
Dados dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), dos Estados Unidos, mostram que houve uma piora significativa nos sinais de insatisfação e depressão entre o público mais jovem na última década. O estudo mostra que quase três em cada cinco meninas adolescentes sentiram uma “tristeza persistente” em 2021, o dobro da taxa de meninos. E que uma em cada três meninas considerou tentar o suicídio.
Os pesquisadores americanos Jonathan Haidt e Greg Lukianoff explicam que o universo onipresente da tecnologia e das redes sociais promove uma perda dos vínculos sociais e uma rápida migração da sociabilidade cotidiana para um universo digital de baixa empatia, produzindo um impacto negativo na saúde mental dos alunos, aumentando as chances de piora de seu desempenho nas universidades.
No Brasil, o número de suicídios de jovens cresceu nos últimos anos. Segundo o Ministério da Saúde, de 2016 para 2021, a taxa de mortalidade por cem mil pessoas relacionada ao autoextermínio aumentou 45% na faixa de 10 a 14 anos e 49,3% na de 15 a 19 anos, contra 17,8% na população em geral. Também não se trata de um desafio exclusivamente brasileiro. De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), o suicídio é a quarta causa de morte mais recorrente entre pessoas de 15 a 29 anos.
A psicóloga Mônica Falcão Caldas, diretora geral da Rede de Saúde Mental Verse, em Brasília, explica que promover o bem-estar psicológico e proteger os jovens de experiências adversas e fatores de risco que possam afetar seu potencial de prosperar não são apenas fundamentais para seu bem-estar, mas também para sua saúde física e mental na vida adulta.
“O suicídio infantojuvenil é um problema de saúde pública provocado por vários fatores e de alta complexidade. Não é um problema só de um sujeito ou de determinada família”, afirma Mônica.
Ela acrescenta que no hospital de saúde mental Verse, que dispõe de uma equipe especializada para o tratamento de adolescentes, também localizado na capital federal, dos treze pacientes menores de idade internados, sete tentaram suicídio. O que corresponde a 60 % do total dos adolescentes internados.
“A pré-adolescência e a adolescência são fases de muitas mudanças. É um período que requer muita atenção e cuidado. A criança, além de passar por mudanças no seu corpo, experimenta sensações e sentimentos conflituosos, acreditando muitas vezes que não está à altura da expectativa da família, que não é bom e perfeito o suficiente, fatores estes que podem gerar uma grande ansiedade”, explica a psicóloga.
Taxa de suicídio aumentou 23,8% no DF
O Distrito Federal não figura entre as unidades federativas nas quais constam as maiores quantidades absolutas de suicídio, todavia, entre as causas de mortes na região, o suicídio está como a terceira maior causa. A causa de morte violenta suicídio se aproxima da quantidade de homicídios. De 2021 para 2022 a causa homicídio diminuiu 11,8%, enquanto o suicídio aumentou 23,8%. Nesse período, para cada 10 ocorrências de crimes de mortes, a Polícia Civil do DF teve que apurar 2 casos de suicídio. A média mensal de registros passou de 16 para 19, com uma frequência recorrente ao longo dos dias.
Campanha Setembro Amarelo
Em 2013, Antônio Geraldo da Silva, presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), deu notoriedade e colocou no calendário nacional a campanha internacional Setembro Amarelo. E, desde 2014, a ABP, em parceria com o Conselho Federal de Medicina (CFM) divulgam e conquistam parceiros no Brasil inteiro com a campanha.
O dia 10 deste mês é, oficialmente, o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, mas a iniciativa acontece durante todo o ano. Atualmente, o Setembro Amarelo é a maior campanha anti estigma do mundo! Em 2023, o lema é “Se precisar, peça ajuda!” e diversas ações já estão sendo desenvolvidas.
Busque ajuda no Centro de Valorização da Vida (CVV), disponível 24 horas pelo telefone 188. Em caso de emergência médica, chame o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) pelo 192.
Atendendo a um requerimento do deputado Professor Paulo Fernando (Republicanos-DF), a Comissão de Direitos Humanos, Minorias e Igualdade Racial da Câmara realizou audiência pública, nesta terça-feira (19), para debater e avaliar o Programa Nacional de Direitos Humanos – PNDH 3. Instituído em 2009, a iniciativa estabelece objetivos estratégicos e ações programáticas sobre o tema.
O aborto foi um dos principais assuntos tratados no encontro e o republicano Professor Paulo Fernando, que se dedica há mais de 30 anos à causa pró-vida, reafirmou seu posicionamento. “Nosso parlamento retrata o desejo da sociedade e a ampla maioria das pessoas defende a vida desde a sua concepção. Após a Constituinte, diversos projetos de lei tratam do assunto e temos também o Programa Nacional de Direitos Humanos, que levanta debates sobre o tema. O aborto pode ser discutido, mas sempre defenderemos a vida e vamos trabalhar para que os programas governamentais reflitam a vontade do povo”, destacou.
O procurador da Universidade de São Paulo (USP), Rodrigo Pedroso, defendeu que o Programa Nacional de Direitos Humanos, em alguns pontos, apresenta reivindicações de grupos minoritários e não da nação como um todo. “Algo que muito me incomoda é ver referências ao suposto direito ao aborto no PNDH 3, por exemplo. Pesquisas mostram que cerca de 95% da população é contra mudanças na lei para ampliar os casos em que o aborto é impunível. Então, nesse caso, talvez o governo deveria repensar a sua posição”, disse.
Em contraponto, o advogado e coordenador da organização de direitos humanos Terra de Direitos, Darci Frigo, ressaltou que a implementação do PNDH 3 trata-se de um processo universal e não de grupos específicos. Ele destaca que pontos do programa enfrentam resistência, mas de grupos conservadores. “Em alguns casos se utilizam da religião para combater a possibilidade de as pessoas acessarem direitos humanos, mas isso não dialoga com quem tem fé no evangelho”, disse.
A juíza e professora na Universidade Federal de Goiás (UFG), Liliana Bittencourt, demonstrou preocupação em relação a questões jurídicas tratadas no PNDH 3. “Em determinados pontos do programa, há uma descaracterização potencial do ser humano. E quando isso acontece? Quando algumas pessoas passam a ser tratadas não como tais, mas como excluídas dessa personalidade comum a toda a população humana”, destacou.
A professora citou os casos de aborto na Islândia para exemplificar o perigo do que chamou de descaracterização potencial do ser humano. “O país foi chamado perante a Organização das Nações Unidas (ONU) para ser questionado a respeito da aplicação de um certo aprofundamento de direitos humanos que levou aquele país a ter abortados quase 100% dos bebês diagnosticados com síndrome de Down. Com base nisso, temos razão para temer juridicamente esse eventual aprofundamento”, disse.
Ao falar sobre o tema do aborto, o ex-ministro dos Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, defendeu o PNDH 3. “O aborto não é defendido no Programa Nacional de Direitos Humanos, no sentido de ser incentivado. O próprio presidente Lula nunca escondeu a sua posição pessoal contrária. O que nós dizemos lá é que a questão tem que ser trabalhada como tema de saúde pública”, argumentou.
Para o general-de-brigada e diretor de geopolítica e conflitos do Instituto Sagres em Brasília, Luiz Paiva, o PNDH 3 precisa ser atualizado e “desideologizado”. “O tema de direitos humanos está sendo usado como base para transformar o regime democrático em regime socialista. O programa é amplo demais, complexo, burocratizado e pouco objetivo, desviando o foco que deveria estar nos direitos humanos. É autoritário em vez de facilitador e orientador, como deveria ser”, finalizou.
Também participaram da audiência pública o jurista, advogado, professor, escritor e membro da Academia Brasileira de Filosofia, Ives Granda; o professor no Ensino Fundamental da Rede Municipal de Ensino de Goiânia, Orley da Silva; e a secretária-executiva do Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania, Laura Zacher.
“Não vai colar”, disse a senadora Eliziane Gama (PSD/MA), depois que o senador Izalci Lucas (PSDB/DF) pediu o seu afastamento da relatoria da CPMI do dia 8 de janeiro.
De acordo com Izalci, a relatora teria combinado perguntas e respostas com o general Gonçalves Dias (também conhecido como G. Dias), ex-chefe do Gabinete Institucional de Segurança (GSI), que prestou depoimento à Comissão Parlamentar no último dia 31 de agosto. Os fortes indícios do esquema estariam em conversas obtidas pela própria CPMI depois da quebra do sigilo de G. Dias.
“A conduta de um relator que possa comprometer a imparcialidade e a integridade de uma investigação pode ser questionada com base em princípios éticos e nas regras gerais de funcionamento das Casas Legislativas”, justificou o senador Izalci.
“Apresento questão de ordem para suscitar a suspensão da relatora dessa comissão parlamentar, uma vez que sua imparcialidade resta comprometida, e, por conseguinte, promover o afastamento”, completou.
O presidente da Comissão Parlamentar, deputado Arthur Maia (União-BA), negou ter poder para decretar o afastamento de Eliziane e acusou Izalci de tentar pôr a “opinião pública” contra ele.
Apesar dos fortes indícios do “jogo combinado”, a senadora maranhense Eliziane Gama, por sua vez, classificou o movimento como “manobra” e afirmou que o pedido não se sustenta.
Assista, na íntegra, o vídeo em que o senador Izalci coloca sob suspeição a atuação da relatora da CPMI:
A presidente do Conselho buscou apoio na Sedfgo nas atividades e formação de novos conselhos
No cenário do Entorno Sul, região que engloba cidades como Novo Gama, Valparaíso, Cidade Ocidental e Cristalina, um grupo de mulheres cristãs vem se destacando por sua atuação na promoção do combate à violência contra a mulher. A presidente Nacional Conselho de mulheres Cristãs do Brasil (CMCB), Patrícia Oliver, foi recebida pela titular da Secretaria goiana do Entorno do Distrito Federal (Sedfgo), Caroline Fleury, para falar sobre o fortalecimento e implantação de unidades dos conselhos nos municípios próximos ao Distrito Federal, onde tem sido registrados aumento nos casos de feminicídios, a exemplo do que ocorre em todo o país.
De acordo com Patrícia Oliver, o CMCB de Mulheres Cristãs tem se empenhado em criar oportunidades onde não existiam, divulgar informações cruciais e sensibilizar a comunidade para a questão da violência de gênero.
Um dos pontos fundamentais deste trabalho é a preocupação com as mulheres que são negligenciadas pela sociedade. Patrícia Oliver, ressalta: “Nós já nascemos empoderadas”, referindo-se à luta que as mulheres enfrentam desde cedo.
Para Caroline Fleury, o trabalho da organização civil organizada é fundamental para romper o ciclo de violência contra a mulher. “Onde as mulheres se unem, há capacitação e superação, e a parceria com a comunidade e instituições locais é essencial para o sucesso dessas iniciativas”.
Fleury citou, por exemplo, o trabalho promovido pelo Governo de Goiás com a formação de grupos reflexivos para os homens. “Tenho ouvido vários depoimentos de que isso tem gerado resultados significativos no combate à violência de gênero. A mudança de mentalidade e o engajamento dos homens são peças fundamentais na construção de uma sociedade mais justa e segura”.
Também participou da reunião, a vice-presidente da Federação de Mulheres de Goiás (FMG), Laodicéia Dourado.Para ela, “o fim da violência contra a mulher e outras causas urgentes não se trata de religião, partido ou cor, mas de um compromisso humanitário. Ela ressaltou que estão todas unidas nessa luta”.
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