O órgão veio de Goiânia no avião da FAB e, da Base Aérea para o HFA, pelo helicóptero do Detran-DF
Na manhã desta terça-feira (19), por volta das 8h50, as equipes da Unidade de Operações Aéreas do Departamento de Trânsito do Distrito Federal foram acionadas pela Central Estadual de Transplantes do Distrito Federal para mais um transporte de órgão: o 9º coração só este ano.
De Goiânia para a Base Aérea de Brasília, o coração e a equipe médica foram transportados a bordo do Guará 18, avião da FAB, que pousou às 12h no horário de Brasília.
Da Base Aérea para o Instituto de Cardiologia e Transplantes do Distrito Federal (ICTDF), localizado no Hospital das Forças Armadas (HFA), foram transportados no Sentinela 01, aeronave do Detran-DF.
Balanço
Uma parceria do Detran-DF com a Central Estadual de Transplantes do DF já resultou no transporte aéreo de 54 corações, entre outros órgãos, desde 2015. A agilidade no transporte desses órgãos é imprescindível para o seu aproveitamento nos transplantes. E a pronta ação das equipes do Sentinela são de extrema importância no célere translado do órgão dentro do DF.
Desta quarta (20) ao domingo (24), público terá acesso ainda a exposições, palestras, painéis e oficinas
Em contagem regressiva para a estreia em Brasília (DF), a organização do Chocolat Festival divulgou a programação completa do evento, que terá início às 18h desta quarta-feira (20), no Centro de Convenções Ulysses Guimarães. Com 100% dos stands da Feira do Chocolate preenchidos, o festival oferecerá ao público, ainda, atrativos para além do paladar, como exposições artísticas, palestras, painéis e oficinas.
A cerimônia de abertura, sempre marcada pela presença de autoridades, será às 19h. Cortada a fita, brasilienses e turistas terão até o domingo (24), sempre entre as 14h e as 22h, para desfrutar todas as experiências que só o maior evento de chocolate e cacau na América Latina pode proporcionar. Os ingressos custam 20 reais (inteira) e 10 reais (meia-entrada), e estão à venda no site chocolatfestival.com.
No Show Cooking, por exemplo, grandes nomes nacionais e internacionais da gastronomia compartilham com os visitantes receitas à base de chocolate. No Ateliê, os chefs Léo Vilela e Tati Benazzi preparam verdadeiras delícias em forma de escultura. O evento também tem lugar para a criançada, que pode aprender brincando no Kids Cooking.
O Lounge Chocolat traz painéis e palestras sobre sustentabilidade, empregabilidade, negócios, chocolate, cacau e outras cadeias produtivas. O espaço reunirá diversos especialistas, inclusive o mestre em Psicologia Alexandre Coimbra, autor de um dos podcasts mais escutados no país, o “Cartas de Um Terapeuta”, e integrante do programa “Encontro com Fátimas Bernardes”, da TV Globo, por quatro anos e meio.
Para completar, todos os dias do Chocolat Festival serão embalados por apresentações artísticas no Palco Cacau.
Programação na quarta-feira (20) — Com a abertura oficial da Feira do Chocolate, às 19h, começam também as atividades no Show Cooking, sob o comando do chef Ricardo Campos e, às 20h30, do chef Laurent Rezette.
Das 19h às 21h, o público infantil põe a mão na massa no Kids Cooking, com a chef Tia Pri. No Ateliê, até as 22h, os chefs Léo Vilela e Tati Benazzi dão vida às primeiras esculturas de chocolate. Às 20h, o Palco Cacau recebe seu show de abertura.
Programação na quinta-feira (21) — A partir do segundo dia de evento, a programação começa mais cedo, às 14h, com a Feira e o Ateliê, que se estendem até as 22h. No Kids Cooking, será realizada uma aula por hora, das 14h às 21h.
Às 15h, no Lounge Chocolat, terá início o Fórum do Cacau Brasília, com o painel “Panorama e perspectivas para o cacau do Brasil”. O tema abordado às 16h será “Oportunidades para o setor do cacau no contexto da bioeconomia nacional”.
“Os avanços na cacauicultura e sua importância para os estados do Pará e da Bahia” será o assunto da vez no painel das 17h20. Encerra as atividades do dia no fórum, às 18h, a palestra “A Rota do Cacau como estratégia da Política Nacional de Desenvolvimento Regional”.
Em vez disso, quem preferir tratar de receitas culinárias terá a opção de assistir, a cada uma hora e meia, no Show Cooking, às exposições realizadas entre as 16h e as 20h30 pelos chefs Marcos Lelis, Léo Vilela, Ricardo Campos e Laurent Rezette. Enquanto isso, das 16h às 22h, o Palco Cacau receberá apresentações artísticas.
Programação na sexta-feira (22) — As programações da Feira, do Ateliê e do Kids Cooking seguem sendo as mesmas. No Lounge Chocolat, o Fórum do Cacau Brasília dá lugar ao Chocoday, cujo primeiro painel, às 15h, será “Chocolate, um mundo de possibilidades na gastronomia”.
Às 16h, o secretário de Turismo da Bahia, Maurício Bacellar, irá ministrar a palestra “Turismo de experiência com a Estrada do Chocolate”. Às 17h, o mestre em Psicologia Alexandre Coimbra abordará o tema “Da empresa familiar à agricultura familiar: a importância do propósito e harmonia das famílias nas organizações”.
Em seguida, dois painéis encerram o Chocoday: “O Brasil descobre o chocolate de origem” e “Chocolate por quem faz acontecer”, respectivamente às 18h e 19h.
Mais uma vez, das 16h às 20h30, haverá o Show Cooking — agora, sob a batuta dos chefs Zeca Amaral, Lui Veronese, Mariana Corbetta e Diego Badra. Os shows no Palco Cacau, das 16h às 22h, fecham o terceiro dia de evento.
Programação no sábado (23) — Além da Feira, do Ateliê e do Kids Cooking nos horários já conhecidos, o público poderá acompanhar o Chocolat Sustentável, atração do dia no Lounge Chocolat e que trará, a partir das 15h, uma sequência de painéis acerca de assuntos como sustentabilidade, empregabilidade, negócios, chocolate, cacau e outras cadeias produtivas.
No Show Cooking, das 16h às 20h30, será a vez de os chefs Francisco Sant’Ana, Ana Marzzano, Mariana Corbetta e Bruno Bethonico compartilharem suas receitas à base de chocolate. Enquanto isso, até as 22h, as atrações do Palco Cacau animam os visitantes.
Programação no domingo (24) — Nesse dia, a Feira se encerra mais cedo, às 20h. Em compensação, o Kids Cooking segue até as 21h, e o Ateliê, até as 22h. A partir das 15h, haverá mais uma série de painéis do Chocolat Sustentável no Lounge Chocolat.
O encerramento do Show Cooking será com três sessões: a primeira, às 16h, com o chef Bruno Bethonico; a segunda, às 17h, com o chef Francisco Sant’Ana; e a terceira, às 19h, com o chef Josenilton dos Santos. Na ocasião, os shows no Palco Cacau começarão às 16h e terminarão às 20h.
Sobre o Chocolat Festival — Realizado desde 2009, o Chocolat Festival é considerado o maior evento de chocolate de origem na América Latina e reúne toda a cadeia produtiva do cacau, desde o fruto até o produto final. Já são mais de 30 edições realizadas entre os estados da Bahia, Pará e São Paulo, levando aonde vai diversas marcas de chocolate de origem, “bean to bar”, premium e gourmet.
Em 2023, o festival já passou por Salvador (BA), Altamira (PA) e Ilhéus (BA) e Belém (PA).
SERVIÇO — CHOCOLAT FESTIVAL BRASÍLIA O quê: Chocolat Festival Brasília — Festival Internacional do Chocolate e Cacau Quando: De 20 a 24 de setembro Onde: Centro de Convenções Ulysses Guimarães Quanto: 20 reais (inteira) e 10 reais (meia) … Assessoria de Imprensa: Goya Comunicação goyaassessoria@gmail.com | Camila Botto: (71) 99923-9284
A manhã desta terça-feira, 19, marca o início de uma nova era na Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego), que implementa mudança histórica na tramitação de projetos de lei e publicidade das ações desenvolvidas na Casa. Em uma reunião conjunta que envolveu diretores e secretários ligados às seções de protocolização, Tecnologia da Informação (TI), entre outros, o presidente da Alego, deputado Bruno Peixoto (UB), anunciou duas inovações que prometem revolucionar a maneira como o parlamento goiano opera, com foco na eficiência, economicidade e transparência.
A primeira novidade que Bruno Peixoto revelou é o lançamento de uma nova tecnologia dentro do sistema Alego Digital, que permitirá que parlamentares apresentem projetos de lei de forma totalmente eletrônica. Essa mudança eliminará o processo legislativo em papel, marcando a primeira vez na história do Parlamento Goiano que o papel deixará de ser usado na tramitação de projetos de lei.
Essa transição para o formato digital visa não apenas aprimorar a eficiência e a agilidade dos procedimentos legislativos, mas também demonstra o compromisso da Alego com a preservação do meio ambiente, reduzindo o consumo de papel de forma significativa.
A segunda novidade anunciada é o lançamento do aplicativo “Deputados Aqui”, uma plataforma que oferecerá novas possibilidades de interação entre a população e o Parlamento goiano. Com este aplicativo, os cidadãos terão acesso facilitado às ações dos deputados estaduais, acompanhando e interagindo com o trabalho legislativo na palma de suas mãos.
Segundo Bruno Peixoto, estas medidas estão alinhadas com o objetivo da Alego de se tornar o legislativo mais transparente do Brasil. Com essas inovações, a população terá mais acesso aos projetos apresentados e ao trabalho dos parlamentares na palma da mão. “Estivemos aqui reunidos com nossa diretoria de tecnologia, transparência e protocolo, todos unidos para dar maior publicidade às ações dos deputados e deputadas, para que você acompanhe nosso trabalho dia a dia e agora em tempo real”, afirmou o presidente da Alego.
O aplicativo “Deputados Aqui” estará em constante evolução, com melhorias sendo implementadas pela equipe responsável pelo seu desenvolvimento na Casa. Ele proporcionará acesso não apenas às ações dos parlamentares, mas também a conteúdos como filmes e documentários produzidos por artistas goianos, além da possibilidade da apresentação de projetos de lei por parte da sociedade goiana.
O lançamento do aplicativo e a digitalização dos processos legislativos representam um marco histórico para a Assembleia Legislativa do Estado de Goiás, que após 188 anos de existência, a partir de agora, entra em uma nova era onde projetos de lei poderão ser apresentados de forma eletrônica, reduzindo drasticamente o uso de papel e trazendo maior agilidade para o trabalho parlamentar. “Com essas inovações, a população goiana poderá acompanhar todas as ações dos deputados e deputadas na palma da sua mão. Estamos servindo a nossa gente, promovendo a transparência e modernizando as ações da assembleia legislativa do nosso estado”, destacou Bruno Peixoto.
O secretário adjunto de inovação, Leonardo Rassi, disse que o aplicativo “Deputados Aqui” é uma ferramenta onde se cria uma porta de entrada mais fácil e mais simples para a sociedade poder interagir direto com o poder legislativo com assembleia legislativa. “É a grande inovação que vem dentro do aplicativo o qual acreditamos que não tenha similar dentro do país. É mais uma oportunidade para a população interagir e acompanhar de fato em tempo real aquilo que o seu parlamentar está fazendo, propondo e discutindo no Parlamento goiano. E isso é uma grande oportunidade de dar transparência”, destacou.
O diretor adjunto de Tecnologia da Informação, Diego Mendes, por sua vez, destacou que o Alego Digital é a plataforma que a Casa adotou para gestão de documento. “É a última etapa para que todo processo da Casa seja modernizado, digitalizado. É um grande avanço e que dá uma maior transparência ao trabalho dos deputados”, informou.
O diretor de Tecnologia e Informação da Casa, Fabrício Lopes, destacou que a implementação de ambas tecnologias é uma melhoria em todos os sentidos. “Além do cuidado com o meio ambiente, teremos maior agilidade e maior transparência. Isso traz maior eficiência e um trabalho melhor para o povo goiano”, comemorou.
O aplicativo “Deputados Aqui” já está em funcionamento e pode ser baixado para dispositivos móveis, proporcionando uma nova forma de interação entre a população e o Parlamento goiano. Além disso, o sistema Alego Digital, que está em operação desde maio de 2022, ganha nova modernização na gestão de documentos e processos na Assembleia Legislativa.
Essas iniciativas demonstram o compromisso da Alego com a eficiência, transparência e sustentabilidade, marcando uma nova fase na história do Legislativo estadual. Com a digitalização dos processos e o aplicativo “Deputados Aqui”, a Alego está mais próxima do seu objetivo de se tornar o legislativo mais transparente do Brasil, colocando as ações parlamentares ao alcance de todos os goianos.
Governador Ibaneis Rocha também entregou concessões gratuitas a templos e entidades que, em troca, deverão prestar serviços gratuitos às comunidades
A regularização de templos, igrejas e entidades de assistência social no DF avançou nesta terça-feira (19) com a entrega de mais 34 escrituras públicas. Os documentos foram concedidos pelo governador Ibaneis Rocha em solenidade no Palácio do Buriti. Com eles, a atual gestão chegou a 357 imóveis das mais diversas matizes religiosas regularizados, totalizando 547 desde a publicação da lei em 2009.
Na ocasião, o GDF também lançou um programa de renegociação de lotes para esse público. Foi ampliado o prazo de financiamento dos imóveis adquiridos da Terracap por entidades religiosas ou assistenciais, que passa a ser de até 360 meses, ou seja, 30 anos. O pagamento segue um sistema sem juros e com correção monetária anual pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
Em seu discurso, o governador Ibaneis Rocha enalteceu o trabalho das religiões e entidades assistenciais em prol da população. “Tenho certeza que com o nosso trabalho nós vamos entregar muito mais escrituras que vocês possam imaginar. Vamos entrar para a história como quem mais entregou escrituras no DF, como uma grande obra social. Isso tudo em nome das pessoas mais carentes, que são aquelas que mais precisam da assistência religiosa, das mãos estendidas das igrejas e templos da nossa cidade”, discursou.
Além das escrituras, o GDF também concedeu Termos de Moeda Social a quatro entidades, já regularizadas nesta gestão. Neste caso, a concessão de uso passa a ser gratuita, desde que a entidade religiosa ou assistência social preste, de forma contínua, serviços gratuitos a diversos grupos vulneráveis da comunidade em troca da ocupação da unidade imobiliária.
Recorde de escrituras
O evento no Palácio do Buriti foi mais um a marcar a concessão de documentos a inúmeras entidades do DF. Entre 2019 e 2023, foram regularizados 357 templos, marca superior aos 190 normalizados entre 2009 e 2018. Marca destacada pelo diretor de Regularização Social e Desenvolvimento Econômico, Leonardo Mundim.
“Até agora já foram mais de 350, de 2019 para cá. Isso significa que é um ritmo muito bom e três vezes mais em ritmo anual do que nos últimos três governos. Entretanto, há muitas igrejas e templos ainda com ocupações históricas que precisam de regularização”, disse.
A Igreja Evangélica Ministério Apostólico Geração Eleita, de Samambaia, foi um dos templos a receber a escritura. Em funcionamento desde 2010, a luta pela regularização foi destacada pelo pastor Renato da Cruz Mota. “Temos um projeto social que atende de 300 a 400 pessoas. Estávamos há dez anos nessa batalha e a entrega da escritura vem em boa hora. Todo projeto religioso tem a missão de reintegrar, reeducar e ressocializar o povo, independentemente da classe social, e o governador abraçou isso, porque onde ele não pode ir ele está ajudando uma igreja a cuidar deste trabalho”, afirma.
O processo de regularização que atendeu a igreja do pastor Renato Mota é previsto na Lei Complementar nº 806/2009, mas se tornou mais célere com o lançamento do Programa Igreja Legal, em 2019. Na entrega desta terça, foram contempladas entidades religiosas evangélicas, católicas e espíritas, além de entidades de assistência social.
Podem ser regularizados pelo programa templos ou entidades de assistência social, instalados até 22 de dezembro de 2016, e que continuem desenvolvendo atividades no imóvel.
Nesse sentido, são duas as possibilidades: aquisição direta por escritura de compra e venda, com parcelamento sem juros e correção monetária anual pelo IPCA; e Concessão de Direito Real de Uso, que pode ocorrer com o pagamento de preço público mensal de 0,15% sobre o valor da avaliação especial ou mediante o sistema de retribuição em moeda social, ambas com direito de compra a qualquer momento.
As inscrições são gratuitas e estarão abertas de 20 a 23 de setembro
O Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF) realizará, no próximo domingo (24/9), um passeio ciclístico em alusão ao Dia Mundial Sem Carro, comemorado em 22 de setembro.
Para participar é necessário realizar a inscrição, de 20 a 23 de setembro, por meio do link: https://www.even3.com.br/passeiosemananacional. O Detran-DF disponibilizará 500 vagas com direito a um kit contendo sacochila e material educativo. O kit poderá ser retirado no local do evento, a partir das 7h30.
A concentração dos participantes ocorrerá no estacionamento 11 do Parque da Cidade Dona Sara Kubitschek, a partir das 7h30, com saída prevista para as 9h. No percurso os ciclistas vão seguir pelo Parque, em sentido horário, até a saída localizada na 910 Sul. Em seguida, eles vão para a via W4 Sul e seguem até na altura do Setor de Rádio e TV Sul (SRTV Sul), onde retornam ao Parque da Cidade.
O passeio faz parte das ações da Semana Nacional de Trânsito 2023, que tem como tema: “No trânsito, escolha a vida!”. De acordo com a Diretoria de Educação de Trânsito do Detran-DF, o passeio tem o objetivo de estimular a utilização da bicicleta como meio de transporte, conscientizar sobre os benefícios do uso da bike, além de destacar o papel ativo do ciclista na construção de um trânsito mais seguro.
Passeio Ciclístico Detran-DF – Semana Nacional de Trânsito 2023 Local: Parque da Cidade Dona Sara Kubitschek. Data: 24/9, a partir das 7h30. Inscrições: de 20 a 23/9, pelo link: https://www.even3.com.br/passeiosemananacional
Vinte anos depois de seu primeiro discurso na Assembleia Geral da ONU, o presidente brasileiro voltou ao púlpito da organização. Confira a íntegra.
Vinte anos depois do seu primeiro discurso na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva voltou ao púlpito da entidade, agora para fazer uma espécie de reapresentação das credenciais do Brasil diante das 193 nações que compõem a organização.
Tradicionalmente cabe ao presidente brasileiro inaugurar a sessão de debates de alto nível na organização.
Em sua fala, que durou cerca de 21 minutos no total, Lula defendeu que a desigualdade deve ser o objetivo síntese da agenda.
“É preciso reincluir o pobre nos orçamentos nacionais e fazer os ricos pagarem impostos proporcionais a seu patrimônio”, declarou.
O presidente brasileiro prestou condolências às vítimas de tragédias no Marrocos e Líbia, lembrando ainda das chuvas no Rio Grande do Sul.
Lula repetiu que o “Brasil está de volta”, sendo interrompido por aplausos nesse momento de sua fala.
Lembrou ainda que a fome foi tema central de seu discurso há 20 anos e que hoje ela atinge 735 milhões de pessoas, ao mesmo tempo em que os maiores bilionários acumulam mais riqueza do que os 40% mais pobres do mundo.
“Precisamos vencer a resignação que nos faz aceitar tamanha injustiça como fenômeno natural”, afirmou. “Para vencer a desigualdade, falta vontade política daqueles que governam o mundo.”
Mudança climática e Amazônia
Lula falou sobre a urgência de os países abordarem a questão da mudança climática.
“São as populações vulneráveis do Sul Global as mais afetadas pelas perdas e danos causados pela mudança do clima”, destacou o presidente, incluindo a questão da desigualdade também na agenda climática.
“Os 10% mais ricos da população mundial são responsáveis por quase a metade de todo o carbono lançado na atmosfera.”
Lula destacou as ações de seu governo para o combate ao desmatamento, afirmando que “ao longo dos últimos oito meses, o desmatamento na Amazônia brasileira já foi reduzido em 48%”.
Segundo dados do próprio governo federal, no entanto, no mesmo período, houve aumento de 19,8% nos alertas de desmatamento no Cerrado brasileiro, o que Lula omitiu em seu discurso.
Ele ainda urgiu os países ricos quanto à necessidade de recursos para o cumprimento da agenda climática.
“Sem a mobilização de recursos financeiros e tecnológicos não há como implementar o que decidimos no Acordo de Paris e no Marco Global da Biodiversidade. A promessa de destinar US$ 100 bilhões anualmente para os países em desenvolvimento permanece apenas isso, uma promessa”, disse o mandatário brasileiro.
Reforma dos organismos multilaterais
Lula também reforçou a necessidade mudanças em organismos multilaterais como Banco Mundial e Fundo Monetário Internacional.
“Quando as instituições reproduzem as desigualdades, elas fazem parte do problema, e não da solução”, afirmou.
“No ano passado, o FMI disponibilizou US$ 160 bilhões em direitos especiais de saque para países europeus, e apenas US$ 34 bilhões para países africanos.”
Ele celebrou ainda a recente expansão do Brics como uma forma de fazer frente ao que classificou como “imobilismo” dos organismos multilaterais.
“O protecionismo dos países ricos ganhou força e a Organização Mundial do Comércio permanece paralisada, em especial o seu sistema de solução de controvérsias”, criticou o presidente.
Em outro momento de seu discurso, Lula disse ainda que o Conselho de Segurança da ONU vem perdendo progressivamente sua credibilidade.
“Essa fragilidade decorre em particular da ação de seus membros permanentes, que travam guerras não autorizadas em busca de expansão territorial ou de mudança de regime”, disse.
“Sua paralisia é a prova mais eloquente da necessidade e urgência de reformá-lo, conferindo-lhe maior representatividade e eficácia.”
Crítica à extrema direita
O presidente brasileiro criticou o que chamou de uma “dissonância cada vez maior entre a ‘voz dos mercados’ e a ‘voz das ruas'”, afirmando que “o neoliberalismo agravou a desigualdade econômica e política”.
Lula criticou ainda o surgimento de “aventureiros de extrema direita que negam a política e vendem soluções tão fáceis quanto equivocadas.”
“Repudiamos uma agenda que utiliza os imigrantes como bodes expiatórios, que corrói o Estado de bem-estar e que investe contra os direitos dos trabalhadores”, afirmou, reforçando ainda a necessidade da preservação da liberdade de imprensa.
Ele criticou também a ação das redes sociais nesse contexto.
“Nossa luta é contra a desinformação e os crimes cibernéticos. Aplicativos e plataformas não devem abolir as leis trabalhistas pelas quais tanto lutamos”, disse o presidente, prestando ainda solidariedade ao jornalista Julian Assange, fundador do WikiLeaks e atualmente preso em Londres.
Lula, que esteve no fim de semana em Cuba, também criticou as sanções impostas ao país caribenho.
“O Brasil seguirá denunciando medidas tomadas sem amparo na Carta da ONU, como o embargo econômico e financeiro imposto a Cuba e a tentativa de classificar esse país como Estado patrocinador de terrorismo.”
Guerra na Ucrânia
Nos Estados Unidos, Lula deve se encontra ainda com o líder ucraniano Volodymyr Zelensky na quarta-feira (20/09), às 16 horas, em Nova York.
O presidente brasileiro também tratou da guerra na Ucrânia em seu discurso.
“A guerra da Ucrânia escancara nossa incapacidade coletiva de fazer prevalecer os propósitos e princípios da Carta da ONU”, disse Lula.
“Não subestimamos as dificuldades para alcançar a paz. Mas nenhuma solução será duradoura se não for baseada no diálogo”, acrescentou.
O presidente criticou ainda “toda tentativa de dividir o mundo em zonas de influência e de reeditar a Guerra Fria.”
Segundo fontes do Itamaraty, a Assembleia Geral era o último “tabuleiro” no qual o petista queria reencaixar o Brasil como um jogador relevante — depois do que Lula considera como quatro anos de ausência internacional do país no cenário externo, durante o governo de Jair Bolsonaro (PL).
Em menos de nove meses de mandato, o líder brasileiro já participou dos fóruns do G7, G20, Brics, Celac com União Europeia e G77.
A última vez que Lula havia discursado como presidente na Assembleia-Geral da ONU foi em 2009, há 14 anos.
Confira a íntegra do discurso de Luiz Inácio Lula da Silva na abertura da 78ª Assembleia Geral das Nações Unidas, na sede da ONU, em Nova York (EUA), conforme texto distribuído pelo assessoria de imprensa do Planalto:
Meus cumprimentos ao Presidente da Assembleia Geral, Embaixador Dennis Francis, de Trinidad e Tobago.
É uma satisfação ser antecedido pelo Secretário-Geral das Nações Unidas, António Guterres.
Saúdo cada um dos Chefes de Estado e de Governo e delegadas e delegados presentes.
Presto minha homenagem ao nosso compatriota Sérgio Vieira de Mello e 21 outros funcionários desta Organização, vítimas do brutal atentado em Bagdá, há 20 anos.
Desejo igualmente expressar minhas condolências às vítimas do terremoto no Marrocos e das tempestades que atingiram a Líbia.
A exemplo do que ocorreu recentemente no estado do Rio Grande do Sul no meu país, essas tragédias ceifam vidas e causam perdas irreparáveis.
Nossos pensamentos e orações estão com todas as vítimas e seus familiares.
Senhoras e Senhores
Há vinte anos, ocupei esta tribuna pela primeira vez.
E disse, naquele 23 de setembro de 2003:
“Que minhas primeiras palavras diante deste Parlamento Mundial sejam de confiança na capacidade humana de vencer desafios e evoluir para formas superiores de convivência”
Volto hoje para dizer que mantenho minha inabalável confiança na humanidade.
Naquela época, o mundo ainda não havia se dado conta da gravidade da crise climática.
Hoje, ela bate às nossas portas, destroi nossas casas, nossas cidades, nossos países, mata e impõe perdas e sofrimentos a nossos irmãos, sobretudo os mais pobres.
A fome, tema central da minha fala neste Parlamento Mundial 20 anos atrás, atinge hoje 735 milhões de seres humanos, que vão dormir esta noite sem saber se terão o que comer amanhã.
O mundo está cada vez mais desigual.
Os 10 maiores bilionários possuem mais riqueza que os 40% mais pobres da humanidade.
O destino de cada criança que nasce neste planeta parece traçado ainda no ventre de sua mãe.
A parte do mundo em que vivem seus pais e a classe social à qual pertence sua família irão determinar se essa criança terá ou não oportunidades ao longo da vida.
Se irá fazer todas as refeições ou se terá negado o direito de tomar café da manhã, almoçar e jantar diariamente.
Se terá acesso à saúde, ou se irá sucumbir a doenças que já poderiam ter sido erradicadas.
Se completará os estudos e conseguirá um emprego de qualidade, ou se fará parte da legião de desempregados, subempregados e desalentados que não para de crescer.
É preciso antes de tudo vencer a resignação, que nos faz aceitar tamanha injustiça como fenômeno natural.
Para vencer a desigualdade, falta vontade política daqueles que governam o mundo.
Senhores e senhoras
Se hoje retorno na honrosa condição de presidente do Brasil, é graças à vitória da democracia em meu país.
A democracia garantiu que superássemos o ódio, a desinformação e a opressão.
A esperança, mais uma vez, venceu o medo.
Nossa missão é unir o Brasil e reconstruir um país soberano, justo, sustentável, solidário, generoso e alegre.
O Brasil está se reencontrando consigo mesmo, com nossa região, com o mundo e com o multilateralismo.
Como não me canso de repetir, o Brasil está de volta.
Nosso país está de volta para dar sua devida contribuição ao enfrentamento dos principais desafios globais.
Resgatamos o universalismo da nossa política externa, marcada por diálogo respeitoso com todos.
A comunidade internacional está mergulhada em um turbilhão de crises múltiplas e simultâneas: a pandemia da Covid-19; a crise climática; e a insegurança alimentar e energética ampliadas por crescentes tensões geopolíticas.
O racismo, a intolerância e a xenofobia se alastraram, incentivadas por novas tecnologias criadas supostamente para nos aproximar.
Se tivéssemos que resumir em uma única palavra esses desafios, ela seria desigualdade.
A desigualdade está na raiz desses fenômenos ou atua para agravá-los.
A mais ampla e mais ambiciosa ação coletiva da ONU voltada para o desenvolvimento – a Agenda 2030 – pode se transformar no seu maior fracasso.
Estamos na metade do período de implementação e ainda distantes das metas definidas.
A maior parte dos objetivos de desenvolvimento sustentável caminha em ritmo lento.
O imperativo moral e político de erradicar a pobreza e acabar com a fome parece estar anestesiado.
Nesses sete anos que nos restam, a redução das desigualdades dentro dos países e entre eles deveria se tornar o objetivo-síntese da Agenda 2030.
Reduzir as desigualdades dentro dos países requer incluir os pobres nos orçamentos nacionais e fazer os ricos pagarem impostos proporcionais ao seu patrimônio.
No Brasil, estamos comprometidos a implementar todos os 17 objetivos de desenvolvimento sustentável, de maneira integrada e indivisível.
Queremos alcançar a igualdade racial na sociedade brasileira por meio de um décimo oitavo objetivo que adotaremos voluntariamente.
Lançamos o plano Brasil sem Fome, que vai reunir uma série de iniciativas para reduzir a pobreza e a insegurança alimentar.
Entre elas, está o Bolsa Família, que se tornou referência mundial em programas de transferência de renda para famílias que mantêm suas crianças vacinadas e na escola.
Inspirados na brasileira Bertha Lutz, pioneira na defesa da igualdade de gênero na Carta da ONU, aprovamos a lei que torna obrigatória a igualdade salarial entre mulheres e homens no exercício da mesma função.
Combateremos o feminicídio e todas as formas de violência contra as mulheres.
Seremos rigorosos na defesa dos direitos de grupos LGBTQI+ e pessoas com deficiência.
Resgatamos a participação social como ferramenta estratégica para a execução de políticas públicas.
Senhor presidente
Agir contra a mudança do clima implica pensar no amanhã e enfrentar desigualdades históricas.
Os países ricos cresceram baseados em um modelo com altas taxas de emissões de gases danosos ao clima.
A emergência climática torna urgente uma correção de rumos e a implementação do que já foi acordado.
Não é por outra razão que falamos em responsabilidades comuns, mas diferenciadas.
São as populações vulneráveis do Sul Global as mais afetadas pelas perdas e danos causados pela mudança do clima.
Os 10% mais ricos da população mundial são responsáveis por quase a metade de todo o carbono lançado na atmosfera.
Nós, países em desenvolvimento, não queremos repetir esse modelo.
No Brasil, já provamos uma vez e vamos provar de novo que um modelo socialmente justo e ambientalmente sustentável é possível.
Estamos na vanguarda da transição energética, e nossa matriz já é uma das mais limpas do mundo.
87% da nossa energia elétrica provem de fontes limpas e renováveis.
A geração de energia solar, eólica, biomassa, etanol e biodiesel cresce a cada ano.
É enorme o potencial de produção de hidrogênio verde.
Com o Plano de Transformação Ecológica, apostaremos na industrialização e infraestrutura sustentáveis.
Retomamos uma robusta e renovada agenda amazônica, com ações de fiscalização e combate a crimes ambientais.
Ao longo dos últimos oito meses, o desmatamento na Amazônia brasileira já foi reduzido em 48%.
O mundo inteiro sempre falou da Amazônia. Agora, a Amazônia está falando por si.
Sediamos, há um mês, a Cúpula de Belém, no coração da Amazônia, e lançamos nova agenda de colaboração entre os países que fazem parte daquele bioma.
Somos 50 milhões de sul-americanos amazônidas, cujo futuro depende da ação decisiva e coordenada dos países que detêm soberania sobre os territórios da região.
Também aprofundamos o diálogo com outros países detentores de florestas tropicais da África e da Ásia.
Queremos chegar à COP 28 em Dubai com uma visão conjunta que reflita, sem qualquer tutela, as prioridades de preservação das bacias Amazônica, do Congo e do Bornéu-Mekong a partir das nossas necessidades.
Sem a mobilização de recursos financeiros e tecnológicos não há como implementar o que decidimos no Acordo de Paris e no Marco Global da Biodiversidade.
A promessa de destinar 100 bilhões de dólares – anualmente – para os países em desenvolvimento permanece apenas isso, uma promessa.
Hoje esse valor seria insuficiente para uma demanda que já chega à casa dos trilhões de dólares.
Senhor presidente
O princípio sobre o qual se assenta o multilateralismo – o da igualdade soberana entre as nações – vem sendo corroído.
Nas principais instâncias da governança global, negociações em que todos os países têm voz e voto perderam fôlego.
Quando as instituições reproduzem as desigualdades, elas fazem parte do problema, e não da solução.
No ano passado, o FMI disponibilizou 160 bilhões de dólares em direitos especiais de saque para países europeus, e apenas 34 bilhões para países africanos.
A representação desigual e distorcida na direção do FMI e do Banco Mundial é inaceitável.
Não corrigimos os excessos da desregulação dos mercados e da apologia do Estado mínimo.
As bases de uma nova governança econômica não foram lançadas.
O BRICS surgiu na esteira desse imobilismo, e constitui uma plataforma estratégica para promover a cooperação entre países emergentes.
A ampliação recente do grupo na Cúpula de Joanesburgo fortalece a luta por uma ordem que acomode a pluralidade econômica, geográfica e política do século 21.
Somos uma força que trabalha em prol de um comércio global mais justo num contexto de grave crise do multilateralismo.
O protecionismo dos países ricos ganhou força e a Organização Mundial do Comércio permanece paralisada, em especial o seu sistema de solução de controvérsias.
Ninguém mais se recorda da Rodada do Desenvolvimento de Doha.
Nesse ínterim, o desemprego e a precarização do trabalho minaram a confiança das pessoas em tempos melhores, em especial os jovens.
Os governos precisam romper com a dissonância cada vez maior entre a “voz dos mercados” e a “voz das ruas”.
O neoliberalismo agravou a desigualdade econômica e política que hoje assola as democracias.
Seu legado é uma massa de deserdados e excluídos.
Em meio aos seus escombros surgem aventureiros de extrema direita que negam a política e vendem soluções tão fáceis quanto equivocadas.
Muitos sucumbiram à tentação de substituir um neoliberalismo falido por um nacionalismo primitivo, conservador e autoritário.
Repudiamos uma agenda que utiliza os imigrantes como bodes expiatórios, que corrói o Estado de bem-estar e que investe contra os direitos dos trabalhadores.
Precisamos resgatar as melhores tradições humanistas que inspiraram a criação da ONU.
Políticas ativas de inclusão nos planos cultural, educacional e digital são essenciais para a promoção dos valores democráticos e da defesa do Estado de Direito.
É fundamental preservar a liberdade de imprensa.
Um jornalista, como Julian Assange, não pode ser punido por informar a sociedade de maneira transparente e legítima.
Nossa luta é contra a desinformação e os crimes cibernéticos.
Aplicativos e plataformas não devem abolir as leis trabalhistas pelas quais tanto lutamos.
Ao assumir a presidência do G20 em dezembro próximo, não mediremos esforços para colocar no centro da agenda internacional o combate às desigualdades em todas as suas dimensões.
Sob o lema “Construindo um Mundo Justo e um Planeta Sustentável”, a presidência brasileira vai articular inclusão social e combate à fome; desenvolvimento sustentável e reforma das instituições de governança global.
Senhor presidente,
Não haverá sustentabilidade nem prosperidade sem paz.
Os conflitos armados são uma afronta à racionalidade humana.
Conhecemos os horrores e os sofrimentos produzidos por todas as guerras.
A promoção de uma cultura de paz é um dever de todos nós. Construí-la requer persistência e vigilância.
É perturbador ver que persistem antigas disputas não resolvidas e que surgem ou ganham vigor novas ameaças.
Bem o demonstra a dificuldade de garantir a criação de um Estado para o povo palestino.
A este caso se somam a persistência da crise humanitária no Haiti, o conflito no Iêmen, as ameaças à unidade nacional da Líbia e as rupturas institucionais em Burkina Faso, Gabão, Guiné-Conacri, Mali, Níger e Sudão.
Na Guatemala, há o risco de um golpe, que impediria a posse do vencedor de eleições democráticas.
A guerra da Ucrânia escancara nossa incapacidade coletiva de fazer prevalecer os propósitos e princípios da Carta da ONU.
Não subestimamos as dificuldades para alcançar a paz.
Mas nenhuma solução será duradoura se não for baseada no diálogo.
Tenho reiterado que é preciso trabalhar para criar espaço para negociações.
Investe-se muito em armamentos e pouco em desenvolvimento.
No ano passado os gastos militares somaram mais de 2 trilhões de dólares.
As despesas com armas nucleares chegaram a 83 bilhões de dólares, valor vinte vezes superior ao orçamento regular da ONU.
Estabilidade e segurança não serão alcançadas onde há exclusão social e desigualdade.
A ONU nasceu para ser a casa do entendimento e do diálogo.
A comunidade internacional precisa escolher:
De um lado, está a ampliação dos conflitos, o aprofundamento das desigualdades e a erosão do Estado de Direito.
De outro, a renovação das instituições multilaterais dedicadas à promoção da paz.
As sanções unilaterais causam grande prejuízos à população dos países afetados.
Além de não alcançarem seus alegados objetivos, dificultam os processos de mediação, prevenção e resolução pacífica de conflitos.
O Brasil seguirá denunciando medidas tomadas sem amparo na Carta da ONU, como o embargo econômico e financeiro imposto a Cuba e a tentativa de classificar esse país como Estado patrocinador de terrorismo.
Continuaremos críticos a toda tentativa de dividir o mundo em zonas de influência e de reeditar a Guerra Fria.
O Conselho de Segurança da ONU vem perdendo progressivamente sua credibilidade.
Essa fragilidade decorre em particular da ação de seus membros permanentes, que travam guerras não autorizadas em busca de expansão territorial ou de mudança de regime.
Sua paralisia é a prova mais eloquente da necessidade e urgência de reformá-lo, conferindo-lhe maior representatividade e eficácia.
Senhoras e senhores
A desigualdade precisa inspirar indignação.
Indignação com a fome, a pobreza, a guerra, o desrespeito ao ser humano.
Somente movidos pela força da indignação poderemos agir com vontade e determinação para vencer a desigualdade e transformar efetivamente o mundo a nosso redor.
A ONU precisa cumprir seu papel de construtora de um mundo mais justo, solidário e fraterno.
Mas só o fará se seus membros tiverem a coragem de proclamar sua indignação com a desigualdade e trabalhar incansavelmente para superá-la.
O consumo aparente de bens industriais recuou 2,5% em julho deste ano no país, na comparação com o mês anterior. Dado do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), divulgado nesta terça-feira (18), mostra parcela da produção industrial brasileira e das importações voltadas ao mercado doméstico.
A queda veio após alta de 1,4% em junho deste ano. O indicador também teve quedas de 5,2% na comparação com julho de 2022, de 2,6% no ano e de 1,1% em 12 meses.
A queda na passagem de junho para julho deste ano foi puxada pelo consumo de bens industriais nacionais, que recuou 3,5% em julho. Já o consumo de bens importados cresceu 0,2%.
A demanda por produtos da indústria extrativa mineral caiu 16,6%, enquanto os produtos da indústria da transformação cederam 1,8%.
Treze dos 22 segmentos da indústria da transformação tiveram queda na demanda, entre eles produtos de fumo (-13,8%), artigos de vestuário e acessórios (-8,2%) e máquinas e equipamentos (-7,1%). Entre as nove atividades com alta destacam-se outros equipamentos de transporte (22,5%) e produtos alimentícios (2,2%).
Das quatro grandes categorias econômicas, duas tiveram queda: bens de capital, isto é, as máquinas e equipamentos usados no setor produtivo (-5,7%), e bens intermediários, isto é, os insumos industrializados usados no setor produtivo (–2,4%). Já os bens de consumo tiveram alta: duráveis (4,6%) e semi e não duráveis (1,4%).
Lançada nesta segunda-feira (18), a programação segue até 25 de setembro. Um dos destaques é o evento no Parque da Cidade, de quinta a domingo, das 9h às 17h
Instituída em 1997 em cumprimento ao Código de Trânsito Brasileiro (CTB), a Semana Nacional de Trânsito (SNT) promovida pelo Governo do Distrito Federal (GDF) teve início na tarde desta segunda-feira (18) com a solenidade de abertura no auditório da sede do Departamento de Trânsito (Detran-DF). A programação segue até 25 de setembro, com ações educativas, de fiscalização e policiamento e de engenharia de trânsito.
“A importância da Semana de Trânsito é poder levar informações de conscientização aos condutores, pedestres e motociclistas. A educação no trânsito vai influenciar na diminuição dos acidentes e das mortes no trânsito no DF. Por isso estamos com diversas programações pelas vias, nas escolas e no Parque da Cidade”, defende o diretor-geral do Detran, Takane do Nascimento.
O principal destaque da programação é o evento educativo a ser realizado entre 21 e 24 de setembro, das 9h às 17h, no Estacionamento 11 do Parque da Cidade Dona Sarah Kubitschek. Serão quatro dias abertos ao público com exposição de viaturas, teatro, entrega de kits e materiais educativos, apresentações artísticas, circuito de palestras e serviços públicos oferecidos pelos demais órgãos do GDF e parceiros, como o Sistema S.
“Esse será um evento em que vamos interagir com o público junto com os parceiros em campanhas e vivências em prol da segurança do trânsito no DF. Estamos promovendo um evento para a segurança viária, trazendo ao cidadão um pouco de conscientização do trânsito”, explica a diretora de Educação de Trânsito do Detran, Paula Nunan. A expectativa é receber cerca de três mil pessoas por dia.
As ações educativas também se estenderão às escolas públicas e particulares do Distrito Federal, bem como às ruas. O foco é reforçar a utilização da faixa de pedestres, um patrimônio do trânsito de Brasília, e também fortalecer as campanhas contra a poluição sonora e os perigos do uso do celular e da ingestão de bebidas com a direção.
“Estamos com um cardápio variado com ações voltadas às escolas e ao público das ruas. No caso das crianças, elas são as pessoas que levam a educação de trânsito para dentro da casa. São os fiscais dos próprios pais. Também queremos conscientizar ciclistas, motociclistas e pedestres”, completa a diretora de Educação de Trânsito.
Atuação nas ruas
Durante a Semana Nacional de Trânsito, os agentes do Detran também estarão fiscalizando e policiando o trânsito. Serão realizadas 2.677 operações. “Estaremos fazendo as operações corriqueiras, que acontecem todos os dias, mas com um incremento de 25%. Intensificando todas. Essa é a forma de mantermos os bons resultados que já temos no DF”, destaca o diretor de Policiamento e Fiscalização de Trânsito do Detran-DF, Clever Farias.
Entre as ações estão o patrulhamento, instalação de pontos de demonstração perto das vias para acompanhar o fluxo de veículos e pedestres; Operação Sossego, fiscalizando as motocicletas com escapamento irregular que produzem barulho excessivo e poluição de ar; Escola Segura, com segurança nas proximidades das instituições de ensino; Vaga Livre, que remove veículos abandonados em áreas públicas; e Alcoolemia, com a verificação dos condutores em relação ao uso de álcool ou substâncias psicoativas.
Além disso, serão reforçados os trabalhos de implantação e manutenção de sinalização semafórica e viária.
Trabalho integrado
Apesar do Detran-DF ser o responsável pela organização da Semana Nacional de Trânsito, diversos órgãos do DF ligados ao trânsito, à mobilidade e à segurança também atuam reforçando a programação.
O Departamento de Estradas de Rodagem do DF (DER-DF) fará campanhas voltadas para motoristas de caminhão e empresas transportadoras de conscientização dos pesos e dimensões dos veículos. “Vamos instalar balanças que farão a medida dos pesos dos veículos. O excesso de peso tem piorado a condição do pavimento, além de causar insegurança viária a quem passa nas rodovias”, revela a diretora de Educação do DER, Graziella Portela.
O secretário adjunto de Governo, Valmir Lemos de Oliveira, revelou que a pasta está preparando um planejamento adequado e integrado para melhorar as condições de trânsito e mobilidade do brasiliense. “Vamos construir esse modelo. Esperamos nos próximos dias contar com esse planejamento para contribuir e oferecer um trânsito melhor nos horários de pico, porque as obras vão continuar e, enquanto não terminarem, temos que evitar o transtorno aos motoristas”, adianta.
Já o secretário executivo de Transporte e Mobilidade, Alex Carreiro, destacou que o Distrito Federal foi o primeiro ente federativo a ser reconhecido por atingir as metas da Organização das Nações Unidas (ONU) de redução de mortes de trânsito entre 2011 e 2022 e, agora, pretende ultrapassar novamente o objetivo. “A meta era 47% e o DF atingiu uma redução de 51% na primeira década. Na segunda década nós temos condições de dobrar a meta”, defende.
Programação da Semana Nacional do Trânsito 2023
– 18 (segunda-feira) Ações de educação no trânsito: Abertura da Semana Nacional de Trânsito no auditório do Detran Sede, Palestras educativas em empresas de Ceilândia e Guará, Apresentação teatral e contação de histórias em escolas públicas e particulares no Plano Piloto, Sobradinho, Guará, Vicente Pires e Santa Maria, Realização do programa educativo Entregadores de App em São Sebastião e Jardim Botânico.
Ações de fiscalização e policiamento de trânsito: Atividades de Ponto de Demonstração (visa a melhoria da fluidez e mobilidade no trânsito), Patrulhamento para diminuir o número de acidentes em vias públicas, Realização do programa Escola Segura (ações de segurança nas proximidades das escolas), Controle e fiscalização de condutores em faixas de pedestres, Realização do programa Vaga Livre (destinado à remoção de veículos abandonados).
Ações de engenharia de trânsito: Revitalização de sinalização semafórica, Implantação e manutenção de sinalização viária.
– 19 (terça-feira) Ações de educação no trânsito: Palestras educativas em empresas de Planaltina, Taguatinga e Santa Maria, Apresentação teatral e contação de histórias em escolas públicas e particulares em Taguatinga e São Sebastião, Realização do programa Coletivo Responsável no Núcleo Bandeirante.
Ações de fiscalização e policiamento de trânsito: Atividades de Ponto de Demonstração (visa a melhoria da fluidez e mobilidade no trânsito), Patrulhamento para diminuir o número de acidentes em vias públicas, Realização do programa Escola Segura (ações de segurança nas proximidades das escolas), Controle e fiscalização de condutores em faixas de pedestres, Realização do programa Vaga Livre (destinado à remoção de veículos abandonados).
Ações de engenharia de trânsito: Revitalização de sinalização semafórica, Implantação e manutenção de sinalização viária.
– 20 (quarta-feira) Ações de educação no trânsito: Palestras educativas em empresas no Plano Piloto, Ceilândia e Sobradinho, Apresentação teatral e contação de histórias em escolas públicas e particulares no Cruzeiro, Taguatinga, Recanto das Emas, Planaltina, Vicente Pires e Samambaia, Realização do programa educativo Bike em Dia no Sudoeste.
Ações de fiscalização e policiamento de trânsito: Atividades de Ponto de Demonstração (visa a melhoria da fluidez e mobilidade no trânsito), Patrulhamento para diminuir o número de acidentes em vias públicas, Realização do programa Escola Segura (ações de segurança nas proximidades das escolas), Controle e fiscalização de condutores em faixas de pedestres, Realização do programa Vaga Livre (destinado à remoção de veículos abandonados).
Ações de engenharia de trânsito: Revitalização de sinalização semafórica, Implantação e manutenção de sinalização viária.
– 21 (quinta-feira) Ações de educação no trânsito Realização de evento educativo em parceria com diversas instituições públicas e privadas no Estacionamento 11, do Parque da Cidade Dona Sarah Kubitschek. Com exposição de viaturas montagem de estande educativo, apresentações artísticas, circuito de palestras de rua e atividades abordando o tema “No trânsito, escolha a vida!”, Palestras educativas em empresas no Plano Piloto e no Guará, Apresentação teatral e contação de histórias em escolas públicas e particulares no Plano Piloto, Ceilândia, Gama e Cruzeiro, Realização do projeto Rolê Consciente em bares.
Ações de fiscalização e policiamento de trânsito: Atividades de Ponto de Demonstração (visa a melhoria da fluidez e mobilidade no trânsito), Patrulhamento para diminuir o número de acidentes em vias públicas, Realização do programa Escola Segura (ações de segurança nas proximidades das escolas), Controle e fiscalização de condutores em faixas de pedestres, Realização do programa Vaga Livre (destinado à remoção de veículos abandonados).
Ações de engenharia de trânsito: Revitalização de sinalização semafórica, Implantação e manutenção de sinalização viária.
– 22 (sexta-feira) Ações de educação no trânsito: Realização de evento educativo em parceria com diversas instituições públicas e privadas no Estacionamento 11, do Parque da Cidade Dona Sarah Kubitschek. Com exposição de viaturas, montagem de estande educativo, apresentações artísticas, circuito de palestras de rua e atividades abordando o tema “No trânsito, escolha a vida!”, Palestras educativas em empresas no Plano Piloto e no Guará, Apresentação teatral e contação de histórias em escolas públicas e particulares no Plano Piloto, Ceilândia, Gama, Taguatinga e Samambaia, Realização do projeto Rolê Consciente em bares.
Ações de fiscalização e policiamento de trânsito: Atividades de Ponto de Demonstração (visa a melhoria da fluidez e mobilidade no trânsito), Patrulhamento para diminuir o número de acidentes em vias públicas, Realização do programa Escola Segura (ações de segurança nas proximidades das escolas), Controle e fiscalização de condutores em faixas de pedestres, Realização do programa Vaga Livre (destinado à remoção de veículos abandonados).
Ações de engenharia de trânsito: Revitalização de sinalização semafórica, Implantação e manutenção de sinalização viária.
– 23 (sábado) Ações de educação no trânsito: Realização de evento educativo em parceria com diversas instituições públicas e privadas no Estacionamento 11, do Parque da Cidade Dona Sarah Kubitschek. Com exposição de viaturas, montagem de estande educativo, apresentações artísticas, circuito de palestras de rua e atividades abordando o tema “No trânsito, escolha a vida!”.
Ações de fiscalização e policiamento de trânsito: Atividades de Ponto de Demonstração (visa a melhoria da fluidez e mobilidade no trânsito), Patrulhamento para diminuir o número de acidentes em vias públicas, Realização do programa Escola Segura (ações de segurança nas proximidades das escolas), Controle e fiscalização de condutores em faixas de pedestres.
– 24 (domingo) Ações de educação no trânsito: Passeio Ciclístico em alusão ao Dia Mundial Sem Carro, com ações educativas envolvendo as instituições públicas e particulares e grupos de ciclistas, Realização de evento educativo em parceria com diversas instituições públicas e privadas no Estacionamento 11, do Parque da Cidade Dona Sarah Kubitschek. Com exposição de viaturas, montagem de estande educativo, apresentações artísticas, circuito de palestras de rua e atividades abordando o tema “No trânsito, escolha a vida!”.
Ações de fiscalização e policiamento de trânsito: Atividades de Ponto de Demonstração (visa a melhoria da fluidez e mobilidade no trânsito), Patrulhamento para diminuir o número de acidentes em vias públicas, Realização do programa Escola Segura (ações de segurança nas proximidades das escolas), Controle e fiscalização de condutores em faixas de pedestres.
– 25 (segunda-feira) Ações de educação no trânsito: Palestras educativas em empresas no Plano Piloto, Riacho Fundo e Recanto das Emas, Apresentação teatral e contação de histórias em escolas públicas e particulares em Ceilândia, Samambaia, Paranoá, Águas Claras e Samambaia, Realização do programa educativo Bike em Dia no Sudoeste.
Ações de fiscalização e policiamento de trânsito: Atividades de Ponto de Demonstração (visa a melhoria da fluidez e mobilidade no trânsito), Patrulhamento para diminuir o número de acidentes em vias públicas, Realização do programa Escola Segura (ações de segurança nas proximidades das escolas), Controle e fiscalização de condutores em faixas de pedestres, Realização do programa Vaga Livre (destinado à remoção de veículos abandonados).
Ações de engenharia de trânsito: Revitalização de sinalização semafórica, Implantação e manutenção de sinalização viária.
O investimento é de R$ 5,5 milhões para obras de acessibilidade, paisagismo, mobiliário urbano e recuperação da fonte luminosa; certame que vai contratar empresa será no dia 19 de outubro
Ótima notícia para moradores e comerciantes do centro de Taguatinga: a reforma da Praça do Relógio vai sair do papel. A licitação para a contratação de empresa responsável pela obra será realizada no dia 19 de outubro, às 9h, no auditório da Secretaria de Obras e Infraestrutura do DF. O investimento previsto é de R$ 5,5 milhões com recursos do Fundo de Desenvolvimento Urbano do Distrito Federal (Fundurb).
A licitação foi dividida em dois lotes. O primeiro prevê investimento de R$ 4,7 milhões na requalificação completa da praça com implantação de elementos de acessibilidade, renovação do mobiliário urbano e paisagismo. O segundo lote prevê investimento de R$ 832 mil na recuperação de espelhos d’água e da fonte luminosa.
“A Praça do Relógio é um importante marco na história de Taguatinga, além de ser uma área com grande circulação de pessoas. Sua recuperação, há muito aguardada pela população local, vai se somar ao boulevard em construção sobre o Túnel Rei Pelé. Era o presente que faltava para darmos cara nova ao centro de Taguatinga”, destaca o secretário de Obras, Luciano Carvalho.
O projeto de recuperação da praça foi desenvolvido pela Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh). No quesito acessibilidade, é previsto o nivelamento do piso, além de rotas claras e acessíveis. Quanto ao paisagismo e mobiliário urbano, o projeto abarca a recuperação e implementação de jardins contornados por bancos; recuperação de espelhos d’água; implementação de novo sistema para a fonte luminosa; e instalação de mesas, lixeiras e paraciclos.
“Com o objetivo de preservar e fortalecer a memória histórica da praça, o projeto conta ainda com a recuperação do relógio, marco local e de algumas áreas, preservando o piso original de pedra portuguesa”, detalha Maurício Canovas, representante da Secretaria de Obras no Fundurb.
*Com informações da Secretaria de Obras e Infraestrutura do DF
Durante a abertura da Semana Nacional de Trânsito, o Departamento Estadual de Trânsito de Goiás (Detran-GO) destacou ações para reduzir acidentes no Estado. O presidente da autarquia, Delegado Waldir, enfatizou que o órgão tem intensificado as ações de engenharia de trânsito, educação e fiscalização para conscientizar a população. “Temos um trabalho de sensibilização de todos e de repressão àqueles que insistem em adotar condutas perigosas”.
REDUÇÃO NO NÚMERO DE MORTES
Acidentes automobilísticos estão entre as principais causas de mortes e de internações no país. Em Goiás, apesar dos avanços, os números ainda são preocupantes. De janeiro a setembro deste ano, foram registrados 66.127 sinistros com 975 mortes. No mesmo período do ano passado, foram 63.445 acidentes e 1.039 mortes.
Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (18/09), durante a abertura da Semana Nacional de Trânsito, na sede do Detran-GO.
De acordo com Delegado Waldir, apesar da redução do número de mortes, não há o que se comemorar. “É um momento de reflexão e de chamarmos a atenção de todos. Nenhuma morte é tolerável. São famílias que perderam seus entes queridos”, ressalta.
INFORMAÇÃO E MUDANÇA DE POSTURA PARA REDUZIR ACIDENTES
O subsecretário de Segurança Pública, Deusny Filho, ressaltou a importância do trabalho desenvolvido pelo Detran-GO e o quanto o trânsito é um assunto transversal na vida do cidadão. Ele lamentou a morte do sargento da Polícia Militar (PM) Gerson Antônio do Nascimento, de 46 anos, vítima de acidente envolvendo uma viatura da Companhia de Policiamento Especializado (CPE), no último dia 13.
Logo após a abertura, os educadores de trânsito do Detran, a Guarda Civil Metropolitana e a Associação dos Acidentados (Aciteg) promoveram uma blitz nas faixas de pedestres em frente ao Detran. A ação buscou orientar condutores sobre a necessidade de respeito às leis de trânsito e reforçar junto aos pedestres informações sobre a travessia segura.
Ao longo de toda a semana, serão desenvolvidas atividades conjuntas com a Guarda Civil Metropolitana. Durante o encerramento, no dia 25 de setembro, haverá um “apitaço” em quatro locais simultaneamente. O objetivo é chamar a atenção da sociedade para a necessidade de mudança de postura no trânsito. Essa ação contará com a participação da Guarda Civil Mirim de Goiânia.
CAMPANHAS
Durante a abertura da Semana Nacional de Trânsito também foram apresentados os vídeos das campanhas publicitárias sobre educação de trânsito. A proposta visa dar visibilidade à discussão sobre a necessidade da construção de um trânsito mais seguro, chamando a sociedade para abraçar a causa da redução de sinistros automobilísticos.
Entre as peças publicitárias um videocase que discute a problemática da combinação de álcool e direção. O videocase “Álcool e direção: quem paga a conta” mostra que a consequência da combinação é desastrosa. Pesquisas apontam que por ano cerca de 10 mil pessoas morrem em acidentes provocados por condutores alcoolizados.
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