A ação de salvamento foi efetuada por equipe do DER-DF na tarde de sexta-feira (23), na altura do km 5 da rodovia BR-070
Durante as fortes chuvas que caíram na tarde de sexta-feira (23), uma equipe composta por quatro agentes de trânsito rodoviário do Departamento de Estradas Rodagem do Distrito Federal (DER-DF) salvou duas pessoas presas em um veículo durante um forte temporal na BR-070.
Por volta das 17h, a equipe que se preparava para realizar a operação de fluidez na rodovia federal, foi alertada por um homem que dizia que havia um veículo que estava ilhado.
Ao irem até o local, na altura do km 5 da rodovia, os agentes perceberam que duas pessoas estavam dentro do veículo que, em razão da força da água, foi arrastado para as proximidades de um bueiro.
Mesmo com as condições climáticas adversas, os agentes conseguiram aproximar uma das duas viaturas utilizadas no salvamento e retiraram os dois ocupantes do carro. E enquanto isso, acionaram o Corpo de Bombeiros Militar do DF.
“O temporal dificultou demais o nosso trabalho, mas depois de muito esforço conseguimos colocá-los na viatura e deixá-los em um local mais seguro depois do susto, que foi muito grande, mas a nossa equipe não mediu esforços e alcançou o objetivo de salvar o casal”, contou o agente de trânsito rodoviário Francisco Marcelo.
Também estiveram no resgate os agentes Márcio Bessa, Pedro José e Erivaldo Farias. Por volta das 19h, o veículo foi retirado por guincho particular.
Uma recente parceria entre a ONU Mulheres e o Município de Maputo entregou alimentos, kits de dignidade e equipamentos para garantir a segurança e o bem-estar de pessoas em situações de risco em Maputo. Março marca o fim da época chuvosa em Moçambique.
Os beneficiários foram 267 famílias afetadas por inundações e ciclones nos distritos de KaMavota e Kamubukwana, província de Maputo. Mesmo com dificuldades vividas no Centro de Acolhimento Capelinha, no bairro das Mahotas, as comunidades celebram o momento.
Capacidades de resiliência climática
O auxílio da colaboração com o Conselho Municipal de Maputo cobriu 1,2 mil pessoas de seis centros de acolhimento na área de KaMavota o apoio foi ao Centro de Acomodação Capelinha, Escolinha Alegria e Escola 10 de Outubro.
Já em Kamubukwana foram contemplados o Centro de Acomodação juvenil, a Igreja Unção de Cristo e Escola Quisse Mavota.
O apoio envolve material de higiene para mulheres e meninas vulneráveis, kit agrícola para a recuperação dos meios de subsistência e equipamento de preparação para os comitês locais de gestão dos riscos de catástrofes.
Na entrega simbólica do equipamento, a representante da ONU Mulheres em Moçambique, Marie Kayisire, assegurou a continuação do apoio da agência com parceiros governamentais e a sociedade civil.
Sistema de drenagem e gestão de resíduos sólidos
A meta é permitir que mulheres e homens desenvolvam capacidades de resiliência climática e estejam no centro da resposta humanitária.
“Com a disponibilização dos kits de prontidão aos desastres, kits de agricultura, kits de dignidade entregues hoje às mulheres vítimas de inundações cíclicas, testemunhamos mais um esforço da ONU Mulheres, junto do Conselho Municipal de Maputo, para fazer face às crises humanitárias, promoção da prontidão para a resposta aos choques climáticos e exercer pressão no combate à violência contra as mulheres e as raparigas em contexto humanitário.”
Em 2023, a ONU Mulheres forneceu materiais às vítimas de inundações em Boane, província de Maputo. A agência realizou sessões públicas para aumentar a consciência sobre HIV e o gênero em contextos humanitários a mil mulheres e meninas.
Gilda Matsinhe é membro associação dos agricultores Eduardo Mondlane, no distrito Kamavotha. A associação também foi atingida pelas fortes chuvas que assolaram sul de Moçambique em fevereiro de 2023.
Prontidão para enfrentar desastres
Em representação a associação, Gilda Matsinhe recebeu o kit agricultura. Ela diz que este apoio vai trazer mudanças na associação.
“Este apoio significa muito porque chegou na hora certa depois de termos sido invadidos pelas chuvas. Ajudou muito. Pedimos que esta ajuda continuasse, no momento estamos precisado e pedimos que esta ajuda continuasse, estamos a recomeçar depois das chuvas. Vai mudar muita coisa na associação, quem não tinha material para trabalhar, a partir de hoje vai ter material para trabalhar bem.”
As inundações na província de Maputo têm sido cíclicas. Para minimizar a situação, foram criados comitês de prontidão aos desastres.
Herinque José Madlante é um dos 12 membros do comitê que vela pela melhoria do sistema de drenagem e gestão de resíduos sólidos no bairro de Mangueni. Ele fala da importância do apoio recebido.
“Este Kit que nós recebemos fizemos as valas com as próprias nossas mãos para nos defender das inundações. É muito importante o que nós fizemos durante um ano porque é uma zona bem inundado, mas com este apoio do kit que recebemos sempre, fazemos abertura das valas e drenagem.”
Residentes em centros de acomodação
Conceição Macamo cuida de cinco filhos e dois netos. Atualmente está no centro de reassentamento Capelinha, no bairro das Mahotas, pois as chuvas levaram parte da sua vida no bairro Romão onde residia.
“Perdemos casa de três quartos…tudo, agora não temos esperança que um dia posso ter uma casa como aquela que eu tive. Então resta encorajar as crianças estudar, estarem bem, não serem bandidos, marginais, prepararem o futuro porque nós já não somos capazes de fazer nada. Precisamos de apoio, já estamos cansados, dois anos num sítio assim, as vezes ficamos sem água, já temos um mês sem água, hoje é que está a sair água, uma coisa muito difícil, todos em conjunto para uma única casa de banho.”
O relatório anual sobre questões de mudanças climáticas e emergência ao nível da cidade de Maputo indica que estão ativos seis centros de acomodação onde residem 1.216 pessoas, provenientes de 267 famílias.
Quase nove em cada dez brasileiros dizem acreditar em Deus, segundo a pesquisa Global Religion 2023, produzida pelo instituto Ipsos. Nesse cenário em que o país se coloca no topo do ranking em relação a religiosidade e fé que debatedores defenderam, em audiência pública, mudança na legislação trabalhista para contemplar a liberdade de consciência, com a aprovação de projeto de lei que permite ao empregado alterar seu dia de descanso semanal por motivos religiosos. O debate aconteceu nesta segunda-feira (26), na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH). Pelo projeto de lei (PL) 3.346/2019, que tramita na comissão, será possível ao trabalhador escolher folgar no sábado, ao invés do domingo, por exemplo.
Na avaliação dos participantes, o Brasil precisa regulamentar em lei o que a Constituição já expressa nos incisos VI ao VIII do artigo 5º. O trecho trata do direito à liberdade de consciência “que protege a autonomia do cidadão na adesão de valores religiosos, espirituais, morais ou político-filosóficos”.
O presidente da CDH e autor do requerimento para a realização da audiência, senador Paulo Paim (PT-RS), manifestou apoio ao projeto. Para ele, a iniciativa resguarda o direito dos trabalhadores e dos servidores públicos religiosos ao descanso nos seus dias de guarda religiosa.
— A Constituição diz que é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos, garantida na forma da lei, a proteção aos locais do culto e as liturgias onde ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção religiosa ou política.
Sábados
O PL 3.346/2019, da Câmara dos Deputados e relatado pelo senador Magno Malta (PL-ES), tramita na CDH e trata dos direitos dos trabalhadores na iniciativa privada ou servidores públicos quanto ao direito de escolha e concretização prática da fé íntima. Para isso, entre outras garantias, o texto assegura, por exemplo, que em vez de folgar no domingo, o trabalhador poderá optar for descansar no sábado, desde que a mudança seja acordada com o empregador, sem perdas ou ônus para o empregado. Tal mudança favoreceria, por exemplo, os judeus que observam o descanso aos sábados, assim como os adventistas do sétimo dia.
Na avaliação do presidente da Associação Nacional de Juristas Islâmicos (Anaji), Girrad Mahmoud Sammour, o projeto oferece avanços ao garantir segurança jurídica e garantir direitos de todos os trabalhadores, sem que isso gere qualquer prejuízo ao empregador. No islamismo, o dia de guarda religiosa é a sexta-feira.
— Quantas ações foram ajuizadas para que o empregado tivesse o seu dia de guarda respeitado? E foram acolhidas as ações. Porque só judicialmente para a empresa autorizar isso e não ser penalizada […]. Quantas pessoas são discriminadas na contratação por conta da vestimenta? E a vestimenta não causa impacto nenhum no ofício que é exercício — reforçou.
Além de permitir a escolha do dia de descanso, o projeto autoriza o empregado a compensar o período não trabalhado por meio de acréscimo de horas diárias ou de turnos. O texto garante ainda ao empregado o direito de utilizar, no local de trabalho, adereço associado ao seu credo, salvo se houver incompatibilidade ou impedimento legalmente justificável.
Liberdade de consciência
Para a Presidente da Associação Nacional de Juristas Evangélicos (Anajure), Edna V. Zilli, a liberdade de consciência é vital para a autonomia, diversidade, para assegurar o respeito individual, a tolerância e a proteção contra o totalitarismo. Para Zilli, a escolha dos dias de folga do trabalhador também é uma questão que toca na liberdade de consciência.
— A relevância do projeto pode ser medida pela importância que o direito internacional dos direitos humanos confere à liberdade religiosa, que inclui não apenas o direito de crer, mas o direito de agir segundo as suas convicções religiosas — disse Zilli, que também expressou preocupação com a garantia do direito à “objeção de consciência” dos médicos e demais profissionais de saúde em relação aos casos de aborto permitidos em lei — Um profissional da medicina que […] crer que só quem pode dar e tomar a vida é Deus, como que ele vai proceder um aborto? Ser obrigado a isso violaria de uma forma brutal convicções que ele traz consigo.
O diretor jurídico da Igreja Adventista do Sétimo Dia para América do Sul, Luigi Braga, reforçou a defesa do projeto. Na opinião dele, o Legislativo tem a maturidade para avançar no tema.
— O direito que a Constituição assegura não é a minha percepção, mas a percepção e o direito do outro, independente da minha opinião sobre o que ele estava falando. Então a questão da liberdade religiosa ela talvez seja o direito mais profundo, porque quando a gente fala dos direitos do dia a dia, nós estamos falando de direitos relacionados a nossa vida, mas quando você fala de liberdade religiosa você está pensando no transcendental, você está pensando […] muito além do que a gente está vivendo aqui, do cargo que a gente ocupa, do dinheiro que a gente tem e do que a gente faz.
Qualidade de vida
O vice-presidente da União das Entidades Islâmicas (UNI), Sheikh Jihad Hammdah, observou que o projeto contempla o direito à dignidade humana.
— Isso não beneficia somente ao trabalhador, mas beneficia toda a sociedade e também beneficia a empresa na qual ele trabalha. Por quê? Porque se ele trabalhar tranquilamente, com dignidade e satisfeito isso vai ajudá-lo a ter uma qualidade de vida melhor e […] uma produtividade melhor, um relacionamento com seus colegas de trabalho melhor. A religião vem para beneficiar a pessoa e [com] esse direito garantido para ele, ele certamente trabalhará melhor sua ansiedade, seus problemas emocionais, vai ter estabilidade .E isso vai ajudar a ele, a sociedade e a empresa na qual ele trabalha, sendo ela estatal, sendo ela privada — disse Hammdah.
Opinião também compartilhada pelo vice-presidente da Associação Internacional de Liberdade Religiosa, Luís Mário de Souza Pinto. Ele destacou que o projeto vai auxiliar na preservação da diversidade cultural e na promoção da cidadania do empregado na empresa e a promoção da dignidade do trabalhador e do servidor público nos ambientes em que prestam serviço.
— Liberdade religiosa é mais do que um direito, é um princípio fundamental que exige o respeito pela diversidade de crenças e a proteção do direito de cada indivíduo de acordo com a sua consciência.
Pluralidade
Apesar de defenderem a liberdade da consciência e o respeito à livre manifestação, os participantes se colocaram contra o possível uso indevido desse dispositivo para a prática de ódio, preconceito ou qualquer crime relacionado ao desrespeito à dignidade humana.
— Liberdade de consciência é falar e defender o que pensa desde que você não agrida o outro, desde que você não utilize uma liberdade de expressão para uma liberdade de desinformação. Desde que você não utilize a liberdade de expressão para uma libertinagem, para propagar ódio, para atacar o outro, atacar o sagrado do outro. […] Num país plural, empregados das mais diferentes religiões que estão ali praticando o seu ofício e ninguém quer saber a religião do outro. Ele tem que fazer o papel dele naquilo em que foi contratado. Se ele prefere folgar na sexta, se ele prefere folgar no sábado ou no domingo faz parte da religiosidade dele, desde que seja de acordo com as possibilidades da empresa — concluiu Girrad Sammour.
De acordo com o Censo 2022, recentemente divulgado pelo IBGE, o Brasil tem 580 mil templos religiosos.
“As autorizações de saída representam um considerável avanço penalógico e os seus resultados são sempre proveitosos quando outorgados mediante bom senso e adequada fiscalização.” Foi com essa justificativa que o ministro da Justiça do ex-presidente João Figueiredo, Ibrahim Abi-Ackel, incluiu a saída temporária de presos no projeto de lei que originou a Lei de Execução Penal (Lei 7.210, de 1984). Agora os parlamentares questionam esse direito dos condenados a regime semiaberto — que hoje podem sair até cinco vezes ao ano, normalmente durante as datas comemorativas.
A Câmara dos Deputados analisa as mudanças feitas pelos senadores ao Projeto de Lei (PL) 2.253/2022, que restringe as saídas, permitindo-as apenas para estudo e pelo tempo necessário para essa atividade.
Em debate na Comissão de Segurança Pública (CSP) do Senado em 2023, especialistas divergiram sobre a eficiência da ressocialização promovida pelos chamados “saidões” diante das taxas de evasão (quando o preso não retorna à prisão ao final da saída temporária). Mas a divisão de opiniões não se reproduziu na votação em Plenário, no dia 20 de fevereiro: apenas os senadores Rogério Carvalho (PT-SE) e Cid Gomes (PSB-CE) votaram contra o fim do benefício no modelo atual.
Para o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), relator do projeto, a aprovação do texto é uma resposta do Congresso ao desejo da sociedade brasileira — que, na avaliação dele, não tolera mais as saídas temporárias.
— O nosso sistema carcerário infelizmente encontra-se superlotado e, em muitos estados, com instalações precárias, o que impede a devida ressocialização dos presos. Ao se permitir que presos ainda não reintegrados ao convívio social se beneficiem da saída temporária, o poder público coloca toda a população em risco — disse o relator na CSP.
Ressocialização
A frase citada pelo ex-ministro da Justiça Abi-Ackel no projeto da Lei de execução Penal é do especialista em criminologia Elias Neumam, que publicou nos anos 60, na Argentina, estudos sobre prisão aberta. Para o juiz do Tribunal de Justiça de Santa Catarina Mauro Ferrandin, o sistema penal brasileiro, como um todo, falha em readequar os presos à sociedade. Doutor em direito e ciência política pela Universidade de Barcelona (Espanha), ele afirmou à Agência Senado que a distância do convívio social provocada pelo encarceramento prejudica a capacidade do preso de obedecer à lei.
— Aquele que passa pelo sistema tende a voltar para ele e, quanto mais segregado for o indivíduo, mais ele perderá sua condição de viver em sociedade (…). As alternativas à pena privativa de liberdade, por outro lado, garantem a possibilidade de o indivíduo refletir sobre seus erros (…), responder por eles sem a segregação social tão escancarada. Certo é que depois de dezenas de anos estudando o tema e ter visto a legislação, ano após ano, recrudescer, nunca percebi qualquer sinal de redução da criminalidade ou caso de ressocialização.
Mas na opinião do consultor legislativo em direito penal no Senado Rafael Erthal de Sá, a imposição das normas do presídio aos presos exerce papel na reabilitação.
— É importante mencionar que a própria disciplina imposta pelo sistema de execução penal é fator que colabora para a ressocialização do condenado. Assim, o respeito às regras internas dos estabelecimentos prisionais colabora para a reinserção social do preso, quando for liberado — disse à Agência Senado.
Originalmente, o PL 2.253/2022 extinguia completamente o saidão. Mas os senadores aprovaram emenda do senador Sérgio Moro (União-PR) para manter o direito para os presos que fazem curso supletivo profissionalizante, ensino médio ou superior.
Evasões
Além das discussões sobre os melhores meios de ressocialização, parlamentares e especialistas comumente recorrem a dados estatísticos para sustentar suas opiniões. Dados da Secretaria Nacional de Políticas Penais do Ministério da Justiça e Segurança Pública (Senappen) revelam que 11.415 presos não retornaram depois das saídas temporárias do primeiro semestre de 2023. Isso representa 6,27% de todos presos que cumprem regime semiaberto no país, beneficiados pelas saídas ou não. As informações foram analisadas apenas nos estabelecimentos que abrigam pelo menos uma pessoa condenada que esteja no regime semiaberto.
No entanto, as taxas geram interpretações conflitantes. “Trata-se de um quantitativo ínfimo se comparado ao número daqueles que cumpriram com as determinações legais e retornaram”, analisa o Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária em nota técnica entregue aos senadores. Mas o senador Moro discorda da conclusão.
— Se nós formos pensar em quatro ou cinco feriados por ano, 5% a cada uma dessas oportunidades, nós temos um número substancial de presos que não retornam. E aí as forças de segurança, que já estão sobrecarregadas, têm que ser mobilizadas para buscar esses foragidos. Pior: parte desses presos colocados em liberdade cometem novos crimes — disse o senador em Plenário, durante a votação do projeto.
A fuga na saída temporária é considerada falta grave, mas por si só não é crime. A evasão pode levar o preso a perder os dias que trabalhou ou estudou para descontar no cumprimento da pena, entre outras consequências. Caso volte à prisão, ele não poderá mais usufruir da saída temporária, salvo se houver “cancelamento da punição disciplinar” ou “demonstração do merecimento”, segundo a Lei de Execução Penal.
População carcerária
Por meio de sua assessoria, o senador Rogério Carvalho argumenta que sua posição favorável aos saidões não se baseia somente na ressocialização, mas também porque “reflete o posicionamento histórico do Partido dos Trabalhadores contra o encarceramento em massa”.
O assunto também foi mencionado no parecer do Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB) entregue aos parlamentares antes da votação. A organização afirma, no documento, que “a superpopulação carcerária é uma das principais causas de todas as demais violações a direitos fundamentais dos presos” e que “a promoção de medidas desencarceradoras vem sendo concebida como um importante instrumento de segurança pública”.
De acordo com o Senappen, há déficit de 32,5 mil vagas para o regime semiaberto no país. A senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS) considera a falta de vagas um problema, mas isso não a impediu de declarar voto favorável à restrição do saidão. Segundo ela, não há estrutura para o cumprimento da pena em regime semiaberto em alguns estados, como Goiás e Minas Gerais, o que faz com que alguns presos saiam diretamente do regime fechado para o aberto.
— Eu vou votar a favor, mas em nenhum momento vou passar pano ou fingir para o povo brasileiro (…). Vamos cobrar do Poder Executivo que cumpra o seu dever, invista, construa estruturas para os regimes semiabertos — disse a senadora na sessão de votação do projeto.
Tema recorrente
No Senado, outras propostas sobre a saída temporária também estão sob análise dos parlamentares. O PL 205/2024, do senador Carlos Viana (Podemos-MG), e o PLS 31/2018, do senador Ciro Nogueira (PP-PI), desarquivado em 2023, também esperam revogar os saidões. Já o PL 476/2023, da senadora Damares Alves (Republicanos-DF), busca agravar a pena quando o crime é cometido durante saída temporária ou outros casos fora da prisão.
Modelo atual
Com as regras em vigor, o condenado tem o direito de pleitear cinco saídas por ano, de até sete dias cada, para visitar familiares, realizar cursos ou outras atividades sociais. Segundo dados do Senappen, 67,53% dos presos em regime semiaberto receberam autorização para sair com a finalidade de ver a família no primeiro semestre de 2023, o que corresponde a 122.953 beneficiados.
O preso precisa seguir os seguintes requisitos:
estar no regime semiaberto;
não ter cometido crime hediondo com morte;
ter bom comportamento, comprovado, por exemplo, por meio de certidão expedida pelo diretor do presídio;
ter cumprido no mínimo 16,6% da pena, se for sua primeira condenação; ou 25%, se reincidente;
compatibilidade do benefício com os objetivos da pena.
A autorização para sair é feita pelo juiz de execução penal, ouvidos o Ministério Público e a administração penitenciária. Em alguns casos, como nos de crimes sexuais, há necessidade de outras análises. O juiz pode solicitar, por exemplo, exame criminológico. Assim, os presos têm que cumprir o que o psicólogo ou psiquiatra recomendarem no laudo, como tratamentos médicos.
Cada Vara de Execução Penal edita portaria no início do ano com suas próprias regras e datas dos “saidões”. Normalmente, são escolhidas datas de comemorações familiares, pois o objetivo é o estreitamento dos laços com a família e a volta ao convívio social. No entanto, não é obrigatório realizar todas as saídas de maneira conjunta, nem nas mesmas datas. Há casos em Minas Gerais e no Maranhão em que as datas são pulverizadas, de modo que não há um pico de saídas temporárias.
Todos os beneficiados precisam informar o endereço de residência ou de familiar, onde deverão permanecer durante a noite. Eles são proibidos de frequentar bares, casas noturnas e estabelecimentos do gênero.
Monitoramento
Apesar de a lei estipular que não precisa de vigilância direta nos saidões, o juiz pode exigir que determinados beneficiados utilizem a monitoração eletrônica, além de outras formas de fiscalização. No Distrito Federal, cabe à Secretaria de Administração Penitenciária (Seape/DF) monitorar o cumprimento das condições impostas pelo juiz. O órgão pode, por exemplo, visitar o endereço fornecido pelos presos.
O monitoramento eletrônico também pode ser utilizado a critério do juiz em outros casos além da saída temporária, como em prisão domiciliar ou em acusados de cometer crime com investigação ainda em andamento. Caso o PL 2.253/2022 vire lei, o juiz terá mais hipóteses em que poderá determinar essa fiscalização, como no caso do livramento condicional.
Segundo dados do Senappen, das mais de 120 mil tornozeleiras eletrônicas contratadas, 76% estão em uso no país. No entanto, quatro estados possuem déficit do equipamento: Acre, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Rio de Janeiro. A ausência do aparelho foi uma das razões divulgadas pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro para o não monitoramento, durante saidão de 2023, de condenados por tráfico que não retornaram ao presídio.
Tipos de regime
A autorização para sair temporariamente só alcança os condenados em regime semiaberto, com pena entre quatro e oito anos de prisão (se não reincidentes). Nesse tipo de regime, o preso ficará em colônia agrícola ou local semelhante. No Distrito Federal, por exemplo, há três locais que comportam esse regime. O estabelecimento prisional pode abrigar pessoas de diferentes regimes.
A legislação prevê outros dois tipos de regimes aos condenados em pena privativa de liberdade, que não podem acessar o benefício. O mais rigoroso é o regime fechado, para os sentenciados em mais de oito anos. Eles ficam em estabelecimento de segurança máxima ou média e só podem sair em algumas situações específicas, como para trabalhar em obras públicas.
As infrações mais leves cometidas por criminosos não reincidentes, com pena inferior a quatro anos, são punidas com regime aberto. Esses sentenciados devem se recolher à noite em casa ou nas chamadas “casas de albergado”, mas podem exercer atividades fora do local com autorização.
Com o passar do tempo e cumprindo requisitos da lei, o condenado pode mudar de um regime mais severo para um mais brando, por meio da chamada progressão de pena.
Deputados distritais da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), incluindo líderes do PL e do MDB, participam da manifestação convocada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na Avenida Paulista, em São Paulo. Dentre os líderes estiveram, os deputados distritais Thiago Manzoni (PL), Iolando Almeida (MDB), Paula Belmonte (Cidadania) e Roosevelt Vilela (PL). O senador, Izalci Lucas (PSDB) também estava presente. A vice-governadora Celina Leão (PP) também participou da manifestação. Além dos distritais, estiveram presentes os deputados federais Bia Kicis, presidente do PL no DF e Alberto Fraga (PL). Roriz Neto, líder do PL na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), destacou a relevância do evento. “Estamos aqui para mostrar a força que a gente tem e a insatisfação com esse governo”, afirmou.
O ex-presidente Bolsonaro (PL) negou tentativa de golpe durante discurso na manifestação que aconteceu no último domingo (25) na Avenida Paulista, em São Paulo. Ele defendeu que a minuta de decreto de Estado de Defesa estava embasada na Constituição. “Golpe usando a Constituição? Tenham santa paciência. Apesar de não ser golpe o Estado de Sítio, não foi convocado ninguém dos conselhos da República e da Defesa para tramar ou botar no papel a proposta de decreto de Estado de Sítio”, disse. Ele alegou perseguição e afirmou que opositores querem “entubar” golpe, cuja palavra final é do parlamento.
O projeto Psicologia Amiga, iniciado pelo Governo do Distrito Federal (GDF) em parceria com o Instituto de Popularização do Direito (Ipod), oferece assistência psicológica, social e jurídica gratuita para crianças e adolescentes do Riacho Fundo 2. O suporte visa especialmente aqueles que enfrentam violência doméstica, com agendamentos disponíveis online ou por telefone. Profissionais como psicólogos, assistentes sociais e advogados estão disponíveis, visando realizar cerca de 500 atendimentos e 300 palestras educativas até 15 de maio.
Com um time alternativo, desfalcado de toda a defesa além de Ganso e Keno, o Fluminense foi para o 2o. clássico, e apesar da marcação alta do adversário, mantinha a posse da bola.
Um primeiro tempo onde apenas um lance mereceu destaque: um gol do Fluminense que o Var anulou alegando impedimento.
De resto, de dar sono.
Voltamos para o segundo tempo com Antônio Carlos, Lima e Alexsander, saindo Thiago Santos, Marlon e Guga.
Aos 06 minutos, numa falha coletiva de toda a defesa, o Flamengo fez 1×0.
Aos 25 minutos saem Douglas Costa e Renato Augusto, entrando Terans e JK.
Aos 29 minutos, numa bela triangulação, o Flamengo faz 2×0 numa falha de Fábio.
Um 2o. tempo irreconhecível, com um time visivelmente cansado, sem preparo físico, com falhas individuais e coletivas infantis, e sem ambição.
Muitos erros que podem ser motivados porque o time parece não ter voltado das férias, mas precisa acordar porque na próxima partida não podem ser cometidos.
Trata-se da primeira decisão do ano, onde enfrentaremos a LDU valendo o título da recopa sul americana.
Diniz tem 4 dias para corrigir os erros, motivar o time e conseguir uma vitória com diferença de mais de um gol, para conquistar o primeiro título de campeão da recopa sul americana na quinta feira, as 21:30 horas com transmissão da ESPN.
Representante do Entorno do Distrito Federal na Assembleia Legislativa, a deputada Dra. Zeli lamentou o aumento no valor da passagem de ônibus dos municípios goianos da região iniciado neste domingo (25). Assim como defendido pelo governador Ronaldo Caiado (ambos do UB), Zeli é a favor da união entre governo federal, estadual e do DF, para subsidiar parte do valor, evitando, assim, que os cidadãos arquem com o aumento da tarifa.
O reajuste de 8,56% diretamente para o usuário foi informado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), sem consulta ao governo de Goiás, já que o transporte na região é considerado interestadual e, conforme a legislação vigente, responsabilidade da União.
Para a deputada, a ação prejudica diretamente os usuários e patrões, que vão ter que pagar a mais por um serviço sem melhoria. “É um problema estrutural, que precisamos de muito diálogo e entendimento. Não é justo que os cidadãos paguem um valor mais alto sem ter a melhoria esperada quando um serviço é reajustado. O consumidor não pode ter mais um ônus nas suas despesas, pela terceira vez em um ano. Isso é inadmissível”, disse a parlamentar.
Para contribuir com a discussão, Dra. Zeli defende que o Entorno do DF adote modelo semelhante ao que é empregado na região metropolitana de Goiânia, que não tem aumento na tarifa desde 2019, quando Caiado assumiu o governo, porque os custos são divididos entre governo e prefeitura.
“É um exemplo que deu certo e na iniciativa pública precisamos disso, de adotar modelos que já estão consolidados e funcionando bem. O subsídio já foi acordado pelos governos de Goiás e do Distrito Federal, então a União deveria se sensibilizar e dividir essa conta, pensando na ponta mais frágil, que é o usuário”, destacou a deputada.
De acordo com pesquisa feita pela Secretaria Geral de Governo, hoje o preço médio da tarifa é de R$ 7,72, sendo a máxima praticada em Novo Gama, que chega a R$ 10,80. Com o reajuste de 8,56%, o valor médio passa para R$ 8,38 e o mais alto a R$11,70 por passagem.
Na manhã do último sábado (24) um veículo desobedeceu a ordem de parada, próximo ao Palácio do Jaburu, inclusive avançou na cama de faquir, furando os pneus e foi embora. Com a ajuda do Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF), por meio de câmeras de monitoramento do trânsito em tempo real, tecnologia OCR – que faz a leitura da placa dos veículos, permitiu a sua identificação e foi possível chegar ao Ford Focus preto. O chefe da Divisão de Proteção Ativa e Judiciária da Polícia Federal, Franco Perazzone, agradeceu as forças de segurança, principalmente o apoio do Detran-DF. “A gente identificou o rapaz, conseguiu conduzir ele, cumprimos essa missão. O apoio, do Detran, DER e da Secretaria de Segurança Pública foi fundamental. Essa última listagem que o Detran passou foi fundamental, fomos exatamente no Focus e era ele. Quero agradecer muito o empenho e a paciência”, disse em agradecimento ao diretor-geral do Detran-DF, Takane do Nascimento.
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