Pelos serviços prestados à população, chefe do Executivo do DF recebe medalha, troféu e diploma Raymundo Faoro
Advogado de formação, Ibaneis foi, por dois mandatos, conselheiro seccional e presidiu a OAB-DF entre 2013 e 2015 | Foto: Renato Alves/Agência Brasília
O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, recebeu, nesta terça-feira (19), na sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) Nacional, a Medalha Raymundo Faoro. A honraria é concedida pela instituição desde 2008 a cidadãos que prestam trabalho em defesa do Estado democrático de Direito no país. Em sessão anterior, o ministro do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli recebeu a mesma condecoração, que foi acompanhada por um troféu e uma placa.
De acordo com o presidente da OAB Nacional, Felipe Santa Cruz, a política, em seu processo natural, é o único caminho possível para a redenção do povo brasileiro — e tem recebido contribuições importantes de ex-integrantes da instituição, tanto no Governo do Distrito Federal quanto no Congresso Nacional.
“Vale a pena governar uma cidade, vale a pena se entregar à política, fazer a boa política e cuidar das pessoas”Governador Ibaneis Rocha
“A honraria Raymundo Faoro foi pensada para servir de reconhecimento aos trabalhos prestados por grandes homens e mulheres públicos que, assim como ele, ofereceram seus esforços para a defesa das liberdades democráticas. Hoje a advocacia brasileira tem a satisfação de homenagear Ibaneis Rocha e o seu papel essencial em favor da preservação do Estado democrático de Direito brasileiro”, disse.
Advogado de formação, Ibaneis foi, por dois mandatos, conselheiro seccional e presidiu a OAB-DF entre 2013 e 2015, antes de assumir o comando do Executivo distrital, em 2019. Para ele, o caminho trilhado tem sido compensador. “Vale a pena governar uma cidade, vale a pena se entregar à política, fazer a boa política e cuidar das pessoas. Então posso dizer que antes cuidava de advogados; agora cuido de pessoas.”
Quem foi Faoro
Membro da Academia Brasileira de Letras, Raymundo Faoro foi presidente do Conselho Federal da OAB entre 1977 e 1979, durante o período da ditadura militar no Brasil. À frente da OAB, foi um dos artífices do fim do Ato Institucional nº 5 (AI-5) e do início da redemocratização do país, com o chamado processo de abertura. Toda essa articulação refletiu em mais respeitabilidade da instituição junto à sociedade.
Participaram da solenidade em homenagem ao governador, além de conselheiros da OAB, a secretária de Desenvolvimento Social e primeira-dama do DF, Mayara Noronha Rocha; o secretário de Atendimento à Comunidade, Severino Cajazeiras; o consultor jurídico do GDF, Rodrigo Becker; o presidente do Instituto de Assistência à Saúde dos Servidores do DF, Ney Ferraz, e o ex-secretário da Casa Civil, Valdetário Monteiro.
Deputado Ricardo Barros, que responde a processo movido contra ele pelo Psol
O Conselho de Ética tem reunião extraordinária nesta quarta-feira (20) para discutir os pareceres preliminares dos processos contra os deputados Ricardo Barros (PP-PR) (líder do governo na Câmara), e Luis Miranda (DEM-DF), ambos por quebra de decoro parlamentar.
A Representação 11/21, do Psol contra Ricardo Barros, decorre do depoimento do deputado Luis Miranda na CPI da Pandemia, no Senado. Segundo Miranda, o presidente Jair Bolsonaro teria dito que Barros queria fazer “rolo” no Ministério da Saúde.
O Psol pede a cassação do mandato de Barros, que por sua vez nega participação nas negociações envolvendo a compra de vacinas. O relator do processo é o deputado Cezinha de Madureira (PSD-SP).
Caso Covaxin Na mesma reunião, o Conselho de Ética irá analisar o parecer preliminar do deputado Gilberto Abramo (Republicanos-MG), relator do processo referente à representação do PTB contra Luís Miranda.
A Representação 12/21 considera que o parlamentar agiu de má-fé ao denunciar “um suposto crime cometido por agente do Estado, apontando suposto superfaturamento a fim de prejudicar a imagem e imputar crime ao presidente da República e ao ministro da Saúde à época, o general Eduardo Pazuello”.
O PTB, que pede a cassação do mandato do deputado Luís Miranda, alega que, ao apontar erros na primeira fatura apresentada pela empresa que intermediou o negócio de compra da vacina Covaxin, Miranda desconsiderou que, dias depois, o documento foi corrigido.
Miranda sustenta publicamente que os erros materiais no invoice (fatura de compra) só foram corrigidos porque houve a denúncia de irregularidades.
Hora e local A reunião será realizada às 11 horas, no plenário 5.
De acordo com análise, vacina se mostrou 93% eficaz para evitar hospitalizações entre pessoas deste grupo
REUTERS/Dado Ruvic | Foto: Reuters
A vacina contra covid-19 da Pfizer/BioNTech se mostrou 93% eficaz para evitar hospitalizações entre pessoas de 12 a 18 anos, de acordo com uma análise divulgada pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC) nesta terça-feira (19).
Os dados de 19 hospitais pediátricos mostraram que, entre os 179 pacientes que foram hospitalizados com covid-19, 97% não estavam vacinados, o que corroborou a eficácia da vacina.
Dos cerca de 16% de pacientes hospitalizados com casos de covid-19 graves o suficiente para exigir aparelhos, nenhum estava vacinado.
O relatório do CDC reforça testes feitos pelas empresas nesta faixa etária que mostraram uma reação imunológica alta contra o vírus, mas que não foram concebidos para demonstrar eficácia contra hospitalizações.
A vacina Pfizer/BioNTech está autorizada para adolescentes a partir dos 12 anos, e as farmacêuticas estão buscando autorização de uso para crianças a partir dos cinco anos.
Acredita-se que um comitê de conselheiros especialistas da Agência de Alimentos e Medicamentos dos EUA (FDA) analisará dados sobre crianças pequenas no final deste mês.
Os dados do CDC “reforçam a importância da vacinação para proteger os jovens dos EUA contra casos graves de covid-19”, disseram os autores do estudo.
Goiás supera o acumulado de 60 anos de consolidação de novos CNPJs. De janeiro a setembro, quantidade é 36% maior do que somatório de 1941 a 2003. Incluindo MEIs, Estado tem mais de 900 mil empreendimentos ativos. “Goiás respeita a iniciativa privada e cumpre a responsabilidade de proporcionar segurança jurídica a todos que aqui investem”, destaca governador Ronaldo Caiado
As informações da Juceg revelam que a consolidação de empresas dos três primeiros trimestres deste ano é 36% superior à soma de CNPJs abertos em Goiás desde início da série histórica, em 1941, até 2003 | Foto: divulgação
A abertura de empresas em Goiás em 2021 já supera o montante de CNPJs abertos no acumulado de 1941 a 2003. Ao todo foram consolidados 19.003 no período das seis décadas, enquanto apenas este ano, de janeiro a setembro, 25.924 novas empresas foram abertas.
As informações da Junta Comercial do Estado de Goiás (Juceg) revelam que a consolidação de empresas dos três primeiros trimestres deste ano é 36% superior à soma de CNPJs abertos no Estado desde do início da série histórica, em 1941, até 2003. “Goiás respeita a iniciativa privada e cumpre a responsabilidade de proporcionar segurança jurídica a todos que aqui investem”, comenta o governador Ronaldo Caiado.
De acordo com o presidente da Juceg, Euclides Barbo Siqueira, os dados “demonstram que o nosso Estado, sob a gestão do governador Ronaldo Caiado, conseguiu se planejar frente ao cenário pandêmico e não somente retomar a economia, mas apresentar saldos positivos”.
Com isso, as empresas ativas no Estado já somam 913.801, incluindo os microempreededores individuais, os chamados MEIs. Os municípios que mais atraíram investimentos foram Goiânia, com 283 mil empresas, Aparecida de Goiânia (64 mil), Anápolis (52 mil) e Rio Verde (27 mil).
Titular da Secretaria de Indústria, Comércio e Serviços (SIC), José Vitti disse que os números da Juceg de 2021 são o sinal claro e evidente de que a gestão do governador Ronaldo Caiado está no caminho certo, gerando empregos e renda, resultado da confiança que os empreendedores têm no governo e dos investimentos no Estado.
Recorde em setembro
Apenas em setembro 2.656 empresas foram criadas, sendo o recorde de consolidação de CNPJs para o mês, superando o número histórico de setembro de 2020, quando 2.609 empresas foram abertas no Estado.
As atividades mais expressivas das constituições do mês são de serviços combinados de escritório e apoio administrativo (254); construção de edifícios (180); comércio varejista de bebidas (164); e comércio varejista de artigos do vestuário e acessórios (163).
O perfil das novas empresas evidencia aquecimento de setores mais afetados pela pandemia, a construção civil e o comércio, que ficaram por longos períodos paralisados como forma de conter novos casos de Covid-19. O crescimento dos serviços combinados de escritório e apoio administrativo também mostra a nova tendência de mercado, com ascensão de serviços remotos.
Já o perfil das 25.924 constituídas no acumulado de 2021 tem crescente liderança feminina. 10.207 empresas registradas no Estado entre janeiro e setembro têm mulheres no quadro societário; outras 881 têm capital social acima de 500 mil.
Fonte:Junta Comercial de Goiás (Juceg) e Secretaria de Indústria, Comércio e Serviços (SIC) – Governo de Goiás
Foto: Convenção do Avante | Lucas Kontoyanis e o atual vice-governador do DF
Quem acompanha a política do Distrito Federal mais de perto tem ciência de que atualmente o advogado Lucas Kontoyanis é um dos nomes mais respeitados no quesito construção de nominatas. Sua fama se consolidou após a construção do Avante em 2018, quando de uma única vez elegeu um vice-governador e dois deputados distritais: João Cardoso e Reginaldo Sardinha, além de ter construído a eleição de IBANEIS.
A fórmula de Lucas é conhecida por muitos, mas somente ele tem conseguido repeti-la nas últimas eleições, elegendo candidatos com as menores votações. Reginaldo Sardinha, por exemplo, foi eleito na última eleição com 6.738 (seis mil setecentos e trinta e oito) votos.
Agora, Lucas Kontoyanis assumiu a presidência do PMN-DF e já está com a sua nominata pronta para 2022. Para alguns, o partido é nanico, mas Kontoyanis é um especialista em eleger deputados distritais em partidos considerados pequenos. Faltando um ano para as próximas eleições, ele foi o primeiro a movimentar o tabuleiro político de maneira intencional, definindo uma posição clara sobre que caminho seguirá.
No que se refere a segurança pública, o PMN terá vários Policiais Civis, Militares e Bombeiros em condições de serem eleitos.
Com benefícios sociais e a construção de novas unidades, GDF reduz em 50% a fila de espera desde 2019
Hoje, mais de 27 mil crianças de até 3 anos estão matriculadas em 45 creches geridas pela rede pública e em outras 63 entidades parceiras | Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília
Ampliar a oferta de vagas nas creches públicas, instituições que atendem crianças de até 3 anos de idade, sempre é uma das maiores demandas de pais, mães e responsáveis. Esta é uma das prioridades do Governo do Distrito Federal (GDF), que desde 2019 já construiu seis creches e investiu quase R$ 10 milhões no Cartão Creche, reduzindo em mais de 50% a fila de espera por uma vaga na rede pública.
Atualmente, mais de 27 mil crianças dessa faixa etária estão matriculadas junto à Secretaria de Educação (SEE) em 45 creches geridas pela rede pública e em outras 63 entidades parceiras. A próxima inauguração será o Centro de Educação da Primeira Infância (Cepi I) do Sol Nascente/Pôr do Sol, prevista para ocorrer no fim deste mês.
“Quando assumimos o governo, eram 22 mil pessoas aguardando uma vaga; hoje diminuímos esse número para menos de 10 mil”Governador Ibaneis Rocha
Em relação às empresas parceiras que atendem às crianças da rede pública, o GDF criou, no ano passado, o Cartão Creche, programa de benefício educacional-social no qual os pais ou responsáveis da criança pagam a mensalidade junto à uma dessas entidades por meio de um cartão, disponibilizado pelo Banco de Brasília (BRB). O benefício por criança pode chegar a até R$ 803,57, e a intenção do GDF é ampliar o programa no ano que vem.
Recentemente, o governador Ibaneis Rocha comentou sobre a redução de mais de 50% na fila de espera por uma vaga em creche, e anunciou a construção de novas unidades. “Quando assumimos o governo, eram 22 mil pessoas aguardando uma vaga; hoje diminuímos esse número para menos de 10 mil. Estamos construindo 14 creches no DF, o que vai ampliar bastante o atendimento, que também contou com 5 mil vagas abertas no programa Cartão Creche, e estamos com mais 2,5 mil para os próximos meses”, relatou.
A subsecretária de Planejamento, Acompanhamento e Avaliação da SEE, Mara Gomes, reforça o planejamento da pasta para 2022: continuar a ampliação do atendimento. “O mais urgente hoje na secretaria é entregar as obras já planejadas. Todo o nosso esforço hoje é para que consigamos atender o máximo de crianças dentro da faixa etária de até 3 anos. O tempo de uma criança é rápido demais; precisamos correr para atender essas demandas hoje, não se pode dizer ‘deixa para amanhã’”, comentou.
Enquanto o GDF se esforça para construir mais creches, Mara Gomes também enaltece a importância da colaboração com as entidades parceiras. “O Cartão Creche é um grande parceiro. Ele pode não ser solução a longo prazo, mas é o parceiro mais importante neste momento. Se tenho ajuda dessas conveniadas, conseguimos minimizar um pouco do problema”, refletiu.
As inscrições são feitas pelo 156, opção 2. Para mais informações, acesse este link.
Equipamento chega para desafogar emergência do hospital regional com sala de raios-X e laboratório de exames
A UPA do Paranoá é a segunda de sete novas unidades que serão entregues pelo governador Ibaneis Rocha nos próximos meses; a de Ceilândia foi inaugurada em setembro, e cinco outras estão em construção | Foto: Renato Alves/Agência Brasília
Depois de ganhar nova Unidade Básica de Saúde (UBS) em agosto, o Paranoá tem agora uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Com capacidade para receber 4,5 mil pessoas por mês e funcionando 24 horas todos os dias, o equipamento é o primeiro do gênero na região e foi inaugurado na manhã desta segunda-feira (18) pelo governador Ibaneis Rocha.
Para que a unidade fosse colocada de pé e começasse a atender a população já a partir das 14h desta segunda, o Governo do Distrito Federal (GDF) investiu cerca de R$ 7 milhões, sendo R$ 5,140 milhões em obras estruturantes e R$ 1,778 milhão em equipamentos e móveis.
“Em nenhum estado do Brasil têm-se inaugurado tantas UPAs, tantas UBSs, e já estamos prevendo a construção de um hospital”Manoel Pafiadache, secretário de Saúde
Também foram contratados 146 profissionais de saúde, entre médicos, enfermeiros, técnicos e colaboradores. A unidade ainda conta com internet gratuita, por meio do projeto Wi-Fi Social, da Secretaria de Ciência e Tecnologia (Secti).
Durante a solenidade, o governador Ibaneis lembrou ter recebido a gestão em 2019 com a rede hospitalar sucateada. Desde então, seis UPAs foram reformadas, sete novas unidades construídas, duas foram entregues e cinco estão com obras em andamento. “E queremos ainda fazer mais duas, uma no Guará e outra na Cidade Estrutural, que precisam desse reforço de atendimento”, informou Ibaneis.
Nas UPAs são atendidos casos de urgência e emergência de clínica médica, como pressão e febre alta, sintomas respiratórios (como falta de ar), desmaio, convulsão, diarreia aguda, infecção do trato urinário, dor abdominal de moderada a aguda e complicações cardiológicas e neurológicas (como infarto e AVC).
Os médicos prestam socorro, prescrevem medicamentos e exames e analisam se é necessário encaminhar os pacientes a um hospital, mantê-lo em observação por 24 horas ou dar alta após o atendimento. Por isso, as UPAs são consideradas atenção pré-hospitalar.
“É um mini-hospital que vai funcionar de domingo a domingo e desafogar a emergência do Hospital da Região Leste”Sérgio Damasceno, administrador regional do Paranoá
“Em nenhum estado do Brasil têm-se inaugurado tantas UPAs, tantas UBSs, e [estamos] já prevendo [a construção de] um hospital. Portanto, o que o governo tem feito pela saúde do DF é um marco que será deixado para a população”, afirmou o secretário de Saúde, Manoel Pafiadache.
A inauguração da unidade foi festejada pela população local, que compareceu à solenidade. “É um mini-hospital que vai funcionar de domingo a domingo e desafogar a emergência do Hospital da Região Leste”, disse o administrador regional do Paranoá, Sérgio Damasceno.
Servidor da saúde, o deputado distrital Jorge Viana elogiou o empenho do GDF em oferecer melhores condições de atendimento público. “O Paranoá está completo. Temos equipes de Saúde da Família, uma UPA e um grande hospital. Há aqui todo o serviço de saúde pública estabelecido numa cidade”, afirmou.
A cerimônia foi prestigiada por autoridades políticas distritais e federais. Estavam presentes o presidente da Câmara Legislativa, Rafael Prudente; a ministra-chefe da Secretaria de Governo da Presidência da República, Flávia Arruda; a deputada federal Celina Leão e o empresário e ex-senador Paulo Octávio, além de secretários de Estado.
Localizada no Paranoá Parque, a UPA Paranoá segue o Porte 1 – Opção 3. Isso significa que tem 1,2 mil m2, com dois leitos de atendimento crítico emergencial na Sala Vermelha, seis leitos de observação e um leito de isolamento na Sala Amarela, dez poltronas de medicação/inalação e reidratação na Sala Verde e três consultórios.
Pela normatização do Ministério da Saúde, laboratório para exames de urgência, eletrocardiograma e salas de raios-X não são obrigatórios nas UPAs, mas foram acrescentados à unidade para dar maior agilidade aos atendimentos, tanto de atenção primária quanto secundária.
“A gente não vai precisar mais sair correndo para outros lugares mais distantes, pagando passagem de ônibus e demorando para ser medicado”Adelmiro Gomes, morador do Paranoá Parque
As novas unidades também foram equipadas com uma sala de ensino onde os profissionais terão treinamentos e cursos de atualização permanentemente. Os médicos da UPA poderão contar com o suporte de especialistas do Hospital de Base (HB), por meio da telemedicina e telediagnóstico, em que os profissionais do HB farão os laudos dos exames de eletrocardiograma.
A diarista Jussandra Pereira, 55 anos, mora há seis anos no Paranoá Parque e aguardava com expectativa a abertura da nova unidade médica. “O hospital regional está ficando muito cheio. Agora a gente vai ter chance de ser mais bem-atendido, mais rápido e com mais qualidade”, acredita.
O auxiliar de serviços gerais Adelmiro Gomes, 26 anos, também prevê economia – de tempo e de dinheiro. “A gente não vai precisar mais sair correndo para outros lugares mais distantes, pagando passagem de ônibus e demorando para ser medicado”, aposta.
Novas UPAs vêm aí
A UPA Paranoá é o segundo estabelecimento do gênero concluído pelo Instituto de Gestão Estratégica em Saúde (Iges-DF) em menos de um mês. Em 24 de setembro, o governador Ibaneis Rocha entregou a UPA Ceilândia II.
Ao todo, serão entregues sete UPAs nos próximos meses. Além das duas já inauguradas, seguem em construção, com os seguintes percentuais de execução: Gama, com 92,56% de obra executada; Riacho Fundo II, com 89,09%; Planaltina, com 85,93%; Brazlândia, com 71,09%, e Vicente Pires, com 71,02%.
Quando todas as sete UPAs forem entregues, terão capacidade de atender 31,5 mil pessoas por mês. O investimento total é de R$ 38,6 milhões, recurso que é repassado pela Secretaria de Saúde ao Iges-DF.
Unidade móvel ficará cinco semanas na cidade para realizar exames de mamografia e citopatológico de colo de útero (Papanicolau). Meta é zerar a demanda por esses atendimentos no local. A carreta está estacionada junto ao Hospital Municipal
Antônia Alves da Cruz Silva foi uma das agraciadas com a realização de mamografia e do exame preventivo de colo de útero | Foto: Hélmiton Prateado
A Unidade Móvel de Prevenção de Câncer de Mama e Colo de Útero do Governo de Goiás estará na cidade de Padre Bernardo, no Centro-Norte goiano, até o final deste mês de outubro para realizar mamografias e exame citopatológico de colo de útero (Papanicolau). Essa é a segunda vez que o veículo está no município, que tem na fila de espera cerca de mil mulheres aguardando pelos procedimentos.
A Carreta da Prevenção, como é conhecida a Unidade Móvel, está ligada à Policlínica Estadual da Região São Patrício – Goianésia, e percorre cidades da Macrorregião Centro-Norte, realizando atendimentos agendados pelas Secretarias Municipais de Saúde junto à Regulação Estadual. Em abril deste ano, o veículo esteve por uma semana em Padre Bernardo e a expectativa era de retornar para completar os atendimentos e zerar a fila.
A coordenadora-geral da Policlínica de Goianésia, Deise Bosso, ressaltou que o momento é ideal para a realização de mamografias na população feminina. “Esse mês é tradicionalmente voltado para uma campanha massiva de prevenção ao câncer de mama. O Outubro Rosa nos impõe um olhar mais atento para a mulher se cuidar de forma preventiva. O que pretendemos é levar saúde e bem estar a essas pessoas”, frisou.
Em Padre Bernardo a unidade está estacionada junto ao Hospital Municipal, o que facilita o acesso e deslocamento da população. A aposentada Antônia Alves da Cruz Silva foi uma das agraciadas com a realização de mamografia e do exame preventivo de colo de útero. Aos 64 anos, ela é casada e mãe de sete filhos.
Antônia lembra o quanto é difícil agendar um exame de mamografia para fazer em outras cidades e que a Carreta da Prevenção veio trazer alento para essa espera. “Sempre temos dificuldade para agendar e agora eu vi o quanto é mais fácil com essa carreta, sem falar que as meninas são muito educadas e profissionais. Vale a pena esperar e fazer o exame aqui e espero que volte todo ano”, finalizou.
Confira a quarta entrevista da série que resgata memórias de brasileiros antes da urna eletrônica
O consultor madeireiro Rosalino Dias, 70 anos, tem um conselho para os jovens eleitores: “eu quero falar para os eleitores que não viveram na época do voto em papel que não se deve discutir a segurança das eleições se não tiver conhecimento de como ocorria antes da urna eletrônica. O sistema era simplório e fácil de ser fraudado. Hoje, você coloca o número do candidato e aparece a foto, então você sabe em quem está votando e não tem motivo para pensar que aquilo será manipulado com tanta tecnologia envolvida”.
Segundo Rosalino, quem fala da urna eletrônica não viveu a contagem de votos manual. Ele era um jovem curioso e agitado, mas que cumpria o papel de cidadão como fiscal de eleições e escrutinador em uma cidade no interior de Goiás. E lembra que era comum, principalmente em municípios pequenos, a influência de pessoas poderosas para decidir o rumo da eleição.
Ele conta que o “político poderoso” local dava a ordem e o povo, que participava na contagem de votos, obedecia. “Era claro, para mim, que tinha como mudar o resultado daquela urna”, afirma, ao lembrar que também não havia como contestar o resultado de uma eleição.
Outros problemas
Rosalino recorda que para contar pouco mais de 100 votos demorava mais de quatro horas. “Numa cidade com cerca de 12 mil eleitores, normalmente só se sabia o resultado da votação no outro dia. O processo era muito demorado. Os escrutinadores contavam os votos até à meia-noite. Depois disso, trancavam as urnas na sala do promotor de justiça e só no outro dia se recomeçava a contagem até o resultado final”.
Sigilo do voto
Além disso, Rosalino explica que era fácil saber em quem o eleitor havia votado, uma vez que era possível identificar a caligrafia. “Se alguém conhecia como você escrevia e sabia onde você votava, na hora de conferir os votos daquela seção era possível saber que fulano votou no beltrano. Porque não existia só números como hoje, se identificava o voto escrevendo o nome também”, explica.
Naquela época, segundo Rosalino, a pressão pela quebra do sigilo do voto era mais explícita. “Era muito comum as pessoas responsáveis pela seção, não sei por qual razão, saírem do local. E ali se via cabos eleitorais com alguns presentes abordarem eleitores, geralmente pessoas simples, que perguntavam sobre quem votou. E ali ele ganhava um ‘agrado’. Era praticamente normal acontecer isso”, afirma.
Implantação da urna eletrônica
Com o processo eletrônico de votação em 100% das seções eleitorais brasileira, desde 2000, a confiança de que fraudes e desconfianças desapareceram é uma certeza para Rosalino.
“Eu considero que o Brasil é a vanguarda da contagem eletrônica dos votos. É muito bom você votar e logo depois do fechamento das urnas já saber praticamente o resultado das eleições em todo o país. Foi uma das coisas mais bacanas já feitas aqui no Brasil. Chega a ser prazeroso saber que temos isso no nosso país”, afirma orgulhoso.
“Não precisamos ter medo porque a urna é segura. Antigamente é que era inseguro e falho. Hoje você aperta teclas. Antes a pessoa recebia papeis com o nome do candidato recortado pra pessoa passar a caneta dentro e preencher, porque muitas pessoas não sabiam escrever. Hoje não existe isso. O eleitor vê o rosto na urna, apertou e acabou. Bem mais simples e mais seguro. A urna eletrônica chegou pra ficar e é um caminho sem volta”, finaliza.
Esse texto faz parte da série “Voto em papel e fraudes”, que relata depoimentos de cidadãos e cidadãs que participaram de perto das eleições antes do sistema eletrônico de votação. A urna eletrônica foi um avanço tecnológico que eliminou a intervenção humana e tornou o processo eleitoral brasileiro um dos mais confiáveis do mundo.
O governador de São Paulo, João Doria, e do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, durante evento no Palácio dos Bandeirantes | Imagem: Marcello Fim/Ofotográfico/Folhapress
Ao mesmo tempo em que buscam os votos dos filiados tucanos nas prévias do PSDB, os governadores Eduardo Leite (RS) e João Doria (SP) mantêm articulações políticas além dos limites partidários. Neste caso, a disputa é sobre quem está mais bem posicionado para liderar uma terceira via em 2022. Os adversários têm dividido a agenda entre os partidários e encontros com empresários e lideranças de outras legendas.
O gaúcho investe no apoio do ex-ministro Gilberto Kassab, presidente do PSD, e de ACM Neto – que está à frente do processo de fusão das legendas e criação do União Brasil. O entorno de Leite age para aproximá-lo do apresentador José Luiz Datena (PSL) e de representantes do empresariado paulista.
Doria, por sua vez, mantém linha direta com o ex-ministro Sérgio Moro, estreitou a relação com o MDB e outros partidos de sua base no Estado – como Solidariedade, PL, PV e Avante – e comemorou o apoio explícito do presidente da Itaúsa, Alfredo Setubal.
Com agendas cada vez mais frequentes em São Paulo, Eduardo Leite participou de um jantar no domingo com cerca de cem convidados na capital paulista. Entre os presentes no evento, que foi organizado pelo grupo Esfera Brasil, estavam empresários próximos a Doria desde os tempos que ele presidia o Grupo de Líderes Empresariais (Lide), como Luiza Trajano, presidente do conselho do Magazine Luiza, e Claudio Lottenberg, do conselho do Albert Einstein.
Chamou atenção no evento a presença dos prefeitos de Jacareí e São José dos Campos, duas grandes cidades paulistas governadas pelo PSDB. No dia 22, Leite vai participar de outro almoço com empresários, desta vez no Rio de Janeiro.
Doria almoçou ontem com o presidente do Itaú-Unibanco, Milton Maluhy, e a diretoria do banco. O secretário de Projetos e Ações Estratégicas, Rodrigo Maia, estava presente. O ex-presidente da Câmara viajou para São Paulo também com a missão de aproximar lideranças do Congresso e de outros partidos do governador.
Na sexta-feira, Doria participa do 10° encontro com empresários em um evento do Lide na capital. Já na viagem que fez para Minas em setembro, o paulista participou de um ato em Belo Horizonte com centenas de empresários e poucos tucanos. No dia seguinte, esteve em um evento organizado pelo prefeito de Betim, Vittorio Medioli (sem partido), com políticos e lideranças de diversas siglas. Na ocasião, o deputado Aécio Neves ironizou os encontros e disse que o paulista faz campanha onde não tem voto.
Às vésperas do primeiro debate das prévias, a disputa se acirrou entre os dois governadores. Em Santo André, na Grande São Paulo, Eduardo Leite criticou o adversário por ter anunciado que não iria ao debate organizado pelos jornais Valor e O Globo, e depois recuado. O governador gaúcho também rebateu críticas do entorno de Doria sobre o aplicativo que será usado nas votação dos filiados do PSDB.
“Negar participação no debate e lançar suspeitas à forma de votação é coisa do bolsonarismo. Espero que não volte o BolsoDoria”, disse ele no domingo. O presidente do diretório paulista do PSDB, Marco Vinholi, rebateu.
“Diálogo na teoria, agressão na prática. É momento de termos um candidato para unir o partido e o país, não para dividir”. Procurado, o coordenador da campanha de Doria, Wilson Pedroso, negou que o governador esteja procurando aliados fora do partido e disse que a estratégia é “100% interna no PSDB”.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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