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Paralisação da Polícia Civil continua, pelo menos por mais uma semana

Em assembleia realizada na tarde desta sexta-feira (26/10), em frente ao Palácio do Buriti, os policiais civis em greve decidiram manter a paralisação por mais sete dias.

A reunião, que de acordo com o sindicato, contou com a presença de 2,5 mil policias, tinha como objetivo decidir os rumos da paralisação.

Ainda segundo o sindicato, em reunião com o GDF na terça-feira (26/10), foram propostos a implementação do plano de saúde em janeiro de 2013, reajuste salarial de 15,8% e a transformação do cargo dos agentes penitenciários.

O secretário de Administração Pública, Wilmar Lacerda, contudo, esclareceu que o GDF não formalizou nenhuma proposta oficial. Segundo ele, houve autorização da União para que a pasta repetisse no DF o que foi proposto aos policiais federais – no entanto, apenas para os delegados da Polícia Civil.

Fonte: CorreioWeb – 27/10/2012

Gurgel pede apreensão de passaportes de mensaleiros

O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, pediu nesta semana ao Supremo Tribunal Federal (STF) que determine a apreensão dos passaportes dos condenados no processo do mensalão, como adiantou na manhã desta sexta-feira o colunista do site de VEJA Reinaldo Azevedo. A medida, preventiva, tem como objetivo evitar que os réus fujam do país para escapar da prisão.

O STF já sinalizou que fixará penas severas para os condenados a serem cumpridas em regime inicialmente fechado. Operador do esquema, o publicitário Marcos Valério Fernandes de Souza recebeu penas cuja soma é de 40 anos, 1 mês e 6 dias de prisão. Para Ramon Hollerbach, sócio de Valério, o Supremo estabeleceu por enquanto pena de 14 anos, 3 meses e 20 dias.

O desejo de Gurgel é que os réus condenados sejam presos imediatamente após a proclamação do resultado do julgamento do mensalão, que não tem previsão para acabar. No entanto, o procurador-geral reconhece que dificilmente o tribunal determinará as prisões imediatas. A praxe da Corte é esgotar todos os recursos para, só então, expedir os mandados de prisão.

Para evitar fugas, o procurador-geral pediu a apreensão de passaportes. Segundo pessoas próximas a ele, Gurgel começou a pensar na iniciativa ao saber, no mês passado, que um dos réus do processo, o ex-diretor de marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato estava na Itália desde julho, mesmo já tendo sido condenado pelo STF. Mas Pizzolato retornou ao Brasil às vésperas do primeiro turno da eleição municipal.

Mesmo com o retorno de Pizzolato, Gurgel quer se precaver para evitar episódios como a fuga de um réu de outro processo, o ex-banqueiro Salvatore Cacciola, que é italiano e fugiu para sua terra natal para escapar do risco de prisão após ter sido processado por crime contra o sistema financeiro. Cacciola só foi extraditado para o Brasil depois de ter viajado para Mônaco.

Nem o gabinete de Joaquim Barbosa, relator do processo, nem a assessoria de imprensa da Procuradoria confirmaram o pedido de Gurgel para apreensão de passaportes. Mas um dos integrantes do Supremo afirmou que o ofício chegou ao tribunal na última quarta-feira. O pedido poderá ser analisado por Barbosa sozinho ou levado por ele para apreciação do plenário, que atualmente é composto por dez ministros.

Não há previsão de quando a decisão sobre a apreensão dos passaportes será tomada. Após avançar pouco nesta semana na aplicação da pena para os 25 réus condenados, o julgamento do mensalão sofrerá uma interrupção na próxima semana e só voltará a ocorrer no dia 7 de novembro. A suspensão deve-se a uma viagem de Joaquim Barbosa para a Alemanha, onde se submeterá a um tratamento de saúde.

No início das investigações do mensalão, em 2005, Marcos Valério chegou a apresentar para as autoridades seu passaporte e o de sua família. O documento consta do primeiro dos 237 volumes do processo. Contudo, não é possível saber se o documento apresentado sete anos atrás não está vencido. O visto de entrada nos Estados Unidos de Valério, que consta do processo, venceu em 30 de junho deste ano. A reportagem não localizou o advogado do empresário, Marcelo Leonardo, para comentar a iniciativa do chefe do MP.

Fonte: Veja.com – Com Agência Estado – 27/10/2012

Moradores do Entorno pressionam a saúde pública do Distrito Federal

Se a situação nas cidades do Entorno — principalmente aquelas mais próximas da capital federal — já não pode ser considerada boa para a população, tem se mostrado ainda pior no período pós-eleitoral. Um dos setores que mais sente diretamente o impacto das decisões recentes dos prefeitos dos municípios da região metropolitana é a saúde. A demissão de servidores da precariza a área.

Na última semana, a atendente Estela de Morais, de 32 anos, aguardava atendimento no Hospital Municipal de Valparaíso (GO). Ela reclamava de fortes dores nas costas, mas recebeu a notícia de que não havia um especialista para atendê-la. Ainda assim, decidiu esperar por mais de uma hora. Depois, voltou para casa. “Desisti porque não estou aguentando ficar aqui. Fiquei sabendo que não tem médico para me atender”, lamentou.

Fonte: CorreioWeb – 27/10/2012

Encerrada a audiência de Instrução e Julgamento de processo contra o ex-governador do DF

As testemunhas que não depuseram ainda residem em outro Estado ou têm prerrogativa de foro e serão ouvidas oportunamente.

Terminou na última quarta-feira (24) a audiência de Instrução e Julgamento, em continuação, no processo que apura denúncias de recebimento de propina contra os réus Jaqueline Maria Roriz, Manoel de Oliveira da Costa Neto, José Roberto Arruda e Durval Rodrigues Barbosa. O juiz da 2ª Vara da Fazenda Pública do DF ouviu naquela tarde as testemunhas arroladas pelo ex-governador Arruda e pela deputada federal Jaqueline Roriz. Apenas os advogados das partes estiveram presentes ao ato processual, os réus foram dispensados de comparecer.

Na abertura da sessão, os patronos de Arruda solicitaram novamente a suspensão do processo, fundamentando o pedido no art. 265, IV, b do CPC. O mesmo expediente havia sido usado no primeiro dia de audiência, 16/10. Eles aduziram que existem informações presentes em outras mídias que são indispensáveis ao deslinde da presente demanda. Além disso, voltaram a alegar, sobre o laudo do Instituto Nacional de Criminalística nº 1633/2010, ter havido manipulação e edição nos vídeos feitos por Durval.

Em relação ao pedido dos advogados, o Ministério Público pediu que ficasse consignado em ata: como eles tiveram acesso ao documento, que faz parte de um processo em segredo de justiça em trâmite no TRF? Um dos advogados relatou que a cópia do laudo foi deixada em seu escritório, dentro de um envelope, dias antes da primeira audiência, no dia 16/10. Porém, informou não saber quem foi o mensageiro.

O promotor fez questão de consignar: “Não é verdade que exista laudo do Instituto Nacional de Criminalística afirmando qualquer vício ou mácula nos vídeos objeto desta ação. Ao contrário, o laudo juntado aos autos e, este sim, relacionado ao caso em questão é conclusivo ao atestar a higidez das gravações”.

Outra controvérsia que voltou à tona foi o pedido da defesa de Arruda sobre um suposto vídeo gravado por Durval com imagens do atual governador que, de acordo com eles, estaria em poder dos promotores e não fora juntado aos autos. O promotor também fez questão de elucidar: “Ao contrário do que, maliciosamente, afirma a defesa, estes promotores não estão em poder desse vídeo e nem mesmo têm conhecimento sobre a veracidade da sua existência. Nem poderia ser diferente, porquanto qualquer investigação envolvendo o Governador de Estado tramita perante o STJ, cujo promotor natural da causa é o Procurador Geral da República. Por esta razão, o MPDFT entende que tal pedido de exibição de vídeo deve antes ser precedido da certeza da existência do mesmo e, além disso, da viabilidade de que venha a integrar os presentes autos”.

Após sanar essas questões, o Juiz indeferiu o pedido de suspensão do curso do processo e deu iníco à oitiva das testemunhas.

Seis testemunhas foram ouvidas, três arroladas por Arruda e três por Jaqueline Roriz. Os depoimentos foram rápidos e não acrescentaram muito ao deslinde da causa. Todos os depoentes afirmaram não ter tido conhecimento sobre a Operação Caixa de Pandora, a não ser o que foi noticiado pela mídia.

A defesa de Arruda dispensou a oitiva de uma testemunha que não compareceu e insistiu na oitiva de duas testemunhas que serão ouvidas em seus Estados de domicílio. As respectivas cartas precatórias já foram expedidas pelo juízo. Em relação às testemunhas de Jaqueline Roriz, a advogada dela insistiu na oitiva da Deputada Distrital Celina Leão que, por ter prerrogativa de foro, será ouvida em outro momento.

Ao encerrar a sessão, o magistrado concedeu prazo de 5 dias sucessivos para cada parte, momento em que poderão solicitar as diligências que ainda acharem necessárias.

A íntegra dos depoimentos e da ata de julgamento poderão ser acessadas na consulta processual de 1ª Instância, no site do TJDFT: www.tjdft.jus.br.

Fonte: TJDFT – 26/10/2012

O escândalo Scajola na Itália e o futuro da área de defesa no Brasil

O La Stampa, italiano, compara a uma “Caixa de Pandora” a investigação em curso naquele país, iniciada nesta semana, sobre o “canal direto” que  existiria entre o ex-ministro do Desenvolvimento do Governo Berlusconi, Claudio Scajola – acusado de propósito de corrupção em uma malograda venda de fragatas italianas ao Brasil – e o então Ministro da Defesa do Governo Lula em 2010, Nelson Jobim.

Naquele ano – em que a Itália insultava publicamente o Brasil devido ao Caso Battisti – já causara estranheza a  carona aceita pela Marinha Brasileira, ao embarcar, em Fortaleza, em um navio aeródromo italiano, helicópteros e marinheiros brasileiros destinados ao Haiti.

Agora, estoura na imprensa italiana, com grande destaque, a investigação sobre a projetada venda de fragatas FREMM, franco-italianas, ao Brasil. Além da busca, autorizada pela justiça, em vários endereços de Roma e Nápoles, foi efetuada também a prisão de um funcionário de alto escalão da Finmeccanica (grupo estatal italiano fabricante de armamentos), Paolo Pozzessere, envolvido em outra ponta do caso – a venda de armas e helicópteros ao Panamá.

O escândalo Scajola-Finmeccanica evidencia, mais uma vez, em que plano se coloca a colaboração entre as empresas ocidentais de defesa   – a maioria delas controladas por seus respectivos governos – e o nosso país.

A idéia é, sempre, a de obter a fabricação, lá fora ou aqui mesmo, de encomendas destinadas às Forças Armadas brasileiras, desde que não se transfira tecnologia e que se assegure  baixíssimo índice de  conteúdo nacional.

Para isso, sempre que necessário, adquire-se o controle de empresas brasileiras, algumas detentoras de projetos já desenvolvidos com as nossas forças armadas, para entrar com mais segurança no mercado.

Em caso de conflito futuro do Brasil com algum país da OTAN ou com os Estados Unidos, bastará usar a tática do “último tango no front”, aplicada exemplarmente à Argentina em seu conflito com a Inglaterra nas ilhas Malvinas. Suspende-se a fabricação de armamento e a reposição de peças e munição para as armas e para os aviões e navios vendidos anteriormente, já que  a lealdade dessas empresas sempre estará com seus donos, os governos de seus respectivos países.

Devemos seguir o exemplo europeu, que ancorou  sua estratégia de defesa em empresas estatais como a DNCS francesa (que nos vendeu os submarinos Scorpéne), a BAE britânica (que nos vendeu três fragatas recentemente) e a franco-alemã-espanhola EADS (que controla a Helibrás, e que nos prometeu  passar a tecnologia de construção de helicópteros a partir de 2020). O Brasil precisa – quem sabe usando a AMAZUL como base – constituir  estrutura pública própria para a pesquisa, o desenho e a construção de material bélico.

Com essa empresa, nacional e estatal, teríamos escala para aproveitar a tecnologia desenvolvida pelas nossas próprias indústrias de armamento, que estão sendo adquiridas a ritmo avassalador por multinacionais estrangeiras. E poderíamos  estabelecer, finalmente, parceria estratégica com os BRICS para o desenvolvimento de toda uma nova geração de armamentos.

Na terça-feira, mesmo dia em que estourou o escândalo Scajola na Itália, o presidente russo Vladimir Putin declarou, à saída da reunião de uma comissão governamental, que Moscou tomou a decisão de estreitar sua cooperação técnica e militar com os outros países dos BRICS:  “nossa cooperação militar e técnica com essas nações deverá atingir  patamar mais elevado, que leve em consideração o alto do potencial tecnológico, industrial e científico dessas nações. A cooperação com a Índia, por exemplo, não se limita à venda de armamento russo. A pesquisa e a concepção conjunta e a produção sob licença de material destinado a terceiros países é cada vez mais freqüente.”

Esse assunto poderá ser abordado na visita que a Presidente Dilma Roussef fará a Moscou, em dezembro. O governo russo estaria disposto a reabrir  seu mercado para as carnes brasileiras em troca da exportação ou da produção conjunta de armamentos. Para voltar a participar do Programa FX, de aquisição de caças para a Força Aérea, os russos aceitariam compartilhar a tecnologia dos aviões Sukhoi 35, venderiam a Brasília seus  mísseis anti-aéreos Tor, e renovariam o convite para que o Brasil participe do acordo do PAK-FA T-50, como sócio pleno do caça-bombardeio de quinta geração que estão desenvolvendo junto com a Índia, para entrar em operação por volta de 2018.

Por: Mauro Santayana

Fonte: Blog do Mauro Santayana / Gama Livre – 26/10/2012

Novo estádio terá Museu Garrincha

Local abrigará acervo com objetos históricos do craque do futebol brasileiro.

Depois de manter o nome de Mané Garrincha na denominação do novo estádio brasiliense, o GDF decidiu fazer um novo agrado ao ex-jogador. Foi divulgada ontem a criação de um museu dedicado ao ex-craque, que emprestou o nome ao antigo estádio inaugurado em Brasília na década de 1970. A ideia do governo local é reunir um acervo para resgatar a história do futebol brasileiro.

“Temos um carinho muito especial pelo nosso querido Mané Garrincha, que deu tantas alegrias para o povo brasileiro e continua sendo, depois de muitos anos, essa grande referência da genialidade do futebol”, disse o governador – botafoguense – Agnelo Queiroz.

A denominação do novo estádio foi alvo de disputa política em junho deste ano. A deputada distrital Liliane Roriz (PSD) propôs projeto para manter Mané Garrincha no nome. Agnelo, no entanto, vetou, alegando que a responsabilidade de nomear a arena é da Terracap, proprietária do estádio. Os distritais, então, derrubaram o veto ao projeto e a lei foi promulgada, mantendo, portanto, a nomenclatura “Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha”.

Prestígio

Brasília não é a primeira cidade a ter um museu dedicado ao ex-craque. O Maracanã, no Rio de Janeiro, mantinha um local em homenagem a Garrincha antes da demolição para a Copa do Mundo de 2014, com objetos antigos do esporte brasileiro.

Fonte: Metro Brasília – 26/10/2012

Atraso no STF: sentença do mensalão será proclamada por Barbosa presidente

Ninguém mais sabe quando o julgamento do mensalão terminará. A pressa acabou quando ficou constatado que seria impossível concluir a fixação das penas para os condenados esta semana, em que o tribunal sequer encerrou a tarefa de estabelecer a sentença para dois de 25 deles. Com isso, o resultado do julgamento não mais será mais proclamado por Ayres Britto, e sim pelo presidente eleito do Tribunal, Joaquim Barbosa.

Britto, que se aposenta no dia 18 porque completa 70 anos, deve ter sua última sessão na quarta, dia 14. Sendo assim, de acordo com a nova agenda de trabalho apresentada ontem, o ministro só participará de mais 4 audiências de julgamento do mensalão, que sofrerá uma interrupção de 12 dias. O mais provável é que Britto deixe registrado seu cálculo para as penas dos condenados – a chamada “dosimetria”, como fez Cezar Peluso, aposentado há dois meses, para ser considerada no momento da fixação da sentença.

Barbosa toma posse como presidente do STF no dia 22 de novembro. Como o julgamento está no final, não deve haver troca de relatores, e o ministro deve acumular a função com a presidência. Caberá a ele, então, proclamar o resultado do maior julgamento da história do STF.

É função do presidente da Corte coordenar os trabalhos do Tribunal, fixar datas para as sessões, dirimir pendências provocadas por empates, programar a agenda de decisões sobre recursos – tudo em comum acordo com os colegas. O STF, após o final do julgamento e da publicação de seu resultado, terá de julgar um grande número de recursos – etapa que deve se estender por parte do primeiro semestre de 2013, sob a presidência de Barbosa. Só então é que deve haver a expedição dos primeiros mandatos de prisão dos réus condenados.

Fonte: Blog da Christina Lemos – 26/10/2012

Agenda Cultural – Circuito Let’s Burn

Circuito Let’s Burn – Esta noite vai incendiar Brasília

Dia: Quinta, dia 01 de Novembro (Vespera de Feriado)
Local: MDO Squash Club – 22h

Atrações:

– Tiko’s Groove
Grande destaque no Brasil.
Seu HIT “I DON’T KNOW WHAT TO DO” e “I CAN’T GET NOTHING” estão entre as musicas mais pedidas do mundo.

– Keemo
Autor do HIT Verao 2012 “BEAUTIFULL LIE”

– Dj Raul Mendes
– Dj Lucio Balla

Pontos de Venda:

– Zimbrus (305 Sul, Pier 21, Aguas Claras e Taguatinga)

– Subway (707 Norte, 209 Norte, Shopping Iguatemi, Park Shopping, Taguatinga Centro, Aguas Claras)

– Bilheteria Digital – em ate 12x nos cartões
www.bilheteriadigital.com.br

Ingressos:

1º Lote: Promocional
R$40,00 – Feminino
R$60,00 – Masculino

Informações: 61 3347-6763 / 7818.9155 / 3342-2232

Concurso Top Blog 2012 – 2ª etapa

Top blog 2 etapaO Blog está em seu segundo ano, foram mais de 2.000 mil postagens. Tivemos um problema no servidor e ficamos alguns dias fora do ar, perdemos muitos arquivos, mas o importante é que estamos de volta. Espero que vocês aprovem o novo layout.

Aproveito e peço seu voto no prêmio nacional Top Blog 2012, onde estamos concorrendo na categoria Política. Na primeira etapa ficamos entre os 100 e isso só foi possível com o voto de vocês. Agora peço seu voto novamente para a segunda etapa.

Essa 2º fase termina no dia 11 de novembro. Peço a ajuda de vocês para votarem e divulgarem para aos seus amigos. É possível votar uma vez com email, uma vez com twitter e uma vez com facebook.

Para votar clique aqui.

Sandro Gianelli

 

Fazer declarações “infelizes”

Todos erram em algum momento. Mas algumas frases costumam ser letais para a campanha do candidato.

É humano. Todos fazem em algum momento. A maioria delas não chama muita atenção, é logo esquecida, e não causa maior prejuízo. Algumas entretanto são letais. Acompanham o candidato como uma sombra pelo resto de sua carreira política.

Kennedy preparou um comercial contra Nixon, usando infeliz declaração de Eisenhower

Há vários tipos de declarações infelizes. As mais comuns são aquelas feitas por parentes do candidato, por seus aliados políticos, e, a pior, pelo próprio.

Em 1960 Kennedy preparou um comercial contra Nixon, usando uma declaração infeliz do Presidente Eisenhower. Nixon tentava provar sua maior experiência, por ter sido vice-presidente por 8 anos. Era uma linha forte de argumentação, uma vez que Kennedy, como senador, não tinha um retrospecto nesta área que se comparasse ao de Nixon.

O comercial de Kennedy reproduzia a gravação de uma entrevista com Eisenhower, em que este, perguntado sobre quais tinham sido as questões sobre as quais Nixon havia tido alguma influência, respondia: “Se você me der uma semana, talvez eu consiga pensar em alguma”.

Uma declaração infeliz do Presidente, feita num outro momento sem relação com a campanha eleitoral, no qual provavelmente tentava fazer uma pilhéria, foi usada pelo adversário para abalar a argumentação de Nixon sobre sua experiência, e ridicularizá-lo.

Familiares também contribuem com sua quota de declarações infelizes. Pouco habituados com a dinâmica pública de uma campanha e com a malícia dos jornalistas, quando não preparados antecipadamente para os riscos, cometem imprudências fazendo revelações, tornando públicas inconfidências ou fatos da intimidade, que podem ser utilizadas pelos adversários.

Mas ninguém é mais pródigo em fazer declarações infelizes do que os próprios candidatos. Cansaço, oscilações de humor, vaidade, desejo de aparecer espirituoso e inteligente, são fatores que usualmente antecedem aquelas declarações.

Declarações infelizes então, vamos considerar primordialmente aquelas pronunciadas pelo próprio candidato.

Porque caracterizamos como “infelizes” ?

Porque agridem a algum segmento do eleitorado;
Porque eram absolutamente desnecessárias;
Porque são formatadas em “frases de efeito”;
Porque ficam associadas ao candidato;
Porque nunca são totalmente esquecidas pelos eleitores;
Porque provocam importantes perdas eleitorais.

Paulo Maluf é outro político que vem sendo perseguido a várias eleições pela declaração “estupra mas não mata” que, como ele mesmo já explicou, foi feita num momento em que se encontrava extremamente cansado, e sem a intenção que seus adversários lhe imputam, quando usam a frase contra ele.

Se o candidato estiver cansado e de mau humor está propenso a fazer declarações infelizes

Maluf já foi levado a também gastar programas, ao lado de sua família, para explicar o que quis dizer, quando usou aquela expressão. O problema está no fato de que as explicações produzem menos impacto no eleitor do que a frase pronunciada.

Só o fato de ter que se explicar já é ruim, ter que se explicar em matérias desta natureza é muito pior, ainda mais quando a explicação é feita num período eleitoral, em que o eleitor sempre fica desconfiado se a explicação é autêntica, ou apenas motivada pelo interesse eleitoral.

O candidato deve então adotar como regra evitar fazer este tipo de declaração sempre que estiver naquelas condições acima enumeradas: cansado, de mau humor, excessivamente eufórico,ou qualquer outra condição psicologicamente desfavorável. Nestas situações é preferível não falar, ou não falar naquele momento, ou conversar com sua assessoria o que está pensando falar, para evitar o tropeço.

Também deve adotar a cautela no uso de frases de efeito. É sempre preferível testá-las com seus assessores antes de usá-las, sobretudo aquelas mais “atraentes” de dizer, pelo seu conteúdo espirituoso, pela sua originalidade.

Não há dúvida de que se forem desta natureza serão citadas na mídia, e com destaque. Mas uma vez aparecendo na mídia, por suas próprias características, serão difundidas no eleitorado com uma velocidade incrível.

Cria-se desta forma uma frase que será “companheira” do candidato pelo resto de sua carreira, com destaque especial para as eleições que concorrer. E, no final das contas, pensando-se bem, elas eram totalmente desnecessárias para os argumentos da candidatura.

Em suma, o ônus político que implicam não resultou em nenhum benefício ao candidato.

Fonte: Política para Políticos

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