Início Site Página 4725

Austrália confirma segunda grávida infectada com o vírus zika

30112015130854O governo da Austrália anunciou nesta sexta-feira o segundo caso de uma mulher grávida que foi infectada pelo vírus zika depois de ter viajado para o exterior. O outro caso também foi informado nesta semana.

A mulher, do estado de Victoria, foi diagnosticada com zika após retornar de um país onde o vírus tem sido transmitido pelo mosquito Aedes Aegypti, disse a ministra da Saúde de Victoria, Jill Hennessy. Ela se recusou a liberar quaisquer outros detalhes sobre o caso, incluindo o país que mulher viajou, citando a privacidade da paciente.

No início desta semana, uma mulher grávida no estado de Queensland também foi diagnosticada com zika depois de viajar para o exterior.

Especialistas dizem que o risco do vírus se espalhar por toda a Austrália é extremamente baixo, uma vez que o mosquito que transporta o vírus só vive no extremo nordeste do país, que é pouco povoado.

“A minha principal preocupação hoje não é com o risco para a saúde pública, mas sim com a mulher que tem que lidar com a ansiedade de receber uma notícia preocupante”, disse Hennessy, a repórteres.

Fonte: Associated Press.

Lei Antibullying prevê que escolas adotem medidas preventivas, mas não há punições

20160211005010É lei: escolas e clubes devem adotar  medidas de prevenção e combate ao bullying. Sancionada pela presidente Dilma Rousseff em novembro, o texto que entrou em vigor nesta semana  institui o Programa de Combate à Intimidação Sistemática  em todo o território nacional.

No contexto da Lei Antibullying, o termo  define   a prática de atos de violência física ou psíquica exercidos intencional e repetidamente por um indivíduo ou grupo contra uma ou mais pessoas com o objetivo de intimidar ou agredir, causando dor e angústia à vítima, em uma relação de desequilíbrio de poder entre as partes envolvidas.

De acordo com o documento, ataques físicos, insultos pessoais, comentários sistemáticos e apelidos pejorativos, ameaças por quaisquer meios, grafites depreciativos, expressões preconceituosas e isolamento social consciente e premeditado são tipos de intimidação.

No âmbito da internet, há o cyberbullying. Os agressores aproveitam a oportunidade de ficar no anonimato para proferir as ofensas, incitar a violência e adulterar fotos e dados pessoais com o intuito de   constranger as vítimas.

Professores

A nova lei estabelece que professores e equipes pedagógicas deverão ser capacitados para implementar ações de prevenção e solução do problema. Além disso, pais e familiares serão orientados para identificar vítimas e agressores. Outro ponto presente no texto é a realização de campanhas educativas e o fornecimento de assistência psicológica, social e jurídica às vítimas e aos agressores.

O presidente da Associação de Pais e Alunos das Instituições de Ensino do Distrito Federal (Aspa- DF), Luís Claudio Megiorin, acredita que a lei precisa ser melhor compreendida. Ele chama a atenção para o fato de o texto não prever nenhum tipo de punição nem para os agressores  nem para as escolas que não fazem a vigilância de situações de bullying.

“É uma iniciativa válida, que dá mais clareza à questão, mas questionamos a eficácia dessa lei. É necessário que haja mais vigilância dentro do ambiente escolar. Para isso, seria necessário que houvesse monitores observando as práticas de bullying na escola, não só dentro de sala, mas em banheiros, na hora do intervalo. Não é tão difícil identificar vítimas e agressores”, avalia o presidente da Aspa-DF.

O que diz a lei

O bullying  pode ser:

verbal:  insultar, xingar, apelidar pejorativamente;

moral:  difamar, caluniar, disseminar rumores;

sexual:  assediar, induzir, abusar;

social:  ignorar, isolar, excluir;

psicológico:  perseguir, amedrontar, aterrorizar, intimidar, dominar, manipular, chantagear, infernizar;

físico:  socar, chutar, bater;

material:  furtar, roubar, destruir pertences de outrem;

virtual:  depreciar, enviar mensagens intrusivas da intimidade, enviar ou adulterar fotos e dados pessoais que causem sofrimento ou com intuito de constranger psicológica e socialmente.

Mães e pais têm papel fundamental
O  presidente da Associação de Pais e Alunos das Instituições de Ensino  (Aspa-DF), Luís Claudio Megiorin,  lembra que o bullying sempre existiu, mas   era aceito pela sociedade.  Para ele, falta mais vigilância dentro do ambiente escolar. “O colégio deve estar consciente do que ocorre entre os alunos, dar atenção e seriedade e ter   rigor com os agressores. Já teríamos evitado lesões corporais e na alma de várias crianças se as escolas fossem mais vigilantes”, afirma.
De acordo com Megiorin, os pais também têm papel fundamental, pois devem orientar os filhos, principalmente ao   se mostrarem agressivos, e acompanhá-los “desde à creche até a universidade”.
Não é difícil encontrar adolescentes que já sofreram algum tipo de chacota dentro da escola. O estudante Lucas Santos, 20 anos, relata que já foi vítima de bullying durante toda a vida escolar. “Desde criança, pegavam no meu pé por causa da minha altura e biotipo. Me chamavam de baixinho e magricelo. Isso me deixava muito triste e depressivo”, relembra.
Ele conta ter se sentido  coagido e preferiu se  isolar, porque não confiava em ninguém, tampouco  contava para os professores, pois não havia abertura. “Uma vez, um colega que implicava comigo me empurrou quando eu descia de uma rampa e quebrei um braço”, relata.
 Na ocasião, Lucas  mentiu para os pais, dizendo que tinha tropeçado e caído. Entretanto, a mãe dele não acreditou na desculpa e ele   revelou ter sido empurrado.
Hoje,  na faculdade, o rapaz  afirma que algumas vezes ainda sofre ofensas. “Quando ficam me zoando, eu levo na brincadeira e tento não me chatear. Mas tem alguns comentários que às vezes são pesados e que acabam magoando”, admite.
Amiga de Lucas, a estudante Suelen Miranda, 20 anos, também já foi vítima de bullying na escola. Mas, além dos colegas, uma professora   a tratava de maneira questionável. “Quando eu era bem pequena, nos primeiros anos da escola, uma professora me chamava de burra e lerda na frente de todo mundo. Ela fazia de propósito para me envergonhar. Depois que contei para os meus pais, a escola investigou o caso e descobriu que ela tinha esse tipo de comportamento com a maioria dos alunos   negros. Então,   acabou demitida”, explica.
Na opinião dela, a lei vai fazer com que os professores sejam mais eficazes no combate às intimidações.
Ponto de vista
O presidente do Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino do Distrito Federal (Sinepe-DF), Álvaro Domingues, explica que a entidade possui hoje cerca de 200 escolas particulares filiadas e que, nessas instituições, existem, há mais de dez anos, projetos de prevenção e combate ao bullying. “Nossas escolas já desenvolvem essa temática há muito tempo. São trabalhos de esclarecimento, cursos e identificação dessas violências de maneira a acolher vítimas e agressores. Todo o corpo docente da escola recebe aperfeiçoamento sobre o tema e a maneira de lidar com a situação”, diz. De acordo com Domingues, o bullying é um problema recorrente de vários anos, e as instituições já combatem essa problemática. A única novidade agora é que existe uma legislação que será repassada para as escolas.
“Professores fazem vista grossa”
A estudante Jéssica Cruz, de 17 anos, nunca sofreu bullying, mas já viu amigos sendo vítimas de piadas e brincadeiras sem graça dentro de sala de aula.
“Acho esse tipo de comportamento muito injusto e constrangedor, pois todos nós somos iguais, e ninguém merece sofrer bullying. A aparência da pessoa não determina o caráter dela. Sempre fiquei indignada com essas coisas”, afirma a estudante. Segundo ela, muitos professores fazem vista grossa em relação às agressões verbais entre alunos.
Omissão
A filha de Claudiana Fernandes, 23 anos, dona de casa, vai começar a estudar este ano e ela já se preocupa com possíveis brincadeiras sem graça com a garota.
“Acontece muito de os professores se omitirem. Com essa lei de combate ao bullying, acho que o rendimento das crianças vai melhorar, e elas se sentirão melhor no ambiente escolar”, opina, preocupada, a mãe.
A técnica em Farmácia Amanda Lima, de 25 anos, acredita que o tema deva ser tratado com mais seriedade não só pelos educadores, mas também por toda a sociedade.
“O bullying sempre existiu, mas antes era levado na brincadeira, e ninguém fazia nada para combatê-lo. Muita gente acha que o assunto é moda, mas não é. Existem várias crianças que sofrem preconceito dentro de sala de aula e são ridicularizadas pelos colegas. O professor e o corpo escolar precisam evitar quer essas condutas aconteçam, pois é algo que não pode passar despercebido”, defende a jovem.
Falta sistematização das ocorrências

A Secretaria de Educação explica que as escolas já trabalham com a mediação de conflitos e temáticas voltadas para o combate ao bullying. Erika Goulart, chefe da Gerência de Orientação e Serviço de Apoio a Aprendizagem da secretaria, informou que as ações de enfrentamento são realizadas por meio de projetos desenvolvidos por orientadores educacionais. Mas não são sistematizadas as ocorrências relacionadas ao bullying.
“Com essa lei, as equipes escolares estarão mais alertas e atentas. Além disso, os episódios serão relatados, como já ocorre, mas de forma sistematizada. A secretaria realiza um estudo sobre o assunto e, em breve, criará uma orientação para que as escolas repassem as ocorrências  mensalmente ou bimestralmente, de acordo com o que exige a lei e conforme a realidade de cada regional”, explicou.
Erika acredita que a lei dará outra conotação ao bullying. No entanto, é necessário que haja sensibilização tanto na escola como nas famílias, que devem identificar nos filhos possíveis agressores ou vítimas e o porquê daquela situação. Além disso, ela destaca que a lei pode ser positiva para reduzir a quantidade de brigas nas escolas, que muitas vezes são consequências do bullying.
O Sindicato dos Professores (Sinpro-DF) chama a atenção para a falta de orientadores educacionais nas escolas públicas do DF. “O bullying não é um comportamento novo nas escolas, mas falta suporte do governo para que o combate seja mais eficaz. Quem faz o trabalho voltado para essa questão são os orientadores e psicopedagogos. O poder público precisa contratar mais profissionais dessa área”, avalia o diretor, Cléber Soares.
Segundo ele, há pouco investimento na área de orientação educacional, e somente os professores, em sala de aula, não dão conta de resolver o problema. “Toda escola precisa de uma equipe psicopedagógica, formada por orientadores e psicólogos. Além disso, é necessário que sejam disponibilizados espaços físicos para esses profissionais trabalharem. Infelizmente, o governo ainda não entende o papel fundamental desses profissionais no ambiente escolar”, destaca.
Segundo o diretor do Sinpro-DF, é fundamental criar uma sociedade baseada no respeito e na tolerância às diferenças. Soares defende ainda que a discussão sobre o bullying envolva docentes e   familiares. Ele acredita que a lei é uma iniciativa interessante do Governo Federal, mas que precisa de um olhar mais profundo do poder público para funcionar e dar resultados.
Saiba mais
Há diversos estudos acerca do bullying. Um dos estudiosos do tema, o pesquisador  Dan Olweus estabelece três critérios para atestá-lo: ações repetitivas contra a mesma vítima num período prolongado de tempo; desequilíbrio de poder, o que dificulta a defesa da vítima; e ausência de motivos que justifiquem os ataques.
Fonte: Jornal de Brasília

Sob intervenção, rede de postos do DF pede 10 dias para indicar gestores

cascolA rede Cascol, que administra 30% do mercado de combustíveis do Distrito Federal, solicitou prazo adicional para indicar os cinco possíveis administradores provisórios ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). A empresa tinha até esta quarta-feira (10) para apresentar a lista, um dos requisitos da intervenção iniciada no último dia 25.

Em nota, o Cade informou que recebeu uma petição da Cascol na última sexta (5) e outra nesta quarta, solicitando prazo adicional de 10 dias. A Superintendência-Geral diz que ainda vai analisar as petições da Cascol e se manifestar sobre o tema. Não há prazo definido para essa resposta.

A Cascol informou ao G1 que não comenta decisões judiciais e administrativas, mas disse que “já está em contato com o Cade para auxiliar o órgão em tudo o que for necessário”. A empresa não disse se já definiu parte dos cinco nomes a serem apresentados.

A rede Cascol é suspeita de integrar um cartel que que agia para aumentar o preço da gasolina. A empresa chegou a alegar que a intervenção poderia “comprometer a saúde financeira do grupo”, mas o Cade manteve a decisão no último dia 3.

No dia 25 de janeiro, o Cade informou que daria 15 dias para a Cascol indicar pelo menos cinco nomes de possíveis administradores. Um deles será escolhido pelo órgão para gerenciar provisoriamente a empresa por seis meses – prorrogáveis enquanto durar o processo.

Posto da Cascol no Lago Sul (Foto: Google/Reprodução)Posto da Cascol no Lago Sul (Foto: Google/Reprodução)

De acordo com o Cade, o administrador provisório vai atuar em todos os postos da Cascol com bandeira da BR Distribuidora (cerca de 60 postos, dois terços de todos os pertencentes ao grupo).

Em caso de descumprimento, a companhia pode pagar multa de R$ 300 mil por dia – 10% do lucro da Cascol. É a primeira vez que uma medida do tipo é tomada pelo órgão em caso de “conduta anticompetitiva”.

“A intenção do Cade é reestabelecer a concorrência. Os consumidores vão ter opção de um administrador independente, não alinhado com o suposto cartel”, disse o superintendente do órgão, Eduardo Frade. “A gente espera condições melhores para o consumidor.”

Mesmo sendo indicado pela empresa, o administrador pode ser substituído pelo Cade caso necessário. “Ele estará administrando com cuidado de manter o equilíbrio econômico da empresa, porém administrando no interesse do consumidor”, afirmou o superintendente do conselho.

Em novembro, a Polícia Federal, o Ministério Público do DF e o Cade deflagraram a Operação Dubai, com o objetivo de desmembrar um grupo que combinava preços na distribuição e revenda de combustíveis no DF e no Entorno. Segundo a PF, o suposto cartel atuava há pelo menos dez anos. Um dos sócios da Cascol, Antônio Matias, chegou a ser preso por cinco dias.

Segundo o superintendente do Cade, a empresa continuava combinando preços. “A gente tem provas robustas de que a Cascol participa e é líder desse suposto cartel”, declarou Frade. “A expectativa é de que a concorrência volte a esse mercado porque há espaço para o preço cair.”

O superintendente do Cade, Eduardo Frade, durante entrevista nesta segunda (Foto: Gabriel Luiz/G1)O superintendente do Cade, Eduardo Frade, durante entrevista nesta segunda (Foto: Gabriel Luiz/G1)

Pelas regras do conselho, o novo administrador deverá prestar contas mensalmente e deverá ter “reputação ilibada”.

A administração dos postos poderá ser feita por uma ou mais pessoas físicas ou por uma empresa.

Faturamento ‘extra’ de R$ 1 bilhão
Pelos cálculos da PF, o prejuízo causado aos donos de veículos pelos postos de combustíveis supostamente integrantes do cartel pode chegar a R$ 1 bilhão por ano.

Em novembro, depois da operação conjunta da Polícia Federal, do Cade e do Ministério Público, que resultou na prisão de sete empresários, Frade disse estimar que os preços dos combustíveis no DF caíssem até 20% com a desarticulação do cartel. durante entrevista após a Polícia Federal prender sete suspeitos de participar do cartel, no DF e no Entorno.

A previsão de queda nos preços dos combustíveis, no entanto, poderia demorar a ser sentida no bolso do brasiliense, disse. “Não necessariamente isso acontece do dia para a noite”, afirmou Eduardo Frade na época. “Estima-se que cartéis elevem o preço do produto em pelo menos 20%. Pegando 2014, o faturamento apresentou um sobrepreço de até R$ 1 bilhão.”

Esquema
Por meio de escutas e interceptações de mensagens, os investigadores apontam que a estratégia do grupo era tornar o etanol economicamente inviável para o consumidor, mantendo o valor do combustível superior a 70% do preço da gasolina – mesmo durante o período de safra.

Membros da PF, do Cade e do Ministério Público em coletiva (Foto: Gabriel Luiz/G1)Membros da PF, do Cade e do Ministério Público em coletiva (Foto: Gabriel Luiz/G1)

“Com isso, o cartel forçava os consumidores a adquirir apenas gasolina, o que facilitava o controle de preços e evitava a entrada de etanol a preços competitivos no mercado”, continuou a PF. “De forma simplificada, a cada vez que um consumidor enchia o tanque de 50 litros – já que cada litro da gasolina era sobretaxada em aproximadamente 20% – o prejuízo médio era de R$ 35.”

De acordo com o delegado João Pinho, empresas donas de postos mantinham acordo com as distribuidoras, mas todos os suspeitos negam participação ou envolvimento com cartel.

“[As distribuidoras] avisavam dos aumentos. Havia uma grande cumplicidade”, afirmou. Juntas, a BR Distribuidora, Ipiranga e Shell detêm 90% do mercado no DF. Ainda segundo o delegado, o presidente do Sindicato dos Combustíveis do DF, José Carlos Ulhôa, exercia pressão para que os postos continuassem no esquema, por meio de chamadas telefônicas ou até em grupos de WhatsApp.

A BR Distribuidora informou que presta “total colaboração com as autoridades nas diligências”. “A empresa pauta sua atuação pelas melhores práticas comerciais, quaisquer irregularidades serão investigadas e os responsáveis, punidos”, disse a empresa, em nota.

A Ipiranga disse que não teve acesso ao inquérito policial e que vai contribuir “com integridade e transparência, com as informações necessárias aos órgãos de controle”. “As medidas cabíveis serão avaliadas, assim que a empresa obtiver conhecimento do processo.”

A Raízen, licenciada da marca Shell no Brasil, confirmou que um dos funcionários foi conduzido à delegacia e liberado após depoimento. A empresa disse que “age sempre de acordo com a lei, prezando pela ética no relacionamento com todos os seus públicos” e informou colaborar com as investigações.

Fonte: G1

Grupo de Picciani propõe ‘saída honrosa’ para Motta

20160211123449Confiantes na recondução de Leonardo Picciani (RJ) à liderança da bancada do PMDB na Câmara na próxima semana, aliados do peemedebista vão propor uma “saída honrosa” da disputa para Hugo Motta (PB). Diante da possibilidade de derrota de Motta, candidato de Eduardo Cunha (RJ), o grupo de Picciani vai argumentar que a desistência do paraibano evitará uma derrota pública do presidente da Casa.

Nas contas do grupo, Picciani teria hoje 45 votos favoráveis a sua permanência no cargo, de um total esperado de 70 parlamentares votantes. Assim, o candidato de Cunha teria pouco mais de 20 votos. Na avaliação do ala pró Picciani, o maior derrotado da disputa será Cunha, alvo da Operação Lava Jato e sob risco de perder a presidência da Câmara por decisão do Supremo Tribunal Federal.

A avaliação é a de que uma derrota seria péssima para Cunha em um momento em que tenta salvar seu mandato. Um revés mostraria que ele não tem mais solidariedade dentro do próprio PMDB. É por essa razão que, segundo peemedebistas, Cunha tem feito campanha para Motta como se fosse para si próprio.

Os aliados do atual líder pretendem procurar Motta na próxima terça-feira, véspera da eleição da bancada, para mostrar que a posição de Picciani estaria consolidada. “O gesto vai criar condição para mostrar à bancada que todos estão na mesma direção (de busca da unidade) e que não precisa disputa”, disse um aliado do Picciani.

A operação foi proposta por Leonardo Quintão (MG), que protagonizou a destituição temporária de Picciani da liderança da bancada no final do ano passado. Durante uma semana, o mineiro ocupou a liderança, até que o fluminense recuperou apoios e retomou o posto. Quintão chegou a se lançar na disputa, mas sem a ajuda de Cunha e diante do esvaziamento de sua candidatura, anunciou apoio a Picciani. O atual líder preferiu evitar polêmica e não comentou a articulação. “Estou trabalhando para ir à votação”, afirmou.

O grupo de Motta garante que fechou novos apoios nos últimos dias, suficientes para deixá-lo à frente do adversário. “Não vamos parar até o dia da eleição”, disse o deputado Lúcio Vieira Lima (BA). Empenhado na eleição de seu candidato, Cunha passou o feriado de carnaval recebendo deputados em sua casa no Rio.

Fonte: Estadão Conteúdo

Papa Francisco pede que padres evitem broncas e acolham pecadores

20160210133618734251aO papa Francisco pediu a mil confessores procedentes de todas as partes do mundo que devolvam as rédeas às ovelhas desgarradas da Igreja católica, já que muitos se afastaram da instituição por suas mensagens de condenação muito severas.

A partir desta quarta-feira e durante todo o ano santo que termina em novembro, estes “missionários da misericórdia”, um total de 1.142 padres e religiosos em todo o mundo, terão que combinar suas tarefas habituais com a de pregar o perdão e confessar os fiéis.

Para isto, eles têm a autorização de absolver pecados como a apostasia, a profanação da Eucaristia ou os ataques contra o papa, algo que normalmente só pode ser feito pelo Vaticano. Também poderão absolver o pecado do aborto, algo que alguns padres já estavam habilitados a fazer. “É um símbolo muito potente”, afirmou Marcello Ghirlando, um franciscano de Malta, de 53 anos, com um grande sorriso.

“Deus sempre nos perdoa se seguimos até ele com o coração limpo e arrependido”, disse. “Não é que vamos falar ‘o aborto é genial, todo mundo tem que fazer’. Matar uma pessoa humana continua sendo um pecado, mas tentamos ser misericordiosos e compassivos e estendemos a mão aos que se afastaram por causa do aborto”, explica Thembalethu Mana, padre sul-africano de 39 anos.

O objetivo do papa é acabar com os confessores extremamente severos que condenam os fiéis com um olhar ou, às vezes, fazem perguntas indiscretas. “Vocês estão convocados a expressar a maternidade da Igreja”, explicou Francisco na terça-feira, ao receber quase 700 confessores, que iniciarão oficialmente sua missão na Quarta-feira de Cinzas, dia que marca o início do período da Quaresma.

“Não esqueçam, não temos diante de nós um pecado, e sim um pecador arrependido que quer deixar de sê-lo, mas que não consegue”, disse o pontífice, que convidou os missionários a “cobrir o pecador com uma manta de misericórdia para que deixe de sentir vergonha e possa voltar a encontrar a felicidade”. “É uma oportunidade para regressar para as pessoas que pensavam que estavam afastadas do perdão de Deus por uma razão ou outra, para ser próximos e compreensivos”, disse Joseph Hlubik, um sacerdote americano de 62 anos.

Alguns confessores adotaram iniciativas originais, como viajar ao Canadá para confessar os esquimós, percorrer a Austrália em caravana ou viajar a países como China, Líbano ou Burundi.

Mas a maioria deve trabalhar em seus países e em sua diocese, mas com possibilidade de deslocamento em caso de pedidos aos bispos. Este é o caso de Xavier Lefebvre, de 49 anos, que permanecerá em sua paróquia de Saint Louis d’Antin, em Paris, e que não se considera um “superconfessor”, mas reconhece que “sempre é uma alegria ser um confessor e ter a confiança do papa para este ministério”.

Francisco também recordou que não é possível conceder o perdão a todos e pediu que apenas confessem os que se sentem realmente capacitados para isto. “Os que não se sintam capazes de fazê-lo devem ter a humildade de dizer: ‘Não, eu celebro a missa, limpo, faço tudo, mas não confesso porque não sei fazê-lo bem”, disse.

Fonte: Correio Braziliense

Novo Gama: prefeitura realiza serviço de tapa buracos e limpeza de ruas

GO-520Com o objetivo de melhorar o trânsito nas principais avenidas do Novo Gama, a equipe da Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana percorreu nas últimas semanas, várias avenidas para realizar o serviço de tapa-buracos e a limpeza dos bueiros; dentro deste cronograma executou também, a roçagem do mato nas margens da rodovia GO – 520.

A prefeitura iniciou as atividades na avenida principal do bairro Novo Gama e recentemente executou este trabalho nas avenidas comerciais do Pedregal e do Lago Azul, onde há um grande fluxo de veículos pesados.

De acordo como Governo Municipal estas ações são de caráter emergencial, pois as chuvas dos últimos dias danificaram bastante o asfalto nas ruas e avenidas da cidade.

Outra atividade promovida pela prefeitura foi a roçagem do mato e a limpeza das margens da rodovia GO – 520. A via que liga centro do Novo Gama aos bairros adjacentes necessitava de manutenção.

Investimentos

Seguindo o cronograma de limpeza e manutenção nas ruas do município, uma empresa foi licitada para revitalizar toda a avenida principal do Lago Azul.

“Em breve esta avenida, estará recebendo um asfalto novo e de qualidade. Logo a empresa vencedora da licitação estará na localidade realizando os trabalhos. Com isso, também vamos definir quais serão as avenidas de entrada e saída do bairro. O nosso objetivo é melhorar o tráfego de veículos na região”, disse o prefeito Everaldo Vidal.

Fonte: novogama.go.gov.br

Nota à imprensa – Deputada Luzia de Paula

20160210161536Em relação as emendas destinadas no ano de 2015, a deputada Luzia de Paula contemplou várias áreas. Foram 52,65% para obras, dividido nas seguintes áreas: infraestrutura, iluminação pública, educação, desporto e lazer; 24,28% para a Saúde; 19,43% para a cultura; e 3,64% para a defensoria pública.

Informamos que os recursos foram destinamos para o executivo, que tem competência, através de seu corpo técnico, de selecionar os projetos que melhor contemplem a comunidade, bem como executá-los.
A deputada Luzia de Paula sempre buscou reconhecer e valorizar o trabalho dos artistas locais, de vários segmentos, como o repente, forró, MPB, choro, rap, rock, reggae, saraus, teatro, literatura de cordel e hip hop. Inclusive com apresentação de projetos de leis.

A cultura é uma das áreas mais carentes no Distrito Federal, Unidade Federativa que criou uma cultura de que o orçamento desta área precisa ser reforçado por meio de emendas de deputados, o que tem sido feito ao longo dos anos. A própria Secretaria de Cultura costuma pedir emendas aos deputados. E o principal motivo para esta destinação é a escassez de recursos destinados pelo governo para a Cultura.
Em relação as emendas destinadas para a cultura, os projetos são apresentados pelos produtores culturais e os valores dos cachês dos artistas, seguem os critérios do Sistema de Cadastro Geral para Contratação Artística – SisCult. Vale ressaltar que a Ceilândia é a 43ª maior cidade do Brasil e sofre muito com a falta de lazer, esporte e cultura.

No que diz respeito a emenda destinada para a construção de um estacionamento em frente ao CESAM, em Ceilândia Norte, foi feita uma solicitação por parte da comunidade, que aguarda a obra a 40 anos. O estacionamento possui um projeto sustentável, dentro das normas de acessibilidade com calçadas adequadas para os deficientes.

Sobre a matéria veiculada no DF TV 2ª edição de hoje (10), que aborda a destinação de emendas da deputada para a cultura, gostaríamos de deixar registrado que a deputada destinou R$ 800.000,00 (oitocentos mil reais) para a cultura. E não R$ 1.158.000,00 (um milhão, cento e cinquenta e oito mil reais) conforme foi veiculado.

O valor de R$ 1.158.000,00 foram os recursos destinados e executados pela administração de Ceilândia para a área da cultura. E este montante envolve emendas de outros parlamentares. Em 2015, foram R$ 350.000,00 (trezentos e cinquenta mil reais) em emendas destinadas por outro parlamentar. Outra observação é que todos os cachês, bem como os artistas citados na matéria são referentes a emenda deste parlamentar e não da deputada Luzia de Paula.

A emissora esta correta em mostrar a realidade para a população, porém, não se pode cometer injustiça penalizando apenas um deputado que investe em cultura. A própria matéria deixou de avaliar a verdade indo a fundo e apresentando todos os parlamentares que destinaram e executaram suas emendas voltadas para a cultura em Ceilândia.

Investir na cultura não é errado, os deputados tem o dever de investirem em infraestrutura, saúde, educação, segurança, mas também em cultura, esporte e lazer. Na tentativa de um dia assistirmos menos aos noticiários policiais.

A matéria sem profundidade aos fatos acaba por prejudicar a imagem da deputada Luzia de Paula, que é moradora de Ceilândia a 40 anos, 30 deles dedicados a educação infantil, uma das parlamentares que mais aprovou Leis que beneficiam a população.

E natural que neste momento de tantos escândalos envolvendo políticos a população esteja tão descrente da categoria, mas não podemos ser injustos e nivelar todos os políticos por baixo.
O mandato da deputada Luzia de Paula preza pela transparência e esta aberto as demandas da sociedade, no gabinete 24, da Câmara Legislativa.

Palácio do Planalto quer derrubar impeachment antes da convenção do PMDB

palacio-do-planalto-quer-derrubar-impeachment-antes-da-convencao-do-pmdbCandidato a líder do PMDB na Câmara, o deputado Hugo Motta (PB) tem pedido votos a integrantes da ala governista de seu partido com o argumento de que ele próprio não faz oposição ao governo, apesar de ter como principal padrinho o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Mas os articuladores do Palácio do Planalto não engoliram a isca. Para eles, continua sendo absolutamente prioritária a reeleição do atual líder, Leonardo Picciani (RJ).

“O Hugo jura que não fará oposição. Mas a gente não acredita, Quem está por trás dele é o Eduardo Cunha, e o Cunha faz tudo aqui para derrotar o governo”, argumenta o ex-deputado Francisco Escórcio, assessor especial do Planalto para relacionamento com a base parlamentar.

Há duas fases consideradas importantíssimas para o governo na relação com o PMDB. A primeira é a eleição do líder do partido na Câmara, que deverá ocorrer no próximo dia 17.

A outra é a Convenção Nacional, prevista para a segunda quinzena de março. Os coordenadores políticos do Palácio do Planalto torcem para que a proposta de impeachment da presidente Dilma Rousseff esteja derrubada antes da Convenção.

O chefe da Casa Civil, Jaques Wagner, já costurou um acordo de não agressão com o vice-presidente da República, Michel Temer, que provavelmente será reeleito presidente nacional do partido.

Mas os principais aliados de Temer são todos da ala oposicionista. E o governo não está seguro de que o vice-presidente conseguirá impedir moções pelo rompimento entre o partido e o governo na Convenção.

Governistas liderados pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) tentam costurar um acordo para que o assunto não seja tratado na Convenção. Mas, apesar de Temer falar em pacificação no partido, ainda é grande o medo no governo de que a proposta de rompimento seja levantada na Convenção.

E aí seria praticamente impossível derrubar o impeachment.

Fonte: Fato Online

Deputados aguardam últimos dias de campanha para conhecer novo líder do PMDB

20160210113721Enquanto o atual líder do PMDB, Leonardo Picciani (RJ), conduz sua campanha em Brasília para se manter no cargo durante 2016, usando a capital federal como plataforma para conversar, inclusive, com peemedebistas que querem a mudança de líder, seu concorrente, Hugo Motta (PB) mantém o calendário de viagens aos estados, lançado logo depois de anunciar sua candidatura à liderança, atrás de apoio das bancadas regionais. Falta uma semana para a escolha do nome que comandará o partido na Câmara, marcada para 17 de fevereiro, e o cenário está indefinido.

A expectativa de governistas e oposicionistas sobre a escolha do partido – um dos únicos que ainda não anunciou a liderança este ano – é em função dos rumos que o PMDB pode tomar em relação às decisões da Casa. Enquanto Picciani conta com o apoio do Planalto, Motta, próximo do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), é aclamado como alternativa pela ala insatisfeita do PMDB com o governo Dilma Rousseff.

Parlamentares de todas as legendas vêm, desde o ano passado, revelando o impacto sobre votações no plenário e nas comissões da Casa provocado pelos impasses sobre a abertura de um processo de impeachment de Dilma e a representação contra Cunha no Conselho de Ética. O processo de Dilma está parado desde dezembro, quando o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu invalidar a eleição da chapa avulsa para comissão especial que analisará o pedido. A representação contra Cunha aguarda análise de recursos pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). O documento pede o afastamento do peemedebista em função de denúncias de recebimento de propina e manutenção de contas não declaradas no exterior.

Apoio de Cunha

Desde que anunciou sua candidatura, Motta tem tentado minimizar a importância do apoio de Cunha para uma possível vitória. Otimista, o deputado que presidiu a CPI da Petrobras, indicado pelo presidente da Casa, aposta que vencerá independentemente desse apoio, mas por “ter mais condição de unificar a bancada”. O paraibano ainda lembra que se posicionou contrariamente ao impeachment de Dilma, mas admite que, como líder, seguirá a decisão da maioria da bancada.

O marco do racha no PMDB, que dividiu aliados e críticos do governo, foi o anúncio, em julho do ano passado, de rompimento pessoal de Cunha com o Executivo. Na época, Eduardo Cunha lançou uma campanha para que o vice-presidente da República, Michel Temer, e também presidente do partido deixasse o cargo, mas a investida não teve êxito.

Meses depois, o parlamentar decidiu acatar o pedido de impeachment apresentado pelos juristas Hélio Bicudo, Miguel Reale Jr. e Janaína Paschoal, e iniciar o processo para indicação e votação de nomes que integrariam a comissão especial para analisar essa matéria.

A lista do PMDB formulada por Picciani na época foi o estopim para correligionários favoráveis à saída do governo que acusaram o líder de incluir nomes alinhados com o Planalto. Leonardo Picciani chegou a ser afastado por uma manobra da ala insatisfeita e depois reconduzido ao cargo com a assinatura de apoio da maior parte da bancada.

 Fonte: Agência Brasil

Cargos nas comissões abrem novo confronto na Câmara Legislativa do DF

20160205235959Distritais alegam que mudança na composição partidária justifica troca de funções com peso político.

Uma guerra surda, que pode adquirir contornos de uma batalha inesperada, começa a ser travada na Câmara Legislativa. Ainda tímido, o debate sobre a recomposição das comissões temáticas da Casa, iniciado na primeira reunião de líderes do ano, deve ganhar corpo após o Carnaval, quando, efetivamente, começam os trabalhos legislativos.

As definições, no entanto, dependerão das conversas entre os distritais. A abertura de uma janela de transferência de partidos  que permitirá a troca de agremiação sem prejuízo dos mandatos também terá influência numa eventual reconfiguração das comissões temáticas.

A medida deverá ser promulgada pelo presidente do Senado Federal, Renan Calheiros (PMDB), em 18 de fevereiro e terá validade de 30 dias. Portanto, apenas ao final desse prazo será possível fazer uma avaliação concreta da correlação de forças consolidada na Câmara.

Certo, até agora, é que o assunto suscitará um confronto na Câmara, com partidos defendendo os espaços adquiridos e outros correndo atrás de reconquistar o terreno perdido.

Na visão de alguns parlamentares, a saída de deputados para a Rede Sustentabilidade e a substituição de Joe Valle (PDT) e de Dr. Michel (PP) alteraram a correlação de forças  na Câmara. Sob esse ponto de vista, há quem considere haver necessidade de uma nova configuração dos colegiados. Também há aqueles que divergem.

Tudo atrelado

Sob o argumento de que a atual composição das  comissões deriva da formação da mesa diretora, o deputado Reginaldo Veras  (PDT), por exemplo,  defende que o quadro permaneça como está para não haver risco de demasiada concentração de poder. “Se for para mudar, deve-se começar do zero, levando-se em considerando a distribuição de poder na mesa diretora.

O distrital Chico Vigilante (PT) caminha na direção oposta à de Veras. “Para o bom funcionamento da Câmara, é necessário que se faça ajustes caso contrário a Casa só volta a funcionar em abril”, argumenta o petista.

Único ainda “sem-postos” cobra espaço

Único deputado sem assento em comissões, Roosevelt Vilela (PSB) quer ocupar seu espaço. “Vou externar à presidente da Casa o desejo de fazer parte efetivamente de comissões”, adianta Vilela.

Para o deputado Ricardo Vale (PT), o mais sensato é esperar a abertura da janela. “Assim, teremos a medida exata da necessidade de ajustes na composição das comissões”, observa. O distrital Rodrigo Delmasso (PTN) é outro defensor da revisão. “Vamos debater para que todos os blocos possam ser contemplados, paritariamente, atendendo as forças políticas existentes na Câmara”, finaliza o deputado, alinhado com o Buriti.

Saiba mais

O regimento  da Câmara determina que as comissões devem ser reformuladas a cada ano, em 1º de janeiro, e não, como a Mesa Diretora, terá mandato de dois anos.

Acordo estabelecido no início de 2015, no entanto, abre a possibilidade  de manter o atual status das comissões.

 Fonte: Jornal de Brasília
- Publicidade -