Início Site Página 4735

GDF não consegue acordo na Câmara para votar pacote anticrise

4647211_x360Faltando duas semanas para recesso, governo tem nove projetos na fila. Sem eles, Buriti diz haver risco para reajustes; textos aumentam impostos.

Faltando duas semanas para o recesso da Câmara Legislativa do Distrito Federal, o governo não conseguiu acordo nesta terça-feira (1°) para votar projetos que elevam a arrecadação pública. Pelo menos nove textos aguardam na fila e precisariam ser aprovados em dezembro para valer a partir de 2016.

O secretário de Fazenda, Pedro Meneguetti, disse nesta terça que a falta de acordo causou frustração ao governo. Entre os projetos considerados fundamentais, está o PL 738/2015, que permite a venda de 32 imóveis da Terracap em 13 regiões administrativas.

“Nós estamos falando de terrenos que nós especificamos para a venda, detalhamos. São 32 terrenos, mais o Guará [Park], e também a SAB [Sociedade de Abastecimento de Brasília]. Os terrenos também estão à venda, nós pretendemos colocá-los à venda”, diz Meneguetti.

Os terrenos da antiga SAB estão listados em outro projeto, o 646/2015. Segundo o texto, os 13 imóveis teriam que ser transferidos à Terracap, que colocaria os lotes à venda. O valor estimado dos espaços é de R$ 89,7 milhões.

Mais impostos
Pelo menos três projetos enviados pelo Executivo propõem aumento na carta tributária e, por isso, são alvo de rejeição dos deputados distritais. O projeto de lei 668/2015 aumenta a Taxa de Limpeza Pública (TLP) para grandes geradores de lixo como hospitais e supermercados. O GDF diz que o “contribuinte regular” não será afetado e prevê R$ 50 milhões anuais com a taxa extra.

O projeto de lei 694/2015 aumenta a lista de produtos que têm alíquota adicional de ICMS e que alimentam o Fundo de Combate e Erradicação da Pobreza. Se o texto for aprovado, perfumes, cosméticos nacionais, cerveja sem álcool, embarcações de lazer e aeronaves não propulsadas terão 2% a mais de imposto. Em um ano, a estima é de arrecadação extra de R$ 40 milhões.

O projeto 743/2015 aumenta em 40% a taxa de licenciamento de veículos no DF. De R$ 58, o valor pula para R$ 81,20. O GDF diz que a medida “equipara” a taxa com os valores praticados em outros estados. Já o projeto 744/2015 aumenta o Imposto Sobre Serviços (ISS) pago nos cartórios de 2% para 5%.

Em novembro, a Câmara disse que só aprovaria esse texto se não houvesse repasse do custo aos contribuintes. Os líderes partidários chegaram a fechar acordo para votar o tema, mas a controvérsia sobre o aumento da carga tributária adiou a aprovação do texto.

O pacote enviado em outubro inclui ainda o Projeto de Lei Complementar 28/2015, que restringe o montante repassado ao Fundo de Desenvolvimento do DF e poderia representar R$ 180 milhões a mais para 2016.

Reajuste em risco
O GDF afirma que, sem o aumento na arrecadação, corre risco de adiar novamente o reajuste dos servidores. Em outubro, Rollemberg anunciou que os aumentos salariais previstos para este ano só serão pagos a partir de outubro de 2016.

“No ambiente de crise, em que o PIB está decrescente, essa é uma grande conquista. Estamos fazendo isso a partir de um grande esforço para garantir a implementação do reajuste. O DF será a única ou uma das poucas unidades da federação que dará aumento no ano que vem”, disse Rollemberg no anúncio.

O pagamento, entretanto, depende da aprovação de um conjunto de projetos já encaminhados ou que ainda seriam enviados à Câmara Legislativa. Ele afirmou acreditar, à época, que o Legislativo iria colaborar com o governo. “Esse é um tema de interesse da cidade, e os deputados sabem que estamos fazendo aquilo que é possível.”

Fonte: G1

Corte em salários do 1º escalão do GDF segue parado na Câmara

rollemberg2Proposta de redução de 20% foi anunciada pelo governador em setembro. Deputado do PMDB pediu vista; ‘Fiquei em dúvida sobre outros cargos’, diz.

Anunciado pelo governo do Distrito Federal em setembro como forma de cortar despesas “na própria carne”, o projeto que reduz salários de governador, vice, secretários e administradores regionais ainda não saiu do papel. O texto está há mais de dois meses em tramitação na Câmara Legislativa, sem previsão de ir a plenário.

Até a manhã desta terça-feira (1°), o texto ainda tramitava na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que avalia se o projeto tem algum vício ou inconstitucionalidade. Membro da comissão, o deputado Robério Negreiros (PMDB) pediu vistas (mais tempo para analisar) no último dia 10. Desde então, o texto parou de tramitar.

“Vou devolver amanhã [nesta terça]. Não podemos votar de maneira açodada, mas o tema é relevante e meritório. É que já houve uma redução de salário de 20% após as eleições passadas, por ordem do ex-governador, então fiquei em dúvida sobre a abrangência de outros cargos”, diz Negreiros.

Em 2012, o decreto legislativo 1923/2012 fixou os salários de governadores, vices, secretários e administradores regionais. Desde então, não houve mudanças nos vencimentos, exceto pela proposta agora. O Siga Brasília , aplicativo e página com informações sobre o governo, informa que Rodrigo Rollemberg recebe R$ 23.449 mensais, o mesmo valor descrito no texto de 2012. Descontando o Imposto de Renda, o governador recebe líquido por mês R$ 18,8 mil.

“A vista que pedi não foi para adiar o projeto, mas para entendê-lo direito. Estive em alguns órgãos, e me questionaram como ficaria o salário. Você pega o SLU, por exemplo, a maioria é gente de fora. Daqui a pouco, a gente não consegue trazer especialistas em aterro, em outras coisas”, afirma o peemedebista.

Na ponta do lápis
Hoje, o GDF gasta R$ 715.211,30 por mês com os salários do governador Rollemberg, do vice Renato Santana, dos 18 secretários e dos 24 administradores regionais. O valor leva em conta apenas o vencimento bruto, sem bônus, 13º salário, férias, benefícios e indenizações.

Com a aprovação da lei, o custo mensal cairia para R$ 572.169,04 – uma economia de R$ 143.042,26 a cada folha salarial. Se o corte fosse mantido por um ano, o GDF deixaria de gastar R$ 1.716.507,12 apenas com o primeiro escalão.

Na prática, a medida deve valer por um período bem menor. Se o texto não for votado nas próximas duas semanas, só volta à pauta da Câmara em fevereiro, após o recesso parlamentar. Como o GDF tem até maio para voltar aos limites da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), a redução salarial poderia ser aplicada em, no máximo, três contracheques.

Decreto reduz salários do primeiro escalão do GDF enquanto limite da LRF for desrespeitado (Foto: Reprodução)Decreto reduz salários do primeiro escalão do GDF enquanto limite da LRF for desrespeitado (Foto: Reprodução)

Só primeiro escalão
O projeto de decreto legislativo 56/2015 define que os salários do primeiro escalão serão reduzidos em 20% sempre que o GDF estourar o limite máximo de gastos com folha de pagamento. A Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) estabelece esse teto em 49% da receita corrente líquida.

R$ 23.449,55 é o salário bruto do governador do DF; com a redução proposta, valor deveria cair para R$ 18.759,64

Com o texto, o salário bruto do governador passa de R$ 23.449,55 para R$ 18.759,64; o do vice-governador, de R$ 20.743,83 para R$ 16.595,06; o dos secretários, de R$ 18.038,12 para R$14.430,49, e o dos administradores regionais, de R$ 14.430,49 para R$ 11.544,39.

O decreto não cita outras categorias do funcionalismo público. O Palácio do Buriti afirma que não existem carreiras com salários vinculados ao do governador e, por isso, o decreto não tem efeito cascata.

Em setembro, o GDF ultrapassou o limite máximo da LRF e gastou 50,8% da receita corrente líquida com salários. Agora, o Buriti tem até maio para voltar ao limite da lei. Pelo menos um terço do “excesso de salários” tem que ser cortado até dezembro.

A vista que pedi não foi para adiar o projeto, mas para entendê-lo direito. Estive em alguns órgãos, e me questionaram como ficaria o salário. Você pega o SLU, por exemplo, a maioria é gente de fora. Daqui a pouco, a gente não consegue trazer especialistas em aterro, em outras coisas”
Autor

Caso contrário, o DF fica proibido de obter garantias, transferências voluntárias e operações de crédito – na prática, deixa de receber investimentos de fora. O secretário de Fazenda, Pedro Meneguetti, anunciou os números de setembro e disse que o governo corria risco de “entrar em colapso”.

Sem prazo
O projeto é relatado na CCJ pela deputada Sandra Faraj (SD), que também preside o colegiado. Em resposta ao G1, ela afirmou que o relatório “há semanas”, mas só pode pautar o tema quando acabar o pedido de vistas.

A reunião da CCJ prevista para esta terça foi cancelada, em razão do Dia do Evangélico comemorado na segunda (30). Até as 15h, o calendário disponível no site da Câmara não exibia nenhuma reunião marcada para o colegiado até o fim de 2016. Assim, não há prazo para a tramitação ser concluída.

Fonte: G1

Cunha rejeitou impeachment com argumentos similares ao de Bicudo

cunha-rejeitou-impeachment-com-argumentos-similares-ao-de-bicudoEngenheiro naval apresentou representação pedindo a abertura de processo pela rejeição das contas de 2014 e pelas pedaladas fiscais neste ano. Para técnicos da Câmara, é preciso apontar a autoria e anexar provas no documento.

Novembro passou e o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB/RJ) não decidiu ainda sobre os pedidos de impeachment contra Dilma Rousseff que possuem o apoio dos principais partidos de oposição. Seu principal argumento para a demora é o fato de a definição de uma poder interferir na outra. Mas isso não impediu que ele mandasse para o arquivo há 12 dias uma representação com os mesmos argumentos.

Em 20 de outubro, o engenheiro naval militar João Carlos Augusto Melo Moreira apresentou pedido de impeachment contra a presidente Dilma usando três argumentos. Dois deles são os mesmos que estão presentes nas petições assinadas pelos juristas Hélio Bicudo, Janaína Paschoal e Miguel Reale Junior e na do MB (Movimento Brasil Livre). Elas têm apoio entre os principais partidos de oposição, como PSDB, DEM e PPS.

Moreira afirmou na peça que Dilma deve responder a um processo por crime de responsabilidade por conta da recomendação feita pelo TCU (Tribunal de Contas da União) ao Congresso para rejeitar as contas da petista em 2014. E também por conta do parecer do Ministério Público do TCU afirmando que as pedaladas fiscais, quando o governo atrasou o repasse de empréstimos tomados juntos aos bancos públicos, voltaram a ocorrer em 2015.

Estes dois argumentos são parte central dos dois pedidos assinados pelo trio de juristas e do único apresentado pelo MBL. O engenheiro naval ainda afirma que Dilma deve ser investigada pelo programa brasileiro de construção de submarinos nucleares. Mesmo após dois aditamentos feitos ao texto original, a representação foi arquivada por decisão de Cunha em 20 de novembro.

Cunha proferiu três decisões, nenhuma tratando de mérito. Na primeira vez, disse “não conhecer” a parte da denúncia relacionada e que a parte ligada ao programa nuclear não está amparada em documentos. No entanto, o engenheiro naval fez modificações e acrescentou o acórdão do TCU e também o parecer do MP sobre as pedaladas. Mesmo assim, o pedido teve novamente como destino final o arquivo.

“Rejeito-a (…) porque amparado unicamente no Acórdão número 1464/2015, do Tribunal de Contas da União, sem contudo demonstrar, adequadamente, em que consistiria a participação da denunciada nas condutas por ele apontadas como contrárias à Lei 1079/1950”, afirmou o presidente da Câmara. De acordo com técnicos da Secretaria-Geral da Mesa, não basta apresentar as decisões e esperar pela abertura do processo de impeachment.

Conselho de Ética

É preciso, porém, mostrar a relação da presidente com o caso em questão. Ou seja, além de se basear na recomendação do TCU pela rejeição das contas, o autor do pedido também deve provar a ligação de Dilma com o caso dentro das modalidades previstas na lei do impeachment.

Atualmente, outros quatro pedidos de impeachment, além dos assinados pelos juristas e pelo MBL, estão na mesa de Cunha. O mais recente foi protocolado em 21 de outubro. Na semana passada, Cunha disse que decidiria sobre os pedidos até na segunda-feira (30). Agora, a expectativa é que ele se pronuncie até o fim da semana.

Com a necessidade de se defender da recente acusação de ter recebido R$ 45 milhões do banco BTG Pactual para aprovar uma emenda em benefício da instituição financeira, Cunha mudou os planos. Também pesa contra ele a representação no Conselho de Ética. O peemedebista fez chegar ao Palácio do Planalto que, se os deputados do PT votarem pela continuidade das investigações, ele determinará a abertura do processo de impeachment.

Fonte: Fato Online

Convidados 01/12: O Subsecretário de Educação Básica Daniel Crepaldi e o Advogado Fernando Parente

O Subsecretário de Educação Básica Daniel Crepaldi e o Advogado Fernando Parente, serão os entrevistados de hoje no programa Conectado ao Poder, na rádio OK FM. Sintonize 104,1 FM e ouça das 20h às 21h.

Conectado2

Corte de verba ameaça uso de urnas eletrônicas nas eleições de 2016

urnas-eletronicas-20121006-01-originalPortaria do Judiciário afirma que falta de dinheiro compromete licitações em andamento. Sem equipamento, eleitores poderão ter de voltar a usar cédulas de papel.

Nas eleições em que o uso da urna eletrônica completaria vinte anos no Brasil, a falta de dinheiro pode fazer o país retroceder à votação por cédulas de papel. Uma portaria conjunta do Poder Judiciário, publicada nesta segunda-feira no Diário Oficial da União, afirma que “o contingenciamento imposto à Justiça Eleitoral inviabilizará as eleições de 2016 por meio eletrônico”.

O corte de gastos na Justiça Eleitoral previsto para o ano que vem é de 428.739.416 reais, o segundo maior, atrás apenas do corte de 555.064.139 de reais na Justiça Federal. De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral, o corte compromete a aquisição e manutenção de equipamentos necessários para a execução do pleito do próximo ano.

“Esse bloqueio no orçamento afeta severamente vários projetos do TSE e dos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs). O impacto maior reflete no processo de aquisição de urnas eletrônicas, com licitação já em curso e imprescindível contratação até o fim do mês de dezembro, com o comprometimento de uma despesa estimada em 200.000.000,00 reais”, diz nota do tribunal. “A demora ou a não conclusão do procedimento licitatório causará dano irreversível e irreparável à Justiça Eleitoral. As urnas que estão sendo licitadas têm prazo certo e improrrogável para que estejam em produção nos cartórios eleitorais.”

A licitação em andamento no TSE visa a contratação de empresas para fabricarem o novo modelo de urna eletrônica 2015 – atualmente há modelos desenvolvidos em 1996 e 2004. A Justiça Eleitoral encomendou 150.000 urnas com dispositivos que permitem a instalação de impressoras acopladas. O Congresso Nacional derrubou um veto da presidente Dilma e validou a exigência legal para que fique armazenado um registro do voto físico, em papel, além do sistema eletrônico usado atualmente já nas eleições do ano que vem. O tribunal também está se desfazendo dos modelos antigos, feitos em 1998, 2000, 2002 e 2011.

Desde 1996, a Justiça Eleitoral usa majoritariamente urnas eletrônicas no Brasil – elas são substituídas por urnas manuais apenas em caso de pane. Os pleitos municipais, como os do ano que vem, movimentam mais candidatos a prefeituras e câmaras municipais do que as eleições gerais.

Na semana passada, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Dias Toffoli, já havia procurado o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Ricardo Lewandowski, para expor a preocupação diante da medida do Executivo.

A medida também atingiu outras cortes cujo financiamento é diretamente vinculado ao caixa da União: a Justiça do Trabalho perde 423.393.109 de reais; o Supremo fica impedido de usar 53.220.494 de reais; o STJ, 73.286.271 de reais; a Justiça Militar da União, 14.873.546 de reais; a Justiça do Distrito Federal e Territórios fica sem 63.020.117 de reais; e o Conselho Nacional de Justiça teve congelados 131.165.703 de reais.

O contingenciamento já entrou em vigor, conforme a norma assinada pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Ricardo Lewandowski, pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Dias Toffoli, pela vice-presidente do Tribunal Superior de Justiça, ministra Laurita Vaz, pelo presidente do Tribunal Superior do Trabalho, ministro Antonio José de Barros Levenhagen, pelo presidente do Superior Tribunal Militar, ministro William de Oliveira Barros, e pelo presidente do Tribunal de Justiça do DFT, desembargador Getúlio de Moraes Oliveira.

Fonte: veja.abril.com.br

Ex-gestores da Agricultura do DF são condenados por contrato irregular

ministerio-publico-4Contrato de vigilância foi sem licitação em 2006, no governo Abadia. Empresa contratada também foi condenada; cabe recurso à decisão.

A Justiça do Distrito Federal condenou o ex-secretário de Agricultura Wilmar Luís da Silva e o ex-subsecretário de Apoio Operacional da pasta Paulo Sávio Cardoso de Oliveira por improbidade administrativa. Eles são acusados de contratar uma empresa de vigilância sem licitação, em 2006, sem motivo justificado. Cabe recurso.

O G1 tentou contato com Silva por telefone, mas não recebeu retorno até a publicação deste texto. A reportagem não conseguiu contato com Oliveira e com a empresa Colossal do Brasil Vigilância, que também foram condenados.

O contrato foi firmado durante o governo de Maria de Lourdes Abadia, vice-governadora que assumiu o Buriti entre março e dezembro de 2006. Em agosto daquele ano, a Colossal do Brasil Vigilância foi contratada por R$ 2,95 milhões, por 180 dias, para operar 45 postos de vigilância armada da Emater.

A contratação foi feita por dispensa de licitação porque, segundo os gestores, não era possível aguardar o trâmite normal e havia risco de depredação do patrimônio local. A justificativa foi contestada pela Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público e Social (Prodep) do Ministério Público.

Os argumentos do MP foram aceitos pelo Tribunal de Justiça do DF, que condenou a empresa e os ex-secretários a ressarcir o valor do contrato com atualização monetária, além de uma multa de R$ 743.091,36. O montante deve ser dividido entre os três réus.

Com a condenação por improbidade administrativa, a empresa fica proibida de contratar com o poder público por cinco anos, e os ex-secretários, proibidos de concorrer a cargo público pelo mesmo período. Se a sentença for confirmada em segunda instância, Silva e Oliveira passam a ser considerados “fichas sujas”.

Fonte: G1

Luzia de Paula reafirma seu compromisso em defender o acesso das crianças às creches

20151126100354Na última quarta (25), a Câmara Legislativa do Distrito Federal realizou mais uma edição do projeto Câmara em Movimento, em Santa Maria. Mais uma vez o microfone foi aberto para a comunidade, que apresentou demandas em diversas áreas, como saúde, transporte, cultura e regularização fundiária.

A deputada Luzia de Paula (Rede), enfatizou a importância do projeto Câmara em Movimento para aproximar o Legislativo da população. E resaltou que as reivindicações da comunidade serão encaminhadas ao Executivo e poderão subsidiar a elaboração de emendas parlamentares.

A parlamentar parabenizou os jovens de Santa Maria pela participação no evento. “Vocês fizeram a diferença por saber reivindicar, colocar o dedo na ferida e por mostrar para Brasília que a juventude não esta perdida. Estão perdidos aqueles que foram abandonados pelo estado e pela sociedade. Tanto a sociedade, quanto o estado devem entender que temos uma responsabilidade conjunta com os jovens, que são o futuro do nosso país, mas se não investirmos nestes jovens, agora, que futuro devemos esperar deles?” disse a deputada.

Luzia de Paula lembrou que não existia nenhuma creche em Santa Maria. E reafirmou seu compromisso em defender o direito de creche. “Quando entrei na política foi para defender o acesso das crianças às creches,” conclui a parlamentar.

Luzia de Paula garantiu uma emenda no PPA de 2011, para que o GDF pudesse captar recursos e construir creches. Sem essa emenda, o Governo não teria tido condições de construir as creches em todo o Distrito Federal.

A deputada colocou todos os seus recursos do PPA de 2016, para garantir a construção de creches, para as crianças, e de centros dia, para os idosos. “Se não cuidarmos das nossas crianças e não abraçarmos os nossos idosos, com certeza amanhã, os nossos jovens não estarão aqui, fazendo reivindicações e defesas junto aos representantes do povo”, finalizou Luzia de Paula.

Fonte: luziadepaula.com.br

PGR vai pedir que Ministério Público da Suíça investigue conta de Romário

No fim da semana passada, Romário afirmou que pediria ao Ministério Público uma investigação para verificar se em algum momento ele foi titular de conta na Suíça.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) vai pedir oficialmente ao Ministério Público da Suíça que abra investigações sobre uma suposta conta do senador Romário Faria (PSB-RJ) no país europeu. O jornal “O Estado de S. Paulo” apurou que o pedido de cooperação será enviado nos próximos dias para Berna.

A notícia de que Romário era dono de uma conta no banco BSI da Suíça foi noticiada pela revista Veja em julho deste ano. A publicação chegou a divulgar um extrato da conta com um saldo num valor equivalente a R$ 7,5 milhões. O senador contestou a reportagem. Dias depois, Romário viajou para Genebra e afirmou não ter encontrado a conta. O banco BSI confirmou que o senador não era correntista naquela data e abriu um processo no MP local por causa de um extrato supostamente falso. Para verificar se a conta estava ou não ativa, a reportagem de “O Estado de S. Paulo” depositou US$ 1,00 na conta, mas o dinheiro retornou. O banco não declarou se Romário havia sido um de seus clientes no passado. A revista Veja emitiu um comunicado admitindo o erro e pedindo desculpas ao senador.

O assunto, porém, ganhou um novo capítulo na semana passada. Na gravação que levou à prisão o banqueiro André Esteves, o senador Delcídio Amaral (PT-MS), líder do governo Dilma Rousseff, e o advogado Edson Ribeiro sugerem que Romário fez um acordo com o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PMDB), que mantém boa relação com o banqueiro.

O caso é mencionado na conversa gravada no dia 4 de novembro deste ano pelo filho de Nestor Cerveró, Bernardo. “Ai tá, pra acabar de complicar ainda mais o jogo aparece o Eduardo Paes com o Pedro Paulo, é, com o Romário”, diz Delcídio. “Ué, fizeram acordo né?”, comenta Ribeiro. “Diz o Eduardo que fez”, afirma o senador do PT. “Tranquilo. Tinha conta realmente do Romário”, ressalta Ribeiro. Surpreso, o filho de Cerveró questiona: “Tinha essa conta?”. Na sequência, Delcídio conclui: “E em função disso fizeram acordo”.

O BSI, citado na matéria da Veja, foi o banco que Esteves adquiriu na Suíça.

No fim da semana passada, Romário afirmou que pediria ao Ministério Público uma investigação para verificar se em algum momento ele foi titular de conta na Suíça – antes, o senador negava ter sido correntista de alguma instituição no país europeu.

Agora, a PGR quer saber dos suíços o que existe de fato como extratos dessa suposta conta. Berna, se aceitar o pedido, tem o poder de exigir que o BSI abra seus dados e explique em que época o senador teria mantido dinheiro depositado na Suíça.

No Brasil, Romário já indicou que ele é o “maior interessado” em que se esclareça o caso. Na sexta-feira, o senador protocolou um ofício na PGR para que o órgão peça a abertura de investigação na Suíça. “Quando eu jogava na Europa, tive conta no BSI. Só não sei o ano. Eu não me lembro, mas acredito que se a conta não é movimentada, ela é fechada automaticamente”, declarou Romário ao jornal O Globo.

Fonte: Correio Braziliense

Brasileira presidirá Aerolíneas Argentinas no governo de Macri

alx_economia-isela-constantini-gm-20120601-001_originalFilha de argentinos, Isela Constantini nasceu em 1971 em São Paulo e é atual presidente da General Motors na Argentina.

A presidente da General Motors na Argentina, Isela Costantini, comandará a Aerolíneas Argentinas no mandato de Mauricio Macri, eleito para a Casa Rosada. Filha de argentinos, ela nasceu em 1971 em São Paulo e se formou em comunicação na Pontifícia Universidade Católica do Paraná. Este ano, recebeu o maior prêmio dado a um executivo na Argentina, a partir de pesquisa feita com mais de 200 empresários, consultores e políticos. Ela preside também a Associação de Fabricantes de Automotores (Adefa).

O convite foi feito por Macri na semana passada e ela aceitou nesta segunda-feira, depois de consultar sua família. A Aerolíneas, estatizada há sete anos, tem quase toda a frota alugada, com apenas dois jatos próprios. O déficit da companhia é estimado em 1 milhão de dólares por dia. Desde que saiu de mãos privadas, a empresa recebeu 5 bilhões de dólares do Estado. Macri prometeu mantê-la sob controle do Estado, assim como a petrolífera YPF, também estatizada pelo kirchnerismo.

Elogiada pela habilidade para negociar, Isela terá de enfrentar seis sindicatos: APA (terrestre), APTA (técnicos), AAA (aeronavegante), UPSA (hierárquico), APTA (pilotos da Aerolíneas) e UALA (pilotos da Austral). O dos controladores aéreos, embora não negocie com a companhia, bloqueia com frequência os voos. Sua nomeação reforça o caráter gerencial do gabinete de Macri, elogiado e criticado por ter ministérios e companhias importantes conduzidos por profissionais com experiência no setor privado.

A presidência da Aerolíneas esteve durante o último período do mandato de Cristina Kirchner com Mariano Recalde, um militante do grupo juvenil kirchnerista La Cámpora que ficou em terceiro na disputa pela prefeitura de Buenos Aires este ano. Seu maior mérito no cargo foi justamente manter um acordo com os sindicatos, o que reduziu a quantidade de greves.

Biografia – Casada e com dois filhos, Isela viveu a maior parte da juventude na Argentina. Depois de formar-se no Brasil, cursou um MBA na Loyola University of Chicago, com especialização em marketing e negócios internacionais. Ela começou carreira na GM no Brasil em 1998 na área de Marketing e Vendas, onde trabalhou em marketing estratégico, vendas e como gerente de marca. Em 2002, foi transferida para Arlington, no Texas. Ela voltou para a GM do Brasil para ser gerente de programas. Em 2004, entrou para a área de pesquisa de mercado na América Latina, na África e no Oriente Médio. Um ano depois, foi promovida para pesquisa de mercado e planejamento de produto.

De junho de 2010 até o final de fevereiro de 2012, atuou como diretora de pós-vendas e atendimento ao cliente da GM América do Sul. Em março de 2012, foi nomeada presidente e CEO da General Motors Argentina, Uruguai e Paraguai. Foi a primeira mulher a ocupar essa posição e a GM Argentina tornou-se a primeira companhia automotiva da Argentina a ter uma presidente. Em 2013, foi incluída entre as 50 mulheres mais poderosas no mundo dos negócios pela revista Fortune, que a colocou na posição 37.

Fonte: Estadão Conteúdo

Deputados distritais prorrogam CPI do Transporte por mais três meses

Michael Melo/MetrópolesPresidente da comissão diz que parlamentares ainda aguardam quebras de sigilos bancário e fiscal de 19 investigados e de cinco empresas.

Os deputados distritais aprovaram nesta quinta-feira (26/11) a prorrogação de 90 dias para a CPI do Transporte, que seria encerrada em 10 de dezembro. O presidente da comissão, Bispo Renato (PR), afirmou que ainda espera o recebimento do material com as quebras de sigilos bancário e fiscal de 19 envolvidos, entre eles do ex-secretário de Transporte do DF José Walter Vasquez e do ex- diretor do DFTrans Maco Antonio Campanella.

Os parlamentares também pediram a quebra de sigilo bancário e fiscal das cinco empresas vencedoras do atual sistema de transporte do DF, alvo da CPI:  Viação Pioneira, Viação Piracicabana, Viação Marechal, Viação São José e Viação Urbe.

Só após receberem esses documentos, os deputados farão o relatório final da CPI, com indiciamentos, ou não, dos investigados.

Enquanto não concluem os trabalhos, os distritais vão entregar ao Governo do Distrito Federal (GDF) uma Carta de Recomendação com sugestões de melhorias no transporte público. O conteúdo do documento vai ser feito com base no que foi falado na comissão desde o início dos trabalhos, em maio. A próxima reunião da comissão foi marcada para o dia 7 de dezembro.

Fonte: metropoles.com

- Publicidade -