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Apresentação do projeto do Parque do Setor “O”

cercamento-parqueNa próxima quinta (15/10), às 19h30, será realizada uma reunião com lideranças comunitárias, no auditório da administração regional de Ceilândia, para a apresentação do projeto do Parque do Setor “O”.

O encontro será promovido pelo Instituto Brasília Ambiental (Ibram), com presença de membros da Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh), da Administração Regional da Ceilândia e da deputada distrital Luzia de Paula (Rede).

A deputada demonstra a preocupação em envolver os moradores da região para debater e aprimorar o projeto visando atender de forma satisfatória o anseio de todos.

“Só unindo forças conseguiremos tirar esse parque do papel e transformá-lo em qualidade de vida para os moradores do Setor “O”. Estamos trabalhando para proporcionar mais qualidade de vida à população. Nossa intenção é oferecer um espaço para o lazer aliado ao meio ambiente,” finaliza a parlamentar.

O Parque do Setor “O” é localizado entre a QNO 06 e a BR-070 (continuação da Via Estrutural).

Fonte: luziadepaula.com.br

Por Dilma, Lula articula para salvar mandato de Cunha

20151015115757O Palácio do Planalto e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva intensificaram na quarta-feira, 14, as articulações para salvar o mandato do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), no Conselho de Ética. A moeda de troca nesse jogo é a garantia de que Cunha não avançará nenhuma casa no tabuleiro rumo à abertura do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Lula desembarcou na quarta em Brasília e vai se reunir nesta quinta-feira, 15, novamente com Dilma. O ex-presidente quer que deputados do PT fechem acordo com outros partidos da base aliada para barrar a investigação contra Cunha, no Conselho de Ética, por quebra de decoro parlamentar.

Um dia depois de o Supremo Tribunal Federal ter concedido três liminares que suspenderam o rito acertado por Cunha com a oposição para dar andamento ao impeachment, o peemedebista passou a ser a “noiva” cortejada tanto pelo Planalto como por adversários de Dilma no Congresso.

Cunha disse que não estendeu a bandeira branca nem vai bombardear o Planalto. “Não há nem guerra nem trégua. O que há é que eu tenho de cumprir a minha função. Se minhas decisões podem significar guerra para uns e trégua para outros, é uma questão de interpretação. Até agora, não fiz nada diferente daquilo que falei que iria fazer”, afirmou ele.

A pedido do ministro da Casa Civil, Jaques Wagner, o vice-presidente Michel Temer foi acionado para conversar com Cunha e o convidou para um almoço no Palácio do Jaburu, ao lado do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).

Alvo da Operação Lava Jato e enfrentando a acusação de possuir contas secretas na Suíça com dinheiro desviado da Petrobrás, Cunha pede que o governo tire José Eduardo Cardozo do Ministério da Justiça. Dilma resiste à troca de Cardozo, que também sofre críticas de Lula e de uma ala do PT. Os petistas que se juntaram a Cunha para atacar Cardozo dizem que ele não controla a Polícia Federal.

“Temer seria um ótimo nome para a Justiça”, sugeriu Cunha, na semana passada. Na tarde de ontem, ele garantiu que não tocou no assunto com o vice nem fez exigências para o acordo com o governo.

Não escondeu, porém, a irritação com o fato de 34 dos 62 deputados da bancada do PT terem assinado requerimento protocolado pelo PSOL e pela Rede Sustentabilidade, pedindo a cassação de seu mandato.

Muitos dos que subscreveram o documento integram a corrente Mensagem ao Partido, grupo de Cardozo no PT. Se o Conselho de Ética aprovar a cassação de Cunha, o plenário decidirá o seu destino – ele precisa de 257 dos 512 votos de seus colegas para resistir.

‘Boa vontade’

Ainda na quarta, no almoço com Temer e Renan, Cunha não usou meias palavras: avisou que tanto poderia acelerar a abertura do impeachment de Dilma como aguardar outro entendimento do Supremo.

“Se eu for bem tratado, pode ser que tenha boa vontade com o governo, mas, se não for, posso tomar minha decisão mais rápido”, disse o presidente da Câmara. “Estejam certos de que não vou renunciar. Podem tirar o cavalinho da chuva.”

Cunha prometeu recorrer da decisão do Supremo, que freou sua tentativa de conferir um rito especial ao processo de impeachment. A oposição, capitaneada pelo PSDB do senador Aécio Neves (MG), apresentará novo requerimento solicitando o afastamento de Dilma, sob o argumento de que a equipe econômica também fez manobras contábeis, conhecidas como “pedaladas fiscais”, neste ano, e não apenas em 2014.

O governo avalia que o impeachment perdeu força depois das liminares concedidas pela Justiça. Em conversas reservadas, porém, ministros dizem que Cunha é uma “fera ferida” e não se pode confiar nele, que tem o poder de dar o pontapé para a abertura da ação contra Dilma. Mesmo assim, todos impõem limites para um acordo com Cunha.

“Na questão política é possível a negociação, mas na área jurídica, não. Além disso, nem Cardozo nem Levy (Joaquim Levy, ministro da Fazenda) são entregáveis”, comentou um auxiliar direto de Dilma, embora muitos apostem que o ministro da Justiça saia no fim do ano.

“Alguns deputados do PT têm dado opiniões que não traduzem a posição oficial do partido”, insistiu o líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), numa referência ao requerimento assinado por petistas, pedindo a degola de Cunha.

A meta de Lula, agora, é impedir que o Conselho de Ética, formado por 21 integrantes, vire as costas para o presidente da Câmara. O bloco comandado pelo PMDB no colegiado tem 9 deputados e o liderado pelo PT, 7. Articuladores políticos do Planalto calculam que Cunha já tenha maioria para impedir a investigação. Se ele perder o mandato, no entanto, perde também o foro privilegiado e pode até ser preso, caso vire réu no Supremo e seja condenado.

Ao avaliar ontem que será “quase impossível” votar no Congresso, neste ano, a nova Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) e a prorrogação da Desvinculação das Receitas da União (DRU), dois pontos fundamentais para o ajuste fiscal, Cunha também disse que o governo precisa se empenhar “muito mais” para recompor sua base aliada. As negociações em curso envolvem distribuição de cargos no segundo e terceiro escalões.(Colaboraram Adriano Ceolin e Carla Araújo)

 Fonte: Estadão Conteúdo

Convidados 15/10: Elton Euler e Daniel Machado

O Empresário Elton Euler e o Consultor em Marketing Político Daniel Machado, serão os entrevistados de hoje no programa Conectado ao Poder, da rádio OK FM. Sintonize 104,1 FM e ouça das 20h às 21h.15D10

Pistolas terão que mudar de mãos

foto_14102015091445As 220 pistolas que emitem choque comprados pelo Detran em 2011 não podem ser usados pelos seus agentes e devem ser destinados para outra finalidade. O Tribunal de Contas do DF acatou representação do Ministério Público de Contas contra uma suposta gestão antieconômica da autarquia.

A Corte estabeleceu prazo de 30 dias para que a Secretaria da Segurança Pública e da Paz Social e Detran “adotem medidas objetivando o imediato emprego das pistolas não letais – tasers, no âmbito do complexo administrativo distrital, ante sua impossibilidade de utilização pelos agentes de trânsito da autarquia”.

Fonte: Jornal Alô Brasília

Reforma do secretariado do GDF foi mais política do que financeira

reforma-do-secretariado-do-gdf-foi-mais-politica-do-que-financeiraEm tese, a reforma administrativa divulgada nessa terça-feira (13), pelo governador do Distrito Federal Rodrigo Rollemberg (PSB), tinha a pretensão de enxugar os gastos públicos e ajudar o governo a sair do atoleiro financeiro. Durante o anúncio, porém, o governador não soube detalhar o tamanho da economia pretendida com as mudanças, embora as negociações tenham começado há cerca de um mês. Na prática, a reforma foi mais política do que financeira.

Tempo

No Palácio do Buriti, a alegação é que não houve tempo hábil para concluir os cálculos e indicar a extensão dos cortes, uma vez que parte dos detalhes sobre a nova estrutura do GDF só acabou sendo acertada na última hora, momentos antes do anúncio oficial.

Técnicos da Secretaria de Planejamento, por exemplo, só receberam informações mais concretas em relação ao novo secretariado nesse fim de semana de feriado prolongado, quando as negociações se intensificaram.

Para o professor da UnB (Universidade de Brasília) José Matias Pereira, especialista em finanças públicas, ficou claro que a reforma em questão tem caráter muito mais político. “É uma reforma de acomodação, uma tentativa do governador de garantir sustentação na Câmara Legislativa”, avalia ele, acrescentando que o cenário local, nesse sentido, está bem parecido com o do governo federal.

Ainda no entender do especialista, a população terá de ficar atenta para checar se as mudanças “que priorizaram as negociações políticas” tornarão as secretarias mais eficientes do ponto de vista de gestão.

Rosso

Entre as costuras políticas na reta final das negociações, chama a atenção a que contou com o protagonismo do deputado federal Rogério Rosso, presidente do PSD no DF. Ao perceber que o distrital Joe Valle (PDT) não toparia a supersecretaria que incluiria a área de Desenvolvimento Econômico, Rosso intercedeu pelo correligionário Arthur Bernardes, titular da pasta.

Rogério Rosso trabalhou pela manutenção do espaço do seu partido, o PSD Sheyla Leal/ObritoNews/Fato OnlineEm conversas reservadas, pleiteando mais força a Bernardes, o deputado federal lembrou Rollemberg da “fidelidade” da legenda com o governo e chegou, inclusive, a dizer que a aliança com o PSD o favoreceu durante a campanha, com aumento do tempo de rádio e tevê.

Bernardes foi confirmado como secretário de uma nova pasta que abrange Desenvolvimento Econômico e Turismo. A ideia inicial do governador era uma supersecretaria com essas duas áreas mais Trabalho, Ciência e Tecnologia e Agricultura.

Aliados

Na visão do cientista político Leonardo Barreto, Rollemberg conseguiu capitalizar politicamente com a reforma. Ao manter Arthur Bernardes em uma pasta que engloba duas áreas e convidar o PDT para assumir a pasta formada por Trabalho, Desenvolvimento Social e Direitos Humanos, o governador encorpou os partidos aliados. “Com o PDT fortalecido, Rollemberg deve ganhar alguma folga na Câmara Legislativa, ao mesmo tempo que manteve a influência do partido do vice-governador (PSD)”, disse.

Para Barreto, o governador também conseguiu manter a força de seu próprio partido ao remanejar Marcos Dantas, presidente do PSB local, para a pasta de Mobilidade. “Mobilidade é uma das pastas mais importantes, que deve contar com muitas parcerias público-privadas daqui para a frente. Então, o governador reforçou o PSB na parte econômica e de infraestrutura”, analisou.

A Secretaria de Mobilidade era ocupada por Carlos Tomé, cujo perfil é muito mais técnico do que político. Tomé virou chefe de gabinete do governador.

Fonte: Fato Online

Medo da tesourada contagia os comissionados de Rollemberg

scissors-1415963-840x577Após o governador anunciar a redução do número de secretarias, servidores não concursados estão angustiados com a iminente diminuição de cargos.

O anúncio da reforma administrativa feito pelo governador Rodrigo Rollemberg (PSB) na tarde desta terça-feira (13/10) não desagradou apenas aos aliados políticos: os servidores comissionados também estão apreensivos. Além do corte no primeiro escalão, o socialista reforçou o objetivo de reduzir em 20% os gastos com os funcionários não concursados. Segundo o chefe do Executivo, cada secretário da nova estrutura deverá indicar, até a próxima terça-feira (20), quem será exonerado.

Comissionados contaram ao Metrópoles o clima de terror que se espalhou nas repartições vinculadas ao Buriti após o anúncio de Rollemberg. “Já estávamos definhando há mais de um mês por conta dessas indefinições. E ainda temos, pelo menos, mais uma semana de angústia”, ressaltou um servidor comissionado da Secretaria de Turismo que pediu para não ser identificado. Para uma colega, a falta de transparência em como esses cortes ocorrerão é o que mais incomoda. “Será um corte político, funcional? Seremos exonerados para pegar outro cargo? Nada está claro para a gente.”

Segundo Rollemberg, os cortes na administração serão feitos paulatinamente “para evitar um colapso”. “Os gastos com comissionados giram em torno de R$ 40 milhões. De acordo com a lei, devemos buscar uma redução de R$ 8 milhões”, explicou o socialista.

O futuro secretário da Casa Civil, Relações Institucionais e Sociais, Sérgio Sampaio, frisa que ainda não há definição. “O corte de gastos poderá ser feito de diferentes formas. Cada secretário poderá decidir pela exoneração ou redução salarial. Não contabilizaremos número, mas valor.”

“Alguém terá que sair”
Os funcionários das pastas que sofreram fusões estão preparados para o pior. “Cada secretaria tem um grupo de profissionais que dão suporte nas assessorias jurídicas e de comunicação, por exemplo. Com a junção das pastas, não faz sentido ter mais de um profissional para cada função. Alguém terá que sair”, afirma um servidor comissionado do Buriti.

A intenção com os cortes é reduzir gastos e alcançar novamente o limite da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), ultrapassado no segundo quadrimestre de 2015. Esta será a segunda redução da folha em apenas 10 meses de governo. De janeiro a agosto, 4.077 comissionados perderam cargos, gerando, segundo a assessoria do governo, uma economia de R$ 113 milhões.

Fonte: metropoles.com

Reforma de Rollemberg aumenta resistência dentro da Câmara Legislativa

c--mara-legislativa-840x560Distritais se sentem desprestigiados e prometem complicar ainda mais a vida do governador na Casa.

Rodrigo Rollemberg (PSB) tem, na teoria, uma base de apoio que seria suficiente para aprovar projetos de interesse do governo local na Câmara Legislativa. Na prática, no entanto, a vida do GDF este ano não tem sido fácil na Casa. E o anúncio da reforma administrativa, feito na tarde de terça-feira (13/10), desagradou ainda mais aos parlamentares.

A reclamação de vários deles é que o GDF não dialoga e ainda tem jogado para a Câmara responsabilidades que seriam exclusivamente do Executivo. Um exemplo, segundo os distritais, foi a aprovação do uso de recursos do Instituto de Previdência dos Servidores do Distrito Federal (Iprev-DF) para o pagamento dos salários que caíram na conta do funcionalismo este mês. “O discurso do governo era que só teria condições de fazer os pagamentos se o projeto fosse aprovado. Ele joga para a Casa a obrigação que é dele, de pagar os salários. Os deputados aprovam e não têm nada em troca”, reclamou um dos deputados, que pediu anonimato.

Para Chico Vigilante (PT), as medidas de Rollemberg não terão resultados. “Faz uma reforma que não muda nada. Vai continuar do mesmo jeito. Ele (Rollemberg) demonstrou que não teve força de fazer uma verdadeira reforma. Aqui na Câmara, não agradou a ninguém. Ele continua sem base”, disparou. Wellington Luiz (PMDB) também criticou a atuação do governo. Para ele, a reforma causou insatisfação entre os distritais. “Essa reforma sai pior do que entrou. Se governador não tiver outras medidas de diálogo, vai ter muita dificuldade”, afirmou.

Reajustes
Wellington Luiz reclamou ainda da resistência do GDF em pagar os reajustes salariais dos servidores. “Logo depois de aprovarmos o Iprev, o governo fez uma reunião falando que reajustaria os salários porque a Casa não aprovou aumento de impostos. Ou seja, falta habilidade do governo. Fizemos a nossa parte, mesmo com dúvida da legalidade. Ele tem que lembrar que o aumento é direito.”

Apesar de ter mantido as pastas de Meio Ambiente e de Agricultura, a pedido dos distritais da Rede e de Joe Valle (PDT), respectivamente, nenhum parlamentar foi contemplado com uma pasta. “Foi como fazer uma reforma em casa com o que já tinha. Só trocou as pessoas de lugar e não levou nenhum deputado. O governo combina uma coisa e não cumpre”, reclamou um integrante da Câmara.

PDT
Uma das pastas, a supersecretaria, que englobará as secretarias do Trabalho e do Empreendedorismo, a de Políticas para as Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos e a de Desenvolvimento Humano e Social, ainda está com o chefe indefinido, mas será da cota do PDT, segundo o governador.

Há a possibilidade de Valle assumir o novo órgão, que terá o nome de Secretaria do Trabalho, Desenvolvimento Social e Direitos Humanos. Mas, logo depois do anúncio de Rollemberg, o deputado fez um desabafo misterioso na Câmara: “O PDT quer ajudar o governo. Estou tentando ajudar, mas a gente só ajuda quem quer ser ajudado”.

Ao Metrópoles, Valle amenizou. “É fundamental a questão de reforma do Estado para enxugar custos. Precisamos dar um tempo, fiscalizar para ver se vai diminuir custo ou se é somente um efeito cosmético”, resumiu. Agaciel Maia (PTC) foi pelo mesmo caminho. “O governo tem oito meses para reduzir as despesas pessoais, de 52% para 48%, e sair do limite da Lei de Responsabilidade Fiscal. Não tem outra saída.”

Jogo de forças
A formação do apoio e da oposição a Rollemberg começou no primeiro dia do ano. Na ocasião, a bancada do PT — Chico Leite, Chico Vigilante, Ricardo Vale e Wasny de Roure — assumiu a oposição, mantida até hoje. No mesmo dia, Rafael Prudente (PMDB), Wellington Luiz (PMDB), Robério Negreiros (PMDB) e Cristiano Araújo (PTB) também anunciaram que não estavam ao lado do governador, mas nem todos permaneceram com a posição.

Em junho, a presidente da Casa, Celina Leão (PDT), anunciou que, ao contrário do partido, deixaria a base de apoio. Justificou a saída pela presença de petistas no governo. Apesar da decisão, Celina não tem feito oposição a Rollemberg. Pelo contrário. Esteve à frente de negociações importantes que beneficiaram o GDF, como a liberação de emendas para a saúde.

Rede
A recém-criada Rede Sustentabilidade, partido da ex-presidenciável Marina Silva, assumiu papel de independência. Conta com três distritais — Cláudio Abrantes, Chico Leite e Luzia de Paula. Os integrantes da Rede garantem que têm liberdade para apoiar ou contrariar o governo, de acordo com o que for apresentado.

Os outros distritais assumem o papel de base, mas difícil mesmo é saber quem apoia Rollemberg. “O governo faz promessas e não responde. Joga projetos para a Câmara, mas não dá retorno. O jogo está desequilibrado, principalmente com relação aos cargos que os deputados têm. Não vejo uma base para ele”, reclamou um deles.

Fonte: metropoles.com

‘Se eu derrubo Dilma agora, no dia seguinte, vocês me derrubam’, diz Cunha

20151014085519762734uO presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), reuniu líderes da oposição em sua residência oficial na manhã de ontem (13/10) e demonstrou sua irritação com a nota divulgada no fim de semana na qual PSDB, DEM, PPS, PSB e SD pedem seu afastamento do cargo.

“Se eu derrubo Dilma agora, no dia seguinte, vocês me derrubam”, disse Cunha, segundo um dos participantes do encontro relatou à reportagem. Os líderes da oposição reagiram dizendo que a nota divulgada por eles foi uma resposta à pressão das bases, mas que o presidente poderia continuar contando com o apoio deles.

Já na Câmara, os mesmos líderes da oposição passaram o dia encarando saias-justas para explicar os motivos de apresentarem nota no fim de semana, mas não assinarem requerimento de abertura de processo de cassação contra Cunha por quebra de decoro parlamentar.

“A situação do presidente da Casa tem que ser preservada do ponto de vista da prerrogativa constitucional”, afirmou o líder do DEM, Mendonça Filho (PE), após participar do encontro. “Qualquer cidadão que esteja no cumprimento de suas obrigações tem legitimidade.”

“Na realidade, nós não temos um documento que diga que ele cometeu um ilícito”, disse o deputado Pauderney Avelino (DEM-AM)

Senado
No Senado, o fato de a oposição não questionar Cunha sobre as denúncias de ter contas na Suíça foi objeto de discursos. Mas os parlamentares petistas também foram cobrados. “A bancada do PT da Câmara está absolutamente silente, de bico calado em relação a essas acusações”, disse o senador Aloysio Nunes (PSDB-SP).

Fonte: Correio Braziliense

Convidados 14/10: André Costa Oliveira e Alex Dias

O Advogado Dr. André Costa Oliveira, e Alex Dias do Programa Tendências e Negócios, serão os entrevistados de hoje no programa Conectado ao Poder, da rádio OK FM. Sintonize 104,1 FM e ouça das 20h às 21h.14d10

Rollemberg começa a redesenhar o Governo do Distrito Federal

20151013104633Pressão de partidos que apoiam o governador dificulta tese de unir cinco das atuais pastas em uma só.

Para cumprir a promessa de corte de secretarias, administrações regionais e comissionados,  Rollemberg começa a redesenhar hoje o GDF. Imerso em um turbilhão de interesses e projetos políticos de aliados de primeira e segunda hora, o Buriti estudava até a noite de ontem a possibilidade de fatiar a reformulação para conseguir acomodar interesses de políticos e partidos. Surgiu assim a possibilidade de divisão do projeto original de uma nova super secretaria.

Ao longo das últimos dia o projeto da superpasta levantou uma série de contratempos e críticas. Por isso, o núcleo duro do Buriti começou a rever o projeto de aglutinação de Trabalho, Desenvolvimento Econômico, Turismo, Agricultura e Ciência e Tecnologia em uma só pasta. Ontem ganhou força a possibilidade de divisão da mega secretaria. Uma das ideias seria fundir Trabalho com Políticas para Mulheres e Desenvolvimento Humano. Enquanto isso, Desenvolvimento Econômico, Turismo e Agricultura formariam outra pasta.

Para o PDT

A vitaminada nova secretaria do Trabalho seria entregue ao PDT. Mirando a acomodação de um suplente do PSB na Câmara Legislativa,  Rollemberg gostaria de ver o deputado Joe Valle (PDT) à frente do novo reduto, mas o parlamentar até ontem ainda não decidido qual seria seu futuro. Especialmente, em função do dilema da Agricultura. Valle é radicalmente contra a fusão da pasta, já influenciada por seu grupo político.

Outra ponta solta é o Turismo. O grupo político do atual secretário, Jaime Recena, vice-presidente regional do PSB, não aceita a fusão da pasta. Uma solução seria acomodar a área no projeto da nova secretaria de Governo, que pode substituir a Casa Civil.

Como remanejar

1 A intenção do Buriti é manter o secretário de Transportes Carlos Tomé no governo. Mas seu futuro posto de trabalho é incerto.

2 Afirma-se que quando Rollemberg anunciou o primeiro secretariado houve casos em que ele fez o convite para os futuros “secretariaveis” no mesmo dia do anúncio. Tem muita gente que hoje vai passar o dia de olho no celular.

3 Além de Joe Valle, o governo estudava a possibilidade de emplacar suplentes fiéis na Câmara, convocando outros distritais, a exemplo de Julio César (PRB), Raimundo Ribeiro (PSDB), Luzia de Paula (Rede) e Rodrigo Delmasso (PTN).

4 Aliados de Rollemberg entendem a necessidade de reformulação do GDF. Mas muitos não poupam críticas pela “falta de clareza” das ações do governador.

Nomes já estão certos

Sérgio Sampaio, Marcos Dantas, Leany Lemos, André Lima, Fábio Gondim e Júlio Gregório deverão continuar a frente de pastas importantes. Bem avaliado dentro e fora do Buriti, Sampaio deverá assumir a nova secretaria de Governo. Gondim e Gregório permanecerão a frente da Saúde e Educação, respectivamente.

Marcos Dantas deixará a pasta de Relações Institucionais e foi chamado para capitanear a secretaria de Mobilidade. “Não posso negar. Houve o convite. Mas até o anúncio do governador tudo pode mudar”, afirmou Dantas.

A pasta de  Relações Instituionais deve ser subordinada à pasta de Governo. A medida pode agradar a deputada Liliane Roriz (PRTB), que estava em rota de colisão com as posições de Dantas.

A Rede deverá ficar com a gestão da pasta do Meio Ambiente e Gestão do Território e Habitação, tendo André Lima como secretário. Leany Lemos ganhará força a frente da nova secretaria de Planejamento, Administração Pública e Desburocratização.

O governo não equacionou as participações do PRB e do PSD. “O PSD ajudou a construir a aliança que levou Rolemberg ao Buriti e confia nas ações do governador. Seja qual for a decisão dele, o PSD se sentirá contemplado. O partido quer ajudar o governo e cidade, e não disputar cargos”, comentou o presidente regional do PSD, Rogério Rosso.

 Fonte: Da redação do Jornal de Brasília
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