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Deputados contra atos do Governo de Brasília

foto_07102015094336Distritais querem cancelar reajuste da tarifa do transporte público e da refeição nos restaurantes comunitários.

O apelo do governador Rodrigo Rollemberg de que o Governo de Brasília precisa reduzir despesas não tem surtido efeito. Pelo menos em se tratando de parte das medidas anunciadas para estancar a crise financeira. Duas delas estão em cheque. A que reajusta tarifas do transporte público e a que aumenta o valor da refeição nos restaurantes comunitários. A Câmara Legislativa estuda revogar os dois atos.

O movimento contrário às medidas começou ainda na semana passada, mas ganhou força na última segunda-feira (5) com a adesão de deputados governistas, como a distrital Liliane Roriz (PRTB). “No caso dos restaurantes comunitários, trata-se de uma questão social. O governo tem a obrigação de bancar a alimentação a R$ 1”, afirma.

Já o deputado Ricardo Vale (PT) é o principal defensor da sustação do reajuste das passagens dos ônibus. Para ele, o governo não poderia ter reajustado o preço da passagem dos ônibus e do Metrô sem antes ter apresentado a auditoria prometida pelo secretário de Mobilidade, Carlos Tomé e, principalmente, por conta da CPI do Transporte que acontece na Casa.

Esse posicionamento do Legislativo tem causado preocupação ao Buriti, que justificou a defasagem nos preços como motivo para o aumento nas passagens e nos preços das refeições dos restaurantes comunitários.

Se confirmada as intervenções, o subsídio das passagens de ônibus pago pelo governo às empresas retornariam aos patamares anteriores, aumentando o repasse exclusivo do governo, que até o fim do ano deverá se aproximar de R$ 1 bilhão. No caso das refeições populares, o preço cobrado desde a inauguração dos restaurantes comunitários sempre foi de R$ 1, mas, com a inflação o custo para o governo já chega a R$ 7 por refeição.

Conversa –
O líder do governo na Câmara Legislativa, Julio Cesar (PRB), acredita que o governo deverá chamar os deputados para conversar. Mas, vê com estranheza a atitude dos distritais, já que não era usual a Casa usar o recurso. “Não é algo habitual, mas o governo vai conversar com os deputados para explicar suas razões. Por um lado, a população não pode pagar por erros da gestão passada, mas por outro, o governo vive um momento difícil”, afirma Julio Cesar.

A presidente da Câmara Legislativa, Celina Leão (PDT), defende que as ações dos seus colegas e acredita que essa é uma forma de fiscalizar as atitudes do Executivo. “Isso é natural, ainda mais quando as medidas causam impacto para a população. Essa é uma forma de fiscalizar os aumentos injustos que foram dados e criarmos uma segunda alternativa.

Fonte: Jornal Alô Brasília

R$ 300 mil a menos no cofre

foto_07102015091926Governo de Brasília colocou à venda a dívida ativa, mas não apareceram interessados.

O Governo de Brasília até tentou, mas ainda não encontrou interessado em comprar R$ 300 milhões da dívida ativa do DF. O prazo para apresentação de propostas era até sexta-feira (2), mas diante da frustração, foi ampliado para até o próximo dia 16. O objetivo é antecipar a entrada de recursos no caixa do tesouro local.

A medida é mais uma tentativa de Rodrigo Rollemberg de reforçar as receitas do GDF, que passa pela mais grave crise da história. A securitização – reunião de passivos em títulos que podem ser comercializados no mercado de capitais – foi aprovada pela Câmara Legislativa em junho.

Por ter mais experiência no mercado financeiro, o Banco de Brasília (BRB) vai auxiliar a Secretaria de Fazenda na venda das dívidas públicas. Para isso, fundaram a DF Gestão de Ativos S/A para  administrar todo o processo.

Reforço – O valor que a secretaria pretende arrecadar com a negociação dos impostos atrasados é ínfimo se comparado ao total da dívida ativa atual. De acordo com a secretaria, o valor é de aproximadamente R$ 17 bilhões, referente a débitos de 310 mil contribuintes, entre empresas e pessoas físicas.

Porém, apenas as dívidas reconhecidas pelos contribuintes, alvo de parcelamento em programas como o Refis, serão comercializadas. A empresa que oferecer o melhor preço pelas dívidas antecipa esse pagamento ao governo e assume o ônus, caso não consiga comercializá-la.

De acordo com a Fazenda, aproximadamente 15 mil débitos inscritos no Cadastro da Dívida Ativa do Distrito Federal, que não foram acertados no último Refis, portanto não reconhecidos, estão sendo enviados para protesto. A dívida desses contribuinte chega a R$ 20 milhões.

Fonte: alo.com.br

GDF adia divulgação de resultado de eleição para conselhos tutelares

eleitores_se_aglomeram_nas_portasPrevisão era que lista fosse publicada nesta quinta-feira. Secretaria diz que detectou ‘inconsistências’ e vai apurar problemas.

A Secretaria de Criança do Distrito Federal informou na tarde desta terça-feira (6) que, por conta de “inconsistências” detectadas no processo de escolha dos conselheiros tutelares, adiou a divulgação do resultado final dos eleitos. A previsão era de que os nomes escolhidos fossem publicados nesta terça. A secretaria não informou quais foram os problemas encontradas.

Segundo a pasta, que não divulgou a data para informar o resultado da eleição, o edital permite que o resultado seja publicado até 23 de outubro. A Comissão Especial do Processo de Escolha se reunirá com a equipe técnica da Fundação Getúlio Vargas e o Ministério Público para “responder os questionamentos” e divulgar o resultado final dentro do prazo.

Apesar das queixas de urnas eletrônicas quebradas e falta de informações nos pontos de votação, a Secretaria da Criança avaliou como “vitorioso” o processo para escolha dos novos 200 conselheiros tutelares, realizada no domingo (6). Segundo a coordenadora da comissão, Andrecinda Pina, 1,6 mil urnas foram disponibilizadas em 21 pontos de  votação em todo o DF.

As eleições foram canceladas duas vezes. Na quinta-feira (1°) a decisão de suspender o concurso foi assinada e publicada pela desembargadora Maria de Lourdes Abreu. No dia 25 de setembro, a Justiça acatou o pedido de um candidato que teve o registro negado por falta de apresentação de documentos.

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) derrubou na tarde de sábado a liminar que impedia a eleição dos novos conselheiros tutelares do Distrito Federal.

Conselheiros tutelares
De acordo com a Secretaria da Criança, o número de inscrições neste ano foi quase cinco vezes o do último processo seletivo, realizado em 2012. Neste ano, foram 26.558 inscritos e em 2012, 5.407. As regiões com maior número de cadastros foram Ceilândia, Águas Claras e Taguatinga.

Para se candidatar a conselheiro tutelar, é preciso ter residência comprovada de no mínimo dois anos na região administrativa, não estar se habilitando para um terceiro mandato consecutivo no cargo, ter ensino médio completo, ser aprovado em exame de conhecimento e comprovar experiência na área da criança e do adolescente de no mínimo três anos.

A escolha dos conselheiros tutelares é dividida em duas etapas. O teste específico aconteceu em 5 de junho. Cada um dos 40 conselhos tutelares do DF possui cinco conselheiros. O processo deste ano prevê a eleição de 200 representantes e 400 suplentes. Os salários são de R$ 4,8 mil.

Criados pelo Estatuto da Criança e do Adolescente, os conselhos tutelares são responsáveis por zelar pelos direitos de menores de idade. Qualquer pessoa com mais de 16 anos pode votar. O eleitor deve levar o título de eleitor e um documento oficial com foto.

Fonte: G1

TSE decide abrir processo que pode levar à cassação de Dilma

alx_dilma-20150915-04_originalCom isso, Ministério Público tem autorização para investigar suspeitas de irregularidades e abuso de poder na campanha presidencial do PT.

Exatos 345 dias depois de vencer o segundo turno das eleições mais acirradas da história recente, a presidente Dilma Rousseff recebeu nesta terça-feira um duro golpe do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que confirmou, por cinco votos a dois, que vai dar prosseguimento a uma ação de impugnação de mandato eletivo, processo que pode levar à cassação da petista e de seu vice, o peemedebista Michel Temer. Com isso, o Ministério Público tem autorização para investigar suspeitas de irregularidades e abuso de poder políticos e econômico praticados pela campanha presidencial do PT.

A decisão de hoje ainda não representa um julgamento de mérito contra a campanha dilmista, mas é um recado claro da Corte eleitoral de que ilegalidades praticadas no vale-tudo pela reeleição podem e devem ser investigadas. A gota d’água para que o TSE tenha decidido dar seguimento ao processo foi a revelação do empreiteiro Ricardo Pessoa, dono da UTC Engenharia, de que 7,5 milhões de reais recolhidos do escândalo do petrolão foram destinados à campanha de Dilma depois de pressão do então tesoureiro da campanha Edinho Silva.

A posição do TSE de abrir uma ação de impugnação de mandato eletivo contra um presidente da República empossado abre caminho agora para que testemunhas sejam ouvidas, entre as quais o próprio Ricardo Pessoa, e para que Dilma apresente sua defesa. A decisão ainda joga por terra o argumento frequentemente utilizado pelo PT de que a disputa eleitoral de 2014 estaria encerrada porque o TSE já aprovara as contas da campanha à reeleição. O argumento de aprovação de contas, no entanto, é facilmente questionável porque o processo de prestação de contas no TSE é meramente formal e não analisa a legalidade de doações e muito menos se determinados recursos foram repassados ou não do esquema de corrupção que sangrou os cofres da Petrobras.

Na ação que pede a cassação da petista, o PSDB elenca fatos que considera ilegais ao longo da campanha presidencial, como o uso de prédios públicos para atividades eleitorais e a manipulação de indicadores socioeconômicos, e solicita que a Corte diplome os senadores Aécio Neves (PSDB-MG) e Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP). Entre as irregularidades, diz o partido, estão o uso da máquina administrativa federal para fins eleitorais, a convocação de pronunciamentos oficiais em cadeia nacional “para exclusiva promoção pessoal da futura candidata”, a veiculação de propaganda institucional em período proibido pela Justiça Eleitoral, o atraso deliberado da divulgação de dados sociais desfavoráveis ao governo federal e o uso do Palácio do Planalto para atividades de campanha.

Como esperado, a ministra Luciana Lóssio, que já atuou como advogada eleitoral de Dilma e que havia pedido vista do processo, votou na sessão plenária desta terça-feira contra o seguimento da ação que pode levar a presidente a perder o mandato e disse que a abertura de um processo como este exige a apresentação de provas no momento em que a ação é proposta. “É preciso pôr um fim às disputas porque as eleições têm no máximo dois turnos”, disse ela. Para Lóssio, a possibilidade de o TSE exigir provas para o seguimento de uma ação desta natureza não significaria “proteger” a presidente Dilma Rousseff. “A Constituição Federal protege o direito ao regular exercício da administração pública para que este se dê longe de demandas temerárias contra o chefe do Executivo. Não se cuida de proteção do presidente, mas do cargo ocupado. É preciso garantir viabilidade ao exercício do cargo, evitando que a administração do país seja perturbada com uma infinidade de demandas”, afirmou ela, que considerou que, ao contrário do que diz o PSDB, autor da ação, não há provas de irregularidades praticadas na campanha.

Mesmo com as revelações do delator da Lava Jato Ricardo Pessoa, a ministra disse que “não há qualquer demonstração nesses autos quanto ao envolvimento dos agravados [Dilma e Temer]”. “Não se pode admitir alegações genéricas advindas de um delator”, resumiu.

Em fevereiro, a relatora do caso Maria Thereza Assis Moura havia alegado que a ação de cassação não deveria continuar por considerar frágeis as provas apresentadas pelo PSDB, mas o caso chegou ao Plenário após recurso dos tucanos. Votaram pela continuidade da ação eleitoral contra Dilma os ministros Gilmar Mendes, João Otávio de Noronha, Luiz Fux, Henrique Neves e o presidente do TSE José Antonio Dias Toffoli. Maria Thereza e Luciana Lóssio se manifestaram em sentido contrário.

Fonte: veja.abril.com.br

Hillary segue na liderança entre os democratas, mas vem perdendo terreno

alx_2_originalA ex-secretária de Estado lidera as sondagens com 42% das intenções de voto contra 24% do senador Bernie Sanders. Índice de Hillary Clinton já foi de 55% no final de agosto.

A ex-secretária de Estado e ex-primeira dama Hillary Clinton continua liderando as pesquisas para ser a candidata do Partido Democrata para as eleições presidenciais de 2016 nos Estados Unidos, mas seus adversários políticos vêm ganhando cada vez mais terreno. Na última pesquisa, publicada na noite desta terça-feira pelo jornal The Washington Times e elaborada pelo instituto Public Policy Polling, Hillary segue no topo com 42% de apoio, seguida pelo senador pelo Estado de Vermont, Bernie Sanders, com 24%.

Atrás de Sanders está o atual vice-presidente Joe Biden, com 20% de apoio, mas sua candidatura ainda não foi confirmada. Nas últimas semanas, cresceram os rumores sobre a possível participação de Biden na corrida eleitoral. Com 2% está o ex-senador pela Virgínia Jim Webb e com 1% estão os ex-governadores de Maryland e Rhode Island, Martin O’Malley e Lincoln Chafee, respectivamente.

Apesar de seguir liderando as pesquisas, Hillary viu sua vantagem minguar durante os últimos meses depois que se soube que a pré-candidata utilizou sua conta pessoal de e-mail para tratar de assuntos oficiais durante seu período como titular do Departamento de Estado. Na última pesquisa do instituto Public Policy Polling, por exemplo, divulgada no final de agosto, Hillary tinha 55% de apoio, contra 20% de Sanders.

A pesquisa divulgada nesta terça-feira também revela que se Biden resolver entrar na corrida eleitoral, a grande prejudicada será a ex-primeira dama, pois 44% dos que manifestaram seu apoio pelo atual vice-presidente garantiram que a ex-secretária de Estado é sua segunda opção. Por outro lado, apenas 21% dos simpatizantes de Biden afirmaram que escolheriam Sanders se o vice-presidente decidir não concorrer.

Fonte: veja.abril.com.br

Artilharia do governo não deve tirar Nardes do julgamento das contas de Dilma

alx_exame12_originalInterlocutores do presidente do TCU, Aroldo Cedraz, sinalizaram que Tribunal usará precedente da refinaria de Pasadena para descartar pedido de suspeição da AGU.

O presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Aroldo Cedraz, sinalizou a ministros, nesta segunda-feira, que deve descartar o adiamento do julgamento das contas da presidente Dilma Rousseff, agendado para quarta-feira. No final da tarde, Cedraz recebeu o ministro da Advocacia-geral da União, Luis Inácio Adams, que protocolou uma arguição de suspeição do ministro Augusto Nardes, relator das contas de 2014 da presidente. A medida, se acatada pelo Tribunal, suspende a participação do ministro-relator do julgamento desta quarta. Com isso, o TCU teria de determinar um novo nome para relatar as contas, o que adiaria o julgamento possivelmente até o ano que vem. A principal argumentação de Adams é de que Nardes revelou seu voto à imprensa antes do julgamento, o que contraria a Lei Orgânica da Magistratura.

Interlocutores do órgão afirmaram que os ministros não acreditam haver justificativa para adiar o julgamento das contas. Alegam que há um precedente que embasa a decisão: quando houve o julgamento da compra da refinaria de Pasadena, no Texas, o então ministro José Jorge também havia sido alvo de pedido de suspeição, que foi derrubado logo no início da sessão, após explicações dadas pelo ministro. Segundo interlocutores do Tribunal, o precedente de Pasadena deve ser usado na quarta-feira pelo presidente Aroldo Cedraz, para dar sequência à votação.

O julgamento das ‘pedaladas’ fiscais pode dar origem ao argumento jurídico de que a oposição precisa para embasar o pedido de impeachment da presidente. O TCU deve recomendar a reprovação das contas de 2014 com base em 15 irregularidades graves apontadas pelos técnicos – 13 foram analisadas em julho e duas novas irregularidades foram apresentadas em agosto pelo procurador do Ministério Público junto ao TCU, Julio Marcelo de Oliveira. A principal falha apontada é o uso de dinheiro de bancos públicos para custear programas sociais, como o Bolsa Família, que configura crime de responsabilidade, previsto na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). O TCU apurou que o governo executou operações de crédito para bancar programas sociais, o que é proibido por lei. Na defesa preparada pela AGU, a justificativa é de que os bancos foram “prestadores de serviço”, e não provedores de crédito. Se a reprovação se concretizar, caberá ao Congresso votar a recomendação do TCU.

O pedido do governo para a suspeição de Nardes alega “vício” no processo. Se tudo corresse como gostaria o ministro da AGU, Nardes poderia ser afastado e um novo relator seria nomeado. A partir daí, com base em um novo relatório, os ministros poderiam definir seu voto. A investida do governo se dá num contexto em que há a certeza, dentro do Palácio do Planalto, de que a maioria dos ministros votará com o relator, ou seja, pela reprovação das contas. Seu afastamento significaria “ganhar tempo” para reverter o quadro político. No Palácio do Planalto, o sentimento é de que, apesar do fôlego conseguido pelo governo com a reforma ministerial, ainda não há força política suficiente para barrar uma investida da oposição que tem como embasamento uma acusação de crime de responsabilidade.

Outro foco de preocupação para o governo é o fato de o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, não esconder a intenção de viabilizar a apreciação das contas. Nesta segunda, Cunha criticou a ofensiva do governo contra o julgamento das contas. “Acho muito ruim [a estratégia do governo]. Não acho que a melhor maneira de você ir para um jogo de futebol seja tirando o juiz de campo. Me parece mais uma tentativa de adiar”, disse. “Não acho isso correto. Estranho que depois de tanto, tantos pedidos de prorrogação de prazo e de reuniões, de repente na véspera do julgamento é que fala isso [suspeição de Nardes]. Deveria ter falado no primeiro momento. Me parece uma reclamação meio tardia”, completou o deputado.

O ministro Augusto Nardes rebate o argumento do governo afirmando que tudo o que revelou ao longo dos últimos meses consta de seu relatório preliminar, tornado público em julho deste ano. Em nota publicada nesta segunda, acusou o Palácio do Planalto de tentar “intimidá-lo” e classificou a atuação do governo como “pressão” para viabilizar seu afastamento da relatoria do caso.

O ministro da Justiça José Eduardo Cardozo disse também nesta segunda-feira não só que o ministro Augusto Nardes violou a Lei da Magistratura, mas também que, inclusive, buscou órgãos de imprensa para dar declarações que insinuavam o teor de seu voto, como a de que o TCU “vai fazer história”. Cardozo disse a jornalistas, no Palácio do Planalto, que o governo só pediu a suspeição de Nardes agora porque o ministro intensificou, nas últimas semanas, sua interlocução sobre o voto. “Um ministro do Supremo que escreve um artigo sobre um tema que depois pode vir a ser julgado, em geral, se declara impedido. No caso do ministro do TCU, isso deveria acontecer também”, disse Cardozo.

O ministro da Justiça, por sua vez, negou que o governo queira uma “judicialização” do processo. Afirmou que, se assim fosse, teriam recorrido ao Supremo Tribunal Federal (STF) diretamente, sem passar pelo TCU. “Se nossa intenção fosse ir à Justiça, não iríamos ao Tribunal. Mas isso também não impede que questionemos essa decisão em outras instâncias. Queríamos fazer a coisa certa porque respeitamos o órgão”, afirmou Cardozo. O ministro da Justiça afirmou que recorrer ao STF poderá ser o próximo passo.

Fonte: veja.abril.com.br

Entrevistado 06/10: Edilson Barbosa, Advogado

O Advogado Edilson Barbosa, será o entrevistado de hoje no programa Conectado ao Poder, da rádio OK FM. Sintonize 104,1 FM e ouça das 20h às 21h.6d10

Distritais querem rever decretos de Rollemberg e baixar preço dos ônibus e refeições

distritais-querem-rever-decretos-de-rollemberg-e-baixar-preco-dos-onibus-e-refeicoesA Câmara Legislativa quer revogar pelo menos dois decretos, o que aumenta o preço das de passagens dos ônibus e do metrô e o reajuste dos valores das refeições dos restaurantes comunitários.

A Câmara Legislativa estuda revogar pelo menos dois decretos do Executivo para tentar tirar o Distrito Federal da crise econômica que atravessa: os aumentos de passagens dos ônibus e do metrô e o reajuste dos valores das refeições dos restaurantes comunitários.

 

Os deputados Ricardo Vale (PT), ainda na semana passada, e Liliane Roriz (PRTB), no início desta semana, colocaram em xeque os reajustes do governo. Para o petista Vale, o governo não deveria ter reajustado os preços das passagens sem antes ter apresentado a auditoria prometida pelo secretário de Mobilidade, Carlos Tomé e, principalmente, por conta da CPI do Transporte que acontece na Casa.

Já o PDL (Projeto de Decreto Legislativo) proposto por Liliane, quer evitar o aumento que já está em vigor nos restaurantes comunitários, localizados em regiões mais carentes e onde a população pode ter acesso a refeições com preços bem abaixo dos comércios locais.

Preocupação

A decisão do Legislativo tem causado preocupação no Buriti, que justificou a defasagem nos preços como motivo para o aumento nas passagens e nos preços das refeições dos restaurantes comunitários.

Se confirmada as intervenções, o subsídio das passagens de ônibus pago pelo governo às empresas retornariam aos patamares anteriores, aumentando o repasse exclusivo do governo, que até o fim do ano deverá se aproximar de R$ 1 bilhão.

No caso das refeições populares, o preço cobrado desde a inauguração dos restaurantes comunitários sempre foi de R$ 1, mas, com a inflação o custo para o governo já chega a R$ 7 por refeição.

O líder do governo na Câmara Legislativa, Julio Cesar (PRB), acredita que o governo deverá chamar os deputados para conversar. Mas, vê com estranheza a atitude dos distritais, já que não era usual a Casa usar o recurso.

“Não é algo habitual, mas o governo vai conversar com os deputados para explicar suas razões. Por um lado, a população não pode pagar por erros da gestão passada, mas por outro, o governo vive um momento difícil”, afirma Julio Cesar.

As decisões do governador Rollemberg foram tomadas unilateralmente, sem consultas à população ou a Câmara Legislativa. Essa foi a justificativa do deputado Cristiano Araújo (PTB), ao relatar a matéria sobre a criação de um parque ecológico no Lago Norte, que não teve a consulta devida a população da região.

Oneração

Diante dos decretos, os parlamentares acreditam que as decisões, no momento de crise vivido em todo o país, prejudicam muito mais aos pobres do que às classes mais altas e querem intervir nas questões.

A presidente da Câmara Legislativa, Celina Leão (PDT), defende que as ações dos seus colegas e acredita que essa é uma forma de fiscalizar as atitudes do Executivo.

 

“Isso é natural, ainda mais quando as medidas causam impacto para a população. Essa é uma forma de fiscalizar os aumentos injustos que foram dados e criarmos uma segunda alternativa. Não vejo nenhum abuso por parte da Câmara”, analisa Celina, que afirma que não sabe ainda se colocará os PDLs em pauta esta semana. “Antes vou consultar o Colégio de Líderes para depois decidir”.

Sem a garantia de que a presidente e os líderes colocarão em pauta nas comissões, o deputado Ricardo Vale, como adiantou o Fato Online, vai pedir que a matéria seja colocada em tramitação de emergência. Assim, os presidentes das comissões responsáveis pela questão das passagens, terão um tempo máximo para avaliar a questão, que deve durar 10 dias.

Especialista

Para o especialista em direito eleitoral Flávio Britto, as ações da Câmara Legislativa são legitimas. “Os reajustes podem ser interpretados como decisões equivocadas. Fazer reajustes neste momento de crise não parece ser o melhor caminho”, afirma Britto, que emenda: “é papel do parlamento fazer o contraponto e tentar apontar as melhores soluções”.

O preço das refeições nos restaurantes comunitários pode baixar

Fonte: Fato Online

Por falta de insulina, cerca de 4 mil pessoas têm tratamento de diabetes prejudicado

20151006003319Preocupadas com a situação, mães de pacientes expuseram, nas redes sociais, as dificuldades em adquirir a substância para o tratamento dos filhos nos postos de saúde do DF.

Cerca de quatro mil pessoas que sofrem de diabetes estão sem insulina fornecida pela rede pública. Preocupadas com a situação, mães de pacientes expuseram, nas redes sociais, as dificuldades em adquirir a substância para o tratamento dos filhos nos postos de saúde do DF.

Os relatos estão no grupo do Facebook Mães Amigas de Águas Claras e Região, que conta com mais de 36 mil   inscritos. Segundo publicações recentes, apesar de as unidades oferecerem até três tipos de medicamentos, há   pacientes  que dependem de droga específica para controlar os níveis de glicemia, a depender do grau de diabetes.

É o caso da estudante Maria Vitória Campos de Oliveira,   14 anos, cujo tratamento é feito à base de insulina Glargina (Lantus). De acordo com a mãe da adolescente, a doméstica Maria Aparecida Campos,   41 anos, a filha está muito nervosa e com medo de morrer, pois a última ampola  terminaria ontem.  “Na semana passada, estive na Policlínica de Taguatinga, mas não há previsão de quando voltariam a fornecer”, relata.

Sem o fornecimento gratuito, a doméstica afirma ser impossível garantir o tratamento, já que ganha apenas um salário mínimo para sustentar mais três filhos. “O remédio custa R$ 120, ou R$ 80, com desconto, mas só dá para uma semana. Não tenho condições”, diz.

Troca

Na recepção do Hospital Regional de Taguatinga, uma aposentada, que pediu para não ser identificada, aguardava consulta para tentar trocar o tipo de insulina. Há dois meses sob uso da substância Ultra-rápida, ela disse que o medicamento não tem o efeito desejado. O ideal, diz, seria a NPH.

Questionada, a Secretaria de Saúde  informou que está em fase final o processo de compra da insulina Glargina (Lantus), de ação prolongada,  destinada a  diabéticos que preencherem os critérios do protocolo  da medicação. Segundo a pasta, a Glargina pode ser substituída pelas  insulinas NPH e Regular, que estão disponíveis.

“Aquisições têm sido emergenciais”

De acordo com a Secretaria de Saúde, as aproximadamente quatro mil pessoas prejudicadas recebem a insulina Glargina no Distrito Federal. A substância é  recomendada para pacientes portadores de diabetes tipo I, diabetes gestacional ou diabetes tipo II, com falha terapêutica comprovada às insulinas convencionais ou em condições clínicas especiais.

O órgão também esclarece que, desde 2013, as  aquisições desse medicamento têm sido emergenciais devido aos sucessivos fracassos por preço nos processos de compra regular do governo.

Conforme a pasta, os locais de distribuição da insulina Glargina são a Unidade Mista de Saúde de Taguatinga (Policlínica de Taguatinga), a Farmácia Escola do Hospital Universitário de Brasília e o Centro de Saúde 8 do Gama.

Estoque abastecido

Sobre a falta de insulina NHP, a secretaria afirma que o estoque do medicamento nos hospitais regionais do Distrito Federal foi abastecido ontem em 972 unidades do Distrito Federal, a um custo unitário de R$ 10,90.

“Orientamos os usuários a comparecer aos centros de saúde para o recebimento do medicamento”, diz a pasta em nota.

Dados

No DF, estima-se que 158.514 pessoas tenham diabetes.

Entre janeiro e agosto deste ano, o Hospital Regional de Taguatinga realizou 10.231 atendimentos.

Referência no tratamento de diabetes, a unidade recebe por mês cerca de 1.280 pacientes.

Por dia, aproximadamente 50 pessoas são atendidas no local.

De acordo com a Defensoria Pública do DF, de janeiro a agosto de 2015, o Núcleo de Assistência Jurídica da Saúde ajuizou 316 ações ligadas a pedido de medicamentos.

No mesmo período do ano passado, foram 227 demandas.

 Fonte: Jornal de Brasília

Mesmo após reforma, Planalto teme votação de pauta-bomba

alx_ricardo_berzoine_originalGoverno estima ter os mesmos 200 votos que contabilizava antes de entregar sete pastas ao PMDB na sessão do Congresso que analisa os vetos presidenciais.

A reforma ministerial concluída na semana passada não foi suficiente para aumentar a expectativa de votos favoráveis à manutenção dos vetos presidenciais na sessão do Congresso desta terça-feira. Em reunião na segunda entre líderes da base governista na Câmara e o ministro Ricardo Berzoini (Secretaria de Governo), o Planalto estimou ter os mesmos 200 votos que contabilizava antes da dança das cadeiras. Os vetos são uma verdadeira pauta-bomba que, se ativada, aumenta consideravelmente os gastos da União. Lideranças partidárias dizem que as trocas promovidas na Esplanada dos Ministérios podem não dar ao governo o resultado esperado no Congresso.

Como informa a coluna Radar, de Vera Magalhães, governo não tem segurança de que conseguirá um quorum confortável para manter o veto às 11h30 – e estuda tentar adiar a sessão do Congresso para a noite.

Berzoini fez apelos para que os vetos sejam mantidos aos líderes da Câmara e do Senado, Casa onde a situação é mais favorável ao governo. O que mais preocupa a Esplanada é o do reajuste dos servidores do Judiciário. O impacto é de 36,2 bilhões de reais até 2019, segundo o governo. Para ser derrubado, cada um dos vetos precisa ter pelo menos 257 dos 513 votos de deputados e 41 dos 81 senadores. O líder do governo, José Guimarães (CE), admitiu não esperar uma votação tranquila. “Eu não posso antecipar a votação. Política é risco. Mas estamos confiantes”, afirmou.

Para o líder do PP, Eduardo da Fonte (PE), o “governo conta com a consciência dos parlamentares para os danos que a derrubada dos vetos pode causar à economia do Brasil”. No seu partido de 39 deputados, há quem reclame que legendas não tão fiéis ao governo receberam ministérios com orçamentos vultosos. O alvo principal da queixa, nesse caso, é o PDT, partido de dezoito deputados que deixou a base do governo rumo à “independência” e recebeu o Ministério das Comunicações, cujo orçamento deste ano é de 778 milhões de reais.

O PSD, com dezoito deputados, manteve sob seu comando o Ministério das Cidades, mas perdeu o da Micro e Pequena Empresa. Na noite de segunda, o governo tentou fazer o líder do partido na Câmara, Rogério Rosso (DF), retirar seu requerimento para que o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, seja convocado para explicar na Casa a crise econômica. No PCdoB também houve descontentamento. O ministro Aldo Rebelo foi transferido de Ciência e Tecnologia para a Defesa. No partido de onze deputados, consideraram a troca “injusta” porque a nova pasta da legenda é estritamente técnica e não dialoga com sua base social.

Fonte: veja.abril.com.br

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