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Reajuste garantido a servidores vai custar R$ 2,7 bilhões, diz Rollemberg

rollembergEm entrevista anterior, impacto era estimado em R$ 2,3 bilhões até 2016.
Governador diz que decisão ‘traz tranquilidade’, mas ‘aumenta o desafio’.

O governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, declarou nesta terça-feira (26) que a manutenção dos reajustes salariais a 32 categorias de servidores públicos, aposentados e pensionistas “traz tranquilidade” aos trabalhadores, mas “aumenta o desafio” do governo de elevar arrecadação. O Tribunal de Justiça rejeitou nesta terça (26), por unanimidade, uma ação do Ministério Público que questionava os reajustes concedidos em 2013.

“Nós entendemos que essa decisão traz tranquilidade aos servidores públicos, que já tinham criado uma expectativa, e aumenta o nosso desafio de ampliar receita, de buscar recursos para fazer os pagamentos integrais e em dia aos servidores”, diz Rollemberg. Segundo o governador, a concessão dos reajustes terá impacto de R$ 855 milhões ainda em 2014, e de R$ 1,86 bilhão em 2016, totalizando R$ 2,7 bilhões.

Em entrevista à TV Globo nesta segunda (26), Rollemberg anunciou um valor menor, de R$ 2,3 bilhões. O G1 perguntou ao Buriti sobre o motivo da mudança nos dados, mas não recebeu resposta até a publicação desta reportagem.

O governador voltou a cobrar a aprovação de projetos na Câmara Legislativa como forma de elevar a arrecadação pública. “Nós já encaminhamos um conjunto de propostas que vão ampliar significativamente a receita do Distrito Federal. Precisaremos de outras, estamos trabalhando em outras frente no próprio GDF, na Câmara Legislativa e no Congresso Nacional.”

Os projetos enviados ao Legislativo desde o início do ano foram agrupados em dois pacotes. O primeiro, nomeado “Pacto por Brasília”, sofreu oposição dos distritais e teve itens vetados, como os projetos que aumentavam o IPTU e extinguiam o IPVA zero no ano da compra do automóvel. O novo pacote foi anunciado no último dia 14, mas os projetos ainda não tinham sido protocolados na Casa até esta terça.

Entre as propostas, está a criação de uma previdência complementar para os novos servidores, regulamentação da aposentadoria especial, incluindo para deficientes, regulamentação do auxílio-funeral, securitização das dívidas do DF e projeto para venda de ações de estatais e de terrenos do governo.

Julgamento
O Conselho Especial do Tribunal de Justiça do Distrito Federal rejeitou nesta terça, por unanimidade, a ação de inconstitucionalidade do Ministério Público que contestava reajustes salariais concedidos pelo governo de Agnelo Queiroz a 31 categorias e a aposentados e pensionistas. Na prática, a rejeição da ação mantém os reajustes.

O processo foi proposto pelo Ministério Público, que apontava inconstitucionalidade nas leis que reajustaram os salários dos servidores. Segundo o órgão, não havia previsão orçamentária para os reajustes, o que fere a Lei de Responsabilidade Fiscal.

Na análise, os desembargadores afirmaram que as leis questionadas foram cumpridas em 2013 e 2014 e, por isso, não poderiam ser analisadas na constitucionalidade. A anulação dessas leis, segundo a corte, colocaria em risco os salários que já foram reajustados e pagos nos anos anteriores. Com isso, o mérito da ação não chegou a ser analisado.

Em nota, o MP afirmou que a ação tinha objetivo de “assegurar que os reajustes fossem concedidos com segurança jurídica” e que questionou apenas os reajustes concedidos a partir de 2015. O órgão disse respeitar a decisão do TJDFT e afirma que “continuará a buscar a responsabilização dos agentes públicos, por meio das ações civis públicas por ato de improbidade administrativa, já propostas e em curso naquele Tribunal”.

Fonte: G1

Câmara rejeita sistema ‘distritão’ e eleições legislativas não mudam

camara-dos-deputados-Luis-Macedo-Camara-dos-Deputados640A Câmara dos Deputados rejeitou nesta terça-feira três propostas de mudança no sistema eleitoral durante a análise da reforma política, deixando para trás o voto em lista, o distrital misto e o distrital para eleições legislativas, também conhecido como “distritão”.

O sistema eleitoral distrital, proposto pelo relator Rodrigo Maia (DEM-RJ) e defendida pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), recebeu 267 votos contra, 210 a favor e 5 abstenções.

Por esse sistema, os Estados e o Distrito Federal são grandes distritos eleitorais, e os candidatos mais votados são eleitos de acordo com o número de cadeiras a que cada distrito teria direito na Câmara.

O modelo, que na prática transformaria as eleições legislativas em eleições majoritárias, era defendido pelo PMDB, mas criticado por PT e PSDB e um grupo de cientistas políticos que divulgou manifesto, com apoio da Associação Brasileira de Ciência Política (ABCP), afirmando que a mudança enfraqueceria os partidos e estimularia o personalismo.

O modelo atual é o sistema proporcional, que leva em conta os votos recebidos individualmente pelos candidatos de um partido e os recebidos pela legenda. Esses votos são usados para um cálculo de quantas vagas cada partido conseguirá preencher.

Fonte: metrojornal.com.br

Câmara rejeita financiamento empresarial de campanhas eleitorais

Sessão para análise e discussão da Reforma Política  Data: 26/05/2015 - Foto: Luis Macedo / Câmara dos Deputados
Sessão para análise e discussão da Reforma Política
Data: 26/05/2015 – Foto: Luis Macedo / Câmara dos Deputados

A Câmara dos Deputados rejeitou na madruga desta quarta (27) a doação de empresas privadas para candidatos. A rejeição é uma derrota para o PMDB e para o presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que deu declarações públicas defendendo o financiamento privado. O financiamento empresarial foi defendido pelo bloco partidário chefiado pelo PMDB e também pelo PSDB, pelo PSD e pelo DEM, entre outros. PT, PRB, PDT e PPS votaram contra, entre outras legendas. Apenas 264 deputados votaram a favor, enquanto 207 votaram contra. Para alterar a Constituição, 308 votos são necessários. Quatro deputados se abstiveram.

O texto rejeitado na madrugada desta quarta é uma emenda apresentada ao original do relator da PEC, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), e que pretendia estabelecer na Constituição a possibilidade de doações de empresas para candidatos e partidos. Amanhã, a Câmara irá votar o texto original de Maia, que prevê o financiamento de empresas somente para os partidos políticos. Depois, a Casa ainda terá de votar opções como o financiamento apenas por pessoas físicas e o financiamento exclusivamente público. Momentos antes, a Câmara já havia imposto uma derrota a Cunha e ao PMDB ao rejeitar o sistema eleitoral do “distritão”, que cria a eleição majoritária para deputados federais, estaduais e vereadores.

Eduardo Cunha negou que os resultados tenham sido derrotas pessoais, e disse que cumpriu seu papel ao colocar o tema em votação. “A conclusão que eu tiro é aquela que eu disse para vocês. Se a Casa não quer mudar nada, é porque ela prefere que fique tudo como está. Ela está rejeitando qualquer coisa que altere o texto constitucional. Provavelmente não vai mudar nada, nem fim de reeleição nem nada. Na eleição todo mundo prega a reforma política. Mas todo mundo tem medo de mudar o modelo”, disse Cunha. O presidente também disse que “a máscara vai cair”, em relação a parlamentares que dizem defender a reforma política.

Para viabilizar os 308 votos necessários à aprovação, Cunha manteve a votação aberta por quase 40 minutos, ante 20 minutos concedidos durante a votação dos sistemas eleitorais. Líderes partidários aproveitaram o tempo para chamar correligionários para votar. A Casa segue a votação da reforma política na tarde desta quarta, com o tema do fim das reeleições.

Segundo o líder do PMDB, Leonardo Picciani (RJ), o partido trabalhará para baratear as campanhas ao impor limitações às doações de empresas durante a regulamentação da PEC, que ser feita por meio de uma lei ordinária. “Nós já tivemos uma rejeição enorme no aumento do Fundo Partidário, que foi de R$ 300 milhões para R$ 800 milhões. O custo (do financiamento público exclusivo) seria de R$ 10 bilhões. É meio ajuste. O país não tem esse dinheiro. Somos a favor do financiamento privado. Agora, com limites”, argumentou Picciani.

“O que a sociedade pediu, o que a sociedade quer, é justamente o fim da influência do poder econômico sobre o parlamento. Essa não é uma proposta do governo ou da oposição, é de quem não quer, de quatro em quatro anos, ter que ficar mendigando às portas das empresas”, disse o deputado Alessandro Molon (PT-RJ).

Ao longo desta semana, a Câmara votará de forma “fatiada” vários temas da PEC da reforma política. Depois da escolha do sistema eleitoral, os parlamentares devem discutir a forma de financiamento das campanhas, o que pode ocorrer ainda hoje. As propostas aprovadas terão de ser aprovadas ainda em 2º turno na Câmara, antes de seguirem para o Senado, onde serão votadas também em dois turnos. Momentos antes, a Câmara impôs uma derrota a Cunha e ao PMDB ao rejeitar o sistema eleitoral do “distritão”, que cria a eleição majoritária para deputados federais, estaduais e vereadores.

Distrital misto e lista fechada rejeitados
Horas antes, o Plenário da Câmara já havia rejeitado outras duas propostas. O distrital misto, defendido pelo PSDB, teve 99 votos favoráveis e 369 votos contrários. Pela proposta, metade dos parlamentares seria eleito em distritos, conforme o modelo inglês, e a outra metade seria eleito por meio da lista partidária. PPS e PV também orientaram as bancadas a votar favoravelmente à proposta, de autoria do deputado Marcus Pestana (PSDB-MG). DEM e PROS liberaram a bancada.

Na primeira votação nominal do dia, o plenário rejeitou por 402 votos contrários e 21 favoráveis o sistema de lista fechada. Dentre as bancadas, apenas o PCdoB encaminhou à favor do voto em lista. De forma supreendentemente, o PT também encaminhou contra a proposta, que é uma bandeira histórica do partido. O plenário também registrou duas abstenções. Segundo o líder do PT, Sibá Machado (AC), o partido acredita que o tema deve ser definido em uma lei ordinária, e não em uma PEC.

Fonte: Correio Braziliense

Reforma Política: Distritão misto não será mais votado pela Câmara

20150527112934O PDT e o PROS acordaram em retirar da pauta de votação da Câmara a emenda que sugeria a criação do sistema eleitoral denominado “distritão misto”. O modelo foi apresentado como emenda à Proposta de Emenda à Constituição nº 14, a PEC da Reforma Política, que os deputados votaram na noite desta terça-feira, 26.

O distritão misto ficou prejudicado após a recusa do distritão defendido pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que saiu derrotado da votação. Com isso, o sistema político brasileiro segue sendo o modelo proporcional, que considera toda a votação dada nos candidatos da sigla ou da coligação, além do voto na legenda.

Fonte: jornaldebrasilia.com.br

MP cobra providências no Setor de Inflamáveis

20150526003326Há dois anos, as secretarias de Ordem Pública e Social (Seops) e de Desenvolvimento Humano e Social (Sedest) foram notificadas, mas a situação permaneceu a mesma.

Com apenas uma rota de fuga em caso de acidentes,  o Setor de Inflamáveis, no Setor de Indústria e Abastecimento (SIA), é alvo de ocupações irregulares há anos. Agora, a promotora de Justiça Marilda Fontinele pede à atual Subsecretaria da Ordem Pública e Social “informações quanto às providências adotadas para erradicação da invasão da referida área pública”, além de encaminhar o processo à assessoria técnica  “para análise da situação fundiária do setor”.

Há dois anos, as secretarias de Ordem Pública e Social (Seops)  e  de Desenvolvimento Humano e Social (Sedest) foram notificadas, mas a situação permaneceu a mesma.  Em setembro  passado, um boletim de ocorrência na Polícia Civil e a antiga Subsecretaria de Assistência Social entraram na história, mas, ainda assim, nada foi feito. O Ministério Público chegou a ser acionado com representação e, pelo menos até a última quinta-feira, nenhuma resposta havia sido dada.

Sem ações concretas

O primeiro protocolo de atendimento foi efetuado na então Secretaria de Ordem Pública e Social em 2013. De lá para cá, as invasões aumentaram e, mesmo com inúmeras denúncias, nada de concreto foi feito para impedir o agravamento da situação ou para erradicar a ocupação ilegal no local. Agora, a promessa é de derrubada da ocupação estimada em 200 mil metros quadrados.

O Governo de Brasília informou que “a Subsecretaria da Ordem Pública e Social (Seops) da Secretaria de Segurança Pública  têm conhecimento das ocupações no Setor de Inflamáveis, que são irregulares, e monitora a área para evitar novas invasões”.  Na última sexta-feira, a promessa era de que agentes se reunissem para avaliar a atual situação e discutir “alternativas para as construções consolidadas próximas às empresas de inflamáveis”. Mas, de acordo com a Secretaria da Segurança, o encontro foi cancelado e ainda não foi remarcado.

Mesmo com letargia, a promessa é de que a desocupação ocorra em breve. “A invasão já está com programação fiscal fechada e presente na agenda de operações do Comitê de Combate ao Uso Irregular do Solo”, garante a gestão do Distrito Federal. Como o terreno ocupado irregularmente é público, não existe a obrigatoriedade de notificação.

Única rota em caso de acidente

A área é, segundo o GDF, “um corredor destinado  a escape em caso de incidente com combustíveis”, tratando de terreno público que não pode ser ocupado. Aquele setor deveria abrigar apenas lotes empresariais e distribuidoras de combustíveis. No entanto, sem controle, o local é permeado de invasões que coexistem com a indústria e se estende até o Setor Lucio Costa. Pelo material disponível na região, um acidente de maiores proporções pode causar problemas graves.

Em setembro  passado, o comandante do 3º Grupamento de Bombeiros Militares do SIA, major Gilson Santos de Castro, alertou para os perigos. Isso porque há somente uma rota de fuga de evacuação.

Entretanto, o governo diz que a  Defesa Civil  não vê risco, mas acompanha as famílias  regularmente. Além disso, a pasta manteria diálogo permanente com outros órgãos e empresas com encontros do Plano de Auxílio Mútuo (PAM).

Invasores da região recusam auxílio aluguel

A Secretaria de Desenvolvimento Humano e Social afirma que já esteve no setor “por diversas vezes” e estima que 50 famílias vivam ali: “Em todas as oportunidades, as famílias foram entrevistadas e foram oferecidos os serviços e equipamentos da secretaria (como vagas em unidades de acolhimento, benefícios, etc)”.

Ocorre que 28 das famílias já estariam cadastradas em algum programa social e passariam por acompanhamento no Centro de Referência de Assistência Social (Cras) . “Os benefícios variam entre o Programa Bolsa Família, auxílio- vulnerabilidade no valor de R$ 408 e a cesta emergencial”, exemplifica a pasta, por meio da assessoria de comunicação. Além disso, “todas foram informadas sobre a possibilidade de receber o benefício excepcional de auxílio aluguel de R$ 600, o que foi recusado”.

Documento desconhecido

Colocado como fator de dificuldade para ação dos órgãos competentes, documento elaborado por antigas gestões que autorizariam   construções no Setor de Inflamáveis é desconhecido pela Administração Regional do SIA e pela Agência de Fiscalização (Agefis). É o caso de uma liminar que impediria derrubadas após 2011.

No entanto, o GDF confirma que a licença para instalação de quiosques, trailers e similares está impedida  desde 2008. Isso porque a Lei  4.257  estabeleceu critérios de uso de áreas públicas  por mobiliários urbanos do tipo quiosque e trailer para o exercício de atividades econômicas. Cinco anos depois, lembra a gestão do DF, a Lei  5.124/2012  estabeleceu que só podem ser erguidas edificações do tipo quando houver plano de ocupação aprovado, “o que não é o caso do SIA”.

Fonte: jornaldebrasilia.com.br

Contra corte de reajuste, mais de 140 mil servidores cruzam os braços hoje

20150526072227549414eDesembargadores do TJDFT analisam hoje a ação proposta pelo Ministério Público que invalida aumentos dados a servidores públicos pela gestão passada. Governo diz que aceita o impacto na folha se os sindicatos apoiarem medidas enviadas à Câmara.

Mais de 140 mil servidores públicos vão cruzar os braços hoje à tarde para acompanhar o julgamento que decidirá sobre o reajuste de 32 categorias. O Conselho Especial do Tribunal de Justiça do Distrito Federal analisará a ação direta de inconstitucionalidade proposta pelo Ministério Público do DF a fim de questionar a validade de leis que garantiram o benefício. O MP alega que os aumentos foram concedidos sem previsão orçamentária. A decisão pode afetar a vida dos servidores e também o caixa do Palácio do Buriti. Apesar da crise, o governo pode manter as melhorias salariais, mesmo que o Judiciário derrube as leis aprovadas pela Câmara Legislativa. Mas o Executivo condiciona a negociação com os sindicatos à aprovação de medidas para ampliar a receita do Distrito Federal.

Os aumentos salariais foram concedidos há dois anos pelo então governador, Agnelo Queiroz (PT). A Câmara Legislativa aprovou sem dificuldade os 32 projetos de lei, que foram sancionados e entraram em vigor. A concessão dos reajustes ocorreu de forma escalonada, e os benefícios começaram a ser pagos em 2013. A parte mais significativa será paga em setembro deste ano. O GDF calcula que haverá um impacto de R$ 600 milhões neste ano e de R$ 1,7 bilhão na folha de pagamento de 2016.

Além da paralisação relâmpago de hoje — que deve afetar serviços essenciais, como os das áreas de educação e saúde —, os servidores prometem fazer greve geral por tempo indeterminado, caso a Justiça considere as leis inconstitucionais. Os sindicatos que representam os funcionários do GDF pretendem pressionar duramente o governo para não ficarem sem o benefício salarial.

O presidente do Sindicato dos Servidores do GDF, André Luiz da Conceição, critica o Executivo e afirma que as 32 categorias não vão abrir mão do reajuste. “Nós vamos acompanhar de perto o julgamento. Se as leis forem consideradas constitucionais, voltamos imediatamente ao trabalho. Se o Judiciário suspender a validade das legislações, a tendência é que haja uma greve geral. Não vamos ficar sem o reajuste”, explica. “O governo está ameaçando a previdência dos servidores e propôs medidas, como o fim da licença-prêmio. Os servidores não vão aceitar isso”, afirma.

Em entrevista ao Correio, o governador Rodrigo Rollemberg conta que propôs ao relator da ação, desembargador Humberto Ulhôa, a realização de uma audiência pública prévia para debater o assunto. O magistrado, porém, manteve o julgamento para hoje. “Nossa ideia era mostrar de forma transparente as contas do governo. Para que a gente possa garantir os pagamentos integrais e em dia, temos que aumentar a nossa receita”, explica Rollemberg. “A nossa expectativa é que os servidores nos ajudem a sensibilizar a Câmara Legislativa sobre a importância de aprovar os projetos que enviamos”, acrescenta o governador.

Fonte: Correio Braziliense

Novacap nega falhas na estrutura da Torre de TV Digital

torreDiretor diz que problema é apenas no sistema de combate a incêndio.
Tribunal de Contas apontou problemas que põem em risco a segurança.

A diretoria de Edificações da Novacap afirmou nesta segunda-feira (25) que a Torre de TV Digital, em Sobradinho, no Distrito Federal, não tem problemas na estrutura nem oferece risco “à segurança e à durabilidade”, como apontou auditoria do Tribunal de Contas. Segundo o diretor do departamento, Márcio Buzar, a interdição no monumento ocorre por uma falha no sistema de combate a incêndio do prédio. “Não existem rachaduras ou fissuras no prédio. Em bom português: ele não vai cair.”

A declaração ocorreu após a divulgação de uma auditoria do Tribunal de Contas, que apontaou falhas no projeto e na construção da Torre de TV Digital, inaugurada em 21 de abril de 2012 e fechada em 4 de outubro do ano seguinte.

Buzar diz que o consórcio responsável pela obra do prédio, formado pelas empresas Mendes Junior e Atrium, já analisou a estrutura do monumento. Ele não informou quando o espaço será reaberto.

“Há 45 dias os responsáveis estão debruçados sobre o projeto para resolver o problema. Nós queremos que a torre seja reaberta.” Segundo ele, a companhia tentou reabrir a torre para visitação no aniversário de Brasília, mas uma peça do sistema estava em falta.

Segundo o diretor, os custos dos serviços necessários no prédio não serão custeados pelo GDF. “O consórcio deve, por lei, ser responsável pelas despesas de reparo de qualquer problema que aconteça na torre por até cinco anos, a partir da data de entrega da última reforma.”

Espaços fechados
Em abril, o G1 realizou um levantamento que mostrou que alguns dos principais pontos turísticos de Brasília estavam fechados por falta de recursos para finalizar obras iniciadas na gestão passada.

A lista inclui a Torre de TV Digital e o Teatro Nacional Claudio Santoro, que, fechado há mais de um ano, sequer teve as obras iniciadas por falta de verba. Só com projetos para reformas que sequer foram iniciadas, o GDF gastou R$ 3,4 milhões.

O Museu de Arte de Brasília (MAB) chegou a ter contrato firmado para reforma por R$ 3 milhões, mas, no espaço que deveria ser reinaugurado no mês que vem, há apenas terra revirada e um prédio abandonado. O mesmo acontece com o Espaço Cutural Oscar Niemeyer, cujas obras estão paralisadas e que foi tomado por moradores de rua.

Fiscalização
Buzar disse que a Novacap busca parcerias com órgãos do GDF para fiscalizar grandes obras na capital. “Ao fazermos a fiscalização no Estádio Nacional, por exemplo, é uma equipe nossa e outra da Secretaria de Turismo. Em viadutos, contamos com a ajuda da Secretaria de Obras. Assim, fiscalizamos de maneira mais eficiente possíveis problemas.”

Fonte: G1

Dividida, Câmara começa a votar a reforma política

eduardo-cunha-conselho-da-camara-luis-macedo-agencia-camaraA Câmara decidiu descartar o relatório da Comissão Especial da Reforma Política, que iria a votação nesta segunda, e levará a discussão os principais pontos diretamente para o plenário. Diante das divergências, sobretudo em relação à adoção do distritão, o relator, deputado Marcelo Castro (PMDB-PI), foi destituído por decisão dos líderes. O presidente da comissão especial, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), foi designado a apresentar nesta terça-feira as propostas.

Fatiamento

A reforma política será tema único da Câmara a partir de hoje e a votação será dividida por temas, como  sistema eleitoral, financiamento de campanhas, proibição ou não da reeleição e  duração dos mandatos de cargos eletivos.

O primeiro item da pauta é justamente o que gera mais polêmica. O relatório da comissão incluiu a adoção do distritão para eleição de deputados. Por esse modelo, em vigor apenas no Afeganistão e na Jordânia, apenas os mais votados seriam eleitos. O PT e o PSDB são contra a mudança.

O presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), deverá colocar primeiro em votação a adoção do modelo distrital misto e de lista fechada e, apenas se não forem aprovadas com os 308 votos necessários em dois turnos, colocar o distritão em pauta.

A estratégia tenta diminuir a tensão entre os deputados e evitar que o restante da reforma seja comprometido.

O modelo de financiamento de campanha também promete embates. A expectativa é de criação de um teto para doações privadas, que seriam feitas apenas para os políticos. O PT defenderá o financiamento público.

Os pontos aprovados pela Câmara ainda precisarão ser votados no Senado. 

Cunha diz que resultado da votação da reforma política é imprevisível

O presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), disse nesta segunda-feira (25) que o resultado da votação da reforma política, que será iniciada amanhã (26) no plenário da Casa, é imprevisível, até porque, segundo ele, é uma decisão pessoal de cada deputado e não da bancada a qual pertença. “Essa votação não tem previsibilidade. A decisão de cada um deixa de ser partidária, passa a ser de caráter pessoal”.

Cunha informou que a votação da reforma será por proposta de emenda à Constituição (PEC)l e os temas que forem aprovados passarão a fazer parte do texto da Constituição. De acordo com o presidente da Câmara, a votação poderá ser feita por meio de uma emenda aglutinativa de temas constantes de PECs em apreciação na Casa. “A votação pode ser através de emenda aglutinativa e ter destaques de preferência de itens em substituição a artigos da emenda”, disse.

Perguntado se acredita que a reforma política será aprovada, Cunha preferiu fazer uma análise dos aspectos políticos da reforma. “Se nenhum dos modelos alcançar o número [de votos], significa que a opção do Parlamento foi manter o modelo que tá aí, que é uma forma de votar também. Quando você não passa qualquer modelo, significa que a opção da maioria é permanecer como está. Significa que estão satisfeitos como está, mas vai acabar a hipocrisia de chegar aqui pregando a reforma política. Amanhã aqueles que pregam a reforma  política vão ter a oportunidade de votar”.

O presidente da Câmara, que é defensor do modelo chamado de distritão, disse que ele é melhor que o sistema proporcional.  “O distritão tem uma grande vantagem, os eleitores entendem. Os mais votados são eleitos. Hoje, os eleitores votam em um candidato e elegem um partido. A eleição já é personalizada, mas o resultado da eleição passa a ser partidária”.

Embora a reforma política tenha sido debatida por quase três meses por uma comissão especial criada para isso, ela não chegou a ser votada. O então relator da comissão, deputado Marcelo Castro (PMDB-PI), apresentou seu parecer mexendo no mandato dos senadores. A medida desagradou alguns parlamentares, entre eles o presidente da Câmara. Cunha entende que a Casa não deve mexer na questão do mandato dos senadores. “Não vejo chance do relatório da comissão ser aprovado em plenário. A maioria das bancadas não quer o conjunto do que está saindo da comissão”.

Fonte: metrojornal.com.br

Defesa de Cunha questiona ação da PGR na Lava Jato

20150526111145A defesa do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), pediu acesso a todos os depoimentos do empresário Júlio Camargo, da Toyo Setal, réu da Operação Lava Jato. Os advogados de Cunha acusam a Procuradoria-Geral da República (PGR) de não ter levado em conta uma fala em que Camargo nega as acusações feitas pelo doleiro Alberto Youssef contra Cunha. “O senhor Júlio Camargo afirma já ter alertado o Ministério Público (ao que parece, em vão) de fatos inverídicos que estão sendo relatados por Alberto Youssef”, diz petição apresentada nesta segunda-feira, 25, ao Supremo Tribunal Federal (STF).

A peça é assinada por quatro advogados de Cunha, o principal deles o ex-procurador-geral da República Antonio Fernando de Souza. A defesa pede acesso a todas as peças em que foram ouvidos Camargo e Jayme de Oliveira Filho, ex-policial federal investigado na Lava Jato. O documento requer ainda que daqui em diante todas as oitivas do empreiteiro contem com a presença do ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato no STF: “que eventuais futuras reuniões ou oitivas sejam feitas perante Vossa Excelência, sendo a defesa do peticionante intimada para se fazer presente ao ato”, escreveram os advogados.

Cunha é alvo de inquérito aberto em março no STF por suposto envolvimento na Lava Jato. O presidente da Câmara foi citado por Youssef, um dos delatores do caso, como um dos beneficiários do esquema de pagamento de propinas envolvendo a Petrobras. De acordo com o doleiro, o parlamentar teria aberto requerimentos na Câmara dos Deputados para pressionar Camargo, que teria suspendido os pagamentos do esquema. Cunha tem negado as acusações.

No documento, é dito ainda que “o Procurador-Geral da República, ao que parece, lançou-se em verdadeira cruzada para tentar confirmar, de toda forma, a sua linha de investigação”, diz o texto. A afirmação apresentada pela defesa tem sido repetida por Cunha, que tem afirmado que o procurador-geral, Rodrigo Janot, vem conduzindo as investigações de forma “pessoal”. O pedido foi encaminhado ao ministro Teori, que ainda não decidiu sobre a petição protocolada hoje.

Fonte: .jornaldebrasilia.com.br

Uber oferece viagens gratuitas na Cidade do México enquanto taxistas locais protestam

Local taxi driver paints 'Uber out' on the back windshield of his car during a protest in Mexico CityO Uber anunciou que clientes na Cidade do México poderão usar seus serviços gratuitamente nesta segunda-feira enquanto taxistas locais realizavam protestos na cidade contra possíveis regulações sobre serviços de contratação de corridas como os da empresa e do Cabify.

“Como hoje é um dia difícil para circular, decidimos dar corridas pelo Uber para todos os usuários, pois #MexicoDoesntStop (o México não para) e #UberDoesntStop (o Uber não para)”, disse a companhia em seu website. Os usuários podem realizar duas viagens valendo até 150 pesos (9,82 dólares) cada uma de graça.

Taxistas locais realizaram mais um de uma série de marchas e bloqueios de ruas pela cidade nesta segunda-feira em protesto contra a possível legitimização do que eles alegam ser serviços ilegais.

O governo municipal da cidade tem organizado conversas para ajudar a determinar qual a melhor maneira de regular serviços como o Uber. O serviço começou a funcionar na cidade em 2013 e diz ter cerca de 300 mil usuários na Cidade do México.

Fonte: metrojornal.com.br

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