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Lula critica Dilma por condução do ajuste fiscal

20150513120739Em um evento fechado na terça-feira, 12, com jovens sindicalistas em São Bernardo do Campo (SP), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou o modo como a presidente Dilma Rousseff está conduzindo a articulação do ajuste fiscal no Congresso.

Embora tenha defendido o pacote de reequilíbrio financeiro do governo, considerado por ele necessário, o ex-presidente classificou como “um erro” o fato de a proposta que restringe o acesso ao seguro-desemprego ter sido incluída numa medida provisória, sem prévia negociação com as centrais sindicais.

“Foi um erro ter feito isso (a mudança no seguro-desemprego) por medida provisória. Devia ter chamado o movimento sindical e feito um acordo”, disse Lula após ser questionado sobre o assunto por um sindicalista.

No evento, que fechou o 8° Congresso do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Lula foi sabatinado durante duas horas e meia por jovens de até 32 anos.

A fala do ex-presidente ocorre pouco menos de uma semana após a aprovação pela Câmara dos Deputados da Medida Provisória 665 e às vésperas da votação da MP 664, que também faz parte do pacote do ajuste fiscal de Dilma e altera regras para acesso à pensão por morte e ao auxílio-doença. Alvo de críticas dos movimentos sindicais, tradicionalmente aliados ao PT, as medidas do ajuste fiscal têm causado desgaste do governo Dilma com sindicalistas.

A MP 665 estabelece que o seguro-desemprego só poderá ser solicitado pela primeira vez após 12 meses de trabalho. Pela segunda vez, a partir de nove meses, e pela terceira vez, com seis meses de trabalho. Antes, a primeira solicitação podia ser feita após seis meses de trabalho.

Votação

A coordenação política da presidente Dilma Rousseff aproveitou os holofotes voltados para a sabatina no Senado do advogado Luiz Edson Fachin, indicado para o Supremo Tribunal Federal, para tentar reverter defecções na base e costurar o apoio necessário para a aprovação, na Câmara, da MP 664 que endurece o acesso a benefícios previdenciários.

O governo centrou esforços nas bancadas do PP, PTB e PRB. O ministro da Previdência Social, Carlos Gabas, se reuniu ontem com 29 integrantes do PP para tentar convencê-los a votar favoravelmente à medida provisória, que deve ser analisada hoje. Gabas disse que as mudanças já realizadas na proposta devem levar a uma redução de R$ 100 bilhões na economia que o governo pretendia ter com as novas regras em 15 anos.

O vice-presidente Michel Temer convocou líderes da base e ministros envolvidos no ajuste fiscal para uma reunião na manhã desta quarta-feira, 14, para tentar construir a maioria necessária. Em outra frente, o Palácio do Planalto avançou nas negociações para o loteamento dos cargos de segundo escalão.

Fonte: Estadão Conteúdo

Gilmar pede providências contra irregularidades em campanha de Dilma

gilmar-pede-providencias-contra-irregularidades-em-campanha-de-dilmaAs irregularidades teriam ocorrido na eleição presidencial de 2014. A gráfica VTPB fornecia santinhos aos partidos e o PT foi quem pagou as maiores quantias à empresa.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (TSF) e vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Gilmar Mendes, enviou ofícios à Procuradoria Geral da República (PGR), à Procuradoria Geral Eleitoral (PGE), à Receita Federal e ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) pedindo providências relativas a irregularidades na prestação de contas de campanha eleitoral da presidente Dilma Rousseff.

O ofício pede apuração de indícios de irregularidades referentes à empresa VTPB Serviços Gráficos quanto aos gastos declarados na prestação de contas da candidata nas eleições de 2014.

A gráfica VTPB fornecia santinhos aos partidos políticos e o PT foi quem pagou as maiores quantias à empresa. Dos R$ 27,9 milhões recebidos pela gráfica em prestações de serviço para campanhas, R$ 22,9 milhões foram pagos pela campanha à reeleição da presidente Dilma.

Contas sob suspeita

No último mês, o TSE prorrogou por mais um ano o prazo para que as contas eleitorais da presidente Dilma permaneçam disponíveis na internet. A decisão havia sido motivada pelas suspeitas de irregularidades com a gráfica.

O prazo para que a prestação de contas ficasse disponível para consulta terminava em maio, mas o ministro disse ter prorrogado porque os arquivos são periodicamente destruídos. Caso isso ocorresse com as contas de 2014, as apurações ficariam comprometidas.

O Tribunal também havia multado o PT por irregularidades na arrecadação e em gastos em 2009. O ministro Gilmar Mendes acrescentou R$ 2,6 milhões à multa do partido julgada pela Corte, por irregularidades nas contas daquele ano. No total, o partido foi multado em R$ 4,9 milhões, além de ter suspensos, por três meses, os repasses de recursos do fundo partidário, principal fonte de financiamento dos partidos e em especial do PT, que tem a maior fatia da verba.

Fonte: fatoonline.com.br

Dilma admite “momento de dificuldade” e defende ajuste fiscal

dilma-admite-momento-de-dificuldade-e-defende-ajuste-fiscalPresidente também promete lançar plano de concessões em infraestrutura logística nas próximas semanas.

A presidente Dilma Rousseff voltou a defender a aprovação do ajuste fiscal proposto pelo governo e que está sendo apreciado no Congresso Nacional. Segundo ela, o impacto em “outras áreas” será ainda maior sem o ajuste.

“É importantíssimo que se aprove o ajuste fiscal, porque sem ele, o impacto maior é em outras áreas. Vamos poder fazer sempre mais, quanto mais o ajuste fiscal aprovado se aproximar daquele que nós enviamos”, disse ela logo após o último compromisso da agenda que cumpriu nessa terça-feira (12), no Rio de Janeiro.

Dilma admitiu que o país está vivendo uma crise. “O Brasil está passando por um momento de dificuldade. Nós estamos fazendo o ajuste fiscal, mas esse programa, como vários outros, não vai parar”, afirmou. Mas destacou que os programas sociais como o Minha Casa, Minha Vida (MCMV), serão ampliados.

Sobre o esperado pacote de concessões de infraestrutura – que inclui aeroportos, ferrovias, rodovias e portos –, prometido pelo governo federal, a presidente informou que “nós temos condição, nas próximas semanas, de lançar esse grande programa de concessões de logística”.

“Estamos finalizando e conversando com empresas, no sentido de ver quais são os interesses existentes. E estamos finalizando, também, as formas de financiamento possíveis. Elas ainda não vão ser as mais definitivas, mas estamos fazendo toda uma modelagem”, explicou.

Dilma adiantou também que, na sequência, pretende apresentar um programa de energia elétrica na terceira etapa do MCMV. “Serão três etapas, que nós vamos cumprir, todas elas estão em andamento”, concluiu.

Logo depois de se reunir com o Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016, Dilma Rousseff sinalizou que, a 451 dias da abertura das competições, o presidente interino da Autoridade Pública Olímpica, Marcelo Pedrozo, poderá ser efetivado no cargo.

“Nós estamos aqui com um mandato interino. Possivelmente esse companheiro, que está em mandato interino, será transformado em permanente”.

Desde que o general Fernando Azevedo e Silva pediu demissão do consórcio formado pelos governo federal, estadual e municipal do Rio de Janeiro para cuidar da preparação dos Jogos Rio 2016, em fevereiro, o Palácio do Planalto já sondou vários nomes para ocupar o cargo.

Fonte: Fato Online

Entrevistado 12/5: Reginaldo Veras, Deputado Distrital

O Deputado Distrital, Reginaldo Veras, será o entrevistado de hoje no programa Conectado ao Poder, na rádio OK FM. Sintonize 104,1 FM e ouça das 20h às 21h.Conectado_12_05

Polícia investiga post falso na internet: “vende-se bebê por R$ 50”

20150511194548384362uUma brasiliense de 25 anos denunciou à polícia o uso indevido de uma foto dela pelas redes sociais em um grupo de compra e venda de objetos. Raíssa Gomes, 25 anos, teve uma foto de quando estava grávida publicada por um jovem inicialmente identificado como morador da Bahia. Na legenda, ele ofendeu a mulher, incentivou o aborto e ainda ironizou a gravidez dela: “vende-se um bebê por R$ 50”. O caso é investigado pela 2ª Delegacia de Polícia (Asa Norte).

Na publicação de Laio Santiago, Raíssa aparece sorrindo mostrando a barriga da gravidez. Ele diz que “eu e minha mulher resolvemos vender a criança”. Entre os comentários, várias críticas à postagem. A publicação não aparece mais disponível na página dele. Na tarde desta segunda-feira (11/5), Raíssa prestou depoimento na 2ª DP.

O pai dela a acompanhou durante a denúncia. Ele é um dos coordenadores de combate ao racismo da Secretaria da Igualdade Racial, da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos do DF (Semidh). “Queremos que o crime seja qualificado como racismo. A imagem de uma mulher negra provoca as mais diversas reações. Faz com que a gente se lembre de um passado recente. A foto pode provocar o sentimento de pena, como se a mulher não tivesse condições de criar o bebê por ser negra”, afirmou.

Mesmo diante do pedido do pai, a Polícia Civil deve caracterizar o caso como crime virtual. A ocorrência só será analisada pelo delegado nesta terça-feira (12/5).

Este é o segundo caso de preconceito com vítimas de Brasília. Na semana passada, uma ocorrência de injúria racial sofrida pela jornalista Cristiane Damacena ganhou repercussão. Depois de postar uma foto dela, alguns comentários racistas e xingamentos foram alvos de críticas. A imagem já tem mais de 15 mil comentários. Ela registrou a ocorrência na 26ª Delegacia de Polícia (Samambaia), que investiga o caso e procura os responsáveis pela injúria.

Fonte: Correio Braziliense

Mulher do ex-governador Joaquim Roriz tem carro roubado no DF

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Homem abordou motorista de Weslian Roriz, que a esperava sair de missa. Roubo foi às 7h desta terça no Núcleo Bandeirante, diz assessor.

A mulher do ex-governador do Distrito Federal Joaquim Roriz e ex-candidata ao governo da capital em 2010, Weslian Roriz, de 72 anos, teve o carro roubado enquanto estava em uma missa de uma igreja na 3ª Avenida do Núcleo Bandeirante por volta das 7h desta terça-feira (12).

Segundo a assessoria do ex-governador, o motorista de Weslian, de 29 anos, foi abordado por um homem com a mão por baixo da blusa, dando a entender que estava armado, quando a esperava sair do culto. O ladrão pediu que ele entregasse a chave do carro e fugiu com o veículo, informou a Polícia Civil.

As vítimas não reagiram e nenhum outro objeto pessoal foi roubado. O autor do crime ainda não foi preso. A 11ª DP está responsável pelo caso.

Fonte: G1 DF

Desemprego cresce no DF e atinge 165 mil pessoas, diz estudo

be55b306e34639ae0dc08dd36054cde7-310x165A taxa de desemprego no Distrito Federal aumentou no primeiro trimestre deste ano em comparação com o mesmo período em 2012, passando de 8,7% para 10,8%, segundo a Pesquisa Nacional de Amostra Domiciliar (Pnad Contínua). Ao todo, são 165 mil pessoas sem trabalho na capital federal nos três primeiros meses deste ano. No primeiro trimestre de 2012, eram 123 mil desempregados.

Enquanto o Distrito Federal ocupava a 10ª maior taxa de desemprego em 2012, agora a capital ocupa o 4º lugar, ficando atrás apenas de Alagoas, Bahia e Rio Grande do Norte.

A quantidade de empregos aumentos um pouco ao longo desses três anos. Foram 1,29 milhão de postos de trabalho ocupados no primeiro trimestre em 2012 e 1,367 milhão em 2015. A taxa de desemprego no Brasil, de 7,9%, se manteve estável no primeiro trimestre de 2015.

Fonte: G1

Polícia pede prisão preventiva de decorador que deu calote em noivas, o prejuízo já soma R$ 1,315 milhão

delegadaA delegada-chefe da 3ª DP, Cláudia Alcântara, informou ao G1 que vai pedir à Justiça na tarde desta terça-feira (12) a prisão preventiva do empresário Chrisanto Lopes Galvão Netto, decorador de festas de casamento que sumiu depois de suspender os serviços para os quais havia sido pago. Segundo a delegada, 60 noivas já prestaram ocorrência contra Netto. O prejuízo já soma R$ 1,315 milhão.

Cláudia afirmou que as investigações indicam que o decorador está em Paris. Registros da Polícia Federal apontam que Galvão Netto embarcou para a capital francesa na última quarta feira (6). Para a delegada, o empresário “empreendeu fuga”.

“Ontem nós procuramos o Netto em todos os locais que ele poderia residir e em todos ele não estava. Ele mudou desses lugares e ninguém sabe o atual endereço dele no Brasil. Ele mudou dos endereços e não deixou nada. Está claro que ele está fugindo da ação policial.”

Ela disse que pretende ir ao Tribunal de Justiça do DF por volta das 15h desta terça para protocolar o pedido de prisão e outras acões relacionadas ao caso, mas ela não adiantou detalhes.

Galvão Netto será indiciado nos 60 casos por estelionato. Se condenado, ele pode pegar de 1 a 5 anos por cada ocorrência registrada.

A empresa do decorador funcionava em uma loja na quadra 303 do Sudoeste. Nesta sexta-feira (8), a porta estava trancada e não havia nenhuma identificação. A informação dos vizinhos da empresa é que os funcionários foram dispensados na última quinta-feira e ninguém voltou ao local depois disso.

‘Calote
De acordo com as vítimas, o empresário enviou uma carta às noivas dizendo que devolveria o dinheiro recebido, mas sumiu e não restituiu os valores. A delegada afirmou que Galvão Netto era policial militar, estava afastado e voltou ao serviço em abril deste ano. Desde então está de licença médica. Ela não soube dizer o motivo do afastamento. Segundo a PM, Galvão pediu afastamento sem remuneração há três anos para cuidar de “assuntos pessoais”.

Cláudia contou que ele enviou uma carta às noivas na tarde da última sexta (8) “pedindo desculpas” e dizendo que, por conta da situação financeira do país, teve de cancelar os contratos. O decorador afirmou ainda na carta que estava em depressão.

A administradora Cristina Leal, uma das vítimas, disse que tinha uma reunião com o empresário no dia em que ele foi para Paris. “Eu liguei para ele para falar sobre o contrato, e ainda brinquei se podia dormir tranquila. Ele respondeu que sim e que a decoração [da festa] seria um sucesso.”

Fonte: G1 DF

Em sabatina, Fachin responde sobre poligamia, MST e atuação no PR

12mai2015---comissao-do-senado-sabatina-luiz-edson-fachin-indicado-por-dilma-ao-stf-1431448635627_300x300Nas primeiras horas da sabatina de Luiz Edson Fachin, indicado pela presidente Dilma Rousseff (PT) ao cargo de ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), realizada nesta terça-feira (12), o jurista respondeu a algumas das principais polêmicas nas quais ele se viu envolvido nas últimas semanas.

Um dos temas mais recorrentes ao longo da sabatina tem sido a suposta irregularidade cometida pelo jurista ao advogar de forma privada ao mesmo tempo em que atuou como procurador do Estado do Paraná. A sabatina começou com mais de uma hora e meia de atraso.

O senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) abriu os questionamentos a Fachin e questionou o jurista sobre o período entre 1990 e 2006, quando ele advogou e atuou como procurador do Estado do Paraná.

Fachin voltou a falar que fez consultas à seção paranaense da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), que o autorizou a advogar desde que não fosse contra o Estado do Paraná. Fachin também disse enfatizou que uma emenda constitucional de 1999 respaldava a autorização dada pela OAB.

“Para minha consciência, [essas documentações são] uma companhia que acalma a alma em todos esses anos de exercício profissional”, afirmou Fachin.

O senador tucano também questionou o jurista sobre a contratação de uma agência de produção de conteúdo para um portal na internet a favor da nomeação de Fachin. O portal foi produzido por uma agência que já prestou serviços ao PT.

Fachin disse que não tinha conhecimento sobre a contratação do site.

“Contei com um profissional da área de comunicação que me auxiliou e em alguns momentos tomou algumas providências para prestar alguns esclarecimentos. Não tive conhecimento da contratação deste site. [sic] Lhe confesso que não tenho a informação de quanto foi pago mas não tenho nenhum problema em assim que a obter divulgar a vossa excelência”, disse o jurista.

Poligamia e MST

Ao falar sobre a polêmica em torno da qual ele é apontado como simpatizante da poligamia (prática proibida pela Constituição Federal), Fachin reiterou que, ao contrário do que tem sido dito sobre o assunto, ele é defensor da “estrutura da família”.

“Quanto à questão da poligamia ou direito da amante, isso que se disse a partir de trabalho acadêmico, a tese como tive oportunidade de explicitar coloca em questão a distorção que pode levar alguns princípios da família. Mas defendo a estrutura da família com seus princípios fundamentais”, afirmou Fachin.

Ao falar sobre sua suposta simpatia a movimentos sociais como o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), Fachin disse que defende manifestações desde que elas ocorram dentro da lei.

“As ações que são realizadas dentro da lei são ações legítimas. Algumas dessas ações, em determinados momentos, não obstante que carregue reivindicações legítimas, desbordam da lei. Mas aí, acabou a espacialidade da política e entra, evidentemente a espacialidade do limite (…) e a lei é, evidentemente, o limite desse tipo de manifestação. E é nisso o que o Estado democrático de Direito confia”, afirmou Fachin.

Fachin foi novamente questionado pelo senador Ronaldo Caiado (DEM-GO), da bancada ruralista, sobre seus entendimentos a respeito de questões agrárias e disse que, em casos de invasão de terra, a Constituição deve ser respeitada e que é preciso “pacificar” o campo. “A orientação que o STF tem, e que no meu sentimento, nessa perspectiva, deve ser mantida, é a da constitucionalidade da lei que integra a desapropriação de área invadida. É preciso pacificar essas equações no campo”, afirmou.

Mensalão, partidos e financiamento de campanhas

Ao falar sobre o julgamento do mensalão, em que 24 pessoas foram condenadas (incluindo dirigentes petistas), Fachin disse que não conhece os autos e nem as provas do processo. “Não conheço os autos, e não conheço as provas, mas obviamente tenho comigo a percepção de que nesse momento, o STF, ao julgar como julgou, deu uma resposta à sociedade brasileira”, afirmou.

Questionado por Caiado sobre ser “um ponto fora da curva”, o jurista disse: “nem ponto, nem curva, eu sigo a lei”. A expressão de “ponto fora da curva” foi usada por Luís Roberto Barroso ao passar por sabatina no Senado antes de ser ministro do Supremo.

Fachin também foi questionado sobre o financiamento privado de campanha. “Não vou me furtar de dizer com clareza, com todo respeito (…) há certas circunstâncias que o Supremo não deve atravessar a rua”, afirmou.

Tramita no STF uma ação movida pela OAB que pede a proibição das doações de empresas privadas para campanhas eleitorais. Fachin, se tiver sua nomeação aprovada, não deverá votar sobre a matéria, pois o ex-ministro Joaquim Barbosa, a quem Fachin substituiria, já votou a favor da proibição.

Em resposta a questionamento feito pelo senador Alvaro Dias (PSDB-PR), o advogado negou que foi ou seja filiado a partido político. “Não tenho inscrição em partido partidário”, declarou. “Tenho uma percepção da vida, me considero alinhado com pessoas progressistas. Sou progressista, preservando o Estado, a autodeterminação dos direitos privados”, disse.

A sabatina de Luiz Edson Fachin começou com pelo menos uma hora e meia de atraso devido ao debate entre parlamentares governistas e oposicionistas sobre a forma como as perguntas seriam feitas ao jurista. O presidente em exercício da CCJ, José Pimentel (PT-CE), havia determinado que as perguntas fossem feitas em bloco, mas a oposição conseguiu reverter a decisão e as perguntas passaram a ser feitas de forma individual.

Fonte: uol.com.br

Planalto cede cargos para nova votação do ajuste fiscal

alx_presidente_dilma-20150424-15_original.jpegPresidente Dilma Rousseff decide privilegiar indicados do PP na Codevasf, antes sob influência do PT, e manter a Conab com o PTB

Temendo uma derrota na análise da medida provisória (MP) que endurece o acesso a benefícios previdenciários, a presidente da República, Dilma Rousseff, decidiu entregar dois postos do segundo escalão a setores fiéis ao governo de partidos da base aliada que se dividiram na votação da primeira etapa do ajuste fiscal.

Para aprovar na Câmara dos Deputados a MP 664, que torna mais rígido o pagamento da pensão por morte e do auxílio-doença, Dilma deve tirar a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) do PT e entregá-la a um indicado do PP, além de manter a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) sob a influência do PTB.

Com o gesto, Dilma decidiu privilegiar o setor do PP que votou com o governo na semana passada ao aprovar a MP 665, que entre outros pontos restringe o recebimento do seguro-desemprego e do abono salarial. Na ocasião, dezoito dos 39 votantes do PP se manifestaram contrários ao governo. No PTB, houve onze votos contra o ajuste entre os 24 presentes.

O ministro Aloizio Mercadante (Casa Civil) disse que os parlamentares que apoiaram o governo teriam preferência na distribuição dos cargos do segundo escalão. “É evidente que quem vota com governo terá preferência”, disse.

Em outro gesto à base, Dilma convidou o ministro do Trabalho, Manoel Dias, do PDT, partido que votou em bloco contra a MP 665, para retornar de Joinville (SP), na segunda-feira, de carona no avião presidencial após o enterro do senador Luiz Henrique da Silveira (PMDB-SC).

As dificuldades previstas pela Câmara para a MP 664 foram debatidas na segunda-feira em reuniões coordenadas pelo vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB). Embora o grosso do impacto fiscal esteja na proposta aprovada pela Casa e agora em discussão no Senado, a avaliação do Planalto é que temas previdenciários têm forte apelo entre os deputados. O líder do PTB na Câmara, Jovair Arantes (GO), alegou a existência de uma cláusula pétrea no estatuto do partido e disse haver “muita dificuldade” para votar a MP 664.

PP – Em atrito com o Planalto, integrantes da ala rebelde da bancada do PP na Câmara sinalizaram a intenção de apresentar um destaque ao texto da MP 664 que trata sobre o período de auxílio-doença a ser pago pelas empresas para que se volte à regra original. Com a edição da MP por parte do Executivo, o tempo do benefício pago ao trabalhador em caso de afastamento médico passou de quinze para trinta dias.

Para integrantes da cúpula do governo, o questionamento desse trecho da MP no plenário por um partido da base pode causar uma queda de braço desnecessária com lideranças de oposição e acarretar novos pedidos de alterações no texto dos próprios aliados. Nos cálculos do governo, a não aplicação da nova regra prevista na MP beneficiaria apenas os patrões, que ficariam, assim, de fora do esforço fiscal previsto no pacote do ajuste fiscal.

Na reunião coordenada por Temer, o ministro da Previdência, Carlos Gabas, apontou que essa mudança deve acarretar economia de cerca de 1,2 bilhão de reais aos cofres da União. A votação da matéria deve ocorrer nesta quarta-feira.

Diante da resistência demonstrada por setores do PP sobre o tema, Gabas deve se reunir nesta terça-feira com a bancada para tentar persuadir os deputados da importância de se manter o texto original da MP. Os deputados da sigla se reúnem também hoje para decidir sobre a permanência ou não na base do governo.

Fonte: Estadão Conteúdo

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