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Confusão na derrubada de casas no Sol Nascente

derrubada2jpg_931Na manhã desta segunda (2), cerca de 380 policiais militares e civis auxiliam servidores da Agência de Fiscalização (Agefis) a derrubarem casas irregulares no condôminio Sol Nascente, em Ceilândia. O coronel do Secretaria de Estado da Ordem Pública (Seops), Alexandre Silva, informou que serão quatro dias de operações quando cerca de 400 lotes serão desocupados.

No início da operação, os militares foram recebidos com fogos de artíficio e pedradas pelos manifestantes. O Batalhão de Polícia de Choque (BPChoque) utilizou bombas de efeito moral e gás lacrimogênio para tentar dispersar os moradores. Um adolescente de 15 anos foi apreendido por porte de maconha e encaminhado à “Pequim”, local da Academia de Polícia Civil montado para apreensão de moradores da Nova Jerusalém.

Policiais fizeram um cordão de isolamento para impedir que o grupo se aproxime do local onde são realizadas a operação. Até o momento, 32 casas de alvenaria e 34 de madeira haviam sido derrubadas. O local invadido é área de proteção ambiental.
Segundo a Companhia de Desenvolvimento Habitacional do Distrito Federal (Codhab), as famílias já haviam sido informadas sobre um cadastro para nova moradia e que a operação de derrubada iria prosseguir, mas os moradores negam a informação.
Fonte: Da redação do Jornal de Brasília

Celina Leão anuncia posto da Defensoria Pública na Câmara Legislativa

10996135_1630335503867103_8083740114712697637_oA julgar o atual cenário político do Distrito Federal, a presidente da Câmara Legislativa do DF (CLDF), Celina Leão (PDT), acerta novamente ao anunciar parceria com a Defensoria Pública do DF, que abrirá um posto na Casa do Povo na segunda-feira (2/Mar). O anúncio foi feito por Celina, em solenidade de promulgação da emenda à Lei Orgânica nº 86/2015 e de assinatura do termo de cooperação entre a Câmara Legislativa e a Defensoria Pública do DF.

De acordo com Celina muitas pessoas buscam os gabinetes dos distritais apenas com o dinheiro da passagem, em busca de assistência, e que o posto da Defensoria deve ajudar a atender essas demandas. “O posto vai ser um intercessor para o atendimento de direitos constitucionais”, afirmou.

Para o defensor público-geral do DF, Ricardo Batista Sousa:  “Hoje o vencedor, o verdadeiro beneficiado, é o cidadão carente do Distrito Federal, que cada vez mais tem onde buscar acolhimento”, comemorou Sousa.

O líder do governo na CLDF, deputado Raimundo Ribeiro (PSDB), elogiou a atuação dos defensores públicos: “A advocacia para as pessoas que mais precisam é a mais nobre para a cidadania”.

A unidade vai funcionar na Praça do Servidor da CLDF, de segunda a sexta-feira, de 8h às 19h.

Fonte: Política Distrital – Por Kleber Karpov

Servidores do GDF podem ter que devolver reajustes concedidos por Agnelo

imagesO pedido de Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIN) do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), para 33 leis que concederam reajustes, na gestão de Agnelo, a cerca de 100 mil servidores públicos do GDF, se acatado pela Justiça e levado adiante por Rollemberg pode gerar o caos no DF. Isso é o que prevê o líder da oposição na Câmara Legislativa do DF, Chico Vigilante (PT), uma vez que os servidores podem ser obrigados a devolver parte dos salários da época em que os aumentos foram concedidos até a presente data.

A concessão de reajustes salariais parcelados, por Agnelo, entre os anos de 2012 à 2014, deixou remanescentes que devem atingir o GDF na gestão de Rollemberg em cheio, nos anos de 2015 e 2016. Isso porque o GDF vive um drama para lidar com o déficit financeiro de mais de R$ 3 bilhões, deixados pelo ex-governador e a atual equipe de governo busca fórmulas ‘perigosas’ para tentar sanar o problema. A proposta é mexer em direitos adquiridos de cerca de 100 mil servidores públicos do DF.

No que tange ao reajuste de salários desses servidores, as ações de Agnelo foram consideradas irresponsáveis pela equipe de governo. Isso porque o GDF alegou e o MPDFT comprou a briga, que na ocasião dos reajustes, o GDF havia atingido o limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), descumprindo a Lei Orgânica do DF, com o agravante de preverem apenas 15% do montante necessário para cobrir os gastos com os reajustes na Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2015.

Por outro lado às entidades sindicais ligadas a esses trabalhadores não cogitam a possiblidade de ter um direito adquirido, em muitos casos por meio de manifestações, paralisações, negociações e até greves, por causa de erros cometidos por Agnelo, não questionados pelo MPDFT à época.

Devolução de reajustes

O Deputado distrital, Chico Vigilante (PT), líder da oposição na Câmara Legislativa do DF (CLDF) alerta que se a ADIN for acatada pela Justiça, os servidores terão que devolver os valores já recebidos a partir de 2013, o que pode gerar um caos no DF.

Segundo Vigilante: “Ontem eu avisei ao procurador-geral, doutor, Leonardo Bessa, que eles vão jogar Brasília no caos. Porque se eles tirarem esse direito, as categorias vão parar sem nem precisar de assembleia. Porque se considerar inconstitucional, o pessoal vai ter que devolver o que recebeu em 2013 e 2014. Essa é a questão que está colocada.”, conclui Vigilante.

E Vigilante vai além: “Na verdade é uma jogada articulada com o Ministério Público. Isso o Ministério Público está fazendo a pedido do GDF. Porque se ele tivesse que questionar a constitucionalidade, teriam questionado quando as leis foram aprovadas em 2013 e publicadas no Diário Oficial.”, alfineta Vigilante ao lembrar que o MPDFT esperou dois anos sem questionar os reajustes concedidos por Agnelo: “Ele (Rollemberg) está usando o Ministério Público como ‘muleta, do Rodrigo Rollemberg. Agora acho que todo mundo se lembra da parceria do Ministério Publico com o governo Arruda no que deu né.”, conclui.

O relator da ADIN no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), o desembargador, Humberto Adjuto Ulhôa, deve definir se aceita ou não o pedido do MPDFT. Mas a dúvida, caso dê parecer favorável, é se a anulação será apenas sobre as parcelas que recaem na gestão de Rollemberg para os anos de 2015 e 2016, ou se anula totalmente os reajustes concedidos na gestão de Agnelo, o que implicará em devolução dos valores reajustes aos cofres públicos.

Quem é o ‘pai da criança’?

Em matéria publicada pelo Correio Braziliense (28/Fev), intitulada ‘MP entra com ação contra aumentos’, o chefe da Casa Civil, Hélio Doyle, afirmou só ter tomado conhecimento da ADIN no início daquela noite: “Já tínhamos essa preocupação, mas trata-se de uma ação de iniciativa do MP. Teremos que analisá-la posteriormente para saber de que forma vamos proceder”.

Vigilante por sua vez relata que em uma conversa com o procurador-geral, Bessa alegou que o problema do cancelamento dos reajustes era entre o Executivo e do Judiciário, em que o líder petista contrapôs: “Provocado por vocês (MPDFT).”, afirmou Vigilante.

Nas mãos do GDF

Embora tenha pedido a ADIN o MPDFT já se manifestou avisando que o GDF não ficará impedido de conceder os reajustes. Em matéria publicada no site o MPDFT esclarece: “A Ação Direta de Inconstitucionalidade ingressada pelo MPDFT na última quinta-feira, dia 27,  não impede o GDF de conceder aumento aos servidores do DF. A iniciativa da Instituição tem o objetivo de assegurar que os reajustes sejam concedidos com segurança jurídica, após estudo de viabilidade orçamentária e autorização específica da Lei de Diretrizes Orçamentárias.”

Sindicatos vão à Luta

A Central Única dos Trabalhadores (CUT-DF) promete mobilizar as entidades sindicais e se preciso for convocar greve geral, caso Rollemberg ou a Justiça venha a suspender os reajustes dos servidores públicos do DF.

Fonte: Política Distrital – Por Kleber Karpov

Entorno e mulheres na pauta do Conectado ao Poder de hoje

Conectado_02_03O programa Conectado ao Poder desta segunda (2/3) terá a participação do prefeito de Águas Lindas, Hildo do Candango; da empresária Regina Lacerda; do diretor do grupo Tendências e Negócios, Alex Dias; do candidato ao sindicato dos rodoviários, Wilson Bocão e do comentarista de economia, Rodrigo Mercúcio.

O Conectado ao Poder esta em sua terceira temporada com mais de 40 edições, tendo recebido mais de 240 convidados entre políticos, profissionais envolvidos com política, imprensa e artistas. O programa vai ao ar, ao vivo, toda segunda, das 20h às 22h na Rádio Federal. A apresentação é do Consultor em Marketing Político e Blogueiro, Sandro Gianelli e de Idovan Araújo.

 

Programa Conectado ao Poder

Apresentação: Sandro Gianelli.

Data: 2 de março, segunda-feira.

Horário: Das 20h às 22h (ao vivo).

Participe: (61) 3522-6759, Facebook: “sandrogianelli2 ou Rádio Federal” ou pelo Skype “Rádio Federal”

Local: Ed. Bercy Village | 8º Andar | sala 807 | QD 206, Lote 01 – Águas Claras (Atrás do Águas Claras Shopping).

Informações: (61) 8406-8683 | sandrogianelli@hotmail.com

 

Como ouvir?

A rádio federal é transmitida pelo site www.radiofederal.com.br e você pode baixar o aplicativo da Rádio Federal nos seguintes links:

Para Android:

https://play.google.com/store/apps/details?id=br.com.radiofederal.app1

Para IOS:

https://itunes.apple.com/pt/app/radio-federal/id780585489?mt=8

Ou no tunein:

http://tunein.com/radio/Radio-Federal-on-line-s191986/

 

Neste link você confere fotos, áudio e vídeos dos últimos programas: www.sandrogianelli.com.br/category/programa-conectado-ao-poder

 

Entorno e mulheres na pauta do Conectado ao Poder de hoje

Conectado_02_03O programa Conectado ao Poder desta segunda (2/3) terá a participação do prefeito de Águas Lindas, Hildo do Candango; da empresária Regina Lacerda; do diretor do grupo Tendências e Negócios, Alex Dias; do candidato ao sindicato dos rodoviários, Wilson Bocão e do comentarista de economia, Rodrigo Mercúcio.

O Conectado ao Poder esta em sua terceira temporada com mais de 40 edições, tendo recebido mais de 240 convidados entre políticos, profissionais envolvidos com política, imprensa e artistas. O programa vai ao ar, ao vivo, toda segunda, das 20h às 22h na Rádio Federal. A apresentação é do Consultor em Marketing Político e Blogueiro, Sandro Gianelli e de Idovan Araújo.

 

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Apresentação: Sandro Gianelli.

Data: 2 de março, segunda-feira.

Horário: Das 20h às 22h (ao vivo).

Participe: (61) 3522-6759, Facebook: “sandrogianelli2 ou Rádio Federal” ou pelo Skype “Rádio Federal”

Local: Ed. Bercy Village | 8º Andar | sala 807 | QD 206, Lote 01 – Águas Claras (Atrás do Águas Claras Shopping).

Informações: (61) 8406-8683 | sandrogianelli@hotmail.com

 

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Ônibus da Auto Viação Marechal pega fogo no P Sul, em Ceilândia

20150301225718962655eUm ônibus da empresa Auto Viação Marechal pegou fogo na noite deste domingo (1º/3) no P Sul, em Ceilândia. De acordo com informações do Corpo de Bombeiros, o incêndio começou por volta das 20h50 na rua principal do P Sul, em frente a Quadra 28, próximo ao Terminal Rodoviário.

A corporação não soube informar o que teria causado as chamas, apenas que o coletivo teve queima total e não houve registro de vítimas. O caso deverá ser investigado pela 23ª Delegacia de Polícia.

https://www.youtube.com/watch?v=m4tf2wbpY5Y

Fonte: Correio Braziliense

Procurador-geral deve apresentar até quarta-feira lista de políticos ao STF

gnews_rodrigo_janot_20141211161129O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, vai apresentar entre a próxima terça (2) e quarta-feira (3) pedidos de abertura de investigação e eventuais denúncias contra políticos suspeitos de envolvimento no esquema de corrupção da Petrobras investigado na Operação Lava Jato.

As solicitações referentes a senadores e deputados serão analisadas pelo ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), já que são cargos com foro privilegiado na Corte. Eventuais indícios de crimes cometidos por governadores serão investigados em inquérito sob a relatoria do ministro Luís Felipe Salomão, do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Após receberem os documentos da PGR, os dois ministros decidirão se atendem o que foi requisitado por Janot. É praxe, porém, os magistrados aceitarem a abertura de inquérito ou ação penal mediante o pedido do Ministério Público Federal.

OPERAÇÃO LAVA JATO

PF investiga lavagem de dinheiro.
Denúncias
A maioria dos pedidos de Janot deve ser de abertura de investigação (inquérito), mas nos casos em que houver provas suficientes de autoria do crime, o procurador poderá denunciar o suspeito diretamente, ou seja, pedir a abertura de ação penal sem que sejam necessárias outras investigações.

Se o ministro aceitar a denúncia, o político se tornará réu em processo penal e terá prazo para apresentar defesa. As ações penais deverão ser julgadas na 2ª Turma no STF, onde atua o ministro Teori Zavascki. Apenas presidentes de poderes terão o processo analisado em plenário.

“Acho que vai ficar na 2ª Turma. No caso de presidente do poder, a Constituição dá essa prerrogativa em prol do povo.  Eles são representantes do povo, eleitos pelos seus pares [para presidir] a Casa legislativa. Não é só parlamentar, é presidente de uma casa legislativa. É pelo cargo de presidente”, disse o ministro Luiz Fux, do STF.

Quebras de sigilo
Nos pedidos de inquérito, o procurador solicitará quebras de sigilos bancário e fiscal e deverá propor oitivas de testemunhas. A avaliação da PGR é de que a quebra de sigilo telefônico pode não ser eficaz, já que os suspeitos devem ter adotado cautela após a deflagração das primeiras fases da Operação Lava Jato.

Em cada denúncia ou pedido de abertura de inquérito, Janot vai solicitar a derrubada do segredo de justiça. Caberá a Zavascki e ao ministro do STJ, se houver inquérito contra governador, decidir em cada caso se as informações devem se tornar públicas.

Pelo menos 30 nomes de autoridades foram citadas nas delações premiadas do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa e do doleiro Alberto Yousseff. Os dois aceitaram colaborar com as investigações do Ministério Público e da Polícia Federal em troca de redução da pena.

Durante o recesso do Judiciário, em janeiro, Teori Zavascki decidiu dividir em 42 partes os depoimentos dados pelo ex-diretor da Petrobras e pelo doleiro ao Ministério Público Federal. Esses procedimentos tramitam no Supremo como processos ocultos, que têm grau de sigilo maior que o dos processos comuns em segredo de Justiça.

Os trechos podem não significar que 42 parlamentares ou ministros serão investigados. Pode haver mais de um nome citado em  trecho da delação. O procurador poderá ainda arquivar alguns dos nomes mencionados, por considerar que não existem indícios suficientes de cometimento de crime.

Lista de políticos
Nos depoimentos ao Ministério Público, Paulo Roberto Costa disse que empresas que atuavam em contratos da Petrobras pagavam propina aos diretores da estatal e que parte desses valores foidirecionada  atender a PT, PMDB e PP, inclusive na campanha eleitoral de 2010.

Costa integrou a diretoria da Petrobras entre 2004 e 2012, nos governos Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff. Ele foi preso em março pela Operação Lava Jato, da Polícia Federal, sob a acusação de integrar a quadrilha comandada pelo doleiro Alberto Youssef. Após fazer acordo de delação premiada com a Justiça, Costa foi autorizado a ficar em prisão domiciliar.

Nos pedidos de inquérito, o procurador solicitará quebras de sigilos bancário e fiscal e deverá propor oitivas de testemunhas. A avaliação da PGR é de que a quebra de sigilo telefônico pode não ser eficaz, já que os suspeitos devem ter adotado cautela após a deflagração das primeiras fases da Operação Lava Jato.

Segundo o jornal “O Estado de S. Paulo”,  o ex-diretor revelou o nome de 28 políticos supostamente beneficiados pelo esquema de corrupção na Petrobras. A publicação afirma que entre os mencionados estão o ex-ministros Edison Lobão (Minas e Energia); Antonio Palocci (Fazenda e Casa Civil), Gleisi Hoffmann (Casa Civil) e Mário Negromonte (Cidades); o governador do Acre, Tião Viana (PT); os ex-governadores Sérgio Cabral (Rio) e Eduardo Campos (Pernambuco), além de deputados e senadores de PT, PMDB, PSDB e PP. Os políticos citados negaram participação.

Entenda a Lava Jato
A Operação Lava Jato começou investigando um esquema de lavagem de dinheiro e evasão de divisas que teria movimentado cerca de R$ 10 bilhões. A investigação resultou na descoberta de um esquema de desvio de recursos da Petrobras, segundo a Polícia Federal e o Ministério Público Federal.

Na primeira fase da operação, deflagrada em março deste ano, foram presos, entre outras pessoas, o doleiro Alberto Youssef, apontado como chefe do esquema, e o ex-diretor de Refino e Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa. A sétima fase da Lava Jato, deflagrada em novembro de 2014, teve como foco executivos e funcionários de nove grandes empreiteiras que mantêm contratos com a Petrobras em um valor total de R$ 59 bilhões.

Parte desses contratos está sob investigação da Receita Federal, do MPF e da Polícia Federal. Só na sétima etapa da operação, foram expedidos 85 mandados de prisão, de busca e apreensão e de condução coercitiva (quando o investigado é levado pela polícia para depor) em municípios do Paraná, de Minas Gerais, de São Paulo, do Rio de Janeiro, de Pernambuco e do Distrito Federal.

Segundo o Ministério Público Federal (MPF), a Lava Jato cumpriu 64 mandados de prisão, 201 de busca e apreensão e 55 de condução coercitiva. Ao todo, 150 pessoas e 232 empresas estão sob investigação da Procuradoria.

Dinheiro desviado e recuperado
Informações divulgadas pelo MPF apontam que os crimes investigados pela Lava Jato desviaram ao menos R$ 2,1 bilhões da Petrobras, com base apenas nos crimes denunciados até agora.

Ao todo, a Procuradoria apresentou 19 acusações criminais contra 87 pessoas, por ilícitos como corrupção, crime contra o sistema financeiro, tráfico internacional de drogas, formação de organização criminosa e lavagem de dinheiro.

MPF informou já ter assegurado a recuperação de R$ 500 milhões desviados por investigados na operação. Segundo o coordenador da força-tarefa da Lava Jato, Douglas Fischer, para permitir o resgate da quantia, o MPF fechou acordos de cooperação internacional com 12 países, entre os quais Suíça, Estados Unidos e Holanda. Além disso, foram bloqueados R$ 200 milhões em bens de réus dos processos decorrentes da Lava Jato.

Fonte: Nathalia Passarinho Do G1, em Brasília

Servidores exigem do governo definição sobre ação do MP contra aumentos

20150228194418338415eEstá nas mãos do Governo do Distrito Federal (GDF) a decisão de manter o reajuste salarial concedido em 2013 a cerca de 100 mil servidores de 31 categorias (veja no quadro ao lado) do serviço público local. Na ação sob análise do Tribunal de Justiça do DF e dos Territórios (TJDFT), o Ministério Público do DF (MPDFT) aponta falhas que tornariam insustentáveis as leis que autorizaram os reajustes, mas atribui ao governador, Rodrigo Rollemberg, a decisão final de preservar os aumentos. Representantes dos sindicatos dos professores (Sinpro) e dos médicos (Sindmédico) não poupam críticas à ação do MPDFT, mas cobram do Executivo uma definição sobre o assunto. Se decidir por manter os reajustes, o governo deverá corrigir a previsão do impacto dos aumentos em lei.

O desembargador Humberto Adjuto Ulhôa, relator da ação no TJDFT, pediu informações do GDF sobre o assunto. Por se tratar de uma liminar em Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin), o caso deve ser analisado pelo Conselho Especial de Justiça, que se reúne às terças-feiras. Como os reajustes foram escalonados e ainda há parcelas a cair na conta dos servidores, o pedido liminar do MPDFT pode suspender os repasses futuros, mas a dúvida central é saber se o que já foi incorporado será preservado pela decisão judicial. Por meio de nota, o governo informou apenas que “trata-se de uma ação de iniciativa do MPDFT” e que “irá analisá-la para definir qual a conduta a ser adotada”.

“Ao se comparar as projeções do impacto financeiro dos reajustes à Lei Orçamentária Anual aprovada no ano passado, vê-se o tamanho da irresponsabilidade cometida pela gestão anterior, que produziu estudos mal-feitos sobre a realidade do orçamento do DF”, alerta o assessor Cível e de Controle de Constitucionalidade do MPDFT, Antonio Suxberger. Esse é o motivo, segundo o promotor, pelo qual o MPDFT propôs a ação agora. “Não se trata de questionar a justiça dos reajustes, mas a forma com que eles foram aprovados. Nossa preocupação é com o patrimônio público, com a obrigação do DF em atender a Constituição, até para que as promessas políticas deixem de ser promessas e sejam compromissos com segurança jurídica aos servidores”, defende.

O trabalho que resultou na Adin foi feito em conjunto com o Ministério Público do Trabalho (MPT) e com o Ministério Público do Tribunal de Contas do Distrito Federal (MPjTCDF), que levaram, inclusive, às ações que bloquearam os bens do ex-governador, Agnelo Queiroz, e que cancelaram a realização da Fórmula Indy, em março, e a reforma do Autódromo Nelson Piquet. Assim como nesses casos, os responsáveis pelos reajustes questionados, segundo o MPDFT, deverão ser responsabilizados em ação específica de improbidade.

Fonte correio Braziliense

Listão de Janot tira o sono dos políticos em todo o país

noticia_122540A equipe de procuradores da República formada no Ministério Público Federal já tem em mãos o material para a lista de políticos a serem investigados e denúnciados na Operação Lava Jato para enviar ao Supremo Tribunal Federal. O primeiro dos nomes já definidos, segundo a Folha de S. Paulo, é do senador Fernando Collor (PTB-AL). A expectativa inicial do envio da lista, prevista para semana passada, foi adiada para a esta que começa hoje (1). O tempo é de decisões para Janot, que já mostra movimentos de articulação, antes da entrega final.

A informação divulgada pela Folha é que o procurador-geral da República Rodrigo Janot não fará denúncias diretas à Suprema Corte. A todos os políticos da lista, pedirá a abertura de inquéritos, ainda que em alguns casos os procuradores da equipe entenderam que havia provas suficientes para a denúncia. O motivo foi evitar a implicação de tratamento desigual, o que os fez questionarem a conveniência.

Collor seria um desses nomes. Comprovantes encontrados pelos policiais no escritório do doleiro registram que Alberto Youssef depositou R$ 50 mil ao senador, em 2014. As transações foram realizadas em dinheiro vivo em maio de 2013. Ainda assim, Collor negou manter relação com Youssef. Mas com as provas, poderia enfrentar uma denúncia direta na Justiça.

A informação é da Folha de S. Paulo que, de forma inédita na cobertura dos denunciados da Lava Jato, enfatizou para o caso de Collor: “inquéritos ou denúncias não significam culpa. O julgamento final cabe ao STF”.

Até então, o jornal utilizava a denominação “acusado” para denunciados que, inclusive, apenas tinham um pedido de investigação aberto e não tiveram seu julgamento em processo aceito. Um erro no emprego de termos da jurisdição. Entretanto, nesta reportagem, tomou o devido cuidado de lembrar que inquéritos ou denúncias não significam culpa.

Outro dado é que Janot não deve incluir na lista os políticos que foram citados por delatores como nomes que “ouviram dizer”. Espera-se que o envio dos pedidos de inquéritos seja feito entre terça-feira (3) e quarta-feira (4).

Na quinta-feira (26), o procurador-geral da República passou o dia em articulações com o vice-presidente Michel Temer. Encontrou-se com ele para tratar do reajuste do Orçamento do MPF, solicitado pelos servidores do órgão, que estão em greve há pouco mais de um mês.

O colunista Gerson Camarotti, da Globonews, lançou uma possível relação dessa reunião com os pedidos de investigação contra políticos. Usando termos como “negociar o Orçamento do Ministério”, o jornalista deu sentido à indicação de que Janot estaria favorecendo-se do encontro antes da entrega da lista, de forma proposital.

“Oficialmente, a Operação Lava Jato não foi tema da reunião. Mas sabe-se que Janot enviará os pedidos de investigação na semana que vem. (…) Entre os que devem ser investigados estão integrantes do PMDB, partido de Temer”, publicou Camarotti.

Fonte: Nominuto.com

Pensar global. Agir local. E que venha o voto distrital

voto-distritalUm dos assuntos da moda é Reforma Política. Principalmente em relação do sistema eleitoral que escolhe os representantes do Poder Legislativo. Como sabemos, os deputados e vereadores são representantes do povo, representantes de parcela da sociedade. Assim, os médicos podem eleger um médico pra se ver representado no Parlamento, os policiais elegem policiais para ser verem representados e por aí vai… Acontece que infelizmente isso é só na teoria, na prática a história é realmente outra.

Elegem-se:

1) Donos – sim, donos – de partido político ou quem tem sua benção;

2) Quem tem um estrondoso poder econômico;

3) Quem tem sobrenome de político tradicional;

4) Quem busca reeleição;

Pode verificar a lista de Deputados Distritais na Câmara Legislativa na atual legislatura e ver que é exceção quem não figura em uma das características citadas. E é daí que vem a tão comentada ‘crise de representativade’. Os cidadãos não se sentem representados pelos deputados que são eleitos. E por quê? Porque não o sistema não favorece isso.

Quando é perguntado: — Em quem você votou pra Deputado Distrital na última eleição?

Dificilmente a pessoa saberá a resposta.

O sistema tem que mudar! Essas eleições de 2014 foram mais de mil candidatos a deputado distrital. Impossível — IMPOSSÍVEL! — os cidadãos do DF conhecerem a fundo e estudar as mais de mil propostas em 3 meses.

— E o que você propõe Lucas?

Proponho o voto distrital puro. E como funciona esse tal de ‘Voto distrital puro’? Um dos maiores defensores desse sistema é o Senador tucano José Serra, e é bem simples. Divide-se o estado — ou o DF — e os municípios em pequenas regiões chamadas distritos, cada partido escolhe um representante por distrito e o candidato mais votado daquele distrito é eleito.

Por exemplo, no Distrito Federal: Há 24 cadeiras na Câmara Legislativa, divide-se o DF em 24 distritos, o mais votado em cada distrito seria eleito deputado distrital por aquela determinada região. Aconteceria o mesmo para os deputados federais que seriam divididos em 513 distritos espalhados pelo Brasil respeitando a proporcionalidade da população, ou seja, o DF teria 8 distritos que são o número de cadeiras na Câmara Federal e só seria eleito o mais votado de cada distrito.

Esse sistema tem várias vantagens como a facilidade de fiscalizar cobrar dos deputados eleitos, a redução do custo de campanha, lideranças comunitárias seriam eleitas com mais facilidade, o eleitor conhece os candidatos e tem condição de pesquisar a fundo sobre todos os candidatos do distrito e suas propostas, o deputado eleito vai ter mais facilidade em atender as demandas dos eleitores e tantos outros fatores que democratizariam de verdade as eleições para o Poder Legislativo.

A questão é: Pensar global e agir local. Voto distrital significa que a partir da minha cidade, da minha região, eu posso mudar o Brasil. É saber que na minha comunidade há líderes que devem ser valorizados pelo seu trabalho e não ser engolido no sistema por caciques que nunca pisaram naquela região. Voto distrital é democracia plena, é o cumprimento do dispositivo constitucional: “Todo poder emana do povo”.

* Lucas Pinheiro é graduado em Gestão Pública, Analista de Administração Pública e Orçamento Público.

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