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O poder e a sensibilidade

dilma erika maria de lourdesPor lei, é reservada cota mínima de 30% às candidaturas femininas. O quadro mostra um desequilíbrio de representatividade, principalmente quando se leva em conta a presença desses grupos no eleitorado nacional.

A luta pela paridade entre os sexos no poder é antiga e a batalha ainda não é vencida. Mesmo assim, mulheres representam a sensibilidade feminina e encaram o poder.

Atualmente, o cargo máximo da República é ocupado por uma mulher, a presidente Dilma Rousseff. Mas no Brasil, a participação feminina nas esferas do poder é baixa. No Distrito Federal não é diferente, o número de mulheres ocupando os cargos legislativos é pouco. Na capital federal, a primeira mulher eleita foi Maria Abadia, como deputada federal constituinte em 1986.

A pouca representatividade partidária da mulher é preocupante e está baseada, principalmente, nos números apresentados pelas Casas Legislativas. Dos 24 deputados distritais, apenas cinco são mulheres. Na Câmara, dos 513 deputados, 46 são do sexo feminino. Entre elas estão a deputada Jaqueline Roriz (PMN) e Erika Kokay (PT), as duas representam o DF, número tímido para a capital federal. Por último, o Senado, que, dos 81 senadores, apenas oito são mulheres. Nas 30 administrações regionais do DF, apenas quatro são representadas por mulheres.

A luta pela paridade entre os sexos nas esferas do poder é antiga e apesar da batalha ainda não está vencida, as mulheres têm lutado para conquistar seu espaço pouco a pouco. Em 2009, elas conseguiram, por lei, a cota mínima de 30% às candidaturas femininas. A Lei nº 9.504 de 1997, determina que, do total de candidatos registrados por um partido ou coligação, deve-se ter no mínimo 30% e no máximo 70% de candidatos do mesmo gênero sexual. Porém, esses 70% nunca foram alcançados e o comando acaba mantendo a cota mínima de 30%.

Além da Lei nº 9.504, foi estipulado também pela Lei nº 12.034 de 2009, que os partidos devem destinar 5% do Fundo Partidário à formação política das mulheres e 10% do tempo em propagandas partidárias para promover e difundir a participação feminina. A deputada Erika Kokay, por exemplo, afirma que as mulheres têm pouco tempo nas propagandas partidárias de TV e o financiamento também não é bastante. “Isso tudo prejudica na determinação do resultado eleitoral”, acredita Kokay.

Opinião de especialistas

O cientista político, Antônio Flávio Testa, acredita que a evolução feminina no Legislativo do DF é residual. “Poucas tiveram importância política. Nem mesmo a atuação de Arlete Sampaio e Eliana Pedrosa deram a necessária visibilidade à evolução da participação feminina no Legislativo local. Talvez Erika Kokay tenha um pouco mais de relevância. Mas nada estratégico, em relação às mulheres e à sociedade”, acredita.

Para aumentar a participação partidária das mulheres, Testa recomenda que os partidos cumpram a cota de 20% de candidatas mulheres,mas ainda assim ele diz que a medida não resolve. “É fundamental que as mulheres aumentem sua participação. Isso reforçará a democracia de gêneros”, acredita.

O cientista político, David Fleischer, diz que se o sistema de representação proporcional com lista aberta, continua sendo usado, a paridade entre os sexos aqui no DF e no Brasil, será alcançada, “nunca”. Fleisher também analisa que apesar de ter uma cota de 30% para mulheres nas listas de candidatos a deputados e vereadores, as candidatas são prejudicadas pela distribuição dos recursos de campanha e de tempo no rádio e na TV pelos homens que controlam o partido. “A elaboração de uma reforma político-eleitoral, prevista para o segundo semestre deste ano, deve trazer um desafio que vai além de temas como financiamento de campanha, reeleição, coligações, suplência e candidaturas avulsas. Para alguns senadores, será preciso garantir o avanço das minorias e segmentos socialmente excluídos na representação política do país”, espera.

A história da mulher na política

Antônio Flávbio Testa acredita que a evolução feminina no legislativo é residualFoto: Divulgação

Antônio Flávbio Testa acredita que a evolução feminina no legislativo é residual

A luta das mulheres pelo espaço na política é antiga. Em 1928, o Brasil elege sua primeira prefeita: Alzira Soriano de Souza, na cidade de Lages, no Rio Grande do Norte. O voto feminino só se tornou um direito nacional em 1932. Em 1933, Carlota de Queirós é eleita a primeira deputada federal do país.

Na Casa ao lado, o Senado, só elegeu suas primeiras parlamentares em 1990. Júnia Marise (Minas Gerais) e Marluce Pinto (Roraima) foram as primeiras senadoras eleitas do Brasil. Em 1994, Roseana Sarney é a primeira mulher escolhida pelo voto popular para chefiar um estado, o Maranhão.

Em 2011, as brasileiras obtiveram grandes conquistas. A primeira mulher presidente do Brasil, Dilma Rousseff, tomou posse. E no Parlamento, foram eleitas as primeiras vice-presidentes da Câmara dos Deputados (Rose de Freitas, do Espírito Santo) e do Senado (Marta Suplicy, de São Paulo).

Pioneiras

A deputada federal Erika Kokay (PT-DF), é também coordenadora adjunta da bancada feminina. Ela tem marcado presença forte para defender a classe feminina na filiação e participação partidária. Kokay defende a paridade de sexo na representação política e diz ser justa a reserva obrigatória de 50% das vagas para mulheres e 50% para homens. “A representação feminina na Câmara é de apenas 8,7%. Em países que as mulheres ainda usam burca, a representação feminina é maior que no Brasil. Está mais do que na hora de condições igualitárias e uma reforma política que assegura os direitos da mulher na política”, defende.

Manuela D'Avila diz que sua bancada é a mais feminina da casa, tendo indicado a única mulher líder para o colégio de lideres

Foto: Divulgação

Manuela D’Avila diz que sua bancada é a mais feminina da casa, tendo indicado a única mulher líder para o colégio de lideres

A deputada federal, Manuela D’Ávila (PCdoB-RS) afirma que a sua bancada é a mais feminina da Casa, tendo indicado em 2013 a única mulher líder para o colégio de líderes. Nesse espaço de decisão, são definidas as prioridades de votação no plenário semanalmente. “É ocupando espaços políticos e de poder que poderemos dar passos mais decisivos para superar as desigualdades que ainda permanecem”, afirma Manuela D’Ávila, líder do PCdoB na Câmara dos Deputados.

Dos 15 deputados federais eleitos pelo PCdoB em 2010, seis são mulheres. A atual coordenadora da bancada feminina na Câmara é a deputada Jô Moraes (PCdoB-MG). Além do incentivo concreto a candidaturas femininas, o PCdoB apoia movimentos em defesa dessa causa. O partido apoiou o lançamento da campanha “Paridade já, as mulheres não podem esperar”, da Articulação de Mulheres Brasileiras (AMB), Articulação de ONGs de Mulheres Negras e representantes da bancada feminina na Casa. A deputada distrital Eliana Pedrosa, diz que é preciso mais campanhas para incentivar o equilíbrio no mundo político. “A participação da mulher contribui para a construção da democracia e da cidadania”.

No Poder Legislativo federal, a situação é de revolta. A procuradora da Mulher na Câmara, deputada Elcione Barbalho (PMDB-PA). Ela afirma que não adianta que as mulheres tenham 52% do eleitorado nacional e, nas casas legislativas, a representação ser pífia. “Aqui, por exemplo, nós não atingimos nem 10%. Isso eu estou contando em termos de Congresso, porque na Câmara nós temos apenas 8,7% de representatividade.”

Campanha

A coordenadoria de Direito da Mulher e Procuradoria da Mulher da Câmara e do Senado iniciou campanha de incentivo à filiação de mulheres a partido político. O lema será “Mulher, tome partido. Filie-se”. A finalidade foi de aumentar em 20% o número de mulheres filiadas até o dia 4 de outubro, prazo final para quem deseja concorrer a um cargo político nas eleições em 2014. O lançamento da campanha contou com o apoio da ONU Mulheres e da Secretaria de Políticas da Mulher da Presidência da República. A primeira fase da campanha aconteceu com inserções publicitárias em rádio e televisão de abrangência nacional. A segunda fase vai  até 30 de junho de 2014 e será composta por eventos e materiais informativos distribuídos em todos os estados mostrando a importância da participação feminina na política.

De acordo com a coordenadora da bancada feminina, deputada Jô Moraes (PCdoB-MG), o objetivo é aumentar o número de mulheres na Câmara e no Senado.

Câmara Legislativa

Wasny diz que o PT tem defendido uma amior representatividade das mulheres

Foto: Alan Santos

Wasny diz que o PT tem defendido uma amior representatividade das mulheres

“Há muito tempo o PT tem defendido, em seus congressos e resoluções, a maior representatividade das mulheres na política em geral e na política partidária. Foi pioneiro na defesa da cota de 30% nas direções partidárias e nas candidaturas femininas nas campanhas eleitorais. No último congresso do partido foi votada a paridade entre os sexos. Uma das propostas da reforma política é a lista alternada entre homens e mulheres.”

Segundo as palavras do presidente da CLDF, deputado Wasny de Roure, “é preciso continuar fortalecendo essa luta dentro e fora do partido, por meio de “incentivo às diferentes manifestações e organizações das mulheres”. Na última semana, o presidente recebeu em seu gabinete a coordenadora da Marcha Mundial de Mulheres – Graça Samo. “Na CLDF, criamos nesse ano de 2013, a Procuradoria da Mulher , disse ele – que será inaugurada ainda este mês e que tem como procuradora, a deputada Luzia de Paula. “ Mas segundo o presidente, “essas são conquistas formais” que têm uma “repercussão indireta na participação político-partidária das mulheres”. Sua concretização, continuidade e fortalecimento dependem da “mobilização e organização das mulheres”, as verdadeiras “protagonistas dessa história”.

Fonte: http://comunidade.maiscomunidade.com/conteudo/2014-01-04/politica/6199/O-PODER-E-A-SENSIBILIDADE.pnhtml

Jogo de guerra: eleições de 2014 estarão entre as mais disputadas de todos os tempos

dilma alckminNão há maior clichê do que comparar eleição a uma guerra. Cada candidato tem suas armas, conhece seus pontos fortes e fracos, estuda os pontos fortes e fracos dos adversários – e, a partir daí, define uma estratégia. Repetir a comparação no pleito presidencial de 2014 tem uma utilidade: mostrar a mesma situação de sempre em seu modo superlativo. A eleição desta vez tem um considerável potencial sangrento. Será luta de espadas e baionetas, com ventres dilacerados, cabeças cortadas e sangue jorrando sobre lama, muita lama. Sim, pois a principal novidade da batalha eleitoral de 2014 é o terreno imprevisível e movediço onde se dará a luta. Os candidatos se baterão com um ator novo durante a campanha eleitoral: o povo na rua, em manifestações que podem ser pacíficas ou violentas. Outro fator inédito é a Copa do Mundo no Brasil, que eleva ao infinito os danos de um fiasco na organização (para não falar de uma derrota da seleção, para quem acredita no efeito “Pra frente, Brasil!”). Além de definir suas estratégias cuidadosamente, os candidatos terão de se mover com cuidado no teatro de guerra das eleições de 2014. Um descuido, e é fácil pisar numa mina – e os adversários comemorarão a imagem do candidato, em pedaços, voando pelos ares.

Outro fator de desequilíbrio na campanha de 2014 será o condomínio formado por Eduardo Campos e Marina Silva. Eles entram para dar emoção à disputa, que já ficava enfadonha, entre PT e PSDB. Acostumado a derrotar o PSDB com um roteiro pronto, o PT se arma com uma equipe especializada em jogar pesado nas redes sociais – com um nível de deslealdade que pode ser comparado ao uso de armas químicas. O PSDB terá, pela primeira vez, apoio de uma parte significativa do movimento sindical – um tradicional aliado petista, agora em versão “quinta coluna”. Mas nenhum deles tem a fórmula para combater um candidato que carrega as benesses de aliado do PT por sete anos e, ao mesmo tempo, ser aceito por gente identificada com o PSDB. Eduardo Campos pode tirar votos de ambos.

>> Como a aliança entre Campos e Marina embaralha o jogo eleitoral

A um ano da eleição, as pesquisas de intenção de voto valem apenas como indicadores de quanta munição cada um precisará acumular para atacar e se defender. A pesquisa Datafolha feita no final de novembro mostra que a presidente Dilma Rousseff tem 47% das intenções de voto, em comparação com os 19% do senador Aécio Neves (PSDB) e 11% do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB). Apesar de a avaliação do desempenho de Dilma ter piorado após a onda de protestos, os dados mais recentes mostram uma melhora. Os números atuais sugerem que Dilma seria favorita à reeleição se a votação fosse hoje. No cenário atual, ela tem boas chances não apenas de vencer, mas de vencer no primeiro turno – algo que não acontece desde 1998.

O primeiro ponto da estratégia da oposição é criar artifícios para levar a eleição ao segundo turno. Além de Aécio Neves e Eduardo Campos, podem ser candidatos o senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) e o Pastor Everaldo, presidente do Partido Social Cristão (PSC). Randolfe será o candidato mais à esquerda, sem ter a imagem de radical. Pastor da igreja evangélica Assembleia de Deus, Everaldo pode representar parte dos eleitores religiosos mais conservadores, com um discurso contrário a políticas liberais nos costumes, como o casamento gay. Em alguns cenários, Everaldo chega hoje a 5% dos votos. Aécio e Eduardo festejam a concorrência. Os poucos pontos percentuais de Everaldo e Randolfe poderão ser suficientes para evitar que Dilma tenha mais votos que todos os outros candidatos somados. De início, Aécio e Eduardo tendem a caminhar juntos, com o objetivo maior de segurar Dilma.

A oposição deverá atacar principalmente os erros do governo na condução da economia. Aécio e Eduardo já fazem isso em suas conversas e discursos. Em 2013, a inflação só não extrapolou os limites graças a artifícios que gerarão prejuízos futuros, como o sacrifício das contas da Petrobras – a única empresa petrolífera do mundo que dá prejuízo em tempos de barril de petróleo a US$ 100. As contas externas vão mal, a dívida do governo aumentou, e o crescimento está abaixo do esperado. Dilma tem a seu favor, no entanto, um descompasso temporal. Os prejuízos causados à Petrobras ou os malabarismos para iludir as contas públicas só provocarão efeitos na vida dos brasileiros num futuro distante, muito após a eleição. Por enquanto, os brasileiros vivem num país com desemprego baixo, na casa dos 5%. O crédito é relativamente fácil, e o consumo está em alta – cresceu 2,3% no terceiro trimestre, quando o PIB como um todo recuou 0,5%. Como dizer que a economia vai mal, num cenário em que as pessoas não têm problemas para se empregar, compram bens de consumo, e os mais humildes têm benefícios como o Minha Casa Minha Vida e o Bolsa Família? Traduzir os – graves – problemas na gestão da economia brasileira a ponto de convencer os brasileiros é um desafio que até hoje a oposição não conseguiu superar.

Fatores que podem bagunçar a eleição (Foto: ÉPOCA)

Como candidato puramente de oposição, Aécio tentará vencer essa histórica dificuldade. Será bombardeado pela máquina de campanha do PT, com longa experiência em demolir o discurso tucano. O PT se prepara para uma campanha agressiva na internet. Desde os protestos de junho, o ex-ministro Franklin Martins se tornou um integrante das reuniões sobre eleições, que ocorrem periodicamente no Palácio da Alvorada. Além dele, participam do grupo o ex-presidente Lula, o marqueteiro João Santana, o presidente do PT, Rui Falcão, e o ministro da Educação, Aloizio Mercadante. Franklin ofereceu recentemente a Dilma e ao PT um projeto de atuação na internet durante a campanha. A proposta de Franklin não vingou. Mas o PT tem uma equipe atuante e treinada a disputar o pesado embate nas redes sociais. Os tucanos devem apanhar bastante nessa guerrilha, em que tradicionalmente não há muita preocupação com o jogo limpo de nenhum lado. Depois de três campanhas eleitorais vitoriosas, o PT tem um modelo pronto para derrotar tucanos. Massifica a imagem do adversário como inimigo dos pobres, faz comparações (muitas vezes tortas) com os números dos governos FHC, critica as privatizações (apesar de ter privatizado também) e levanta antigos casos de corrupção dos tucanos para relativizar os seus, mais recentes. Deu certo em 2002, 2006 e 2010.

>> João Santana, o homem que elegeu seis presidentes

O problema do PT é não ter uma bomba semelhante para explodir Campos. Ex-aliado que cresceu, em parte, graças a obras tocadas com o apoio de Lula e Dilma, ele é odiado por parte do PT desde que decidiu sair da aliança governista para ser candidato. Os petistas não aceitam sua decisão. Num evento recente, uma faixa o chamava de “traidor do PT, traidor do Brasil”. À parte o exagero do adjetivo e a mistura inadequada entre interesses do PT com interesses do Brasil, a faixa demonstra o tamanho do ódio contra Campos entre os petistas. Por enquanto, ele se apresenta como candidato anfíbio, que critica o que deu errado e pega carona no que deu certo no governo. Tem em seu arquivo horas de imagens de elogios de Lula a sua gestão em Pernambuco e preside um partido de centro-esquerda, que defende muito do que o PT defende. Atacar Campos com eficiência é um desafio para o PT em 2014.

Campos terá de desenvolver uma personalidade própria. O discurso de “fazer diferente” é vago demais para conduzir uma campanha. Até agora, sua candidatura é um sucesso entre analistas e na política partidária. Conseguiu tirar do PSDB o apoio do PPS e, em alguns Estados, é capaz de tirar o PMDB do lado do PT. Campos faz sucesso também em conversas privadas com empresários – categoria que anda descontente com Dilma. No início do ano, com senso de oportunidade, ele foi à rua conversar com esses donos do dinheiro. Visitou os principais banqueiros, empreiteiros e empresários de setores relevantes. Suas críticas ao modelo da gestão Dilma soaram bem para os interlocutores. Tão bem que o governo atribui a ele o recrudescimento do mau humor dos empresários com o Planalto, ali pelo mês de março. Em 2014, Campos terá de apresentar um discurso de campanha capaz de convencer esse pessoal a trocar de lado – e a não abraçar o PSDB de Aécio.

Campos deixa 2013 como coautor do mais inesperado fato político do ano: a adesão da Rede de Marina Silva a seu PSB. Marina ainda não trouxe mais intenções de voto a ele. Ao contrário. Ela é a única candidata que atualmente passa de 20% nas pesquisas – contra 11% de Campos. No último levantamento feito pelo Datafolha, Marina atinge 26%, quase a soma das intenções de voto de Campos e Aécio. Com ela no páreo, Dilma cai um pouco, para 42%. Marina foi a única política profissional cuja popularidade não sofreu abalos com os protestos de junho. Seu discurso, por vezes incompreensível, de negar os métodos políticos usuais, atraiu apoio das ruas, e sua imagem até melhorou. Campos terá de lidar com uma sombra maior que seu corpo.

Defensores das candidaturas de Aécio e Campos – e até de Marina – se animam com alguns indicadores das pesquisas. Há sinais de desejos de mudança. No levantamento feito pelo Datafolha, no final de novembro, os eleitores foram questionados se as ações do próximo presidente deveriam ser iguais ou diferentes às de Dilma. Em média, 66% das pessoas responderam que queriam ações diferentes. Esse percentual sobe proporcionalmente à escolaridade e à renda. Os mais jovens são os mais ávidos por mudanças. Obviamente, entre os entrevistados que se declaram eleitores do PSDB de Aécio e do PSB de Campos, o índice supera os 80%. Mas 45% dos entrevistados que declaram voto em Dilma querem ações diferentes.

O desejo de mudança leva, em tese, um raio de sol às campanhas de Aécio e Campos. O ano de 2013 foi especialmente difícil para Aécio, o postulante com mais dificuldades até agora. A candidatura de Campos tira parte do apoio que Aécio esperava ter para enfrentar o PT e sua liga, que vai da esquerda a PMDB, PP, PSD e PTB. Campos circulou bem entre empresários usando argumentos que, normalmente, pertencem ao PSDB. Também agregou apoio em partidos tradicionalmente ligados aos tucanos, como PPS, DEM e até o PMDB, em alguns Estados.  Aécio tem tomado medidas para agir diferente dos candidatos anteriores do PSDB. Ele firmou uma aliança com o Solidariedade, partido criado pelo deputado Paulo Pereira da Silva e braço político da Força Sindical, o segundo maior conglomerado de sindicatos do país. Pela primeira vez, um candidato tucano terá o apoio do movimento sindical para concorrer com a força histórica do PT nessa área. Aécio também tomou medidas preventivas, como apresentar no Senado um projeto para tornar o programa Bolsa Família um gasto permanente. Em toda eleição os tucanos sofrem com boatos – espalhados por petistas – de que, se vencedores, acabariam com o programa que beneficia cerca de 50 milhões de pessoas.

Em tese, Aécio teria a vantagem de, ao contrário de Campos, ter um partido maior, mais bem estruturado, mais conhecido e com maior apoio de candidatos estaduais fortes. O PSDB governa oito Estados, entre eles São Paulo e Minas, os dois maiores colégios eleitorais do país. Nem sempre é fácil. Em São Paulo, o governador Geraldo Alckmin apoia Aécio e é o favorito na luta por seu quarto mandato. Alckmin, no entanto, enfrenta seu pior momento desde 2001. Foi um dos principais alvos dos protestos de junho. Uma investigação sobre desvios de recursos públicos de quase R$ 1 bilhão em compras do Metrô, ocorridos nas gestões do PSDB, é um flanco aberto para acusações dos adversários. Alckmin terá menos tempo para ajudar Aécio, pois terá de suar a gravata em sua própria campanha. Aécio não pode contar com o ex-governador José Serra. Candidato em 2002 e 2010, Serra não teve a cooperação de Aécio. É mais provável Serra fazer campanha para Campos do que ir à rua em busca de votos para Aécio.

Nas pesquisas, Alckmin tem vantagem sobre seus concorrentes. Mas ele terá de se esquivar de baionetas por todos os lados. O candidato do PT, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, ainda tem um dígito nas incipientes pesquisas de intenção de voto. Mas seu colega Fernando Haddad começou na mesma situação e elegeu-se prefeito de São Paulo em 2012. Como Haddad, Padilha deve ser um forte concorrente, pois conta com o empenho do ex-presidente Lula, do PT (por ordem de Lula) e com a chance de fazer propaganda de programas do ministério que conduz. Terá ainda a ajuda do ex-prefeito de São Paulo Gilberto Kassab (PSD), também candidato a governador. Kassab é como uma versão tucana de Campos. Alcançou o estrelato como aliado do PSDB, abandonou o barco em 2012 e levou parte do apoio. Agora, tem potencial para tirar votos de Alckmin.

>> Alexandre Padilha: “O PT me vê como um nome para acabar com os 20 anos de PSDB”

Aécio enfrentará problemas em sua casa. Ex-governador e dono de popularidade recorde em Minas Gerais, ainda não tem um candidato forte para suceder a Antonio Anastasia, que não pode disputar a reeleição. O candidato tucano deve ser o ex-ministro Pimenta da Veiga, afastado da política há algum tempo. Pela primeira vez em muito tempo, o PT terá um concorrente forte no Estado, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Fernando Pimentel (PT). Ex-prefeito de Belo Horizonte, Pimentel tem grande popularidade na cidade, forte base de apoio no Estado e aparece como líder em todas as pesquisas recentes. É a aposta menos arriscada para a disputa.

Há um campo em que tucanos, petistas e socialistas devem manter certa distância. No Rio de Janeiro, o líder por enquanto é o ex-governador Anthony Garotinho (PR), seguido pelo ministro da Pesca, Marcelo Crivella (PRB), e pelo senador Lindberg Farias (PT). Demolido por seguidas denúncias de corrupção e maior vítima política dos protestos de junho, o governador Sérgio Cabral (PMDB) deixará o cargo mais cedo para não atrapalhar a candidatura do vice Luiz Fernando Pezão. Garotinho é uma aposta de risco. Dificilmente conseguirá sustentar a dianteira com os ataques que sofrerá, lembrando os governos dele e de sua mulher, Rosinha Matheus. Aécio e Campos não têm candidatos próprios com força no Estado. O PSDB aposta na possibilidade de candidatura do técnico da seleção masculina de vôlei, Bernardinho. Dilma não fará campanha por Lindberg, para evitar problemas com o PMDB, o PR e o PRB, aliados seus.

Todos os dados usados pelos políticos para nortear suas ações futuras podem ser demolidos. Já foram, no passado recente. No início da noite de 6 de junho, grupos de jovens se reuniram e, aos poucos, fecharam a Avenida Paulista para protestar contra um aumento de 20 centavos no valor da passagem de ônibus em São Paulo. Àquela altura, políticos e marqueteiros discutiam se a economia pioraria, a ponto de afetar a campanha eleitoral de 2014. O protesto em São Paulo evoluiu para o vandalismo, e a polícia colocou os cassetetes para funcionar. Nos dias seguintes, o tumulto organizado pelo pouco conhecido movimento Passe Livre se libertou dos 20 centavos. Muita gente que reclamava do trânsito aderiu às manifestações. Uma semana depois, Dilma passou a ser informada sobre os protestos, que se alastravam por Rio de Janeiro, Porto Alegre, Salvador, Vitória, Belo Horizonte e Brasília, entre muitas outras cidades. Dilma teve de sentar à mesa de sua sala de reuniões com representantes do Passe Livre, todos jovens desconhecidos.

Ninguém esperava que milhares de brasileiros fossem às ruas protestar, xingar políticos e protagonizar atos de vandalismo dignos das ruas de Atenas, num momento ainda de desemprego baixo, crédito fácil e consumo em alta – tidos como sinais de satisfação popular pelos marqueteiros. Os protestos de junho são desses eventos altamente improváveis, de grande impacto e para os quais todos buscam explicações – em geral, equivocadas – depois que aconteceram. O estatístico libanês Nassim Taleb os chama de “cisnes negros”. São acontecimentos de grande magnitude, capazes de mudar a vida de milhões de pessoas – como a quebra da Bolsa de Nova York em 1987 ou os atentados de 11 de setembro de 2001 – e que, sobretudo, escapam às previsões. São provas da pequenez de nosso conhecimento.

Depois do “cisne negro” de junho, os parâmetros mudaram. Os políticos temem o que as ruas podem oferecer em 2014, especialmente durante a Copa do Mundo. Há um ano, o governo federal projetava que o Mundial de seleções seria um momento de apoteose, em que o Brasil apareceria para o mundo graças ao sucesso do evento, e a autoestima dos brasileiros atingiria os píncaros. Hoje, após os protestos durante a Copa das Confederações contra os gastos com estádios, atrasos nas obras e o acidente no estádio Itaquerão, que matou duas pessoas, em São Paulo, a expectativa em Brasília é bem mais modesta. Para o governo, se nada de ruim ocorrer na Copa – como alguma morte num protesto ou um apagão nos transportes –, já estará ótimo. Os meses de junho e julho – com o Mundial e prováveis manifestantes exigindo “padrão Fifa” – serão como um campo minado que o governo e seus adversários terão de atravessar.
O videogame da batalha eleitoral - Dilma Rousseff, Aécio Neves e Eduardo Campos (Foto: Ilustrações: Alexandre Lucas)

Fonte: http://epoca.globo.com/tempo/noticia/2014/01/jogo-de-bguerrab.html

Vem aí o ‘Maior Encontro de Blogueiros’ de Brasília

Logo_Maior-Encontro-de-Blogueiros-de-BrasiliaMovimento dos Blogueiros de Brasília – MBB, que é coordenado pelo jornalista e blogueiro ‘Eldo Gomes’, começa projetar o MEB 2014.

Brasília sediará o ‘Maior Encontro de Blogueiros – MEB 2014’, que reunirá blogueiros de vários segmentos da capital federal. O evento está previsto para acontecer em março com data e local ainda a ser definido pela produção do evento, que reunirá os principais nomes da comunicação digital da cidade.

Serão 14 blogueiros convidados para estar nos 2 painéis de debates. Além disso, o evento terá 20 blogueiros embaixadores, que serão divididos em dois painéis de cobertura colaborativa – um marco na interação em eventos – que consistirá na divulgação dos acontecimentos em tempo real na blogosfera e nas redes sociais.

“O evento é uma grande aposta para 2014. Deverá reunir blogueiros das diversas regiões do Distrito Federal e que falam de vários assuntos”, conta Eldo Gomes, que coordena o Movimento dos Blogueiros de Brasília – MBB e é diretor do site/blog AconteceBrasilia.com.br

O projeto está em fase de produção e captação de novos apoiadores e patrocinadores. A meta é atrair o máximo de interessados em conhecer como agir nas redes sociais e também na blogosfera. Além disso, haverá uma abertura musical com uma atração cultural da cidade e que esteja envolvida com os blogs.

Quem assina a produção do evento são os blogueiros: Eldo Gomes, Fernando Fidelis e Adriana Lima, que juntos farão uma série de ações em prol da qualificação de quem já atua na área e conscientização da cobertura de blogs – nas eleições de 2014 – com um convidado especial – que irá falar sobre o assunto.

Blogueiro Embaixador

Para fazer parte do seleto grupo de ‘blogueiros embaixadores’ do maior encontro de blogs da capital federal é necessário fazer cadastro no MBB: http://culturadigital.br/brasilia/movimento-dos-blogueiros-de-brasilia-mbb/ Atualmente existem mais de 100 blogueiros cadastrados e dentre estes serão escolhidos os embaixadores do evento.

Em breve, em fevereiro, será divulgado o local, horário e o link para inscrição no Maior Encontro de Blogueiros – de Brasília – 2014. O evento é gratuito e só terá acesso quem estiver cadastrado no site – com o convite virtual.

Informações: blogueirosdf@gmail.com | (61) 8536-2536

PSB prepara anúncio de Marina como vice de Campos

marina-silvaO PSB espera que Marina Silva anuncie publicamente que será vice na chapa de Eduardo Campos à Presidência até o fim do mês ou meados de fevereiro. A condição que teria sido imposta pela ex-ministra para que isso ocorra é que a sigla abra mão de apoiar a reeleição do governador Geraldo Alckmin (PSDB) em São Paulo.

“O nosso desejo é que ela (Marina) seja a vice”, disse o líder do PSB na Câmara, Beto Albuquerque (RS), um dos principais articuladores políticos de Campos. O deputado nega que haja uma decisão sobre o quadro paulista, principal foco de tensão entre os integrantes do PSB e da Rede Sustentabilidade, sigla que Marina tentou criar, mas teve o registro negado pelo Tribunal Superior Eleitoral.

“Essa não é uma decisão que vai ser tomada de cima para baixo, pelo Campos ou por Marina. É uma decisão que os diretórios estaduais vão tomar”, disse Albuquerque. No dia 17, Campos vai receber no Recife os principais dirigentes do PSB para definir o cronograma de campanha e discutir a situação dos palanques estaduais.

Antes de Marina se filiar ao PSB, em outubro, o PSB paulista articulava uma aliança com os tucanos. À frente das negociações estava o presidente estadual da sigla, deputado Márcio França. O parlamentar continua defendendo o apoio a Alckmin, mas diz que a posição final vai depender do espaço que a legenda vai ter numa eventual coligação. Para França, se o governador não oferecer ao PSB a vaga de vice na chapa, posto para o qual o próprio deputado está cotado, uma nova estratégia pode começar a ser pensada.

Os aliados de Marina, no entanto, apoiam a tese da candidatura própria, independentemente de qualquer conjuntura. O nome natural para a disputa seria a deputada Luiza Erundina (PSB), que resiste à ideia e tem declarado que pretende concorrer novamente a uma vaga na Câmara.

De acordo com integrantes do PSB, Campos, que havia dado carta branca para França negociar o apoio a Alckmin, começou a emitir sinais de que poderia mudar de ideia depois de uma conversa com Marina no mês passado, na Bahia. Na ocasião, a ex-corregedora nacional de Justiça Eliana Calmon se filiou à legenda e anunciou que iria concorrer a uma vaga no Senado.

A decisão de Marina de antecipar o anúncio de que será vice na chapa seria uma forma de garantir que Campos não vai voltar atrás na decisão de não apoiar o PSDB em São Paulo.

O movimento político da ex-ministra é visto com bons olhos pela cúpula do PSB, que avalia que a sinalização cria um fato novo neste período de pré-campanha e coloca a dupla em evidência já no início do ano.

Pernambuco

A resistência de Marina à aliança com o PSDB em São Paulo, no entanto, não impediu que Campos abrisse espaço em seu governo para a sigla. Na manhã desta sexta-feira (03), ele deu posse a dois tucanos, um na Secretaria de Trabalho, outro na presidência do Detran.

Em dezembro, Campos e o senador mineiro Aécio Neves, que deve concorrer à Presidência pelo PSDB, encontraram-se em um jantar no Rio de Janeiro para discutir possíveis acordos entre as duas siglas nos Estados. Além de Pernambuco e São Paulo, os presidenciáveis avaliaram a possibilidade de dividir palanques em Minas Gerais, Paraíba e Rio Grande do Sul.

Pesquisas

Terceira colocada na corrida presidencial de 2010, quando recebeu cerca de 20 milhões de votos, o nome de Marina aparece sempre com índices maiores que os de Campos nas pesquisas de intenção de voto.

No último levantamento do Datafolha, divulgado em dezembro, Marina alcança 26% das intenções de voto quando disputa com a presidente Dilma Rousseff e com Aécio. Em outro cenário, contra os mesmos adversários, Campos marca 11%.

Levantamentos internos do PSB mostram que a intenção de voto no governador de Pernambuco aumenta quando o nome dele aparece ao lado do da ex-ministra do Meio Ambiente. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: Agencia Estado

Siglas descumprem cota feminina em propaganda

propaganda eleitoralO Brasil elegeu em 2010 uma mulher presidente da República, mas os partidos ainda deixam de cumprir as cotas obrigatórias de participação feminina. Só no Estado de São Paulo, 25% das legendas foram alvo de representação da Procuradoria Regional Eleitoral por não reservarem o espaço mínimo exigido pela lei para suas filiadas aparecerem na propaganda partidária. Dessas oito siglas, seis já foram condenadas pelo Tribunal Regional Eleitoral paulista (TRE-SP) à perda de tempo nas peças veiculadas em São Paulo.

PT, PMDB, PSC, PDT, PSB, PP, PSDB e PV foram acionados por não dedicarem, segundo o Ministério Público Federal, pelo menos 10% do tempo das propagandas partidárias no primeiro semestre de 2013 à promoção e participação política femininas. A cota para mulheres nas peças foi instituída em 2009.

Apenas PDT e PMDB tiveram suas representações julgadas improcedentes, mas o MPF já recorreu das decisões. Já os partidos condenados reclamam do critério adotado pela Justiça e afirmam que utilizam mulheres nas propagandas partidárias. Todos recorreram ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Nas decisões, o TRE adotou o mesmo entendimento da Procuradoria de que só a presença de mulheres nas propagandas não configura promoção da participação feminina. A sanção para quem desrespeita a cota é a perda de cinco vezes o tempo que deixou de ser direcionado para promoção feminina. A pena é aplicada no semestre seguinte à condenação definitiva.

Os partidos condenados divergem da interpretação da lei dada pela Justiça. O diretório paulista do PSB, que usa em suas propagandas a deputada Luiza Erundina, ligada a causas feministas, é um deles. “Pedir para Erundina falar especificamente sobre a participação feminina é querer circunscrevê-la a um tema específico. É até machismo”, afirmou o assessor do diretório, Clóvis Vasconcelos. O PSB alega dedicar mais de 10% do tempo da propaganda à participação feminina.

Já o PSC argumenta que a norma não é clara. “Destinamos mais de 20% do tempo para isso, com mulheres falando do PSC Mulher e outras iniciativas, mas dizem que não serve. Não nos falam o que querem que falemos (nas propagandas)”, reclamou o secretário estadual da sigla, Emanuel Nascimento.

Entendimento análogo segue o PV, que defende uma interpretação mais abrangente da lei. “O Ministério Público quer que a propaganda fique em uma única temática, quando na verdade o objetivo da lei é maior, é dar espaço político para as mulheres”, disse o advogado Ricardo Vita Porto, que defende a sigla.

Em nota, o diretório paulista do PSDB afirmou cumprir “rigorosamente a legislação vigente e ter um Secretariado de Mulheres organizado em praticamente todo o Estado com participação efetiva na atuação partidária”. A sigla disse ter nomeado duas obras – Instituto Lucy Montoro e Rede Hebe Camargo – como forma de “prestigiar a participação política feminina”. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

Machismo

A postura dos partidos, contudo, é criticada pela professora de Direito Eleitoral da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e procuradora da República no Rio, Silvana Batini. “Por maior que seja a ambiguidade da lei, ela não é vaga a ponto de impedir sua aplicação”, afirmou a professora, para quem as legendas ainda são ambientes preponderantemente masculinos. “Já ouvi muitos membros de partidos falando que não podem fabricar candidaturas, que mulheres se interessam menos pela política. Será que é ela que não se interessa, ou o partido que não abre espaço para essas lideranças?”

Os diretórios estaduais do PP e do PT afirmaram que recorreram ao TSE. O do PMDB disse cumprir as normas e que o núcleo feminino da siglaAs informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

Fonte: Agencia Estado

Em ano eleitoral e de Copa do Mundo temas polêmicos não devem avançar no Congresso

congresso nacionalA maior pressão na Câmara no entanto, deve ser em torno do avanço de propostas ligadas à chamada pauta das ruas.

Com carnaval em março, Copa do Mundo no Brasil e eleições, 2014 não deve ser um ano de votações de temas muito polêmicos no Congresso. Apesar do ceticismo de muitos parlamentares, o presidente da Câmara, Henrique Alves (PMDB-RN) disse que entre as prioridades para a retomada dos trabalhos em fevereiro está a votação da reforma política também defendida pelo colega do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). O senador alagoano, defende a proposta da presidenta Dilma Rousseff  de realizar a reforma com base em uma consulta popular, já que, segundo ele, está claro que o Poder Legislativo não é capaz de avançar sozinho nesta questão.

Além da reforma política, Henrique Alves mencionou outros projetos importantes para o ano que vem como o Código de Mineração e o Marco Civil da Internet, este último tramita em regime de urgência constitucional e tranca a pauta de votações da Casa. “São três temas que vão agitar, do ponto de vista positivo, o Parlamento, sacudir o Parlamento para definição de uma decisão em favor do País e do povo brasileiro”, afirmou. Outra proposta importante que, segundo ele, deve estar entre as prioridades do primeiro semestre de 2014 é a regulamentação da Emenda Constitucional n 72 que assegurou direitos trabalhistas e sociais de empregados domésticos.

A maior pressão na Câmara no entanto, deve ser em torno do avanço de propostas ligadas à chamada pauta das ruas. São matérias que já foram aprovadas pelo Senado e agora dependem da votação dos deputados para saírem do papel. Entre os principais projetos estão, por exemplo, o que torna corrupção crime hediondo (PLS 204/2011), ficha limpa para servidores públicos (PEC 6/2012), além do que reduz de dois para um o número de suplentes de senador (PEC 11/20030) e o Plano Nacional de Educação (PL 8.035/10).

Já no Senado, a expectativa é avançar na proposta do passe livre nacional para estudantes (PLS 248/2013) e na que acaba com o foro privilegiado para crimes comuns (PEC 10/2013). Os senadores também devem se debruçar nos esforços concentrados que serão programados ao longo do ano, nos projetos que aguardam modernização, como a dos Códigos Penal, Comercial e de Defesa do Consumidor.

Na avaliação do diretor de documentação do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), Antônio Augusto de Queiroz como orçamento da União foi votado em dezembro, o governo vai depender pouco do Congresso no ano que vem. Tomando como base 2013, quando o Planalto, segundo levantamento do Diap editou 27 medidas provisórias, cerca de duas por mês, Queiroz não acredita que 2014 será um ano em que a pauta do Congresso vai ser dominada por este instrumento.

Para evitar desgaste político em ano eleitoral o diretor do Diap,também, não acredita no avanço de temas polêmicos na pauta. “ O governo deve mais segurar que fazer andar votações e só vai se empenhar naquilo que não implicar em aumento de despesas”, espera.

Fonte: Agência Brasil

Marina Silva deve dificultar aliança do PSB com o PSDB

EDUARDO-E-MARINAPrestes a ser confirmada como vice na chapa do governador de Pernambuco, a ex-senadora pretende dificultar acordo dos tucanos com o PSB em São Paulo. Em Minas Gerais, no Rio de Janeiro e no Paraná, a negociação está em andamento .

A união de socialistas e tucanos em Pernambuco, com a entrada de dois nomes do PSDB na gestão do presidenciável Eduardo Campos (PSB), é apenas o primeiro passo para aproximação dos dois grupos políticos em outras unidades da Federação. A lógica é unir onde for possível. A ex-ministra Marina Silva, que deve ser confirmada como vice na chapa de Campos até o fim do mês, não colocou obstáculos em Pernambuco por ser o quintal do governador, no entanto, já vetou a aliança em São Paulo, onde Geraldo Alckmin (PSDB) tentará a reeleição. Os marineiros também podem complicar o namoro do PSB com o PSDB principalmente em Minas Gerais, no Rio de Janeiro e no Paraná.

O deputado federal Walter Feldman (PSB-SP), muito próximo a Marina Silva, avalia que o cenário de Pernambuco é atípico. “É uma realidade local. A nossa posição é ter candidatura própria. Em São Paulo, no Rio de Janeiro e em Minas Gerais, estamos lutando para isso. Não ter candidatura própria é um problema porque dificulta a explicitação de um programa alternativo para o Brasil. Em Pernambuco, não temos esse problema uma vez que o governo de lá já é do PSB”, explicou.

Feldman afirmou ainda que, no plano nacional, a Rede Sustentabilidade apoia Eduardo Campos, mas isso não significa que ocorra divergências nos estados. “Onde a Rede se sentir incomodada, vamos ter candidatura própria. Não podem jogar para a gente essa posição de dificultar. A avaliação é de que, em Pernambuco, não há problema em o PSDB apoiar a candidatura do PSB do ponto de vista programático. Lá, não existe a polarização que vemos em outros estados”, comentou. Dos principais partidos que faziam oposição a Eduardo Campos nas eleições de 2006, apenas o DEM ainda não aderiu ao governo. O PMDB do senador Jarbas Vasconcelos aliou-se em 2012.

Para o deputado Júlio Delgado (PSB-MG), o que aconteceu em Pernambuco já é o efeito prático do jantar entre Eduardo Campos e Aécio Neves, no fim do ano passado, num restaurante no bairro do Leblon, no Rio de Janeiro. “Pernambuco é apenas o primeiro ato. A nossa intenção seria compor em São Paulo também. No Paraná e no Pará, a mesma coisa. Eduardo e Aécio fizeram a primeira sinalização. A iniciativa de Eduardo já foi tomada”, ressaltou.

Fonte: http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/politica-brasil-economia/33,65,33,14/2014/01/04/interna_politica,406273/marina-silva-deve-dificultar-alianca-do-psb-com-o-psdb.shtml

Candidatos e eleitores devem ficar atentos às regras da Justiça Eleitoral

urna-eletronicaO ano eleitoral começou e, com ele, um calendário voltado para o pleito que ocorrerá em outubro deve começar a ser observado por candidatos e eleitores. Desde o dia 1º, por exemplo, diversas regras da Justiça Eleitoral já estão valendo, fixando prazos e proibições para quem for disputar as próximas eleições.

É o caso, por exemplo, da obrigatoriedade de registro das pesquisas eleitorais a partir deste mês. No caso de pesquisas sobre a eleição presidencial, elas devem ser registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Já os demais levantamentos devem ser registrados nos tribunais regionais eleitorais. Isso deve ser feito exclusivamente por meio eletrônico do Sistema de Registro de Pesquisas Eleitorais (PesqEle).

Desde o dia 1º a Administração Pública está proibida de distribuir bens, valores ou benefícios gratuitamente, exceto em casos de calamidade pública, situações de emergência ou programas sociais cuja execução orçamentária já esteja prevista. Esses programas, inclusive, não podem ser executados por entidades nominalmente ligadas a candidatos, mesmo que já estejam em andamento.

Já as doações aos partidos políticos devem ser feitas em contas bancárias específicas. A medida passou a valer desde o dia 2. Os tesoureiros das agremiações partidárias devem solicitar a abertura desse tipo de conta no portal do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e passar a utilizar apenas ela para arrecadar os recursos da campanha. Eles também precisam emitir o recibo eleitoral para cada doação recebida pelo partido. O objetivo é evitar fraudes e facilitar a fiscalização da Justiça Eleitoral sobre as contas de campanhas dos partidos.

Os aumentos concedidos a servidores públicos ficam restritos à recuperação do poder aquisitivo deles a partir do dia 8 de abril. Aos agentes públicos fica vedada a possibilidade de rever a remuneração desses servidores para além das perdas inflacionárias no ano eleitoral a partir dessa data.

As contratações e demissões injustificadas dos servidores também ficam vedadas a partir de 5 julho, exceto em casos de cargos em comissão e funções de confiança, no caso de demissões, e de nomeação de pessoas aprovadas em concursos já homologados até a data prevista. Essa também é a data limite para que os agentes públicos que participarão do pleito apareçam em propagandas que deem publicidade institucional dos atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos federais e estaduais, ou das respectivas entidades da administração indireta, salvo em caso de grave e urgente necessidade pública, assim reconhecida pela Justiça Eleitoral.

A presidenta Dilma Rousseff, os ministros e chefes de Poderes também ficam proibidos de fazer pronunciamento em cadeia de rádio e televisão a partir de 5 de julho. Esse tipo de pronunciamento só poderá ser feito em casos de urgência e extrema relevância, que serão definidos pela Justiça Eleitoral.

Fonte: http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/politica-brasil-economia/33,65,33,14/2014/01/04/interna_politica,406317/candidatos-e-eleitores-devem-ficar-atentos-as-regras-da-justica-eleitoral.shtml

Deputado distrital Cristiano Araújo é denunciado à Justiça

cristiano araujoO Ministério Público do Distrito Federal denunciou o deputado distrital Cristiano Araújo (PTB) por fraude à Lei de Licitações. O caso será analisado pelo Conselho Especial do Tribunal de Justiça, já que o parlamentar tem foro privilegiado. Depois da conclusão do inquérito da Polícia Civil que investigou um suposto esquema de concessão fraudulenta de bolsas da Fundação de Apoio à Pesquisa (FAP-DF), o MP decidiu oferecer ação penal contra Cristiano Araújo e imputou o crime nove vezes ao deputado. Investigações da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Deco) e interceptações telefônicas apontaram evidências da participação do distrital na contratação de pessoas sem qualquer qualificação para receberem bolsas de pesquisa de até R$ 4 mil, em desrespeito aos critérios do edital. Jovens de boa aparência ganhavam a mesada sem sair de casa.

Fonte: http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/cidades/2014/01/05/interna_cidadesdf,406340/deputado-distrital-cristiano-araujo-e-denunciado-a-justica.shtml#.UslkxjWjTTc.facebook

Cristovam reage a cobranças e descarta coligação com PT no 1º turno

cristovam buarqueO senador Cristovam Buarque (PDT-DF) rebateu ontem as cobranças do presidente regional do PT, Roberto Policarpo, sobre uma possível retribuição do apoio que petistas deram ao pedetista no passado. Cristovam disse que descarta uma coligação com o PT no primeiro turno das eleições, mas ressaltou que, a depender do adversário em outubro, poderá se unir aos petistas numa eventual segunda rodada da campanha.

Em entrevista ao Correio, publicada ontem, o presidente do PT-DF, Roberto Policarpo, afirmou que tem esperanças de ver o retorno da sigla à coligação e disse acreditar na “generosidade” de Cristovam Buarque, para aceitar esta recomposição da aliança com o Executivo local. “A melhor alternativa não é Agnelo e eu não estaria sendo generoso com Brasília se o apoiasse no primeiro turno”, rebateu o senador.

O senador defende o lançamento da candidatura do deputado José Antônio Reguffe (PDT) ao Executivo.

Em setembro de 2011, Cristovam deixou a base do governo do DF após decisão da maioria da executiva regional. Na época, em nota, a legenda elencou a ausência de diálogo entre o GDF e a discordância com o modelo de administração adotado por Agnelo como justificativas para o afastamento. No entanto, a gota d’água para a saída foi a mudança da gestão na Secretaria de Educação, feita sem consulta a Cristovam. “Não foi eu que rompi com o Agnelo. Ele que rompeu comigo desde o primeiro momento. Decidiu mudar tudo com que nos comprometemos”, sustentou Cristovam.

O deputado Roberto Policarpo cobrou uma contrapartida de Cristovam ao apoio petista no passado. Ressaltou que o PT fez de Cristovam governador quando ele ainda era reitor da Universidade de Brasília (UnB) e lembrou que os petistas sofreram quando ele perdeu as eleições em 1998. Quatro anos depois, Cristovam se elegeu senador ainda pelo PT. Policarpo disse ainda que, quando Cristovam foi demitido em 2004 pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva do Ministério da Educação, a militância do PT esteve ao seu lado.

A expectativa de Policarpo é de que Cristovam reconheça essa “dedicação” e retribua os gestos unindo-se ao PT nas próximas eleições. O senador não admite, no entanto, a possibilidade. “No primeiro turno, o apoio vai para quem representa o que desejamos e, no segundo, dependendo das opções, terá de ser alguém menos distante”, disse o senador, que espera ter Reguffe como opção no segundo turno das eleições.

Fonte: http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/cidades/2014/01/03/interna_cidadesdf,406116/cristovam-reage-a-cobrancas-e-descarta-coligacao-com-pt-no-1-turno.shtml

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