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Ato pelos dez anos do PT no poder terá Lula, Dilma e Dirceu

PTO ex-ministro José Dirceu participará pela primeira vez – desde que foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a dez anos e dez meses de prisão no julgamento do mensalão – de um evento público ao lado do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da presidente Dilma Rousseff. O trio deverá estar no ato que o PT realizará amanhã, em um hotel da Zona Norte de São Paulo, para celebrar os dez anos do partido no poder.

Da forma que a programação do evento foi elaborada, a saia-justa de um encontro entre Dirceu, Lula e Dilma deve ser evitada. Apesar de ter presidido o PT por mais de sete anos e de ter sido o homem forte nos dois primeiros anos do partido no poder, o ex-ministro ficará entre os demais convidados, sem lugar na mesa principal do ato. Também não terá direito a discursar.

Os dirigentes da legenda negam que houve cuidado para impedir uma uma foto dos três juntos:

– Não existe essa preocupação – afirmou o secretário de organização do partido, Paulo Frateschi.

Fonte: Congresso em Foco

Em favor da candidatura avulsa

regufeReguffe apresentou à comissão especial de reforma política da Câmara proposta de se liberar eventuais candidatos da necessidade de que contem com filiação partidária. Sua proposta – com chances remotas de aprovação – permite as candidaturas avulsas. Ou seja, para se candidatar não será mais necessário estar filiado em partido político.

Grande parte da população brasileira não acredita em partido nenhum, nem se filiaria a partido algum. É justo e democrático que essas pessoas possam ter cidadania plena. Devem portanto ter o direito não só a votar, mas também a serem votadas.

Fonte: Do alto da torre

Coletando assinaturas

dr michelPelo jeito não é assim tão difícil conseguir assinaturas de eleitores. O distrital Doutor  Michel reuniu sua equipe no domingo e foi a Sobradinho apelar à população. Já tinham feito o mesmo na semana passado, em outra região da cidade. No balanço feito ontem constataram que, de cada vez, haviam coletado mais de mil assinaturas. Só que não era para criar partido político.  No último domingo, o objetivo do abaixo-assinado era recapear a via  DF-420, que liga Sobradinho à DF-150, passando pelo Setor de Mansões. A rodada anterior tinha em vista recuperar a DF-440, que passa pelo Setor de Expansão Econômica de Sobradinho, pelo Setor Habitacional Nova Colina e segue para  condomínios da região.

Fonte: Do alto da torre

Nada de privilégio de elevador

Chico-VigilanteO líder do bloco PT-PRB, Chico Vigilante, interpelou ontem o presidente da Câmara Legislativa, Wasny de Roure. Pediu, literalmente, que arranque a placa que reserva um elevador só para os distrital. ”Deputado não pode ter privilégio de elevador”, argumentou. Disse ao presidente que não embarcou nem embarcaria em elevador privativo.

Há precedentes

Não é a primeira vez que Chico Vigilante tem esse tipo de reação. Quando deputado federal, não passava pelos elevadores privativos do Congresso sem chamar todo o pessoal da limpeza e levá-lo junto ao andar que quisessem.

Fonte: Do alto da torre

PSD unido

liliane rorizOutra surpresa nas reuniões de bancada, ontem. O PSD, quem diria, estava unido ao fazer suas escolhas para as comissões. O partido pleiteia duas presidências de comissão. Na verdade, quer preservar a Comissão de Assuntos Sociais e a Comissão de Educação, Saúde e Cultura, que já controla. Haveria apenas troca de nomes. Quem está de olho na Comissão de Educação, hoje com Washington Mesquita, é a deputada Liliane Roriz. Celina Leão, dentro de um rodízio, iria para a Comissão de Assuntos Sociais.

Manter o espaço

Como argumento para manter as duas comissões, o PSD alega que tinha três cargos no biênio passado. Além dessas duas comissões, contava com a Comissão de Ética, presidida por Celina Leão, mas nenhum posto na Mesa Diretora. Agora, controla também a primeira secretaria.

Filiação adiada

Uma razão a mais para Celina adiar, por tempo indeterminado, seu ingresso no PPS. Caso se filiasse agora, embaralhava as cartas e correria forte risco de ficar fora das comissões que pretende.

Fonte: Do alto da torre

Chico Leite reconduzido

Chico LeiteNo bloco do PT, que também se reuniu ontem, uma surpresa. Chico Leite foi reconduzido à poderosa Comissão de Constituição e Justiça, que comandou durante o biênio passado. Imaginava-se que ele não receberia o aval do partido para permanecer no cargo. Acabou escolhido por unanimidade.

PT escolhe Assuntos Sociais

Como a segunda comissão a que lhe cabe indicar o presidente, o bloco PT-PRB escolheu a Comissão de Assuntos Sociais. Deve ser presidida pelo líder do bloco, Chico Vigilante.

Ele não quis

Ex-presidente da Câmara Legislativa, o deputado Patrício foi instado pelos colegas a aceitar uma presidência de comissão. Não aceitou de jeito nenhum.

Fonte: Do alto da torre

Olair será líder

olair franciscoOlair Francisco será líder do blocão. Encabeçado pelo PMDB — Olair é do PTdoB — o bloco tem seis deputados e empata, assim, com o liderado pelo PT. Quando prevalece a harmonia entre eles, são os mais poderosos da Câmara Legislativa. O blocão ainda indicou Robério Negreiros para integrar a Comissão de Constituição e Justiça, e Wellington Luiz para a Comissão de Assuntos Fundiários.

Fonte: Do alto da torre

 

Para turbinar campanha de federal

Roney-NemerValeram a antiguidade e a hierarquia. O líder do chamado blocão, Rôney Nemer (foto), prevaleceu sobre Olair Francisco na escolha do presidente da Comissão de Economia, Orçamento e Finanças, hoje a mais disputada da Câmara Legislativa. A bancada reuniu-se ontem já sabendo que uma complicada negociação, envolvendo até o vice-governador  Tadeu Filippelli, garantia seu direito à Ceof. Para Rôney Nemer, do PMDB, o posto representa um reforço à sua campanha para deputado federal no ano que vem.

Fonte: Do alto da torre

Projeto de lei pode inviabilizar partido de Marina

marina-silvaA Câmara dos Deputados deverá votar projeto de lei que aumenta de 492 mil para 1,5 milhão o número de assinaturas necessárias para a criação de um novo partido. Caso aprovada, a proposta pode inviabilizar a tentativa da ex-senadora Marina Silva, que conquistou mais de 20 milhões de votos nas eleições presidenciais, de criar uma nova legenda, pela qual disputaria a sucessão de Dilma em 2014.

Fonte: Blog do Claudio Humberto

Traçando um perfil realista do eleitor médio

eleitorQuais fenômenos e circunstâncias sociais condicionam a decisão da mais significativa parcela do universo de votantes, aqueles que não nutrem qualquer interesse pelas ações políticas?

As pesquisas acadêmicas e eleitorais indicam sem margem para dúvida que o eleitor médio – aquele em condições de normalidade da vida social – atribui, dentre os seus principais interesses, baixa prioridade à política. Não mais do que 25 a 30% do eleitorado – em países desenvolvidos, como os EUA, a Inglaterra e a Alemanha – acompanham os fatos políticos regularmente – isto é, possuem um interesse auto-sustentado por assuntos políticos. Os outros 75% a 70% acompanham a política de vez em quando ou nunca. Já nos países com grandes contingentes de eleitores de baixo nível sócio-econômico, como é o caso do Brasil, esse estrato interessado em política é bem menor. A maioria dos eleitores, portanto, tem baixo interesse pela política, baixa informação, baixa adesão aos partidos e baixa participação e envolvimento em ações políticas, se desconsiderado o ato de votar, quando obrigatório, como um indicador de participação.

A educação dos filhos preocupa mais o eleitor do que a política
Tal fato, presente tanto em países ricos quanto nos em desenvolvimento, se deve à prioridade que os indivíduos atribuem aos demais aspectos de suas vidas – que lhes parecem mais importantes, mais gratificantes e mais fundamentais. Assim, questões relacionadas ao próprio indivíduo e a sua família – como trabalho, lazer, projetos para o futuro, preocupações com saúde e bem-estar, educação dos filhos e o mundo afetivo – são as que ocupam a maior parte de seu tempo útil. A política, além de não possuir a mesma relevância e prioridade, ocorre num mundo remoto do dia-a-dia do eleitor médio e está sempre envolta em questões controvertidas e complexas, raramente resultando em alguma alteração perceptível na sua vida.

Ela só entra na vida do eleitor quando ocorre um fato de grande impacto, que centraliza a atenção de todos mediante uma extensiva cobertura em todas as mídias – escândalos, morte de líderes políticos, crises institucionais e crises econômicas que afetam sua condição de vida. Fora destas situações, a política é um interesse marginal e secundário. A vida pessoal e familiar segue seu curso, enquanto a vida política acontece naquela outra esfera, remota, distante, pouco compreensível et pour cause, pouco relevante. Esta é a realidade. Ela está muito distante dos postulados teóricos, que supunham uma cidadania informada, interessada e atuante nas questões de interesse público numa democracia.
Fisgue o eleitor antes que ele lhe dê as costas

É bem verdade que na esfera local – o município – o interesse e a informação políticas são bem maiores que nos outros níveis. E é igualmente verdade que as eleições são momentos nos quais a política conquista um espaço maior na vida deste eleitor. Por outro lado, nesses colégios eleitorais menores, a política também sofre uma relativa descaracterização por se fundir, em grande parte, à dinâmica da vida social local. Obrigado legalmente a votar, cortejado pelos candidatos, bombardeado pela propaganda, envolvido no espetáculo e drama que cada eleição encena, o eleitor acaba abrindo um espaço no seu tempo para as questões políticas. Assim, sua publicidade deve ser pensada de forma a conquistar esse eleitor médio num único contato, sendo aconselhável que cada oportunidade singular seja encarada como se fosse a única, porque talvez seja… Como seus encontros com o eleitor serão breves, esporádicos e tangenciais, cada peça publicitária precisa fazer parte de um conjunto, mas também deve ser um produto acabado, no sentido de poder, individualmente, cativar, persuadir e atrair o eleitor para escolhê-lo.

É no julgamento do eleitor real que as decisões políticas maiores de uma nação estão entregues, já que ele constitui a maioria do eleitorado. Jamais subestime a inteligência desse eleitor. Ao fim da campanha, ele chegará a uma decisão pessoal de voto, processando as informações que lhe ofereceram e que ele próprio reuniu. Encare-o como um território a ser mapeado e conquistado. Dispa-se de seus preconceitos e procure entender como ele pensa, raciocina e julga. Não cometa o erro oposto e nunca superestime a quantidade de conhecimento e informação que ele possui. Esse território por conquistar detém muito pouca informação e escassos tempo e disposição para adquirí-la. O eleitor conhece pouco sobre os candidatos e menos ainda sobre suas idéias e propostas. Não obstante, é de milhares ou milhões de decisões individuais desse tipo que os rumos de uma sociedade são definidos.

A constatação dessa realidade significaria então a negação do princípio da soberania popular,do sufrágio universal e direto? Não. Seria esse eleitor despreparado e desqualificado para escolher pelo voto seus governantes? Não. Esse eleitor, embora não domine a quantidade e variedade de informações políticas que os mais interessados dominam, possui, assim mesmo, seus próprios mecanismos de captação, processamento e avaliação de informações, que lhe permite tomar uma decisão de voto racional.
O modelo da racionalidade de baixa informação

Professor Samuel Popkin estuda o comportamento dos eleitores
Tais mecanismos constituem o que na moderna Ciência Política o professor Samuel Popkin, em sua obra The Reasoning Voter, chamou de teoria da racionalidade de baixa informação. A partir de uma releitura dos acervos de estudos realizados pela Escola de Estudos Eleitorais da Universidade de Columbia, os do Centro de Estudos de Pesquisas Eleitorais da Universidade de Michigan, dos trabalhos da escola do modelo político de escolha racional e as teorias psicológicas no campo da cognição, Popkin inovou ao construir uma teoria original, com sólido embasamento empírico, sobre o comportamento eleitoral. É a tese mais atualizada sobre o paradoxo da democracia moderna: “funcionar adequadamente com uma cidadania pouco informada e pouco participativa”.

Não se trata, porém, de uma teoria abstrata, desconectada das preocupações da política prática. Muito ao contrário. É um arrazoado com aplicações práticas muito claras, na medida em que esclarece como funciona a mente do eleitor médio, bem como seu processo intelectual para orientar-se no mundo da política. A questão básica é, portanto, como e por que esse eleitor que atribui baixa prioridade à política adquire informações básicas sobre um assunto que pouco lhe interessa. Mais ainda, como tal eleitor, a partir dessa condição, logra alcançar aquela racionalidade de baixa informação para decidir seu voto.

Fonte: Política para Políticos

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