Início Site Página 4867

Candidaturas colocadas

O PMDB tem um candidato natural à Câmara, o atual distrital Rôney Nemer (foto), que está em seu terceiro mandato e pretende outros voos. Rôney flerta com uma vaga no Tribunal de Contas do Distrito Federal, mas tudo indica que disputará novo mandato eletivo em 2014. Também Alírio Neto é distrital, afastado para integrar o governo, e pretende há tempos uma cadeira federal. No PPS, a que estava filiado até a intervenção da executiva nacional, já havia um acordo nesse sentido, ultrapassado pela ruptura do partido e pela filiação ao PEN.

Fonte: Blog do Callado

PMDB costura coligação com Alírio

A coluna Alto da Torre (Jornal de Brasília) informa que o vice-governador Tadeu Filippelli e o secretário de Justiça, Alírio Neto, têm se encontrado para costurar uma aliança na disputa da Câmara dos Deputados em 2014. Acreditam que, unindo seus partidos, consigam eleger ao menos três deputados federais, eventualmente até quatro. Filippelli preside o PMDB e Alírio Neto, o recém-criado PEN. A coligação deverá incluir outros partidos, a começar pelo também novato PPL.

Fonte: Blog do Callado

Números da sucessão do Buriti

A dois anos da eleição, uma pesquisa de opinião não tem relevância. Indica apenas uma tendência do eleitorado hoje, que pode mudar radicalmente até o dia da eleição. Mas se as eleições para governador e senador fossem agora, o senador Rodrigo Rollemberg, do PSB, e o deputado Reguffe, do PDT, estariam na frente. Rollemberg iria para o segundo turno na eleição para governador e Reguffe seria eleito senador. Mas há muitos eleitores que não votariam em nenhum deles ou não sabem em quem votar.

O instituto O&P fez três simulações para governador, e Rollemberg liderou em todas. O senador Cristovam Buarque, do PDT, não entrou em nenhuma das alternativas para o governo.

A primeira: Rollemberg, 20,4%; Toninho do Psol, 15,6%; Agnelo (PT), 10,6%; Alberto Fraga (DEM), 10,4% e Valmir Campelo (ministro do TCU, ex-PTB), 6%. Nenhum, não sabe: 37%.

A segunda: Rollemberg, 26%; Eliana Pedrosa (PSD), 19,6%; Agnelo 11,1%. Nenhum, não sabe: 43,3%.

A terceira: Rollemberg, 31,3%; Agnelo, 12,6%; Pitman (PMDB), 8,5%. Nenhum, não sabe: 47,7%.

Para senador, Reguffe ganha em todas:

30,4% contra 14% de Magela (PT), 13,9% de Eliana Pedrosa e 10,9% de Filippelli;

31,5% contra 15,4% de Filippelli (PMDB), 10,8% de Chico Leite (PT) e 4,9% de Alberto Fraga (DEM);

31,3% contra 15% de Filippelli, 12,6% de Magela e 4,9% de Fraga.

O senador Gim Argello (PTB), tido como provável candidato na chapa de Agnelo, tem, em cada opção, 3%, 4,4% e 4,4%.

Fonte: Blog do Hélio Doyle

Policiais tiveram acesso a documentos que indicam RGs e CPF ligados a Raad

O deputado distrital Raad Massouh diz que os números das duas identidades e dos dois CPFs nunca se sobrepuseram.

Entre os documentos recolhidos na casa do distrital Raad Massouh (PPL) durante busca e apreensão da Operação Mangona (leia Memória), cópias indicam a existência de dois números de identidade vinculados a ele. Com uma diferença de apenas uma letra, existem também dois CPFs que indicam o mesmo Raad. Um deles está ativo e corresponde a Mtanios Massouh, sobrenomes de batismo e usados pelo político.

O outro refere-se a Mtanios Massovh, com “v”. A suposta duplicidade de documentos foi informada à Polícia Civil, que vai apurar o caso, com o auxílio do Instituto de Identificação. Como a corporação não tem prerrogativa para investigar um parlamentar, se for detectado algum tipo de irregularidade, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) será acionado.

Os papéis com as informações pessoais do deputado Raad contêm a foto das duas identidades e os números correspondentes aos CPFs vinculados ao parlamentar. Os três primeiros dígitos do CPF de Massovh são 154, e os dois últimos, 00.

Já a sequência vinculada a Massouh começa com 259 e termina com 34. De acordo com dados da Receita Federal, as firmas em nome de Raad, que é político e empresário, estão ligadas ao CPF da ativa e diz respeito ao sobrenome Massouh. A consulta com a outra sequência, embora informe que o documento está suspenso, detalha um endereço na Asa Norte, onde o deputado já morou.

Fonte: Correio Braziliense

CLDF: Bastidores tensos

Os bastidores fervem com a volta do deputado distrital Raad Massouh (PPL), para a Câmara Legislativa.  Nos corredores da Casa o comentário é que mais dois deputados distritais podem estar em maus- lençóis.  As investigações da Polícia Civil do DF estão a todo vapor e logo serão divulgadas.  Essas turbulências internas apimentam ainda mais as articulações para a conturbada sucessão da Mesa Diretora.

Os distritais enrolados e a sucessão de Patrício, atualmente têm sido o centro das atenções na Casa de Leis.

Fonte: Blog do Odi

Apropriação indébita Deputado é alvo de nova suspeita

Cadernetas apreendidas pela Polícia Civil e pelo Ministério Público apontam para uma suposta apropriação indébita de parte dos salários de assessores do distrital Raad Massouh. Após operação, ele pediu afastamento do cargo de secretário do GDF.

“Meus funcionários foram chamados à delegacia e todos negaram. É mais uma picuinha para denegrir a minha imagem. Como eu estaria fazendo isso com quem ganha R$ 900?” Raad Massouh, deputado distrital (PPL).

Além de ser investigado por desvio de emendas na Operação Mangona do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) e da Polícia Civil, o distrital Raad Massouh (PPL) responde por suposta apropriação indébita de parte dos salários dos funcionários do gabinete dele na Câmara Legislativa. Pelo menos 20 servidores ligados a Raad já prestaram depoimento na Divisão Especial de Repressão aos Crimes Contra a Administração Pública (Decap). Entre os elementos que levantaram a suspeita sobre uma eventual partilha ilegal de remunerações estão informações contidas em cadernetas apreendidas pela polícia com nomes, cargos e valores.

Fonte: Jornal Correio Braziliense

Sai Raad e entra Rosso

Parece que foi até orquestrado! Com a operação deflagrada pelo Ministério Público e Polícia Civil do DF que colocou o deputado Raad Massouh em situação delicada na política local, a Secretaria de Micro e Pequenas Empresas pode passar para o presidente do PSD-DF, Rogério Rosso.

O governador Agnelo estaria assim, repetindo a provável estratégia nacional de incluir o PSD em sua base. Cabe a avaliação política do governador, de saber qual o ganho nesta ação, já que o PSD perderia imediatamente os seus deputados distritais, que formam a prinicipal base de oposição.

De outro lado, Agnelo pode ter problemas com o vice, Tadeu Fillipelli,  desafeto de Rosso.

Fonte: Blog do Donny Silva

Queda de braço

É que existe hoje uma queda de braço, no PSB, entre o senador Rodrigo Rollemberg e outros caciques partidários, como o distrital Joe Valle, que pretendem permanecer no governo. Rollemberg come pelas beiradas: vem organizando encontros das zonais do partido e, neles, colocando a voto moções pela saída do governo. Das 16 zonais, 13 já votaram a favor da saída e duas se colocaram contra, evitando o tema. O processo, porém, tem um dead line, a plenária regional marcada para 8 de dezembro.

Fonte: Eduardo Brito/Do Alto da Torre/Jornal de Brasília

Em defesa do marketing político

A atividade do marketing político, tantas vezes incompreendida, mais uma vez foi maltratada nas declarações de João Santana, o chamado “marqueteiro do PT”, publicadas no início desta semana. Entre outras bravatas, ele garante que Dilma será reeleita no 1º. turno, lança Lula candidato ao governo de São Paulo e Haddad para presidente da República em 2022 ou 2026.

Com a experiência de ter atuado em mais de 100 campanhas majoritárias, posso garantir que no Marketing Político não cabe essa futurologia, onde se permite prever candidaturas e resultados de eleições, ainda mais com décadas de antecedência. Também não deve estar a serviço de partidos e personalidades, dando suporte ao lançamento de candidaturas antecipadas, como menino de recados. Pior: menosprezando o desempenho de possíveis adversários, como Aécio Neves, Eduardo Campos e Joaquim Barbosa, relator do projeto do “mensalão” que, segundo ele, foi “o maior reality show da história jurídica do planeta”.

São pensamentos e atitudes como essas que ajudam a deformar o entendimento do que é e de como funciona esse trabalho que já tem um reconhecimento de seriedade em países onde é corretamente utilizado, principalmente nos Estados Unidos, onde prevalece a atuação de profissionais sérios, que trabalham em agências especializadas no assunto.

A entrevista só ganha contornos técnicos relevantes, quando de passagem explica as estratégias de Marketing Político usadas – corretamente, aliás – para transformar o “poste” Haddad em prefeito de São Paulo. O candidato primeiro teve que ganhar musculatura pessoal/eleitoral, para só depois entrar na briga direta com os adversários. É um feito e tanto, mas que também contou com a ajuda da campanha inconsistente de Russomano e das táticas erráticas de Serra – ambas candidaturas vitimadas pela falta de aplicação de um Marketing Político adequado. No final, os “postes” eram outros.

Tem sido uma sina do PSDB fazer mau uso dessa ferramenta essencial em qualquer campanha eleitoral que se preze, confundindo esmeradas produções de TV, com estratégias políticas. Há dois anos atrás, após a derrota para o “poste” Dilma, o presidente do Instituto Teotônio Vilela (organismo de estudos e formação política do partido) ex-senador Tasso Jereissati justificou criticando o que chamou de “excesso de poderes” dados aos marqueteiros. E foi além: “quem tem que decidir estratégia política é o partido. Marqueteiro tem que escolher se embrulha essa estratégia num papel azul, ou cor de rosa, tem que definir a forma desse conteúdo”.

Estratégia realmente é a principal ferramenta do marketing político, pois vai orientar o conjunto de ações publicitárias, jornalísticas, promocionais e logísticas a serem usadas. Mas não é para ser embrulhada em papel colorido, pois aí a campanha corre o risco de virar… um papelão.

*Chico Santa Rita, jornalista e publicitário, é consultor em marketing político desde 1976, autor de 2 livros sobre o tema.

Como os eleitores tomam suas decisões

Compreender o comportamento do eleitor sempre foi um desafio para os cientistas políticos.

Não são poucas as linhas de interpretação que buscaram produzir explicações que, com critérios metodológicos e teóricos próprios, procuraram não apenas compreender as razões que orientam as escolhas dos eleitores, mas também, construir mecanismos preditivos, ou seja, instrumentos capazes de “antecipar” o resultado da eleição.

Todas estas correntes pressupunham que o comportamento eleitoral pudesse apresentar algum grau de linearidade, o que, em outras palavras quer dizer, que uma vez descobertos os fatores que motivam determinadas escolhas, seria possível esperar uma continuidade, ou uma estabilidade no comportamento eleitoral.

Recentemente, pesquisadores do comportamento eleitoral lançaram mão de conceitos psicanalíticos para interpretar o comportamento a partir de modelos cognitivos, ou seja, modelos que buscam identificar os elementos que podem motivar as escolhas dos eleitores a partir da forma como esses interpretam a realidade.

Breve resumo das teorias do comportamento eleitoral

Podemos dizer que existem basicamente três grandes modelos teóricos a respeito do comportamento eleitoral: o modelo de Michigan, o modelo sociológico e o modelo da escolha racional.

Angus Campbell

MODELO DE MICHIGAN – o modelo de Michigan foi elaborado por pesquisadores da Universidade de Michigan nos anos 1950, sob a liderança de Angus Campbell, tendo como obra expressiva “The American Voter”. A principal metodologia desta corrente eram os surveys. A partir dos dados coletados por uma amostra, os pesquisadores de Michigan procuravam extrair inferências capazes de predizer o comportamento geral dos eleitores.

Grande parte das teorias produzidas pela Escola de Michigan teve influência da psicologia social. A orientação para decisões políticas, segundo os teóricos de Michigan, assumidas pelos indivíduos, começa a se delinear a partir do ambiente social. Nesse sentido o enunciado básico desta teoria é o de que, indivíduos em contextos socio-econômicos semelhantes tendem a votar de maneira semelhante.

O resultado prático desta teoria mostrou que a hipótese era válida apenas para 15% do eleitorado, ou seja, a maioria dos eleitores apresentava um comportamento errático. Esta constatação ataca o coração da teoria: se o comportamento futuro dos indivíduos é fruto do seu sistema de atitudes perante o mundo e, se essas atitudes não são coerentemente estruturadas, então não é possível prever nada. Para resolver este dilema os teóricos de Michigan propõem dois caminhos: o grau de centralidade e o grau de motivação para a política. O primeiro aspecto diz respeito à centralidade da política na vida dos indivíduos, ou seja, a diferença entre o padrão de um indivíduo com maior sofisticação intelectual e indivíduos menos sofisticados. O segundo aspecto diz respeito a fatores conjunturais que podem incidir sobre a motivação individual para o voto.

Eleitor abraça vice dos EUA, Joe Biden
MODELO SOCIOLÓGICO – A interpretação sociológica do voto tem como preocupação fundamental os fenômenos subjacentes à decisão do voto. Entre tais fenômenos está na constatação de que as instituições, as práticas, as ideologias e os objetivos políticos que orientam o comportamento eleitoral podem ser presumidos a partir das divisões, clivagens, existentes em uma determinada sociedade.

Portanto, não são os indivíduos e sim os coletivos sociais que imprimem a dinâmica política e o que precisa ser explicado são os resultados agregados das ações políticas.

Quem age é o indivíduo (que vai votar), mas para o Modelo Sociológico o ato individual não é totalmente isolável e sim resultado de interações sociais. Em outras palavras, o Modelo Sociológico busca compreender como as relações sociais interferem no voto. Nesse sentido, o Modelo Sociológico pode ser dividido em duas correntes. De um lado a corrente marxista que aponta a posição de classe como determinante do voto. De outro lado, o individualismo metodológico, que busca uma relação causal entre trajetórias individuais e relações sociais.

Assim como o Modelo de Michigan, o Modelo Sociológico também faz uma distinção entre eleitores cativos, aqueles que possuem uma identidade partidária estabelecida e eleitores voláteis, que definem seus votos por meio de fatores conjunturais determinados pela issue oriented.

MODELO DA ESCOLHA RACIONAL – o modelo da escolha racional está sintetizado na obra “Uma teoria econômica da democracia”, produzida pelo cientista político Anthony Downs nos anos 50.

Para Downs, os eleitores decidiriam seu voto a partir de um cálculo acerca de possíveis benefícios a serem obtidos com a vitória desse ou daquele candidato. Dessa forma, eleitores que pretendiam pagar menos imposto, optavam por partidos e candidatos que apresentavam propostas de redução da carga tributária. Já os eleitores que esperavam uma ampliação dos serviços públicos, votavam em propostas de candidatos geralmente de esquerda.

O grande problema da teoria da escolha racional, é que tal teoria atribui aos eleitores um tipo de racionalidade que somente pode ser obtida com um elevado grau de informação, informação essa nem sempre acessível para a imensa maioria do eleitorado.

Fonte: Política para Políticos

- Publicidade -
- Publicidade -
- Publicidade -