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Agnelo se movimenta visando 2014

Enquanto a oposição vem se preocupando com os contratos assinados pelo o governador em Singapura. O chefe do executivo se debruça em cima de sua nova fase politica e vem fortalecendo a cada dia o seu projeto de reeleição.

Depois de despachar Paulo Tadeu para o TCDF e ampliar espaços dentro da máquina pública a partidos considerados importantes para a governabilidade. O governador agora vem se articulando no sentido de viabilizar a participação do  PSD em seu governo e assim amarrar acordos que podem durar até ás eleições de 2014.

O campo da direita não se entende com relação ao nome a ser trabalhado visando o processo de 2014. Enquanto isso, Agnelo Queiroz mantém conversas reservadas com o senador Gim Argello que poderá ser o nome escolhido para compor a chapa na disputada eleição ao Senado.

Os senadores Rodrigo Rollemberg e Cristovam Buarque já estão na lista dos petistas como “cartas fora do baralho”. Mas no momento é melhor o discurso de aliados mesmo que a distância. Agnelo evita demonstrar em público o descontentamento com os Senadores. Mas membros do governo se incomodam com a postura de Rollemberg que fala mal da gestão Agnelo e mantém seus correligionários em cargos importantes dentro do governo petista.

Em 2013 a gestão petista poderá ser um pouco mais dura com seus opositores e já tem gente acreditando que Agnelo tende a tratar melhor seus aliados de primeira hora.

Agora é só esperar!

Fonte: Blog do GBU

PT: 30 mil novas filiações no DF

O PT está com a bola toda. Em 2011, eram 35 mil filiados. No último 31 de outubro, quando acabou o período de novas filiações, o partido contabilizou 30 mil novas adesões.

Assim cresce o exército para as eleições de 2014, mas aumenta também a disputa interna por poder no PT, afinal está no DNA do partido.

Daqui até maio, os novos petistas vão passar por palestras de formação até que sejam confirmados e passem a ter voto na legenda

Fonte: Lilian Tahan

Presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Distrito Federal (Sinpol-DF) fala sobre a convocação do gestor do Fundo Constitucional

O objetivo da convocação do Gestor do Fundo Constitucional foi alcançado? Porque?

Sem dúvida sim. A convocação serviu para o que já sabíamos, que a Segurança Pública não é prioridade neste governo. Prova disso é o aumento dos gastos com educação e saúde, que são merecedores, mas a Segurança Pública só possui uma fonte de recursos, que o Fundo Constitucional. Portanto, a Segurança Pública tem que ser prioridade. Foi uma oportunidade única de ouvir como o Fundo está sendo gerenciado e observamos ainda sob o mando de quem está o Fundo Constitucional. Também tomamos conhecimento de como esses recursos estão sendo aplicados para as três instituições que compõe a Segurança Pública e ainda para a Saúde e Educação.

Qual é a visão do Sinpol em relação ao Fundo Constitucional?

A visão do Sinpol, conforme ficou materializado pelo gestor do Fundo, é que há uma desproporcionalidade na aplicação dos recursos, ao mesmo tempo em que se percebe que há mais recursos a serem investidos, faltando apenas gestão e vontade daqueles que podem interferir politicamente para que a Segurança Pública não se torne a menor parte dentro do Fundo Constitucional.

O que poderia ser feito, de acordo com o que falou o gestor do Fundo, para melhorar a aplicação dos recursos?

Tanto o gestor do Fundo, quanto o Governador do DF aliado aos ordenadores de despesa, antes de lançar mão de qualquer projeto que implica na utilização dos recursos que serão aplicados no ano seguinte, deveriam se reunir com os representantes de cada setor e estabelecerem uma discussão ampla para que o gasto do Fundo não venha apenas somente com um peso político, e sim, técnico, baseado na participação de todos os envolvidos.

Depreende-se com as declarações do gestor, que está havendo desvio de finalidade?

Sim. Por dois motivos. Quando observamos dois setores (que segundo a Lei 10.633 deveriam ser somente auxiliados financeiramente) avançar mais do que aqueles, cujo objetivo do Fundo foi manter e organizar, percebe-se que há uma mudança de destinação ou no mínimo uma malversação de verba pública.

O que o Sinpol fará daqui em diante no que diz respeito a esse assunto?

Continuaremos o trabalho que já vinha sendo realizado, como por exemplo, a visita que fizemos ao estado de Alagoas, em que houve malversação de recursos destinados pela União. Nesse caso, o gestor (governador) foi incurso na Lei da improbidade administrativa e da Ficha Limpa. No DF, fizemos reuniões com alguns setores que participam da fiscalização do Fundo (TCDF e TCU). Acima de tudo, o Sinpol está coletando documentos, que juntamente com o que declarou o gestor do Fundo, servirá de embasamento para que, a partir do ano que vem, o Fundo não só tenha uma nova forma gestão, mas que seus recursos sejam aplicados nas áreas para o qual foi criado objetivamente. Vamos fiscalizar. Porém, de imediato iremos tomar todas as medidas cabíveis, sendo de ordem técnica, política ou judicial. Não podemos confundir pessoas alheias a esse processo de convocação do gestor, como sendo os grandes arquitetos dessa situação. Esse ato foi de iniciativa da bancada da Segurança Pública na CLDF e a ideia nasceu no Sinpol juntamente com os representantes sindicais. O deputado Wellington Luiz, em seguida, abraçou a causa e deu seguimento ao processo. Infelizmente, pessoas que desconhecem da matéria, agora querem emprestar o feito a outras pessoas, o que lamentamos.

E quanto ao movimento grevista. Qual deverá ser o comportamento da categoria?

A categoria deve continuar mobilizada e confiante nas deliberações das assembleias. Nosso objetivo é garantir que o GDF se manifeste e oferte alguma proposta. Já pontuamos de modo claro ao governo do DF o que os policiais civis querem. Uma contraproposta de nossa parte só será encaminhada após responsável discussão com a base, a qual deverá ser antecedida de uma proposta objetiva e oficial do GDF. Confiamos de modo claro no que delibera a base reunida em assembleia. O que for decidido na próxima quarta-feira (7), daremos seguimento sem nenhum problema. Importante destacar que, estamos trabalhando em diversas frentes em busca de informações que possam subsidiar nossos sindicalizados no momento de decidirem qual o rumo que deverá seguir nosso movimento.

O objetivo da convocação do Gestor do Fundo Constitucional foi alcançado? Porque?

Sem dúvida sim. A convocação serviu para confirmar o que já sabíamos, que a Segurança Pública não é prioridade neste governo. Prova disso é o aumento dos gastos com educação e saúde, que são merecedores, mas que possuem várias fontes de recursos diferentemente da Segurança Pública que só possui uma fonte, que o Fundo Constitucional. Portanto, a Segurança Pública tem que voltar a ser vista como prioridade. Foi uma oportunidade única constatar como o Fundo está sendo gerenciado e observarmos ainda com a visão de quem está gerenciando o Fundo Constitucional. Também tomamos conhecimento de como esses recursos estão sendo aplicados para as três instituições que compõe a Segurança Pública e ainda para a Saúde e Educação.

Qual é a visão do Sinpol em relação ao Fundo Constitucional?

A visão do Sinpol, conforme ficou materializado pelo gestor do Fundo, é que há uma desproporcionalidade na aplicação dos recursos, ao mesmo tempo em que se percebe que há mais recursos a serem investidos, faltando apenas gestão e vontade daqueles que podem interferir politicamente para que a Segurança Pública não se torne a menor parte dentro do Fundo Constitucional.

O que poderia ser feito, de acordo com o que falou o gestor do Fundo, para melhorar a aplicação dos recursos?

Tanto o gestor do Fundo, quanto o governador do DF aliados aos ordenadores de despesa, antes de lançar mão de qualquer projeto que implique na utilização dos recursos no ano seguinte, deveriam se reunir com os representantes de cada setor e estabelecerem uma discussão ampla para que os gastos do Fundo não venham apenas com um peso político, e sim, técnico, baseado na participação de todos os envolvidos.

Depreende-se com as declarações do gestor, que está havendo desvio de finalidade?

Sim. Por dois motivos. Quando observamos dois setores (que segundo a Lei 10.633/02 deveriam ser somente auxiliados financeiramente) avançarem mais do que aquele que foi o verdadeiro motivo de criação do Fundo, no caso a Segurança Pública. No projeto inicial o objetivo do Fundo foi manter e organizar a Segurança Pública, percebe-se que está havendo uma mudança de destinação ou no mínimo uma malversação de verba pública.

O que o Sinpol fará daqui em diante no que diz respeito a esse assunto?

Continuaremos o trabalho que já vinha sendo realizado, como por exemplo, a visita que fizemos ao estado de Alagoas, em que houve malversação de recursos destinados pela União. Nesse caso, o gestor (governador) foi incurso na Lei da improbidade administrativa e da Ficha Limpa. No DF, fizemos reuniões com alguns setores que participam da fiscalização do Fundo (TCDF e TCU). Acima de tudo, o Sinpol está coletando documentos, que juntamente com o que declarou o gestor do Fundo, servirá de embasamento para que, a partir do ano que vem, o Fundo não só tenha uma nova forma gestão, mas que seus recursos sejam aplicados nas áreas para o qual foi criado prioritariamente. Vamos fiscalizar, porém de imediato iremos tomar todas as medidas cabíveis, sendo de ordem técnica, política ou judicial. Não podemos aceitar pessoas alheias a esse processo de convocação do gestor, como sendo os grandes arquitetos dessa situação. Esse ato foi de iniciativa da bancada da Segurança Pública na CLDF e a ideia nasceu no Sinpol juntamente com os representantes sindicais. O deputado Wellington Luiz, em seguida, abraçou a causa e deu seguimento ao processo. Infelizmente, pessoas que desconhecem da matéria, agora querem emprestar o feito a outros, o que lamentamos.

E quanto ao movimento grevista. Qual deverá ser o comportamento da categoria?

A categoria deve continuar mobilizada e confiante nas deliberações das assembleias. Nosso objetivo é garantir que o GDF se manifeste e oferte alguma proposta. Já pontuamos de modo claro ao governo do DF o que os policiais civis querem. Uma contraproposta de nossa parte só será encaminhada após responsável discussão com a base, a qual deverá ser antecedida de uma proposta objetiva e oficial do GDF. Confiamos de modo claro no que delibera a base reunida em assembleia. O que for decidido na próxima quarta-feira (7), daremos seguimento sem nenhum problema. Importante destacar que, estamos trabalhando em diversas frentes em busca de informações que possam subsidiar nossos sindicalizados no momento de decidirem qual o rumo que deverá seguir nosso movimento. (Fonte Sinpol)

Fonte: Blog do Callado

Pesquisa dá ligeira vantagem a Obama

O presidente Barack Obama tem ligeiro favoritismo para vencer as eleições nos EUA, apesar de estar tecnicamente empatado nas pesquisas com o adversário, Mitt Romney. A vantagem do democrata está no Colégio Eleitoral, onde seu caminho para alcançar a metade dos 538 delegados tem bem menos obstáculos do que o republicano.

De acordo com a média das pesquisas calculada pelo site Real Clear Politics, Obama tem 48,5% das intenções de voto contra 48,1% de Romney, dentro da margem de erro. O presidente aparece na frente do rival em três dos oito principais levantamentos, com o adversário liderando em duas, além de mais dois colocando ambos com o mesmo porcentual.

Com o cronômetro na mão, Obama e Romney percorreram Estados cruciais para a eleição, com a mesma receita tradicional de vitória: animar o cidadão já conquistado a votar, ainda que sob a neve. Ambos trocaram acusações e reforçaram promessas de campanha. “Nosso trabalho não terminou ainda. Vamos terminar o que começamos”, declarou Obama a uma plateia de 18 mil eleitores de Madison, em Wisconsin. “A não ser que mudemos o curso, podemos cair em nova recessão”, apelou Romney em comício em Lynchburg, na Virgínia.

Ao vencer em um Estado, o candidato leva todos os seus delegados. Em muitos deles, como os mais populosos Califórnia (democrata) e Texas (republicano), o vencedor já é dado como certo pelas pesquisas.

Fonte: O Estado de S. Paulo

DEM busca outras alianças para eleições de 2014

Após eleger ACM Neto prefeito de Salvador, a terceira capital do país, os dirigentes do DEM recuperaram o fôlego e querem agora valorizar o passe do partido para as eleições de 2014. Como primeira medida, caciques da legenda passaram a defender aproximação com o PSB de Eduardo Campos.

Depois de 16 anos acompanhando o PSDB de forma quase automática nas disputas presidenciais, setores do DEM defendem que a legenda se mostre disposta a conversar com outros interlocutores. O PSB surge como alternativa natural, até por ser o único partido com uma possível candidatura para rivalizar com a polarização PT-PSDB.

O presidente do DEM, senador José Agripino Maia (RN), e o deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO) são dois dos maiores entusiastas do diálogo com o PSB. Nos últimos anos, cresceu entre os democratas a insatisfação em relação aos tucanos, com a avaliação geral de que os aliados históricos vêm tratando o partido como mera linha auxiliar, sem retribuir o auxílio que recebem nas eleições nacionais.

Fonte: O Globo

Para articular 3ª via, Marina apoia políticos de 11 partidos

Após declarar apoio a candidatos de 11 partidos diferentes nas eleições municipais, a ex-presidenciável Marina Silva (sem partido) disse que desde 2010 a população brasileira vem demonstrando nas urnas que o país quer uma terceira via política.

Embora garanta não saber se é candidata em 2014, a ex-ministra do Meio Ambiente costurou suas declarações de apoio país afora com base na sustentabilidade global “em todas as suas dimensões”.

Sob esse discurso, o leque de apoiados por Marina em 2012 incluiu candidatos de PT, PMDB, PSB, PDT, PPS, PSOL, PRB, PTN, PSC, PMN e PV -partido pelo qual a ex-senadora conquistou 19,6 milhões de votos em 2010.

A Folha identificou 42 candidatos apoiados por Marina, sendo 19 postulantes a prefeito e 23 a vereador. Desses 8 foram eleitos, quatro como prefeitos, como Gustavo Fruet (PDT), em Curitiba, e Clécio Luís (PSOL), em Macapá (AP).

“É um movimento transpartidário. Não sei se serei candidata. Quero que o legado suscitado por mim continue sendo uma agenda relevante e possa crescer. Uma terceira via, o grande desafio do Brasil, que sempre viveu a polarização, é algo que tem de ser entendido como movimento da sociedade”, diz.

Fonte: Folha de São Paulo

Desvie o adversário do seu interesse e da sua mensagem

Esta é uma regra básica de estratégia política. Ela diz respeito ao combate político. Trata-se de uma manobra diversionista, mas que pode produzir resultados muito importantes.

Seu adversário, como você, está preocupado em comunicar-se com seus eleitores potenciais, para levar a eles a sua mensagem, da melhor forma possível e pelo maior tempo que puder. No combate político, então, você sempre sai ganhando alguma coisa se consegue desviá-lo do seu rumo.

Sair do rumo é perder tempo e tempo é irrecuperável numa campanha eleitoral

Saindo do seu rumo o adversário fica mais vulnerável. Ele será forçado a enfrentar situações e controvérsias para as quais não está bem preparado, às vezes terá que improvisar, ou terá que dedicar parte do seu tempo e de sua assessoria para informar-se e posicionar-se na questão, tenderá a cometer erros, e, em qualquer hipótese, você vai forçá-lo a perder horas, dias ou até mesmo semanas, para enfrentar a nova situação.

Enquanto isso, você, de um lado, alimenta a controvérsia, denúncia, acusação, e, de outro, mantém seu tempo livre para tratar de levar sua mensagem para os eleitores. Cada hora perdida numa campanha é um tempo irrecuperável. Por isto, desviar o adversário daquilo que é o seu melhor interesse, e de sua mensagem, é sempre uma ação tática de combate muito eficiente.

Para desviar o adversário não é necessário trazer a baila uma questão muito relevante ou uma acusação de grande gravidade. O critério é fixado pelo próprio adversário. Há candidatos de elevada sensibilidade. Basta uma acusação menor para desequilibrá-los e colocá-los numa verdadeira compulsão para responder, corrigir, ou explicar a questão.

Se surgir na mídia uma referência desairosa a ele, uma suspeita de comportamento irregular numa função pública, ou sobre um item do seu currículo, seu adversário terá que perder algum tempo para decidir se responde/explica ou não; se por fim decidir se pronunciar, vai perder tempo reunindo material para comprovar seu pronunciamento; vai gastar mais tempo preparando o que vai dizer, para quem, quando, como, etc.

O resultado é que:

perdeu tempo precioso;
teve que provocar alterações na sua agenda;
mobilizou auxiliares para ajudá-lo;
conforme a situação, gastou além de tempo, recursos para produzir comerciais, ou programas de TV e rádio para responder;
teve que provocar alterações na sua estratégia, que ocorrem após muitas discussões (atacar/não atacar, responder/não responder);
foi forçado a deixar de lado sua preocupação principal que é a de levar sua mensagem para os eleitores.

Como se vê, desviar o adversário do seu rumo é uma ação que pode produzir resultados importantes no combate eleitoral. Se você conseguir encadear várias situações como esta em seqüência, seu adversário vai encontrar muitas dificuldades para desenvolver uma campanha como ele planejou.

Desviar o adversário do seu rumo pode produzir resultados muito importantes

Nem todos os candidatos caem nesta armadilha, ainda que ela seja sempre perturbadora. Mesmo os mais experientes dedicarão tempo para avaliar as conseqüências e decidir o que fazer, porque, sendo experientes, sabem que, muitas vezes, o que parece sem importância para o candidato adquire importância para o eleitor.

Estas recomendações devem também funcionar como advertências, para o caso em que não é você quem desvia o adversário do seu rumo, mas, ao contrário, é ele quem está tentando isto com você.

A primeira e principal advertência é entender o que o adversário está buscando. Você deve descobrir se esta jogada visa desviá-lo do seu rumo estratégico, ou se visa destruir sua candidatura. As respostas serão diferentes, em cada uma destas situações.

Se o objetivo for desviá-lo, administre a situação de forma a poder voltar o mais breve possível ao foco de sua campanha. De quebra, vá preparando uma para ele. Se o objetivo for o de destruir a sua candidatura, então lute, e com a inteligência e garra de quem sabe os riscos que está correndo. Você terá que liquidar a questão e contra-atacar com igual intensidade.

A segunda advertência é não confundir o que é importante para você com o que é importante para o eleitor. Se a matéria só é importante para você, e não lhe traz prejuízos políticos maiores, livre-se dela, ignorando, minimizando, ou respondendo de forma cabal e sucinta, mostrando o objetivo real da jogada.

Se, ao contrário, ela for importante para o eleitor, trate-a como tal e encontre a forma de sair-se bem da situação com o mínimo possível de perdas.

Fonte: Política para Políticos

Em busca da informação confiável

Nada é mais necessário e mais valioso numa campanha eleitoral do que a informação confiável.

Nada é mais necessário e mais valioso numa campanha eleitoral do que a informação confiável. Na realidade uma campanha pode ser encarada como um esforço coordenado para :

É preciso processar informações

(1)    coletar informações (sobre eleitores, projetos, realidade local, apoios, recursos, adversários, e uma multidão de outros itens que facilmente podem ser imaginados.)

(2)    processar informações (avaliar,combinar, separar o que vai ser usado do que não será, priorizar, listar, quantificar, etc)

(3)    interpretar informações (extrair o significado dos dados, identificar tendências, construir cenários, descobrir novas possibilidades e perspectivas, confirmar hipóteses etc)

(4)    formatar informações (em projetos a serem propostos, em estratégias a serem seguidas, em atividades de campanha, na estratégia de comunicação e marketing, como por exemplo, peças)

(5)    comunicar informações (na publicidade de campanha, no discurso do candidato, nos debates, nas entrevistas, nos programas de rádio e TV etc)

A qualidade de uma campanha depende diretamente da qualidade da informação com a qual trabalha. Informação de má qualidade (imprecisa, incompleta, incorreta) empurra a campanha para o perigoso território do “palpitismo”, da intuição e do ativismo voluntarista.

O candidato e sua equipe estão sempre fazendo estimativas. Há entretanto uma enorme diferença entre fazer estimativas com base em informações confiáveis (ainda que insuficientes) e fazer estimativas com base em informações não confiáveis, de baixa qualidade.

Foi o entendimento do papel decisivo e insubstituível da informação confiável, para subsidiar as decisões do candidato numa disputa eleitoral, que provocou a mais importante das transformações ocorridas nas campanhas eleitorais no século XX: a inclusão da pesquisa política no seu núcleo central de estratégia e decisão.

Hoje não mais se concebe uma campanha feita às cegas, baseada apenas na sempre discutível “experiência”, na intuição e na improvisação. Não é possível construir uma campanha eleitoral eficiente sem informações precisas e confiáveis sobre o eleitorado, suas disposições, avaliações, interesses e prioridades São as pesquisas(quantitativas,qualitativas,censitárias de conteúdo etc), realizadas por organizações ou pessoas experientes e qualificadas, o instrumento mais adequado para produzir e organizar as informações indispensáveis à concepção de uma estratégia vitoriosa para a campanha.

Informação confiável, entretanto, não se limita apenas àquelas produzidas por pesquisas.

Refere-se também a toda informação que circula na campanha, que é objeto de discussão nas reuniões, e que é julgada suficientemente importante para subsidiar decisões. Muitas vezes a campanha não dispõe de recursos e/ou tempo para realizar uma pesquisa antes de tomar uma decisão de grande importância para a candidatura. Isto não significa que se deve abandonar a busca pela informação confiável. Muito ao contrário. Nessas situações o esforço para confirmar as informações necessárias para subsidiar a decisão deve ser ainda maior.

A informação confiável também não está só nas pesquisas realizadas

Procedimentos como múltipla checagem; avaliação da sua coerência com outras informações confirmadas, relativas ao mesmo assunto; conversa com analistas e comentaristas políticos; consistência com resultados de outras pesquisas,(realizadas pela campanha ou por rádios,jornais,TV, instituições); e, sobretudo, a interpretação do seu significado e da sua lógica, em função do conhecimento que se possui sobre o assunto, podem reduzir significativamente a margem de incerteza.

Em política, fatos ou informações sobre fatos (ocorridos ou por ocorrer) que não se revelam como auto-explicáveis devem sempre ser analisados pela ótica dos seus resultados e não da intenção.

A pergunta clássica que deve ser respondida é: a quem interessa? A quem beneficia? a ocorrência ou produção daquele fato. Em mais de 90% destes casos a identificação do beneficiado vai esclarecer as razões do fato.

A busca da informação confiável, portanto, deve tornar-se um hábito e uma regra compartilhada por toda equipe, inclusive o candidato, está ao alcance de qualquer campanha (pobre ou rica), e da qual decorrem alguns corolários:

(1) Quando a informação existe e está disponível (por exemplo, dados do censo, pesquisas já publicadas), não há desculpa para não possuí-la;

(2) Quem apresenta informações deve deixar explicitado o grau de confiabilidade delas (muita, razoável, pouca, nenhuma);

(3) O candidato tem que saber combinar confiabilidade e tempo. De nada adianta buscar uma confiabilidade que demore tanto para ser obtida que faça com que se perca o momento de usá-la. Nestes casos, é melhor decidir com base em informações razoavelmente seguras, ou até precárias, para não perder o momento e as oportunidades;

(4) Há decisões que, por sua importância e premência de tempo, precisam ser tomadas com poucas informações confiáveis ou com informações contraditórias. O candidato, nestes casos, não deve hesitar. Deve tomar as decisões necessárias, fazendo uso do seu melhor julgamento, e correndo os inevitáveis riscos. É aconselhável porém que prepare, por antecipação, uma alternativa de correção, para o caso de erro.

Fonte: Política para Políticos

Campanha Permanente: uma introdução

O fim da eleição é o começo de outra, até mesmo para o candidato que se elegeu.

Terminada a eleição, empossado o novo governante, a concepção dominante é de que o novo governo deve “parar de fazer política” e preocupar-se em administrar. O momento da política é a campanha eleitoral. O período de governo é o momento da administração.

É preciso pensar no mandato como campanha permanente

Harry Truman, presidente dos EUA, sintetizou essa forma de pensar numa frase que teria dito para o recém eleito John Kennedy:

“Uma vez eleito, pare de fazer campanha.”

Essa concepção, que separa radicalmente a atividade política da atividade de governo, é contestada por outra que sustenta:

“Terminada a eleição, começa a eleição.”

Nessa maneira de ver o processo político, a clássica dicotomia: eleições=política; governo=administração, deixou de existir. Hoje é costume dizer que: terminada a campanha eleitoral, começa a nova campanha. Cada vez mais, essa é a maneira predominante como os políticos, governantes e profissionais, passaram a encarar o período pós eleição.

Ninguém questionará que esta deva ser a atitude do candidato que não logrou se eleger, e que pretende seguir a carreira política. Tendo lhe sido negado pelo voto o espaço do governo e da administração, permanecerá no território da política, em busca de uma nova chance.

Já a situação do candidato que se elegeu, tende a ser vista de maneira diferente. No passado recente, e, em grande medida ainda nos dias de hoje, acredita-se que, uma vez eleito, “chega a hora de governar, de administrar, e não de fazer política”.

É certo que, para o candidato eleito, as prioridades mudam. Dele se espera agora, que cumpra o que prometeu na campanha eleitoral, pelo exercício dos poderes administrativos que o mandato lhe confere. O que há de novo, entretanto, não é a alteração da ordem de prioridade, e sim o fato de que a política contemporânea exige do líder eleito que, no período que separa uma eleição da outra, ele governe e faça “campanha política” ao mesmo tempo!

Campanha Permanente: o surgimento

Essa nova realidade política não surgiu da vontade de nenhum líder ou partido político. Tampouco resultou de mudanças na legislação eleitoral. Não é portanto, matéria de livre escolha do governante. Trata-se de uma imposição das novas condições em que o jogo político passou a ser jogado.

Ela é uma decorrência das mudanças tecnológicas, científicas, e culturais, difundidas pelas novas tecnologias de comunicação de massa, que passaram a reger a nossa maneira de viver, sobretudo a partir de meados do século XX.

É a universalização da sociedade de massas, ou, nas sociedades mais institucionalizadas, a universalização dos comportamentos de massa, que originou a nova política, da qual a campanha permanente tornou-se uma de suas marcas. O ritmo dos eventos sofreu uma enorme aceleração, enquanto o seu grau de permanência foi dramaticamente reduzido. O próprio ambiente em que ocorrem os fatos políticos tornou-se nervoso, instável, imprevisível e amplamente socializado, revolvendo, diariamente, uma massa de informações, cujo volume está fora do alcance do cidadão comum acompanhar, e menos ainda interpretar.

Não coloque a sua base política em segundo plano, isso será percebido e você terá “troco”

Para governar passou a ser necessário reter e ampliar o poder obtido nas eleições. Sem essa providência, o poder tende a se dispersar e retornar ao mercado político. A campanha permanente surgiu então, porque o poder deixou de ser encarado como um estado de coisas estabilizado até a próxima eleição, como decorrência de uma decisão eleitoral.

Ao contrário, o poder ficou sujeito a uma dinâmica permanente de fatos políticos que, de maneira informal mas muito real, estende o período de campanha (como período de preparação da próxima eleição) por sobre o período do mandato recém conquistado. Em outras palavras, quem ganhou que trate de reter e ampliar seu poder, e dar a ele a perspectiva de continuidade.

Quem perdeu, ou se situa na oposição ao governo, que trate de começar imediatamente a preparação do seu reposicionamento político pessoal, com vistas a disputar a próxima eleição. É o que passou a ser chamado de campanha permanente.

O que se quer transmitir, com este conceito é:

1.    Que campanha e governo, embora correspondam a realidades bem diferentes, não podem e não devem ser tratados como mutuamente excludentes.

2.    A experiência tem comprovado que, fazer um bom trabalho no exercício do mandato, ser um executivo competente ou um legislador produtivo, não é suficiente para assegurar a vitória na próxima eleição. Estes dois “fatos” da vida política justificam o argumento da conveniência de pensar-se o mandato em termos de uma “Campanha permanente”.

Fonte: Política para Políticos

PF plantou câmera em Durval para filmar Arruda

Gravações feitas dentro da sede da Polícia Federal, em Brasília, mostram agentes implantando equipamentos de filmagem no corpo de Durval Barbosa, delator responsável pela queda de José Roberto Arruda; “vai dar tudo certo”, diz a agente; fora da PF, Durval pega o carro e diz seu destino: a casa do governador.

Delator do ‘mensalão’ do DEM, Durval Barbosa filmou de dentro da casa do então governador do Distrito Federal José Roberto Arruda com equipamentos da Polícia Federal. Um dos vídeos feitos por Durval foi publicado nesta sexta-feira 2 pelo site QuidNovid, do jornalista Mino Pedrosa.

Fonte: Brasil 247

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