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Encerrada a audiência de Instrução e Julgamento de processo contra o ex-governador do DF

As testemunhas que não depuseram ainda residem em outro Estado ou têm prerrogativa de foro e serão ouvidas oportunamente.

Terminou na última quarta-feira (24) a audiência de Instrução e Julgamento, em continuação, no processo que apura denúncias de recebimento de propina contra os réus Jaqueline Maria Roriz, Manoel de Oliveira da Costa Neto, José Roberto Arruda e Durval Rodrigues Barbosa. O juiz da 2ª Vara da Fazenda Pública do DF ouviu naquela tarde as testemunhas arroladas pelo ex-governador Arruda e pela deputada federal Jaqueline Roriz. Apenas os advogados das partes estiveram presentes ao ato processual, os réus foram dispensados de comparecer.

Na abertura da sessão, os patronos de Arruda solicitaram novamente a suspensão do processo, fundamentando o pedido no art. 265, IV, b do CPC. O mesmo expediente havia sido usado no primeiro dia de audiência, 16/10. Eles aduziram que existem informações presentes em outras mídias que são indispensáveis ao deslinde da presente demanda. Além disso, voltaram a alegar, sobre o laudo do Instituto Nacional de Criminalística nº 1633/2010, ter havido manipulação e edição nos vídeos feitos por Durval.

Em relação ao pedido dos advogados, o Ministério Público pediu que ficasse consignado em ata: como eles tiveram acesso ao documento, que faz parte de um processo em segredo de justiça em trâmite no TRF? Um dos advogados relatou que a cópia do laudo foi deixada em seu escritório, dentro de um envelope, dias antes da primeira audiência, no dia 16/10. Porém, informou não saber quem foi o mensageiro.

O promotor fez questão de consignar: “Não é verdade que exista laudo do Instituto Nacional de Criminalística afirmando qualquer vício ou mácula nos vídeos objeto desta ação. Ao contrário, o laudo juntado aos autos e, este sim, relacionado ao caso em questão é conclusivo ao atestar a higidez das gravações”.

Outra controvérsia que voltou à tona foi o pedido da defesa de Arruda sobre um suposto vídeo gravado por Durval com imagens do atual governador que, de acordo com eles, estaria em poder dos promotores e não fora juntado aos autos. O promotor também fez questão de elucidar: “Ao contrário do que, maliciosamente, afirma a defesa, estes promotores não estão em poder desse vídeo e nem mesmo têm conhecimento sobre a veracidade da sua existência. Nem poderia ser diferente, porquanto qualquer investigação envolvendo o Governador de Estado tramita perante o STJ, cujo promotor natural da causa é o Procurador Geral da República. Por esta razão, o MPDFT entende que tal pedido de exibição de vídeo deve antes ser precedido da certeza da existência do mesmo e, além disso, da viabilidade de que venha a integrar os presentes autos”.

Após sanar essas questões, o Juiz indeferiu o pedido de suspensão do curso do processo e deu iníco à oitiva das testemunhas.

Seis testemunhas foram ouvidas, três arroladas por Arruda e três por Jaqueline Roriz. Os depoimentos foram rápidos e não acrescentaram muito ao deslinde da causa. Todos os depoentes afirmaram não ter tido conhecimento sobre a Operação Caixa de Pandora, a não ser o que foi noticiado pela mídia.

A defesa de Arruda dispensou a oitiva de uma testemunha que não compareceu e insistiu na oitiva de duas testemunhas que serão ouvidas em seus Estados de domicílio. As respectivas cartas precatórias já foram expedidas pelo juízo. Em relação às testemunhas de Jaqueline Roriz, a advogada dela insistiu na oitiva da Deputada Distrital Celina Leão que, por ter prerrogativa de foro, será ouvida em outro momento.

Ao encerrar a sessão, o magistrado concedeu prazo de 5 dias sucessivos para cada parte, momento em que poderão solicitar as diligências que ainda acharem necessárias.

A íntegra dos depoimentos e da ata de julgamento poderão ser acessadas na consulta processual de 1ª Instância, no site do TJDFT: www.tjdft.jus.br.

Fonte: TJDFT – 26/10/2012

O escândalo Scajola na Itália e o futuro da área de defesa no Brasil

O La Stampa, italiano, compara a uma “Caixa de Pandora” a investigação em curso naquele país, iniciada nesta semana, sobre o “canal direto” que  existiria entre o ex-ministro do Desenvolvimento do Governo Berlusconi, Claudio Scajola – acusado de propósito de corrupção em uma malograda venda de fragatas italianas ao Brasil – e o então Ministro da Defesa do Governo Lula em 2010, Nelson Jobim.

Naquele ano – em que a Itália insultava publicamente o Brasil devido ao Caso Battisti – já causara estranheza a  carona aceita pela Marinha Brasileira, ao embarcar, em Fortaleza, em um navio aeródromo italiano, helicópteros e marinheiros brasileiros destinados ao Haiti.

Agora, estoura na imprensa italiana, com grande destaque, a investigação sobre a projetada venda de fragatas FREMM, franco-italianas, ao Brasil. Além da busca, autorizada pela justiça, em vários endereços de Roma e Nápoles, foi efetuada também a prisão de um funcionário de alto escalão da Finmeccanica (grupo estatal italiano fabricante de armamentos), Paolo Pozzessere, envolvido em outra ponta do caso – a venda de armas e helicópteros ao Panamá.

O escândalo Scajola-Finmeccanica evidencia, mais uma vez, em que plano se coloca a colaboração entre as empresas ocidentais de defesa   – a maioria delas controladas por seus respectivos governos – e o nosso país.

A idéia é, sempre, a de obter a fabricação, lá fora ou aqui mesmo, de encomendas destinadas às Forças Armadas brasileiras, desde que não se transfira tecnologia e que se assegure  baixíssimo índice de  conteúdo nacional.

Para isso, sempre que necessário, adquire-se o controle de empresas brasileiras, algumas detentoras de projetos já desenvolvidos com as nossas forças armadas, para entrar com mais segurança no mercado.

Em caso de conflito futuro do Brasil com algum país da OTAN ou com os Estados Unidos, bastará usar a tática do “último tango no front”, aplicada exemplarmente à Argentina em seu conflito com a Inglaterra nas ilhas Malvinas. Suspende-se a fabricação de armamento e a reposição de peças e munição para as armas e para os aviões e navios vendidos anteriormente, já que  a lealdade dessas empresas sempre estará com seus donos, os governos de seus respectivos países.

Devemos seguir o exemplo europeu, que ancorou  sua estratégia de defesa em empresas estatais como a DNCS francesa (que nos vendeu os submarinos Scorpéne), a BAE britânica (que nos vendeu três fragatas recentemente) e a franco-alemã-espanhola EADS (que controla a Helibrás, e que nos prometeu  passar a tecnologia de construção de helicópteros a partir de 2020). O Brasil precisa – quem sabe usando a AMAZUL como base – constituir  estrutura pública própria para a pesquisa, o desenho e a construção de material bélico.

Com essa empresa, nacional e estatal, teríamos escala para aproveitar a tecnologia desenvolvida pelas nossas próprias indústrias de armamento, que estão sendo adquiridas a ritmo avassalador por multinacionais estrangeiras. E poderíamos  estabelecer, finalmente, parceria estratégica com os BRICS para o desenvolvimento de toda uma nova geração de armamentos.

Na terça-feira, mesmo dia em que estourou o escândalo Scajola na Itália, o presidente russo Vladimir Putin declarou, à saída da reunião de uma comissão governamental, que Moscou tomou a decisão de estreitar sua cooperação técnica e militar com os outros países dos BRICS:  “nossa cooperação militar e técnica com essas nações deverá atingir  patamar mais elevado, que leve em consideração o alto do potencial tecnológico, industrial e científico dessas nações. A cooperação com a Índia, por exemplo, não se limita à venda de armamento russo. A pesquisa e a concepção conjunta e a produção sob licença de material destinado a terceiros países é cada vez mais freqüente.”

Esse assunto poderá ser abordado na visita que a Presidente Dilma Roussef fará a Moscou, em dezembro. O governo russo estaria disposto a reabrir  seu mercado para as carnes brasileiras em troca da exportação ou da produção conjunta de armamentos. Para voltar a participar do Programa FX, de aquisição de caças para a Força Aérea, os russos aceitariam compartilhar a tecnologia dos aviões Sukhoi 35, venderiam a Brasília seus  mísseis anti-aéreos Tor, e renovariam o convite para que o Brasil participe do acordo do PAK-FA T-50, como sócio pleno do caça-bombardeio de quinta geração que estão desenvolvendo junto com a Índia, para entrar em operação por volta de 2018.

Por: Mauro Santayana

Fonte: Blog do Mauro Santayana / Gama Livre – 26/10/2012

Novo estádio terá Museu Garrincha

Local abrigará acervo com objetos históricos do craque do futebol brasileiro.

Depois de manter o nome de Mané Garrincha na denominação do novo estádio brasiliense, o GDF decidiu fazer um novo agrado ao ex-jogador. Foi divulgada ontem a criação de um museu dedicado ao ex-craque, que emprestou o nome ao antigo estádio inaugurado em Brasília na década de 1970. A ideia do governo local é reunir um acervo para resgatar a história do futebol brasileiro.

“Temos um carinho muito especial pelo nosso querido Mané Garrincha, que deu tantas alegrias para o povo brasileiro e continua sendo, depois de muitos anos, essa grande referência da genialidade do futebol”, disse o governador – botafoguense – Agnelo Queiroz.

A denominação do novo estádio foi alvo de disputa política em junho deste ano. A deputada distrital Liliane Roriz (PSD) propôs projeto para manter Mané Garrincha no nome. Agnelo, no entanto, vetou, alegando que a responsabilidade de nomear a arena é da Terracap, proprietária do estádio. Os distritais, então, derrubaram o veto ao projeto e a lei foi promulgada, mantendo, portanto, a nomenclatura “Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha”.

Prestígio

Brasília não é a primeira cidade a ter um museu dedicado ao ex-craque. O Maracanã, no Rio de Janeiro, mantinha um local em homenagem a Garrincha antes da demolição para a Copa do Mundo de 2014, com objetos antigos do esporte brasileiro.

Fonte: Metro Brasília – 26/10/2012

Atraso no STF: sentença do mensalão será proclamada por Barbosa presidente

Ninguém mais sabe quando o julgamento do mensalão terminará. A pressa acabou quando ficou constatado que seria impossível concluir a fixação das penas para os condenados esta semana, em que o tribunal sequer encerrou a tarefa de estabelecer a sentença para dois de 25 deles. Com isso, o resultado do julgamento não mais será mais proclamado por Ayres Britto, e sim pelo presidente eleito do Tribunal, Joaquim Barbosa.

Britto, que se aposenta no dia 18 porque completa 70 anos, deve ter sua última sessão na quarta, dia 14. Sendo assim, de acordo com a nova agenda de trabalho apresentada ontem, o ministro só participará de mais 4 audiências de julgamento do mensalão, que sofrerá uma interrupção de 12 dias. O mais provável é que Britto deixe registrado seu cálculo para as penas dos condenados – a chamada “dosimetria”, como fez Cezar Peluso, aposentado há dois meses, para ser considerada no momento da fixação da sentença.

Barbosa toma posse como presidente do STF no dia 22 de novembro. Como o julgamento está no final, não deve haver troca de relatores, e o ministro deve acumular a função com a presidência. Caberá a ele, então, proclamar o resultado do maior julgamento da história do STF.

É função do presidente da Corte coordenar os trabalhos do Tribunal, fixar datas para as sessões, dirimir pendências provocadas por empates, programar a agenda de decisões sobre recursos – tudo em comum acordo com os colegas. O STF, após o final do julgamento e da publicação de seu resultado, terá de julgar um grande número de recursos – etapa que deve se estender por parte do primeiro semestre de 2013, sob a presidência de Barbosa. Só então é que deve haver a expedição dos primeiros mandatos de prisão dos réus condenados.

Fonte: Blog da Christina Lemos – 26/10/2012

Agenda Cultural – Circuito Let’s Burn

Circuito Let’s Burn – Esta noite vai incendiar Brasília

Dia: Quinta, dia 01 de Novembro (Vespera de Feriado)
Local: MDO Squash Club – 22h

Atrações:

– Tiko’s Groove
Grande destaque no Brasil.
Seu HIT “I DON’T KNOW WHAT TO DO” e “I CAN’T GET NOTHING” estão entre as musicas mais pedidas do mundo.

– Keemo
Autor do HIT Verao 2012 “BEAUTIFULL LIE”

– Dj Raul Mendes
– Dj Lucio Balla

Pontos de Venda:

– Zimbrus (305 Sul, Pier 21, Aguas Claras e Taguatinga)

– Subway (707 Norte, 209 Norte, Shopping Iguatemi, Park Shopping, Taguatinga Centro, Aguas Claras)

– Bilheteria Digital – em ate 12x nos cartões
www.bilheteriadigital.com.br

Ingressos:

1º Lote: Promocional
R$40,00 – Feminino
R$60,00 – Masculino

Informações: 61 3347-6763 / 7818.9155 / 3342-2232

Concurso Top Blog 2012 – 2ª etapa

Top blog 2 etapaO Blog está em seu segundo ano, foram mais de 2.000 mil postagens. Tivemos um problema no servidor e ficamos alguns dias fora do ar, perdemos muitos arquivos, mas o importante é que estamos de volta. Espero que vocês aprovem o novo layout.

Aproveito e peço seu voto no prêmio nacional Top Blog 2012, onde estamos concorrendo na categoria Política. Na primeira etapa ficamos entre os 100 e isso só foi possível com o voto de vocês. Agora peço seu voto novamente para a segunda etapa.

Essa 2º fase termina no dia 11 de novembro. Peço a ajuda de vocês para votarem e divulgarem para aos seus amigos. É possível votar uma vez com email, uma vez com twitter e uma vez com facebook.

Para votar clique aqui.

Sandro Gianelli

 

Fazer declarações “infelizes”

Todos erram em algum momento. Mas algumas frases costumam ser letais para a campanha do candidato.

É humano. Todos fazem em algum momento. A maioria delas não chama muita atenção, é logo esquecida, e não causa maior prejuízo. Algumas entretanto são letais. Acompanham o candidato como uma sombra pelo resto de sua carreira política.

Kennedy preparou um comercial contra Nixon, usando infeliz declaração de Eisenhower

Há vários tipos de declarações infelizes. As mais comuns são aquelas feitas por parentes do candidato, por seus aliados políticos, e, a pior, pelo próprio.

Em 1960 Kennedy preparou um comercial contra Nixon, usando uma declaração infeliz do Presidente Eisenhower. Nixon tentava provar sua maior experiência, por ter sido vice-presidente por 8 anos. Era uma linha forte de argumentação, uma vez que Kennedy, como senador, não tinha um retrospecto nesta área que se comparasse ao de Nixon.

O comercial de Kennedy reproduzia a gravação de uma entrevista com Eisenhower, em que este, perguntado sobre quais tinham sido as questões sobre as quais Nixon havia tido alguma influência, respondia: “Se você me der uma semana, talvez eu consiga pensar em alguma”.

Uma declaração infeliz do Presidente, feita num outro momento sem relação com a campanha eleitoral, no qual provavelmente tentava fazer uma pilhéria, foi usada pelo adversário para abalar a argumentação de Nixon sobre sua experiência, e ridicularizá-lo.

Familiares também contribuem com sua quota de declarações infelizes. Pouco habituados com a dinâmica pública de uma campanha e com a malícia dos jornalistas, quando não preparados antecipadamente para os riscos, cometem imprudências fazendo revelações, tornando públicas inconfidências ou fatos da intimidade, que podem ser utilizadas pelos adversários.

Mas ninguém é mais pródigo em fazer declarações infelizes do que os próprios candidatos. Cansaço, oscilações de humor, vaidade, desejo de aparecer espirituoso e inteligente, são fatores que usualmente antecedem aquelas declarações.

Declarações infelizes então, vamos considerar primordialmente aquelas pronunciadas pelo próprio candidato.

Porque caracterizamos como “infelizes” ?

Porque agridem a algum segmento do eleitorado;
Porque eram absolutamente desnecessárias;
Porque são formatadas em “frases de efeito”;
Porque ficam associadas ao candidato;
Porque nunca são totalmente esquecidas pelos eleitores;
Porque provocam importantes perdas eleitorais.

Paulo Maluf é outro político que vem sendo perseguido a várias eleições pela declaração “estupra mas não mata” que, como ele mesmo já explicou, foi feita num momento em que se encontrava extremamente cansado, e sem a intenção que seus adversários lhe imputam, quando usam a frase contra ele.

Se o candidato estiver cansado e de mau humor está propenso a fazer declarações infelizes

Maluf já foi levado a também gastar programas, ao lado de sua família, para explicar o que quis dizer, quando usou aquela expressão. O problema está no fato de que as explicações produzem menos impacto no eleitor do que a frase pronunciada.

Só o fato de ter que se explicar já é ruim, ter que se explicar em matérias desta natureza é muito pior, ainda mais quando a explicação é feita num período eleitoral, em que o eleitor sempre fica desconfiado se a explicação é autêntica, ou apenas motivada pelo interesse eleitoral.

O candidato deve então adotar como regra evitar fazer este tipo de declaração sempre que estiver naquelas condições acima enumeradas: cansado, de mau humor, excessivamente eufórico,ou qualquer outra condição psicologicamente desfavorável. Nestas situações é preferível não falar, ou não falar naquele momento, ou conversar com sua assessoria o que está pensando falar, para evitar o tropeço.

Também deve adotar a cautela no uso de frases de efeito. É sempre preferível testá-las com seus assessores antes de usá-las, sobretudo aquelas mais “atraentes” de dizer, pelo seu conteúdo espirituoso, pela sua originalidade.

Não há dúvida de que se forem desta natureza serão citadas na mídia, e com destaque. Mas uma vez aparecendo na mídia, por suas próprias características, serão difundidas no eleitorado com uma velocidade incrível.

Cria-se desta forma uma frase que será “companheira” do candidato pelo resto de sua carreira, com destaque especial para as eleições que concorrer. E, no final das contas, pensando-se bem, elas eram totalmente desnecessárias para os argumentos da candidatura.

Em suma, o ônus político que implicam não resultou em nenhum benefício ao candidato.

Fonte: Política para Políticos

Uma estrutura básica para a comunicação no executivo

A área mais sensível na comunicação governamental é, sem dúvida, a da Publicidade.

A comunicação está para o político como o oxigênio está para a vida. Foi mediante uma comunicação competente que ele se elegeu, é por meio de uma comunicação igualmente eficiente, que ele justifica, no poder o acerto de sua eleição e o sucesso futuro de sua carreira.

A legislação e a peça orçamentária dão ao executivo meios para montar equipe

O princípio vale igualmente para os cargos legislativos, assim como para os executivos, embora, para estes últimos, a necessidade de uma comunicação eficiente seja muito maior. Por esta razão, a legislação e a peça orçamentária dão ao poder executivo os meios para montar uma estrutura de comunicação. O equívoco mais comum nesta etapa é montar uma estrutura apenas com a assessoria de imprensa, focada predominantemente na mídia impressa.

Mesmo que os jornais tenham inegável importância e peso documental, as outras mídias devem ser adequadamente contempladas na montagem desta estrutura. É impensável uma comunicação eficiente e abrangente, nos dias de hoje, sem a utilização da TV, assim como do rádio que, pela sua pronta resposta e instantaneidade, não pode ser deixado em segundo plano, sem esquecer da internet: websites e redes sociais.

É evidente que, no legislativo, as estruturas de comunicação serão mais reduzidas. A Casa terá o seu órgão de comunicação que atenderá a sua comunicação institucional e as necessidades de todos os seus membros, embora seja aconselhável que cada um possua o seu assessor próprio. Nestes casos, o que se busca são profissionais com vocação multimídia, capazes de entender e atender tanto os veículos impressos como os eletrônicos. No caso dos macro projetos de comunicação – para o executivo, especialmente – uma vantagem inicial é a estrutura de campanha que, em parte, pelo menos, tende a ser transportada para o governo.

Na montagem da estrutura básica para o executivo, a operação de comunicação costuma ser dividida em coordenadorias destinadas a atender todas as áreas de interesse: Jornalismo (impresso, incluindo foto, rádio, tv, internet), Publicidade, Relações Públicas e, em alguns casos, agrega-se a gestão dos veículos de rádio e tv estatais, ou mesmo do Diário Oficial. A coordenação de jornalismo administra o dia-a-dia das relações com a imprensa, preparando releases, agendando entrevistas, organizando coletivas, com o apoio dos serviços de escuta, clipagem e arquivo/memória. Esta coordenação pode ser exclusiva do núcleo central do poder – governador ou prefeito e os chamados secretários da casa -, ou abrangente, em relação à qual, todas as assessorias dos órgãos da administração direta e indireta, funcionam como espécies de sucursais, reportando-se à Secretaria de Comunicação, que passa a ter o papel de uma grande produtora de conteúdos. A vantagem deste modelo centralizado é o “afinamento do discurso” para toda a administração. A desvantagem é a perda da agilidade, pelo excesso de controle. A mídia tende resistir a ideia de receber uma informação mais controlada, de uma única fonte, e a operação centralizada muitas vezes azeda as relações com os veículos.

Secretaria de Comunicação deve ser uma produtora de conteúdos

Em qualquer modelo, entretanto, a coordenação de jornalismo funciona nos mesmos moldes de uma típica redação de jornal, rádio e tv – inclusive na nomenclatura dos cargos, com seus repórteres, editores/redatores especializados por temas, como saúde, educação, transportes, etc. Incumbe também à coordenação de jornalismo certas produções próprias do governo de conteúdo basicamente informativo: jornais, impressos, programas de rádio e tv oficiais, site governamental, entre outros, assim como a relação com os veículos do interior e de outros centros.

O marketing do governo normalmente é tarefa de uma agência de publicidade contratada por licitação. No caso das prefeituras, interessam particularmente os jornais de bairro ou segmentados que, aparentemente não têm grande peso mas são decisivos na transmissão de informações para líderes comunitários ou formadores de opinião em áreas de interesse governamental. A área de Relações Públicas tem sob a sua responsabilidade os eventos que dão sustentação às ações de comunicação e com elas se articulam. O setor de cerimonial pode ser incluído nesta coordenadoria. Entretanto, a área mais sensível na comunicação governamental é, sem dúvida, a da Publicidade, que fica sob a responsabilidade de uma agência de publicidade, escolhida na forma da lei, que se regula pela Lei 8666 e ainda atende as exigências da Lei de Responsabilidade Fiscal.

Esta é, nas suas grandes linhas, uma estrutura básica e geral, para a função de comunicação social do executivo. Há, como é óbvio, variantes desta estrutura, que correspondem às circunstâncias peculiares de cada administração. O fundamental, entretanto, é que o órgão de comunicação possua as características de elevado profissionalismo, boa reputação, e lealdade política ao governo.

Fonte: Política para Políticos

Enfrentando o medo de falar em público

Glossophobia é o termo técnico que designa o “temor de falar em público”. A palavra glossophobia vem do grego (glossa, significando língua e phobos, significando temor, pavor). Glossophobia é também um sintoma de “ansiedade de performance”, isto é ansiedade, medo ou fobia persistente, que antecede a performance frente a um auditório ou uma câmera.

Glossophobia é sintoma de “ansiedade de performance”

Manifesta-se no receio de mostrar-se, de ser observado e de tornar-se o centro das atenções. Não é genético ou inato, mas conseqüência de formação inadequada. O maior entrave é não acreditar poder superá-lo.

Este medo é uma visão distorcida da realidade interna e externa e que bloqueia a expressão integral do indivíduo.

Quando “obrigado” a falar em público, o portador do medo inibe-se, sente-se travado, perde a naturalidade. É uma dificuldade que impede a conquista do espaço social e, principalmente, o progresso profissional.

Principais características da presença do medo:

Esse estado psicológico de temor, chegando até mesmo à fobia, tem inúmeras manifestações como:

Arritmia ou palpitação cardíaca;
Tremor nas mãos e pernas;
Diarréia, tiques nervosos na face, garganta seca ou excesso de saliva;
Intensa ansiedade;
Mãos, rosto e axilas suadas em demasia;
Mudança da cor do rosto: ficar pálido, branco ou vermelho;
Não saber como e onde posicionar as próprias mãos;
Sorrir demasiadamente ou semblante muito fechado;
Perder a seqüência de idéias: “deu um branco”;
Impaciência, pressa na abordagem do assunto, desejo manifesto de terminar logo o discurso;
Ter receio dos olhares dos ouvintes, voz embargada, rouquidão, pronúncia errada das palavras;

Como se pode perceber, o medo/ansiedade de falar em público não é problema menor. Muito ao contrário, é um problema sério e que exige disciplina, orientação e trabalho persistente para supera-lo

Demóstenes, com a boca cheia de seixos, queria calar o mar

Não foi por outra razão que começamos relatando o dramático esforço de Demóstenes, reconhecido por todos como o maior orador da Antiguidade Clássica, para superar a insegurança crônica de que sofria para falar em público, o pavor que o acometia cada vez que discursava e a crítica impiedosa que fazia de si mesmo.

São reações tão fortes que, não poucas vezes, as pessoas que sofrem deste problema desistem de seguir carreiras, que implicam necessariamente no ato de falar para auditórios, como as carreiras de professor, artista, e, no que mais nos interessa a carreira da política e da vida pública. Como então lidar com essa dificuldade até chegar a superá-la? Embora a superação final do problema deverá resultar de um processo pessoal de aprendizado, persistência, disciplina e treinamento, extraímos do texto do curso, algumas sugestões que poderão ser úteis.

Grande orador, Churchilli fracassou em seus primeiros discursos na Câmara dos Comuns (Inglaterra)

Confiança em si mesmo – Este é o sentimento mais importante, é a questão decisiva. Adquirir confiança em si mesmo para falar em público. O problema existe, você convive com ele e faz concessões a ele já por muitos anos, mas você não se conforma com a situação. O problema agora deixou de ser um desconforto para tornar-se um obstáculo que pode impedi-lo de alcançar seus objetivos. Você sente que precisa fazer alguma coisa, mas não encontra dentro de si os meios e a suficiente confiança para superá-lo. É por ai que começa sua luta. Você precisa buscar esta confiança. Procure na sua vida outros momentos em que você enfrentou um problema difícil, que parecia impossível de resolver, e, que, você acabou superando. Reconstitua esses momentos passados e recupere a lembrança do quanto eram aterrorizadores antes de você superá-los e o quanto se tornaram simples de lidar, depois que você os superou. Reforce assim sua vontade de enfrentá-lo e a sua confiança pessoal

Estude o assunto – O Exemplo de Demóstenes é extremo nos dois sentidos: no quanto se sacrificou para aprender e na excelência e glória que atingiu. O conhecimento que você adquirir sobre oratória não terá o poder de dissipar a ansiedade e o temor de falar, mas, uma vez rompido o bloqueio, vai acelerar e aprofundar o seu progresso. Leia biografias de oradores célebres. Você vai se surpreender com a quantidade de grandes e famosos oradores que tinham problemas semelhantes aos seus.

Pratique falar para outros – Primeiro para o espelho, depois para os íntimos, e mais tarde para amigos, (sempre o mesmo texto) e só então para o gravador e vídeo. Se você tem problemas para falar em público, não há como avançar sem praticar. Quando sentir-se mais seguro fale para o gravador, e, só mais tarde, com mais experiência, use o vídeo. Para quem estiver se preparando para uma campanha próxima, treinando sozinho a prática da oratória, desaconselho o uso do vídeo.

Disraeli, ministro preferido da Rainha Victoria, nem terminar seu discurso conseguiu…

Domine o tema que vai abordar – Se você domina o assunto sobre o qual vai falar, se o conhece muito mais do que o público que o ouve, você ganha um poderoso auxiliar para reforçar sua confiança.

O conhecimento específico – A segurança que você possui sobre a natureza do assunto assim como seus principais argumentos é um importante fator de redução da ansiedade, e dos sentimentos de temor. Esta condição, ao colocá-lo em posição de superioridade face aos seus ouvintes, contribui para aumentar a sua auto-confiança. Aquela sensação pânica de, de repente “dar o branco”, perder a linha de raciocínio, ficar sem palavras, é significativamente diminuída quando o tema tratado é de seu domínio.

Fonte: Política para Políticos

Transição: escolhendo mal a equipe de governo I

Nomes ilustres, com luz própria e independentes nem sempre são uma escolha conveniente.

Há muitas maneiras de começar mal um mandato, e de modo muito especial um governo. Uma das formas mais comuns de um início equivocado resulta de escolhas mal feitas para a equipe de governo. Há várias razões que concorrem para fazer escolhas ruins. Desde logo, há que considerar que a formação de uma equipe de governo é uma “composição”. Ao escolher nomes para integrar a equipe, o governante terá que levar em conta injunções partidárias, expectativas de aliados e de colaboradores importantes da campanha assim como a seleção de técnicos e especialistas sem militância partidária.

A formação de uma equipe de governo é uma “composição”

Terá que fazer suas escolhas com um olho voltado para a mídia, outro para o legislativo (onde precisa conseguir maioria), outro para os aspectos técnicos da administração, e outro para seus aliados políticos. Reconhece-se que é muito olho para uma só pessoa. Mas esta é a situação.

Longe estamos da fase da campanha, quando o candidato era totalmente livre para escolher seus auxiliares e colaboradores. Como é ele quem viabiliza a campanha financeiramente (e não o partido), e, como é ele quem sofrerá diretamente as consequências da derrota, ninguém tem poder para impor-lhe nenhum nome. No governo, a realidade é outra. O partido ganha força, o legislativo precisa ser agradado e atraído, e existe o compromisso de fazer um governo que corresponda às expectativas que ele despertou na campanha.

Aliás, quando as pressões ficam excessivas, é neste argumento básico (responsabilidade de fazer um governo que corresponda às expectativas dos eleitores) que o candidato “se agarra” para resistir.

Os objetivos buscados com a formação

da equipe são vários e diferenciados:

– Fortalecer o partido

– Obter maioria ou a boa vontade do legislativo

– Corresponder às expectativas geradas pela eleição

– Prestigiar apoiadores e colaboradores

– Obter uma boa receptividade da mídia

Conciliar estes objetivos não é tarefa fácil, mas o candidato vitorioso conta com muitos recursos para consegui-lo. Há cargos de primeiro, segundo e terceiro escalão, há comissões existentes e que ele pode criar, há funções de assessoria, empresas públicas, diretorias de estatais, etc. Com calma, paciência e habilidade é possível acomodar as principais reivindicações e compor uma equipe adequada para governar, sem deixar de atender aqueles objetivos. Nesta coluna vamos analisar uma destas escolhas, que costuma ser catastrófica para o governante, mas que ocorre com frequência porque é muito atraente e tentadora.

O caso do nome ilustre, com luz própria e independente

Na composição do governo, não é incomum que surja a ideia tentadora de convidar uma pessoa ilustre, respeitada e famosa, sem envolvimento político, ou que tenha apoiado outro candidato, para integrar o governo. Trata-se de uma idéia tentadora, porque representa um “lance” político ousado, um ato surpreendente, por meio do qual o eleito dá uma demonstração de sua disposição democrática de abrir o governo para pessoas independentes, que não vai governar apenas com os do seu partido e com os que o apoiam de maneira incondicional.

Não é incomum que surja a ideia de convidar uma pessoa ilustre, sem um envolvimento político

Mais ainda, sendo uma pessoa ilustre, seu ingresso no governo “agrega politicamente”. Ele traz a aceitação de segmentos da opinião pública que eram hostis, céticos ou indiferentes ao novo governo. É a prova de que pretende ser o governante de todos, e não apenas dos que o elegeram. Para a mídia é uma festa. É um fato novo que produz grande impacto. Aliás, o governante logo percebe que alguma coisa está errada pela reação da mídia nas notícias e nos comentários. Seu colaborador eclipsa completamente a sua imagem, enquanto é notícia.

O que é mais significativo entretanto é que se exalta o escolhido pelos seus méritos, pelo que trará de qualidade para o governo, e sutilmente, ele é situado numa posição de juiz das boas e verdadeiras intenções que jazem por trás da escolha, silenciando-se ou referindo apenas de passagem ao mérito de quem o escolheu. O governante que tomar esta decisão está comprando por antecipação um grande problema para seu governo, que, cedo ou tarde, vai se manifestar.

Esta pessoa ilustre é independente e tende a sentir-se como avalista das boas intenções do novo governo. O pacto mediante o qual o colaborador ilustre veio para o governo é totalmente diferente do celebrado com os outros. Contém uma quota insuportável de subjetividade. O colaborador ilustre não tem um vínculo político pessoal com quem o escolheu. Ele se sente como escolhido pela sociedade, e o governante apenas limitou-se a reconhecer esta realidade. Seu mérito resume-se a aceitar submeter-se a esta “imposição social”.

Como é uma pessoa independente, que tem luz própria e uma “reputação a preservar”, se constitui numa “pedra no sapato”. Certas coisas não se podem falar na frente dele, outras ele não pode tomar conhecimento. Outras ainda é preciso gastar horas e dias preciosos para convencê-lo. Se for mantido fora das deliberações principais, sentir-se-á discriminado, excluído. Se integrar as deliberações poderá levantar problemas inconfortáveis, em questões que para todos são consensuais, atrasando ou paralisando a administração. Tende a ser uma pessoa carregada de escrúpulos, reservas e com uma permanente desconfiança de que pode estar sendo usado. Da parte do governante, passado o momento inicial em que seu governo ganhou um acréscimo de popularidade com a escolha, sente-se um prisioneiro. Precisa a todo custo evitar que o colaborador ilustre e independente se decepcione e “peça as contas”.

Se o nome ilustre deu prestígio, sua saída, lógico, será um abalo

Este é o temor paralisante com o qual passa a viver: Se o nome ilustre agregou prestígio ao governo ao aceitar o convite, sua saída do governo será um abalo político. “Se sair atirando”, isto é, denunciando que havia se enganado, que o governo não tem aquelas boas intenções propaladas, que não aceita certos procedimentos, ou denunciando alguma prática ilegal ou não ética, sua passagem pelo governo em nada ajudou e muito prejudicou.

Se sair de forma discreta, não falando sobre o governo, ainda assim é um abalo de proporções. Sua saída lança uma dúvida forte sobre um governo que não estava à sua altura, ou no qual não poderia continuar. Por que não poderia continuar? Esta questão presta-se a todo tipo de interpretação negativa, e alimenta todos os tipos de suspeita.

Assim sendo, pense muito, mas muito mesmo, antes de convidar uma pessoa com um perfil deste tipo para integrar seu governo. A menos que haja um vínculo pessoal de amizade entre você e ele (independente de preferências políticas), e uma amizade que se traduza em fidelidade política, não cometa o erro de convidá-lo. Os ganhos iniciais com a escolha são incomensuravelmente menores do que as perdas políticas que terá quando ele sair. E ele vai acabar saindo…

Fonte: Política para Políticos

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