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Mental Models: como os eleitores tomam suas decisões II

É um erro crer que seus votos estão assegurados em um determinado grupo?

As teorias mais recentes acerca do comportamento eleitoral partiram dos acúmulos teóricos e metodológicos já produzidos, e reinterpretaram os fatores que podem orientar e determinar as escolhas dos indivíduos. Um dos trabalhos mais promissores dessa nova safra foi escrito por Arthur Denzau e Douglass North, e diz respeito aos “mental models”.

Arthur Denzau
Para os autores, existem três fatores que se apresentam invariavelmente nas escolhas dos eleitores: complexidade, motivação e informação. A complexidade diz respeito ao contexto das escolhas, ou seja, ao grau de refinamento que é exigido para a tomada de uma determinada decisão. Este primeiro elemento, complexidade da decisão, influi no segundo e no terceiro elementos (motivação e informação).

Os autores utilizam como metáfora as decisões tomadas pelos indivíduos em uma economia de mercado. A decisão de comprar um produto X ou um produto Y está relacionada ao preço e à necessidade do consumidor. Conforme as circunstâncias, essa decisão pode ser revestida de um grau elevado de complexidade.

Se o consumidor imagina que o produto X é imprescindível, sua motivação para adquirir esse produto é maior, e seu interesse por informações acerca do produto Y é menor.

No entanto, se os dois produtos são equivalentes, na visão do consumidor, e seus custos são igualmente elevados, a decisão a ser tomada adquire uma imensa complexidade, e a escolha final do consumidor, vai depender não de um cálculo econômico puro, mas de elementos subjetivos que formam sua visão de mundo (ideologia), condicionada pelas circunstâncias (instituições).

Aplicando esse raciocínio à decisão do voto, os autores afirmam que, as ideologias e as instituições são os elementos que formam os “mental models”. Cabe ressaltar aqui que quando se fala em ideologias e instituições, não estamos falando em voto ideológico nem em conhecimento aprofundado a respeito das regras institucionais.

As “ideologias”, referidas pelos autores não são mais do que um conjunto genérico de crenças e valores adquiridos pelos indivíduos por meio da convivência familiar, educação, convivência social, religiosa, cultural, etc.

Já as regras institucionais são elementos externos, que atuam na forma como os eleitores expressarão suas escolhas, o que pode ocorrer por inúmeras maneiras, dependendo das características de cada sistema eleitoral. A partir do entendimento de que as escolhas eleitorais não são estruturadas por classes ou grupos sociais, e que, a racionalidade do eleitor não provém de um cálculo sofisticado, mas sim de sua experiência de vida, os autores chegam aos “mental models”, que são na verdade, interpretações subjetivas da realidade social. Obviamente, existem segmentos sociais que estruturam sua visão de mundo, ou sua ideologia, agregando elementos comuns ao próprio segmento social. Um exemplo mais simplificado seria o de uma comunidade religiosa. Tal comunidade possui crenças peculiares de sua confissão religiosa, mas a forma como estes elementos comuns vão influenciar a decisão do voto contém uma enorme carga de subjetividade.

Mental models e estratégia eleitoral

Qual a importância desses “achados” para as estratégias eleitorais?
O primeiro impacto desta nova concepção acerca do comportamento eleitoral está na destruição do mito de que existem “eleitores cativos”.

Muitos estrategistas e candidatos cometem o erro de acreditar que seus votos estão assegurados em um determinado grupo. Na verdade o que se vive hoje é uma fragmentação das identidades políticas e partidárias.

A cada eleição, a percepção dos eleitores pode ter sido alterada. Os “mental models” não são estruturas fixas. Os componentes que constituem os “mental models” variam de uma eleição para outra. Isso ocorre por inúmeros fatores, mas certamente o que torna mais imprevisível o comportamento dos eleitores é a forte carga de subjetividade embutida em cada “mental models”.

Com isso, estrategistas e candidatos devem, por meio de pesquisas, identificar as variáveis que podem influir na imagem construída acerca da realidade social pelos eleitores, e os critérios que serão utilizados por eles para definir seu voto. Esse é um exercício que exige habilidade, inteligência e percepção. Quando pensamos em uma estratégia de campanha a partir da concepção de “mental models”, precisamos ter a clareza de que estamos penetrando numa zona cinzenta.

Entretanto, a construção de um discurso capaz de formar um link entre a mensagem do candidato e os elementos que influenciam os ”mental models”, pode definir o resultado da disputa eleitoral.

Artigo baseado na obra: DENZAU, Arthur T. & NORTH, Douglass C. Shared mental model: ideologies and institutions. In LUPIA, Arthur, McCUBBINS, Mathew D. & POPKIN, Samuel L. Elements of reason. Cambridge. Cambridge University Press. 2000. pp. 23 – 46.

Fonte: Política para Políticos

União Internacional de Arquitetos critica contrato do GDF com Singapura

O senador Rodrigo Rollemberg (PSB/DF) leu hoje em Plenário a nota da Federação Panamericana de Associações de Arquitetos, que aprovou um documento contra a decisão do Governo do Distrito Federal de contratar, sem licitação, uma empresa de Singapura para planejar o desenvolvimento de Brasília para os próximos 50 anos.

O documento, que será encaminhado à Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), expressa “preocupação em relação às conseqüências negativas – e certamente irremediáveis – à cultura americana e universal da intervenção de uma empresa de Singapura para planejar os próximos 50 anos de Brasília”. E reafirma “o caráter simbólico exemplar da capital brasileira, cujo futuro não há de ser projetado por gestos mágicos traçados desde pranchetas distantes, mas por um processo permanente de concepção-desenho-participação, condição essencial do desenvolvimento de cidades democráticas”.

O contrato também foi criticado por Albert Dubler, presidente da União Internacional de Arquitetos (UIA), ligada à Unesco. “Brasília é um exemplo para arquitetos do mundo inteiro, não sei para quem Singapura é um exemplo”, afirmou. “É como se chamássemos o McDonald´s para fazer um restaurante de gastronomia na França”, comparou.

“O Brasil é um país democrático e Singapura, não”, acrescentou Dubler, ao destacar que as dificuldades não podem ser resolvidas sem que a população seja consultada. “Ter uma idéia de projeto representa 5%, o desenho representa 10%. Mas 85% é discutir com as pessoas”, detalhou, ao lembrar que a criação de Brasília aconteceu justamente em um momento de exercício da democracia. “E ainda é um planejamento que envolve um país que não tem afinidades culturais conosco”, acrescentou o renomado arquiteto João Filgueiras Lima, o Lelé.

O contrato entre o GDF e a empresa de Singapura foi debatido durante o 24º Congresso Panamericano de Arquitetos, que aconteceu em Maceió, na última semana.

Segue o link para o discurso do senador Rollemberg, onde é possível acessar também a íntegra do documento:
http://www.rollemberg.com.br/discursos.php?mod=4854

Nota Legal

A decisão do GDF em mudar as regras do Programa Nota Legal repercutiu negativamente na Câmara Legislativa. Em defesa dos contribuintes, a deputada Eliana Pedrosa (PSD) protocolou ontem Projeto de Decreto Legislativo para tentar sustar os efeitos da portaria da Secretaria de Fazenda que diminui em até 70% o tamanho do repasse aos participantes do programa. Além disso, uma audiência pública deve ser realizada na Casa para cobrar explicações dos gestores. Publicada no DODF do último dia 23, a portaria diz que a queda no repasse retroage a maio. Para Eliana, a medida é um equívoco e mostra falta de transparência na gestão do programa. “Não podemos deixar que o governo faça uma portaria que retroaja para prejudicar o cidadão. Se quer mudar as regras, que faça de forma transparente, no início do ano e com muita publicidade”, disse Eliana.

Após a Secretaria de Fazenda (Sefaz) do DF anunciar a redução nos créditos para os participantes do Nota Legal, o deputado Professor Israel classificou a medida como um “retrocesso” e utilizou as redes sociais para dizer que a arrecadação não diminuiu, como alega o Executivo, o que falta é fiscalização. “O contribuinte faz a parte dele e informa o CPF na compra, mas muitos estabelecimentos não fazem a sua parte, na hora de lançar os dados, e a Secretaria não fiscaliza. O problema está, sem dúvida, na fiscalização”, escreveu ele no Facebook. Israel é autor da lei do Nota Legal em dinheiro, aprovada neste ano para valer já em 2013. Quem não tem carro nem casa terá direito ao benefício, a ser creditado na conta bancária indicada. A proposta ampliou o programa, antes restrito a uma parcela da população e válido apenas para descontos no IPTU e IPVA.

Fonte: Coluna ONs e OFFs – Lívio di Araújo

De volta

O deputado distrital Wellington Luiz (PPL) reassumirá a Secretaria de Condomínios, mas só no próximo ano. Segundo fonte da coluna, o acertado é que o parlamentar volte à pasta antes do carnaval. Ainda segundo a fonte, Wellington já teria acertado tudo com o governador Agnelo Queiroz – sobre a volta. A grande expectativa da pasta, contudo, nem é quanto ao comando da secretaria, mas sobre a estrutura do órgão. O que já teria sido, também, acordado com o governo.

Fonte: Coluna ONs e OFFs – Lívio di Araújo

Magela retorna à Câmara para apresentar emendas

O deputado federal Geraldo Magela (PT) deixou a Secretaria de Habitação, nesta quarta-feira, e retornou ao seu mandato no Congresso Nacional. Na próxima semana, deve retornar ao GDF. Magela está decidindo com a bancada de deputados federais e senadores do Distrito Federal quais emendas serão apresentadas ao orçamento da União para o próximo ano. Além disso, apresentará as emendas individuais no total de R$ 15 milhões — que cada parlamentar tem o direito de sugerir.

Em conjunto com a bancada federal, em reunião na manhã de hoje, foram decididas as 15 emendas coletivas que vão beneficiar a UnB, o Hospital Sara Kubitschek, o Tribunal de Justiça, o Ministério Público do DF, além de investimentos para infraestrutura em áreas de regularização de interesse social, como o condomínio Porto Rico, em Santa Maria. Também foram destinados recursos para a construção do Museu da população negra, que terá como principal incentivador o Ministério da Cultura.

A bancada federal também decidiu investir em uma emenda destinada exclusivamente para a construção de um hospital especializado em tratamento de pessoas com câncer.

Fonte: Blog do Callado

Estrutura para eleição majoritária

Um caso especial é o do atual deputado Luiz Pitiman. Foi o único eleito, em 2010, pela coligação que enfeixava o PMDB e vários outros partidos, entre eles PTB e PRB. De lá para cá, porém, suas relações com o PMDB andam a trancos e barrancos. Embora tenha estabelecido relações para lá de cordiais com o comando nacional peemedebista – costuma reunir a bancada em sua mansão do Lago Norte – tem problemas com a base local. Vem conversando com outros partidos, como PSDB e PSB. Recebeu até convite do governador Agnelo Queiroz para se filiar ao PT.

Segundo Rôney Nemer, o PMDB conta com Pitiman em sua chapa, como candidato à reeleição. Ele está impressionado, porém, com o trabalho que Pitiman vez fazendo em todas as cidades do Distrito Federal, inclusive estabelecendo comandos locais. Para Rôney, o que está em preparo não é a busca da reeleição, mas as bases para uma disputa majoritária.

Fonte: Blog do Callado

Laerte Bessa, o retorno

O PMDB conta ainda com mais um trunfo. Após uma passagem frustrada pelo PSC, que não garantiu sua reeleição em 2010, o ex-deputado federal Laerte Bessa deve retornar ao PMDB. Embora já tenha dito que deixaria a política, Bessa prepara sua filiação.

Fonte: Blog do Callado

Candidaturas colocadas

O PMDB tem um candidato natural à Câmara, o atual distrital Rôney Nemer (foto), que está em seu terceiro mandato e pretende outros voos. Rôney flerta com uma vaga no Tribunal de Contas do Distrito Federal, mas tudo indica que disputará novo mandato eletivo em 2014. Também Alírio Neto é distrital, afastado para integrar o governo, e pretende há tempos uma cadeira federal. No PPS, a que estava filiado até a intervenção da executiva nacional, já havia um acordo nesse sentido, ultrapassado pela ruptura do partido e pela filiação ao PEN.

Fonte: Blog do Callado

PMDB costura coligação com Alírio

A coluna Alto da Torre (Jornal de Brasília) informa que o vice-governador Tadeu Filippelli e o secretário de Justiça, Alírio Neto, têm se encontrado para costurar uma aliança na disputa da Câmara dos Deputados em 2014. Acreditam que, unindo seus partidos, consigam eleger ao menos três deputados federais, eventualmente até quatro. Filippelli preside o PMDB e Alírio Neto, o recém-criado PEN. A coligação deverá incluir outros partidos, a começar pelo também novato PPL.

Fonte: Blog do Callado

Números da sucessão do Buriti

A dois anos da eleição, uma pesquisa de opinião não tem relevância. Indica apenas uma tendência do eleitorado hoje, que pode mudar radicalmente até o dia da eleição. Mas se as eleições para governador e senador fossem agora, o senador Rodrigo Rollemberg, do PSB, e o deputado Reguffe, do PDT, estariam na frente. Rollemberg iria para o segundo turno na eleição para governador e Reguffe seria eleito senador. Mas há muitos eleitores que não votariam em nenhum deles ou não sabem em quem votar.

O instituto O&P fez três simulações para governador, e Rollemberg liderou em todas. O senador Cristovam Buarque, do PDT, não entrou em nenhuma das alternativas para o governo.

A primeira: Rollemberg, 20,4%; Toninho do Psol, 15,6%; Agnelo (PT), 10,6%; Alberto Fraga (DEM), 10,4% e Valmir Campelo (ministro do TCU, ex-PTB), 6%. Nenhum, não sabe: 37%.

A segunda: Rollemberg, 26%; Eliana Pedrosa (PSD), 19,6%; Agnelo 11,1%. Nenhum, não sabe: 43,3%.

A terceira: Rollemberg, 31,3%; Agnelo, 12,6%; Pitman (PMDB), 8,5%. Nenhum, não sabe: 47,7%.

Para senador, Reguffe ganha em todas:

30,4% contra 14% de Magela (PT), 13,9% de Eliana Pedrosa e 10,9% de Filippelli;

31,5% contra 15,4% de Filippelli (PMDB), 10,8% de Chico Leite (PT) e 4,9% de Alberto Fraga (DEM);

31,3% contra 15% de Filippelli, 12,6% de Magela e 4,9% de Fraga.

O senador Gim Argello (PTB), tido como provável candidato na chapa de Agnelo, tem, em cada opção, 3%, 4,4% e 4,4%.

Fonte: Blog do Hélio Doyle

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