Início Site Página 5174

Câmara dos Deputados elege Henrique Eduardo Alves

henrique eduardo alvesÀs 14h10 de hoje (4/2/2013 ) a Câmara dos Deputados elegeu Henrique Eduardo Alves para presidi-la pelos próximos 2 anos.

Veja a carreira política de Henrique Eduardo Alves

Após a cassação de seu pai pelo Ato Institucional Número Cinco em 7 de fevereiro de 1969, Henrique Eduardo Alves resolve seguir carreira política e ingressa no MDB elegendo-se deputado federal em 1970, 1974 e 1978. Após a extinção do bipartidarismo no governo João Figueiredo, ingressou no PP em 1980 e ali permaneceu até que seus integrantes decidiram incorporar-se ao PMDB e Henrique Eduardo Alves foi eleito presidente do diretório estadual reelegendo-se deputado federal em 1982.

Em seu novo mandato votou a favor da emenda Dante de Oliveira em 1984 e em Tancredo Neves no Colégio Eleitoral em 1985 e após nova vitória em 1986 participou da Assembleia Nacional Constituinte que elaborou a Constituição de 1988 reelegendo-se em 1990 e nessa legislatura votou a favor do processo de impeachment do presidente Fernando Collor. Obteve novos mandatos em 1994, 1998, 2002, 2006 e 2010 chegando ao posto de líder do PMDB, função que desempenha desde 2007.

Sobrinho dos políticos Garibaldi Alves e Agnelo Alves e primo de Garibaldi Alves Filho e Carlos Eduardo Alves, concorreu duas vezes à prefeitura de Natal, sem sucesso: em 1988 foi derrotado por Wilma de Faria, e em 1992 por Aldo Tinoco. Durante parte do segundo governo Garibaldi Alves Filho foi Secretário de Governo.

Pelo tempo que está na Câmara dos Deputados empatou em onze mandatos com Ulysses Guimarães e está atrás de Manoel Novaes, que tem doze.

Com informações da Wikipédia.

Por Sandro Gianelli

Veja como ficaram as lideranças partidárias na Câmara

Fernando Francischini

Partido Líder
Governo Arlindo Chinaglia (PT-SP
Minoria Antonio Carlos Mendes Thame (PSDB-SP)
PT José Guimarães (CE)
PMDB Eduardo Cunha (RJ)
PSD Eduardo Sciarra (PR)
PSDB Carlos Sampaio (SP)
PR Anthony Garotinho (RJ)
PP Arthur Lira (AL)
DEM Ronaldo Caiado (GO)
PSB Beto Albuquerque (RS)
PDT André Figueiredo (CE)
PTB Jovair Arantes (GO)
PSC André Moura (SE)
PCdoB Manuela D’Ávila (RS)
PPS Rubens Bueno (PR)
PV Sarney Filho (MA)
PRB George Hilton (MG)
PMN Dr. Carlos Alberto (RJ)
PTdoB Rosinha da Adefal (AL)
Psol Ivan Valente (SP)
PRP Jânio Natal (BA)
PEN Fernando Francischini (PR)
PSL Dr. Grilo (MG)
PHS José Humberto Soares (MG)
PRTB Áureo (RJ)

Professor Israel vai representar no MP contra aumento da gasolina

israel batistaO deputado Professor Israel (PEN) utilizou as redes sociais para anunciar que fará uma representação ao Procon e ao Ministério Público questionando o valor abusivo cobrado pelo litro de gasolina no DF. Isso porque, logo após o anuncio feito pela Petrobras do reajuste de 6,6% no preço do combustível, muitos donos de postos fizeram, na manhã seguinte, o repasse integral do valor. “Isso não está certo. O que estava na bomba fazia parte do estoque já adquirido. Eles deveriam aguardar o fim do estoque para reajustarem os preços”, indignou-se.

Considerando que o preço médio da gasolina praticado no DF era de R$ 2,85, o aumento para R$ 3,04 representa exatamente os 6,6% anunciados pelo governo. Se a gasolina que consumimos contém, em média, 20% de etanol, porque os donos repassaram o valor total?”, questionou o parlamentar.

Veja o comentário que Israel fez nas redes:

“Como pode? Bastou sair o anúncio do aumento dos combustíveis para os postos aqui em Brasília aumentarem imediatamente o preço! O que está na bomba faz parte do estoque antigo e, portanto, com preço antigo. Faço a pergunta: se a Petrobras fizesse uma redução, os postos dariam o desconto imediatamente? O cidadão não pode ser lesado dessa forma!”

Vou fazer uma representação ao Procon e ao Ministério Público para investigar esses aumentos abusivos, até porque muitas bombas apresentam um aumento superior ao estimado pelo governo federal.”

Fonte: Blog do Callado

Câmara Legislativa agora tem nome limpo

Wasny_de_RoureAo conseguir quitar ou anular dívidas, o Legislativo permite ao GDF fazer empréstimo de US$ 311 milhões para investir em mobilidade urbana.

Em pouco mais de 20 dias, a Câmara Legislativa do DF conseguiu quitar ou anular dívidas com a União que se acumulavam desde 1991, e somavam aproximadamente R$ 1 milhão. Juntamente com a Procuradoria Geral do DF, a CLDF quitou as pendências no Cadastro Informativo de Créditos Não quitados do Setor Público Federal (Cadin) e liberou operações de crédito internos e externos com o Governo Federal.

Já nos próximos dias, o Governo do Distrito Federal (GDF) poderá assinar operação de crédito com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no valor de US$ 311 milhões, para financiar o eixo norte, previsto no Plano Diretor de Transporte Urbano.

O governador pediu, no início do mês, para liberar essas pendências, com o objetivo de fechar empréstimos e convênios, que estavam inviabilizados por conta das inscrições no Cadin. Conseguimos quitar todas, mediante quitação ou prescrição”, anunciou o presidente da Câmara Legislativa, deputado Wasny de Roure (PT). “Esse foi mais um passo na construção da legalidade e no resgate da credibilidade do nosso Legislativo perante a sociedade e as instituições públicas.”

De acordo com regulamentação do Tesouro Nacional, as unidades da Federação que possuírem pendências com a União ficam proibidas de assinar qualquer tipo de empréstimo – operações de crédito -, interno ou externo. A Câmara tinha seis pendências.

As inscrições eram decorrentes principalmente de débitos não quitados com diversos órgãos públicos, pelo não ressarcimento de servidores ou empregados públicos cedidos à CLDF. Das seis pendências, quatro foram sanadas por iniciativa da Câmara, juntamente com a procuradoria da Casa.

Fonte: Blog do Callado

Agnelo Queiroz: caminho mais fácil para reeleição com fragilidade dos adversários

agnelo_queiroz_19O governador Agnelo Queiroz (PT) é um político calejado nos embates eleitorais e carrega na bagagem um arsenal de argumentos que o coloca como favorito na disputa de 2014. Ele ainda tem pela frente um ano e meio para trilhar e, nesta jornada, alguns trunfos de obras que pode abafar os tambores da oposição. O grupo que apoia Agnelo, além do PT, já percebeu e estimula candidaturas avulsas. Eles sabem que, quanto mais divididos estiverem os opositores, cada um se julgando melhor do que o outro, Agnelo surfa tranquilo pegando ondas de inaugurações, como o VLT, novas unidades de saúde, novas escolas e um sem número de pequenas e médias obras de infraestrutura nas cidades administrativas. “Temos, a partir deste ano, inúmeras obras para inaugurar e o governador já determinou aos secretários que estão à frente destes projetos, empenho e dedicação 24 horas”, comenta um aliado do governador.

De fato. Enquanto Eliana Pedrosa (PSD) briga com o presidente de seu partido, Rogério Rosso, discutindo o sexo dos anjos, se o PSD vai ou não apoiar Agnelo, o foco de oposição propositiva vai caindo ao descrédito. Ou seja, o principal interessado no assunto – o povo -, desencanta e sai em busca de outro discurso. Ninguém tolera quem busca o poder pelo poder, sem ter um projeto que dê sustentação a uma bandeira de mudanças de fato. Até agora, o PSD não fez outra coisa a não correr atrás de filigramas visando irritar o governador. Nada colou em Agnelo, mas ao contrário, começa a dar desgastes aos pessedistas. Existe um ditado no interior que diz o seguinte: “Cachorro novo não entra com profundidade numa mata densa porque não encontra o caminho de volta”. O PSD é um cachorro novo que insiste em mamar em onça. Ao invés de amadurecer politicamente, quer derrubar conceitos arraigados na população sem levar propostas novas. Só ficar latindo não vai incomodar a onça Agnelo. Muito pelo contrário. Só vai irritá-lo.

Com exceção de Eliana Pedrosa, todos são jovens no partido e têm muito o que conversar, principalmente com outros partidos. “Não adianta ficar lavando roupa suja em público. As deputadas do partido precisam conversar e muito com o presidente da legenda”, revelou uma fonte ao Jornal Opção.

Outro bloco liderado pelo senador socialista Rodrigo Rollemberg (PSB) e os queridinhos da mídia brasiliense, senador Cristovam Buarque (PDT), deputado federal Antônio Reguffe (PDT), Antônio Carlos de Andrade, o Toninho do Psol, e o presidente regional do PPS, Aldo Pinheiro tem feito mais barulho do que resultados. Numa hora é o senador Cristovam o cabeça de chapa, noutra é Rollemberg e por aí vai o bloco dos confusos. Rollemberg não quer se distanciar da base da presidente Dilma Rousseff já que tem um bom naco de poder no governo federal. Que o diga o superintendente da Sudeco, Marcelo Dourado, entre outros. De acordo com reportagem do “Correio Braziliense” de sexta-feira, 1º, assinada pela repórter Larissa Garcia, “Para incentivar a economia regional, o Distrito Federal e 19 municípios do Entorno vão receber neste ano uma injeção de crédito de R$ 1,02 bilhão, proveniente do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO)”. Nada mal para um pretendente a desbancar o governador, mas é muito pouco ou quase nada se este grupo arranjar um discurso melhor para desconstruir Agnelo. Falar que o governo está mal e a cidade um caos, todo mundo sabe. Cadê as proposta para resolver os problemas? Ninguém troca o certo pelo duvidoso, diz a sabedoria popular.

Outro bloco que ainda não botou a cara são os chamados candidatos deles mesmos. Deputado Izalci Lucas (PSDB), bom de briga, mas está falando sozinho. Se não começar a cavar aliados tende apenas a disputar a reeleição. Assim como o ex-deputado federal Alberto Fraga (DEM). A esperança dele é o empresário e ex-vice governador Paulo Octávio se manifestar. Por enquanto, o habilidoso Octávio só está observando o cenário para saber em que direção está soprando o vento. Se for favorável, decola uma candidatura majoritária, se não, continua sua vida de empresário sem grandes atropelos. Persistindo esta cizânia, Agnelo não terá muito trabalho para se reeleger.

Arruda sonha voltar, mas…

O ex-governador José Roberto Arruda (sem partido) ronda o Distrito Federal visitando amigos e antigos parceiros políticos. Conversa com um e outro, colhe opiniões, sonda o ambiente, mas o cenário assusta. Ele teria voto suficiente para incomodar muita gente, no entanto, o preço seria alto demais. Novamente colocaria sua vida privada sob a ótica da mídia nacional e local, massacrando a família, amigos e tendo a vida devassada. Esta perspectiva assusta o ex-governador mais lembrado em pesquisas feitas pelos adversários. “Na cabeça dos eleitores das classes C e D, Arruda foi vítima de um golpe e execrado pela mídia. O povão ainda vê nele um grande realizador de obras e empregos, por isso pesquisas apontam ele como potencial candidato”, analisa um amigo do ex-governador.

Fonte: Wilson Silvestre/ Jornal Opção

UFC 156: noite brasileira estraga os planos de Dana White

jose aldoChefão queria um rival à altura de José Aldo, Rashad enfrentando Anderson e Overeem desafiando Velasquez. Os resultados em Las Vegas mudaram tudo.

Como Rashad foi muito mal contra Minotouro, Dana White reconheceu que sua ideia de colocá-lo para enfrentar o Spider foi por água abaixo.

Entre os quatro brasileiros que participaram do card principal do UFC 156, na madrugada deste domingo, só um era considerado favorito na opinião dos especialistas e nas cotações das apostas de Las Vegas: José Aldo, que enfrentou Frankie Edgar. Rogério Minotouro, Antonio Pezão e Demian Maia apareciam ou como azarões ou com chances iguais contra Rashad Evans, Alistair Overeem e Jon Fitch. As quatro vitórias dos brasileiros, garantindo uma noite marcante para o MMA do país em Vegas, não apenas surpreenderam muitos fãs da modalidade – os resultados também forçaram o presidente do UFC, Dana White, a mudar de planos em relação a vários confrontos que já vinham sendo costurados para o futuro. Como o chefão da franquia tem ótimo tino para os negócios, ele não hesitou em reavaliar suas intenções, deixando claro, logo na entrevista coletiva concedida depois do evento, que sabe que muitas coisas mudaram em função do placar da noite.

Dana White via, por exemplo, uma chance de reanimar a categoria dos penas – bastava que Frankie Edgar derrotasse Aldo ou mesmo que fizesse uma luta muito equilibrada com o brasileiro. Isso poderia abrir caminho para uma futura revanche. O campeão não deu brechas: ganhou bem e despachou o americano. Voltam, com isso, as especulações sobre Aldo subindo para os leves – ou mais um lutador dessa categoria descendo para desafiá-lo. Anderson Silva também ficou mais próximo de uma definição, apesar de nenhum lutador de sua categoria ter entrado em ação no card principal. Como Rashad foi muito mal contra Minotouro, Dana White reconheceu que sua ideia de colocá-lo para enfrentar o Spider foi por água abaixo. Outra luta com potencial para render muito dinheiro, entre Overeem e o campeão Cain Velasquez, foi estragada pelo nocaute sensacional de Pezão – que, agora, aparece com chances de ganhar uma revanche contra o americano (ele derrotou o paraibano no ano passado). Pezão, aliás, ganhou o prêmio de “nocaute da noite”, recebendo um bônus de 50.000 dólares. Aldo e Edgar foram os vencedores do prêmio de “luta da noite”.

Fonte: Veja

Rollemberg terá mais visibilidade

rollembergNa troca bienal de cargos no Congresso, o senador brasiliense Rodrigo Rollemberg deixou ontem a presidência da Comissão de Meio Ambiente, que trata também de direitos do consumidor e, em tese, da fiscalização e controle dos poderes. Assumirá a liderança da bancada do PSB.

Garantia de visibilidade

Em tese, a bancada do PSB não tem uma liderança de peso. Afinal, são apenas quatro senadores. Na prática, porém, a liderança confere grande visibilidade a seu titular. O líder pode ir à tribuna quando bem entender, intervir nos debates, palpitar na agenda de votações. Justamente por isso, costuma ocupar espaços na mídia e ser ouvido sobre questões nacionais. Nessas condições, e especialmente em períodos pré-eleitorais, os colegas costumam designar para esse tipo de cargo os parlamentares que disputarão eleições majoritárias.

Peça no jogo sucessório

No caso do PSB, a escolha de líderes adquiriu desta vez uma dimensão  nova, criada pela ascensão do presidente do partido, Eduardo Campos, ao primeiro plano da política nacional – e a um passo da candidatura presidencial. Na Câmara, o líder escolhido é Beto Albuquerque, que saiu do governo do Rio Grande do Sul quase rompido com o PT local e chegou ao cargo com o propósito manifesto de ajudar a conduzir a candidatura de Campos ao Planalto. Traduzindo: as lideranças do PSB passam a ser peças instrumentais também para a sucessão.

Fonte: Do alto da torre

Agradecimento – Lívio di Araújo

livio di araujoA partir de segunda-feira, a coluna Ons & Offs deixa de ser assinada por mim. Agradeço a cada uma das fontes que me ajudaram, ao longo desses anos, a transformar esta coluna em uma das mais lidas, respeitadas e certeiras sobre política da cidade. Agradeço a cada um dos políticos que vezes satisfeitos, vezes insatisfeitos, entraram em contato comigo para esclarecer, reclamar, rebater as notas publicadas. Agradeço a cada assessor que sempre esteve pronto para me ajudar a levantar dados e buscar a informação mais completa para que eu pudesse levar aos leitores. E agradeço a cada um de vocês, meus leitores, que acompanharam aqui os bastidores da política local e nacional. Obrigado!

Nova Eleição da AMAB

amabPrefeitos e prefeitas dos municípios adjacentes a Brasília votam nesta segunda-feira para escolherem o novo presidente da AMAB (Associação dos Municípios Adjacentes a Brasília), um dos mais cotados a presidência é o prefeito de Planaltina-go José Olinto Neto. A eleição ocorrerá na forma de aclamação (voto aberto), as 19:00h na sede da associação em Brasília-DF.

Gestão Pública – Construa uma relação positiva com os funcionários

gestao_publicaA entrada no poder de uma nova equipe administrativa traz sempre consigo a ameaça de um “terremoto” do ponto de vista dos funcionários.

Concluída a solenidade de posse você é o governo. Por toda a administração, os auxiliares que você escolheu (ministros, secretários, diretores e assessores) começam a ocupar os lugares, tanto política, quanto fisicamente.

Depois de empossada, nova equipe inicia fase de ajuste e normalização

Distantes, discretos, mas curiosos, os funcionários de carreira observam a movimentação confusa, excitada e nervosa. São os novos inquilinos fazendo a sua mudança. Muitos daqueles funcionários já presenciaram esta cena várias vezes. Observam mais esta com algum enfado, prestando todo o tipo de informações, quando solicitados.

A entrada no poder de uma nova equipe administrativa traz sempre consigo a ameaça de um “terremoto”, do ponto de vista dos funcionários permanentes: quem será mantido na chefia, quem será deslocado para novas funções, como será o novo chefe?

Uma nova administração significa mudanças e mudanças num sistema de trabalho rotinizado sempre são preocupantes, quando não ameaçadoras.

De qualquer forma, os mais antigos aprenderam as “técnicas de controlar terremotos”. Passado o ímpeto inicial, os novos ocupantes descobrirão o quanto aqueles funcionários de carreira são úteis e necessários. E tem então início uma fase de ajuste, negociação e normalização.

Esta narrativa sumária descreve basicamente o que ocorre na maioria dos casos, por ocasião da ocupação do poder pela nova equipe.

Entretanto, este não é sempre o caso. Muitas vezes, o clima de desconfiança mútua inicial, ao invés de ceder, se agrava. Estende-se sobre os funcionários uma desconfiança generalizada quanto à sua lealdade, a nova equipe fecha-se sobre si mesma e dá início a um processo informal (logo percebido pelos funcionários) de coleta de informações sobre eles.

O argumento básico que sustenta esta posição hostil pode ser resumido nesta frase: “Não há maior problema em “endurecer” com os funcionários e, se for preciso, até criticá-los em público, porque eles não podem reagir às críticas.” É verdade, mas não é toda a verdade. O funcionário experiente responderia: “É certo que eu não posso reagir de forma pública, mas eu tenho as minhas formas de reagir.”

O corpo de funcionários exerce um grande poder. Leis, decretos e resoluções são decididas pelos governantes, mas são implementadas por funcionários. Na medida em que uma decisão segue sua trajetória de implementação, descendo os escalões hierárquicos, muitas coisas diferentes e inesperadas podem acontecer para atrasá-la, para colocá-la em baixo da pilha de processos e até para perdê-la. São infindáveis os recursos que os funcionários possuem para boicotar uma administração, sem que seja possível identificar os responsáveis.

Funcionários estáveis, em geral, querem se integrar à nova equipe que assume

Uma forma muito eficiente de boicote é não alertar para o erro, ou limitar-se, quando consultado, a dar as informações mínimas solicitadas, sabendo que, apenas com elas, a autoridade se encaminha para o erro. A experiência ensina que não compensa hostilizar o corpo de funcionários. Na grande maioria dos casos não há nem mesmo razão para tal.

Os funcionários, como regra, estão ansiosos e sequiosos para se integrar com a nova equipe. Não podem tomar a iniciativa porque correm o risco de serem mal entendidos. Aguardam a oportunidade certa para mostrar sua utilidade e seus conhecimentos.

Não esqueça que todos aqueles problemas que com tanta facilidade você criticou durante a campanha, agora são seus e vão persegui-lo durante todo o seu mandato, enquanto não forem resolvidos.

Os funcionários constituem um recurso estratégico de governo. Eles poderão ser um de seus mais poderosos ativos, se você construir uma relação positiva com eles. Mas também poderão ser o seu pior adversário, se você não se interessar em conquistá-los.

“A serviço do mal” eles poderão usar informações, relações, conhecimentos, tecnicalidades legais ou burocráticas, para prejudicá-lo. Ao longo de 4 anos.

Fonte: Política para Políticos

- Publicidade -
- Publicidade -