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PSDB em busca de candidato

psdbO presidente regional do PSDB, Márcio Machado, começa a cumprir agenda para o fortalecimento da legenda no Distrito Federal. Nos próximos dias, Machado deve encontrar-se com o presidente nacional do partido, Sérgio Guerra, quando começará a traçar as estratégias dos tucanos em Brasília. A ideia é que o partido comece a cacifar um nome que possa se contrapor ao atual comando do Buriti.

Sonhar não é proibido

O PSDB pensa em lançar o deputado federal Izalci Lucas, recém-filiado ao partido, mas não descarta a possibilidade de atrair outros nomes que têm bom trânsito com o comando regional tucano, como os também deputados federais José Antonio Reguffe (PDT) e Luiz Pitiman (PMDB), além da distrital Eliana Pedrosa (PSD), numa possível cabeça de chapa, ou a distrital Liliane Roriz (PSD), caçula do ex-governador Joaquim Roriz, que tem sido sondada como candidata a vice numa possível chapa de Rodrigo Rollemberg (PSB).

Rota de colisão

No caso de Izalci Lucas, surgiu um complicador. A escolha do candidato passa pela eleição do novo presidente regional do PSDB, em abril. Márcio Machado, que pode ser reconduzido, mantém boas relações com a direção nacional. Izalci conseguiu uma reaproximação ao negociar no ano passado o seu ingresso na legenda, a que já pertencera de 1997 a 2001 e de 2008 a 2009. Agora, porém, o deputado entrou em colisão com a liderança tucana. Tornou-se um dos coordenadores da candidatura da deputada Rose de Freitas a presidente da Câmara, quando o PSDB está fechado com a candidatura oficial de Henrique Eduardo Alves.

Fonte: Do alto da torre

A eleição: entre o conceito de partido e o de marketing

marketingUma das diferenças entre o conceito de partido e o de marketing é na orientação da propaganda. O primeiro se concentra sobre o candidato e o partido, já o segundo, gira em torno do eleitor.

Não há como esconder. Como candidato, você deverá escolher entre um e outro modelo de campanha. O conceito de partido é o mais antigo, o mais arraigado, o mais praticado. O conceito de marketing é o mais moderno, e o mais caro, porque mais dependente de recursos tecnológicos.

Os dois modelos – de marketing e de partido – coexistem na área política

Os dois modelos coexistem num mesmo sistema político, e é muito comum que os dois se enfrentem na mesma batalha eleitoral. Essa coexistência, porém, não é estática.

Há uma dinâmica visível que tende a empurrar as campanhas para o polo do marketing. Pode-se mesmo dizer que, quanto mais desenvolvido o país, região, cidade, maior é a propensão para praticar o conceito de marketing nas campanhas eleitorais.

As diferenças entre eles são, além disso, muito grandes e de enorme importância. Vamos examiná-las em relação à definição do “foco” da campanha, do seu objetivo fundamental, da estratégia, planejamento, estrutura e propaganda.

1. O foco

No conceito de partido, o foco da campanha é determinado pela composição programática-ideológica que logra reunir a mais expressiva maioria partidária possível. É um foco obviamente voltado para dentro do partido.

No conceito de marketing, o foco da campanha está no eleitorado e não no partido, por mais que seus membros sejam experientes e conheçam o eleitorado. A pesquisa é o instrumento para determinar com precisão qual deva ser o foco da campanha. A situação dos pré-candidatos frente à opinião pública, medida nestas mesmas pesquisas, também é determinante para as suas chances de sair candidato. É um foco voltado para fora, para o eleitor.

2. A estratégia

O conceito de partido apoia-se no que se chama de “máquina partidária”, isto é, o conjunto de cargos e funções ligados aos vários níveis de governo ocupados pelo partido, cujos titulares/militantes penetram a sociedade, numa relação pessoa a pessoa, com os representantes de massas de eleitores, organizados em função de sua ocupação, residência, etnia, etc.

Desta articulação, abrem-se aos poucos espaços políticos para os membros daquelas organizações, e o partido, no governo, as representa e com elas negocia demandas e reivindicações. A estrutura é “vertical descendente”.

O conceito de marketing origina-se no eleitor. É este eleitor, dividido em segmentos distintos, que define, por seus sentimentos e opiniões, o foco da campanha do candidato, que vai moldar sua mensagem para conquistar o apoio dos diferentes segmentos que podem votar nele, e cuja expressão no eleitorado é suficiente para vencer.

Neste conceito, não é o contato pessoal o portador da mensagem e da comunicação, e sim os recursos da moderna mídia veiculando mensagens peculiares aos peculiares interesses daqueles segmentos.
3. O Objetivo

Gasta-se muito tempo em definir uma plataforma que agrade o partido

No conceito de partido o objetivo é levar para o eleitor a mensagem do partido. Gasta-se muito tempo em definir uma plataforma que agrade os principais grupos organizados do partido. Uma vez atingida esta meta, a tarefa é levar para o povo. A escolha do candidato inclusive depende da capacidade de executar a plataforma e de conseguir vencer a eleição.

No conceito de marketing, o objetivo primário, ao qual todos os demais se submetem, é vencer a eleição. Uma vez no governo, o objetivo será cumprir as promessas de campanha, feitas para os segmentos que o elegeram.

4. O Planejamento

No conceito de partido, o planejamento é quase exclusivamente operacional, e não estratégico. Trata-se de como colocar a estrutura do partido a funcionar da forma mais eficiente.

No conceito de marketing, o planejamento é predominantemente estratégico. A pesquisa, a estratégia e a comunicação operam de forma independente das organizações partidárias. Sua função é equacionar estrategicamente a campanha e conceber a sua comunicação com o eleitor. Este planejamento apoia-se diretamente nos resultados de pesquisa e outras informações sobre o eleitor.

5. Estrutura

No conceito partidário, a estrutura da campanha fica subordinada à estrutura partidária. A hierarquia partidária interfere na campanha e o candidato é um “membro do partido”, cumprindo missão. Os órgãos do partido são, por igual, os órgãos da campanha, e o entorno do candidato não possui poder para enfrentar os dirigentes do partido.

No conceito de marketing, a campanha pertence ao candidato. É ele quem escolhe seus assessores e auxiliares e é ele quem consegue os recursos. Em paralelo com membros do partido, há profissionais contratados que se reportam ao candidato e não ao partido. Neste aspecto, a estrutura partidária é subalternizada, em geral fica com o encargo dos trabalhos de campo e cabos eleitorais, quando não é totalmente excluída da campanha.

6. Propaganda

No conceito de partido, a orientação da propaganda e comunicação gira em torno do candidato e do partido. O candidato se diferencia de seus adversários por sua pessoa e pela ideologia partidária.

No conceito de marketing, a propaganda gira em torno do eleitor, dando a ele o que ele deseja, valoriza e espera, sem maiores preocupações com a pureza doutrinária do partido ou do candidato.

Fonte: Política para Políticos

Brasiliense retira candidatura

ronaldo-fonsecaO deputado federal brasiliense Ronaldo Fonseca renunciou ontem à sua candidatura a presidente da Câmara. Declarou apoio ao líder do PMDB, Henrique Eduardo Alves, que se lançou como uma espécie de candidato oficial, com respaldo do Planalto e ratificação tanto do PT quanto do PSDB.

Acordo do  PR prevaleceu

Na mensagem que enviou a Henrique Eduardo Alves, Fonseca avisa que sua decisão “não se aproxima do sentido que orienta os atos de renúncia”. Ela é, “isto sim, resultado das reflexões de meu partido que, mesmo identificado com a sua candidatura, jamais desautorizou minhas pretensões”. O PR, mais um partido da fieira que apoia Henrique Eduardo, não havia gostado nada, mas nadinha mesmo, da candidatura independente do deputado brasiliense.

Quem não gostou

Quem ficou contrariado com a saída de Ronaldo Fonseca foi o candidato alternativo Júlio Delgado, do PSB. Como a também candidata Rose de Freitas, dissidente do PMDB, esperava que Fonseca conseguisse boa votação na bancada evangélica. Vinculado à Assembleia de Deus, Ronaldo Fonseca fazia uma campanha forte e focada em questões de interesse da bancada, como o combate ao casamento gay e a derrota do projeto que pune a homofobia. A expectativa de Delgado era que as três outras candidaturas, somadas, impedissem Henrique Eduardo de atingir a maioria absoluta, forçando um segundo turno.

Fonte: Do alto da torre

De olho no Buriti

PAULO-OCTAVIOO ex-vice-governador Paulo Octavio (foto) passou a dedicar seus finais de semana a ações sociais e ambientais. Neste domingo, arregaçou as mangas e participou do plantio de 1.400 mudas de árvores nativas do cerrado, em doação ao Parque Ecológico de Águas Claras. Plantou duas mudas pessoalmente. Eram dois pés de Buriti.

Fonte: Do alto da torre

Olho no Senado

senadoTrês políticos do DF andam de olho na cadeira única do Senado nas próximas eleições. Aos amigos e apoiadores, todos tentam desconversar sobre o assunto, mas sondam os eleitores o tempo inteiro e, muitas vezes, escorregam nas declarações e deixam escapulir algo. Tem sido assim com o atual senador Gim Argello (PTB), o deputado federal Reguffe (PDT) e o distrital Chico Leite (PT). Gim quer concorrer ao Senado desta vez e, testará sua popularidade (e trabalho) nas urnas, já que da última vez, entrou como suplente de Joaquim Roriz e não chegou a ser votado. Reguffe, que tem dito a muitos que pode nem estar mais na política em 2014, também estaria, segundo fonte da coluna, de olho na vaga de Senador do DF e pronto para disputá-la. Estaria, inclusive, sondando amigos e eleitores sobre a possibilidade. Já Chico Leite, já como adiantado pela coluna, deve buscar abrigo no novo partido de Marina Silva e ser o nome da legenda ao Senado. Já teria, até, conseguido alguns apoios importantes.

Fonte: Coluna ONs e OFFs – Lívio di Araújo

A decisão de concorrer III

eleitorSerá que você aguenta agressões, acusações e boatos?

Como já temos dito nesta série de textos, concorrer numa eleição e entrar na carreira política é uma decisão que mudará totalmente a sua vida. É por isso que essa decisão só deve ser tomada depois de uma profunda reflexão, em todos os sentidos. Esta advertência vale principalmente para quem está pensando em entrar na carreira política, mas é também um exercício de reflexão válido para quem nela já se encontra e está prestes a enfrentar uma nova eleição.

Os adversários estarão atentos a tudo que possa compromete-lo

Portanto, antes de formalizar a sua decisão de concorrer, sugerimos que você faça a si mesmo algumas perguntas preliminares. Quanto às respostas a estas perguntas, elas devem conter o máximo de sinceridade e realismo. Na “Parte II” desta série, lhe apresentamos as quatro primeiras perguntas, e abaixo seguem as outras seis questões.

5) Será que eu vou agüentar agressões, acusações e boatos?

Esta talvez seja a principal razão pela qual muitas pessoas evitam disputar eleições e entrar na vida política. Ninguém é perfeito. Cada pessoa tem as suas falhas, já cometeu os seus erros, possui uma história de vida, e está, portanto, sujeito a ter seus erros e defeitos explorados publicamente.

Os adversários estarão atentos e investigativos a tudo que possa ser utilizado para comprometer as suas chances eleitorais, e, como sói acontecer na política, transformar cada ranhura da sua imagem numa verdadeira ravina. Pela propaganda eles poderão dar amplo curso à esta exploração política, através do rádio, da TV e de material impresso.

A mídia também não perderá oportunidade para usar essas matérias porque elas são notícias, e, quanto mais escandalosas, mais notícias serão. Portanto, antes de decidir concorrer, abra seu armário e veja se ele não guarda alguns esqueletos. Se houver, prepare-se com antecipação para enfrentá-los na campanha.

Busque documentos, testemunhos e argumentos para liquidar a questão, quando ela for levantada na campanha. Não é sábio imaginar que você vai escapar ileso da campanha. É sempre mais prudente esperar o pior. Ou então, se não tiver disposição para lidar com situações constrangedoras, ou se o esqueleto for muito grande e feio, decida-se por não concorrer.

6) Será que posso ganhar?

Esta é uma pergunta que você deve se fazer, respondendo-a com toda a sinceridade e verdade. Você não vai respondê-la sozinho. Você tem amigos e apoiadores que podem ajuda-lo a refletir sobre essa questão, contribuindo com a objetividade necessária para respondê – la. Além disso, você deve tentar fazer uma pesquisa prévia para diagnóstico de sua candidatura. Muita atenção, as pessoas com as quais vai conversar sobre o assunto devem ser, além de leais a você, independentes, profissional e economicamente de você, para que o item objetividade seja satisfeito adequadamente.

Não suponha que pelo fato de ser conhecido, de ocupar alguma função de direção, de participar de associações, as pessoas com as quais lida, vão votar em você. Eles o apoiam naquelas funções, não necessariamente numa função eletiva. Além disso, em grandes colégios eleitorais, o círculo de relações, por maior que seja, não passa de um valor insignificante do eleitorado exigido para se eleger.
7) Posso “dar-me o luxo de perder” a eleição?

Na maioria das vezes, a vitória é única opção para a candidatura

Como regra, para a maioria dos candidatos, a probabilidade maior é que não se elejam. Esta é uma realidade a ser muito considerada. Perder uma eleição, portanto, não é, nem pode ser, uma tragédia. Mais que isto, muitas vezes disputa-se uma eleição, com poucas chances de vencer, mas com o objetivo estratégico de tornar-se melhor conhecido, preparar-se para a próxima, reunir capital político para entrar no jogo, conquistar uma posição no executivo.

Há situações entretanto, que o candidato não “pode se dar ao luxo de perder”. Isto ocorre quando ele já disputou aquele cargo com insucesso outras vezes (evitar a marca de perdedor na imagem); ou situações em que ele vai, com muita dificuldade, financiar a sua própria campanha, assumindo compromissos, fazendo empréstimos, pondo em risco, desta forma, o seu patrimônio pessoal e da família. Nestes casos, a derrota tem consequências muito sérias, seja de natureza política, seja de natureza pessoal, que precisam ser bem ponderadas, antes de você decidir-se a concorrer.

8) Posso “dar-me o luxo de ganhar” a eleição?

Este é o caso da pessoa que possui uma atividade profissional de sucesso, bem remunerada, e que tem sustentado um determinado padrão de vida para si e para sua família. Muitas vezes, uma pessoa nesta condição, dispõe-se a entrar na política, pensando que poderá continuar suas atividades profissionais e, ao mesmo tempo, dedicar-se às novas responsabilidades políticas. Até pode acontecer, mas é muito raro.

A política é uma atividade muito envolvente. Ela costuma despertar sentimentos muito fortes de ambição, realização e disputa, que tendem a ocupar mais e mais do seu tempo. O que começa como uma dedicação de tempo parcial, costuma tornar-se de tempo integral. É, portanto, bom e salutar, levar isto em consideração ao decidir concorrer, para não entrar em sérios problemas pessoais e profissionais mais adiante.

9) Posso levantar fundos suficientes para a campanha?

A necessidade de financiar a campanha, é outra das principais razões que fazem muitas pessoas evitar a carreira política. Bancar uma campanha é caro (salvo para quem é rico, ou para quem disputa uma eleição num colégio eleitoral pequeno e concentrado), e você não poderá, se não for rico, sustentá-la isoladamente com seus recursos.

Em consequência, você terá que levantar recursos, junto a seus apoiadores. Para muitos candidatos, pedir auxílio financeiro a outros é uma experiência insuportável. Por outro lado, quem pode ajudar a campanha, quer ser procurado pelo candidato, e não por auxiliares. A experiência mostra que, ninguém é mais eficiente para conseguir os recursos necessários do que o próprio candidato.

Se você não possui recursos próprios e abundantes para financiar a sua campanha, sem perda patrimonial de vulto, e, se você não se dispõe a “buscar” este recurso pessoalmente, junto aos potenciais contribuintes, pense mais que duas vezes se vale a pena entrar na disputa.
10) Posso fazer isto para minha família?

Família ciumenta e possessiva? O candidato vai enfrentar isso…

A política é ciumenta. Ela tende a exigir todo o seu tempo, e a deslocar o eixo de suas gratificações, da vida familiar para a vida pública. O bom da política gratifica você pessoalmente. O ruim da política costuma atingir a sua família.

A política afeta a família de maneira dura. Rouba o tempo que você destinava a ela, muito das atenções que você dedicava, os programas de lazer, a sua função educativa junto aos filhos, etc. Não é incomum surgir, com o tempo, uma incompatibilidade entre sua família e sua atividade política, fazendo-o sofrer nos dois lados deste conflito.

Antes de decidir-se a concorrer, você precisa ter uma conversa muito franca e realista com seus familiares. Eles precisam saber, por antecipação, as consequências que a nova atividade terá sobre a vida de todos. O seu projeto político individual precisa ser “abraçado” por sua família, pelo menos no sentido de que aceitam os custos dele. Não esqueça que, de pouco adianta vencer uma eleição e conquistar um cargo público, se você perder a sua família.

Se todas estas respostas puderem ser respondidas de maneira satisfatória, então você reúne todas as condições para disputar a eleição, concorrer a cargos públicos, e assumir uma carreira política. Neste caso, vá em frente, com entusiasmo e disposição para vencer.

E boa sorte…

Fonte: Política para Políticos

Obama toma posse e busca acordo contra crise fiscal

OBAMA_Barack Obama tomou posse oficialmente ontem como presidente dos Estados Unidos, depois de uma cerimônia simples na Casa Branca. Hoje ele presta juramento público perante o Congresso e começa, na prática, seu segundo governo com o desafio de melhorar o diálogo com a oposição republicana e evitar o nó fiscal. Outro tema econômico urgente será a discussão sobre os cortes de gastos públicos até 2022. O democrata tenta preservar os programas sociais que os republicanos pretendem enxugar. Ao mesmo tempo, foi dada a largada para a sua sucessão, em 2016. Ontem, o juramento do vice-presidente, Joe Biden, teve mais visibilidade que o do próprio Obama.

Fonte: Congresso em Foco

Hildo do Candango tem como meta a recuperação da infraestrutura em Águas Lindas

hildoNão existem milagres na gestão pública quando não se tem recursos e, para piorar o quadro de escassez, quado se recebe o município com salários de servidores  atrasados, hospital faltando remédios e o mínimo de infraestrutura. Este foi quadro em que a maioria dos prefeitos eleitos encontrou suas cidades.

O prefeito de Águas Lindas de Goiás, Hildo do Candango (PTB), e sua equipe estão trabalhando em média 16 horas por dia na busca de solução para colocar a infraestrutura da cidade funcionando. Mesmo assim, o grupo do ex-prefeito Geraldo Messias não dá trégua, tentando “tapar o sol com a peneira”, ou seja, justificar o caos em que deixou a cidade. Como explicar o não pagamento dos funcionários públicos? Se não bastasse o prejuízo para a economia local, ainda deixou muitas famílias em situação crítica por falta de crédito e devendo nos pequenos comércios de vizinhança.

O secretário de Saúde de Águas Lindas, médico Willem Madissonda, deu os primeiros passos, reorganizando o atendimento. Ele também busca a cooperação da Secretaria de saúde do Distrito Federal, para dotar o Hospital Municipal Bom Jesus com remédios. Paralelamente, Hildo mantém conversas permanentes com deputados e senadores de seu partido, visando encontrar uma forma urgente para os graves problemas de Águas Lindas. “Minha equipe e eu estamos dormindo pouco e trabalhando muito para dar respostas satisfatórias à população. Tenho repetido a todos que fomos eleitos para enfrentar esses desafios, só não imaginávamos que encontraríamos um quadro tão caótico. Mas sou um homem de fé e coragem. Vamos superar logo esta travessia de mar revolto logo, logo”.

Provocado sobre as andanças e justificativas do ex-prefeito para a situação em que deixou Águas Lindas, Hildo se limitou a dizer que sua preocupação agora é “com o presente e não com o passado”. Um aliado de Hildo não se conteve e disse que “o furacão Geraldo Messias destruiu Águas Lindas”.

Por Wilson Silvestre

Fonte: Jornal Opção

Verba de três abrigos de ônibus de Agnelo compra uma casa de Dilma

abrigo-casa-popularAgnelo Queiroz começou o terceiro ano à frente da administração do governo do Distrito Federal com duas novidades na área de transporte públicos. Novidades que, diga-se de passagem, poderiam ter sido implementadas na segunda semana de governo. Há dois anos, portanto.

A primeira é a re-introdução no sistema de transporte coletivo de ônibus executivos, apelidados na década de 1970, quando começaram a ser utilizados nas grandes cidades brasileiras de “frescões”, pois eram dotados de ar condicionado a bordo. Não dá para identificar a razão pela qual no governo Agnelo as coisas são feitas tardiamente e de forma incompleta. Por que estas novas linhas, operadas pela TCB, já não estão operando há meses e por que elas não nasceram interligadas ao metrô e ao ônibus executivo que liga o Aeroporto ao centro da cidade? Dizem que isso vai ser feito mais tarde, num futuro que não se sabe bem quando.

A segunda é implantação de 476 abrigos – número cabalístico – nas paradas de ônibus do Distrito Federal. Em termos estéticos, os novos abrigos de ônibus estão longe dos que foram projetados por Nicholas Grimshaw, feitos originalmente em alumínio e vidro blindex, dotados de iluminação interna e painéis publicitários. Em governos anteriores, só as áreas nobres, como o Plano Piloto tiveram direito a estes modelos mais sofisticados. Também em nada se assemelham aos abrigos tradicionais – e tombados junto com o Plano Piloto – com acabamento em pastilhas de cerâmica instalados na vias W. 3 e L.2 e também nos Eixinhos.

Para o povão que pega ônibus, uns quatro por dia, coube uma estrutura em concreto pré-moldado, sem iluminação interna, sem bancos anatômicos – como nos abrigos em metal do Plano Piloto – e o pior de tudo: segundo os usuários, o formato dos novos abrigos impede a visualização dos ônibus que estão a chegar. A lateral esquerda deles impede a visibilidade da rua e até da circulação das pessoas. Afinal, em tempos de seqüestro relâmpago, é sempre bom ver de longe quem está chegando.

Detalhe: apesar da simplicidade estrutural e da ausência de acabamento, o valor médio de cada abrigo desses é de R$ 13.447,00. Na verdade, existem quatro modelos, cujos preços variam de R$ 12.844,48 a R$ 14.085,11. Os mais caros serão dotados de um espaço para abrigar uma mini biblioteca e adaptações para conferir acessibilidade a cadeirantes. No meu entender, todos os pontos de ônibus do Distrito Federal deveriam ser acessíveis aos portadores de necessidades especiais.

Em alguns locais, onde houver uma concentração maior de passageiros, poderão ser colocados dois módulos justo-postos, duplicando o preço para perto de R$ 27 mil ou mais por parada. Neste programa, que vai instalar 476 casinholas em pontos de ônibus, o GDF, via o DFTrans vai gastar R$ 6,2 milhões, até o fim do ano.

De tamanho superior e contando com melhor acabamento, maior volume de equipamentos e conforto, custo das casas populares equivale ao de duas ou três paradas de ônibus do GDF.

Minha Casa, Minha Vida

O valor unitário já salta aos olhos, devido à simplicidade dos abrigos, sem qualquer item ou equipamento que pudesse acrescentar algum diferencial de conforto aos usuários de ônibus ou que justificasse custo tão elevado. Não há iluminação interna. Espaço para fixação de informes de rotas e horários dos ônibus não foi previsto. Grosso modo, poder-se-ia dizer que o abrigo é feito pela montagem de sete peças de concreto: duas laterais, o teto e três travessas horizontais que formam a parede dos fundos. O banco, que deve abrigar umas seis pessoas, é um pranchão também em concreto.

Causa estranheza ainda maior, quando se compara o valor destes abrigos com as casas do programa federal Minha Casa Minha Vida. Até o ano passado, o governo Dilma estava produzindo moradias a um custo mínimo de R$ 42 mil. Neste ano, já subiu para cerca de R$ 56 mil, mas R$ 9 mil deste total se destinam à aquisição do lote onde será erguida a casa popular.

As casas populares do governo federal devem possuir, pelo menos, 32 metros quadrados. Pintura externa acrílica, esquadrias nas janelas e cerâmica e azulejo na cozinha e banheiro.

Segundo a cartilha da Caixa Econômica Federal, estas moradias devem ser erguidas sobre fundação, possuir um mínimo de 32 metros quadrados de área útil e contar com, pelo menos, sala, cozinha, banheiro, corredor de circulação, dois dormitórios e área externa com tanque de lavar roupa. A casa deve contar com laje de concreto ou forro de madeira ou PVC, sendo que a cobertura do telhado terá que ser com telha cerâmica sobre estrutura de madeira ou metálica.

O piso interno tem que ser de cerâmica na cozinha e banheiro. Nas demais áreas pode ser apenas cimentado. As paredes têm que ser em alvenaria e revestidas. No caso da cozinha e do banheiro, o revestimento é obrigatoriamente em azulejo no box do banho com altura mínima de 1,50m. Sobre as pias e tanque pode ser aplicado o que os técnicos chamam de barrado impermeável. As outras paredes internas contam com reboco e devem ser pintadas com tinta tipo PVA. Pintura acrílica ou textura impermeável é exigida na parte externa.

As janelas devem contar com esquadrias de ferro, madeira ou em alumínio, portas internas em madeira e externas em metal. Os imóveis são entregues equipados com as instalações hidráulicas e elétricas necessárias – algumas podem contar até com sistema de aquecimento solar d’água. Do lado de fora, o morador terá uma calçada de meio metro de largura circundando toda a sua moradia.

Por tudo isso, o governo Dilma pagava até o ano passado cerca de R$ 42 mil e, a partir de 2013, deverá pagar próximo a R$ 46 mil, já descontado o valor do terreno. O preço pode ser até mais baixo. No município capixaba de Serra, a prefeitura local construiu 500 residências investindo R$ 14 milhões: ou seja, R$ 28 mil por unidade.

Três paradas de ônibus de Agnelo compram uma casa da Dilma

Os abrigos de ônibus de Agnelo não possuem iluminação, água, banheiro, quarto, pia ou chuveiro. Não tem cerâmica no chão, nem são revestidos em azulejos. Externamente, não são pintados com tinta acrílica ou textura, nem contam com forro ou esquadrias. Mesmo assim, cada casinhola de Agnelo – daquele modelo mais simples e mais barato, sem biblioteca e sem acessibilidade para cadeirantes -, custa, aproximadamente, um terço de cada casa de Dilma. Ou seja, com o dinheiro que se compra três paradas de ônibus dessas do DFTrans, se compraria uma casa da Dilma – se fosse em Serra – ES, bastaria a verba de dois abrigos -, onde pode morar uma família inteira com um mínimo de dignidade.

Dignidade, me parece, é a palavra chave nestes abrigos de ônibus. Por que o usuário de ônibus do Plano Piloto conta com parada confortável, banco anatômico, iluminação interna, protegida por vidro blindex, enfim com o tratamento que um cidadão deve ter e os moradores das demais cidades do DF devem ficar numa casinhola que não lhe permite nem ver se o ônibus está chegando ou não?

Por que uma estrutura tão simplória, fabricada em grande quantidade, custa, assim, tão caro? Não há uma disparidade grande entre as residências de Dilma e as casinholas de Agnelo?

Com a palavra o governador.

Fonte: Blog Brasília por Chico Sant’Anna

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