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Um ataque insistente e recorrente ao Carnaval na Ceilândia

ceilambodromoÉ assim que se pode definir o que uma pequena elite preconceituosa e saudosista do carnaval carioca, encastelada em Brasília, insiste em não reconhecer que o carnaval em Ceilândia em todas as suas edições foi sempre um sucesso absoluto de público, organização e tranquilidade: milhares de amantes da festa de momo, famílias e crianças já passaram pelo ceilambódromo e nunca se noticiou qualquer tipo de ocorrências policiais graves que maculasse o espetáculo.

O evento se consolidou tanto que o saudoso Oscar Niemeyer deixou para  Ceilândia sua segunda obra fora do plano piloto: um maravilhoso e útil palco de desfiles, cultura, educação, entretenimento e formação profissional, voltado para a fábrica da alegria, o nosso ceilambódromo Joãosinho Trinta.

Agora, como em todos os anos os insistentes saudosistas do carnaval sem público, voltam a carga e fazem pressão junto ao governo do Distrito Federal com o intuito de retirar os desfiles das escolas de samba de Ceilândia e querem, sem levar até mesmo em consideração o desejo dos moradores de Brasília, retornar a festa para alguma área no plano piloto a qualquer custo. Não acreditamos que o GDF venha sucumbir a estes apelos e troque o sucesso de público, o carnaval da paz, da família, pelo já comprovado fracasso de público e arquibancadas vazias de edições anteriores.

Sinceramente não podemos acreditar que os desfiles das escolas de samba sairão de Ceilândia. A Associação Comercial de Ceilândia(ACIC), convoca a sociedade civil organizada de Ceilândia, a população em geral, os partidos políticos e todos aqueles que não concordam com estas pressões espúrias que visam tirar o espetáculo de onde o povo está e prestigia, para instalá-lo em local sem gente e sem brilho.

O povo fala

“Ceilândia e uma Cidade que pra mim não é periferia! Pois Tem belas estruturas e pode gerar muita renda no Carnaval! Como dizem tanto pra população e a comunidade da periferia! Ceilândia não e apenas carnaval, tem ferrock, tem Hiphop, tem Forró, tem Casa do cantador!E manter o ceilambrodomo é Manter a Cultura em crescimento! Pois o Plano piloto não tem capacidade pra tal estrutura do Carnaval!” – Cartunista André Ribeiro  – Plano Piloto

“Sinceramente? Quem tá pensando dessa maneira, com certeza não vive ou viveu Ceilândia. Quem vive Ceilândia, sabe muito bem de todas as necessidades da cidade. Não sou moradora de lá, mas confesso, que não fico um domingo sem ir lá, principalmente, pra tomar um bom “caldo de mocotó”. Ceilândia merece e deve ser respeitada!” – Norma Amoras – Plano Piloto

“Em Ceilândia é muito melhor! Diga não ao Carnaval sem sal!” – Rafael Fonte  – Ceilândia

“Tem que continuar onde está,  apoio a manifestação.” Shirley Silva – Ceilândia

“Também acho que deve ser por lá, e chamar o sambódromo de Joãozinho Trinta é uma justa homenagem a quem veio ajudar na paginação do que é a única forma bem sucedida desse modelo de Carnaval no DF.”  – Wallace Brandão – Ceilândia

Pela profissionalização e por uma indústria do carnaval

Este ano a CLDF deu um passo importante e por meio da aprovação do PL 1277/12 que altera a Lei 4.738/11 que dispõe sobre a realização do carnaval do DF. Com isso, os carnavalescos poderão começar mais cedo os preparativos para a festa de momo no ano que vem.

Para que o carnaval do DF se transforme em indústria viável há que ter um planejamento firme, visto que a sua viabilidade técnica e econômica passa por uma adesão e prestigio da população aos desfiles, o que em Ceilândia já é uma realidade testada e comprovada. Ceilândia, Taguatinga, Samambaia, Aguas Claras, Recando das Emas e Riacho Fundo I e II, concentram mais de 70% da população do DF, população suficiente  para tornar o carnaval do DF sucesso de público e viável economicamente.

Fonte: ACIC

PSD vai às emissoras do Distrito Federal

psdO Tribunal Regional Eleitoral decidiu, por unanimidade, garantir tempo de rádio e TV ao PSD brasiliense. Acompanha assim sentença do TSE, que considerou superada a exigência de desempenho em eleição anterior e abriu ao novo partido espaços na mídia para as eleições deste ano. Com isso, já em 2013 o PSD do Distrito Federal terá direito a 40 inserções de 30 segundos ou a 20 de um minuto.

Fonte: Do alto da torre

Reprodução da fórmula tucana nacional

aecioCaso o senador Aécio Neves seja mesmo presidente do PSDB nacional, os tucanos brasilienses deverão reproduzir a mesma fórmula na executiva regional. Consiste em escolher para a presidência alguém com mandato e com previsão de candidatar-se a cargo majoritário. Trata-se de manobra destinada a garantir visibilidade a quem disputará a eleição. Sem mandato e sem presidir a executiva, o candidato corre risco de processo por crime eleitoral.

Caso a fórmula prevaleça no PSDB do Distrito Federal, o candidato natural seria o deputado Izalci Lucas. De qualquer forma, uma decisão só será tomada em abril e precisará aguardar o que fará a direção nacional.

Fonte: Do alto da torre

Tartaruga de volta

pmdfNa noite de ontem, policiais militares e bombeiros decidiram em assembleia pela retomada da Operação Tartaruga. E prometem radicalizar, já que a operação foi paralisada e a categoria alega não ter nenhum posicionamento do governo. Entre as principais reivindicações estão a reestruturação da carreira, a isonomia entre as aéreas de segurança pública e o cumprimento das propostas que vêm sendo apresentadas desde fevereiro.

Fonte: Coluna ONs e OFFs – Lívio di Araújo

Prefeito e Vereadores são empossados em Santo Antônio do Descoberto

itamar posseApós uma das disputas mais acirradas de todo o entorno do DF, prefeito e vereadores tomaram posse hoje (14/12) no município de Santo Antônio do Descoberto.

No ultimo dia 12/12 o TSE confirmou a vitória de Itamar Imóveis como prefeito de Santo Antônio do Descoberto. Parece um prenuncio no dia 12/12/12 o candidato do PDT, cujo número é o 12 é confirmado prefeito de Santo Antônio do Descoberto.

A cerimônia de posse foi tranqüila e o prefeito Itamar Imóveis, após receber seu diploma, disse emocionado, com muita humildade e simplicidade, que não era bom com as palavras, mas que todos poderiam ter a certeza de que para trabalhar ele seria muito bom.

Por: Sandro Gianelli

No DF Blogueiro agora tem dia

luziaPROJETO DE LEI Nº 887/2012 da Deputado Luzia de Paula institui o Dia do Blogueiro, a ser comemorado no dia 07 de junho, data que integrará o Calendário Oficial de Eventos do Distrito Federal. A proposta, segundo Luzia de Paula, visa homenagear os blogs e blogueiros do DF, cuja grande maioria noticia os fatos como deve ser, sem se deixar levar por paixões, relações de amizade, preferências políticas e que, por isso, prestam um grande serviço à sociedade e à democracia.

Informações: gabinete da deputada Luzia de Paula

A pessoa como base, matéria-prima e limite da imagem – I

imagem-publicaTraços físicos e psicológicos também fazem parte da pessoa do político.

A construção da imagem parte, inevitavelmente, dos traços físicos e psicológicos da pessoa do político. Não há, nem poderia haver, outro ponto de partida. A começar pela própria aparência física do indivíduo.

Traços da personalidade e da aparência são como as cores que podem ser ressaltadas ou amenizadas numa bela pintura

A pessoa, isto é, a unidade formada por sua aparência física, seus traços de personalidade e sua história de vida, constitui-se na base insubstituível sobre a qual a imagem deverá ser construída. Desde logo se impõe o alerta de que, os traços da imagem desejada e que se vai querer enfatizar, devem possuir harmonia – estética, funcional e atitudinal com esta base. Assim, por exemplo, uma pessoa rigorosa, autoritária e severa não serve de base de sustentação para uma imagem de descontração, liberalidade e flexibilidade.

Os atributos da imagem desejada não podem brigar com os traços de personalidade da pessoa do político. Tampouco com sua história de vida. Em ambos os casos devem guardar coerência uns com os outros. Coerência, porém, não equivale a servidão.

Pode-se, entretanto, compensar e equilibrar aquele traço de autoritarismo com virtudes como sabedoria, justiça, compaixão e equilíbrio. Dessa forma, o que poderia aparecer como desvantagem (autoritarismo) tende a ser interpretado, pelo eleitor, como demonstração de responsabilidade e seriedade na maneira de agir, bons sentimentos na maneira de ser (o que é positivo), e sua severidade é vista mais como uma questão de estilo pessoal.

O que importa ressaltar nesse contexto é que a base, constituída pela pessoa do indivíduo, não pré-determina sua imagem. Ela é suficientemente ampla e abrangente, para permitir combinações de atributos, que a aproximem da imagem desejada de forma plausível, como o exemplo do autoritarismo demonstrou.

Além de servir como uma base para a imagem, a pessoa do político – sua aparência e sua personalidade – são, também a matéria-prima da imagem que se deseja construir. Os traços da personalidade, assim como os da aparência física, são como cores na paleta de um pintor. Quais cores (traços) amenizar, quais destacar, o que deixar nas sombras, o que trazer para a luz, quais os contrastes a explorar, são as questões cujas respostas vão determinar a conformação da imagem do político.

A aparência e os traços da personalidade do político são usados como a matéria prima, sobre a qual as artes do marketing e da estratégia vão construir a imagem desejada. Ainda socorrendo-nos do exemplo da arte, é fundamental lembrar que diferentes matérias prestam-se a variados usos. Algumas possuem enorme plasticidade. Essas podem mudar à vontade. Outras, porem, são de muito reduzida plasticidade. Estas não aceitarão muitas mudanças no seu estado natural.

Assim, o pintor, o escultor e o arquiteto, o artista da publicidade ou da estratégia, que se propõe a construir uma imagem, deve conhecer profundamente a matéria-prima sobre a qual vai atuar, e deve possuir uma superior habilidade para transformá-la numa realidade nova. Não se deve confundir essa maestria e sensibilidade com a postura onipotente e arrogante que muitos publicitários ostentam.

Fonte: Política para políticos

‘Lula é o melhor para governo paulista em 2014’, diz marqueteiro João Santana

lulaMais político e engajado do que nunca esteve, o marqueteiro preferido pelo PT desde 2006, João Santana, declara que o melhor nome do partido para disputar o governo de São Paulo é o do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“É uma pena o nosso candidato imbatível, Lula, não aceitar nem pensar nesta ideia de concorrer a governador de São Paulo. Você já imaginou uma chapa com Lula para governador tendo Gabriel Chalita, do PMDB, como candidato a vice?”, disse Santana, em tom irônico, numa longa entrevista à Folha.

Para o marqueteiro, a presidente Dilma Rousseff será reeleita em 2014 já no primeiro turno — se ocorrer, será algo inédito para um petista em disputas pelo Planalto.

Sobre o prefeito eleito de São Paulo, Fernando Haddad, faz uma previsão: “Tem tudo para ser presidente da República, em 2022 ou 2026”. Antes disso, talvez seja a vez de Eduardo Campos, do PSB.

Na conversa, o marqueteiro de 59 anos relatou como foi a calibragem da estratégia que deu ao PT a Prefeitura de São Paulo neste ano. Não podia atacar os outros candidatos no início da campanha, pois Haddad “não tinha musculatura para bater nem para herdar eleitores” de adversários.

Em anos passados, Santana falava com um certo distanciamento do petismo. Hoje, assume-se mais como um profissional engajado com a causa partidária. “Por ter muita afinidade com o PT e esse campo político, eu acho muito difícil, eu diria impossível, fazer uma campanha presidencial para o PSDB”, diz. Fica à vontade para criticar as outras legendas.

“Há um processo de desgaste e de deterioração política do PSDB. Viraram uma versão anacrônica da UDN: denuncistas e falsos moralistas. Pode acontecer ao PSDB o que aconteceu ao DEM. O DEM está sendo engolido pelo PSD, de [Gilberto] Kassab. Se não se renovar, o PSDB pode ser engolido pelo PSB, de Eduardo Campos.”

Responsável pelo marketing na reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (em 2006) e na eleição de Dilma (2010), Santana trata a oposição com um certo desdém: “Se a eleição fosse hoje, novembro de 2012, Dilma ganharia no primeiro turno. Se fossem candidatos de oposição Aécio Neves e Eduardo Campos não teriam, somados, 10% dos votos”.

É cético até com o movimento que na internet fala em lançar o atual presidente do STF, Joaquim Barbosa, para o Planalto. “É uma pessoa inteligente e saberá tomar a decisão certa. Caso se candidatasse [a presidente] poderia ter um final de carreira melancólico. Não se elegeria, faria uma campanha ruim e teria uma votação pouco expressiva”.

A propósito do STF e do julgamento do mensalão, diz se sentir “no dever” de fazer uma observação aos ministros da mais alta Corte de Justiça do Brasil: “O julgamento do mensalão levou ao paroxismo a teatralização de um dos Poderes da República. O excesso midiático intoxica. É um veneno. Se os ministros não se precaverem, eles podem ser vítimas desse excesso midiático no futuro. E com prejuízos à instituição. O ego humano é um monstro perigoso, incontrolável. O mensalão é o maior reality show da história jurídica não do Brasil, mas talvez do planeta”.

Fonte: Folha de S. Paulo

Wasny de Roure é eleito presidente da Câmara Legislativa

Wasny_de_RoureO Plenário da Câmara Legislativa elegeu, por unanimidade, a nova composição da Mesa Diretora para o biênio 2013/2014. Wasny de Roure (PT) foi escolhido presidente e Agaciel Maia (PTC) será o novo vice-presidente. Eliana Pedrosa (PSD), Prof. Israel Batista (PEN) e Aylton Gomes (PR) ocuparão, respectivamente, os cargos de primeiro, segundo e terceiro secretários. A eleição começou às 2h da manhã desta sexta-feira (14) e não houve chapa concorrente. A posse da Mesa Diretora ocorrerá no dia 1º de janeiro, a partir das 9h, no plenário.

Todas as cinco votações contaram com a participação dos 24 deputados distritais. Os suplentes dos secretários são Liliane Roriz (PSD), Joe Valle (PSB) e Benedito Domingos (PP).

Antes das votações, diversos distritais enalteceram em plenário o trabalho da atual Mesa Diretora, em especial a atuação de Patrício (PT) na presidência. Ex-segundo secretário, Joe Valle citou alguns avanços da atual gestão da Casa. “Acabamos com o pagamento do 14° e 15° salários e o nepotismo, exigimos ficha limpa dos servidores, ampliamos a transparência e implantamos o planejamento estratégico”, observou o distrital.

Em seu primeiro pronunciamento como presidente, Wasny agradeceu a Deus e a cada um dos colegas parlamentares. O presidente eleito também agradeceu o bloco PT/PRB que “o convenceram” a assumir a candidatura. “Será um enorme prazer participar dessa nova Mesa. Vamos nos debruçar sobre os problemas do DF, com foco no interesse publico, na transparência e no diálogo com a comunidade, respeitando o Legislativo e a sua economia”, ressaltou o distrital. Com humildade, disse que os colegas estavam autorizados lhe “puxar as orelhas” para corrigir eventuais erros.

Encerrando a última sessão do ano, Patrício desejou boa sorte à nova Mesa e pediu a continuidade do trabalho de fortalecimento do Poder Legislativo. “Espero continuar a ver o povo do Distrito Federal vindo à Câmara se manifestar e participar do processo democrático”, afirmou o ex-presidente.

Perfil – Economista, casado, pai de três filhos, Wasny  é goiano e mora em Brasília desde 1959. É técnico da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), onde iniciou a trajetória política como presidente da associação de servidores. Mestre em economia pela UFMG e Universidade de Oxford, Inglaterra, foi eleito deputado distrital pela primeira vez em 1990. Cinco anos depois, foi nomeado secretário de Fazenda pelo então governador Cristovam Buarque. Em 2003, Wasny assumiu o mandato de deputado federal. Eleito em 2010 para o quarto mandato de deputado distrital, o parlamentar voltou à Câmara Legislativa como líder do governo, cargo que exerceu até setembro deste ano.

Fonte: Camara Legislativa do DF

As leis do poder: não se atreva a desrespeitá-las

justica“Elas se encontram nos escritos de pensadores, estadistas, militares, cortesãos, artistas, estrategistas. Cezar, Sun Tzu, Gracian, Bernard Shaw, Maquiavel, Napoleão, Bismark, Talleyrand, Richelieu, Clausewitz, Lao Tse, Ibn Khaldun, Guicciardini, Castiglione, Richelieu, Churchill, Mazarin, são alguns dos principais formuladores destas leis, que foram escolhidos para citar, afim de ilustrar a grande variedade de épocas, países, culturas e ocupações profissionais que as produziu.”

As leis do poder correspondem àquela parte do “iceberg” da política que só fica submersa

Sim, o exercício do poder está sujeito a leis. Não se trata aqui de leis votadas pelo Legislativo e formalmente editadas pelo sistema político de um país, para regulamentar a ação política dos órgãos de governo e de representação, e as suas atribuições e responsabilidades.

Estas dizem respeito ao aspecto jurídico-formal da política. Correspondem à institucionalização do processo político, e, como tais, são necessárias e importantes. São respeitáveis e respeitadas, porque há todo um aparato jurídico-administrativo, que se encarrega de assegurar o seu acatamento.

Mais ainda, delas depende a legitimidade do poder, a civilidade das relações políticas e a estabilidade social. É por meio das formas legalmente promulgadas, na Constituição e nas leis especiais e ordinárias, que a democracia se realiza.

As leis do poder, que vamos apresentar nesta coluna, aquelas que você, como um político que busca o poder, não deve nunca se atrever a desrespeitar, correspondem àquela parte do “iceberg” da política que fica submersa.

São leis não formais de “prudência e sabedoria política”.

Seu foco é o comportamento real das pessoas e não o ideal, ditado por valores morais, sociais e culturais;
Seu objetivo é rigoroso e exclusivo: a conquista, o exercício e a manutenção do poder, sem submissão a qualquer valor ou finalidade “não política”;
Seu exercício é de livre decisão individual. O indivíduo goza de total liberdade para seguir ou não as suas regras. Nada, nem ninguém o obriga;
Sua sanção se manifesta no resultado – favorável para quem as segue desfavorável para quem as ignora.

Encontram-se em escritos que cobrem um período de 3 milênios, e que provêm tanto do Ocidente como do Oriente. Não obstante as enormes diferenças de épocas históricas e de sociedades, eles guardam uma notável coerência entre si, e constituem um verdadeiro corpo de conhecimentos, em torno de um mesmo objeto de estudo, resultado da observação interpretação, e testadas na prática da ação política.

A notável longevidade e surpreendente universalidade deste “corpo de conhecimentos” permitiram a sua validação ao longo da história política. Não é por outra razão que seus formuladores recorrem com tanta freqüência a exemplos históricos, para confirmar, pelos fatos, seus princípios, regras e postulados.

Os exemplos históricos que usam para confirmar a validade dos princípios que postulam são ilustres, fartamente conhecidos e memoráveis: o Velho Testamento, episódios da história dos grandes impérios como o Egípcio, o Chinês, o Persa, o Romano, o Papado, a Itália dos Sforza, Médici e Borgia, a arte da guerra, a vida de reis e de príncipes, os conflitos religiosos, as revoluções, as sedições e golpes políticos, até às obras literárias irreverentes, às reflexões “realistas” sobre os homens, a política e o governo. São apresentados da mais variada forma, como revela a mera referência aos exemplos mencionados. Seus formuladores preferem apresentá-los sob a forma de advertências, conselhos, alertas, lembranças, em aberto contraste com a maneira convencional de encarar o assunto. Neste aspecto, muitas vezes chocaram seus leitores pela forma direta, pela fria objetividade e, em muitos casos, pelo conteúdo amoral das admoestações.

O Império Romano é um exemplo histórico usado para confirmar os princípios das leis do poder

Embora de diversificado formato literário, na maioria dos casos, são escritas como um conjunto de máximas, aforismos, frases célebres que se propõem a revelar uma verdade, pela autoevidência, expressa na sua concisa formulação.

Máximas e aforismos dispensam longas argumentações, formulações teóricas, e justificativas. São propostas como verdades em si mesmas, supondo que o indivíduo, ao lê-las ou ouvi-las, as aceita pelo seu poderoso efeito persuasivo.

Grande parte desses conselhos e advertências perdeu, ao longo dos séculos, as referências do seu autor. Isto se deve ao fato de que, por serem muito concisas, formuladas como uma frase, ou um período curto, se não foram transcritas num texto e chegaram aos pósteros pela tradição oral, é impossível determinar seu autor.

As Leis do Poder, como uma parcela especial deste corpo de conhecimento, codificado em máximas e aforismos, partem de uma premissa muito simples: “Certas ações, praticadas em observância àquelas leis, resultam em maior poder para quem as pratica; enquanto outras, praticadas em conflito com aquelas leis, resultam em perda de poder e até mesmo em ruína política”.

Finalmente, resta acrescentar que estas leis são práticas.

Elas codificam um conhecimento prático, aplicável a qualquer situação onde a problemática da política – conquistar e manter o poder – se faça presente.

Consistem em conselhos, advertências e orientações para aqueles que se dispõem a participar da política real, com seus riscos e custos, diferentemente daquela outra política, da oratória balofa, da submissão ao “politicamente correto” e da retórica das intenções. É para os primeiros que este corpo de conhecimentos foi criado. Por isto é um conhecimento prático, amparado em uma fartura de exemplos e medido por resultados visíveis.

Os conselhos e advertências que essas leis incorporam, não devem ser entendidos como “meros conselhos e meras advertências”. São muito mais. São regras de sobrevivência. São avisos do que funciona e do que não funciona.

Em uma palavra, são leis. Há um preço a pagar por desrespeitá-las, e o poder é a moeda com que se paga.

Fonte: Política para Políticos

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