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Dilma diz que aguenta pressão e vê alternativas para evitar impeachment

20160327101839696154o“Podem ficar tranquilos porque eu aguento bem a pressão. Sou resistente”, disse a presidente, em reunião com ministros.

Sob intenso cerco político, Dilma Rousseff deixou impressionados os ministros com quem conversou nesta semana. Não sem motivo: com uma frieza a toda prova, ela expôs planos de governo para os próximos dias, meses e até para 2018. “Podem ficar tranquilos porque eu aguento bem a pressão. Sou resistente”, disse a presidente, ainda gripada, em uma das reuniões com a equipe.

Sem tempo, Dilma trocou a leitura frenética de livros pela análise minuciosa de mapas de votação na Câmara, onde uma comissão com 65 deputados vai definir o destino do impeachment. Ampliou o escopo, mirando em mais do que os 171 votos necessários para barrar o processo no plenário, e exibiu habilidade em decorar o Estado de cada parlamentar a ser fisgado

A ordem é abrir o cofre, atender os aliados fiéis, desalojar os “traidores” e dividir o PMDB, que na terça-feira deve oficializar o divórcio do governo. Na estratégia do “tudo ou nada”, Dilma partiu para o varejo das negociações políticas, virou uma espécie de “ouvidora” dos insatisfeitos, coisa que sempre abominou, e montou um gabinete de crise permanente.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que teve a nomeação suspensa como ministro da Casa Civil e aguarda decisão do Supremo Tribunal Federal para saber se poderá assumir o cargo, atua de longe na coordenação geral dos trabalhos, sem pisar no Palácio do Planalto.

A batalha de comunicação do governo é agora direcionada para “vender” a imagem de Dilma como mulher “guerreira”, que lutou contra a ditadura e hoje enfrenta um “novo modelo de golpe”. Todos os dias, Dilma recebe no Planalto ou mesmo na residência do Alvorada líderes e dirigentes de partidos aliados, além de ministros do PMDB. Pede apoio e promete mudanças.

Deputados do PP e do PR informaram a ela que será difícil manter o aval ao governo se o PMDB desembarcar e alertaram sobre um possível efeito dominó em outros partidos.

“Foi um aviso de que o gato subiu no telhado. A ficha dela caiu, mas, por incrível que pareça, não se abateu”, contou um dos deputados que estiveram com a presidente. “Parece que, se morrer, vai morrer lutando”.

Numa contraofensiva arriscada, o governo decidiu, na quinta-feira, desafiar o vice Michel Temer – que comanda o PMDB e é chamado por petistas de “chefe da facção” -, exonerando o presidente da Funasa, Antônio Henrique de Carvalho Pires, homem de sua confiança.

Nos bastidores, auxiliares de Dilma afirmam que tudo será feito para enfrentar a “conspiração” do grupo de Temer e contemplar com cargos quem pode ajudar a derrubar o impeachment na Câmara. É uma disputa voto a voto, no mais fiel estilo do “toma lá, dá cá”.

Tática semelhante foi usada em dezembro, quando Dilma dispensou o vice-presidente de Fundos e Loterias da Caixa Econômica Federal Fábio Cleto, indicado pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), como retaliação à atitude do deputado de aceitar o pedido de impeachment.

Em conversas reservadas, Dilma mostra inconformismo com o fato de Cunha, réu no Supremo Tribunal Federal, acusado de corrupção na Petrobras, conduzir o processo que pode levar a seu afastamento. “Eu não cometi nenhum crime para justificar a interrupção do meu mandato. Brigarei até o fim”, diz ela, enquanto a Operação Lava Jato avança sobre o governo.

No PT há quem pregue até mesmo que, em caso de impeachment, Dilma recorra à Organização dos Estados Americanos (OEA). Nesse combate, há ainda táticas de guerrilha que circulam na internet, com ameaças de fim de programas sociais, como o Bolsa Família, se a presidente cair.

Foi após a campanha da reeleição, em 2014, que Dilma terminou de ler a biografia do ex-presidente Getúlio Vargas, escrita pelo jornalista Lira Neto. Não por acaso, outro dia voltou a dar uma espiada no terceiro volume, segundo relato de um ministro. “Tudo a seu tempo”, costumava dizer Getúlio, quando era pressionado.

Fonte: Correio Braziliense

Segurança é prioridade em Novo Gama

Governo-do-Município-prioriza-segurança-em-Novo-GamaInvestimentos em Segurança Pública e na Infraestrutura, são as marcas registradas do Governo do Município em Novo Gama.  A entrada da cidade, antes lembrada pelo lixo e a lama, hoje conta com uma linda praça que tem o aspecto aconchegante, limpo e seguro.

A obra da Praça Cartão Postal construída na entrada do município aconteceu graças a uma parceria firmada entre a Prefeitura; a Administração de Santa Maria; o Departamento de Estradas e Rodagens (DER-DF); a Agência de Fiscalização (AGEFIS – DF); as Policias Militar do Distrito Federal e de Goiás; e a 1º Promotoria de Novo Gama.

Hoje o trabalho nesta praça está em fase de conclusão. O local já conta com calçadas; jardins; estacionamento; e recentemente houve a instalação de luminárias para melhorar a segurança.

“Agora a nossa cidade já conta com um lugar limpo e com uma linda aparência urbanística. Este é o nosso cartão postal. A iluminação dará mais segurança aos usuários do transporte coletivo, que passam pelo local todos os dias. Falta apenas a academia ao ar livre, que logo será instalada.” disse o prefeito Everaldo Vidal.

Pensando ainda em reforçar a Segurança Pública, foi implantada na última sexta-feira (18), a Guarda Civil Municipal (GCM). Ela possui um contingente de 156 (cento e cinquenta e seis) homens que recentemente passaram por uma capacitação no Instituto Federal de Goiás.

O curso habilitou os guardas para atuarem em diversas áreas de segurança no município. O conteúdo ministrado seguiu o que determina a Lei 13.022/14 e também a matriz curricular da Secretaria Nacional de Segurança Pública, órgão ligado ao Ministério da Justiça.

A prefeitura informa que a criação da guarda está de acordo com a Lei nº 929, de 17 de junho de 2009, inciso III, do Artigo 3º, da Lei orgânica do Município de Novo Gama. Esta lei autoriza a criação da Guarda Municipal e por meio dela, viabiliza convênios com a Polícia Militar.

Cabe ainda ressaltar que todos os agentes da GCM, são concursados. Os profissionais anteriormente ocupavam o cargo de Agente de Vigilância, e de acordo com o artigo 4º da Lei Complementar nº 1.127 de janeiro de 2011, a atividade exercida passou a denominar-se Guarda Civil Municipal.

Fonte: novogama.go.gov.br

Conectado ao Poder na Rádio OK FM com Izalci – 26/03/2016

Sandro Gianelli, Rodrigo Mercúcio e Zinhão entrevistaram o deputado federal Izalci (PSDB).

Programa realizado no dia 26 de março de 2016. Assista:

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Izalci será o entrevistado do Conectado ao Poder de 27/03/2016

Sandro Gianelli entrevista o deputado distrital Agaciel Maia.

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Programa Conectado ao Poder – Edição de 26/03/2016

padrão 2016 (2 convidados)25-3O Programa Conectado ao Poder deste sábado (26/03), entrevista os Deputados Federais Izalci e Rogério Rosso.

O programa vai ao ar, ao vivo, todo sábado, das 12h às 14h, na Rádio OK FM, 104,1. A apresentação é do Consultor em Marketing Político e Blogueiro, Sandro Gianelli.

Todo sábado os ouvintes acompanham o resumo das notícias políticas da semana, bastidores e entrevistas com Sandro Gianelli e os comentários de Rodrigo Mercúcio e Zinhão. Os ouvintes podem participar ao vivo pelo Whatsapp (61) 9320-8474.
Histórico

O Programa Conectado ao Poder vai para o terceiro ano, com mais de 200 edições e mais de 500 convidados.

Serviço

Rádio OK FM
Sintonia: 104,1 FM (DF e Entorno)

Local: SRTVS, Asa Sul, Quadra 701, Edifício Assis Chateaubriand, Torre 2, 1º andar, Sala 107, ao lado do Shopping Pátio Brasil.

Entrevistas
Para agendar uma entrevista entre em contato com Sandro Gianelli pelo celular / whatsapp de número (61) 8406-8683 ou pelo e-mail sandrogianelli@hotmail.com.

Coluna Entorno do Jornal Alô Brasília por Sandro Gianelli

Sem Título-1Os bastidores da política na região metropolitana do DF

A prefeitura de Novo Gama é responsável pela maior Via Sacra do Entorno Sul. O evento conta com 600 artistas e um público superior a 50 mil pessoas. No dia 25 de março, será realizada a XVI edição, no Morro Santo do Lago Azul, à partir das 16h.

Marconi na rede

O governador Marconi Perillo (PSDB), se reuniu com blogueiros goianos, no Palácio das Esmeraldas. Marconi reconhece a força das redes sociais, que, segundo ele, têm pautado muitas discussões. Só faltou estender o convite para os blogueiros da região do entorno do DF.

Câmara nos Bairros

A Câmara Municipal de Luziânia está realizando sessões ordinárias em vários bairros. O projeto “Câmara nos Bairros” acontecerá uma vez por mês. O primeiro evento foi no Jardim Ingá. A sessão itinerante é uma oportunidade de ouvir as demandas da comunidade. O que chama a atenção é que o projeto foi implantado no ano das eleições.

Candidatura

O médico e ex-secretário municipal de saúde de Novo Gama, Dr. Santana, colocou seu nome como candidato a prefeito. Algumas pessoas acreditam que a ex-prefeita e ex-deputada estadual, Sônia Chaves, abrirá mão de sua candidatura em apoio a Santana.

Time forte

Em Águas Lindas, o prefeito Hildo do Candango conta com 12 partidos em seu projeto de reeleição. São eles: PTB, PSB, PSDB, PSC, PMN, PHS, PTN, PRB, PSD, SD, REDE e PV.

Troca-troca

A janela partidária movimentou as Câmaras de Vereadores em todo o entorno.

Cidade Ocidental – O PP ganha dois vereadores: Sávio Meireles deixou o PTC e Douglas Martinho deixou o PTB. Zé Divino troca o PSD pelo PTN.
Novo Gama – O vereador Narciso Pereira (foto) trocou o PPL pelo Pros. Medeiros troca o PPS pelo DEM. O PRB ganha dois vereadores: o presidente da Câmara, Alan do Sacolão, que foi do PSD e da Rede e Danilo Só Alegria, que passou pelo PSDB e PROS.
Valparaíso – O vereador Geraldo Alves trocou o PDT pelo PRB. Já o suplente de vereador, Carlinhos Dentista, abandona o PT do B e se filia no PPL.
Luziânia – O PSDB ganha quatro vereadores: Marcos Cunha, Ana Lucia Silva, Luzia Diretora e Écio Carlos.

Dica de Marketing Político

A internet terá papel ativo nas eleições de 2016. O candidato que souber explorá-la, terá um grande aliado na campanha eleitoral. Vale ressaltar que não adianta estar apenas presente nas redes sociais, o principal é o conteúdo, o monitoramento e o relacionamento.

Por Sandro Gianelli
Coluna Entorno, Jornal Alô Brasília

Deputada Luzia de Paula entrega a cobertura da quadra escolar no P Sul

DSC_0311-1A deputada Luzia de Paula (PSB) inaugurou nesta terça-feira (22/3), a cobertura da quadra poliesportiva do Centro de Ensino Especial Nº 01, do setor P Sul, em Ceilândia. A solenidade contou com a presença de toda a equipe da instituição, alunos e pais.

A deputada foi recebida pela diretora Ana Maria, que acredita que a melhoria servirá não só para os alunos, mas, para toda a comunidade. “Esta obra é tão importante que não consigo descrever. As possibilidades são inenarráveis. Estamos pensando em abrir a escola para que a comunidade possa praticar esportes à noite e vamos expandir os benefícios realizando trabalhos sociais com os adolescentes”, disse.

Para Luzia, a obra tem significado especial. “Essa escola não vinha recebendo a devida atenção. São mais de 30 anos à espera da cobertura dessa quadra. Sinto muito orgulho de poder ajudar tanto os alunos quanto a comunidade”, afirma.

O coordenador da regional de ensino de Ceilândia, Marcos Antônio, entende que a cobertura da quadra foi fundamental. “Os alunos especiais necessitavam desse cuidado. Hoje, a principal fonte de recurso para a educação são as emendas parlamentares, a deputada Luzia de Paula tem buscado trazer, para a Ceilândia, os recursos necessários para que possamos desenvolver essa cidade conforme ela merece”. Afirma.

Para o administrador de Ceilândia, Vilson José, a cobertura da quadra tem um valor muito importante para as pessoas com deficiência. “Entregamos uma obra de qualidade e em tempo recorde, foram menos de 100 dias e 30% de economia. Essa é uma proposta da administração regional de Ceilândia, entregar obras com rapidez, qualidade e zelando pelo recurso público”, disse.

“Hoje encerramos um sofrimento de 30 anos para os alunos desta escola, a entrega dessa cobertura trará mais conforto para eles. Destinei outra emenda para que possamos complementar essa obra, ainda esse ano. Será construído o alambrado, vestiários, banheiros e o piso”, conclui a parlamentar.

Fonte: luziadepaula.com.br

Relatório da Câmara Legislativa reprova escolas públicas do DF

Michael Melo/MetrópolesSalas sem ventilação, inexistência de quadras poliesportivas, falhas elétricas e falta de água são alguns dos problemas identificados. Presidente da Comissão de Educação, Saúde e Cultura afirma que, em alguns casos, o melhor seria demolir unidades de ensino.

O GDF não tem feito a lição de casa, embora não faltem deveres a serem concluídos. Os sucessivos relatos na imprensa sobre a má condição das escolas públicas locais, as reclamações de pais e alunos, os alertas de professores e até mesmo levantamentos de órgãos oficiais — como relatório do Tribunal de Contas do DF (TCDF) — não foram suficientes para melhorar as condições das instituições. Agora, um novo documento reforça os graves problemas que fazem parte do cotidiano de quem passa o dia entre lousas, livros, cadernos e carteiras. Segundo o presidente da Comissão de Educação, Saúde e Cultura da Câmara Legislativa, deputado Reginaldo Veras (PDT), em alguns casos, a situação é tão crítica que os edifícios deveriam ser demolidos.

O parlamentar visitou mais de 50 colégios nas 14 regionais de ensino e elaborou um relatório com as observações feitas nos locais. Na sessão de terça-feira (22/3), Veras chegou a dizer que alguns deveriam ser implodidos antes que causassem danos mais graves aos alunos. Entre as unidades citadas, estão a Escola Classe 415 de Samambaia (foto principal) e a Escola Classe Vila Areal. A reportagem do Metrópoles esteve nos dois endereços e conferiu de perto o descaso do Estado com a infraestrutura dessas instituições.

Na Escola Classe 415 de Samambaia, cerca de 580 alunos do ensino fundamental, até o 5º ano, têm de enfrentar desafios diários para aprender. A começar pelo calor nas salas de aula. “O colégio foi construído há 24 anos de forma provisória. Os prédios foram feitos com pé-direito baixo e com placas de concreto, o que deixa os ambientes muito quentes”, explica a diretora da unidade, Vera Leude da Silva. Ela conta também que, por ter o sistema elétrico antigo, não há como instalar ar-condicionado, e até mesmo os ventiladores têm problemas.

Na época das chuvas, a situação é ainda pior. Rachaduras no teto transformam salas em cachoeiras e professores tem de levar os alunos para outro local. “A água ainda escorre pelas paredes e alcança as tomadas, gerando riscos de curto-circuito”, comenta Vera.

Mangueiras de incêndio
No lado de fora, mais obstáculos. As mangueiras de incêndio estão inutilizáveis e a escola foi notificada pelos bombeiros. Na suposta área de lazer, o mato e cupinzeiros tomam conta do espaço. Até caco de vidro fica escondido em meio a vegetação. Não há quadra coberta, e o parquinho precisa de manutenção.

As condições críticas fizeram a diretora recorrer ao Ministério Público. “Aguardamos um mandado para que a Secretaria de Educação seja obrigada a tomar uma atitude”, afirma.

Caixa d’água quebrada
No Areal, as dificuldades são semelhantes. O prédio também foi construído em caráter provisório, em 1971, com telhas de zinco e paredes baixas, que também contribuem para o calor. O ambiente quente é ainda mais prejudicial pelas constantes faltas de água. “Nossa caixa d’água está quebrada desde 2012. Só neste ano, mandei três pedidos para a secretaria enviar alguém para resolver a situação”, relata o diretor Jorge Luiz de Oliveira. Sem o equipamento, a escola fica vulnerável às faltas de água da região. “Algumas vezes temos de liberar os estudantes”, completa Oliveira.

As chuvas também atrapalham. Sem sistema de escoamento adequado, a lama escorre para a quadra coberta, tirando dos alunos uma das poucas melhorias conquistadas.

Além das escolas
Para o deputado Reginaldo Veras, as dificuldades estruturais são consequências de problemas administrativos da educação. O relatório aponta a necessidade de construção de novas escolas para atender a demanda por vagas. “Um exemplo disso é a região do Paranoá, onde a carência é de cerca de 7,5 mil vagas”, destacou.

Outra questão é o repasse de verbas para os colégios. Segundo Veras, o sistema educacional sofre com a falta de investimentos. “É preciso que o governo determine prioridades. E a educação tem que ser uma delas”. Para ele, mesmo quando há dinheiro, faltam pessoas. “Já tentei encaminhar parte da emenda parlamentar para o setor, mas a secretaria tem déficit de profissionais, como engenheiros e arquitetos, o que dificulta o processo de reforma de colégios”, aponta.

Por fim, o deputado sugeriu a ampliação do Programa de Descentralização Administrativa e Financeira (PDAF), que prevê o repasse direto de verbas para diretores de escolas, dando autonomia para pequenos reparos e reformas.

Fonte: Metrópoles

Casos confirmados de dengue no DF crescem 310% em relação a 2015

fumaceForam 6.958 exames positivos até dia 21, contra 1.697 no ano passado. Suspeitas subiram 223%; semana teve menor índice desde o início do ano.

O número de pacientes com dengue confirmada no Distrito Federal cresceu 310% em relação a 2015, segundo dados da Secretaria de Saúde divulgados nesta quarta (23). Até a última segunda-feira (21), 6.958 casos haviam sido atestados por exames. No mesmo período de 2015, eram 1.697 infecções.

O boletim mostra que a dengue segue concentrada em algumas regiões da capital federal. Brazlândia, Ceilândia, Taguatinga, São Sebastião, Samambaia e Planaltina respondem, juntas, por 6 em cada 10 casos da doença. Líder em infecções, Brazlândia tem 19% dos casos confirmados até esta segunda.

A infecção transmitida pelo mosquito Aedes aegypti já foi detectada em todas as regiões administrativas do DF, incluindo SIA e Varjão, que não tiveram casos registrados durante todo o ano de 2015.

Em Brazlândia, os 1.313 casos até o momento representam aumento de 3.651% em relação aos 35 que apareceram no mesmo período de 2015. Segundo cálculos da própria Secretaria de Saúde, a dengue atinge mais de 2% de todos os habitantes da região.

No Itapoã, o número passou de 19 para 264 – alta de 1.289% entre 2015 e 2016. Apenas Lago Sul e Sobradinho II tiveram redução na incidência de dengue, em taxas de 9% e 19,3%, respectivamente.

Apesar dos números elevados, o relatório indica que a última semana (entre os dias 14 e 21) registrou o menor nível de infecções por dengue desde o início do ano. Foram 41 casos confirmados em sete dias – em média, um contágio a cada quatro horas. Em fevereiro, a Saúde do DF chegou a contabilizar 1.212 novos casos em uma única semana.

Outros casos
O índice de mortes causadas pela dengue no DF e no Entorno não sofreu alterações em relação ao boletim anterior. Foram cinco casos fatais, sendo três da capital e dois de Goiás.

O Laboratório Central de Saúde Pública do DF (Lacen) detectou a presença de todos os quatro tipos do vírus da dengue em circulação no DF. Os micro-organismos foram encontrados em amostras de exames de pacientes do Guará, Santa Maria, Plano Piloto, Taguatinga, Riacho Fundo, Ceilândia e Samambaia.

Nas 11 primeiras semanas de 2016, o GDF identificou 333 casos suspeitos de febre chikungunya, que também é transmitida pelo Aedes aegypti. Destes, 27 já foram confirmados por exame sorológico. Em 2015, apenas dois casos haviam sido confirmados no mesmo período.

A Saúde do DF também registra 289 casos suspeitos de infecção pelo vírus da zika, com 27 confirmações por exames. Como a doença não existia no DF no primeiro semestre de 2015, não há como fazer comparações com o ano anterior.

Fonte: G1

Lula: “Vou ajudar Dilma a governar nem que seja a última coisa que eu faça”

20160323202518340836iLula disse que a “companheira Dilma” tinha lhe chamado para compor o ministério em agosto do ano passado e ele disse não ter aceitado por saber que não é fácil a convivência de presidente e ex-presidente no governo.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou em discurso para sindicalistas que vai ajudar Dilma a governar. “Nem que seja a última coisa que eu faça na vida, vou ajudar a Dilma a governar esse País com a decência que o povo merece”, afirmou nesta quarta-feira, 23, à plateia de cerca de mil apoiadores na capital paulista.

Lula disse que a “companheira Dilma” tinha lhe chamado para compor o ministério em agosto do ano passado e ele disse não ter aceitado por saber que não é fácil a convivência de presidente e ex-presidente no governo. “Não sou analfabeto político como alguns pensam. Tenho noção que não é fácil uma presidente conviver na mesma sala com um ex-presidente.”

 Ele argumentou, contudo, que, com o agravamento da crise que afeta o País, se convenceu de que deveria ajudar. “Quando foi agora, com a crise política, os adversários apertando cada vez mais a Dilma, ela disse ‘preciso de você pra me ajudar'”, relatou Lula no discurso.

Segundo o ex-presidente, ele ainda resistiu porque não queria passar a impressão de que buscava “privilégios”, mas que acabou cedendo por causa do cenário. “Aceitei porque tenho pleno bom senso que posso ajudar a Dilma, com aquilo que mais sei fazer na vida que é conversar, ouvir as pessoas”, afirmou.

Lula chegou a dizer que no ato pró-governo e de apoio a ele, na sexta-feira, 18, na Avenida Paulista, sentiu que estava tomando posse de novo. “A impressão que tive na Avenida Paulista foi que vocês estavam me dando posse”, afirmou.

Golpe

Lula fez uma comparação histórica para defender a sucessora Dilma Rousseff do que ele e aliados classificam de iniciativa golpista de forças “conservadoras” contra a presidente. Lula lembrou que o País tem o maior período de estabilidade democrática desde a constituição de 1988 e citou os episódios do suicídio de Getúlio Vargas em 1954 e da deposição de Jango em 1964 com o golpe militar em uma referência ao que, ao ver dele, ocorre hoje.

O ex-presidente também citou Juscelino e disse que o golpe foi para que o então ex-presidente não pudesse concorrer nas eleições de 1965. “Até a historia de apartamento que me acusam hoje, acusavam Juscelino de ter apartamento no Rio que ele não tinha”, disse comparando-se ao ex-mandatário.

“Eles têm que aprender que nós ganhamos a eleição pelo voto democrático. Se eles querem ir pra Presidência que esperem por 2018”, disse ao argumentar novamente que ele aguardou por eleições desde 1994 até chegar ao cargo máximo do País em 2002. “Não tentem dar golpe na Dilma que nós não vamos aceitar. Não existe nenhuma razão legal para o impeachment. E o respeito pelo povo brasileiro, pelo voto?”, questionou. “Acho que é bom eles aprenderem a ficarem calmos.”

O ex-presidente reforçou que os sindicatos e movimentos sociais têm uma obrigação de defender a democracia. “Tentar tirar a Dilma agora é golpe e esse País não pode aceitar o golpe na Dilma.”

Ele reclamou das investigações contra ele. Voltou a dizer que iria depor à Lava Jato sem a necessidade de ser levado à força pela condução coercitiva e chamou de “pachorra” a iniciativa de um procurador de São Paulo denunciar sua mulher, Marisa Letícia, por lavagem de dinheiro. Lula, Marisa e o filho mais velho do casal foram denunciados pelo Ministério Público de São Paulo por suposta ocultação de patrimônio no caso que envolve um tríplex no Guarujá.

“Tiveram a pachorra de um promotor dizer que a dona Marisa estava enquadrada por lavagem de dinheiro”, bradou Lula. “Eles têm que aprender que mentira tem perna curta” e emendou em críticas à oposição, repetindo que eles não têm paciência para esperar a eleição de 2018.

“Se enganam aqueles que acham que sou contra o combate à corrupção”, disse ao argumentar que seu governo deu autonomia à Polícia Federal e ao Ministério Público Federal e repetiu ser honesto, mais honesto que os integrantes da força-tarefa da Lava Jato. “Se um deles for mais honesto que eu, desisto da vida pública nesse País”, bradou. Ele questionou ainda se os coordenadores da Lava Jato imaginam o tamanho do “prejuízo” que a operação causou à economia brasileira.

Protestos
Lula também reclamou dos protestos pró-impeachment, dizendo que a imprensa incentiva o “ódio”, em referência indireta à TV Globo O público gritava “o povo não é bobo, abaixo a rede Globo”. Lula chegou a dizer estar “enojado” com alguns veículos de comunicação.

“O que a gente não pode aceitar é o ódio que está sendo destilado neste País. Acham que quem usa camisa verde e amarelo é mais brasileiro que nós. Tem muita gente que acha que é mais brasileiro que nós porque o dólar está alto e não pode fazer enxoval em Miami”, disse ao argumentar que entre 2007 e 2012 o Brasil era o país “mais otimista do mundo”. Lula discursou por mais de uma hora, mesmo com a voz bastante rouca por causa de um resfriado.

Fonte: Correio Braziliense

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