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Renato Santana divulga nota de agradecimento

Renato SantanaAgradeço primeiramente a Deus, nossa principal força, à minha família, amigos e ao Rogério Rosso por confiar tamanha responsabilidade em me indicar para representar o Distrito Federal como vice-governador pelo PSD.

Ceilândia e as cidades do Distrito Federal nos receberam com bastante carinho e com elas nos comprometemos em fazer um governo popular e participativo.

Percebemos o grande desgaste que o sistema político gerou nos sentimento das pessoas e é preciso com muita seriedade e trabalho resgatar as esperanças no servidor político que é escolhido pela democracia por intermédio do voto.

Muito obrigado pelos votos de confiança e de desejo por uma transformação positiva para cada cidade do Distrito Federal.

Renato Santana

Rodrigo Rollemberg (PSB) é eleito governador do DF

rodrigo rollembergRodrigo Rollemberg (PSB) foi eleito governador do Distrito Federal, neste domingo. Com 100% das urnas apuradas, o candidato do PSB contabiliza 812.036 votos, o equivalente a 55,56% dos votos válidos. Seu adversário Jofran Frejat (PR) soma 654.587 votos, ou 44,44% dos votos válidos.

O senador Rollemberg, de 55 anos, liderou as pesquisas desde que o ex-governador José Roberto Arruda (PR) renunciou à candidatura, barrado pela Lei da Ficha Limpa. No primeiro turno, ele venceu com folga o primeiro turno: recebeu 45% dos votos válidos, contra 27% de Frejat.

Pesquisa para Presidente e Governador no DF

pesquisa-deputado distritalPesquisa feita pelo Instituto Exata OP, entre os dias 16 e 18 de outubro, com 2000 entrevistados, registro no TRE/DF número 00084/2014, que tem como objetivo mostrar o retrato do momento para os cargos de Presidente e Governador no Distrito Federal.

Votos válidos para Presidente
Aécio Neves 63%
Dilma Rousseff 37%

Votos válidos para Governador
Rollemberg 54%
Frejat 46%
Clique e confira a pesquisa completa.

Fonte: Exata OP

Pesquisa Presidencial: Aécio inverte queda, volta a subir e passa à frente de Dilma

Dilma-e-Aecio-2Considerando votos válidos, levantamento aponta que Aécio Neves tem 50,3% das intenções e Dilma Rousseff tem 49,7%.

INTENÇÃO DE VOTO PARA PRESIDENTE (ESPONTÂNEA)
Aécio Neves (44,4%), Dilma Rousseff (43,3%)

2º TURNO – INTENÇÃO DE VOTO PARA PRESIDENTE (ESTIMULADA)
Aécio Neves (PSDB) – 45,3%
Dilma Rousseff (PT) – 44,7%

VOTOS VÁLIDOS
(percentual calculado excluindo os percentuais de branco, nulo e indecisos)
Aécio Neves (PSDB) – 50,3%
Dilma Rousseff (PT) – 49,7%

LIMITE DE VOTO
DILMA ROUSSEFF: é a única em que votaria (37,9%); é uma candidata em que poderia votar (17,3%); não votaria nela de jeito nenhum (43,3%); não conhece/não sabe quem é/ nunca ouviu falar (0,1%).
AÉCIO NEVES: é o único em que votaria (38,4%); é um candidato em que poderia votar (16,3%); não votaria nele de jeito nenhum (42,8%); não conhece/não sabe quem é/ nunca ouviu falar (1,1%).

A 126ª Pesquisa CNT/MDA mostra que Aécio Neves está numericamente à frente de Dilma Rousseff. Importante ressaltar que Aécio inverteu a curva de queda e voltou a subir.

Provavelmente, o debate da Rede Globo definiu as eleições, com grandes possibilidades de Aécio ser eleito presidente da República neste domingo.

A Pesquisa realizada 23 e 24 de outubro de 2014 e divulgada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) foi registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número BR – 01199/2014. Foram entrevistadas 2.002 pessoas de 137 municípios de 25 Unidades da Federação.

Acesse a pesquisa na íntegra

Fonte: Agência CNT de Notícias

Revista Veja afirma que Lula e Dilma sabiam dos desvios na Petrobras

Revista diz que Lula e Dilma sabiam do esquemaDe acordo com publicação desta sexta-feira da revista Veja, o doleiro Alberto Youssef teria afirmado à Polícia Federal em Curitiba, na última terça-feira, que Dilma Rousseff (PT) e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva sabiam de todo o esquema de propina na Petrobras – os depoimentos correm em segredo.

Abaixo o trecho do diálogo, segundo a revista:

– O Planalto sabia de tudo!

– Mas quem no Planalto?, pergunta o delegado

– Lula e Dilma, diz o doleiro.

Segundo a revista Veja, o doleiro não apresentou e nem lhe foram pedias provas do que disse. “Para atrair os benefícios de um acordo de delação premiada, o criminoso atrai para si o ônus da prova. É de seu interesse, portanto, que não falsifique fatos”, cita a publicação.

De acordo com o jornal O Globo, os partidos de oposição devem vão apresentar nesta sexta-feira uma representação na Procuradoria-Geral da República pedindo a abertura de investigação contra a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula.

Ao longo de todo o escândalo envolvendo a Petrobras, Dilma e Lula sempre disseram que não tinham conhecimento do esquema e que pediriam punições exemplares.

Dilma disputa o segundo turno contra o tucano Aécio Neves.

A campanha do PT ainda não se manifestou oficialmente sobre o conteúdo da revista.

O advogado de Yousseff, Antonio Figueiredo Basto, afirmou que não comentará o conteúdo do depoimento dado por seu cliente, que está sob segredo de Justiça. “Não confirmo, nem desminto”, disse ao Portal da Band.

Fonte: Band / UOL

Como foi o debate entre Dilma e Aécio na Globo

debate presidencial globo dilma e aecioOs candidatos repetiram suas estratégias no último e esperado debate da campanha eleitoral, promovido pela Rede Globo ontem à noite. Dilma Rousseff defendeu seu governo e comparou as gestões do PT com as do PSDB. Aécio Neves criticou a crise econômica, o aparelhamento do estado e os casos de corrupção do governo.

O tom foi menos veemente do que nos debates anteriores do segundo turno e teve, como novidade, a presença de indecisos – 70 escolhidos pelo Ibope – que fizeram perguntas aos candidatos. Na reta final, foram eles que ganharam a maior atenção dos candidatos. Nas perguntas dos eleitores, Aécio e Dilma centraram mais em propostas, sem deixar de trocar farpas. O debate da Globo marcou 30 pontos de audiência, na média, e 38 de pico entre 22h10 às 23h57 (horário de Brasília). O primeiro bloco foi aberto com Aécio Neves na ofensiva perguntando sobre a reportagem da revista Veja, afirmando que o doleiro Alberto Yousseff, em depoimento, teria dito que Dilma e o ex-presidente Lula sabiam das irregularidades na Petrobras. A candidata do PT disse que era mentira, acusou a revista de calúnia e difamação. Aécio aproveitou para queixar-se “da campanha do medo que o PT vem fazendo no Nordeste anunciando que quem votar em mim vai perder os benefícios”.

As estratégias ficaram evidentes na primeira pergunta de Dilma, que buscou o tempo todo comparar os governos petistas com o governo Fernando Henrique. Ela usou o primeiro bloco para falar do Minha Casa, Minha Vida e do Pronatec. O candidato tucano, nos dois casos, garantiu que ia aperfeiçoar e melhorar os programas. “Aproveito mais uma vez para denunciar o terrorismo do PT. Pessoas cadastradas no Minha Casa, Minha Vida estão recebendo telefonemas dizendo que se votarem no PSDB vão sair do cadastro”, afirmou Aécio.

O candidato tucano também voltou à ofensiva, lembrando do financiamento do BNDES à construção de um porto em Cuba. Aécio revelou que estava encaminhando à Procuradoria da República documentos provando que o BNDES deu um financiamento de 25 anos, com garantias em pesos cubanos, condições que, em regra, são de 12 anos e garantias em moeda forte. A petista rebateu afirmando que o financiamento “criou 150 mil empregos no Brasil”.

Dilma voltou à comparação entre as gestões petistas e tucanas, comparando o papel dos bancos públicos. “O governo de vocês deixou o Banco do Brasil à mingua. Vocês quebraram a Caixa Econômica; quebraram o BNDES. Deixaram o país sem política industrial e sem política social”, atacou Dilma.

A economia dominou o fim do primeiro bloco. Aécio criticou a política econômica do governo. “A inflação está fora do controle: vou lhe dar a oportunidade de falar o que pretende fazer para dizer como retomar o controle”. Dilma voltou à comparação, lembrando que a inflação no governo Fernando Henrique ficou sempre acima da meta. “Nós enfrentamos a crise, mantendo emprego e garantindo salários”, retrucou a petista. “Seu governo é o governo das estatísticas desde que elas lhe sejam favoráveis”, alfinetou o tucano.

O primeiro bloco terminou áspero, mas o segundo começou mais ameno com a participação dos eleitores indecisos. Perguntas sobre alta do aluguel, de um eleitor de São Paulo, e sobre educação, de uma contadora de Belém, tiveram respostas sobre os programas dos candidatos e leve troca de críticas.

O tom voltou a subir, contudo, quando uma eleitora de Minas perguntou sobre corrupção. Dilma enumerou suas propostas para punir a corrupção e o enriquecimento ilícito. “A única medida que não depende de projeto no Congresso para acabar com a corrupção é tirar o PT do governo”, afirmou Aécio. Arrancou aplausos da plateia, seguidos de vaias dos apoiadores da petista. Dilma retrucou, sempre com as comparações. “No governo deles, a prática era engavetar as investigações”.

No terceiro bloco, novamente com perguntas entre os candidatos, eles trocaram críticas. Aécio abriu afirmando que o governo estava atrasado em três meses no repasse ao fundo de assistência social. Dilma retrucou perguntando: “Houve ou não houve falta de planejamento em São Paulo na crise da água?”. Aécio criticou o governo federal, afirmando que faltou parceria e que Agência Nacional de Águas foi aparelhada. “A substituição de quadros técnicos por apadrinhados é a face mais perversa do governo do PT”, disse Aécio.

Os candidatos voltaram a duelar no fim do bloco com Dilma puxando mais uma comparação – desta vez sobre política agrícola – entre os governos do PT e do PSDB. Aécio defendeu seu programa e alfinetou: “Quem olha só para o passado é porque quer fugir do presente e não tem projeto para o futuro”. A petista devolveu afirmando que “é preciso olhar o passado para ver quem tem credencial para fazer no futuro”. O bloco foi encerrado com Aécio questionando Dilma sobre o mensalão: “José Dirceu merecia estar preso ou é herói nacional?”, perguntou. Dilma fugiu da questão e lembrou o mensalão mineiro.

No último bloco, novamente com perguntas de indecisos, os candidatos voltaram a baixar o tom com respostas sobre saneamento  e segurança de um jovem carioca e também da baiana Vera Lúcia. Dilma defendeu os programas de seu governo e as parcerias com os estados. Aécio mostrou suas propostas e alfinetou a situação. “Eu não vou terceirizar as soluções. No nosso governo, vamos assumir a responsabilidade sobre a segurança pública”.

Fonte: Correio 24 horas

Das redes ao WhatsApp: Dilma e Aécio investem na tecnologia

dilmaaeciopcEntre erros e acertos, candidatos à presidência usaram e abusaram de inovações tecnológicas durante o processo eleitoral. Para analista, esta é uma tendência que “veio para ficar”.

Na última semana, algumas pessoas que costumam se comunicar com amigos e familiares em grupos do WhatsApp se surpreenderam. No aplicativo de mensagens instantâneas para smartphones, começou a circular um vídeo em que Aécio Neves (PSDB) aparece falando diretamente com os eleitores e pedindo votos para o segundo turno da eleição presidencial. Simples, não é? Mas eficiente. Em poucos dias, a gravação viralizou.

Não é de hoje que as campanhas políticas se esforçam para acompanhar o ritmo das transformações do mercado e usam inovações tecnológicas para aproximar os candidatos do público. No processo eleitoral de 2014, no entanto, isso ficou mais evidente que nunca. É o que acredita Rosemary Segurado, professora do programa de pós-graduados de Ciências Sociais na PUC-SP e do programa de marketing político da USP.

“Essa é uma tendência que veio para ficar. O uso político da internet, por exemplo, é bem presente no Brasil desde a eleição de 2006, mas em 2010, quando tivemos pela primeira vez um debate presidencial online, para cá, ficou muito mais forte. Não só em relação aos candidatos, mas também aos próprios eleitores. Hoje vemos muitos internautas usando as redes sociais para se manifestar politicamente. Tivemos uma grande ampliação do debate político nessa esfera”, disse em entrevista ao Terra.

O uso de aplicativos de celular, como o Whatsapp, pelas campanhas é a inovação mais recente. Neste ano, além de o tucano – que já havia chamado atenção na web semanas atrás ao lançar o “Jogo da vida de Aécio”, vídeo em que sua trajetória política foi transformada em game – se tornar o primeiro presidenciável a viralizar na ferramenta, alguns candidatos aos cargos de deputado estadual e federal começaram a usá-la para divulgar eventos e propostas.

A utilização das redes sociais, que já não é tão novidade assim, vem em seguida. Um caso recente aconteceu nesta quinta-feira (16), quando, após passar mal ao final do debate promovido pelo SBT, Dilma Rousseff (PT) compartilhou um vídeo em que tranquilizou os seguidores e afirmou que estava recuperada e iria “comer um feijãozinho com arroz”.

“Meios de comunicação de massa como o rádio e a televisão revolucionaram a política significativamente. Eles deram mais visibilidade a ela. Nós a acompanhamos cotidianamente, mas antes dos anos 1930 e 1940 isso era restrito a uma pequena camada da população. Acontece que, com eles, há visibilidade, mas não há interatividade. É apenas um polo emissor e um receptor. Lógica que é diferente com a internet e os aplicativos, onde há mais vozes perceptíveis. As campanhas já perceberam isso, por isso investem tanto”, explicou a professora.

Não à toa, os concorrentes Aécio e Dilma possuem grandes equipes profissionalizadas por trás de seus perfis no YouTube, Facebook e Twitter. De vez em quando, em algumas publicações, dão a entender que são eles mesmos que estão escrevendo – com direito até a críticas e provocações de um a outro – e ganham ainda mais pontos com os eleitores. Da mesma forma, no primeiro turno, os candidatos “nanicos” também apostaram corretamente nos meios digitais. Eduardo Jorge (PV) e Luciana Genro (PSOL), que promoveram uma série de discussões online com seus seguidores, são bons exemplos.

Os dados comprovam que essas ferramentas tem grande potencial entre o público brasileiro. Em agosto deste ano, a consultoria eMarketer divulgou uma pesquisa que mostra que o número de pessoas que usam o Facebook todos os meses no País é de 89 milhões. A cada dia, são 59 milhões na plataforma. O Whatsapp, de acordo com levantamento da própria marca feito no início deste ano, por sua vez, “abriga” 38 milhões de brasileiros.

Sites em transformação

A história dos sites é anterior à das redes e aplicativos. Mesmo assim, Rosemary acredita que as campanhas ainda não estão perfeitamente alinhadas aos novos modelos em relação a eles.

Vale aqui uma breve explicação. Nos últimos anos, alguns dos maiores portais do mundo têm modernizado seus sistemas e layouts para deixá-los mais personalizados e interativos (qualquer semelhança com o conceito de rede social não é mera coincidência). Analisando os sites não só de Dilma e Aécio, mas também de outros candidatos do primeiro turno, a professora enxerga que eles tiveram dificuldades nessa adaptação.

“Se o político souber usar as ferramentas da internet para dialogar com eleitor, o que ele poderá explorar será muito mais amplo. Mas acho que campanhas ainda não exploram tudo o que poderiam. Elas não sabem usar a linguagem e a estética online em toda sua potencialidade. Os sites dos três principais [Dilma, Aécio e Marina Silva, do PSB], por exemplo, são muito poluídos. Tentam, mas não convidam o internauta à interatividade. É como se colocassem vários panfletos em um mural. Site não é mural! Parece que você vai afogar naquele conjunto de informações, não navegar. É preciso criar mais navegabilidade”, finalizou.

O problema do marketing

O marketing político sempre foi (e provavelmente continuará sendo) decisivo nas campanhas eleitorais. Para que consigam transmitir o recado desejado, os candidatos precisam saber quais são as melhores maneiras de se comunicar com os eleitores no rádio, na televisão, na internet e em quaisquer outros meios – e, aqui, nada melhor que as instruções de um bom marqueteiro. Acontece que, como se diz popularmente, o tiro pode sair pela culatra.

“O marketing tem tido uma aplicação muito artificializada na política. Nesse segundo turno, a sensação do eleitorado de não discernir um candidato do outro, o que tem grande impacto no resultado eleitoral, é por conta disso. Não exclusivamente, mas é. Você ouve as pessoas, até mesmo jornalistas, dizendo que não existem diferenças significativas entre Dilma e Aécio, mas não é verdade. É claro que existem. Muito por conta dessa aplicação padronizada do marketing, elas não conseguem enxergar. É preciso ter cuidado, o marketing pode ajudar, mas também pode matar a política”, finalizou.

Fonte: Terra

Dilma 52% das intenções de votos válidos e Aécio 48%

Dilma-e-Aecio-2Pesquisa Datafolha divulgada nesta segunda-feira (20) mostra Dilma Rousseff (PT), com 52% das intenções de votos válidos, e Aécio Neves (PSDB), com 48%, empatados tecnicamente no segundo turno da corrida eleitoral para a Presidência da República.

Segundo a pesquisa, Dilma avançou entre eleitores de todas as faixas com renda familiar de até dez salários, enquanto Aécio oscilou negativamente entre aqueles com renda entre cinco e dez salários, e ganhou um ponto na faixa de mais de dez salários.

A pesquisa foi encomendada pela TV Globo e pelo jornal “Folha de S.Paulo”. O Datafolha ouviu 4.389 eleitores no dias 20 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. Isso significa que, se forem realizados 100 levantamentos, em 95 deles os resultados estariam dentro da margem de erro de dois pontos prevista. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-01140/2014.

Fonte: G1

Rollemberg tem 57% e Frejat 43% dos votos válidos

rollember_e_frejatSe as eleições para o segundo turno fossem hoje, o senador Rodrigo Rollemberg (PSB) venceria a disputa pelo governo do Distrito Federal com 57% dos de votos válidos, aponta pesquisa Ibope divulgada nesta terça-feira (21). Jofran Frejat (PR) tem 43% e perderia o pleito.

A pesquisa mostra que a diferença entre os dois diminuiu em relação à ultima contagem realizada pelo Ibope. No levantamento divulgado em 13 de outubro, Rollemberg aparecia na frente com 60% dos votos válidos, contra 40% de Frejat.

A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. A pesquisa foi encomendada pela TV Globo.

Para o cálculo dos votos válidos, são excluídos da amostra os votos brancos, os nulos e os eleitores que se declaram indecisos. O procedimento é o mesmo utilizado pela Justiça Eleitoral para divulgar o resultado oficial da eleição.

O Ibope ouviu 2.002 eleitores em todo o Distrito Federal entre os dias 18 e 20 de outubro. O levantamento foi registrado no TRE-DF (Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal) com o número DF-00085/2014. O nível de confiança é de 95%.

Votos totais

Na contagem de votos totais, Rollemberg teria 48% das intenções de votos e Frejat, 36%. Brancos e nulos somaram 11% e 5% dos entrevistados não souberam ou não responderam em quem votariam.

No levantamento anterior, Rollemberg tinha 52% e Frejat, 35%.

O Ibope também mediu a taxa de rejeição dos dois candidatos. Entre os entrevistados 41% afirmou que não votaria de jeito nenhum em Frejat. Rollemberg tem 29% de taxa de rejeição.

Não souberam ou não responderam 13% dos eleitores e 22% deles afirmaram que poderiam votar nos dois.

Fonte: UOL

Para cientistas políticos, disputa entre Dilma e Aécio ainda não está consolidada

Dilma-e-Aecio-2Diante do resultado do Datafolha, com a presidente Dilma Rousseff pela primeira vez numericamente à frente de Aécio Neves no segundo turno, analistas políticos ouvidos pelo GLOBO avaliam que o cenário se deve não só à tática usada pela petista de desconstruir a imagem pessoal do tucano, mas também os ataques dela à gestão do tucano no governo de Minas Gerais. Para os especialistas, no entanto, não é possível falar em tendência de alta ou baixa de qualquer um dos candidatos. Eles acham também que os ataques pessoais podem ter colaborado para a queda do tucano na sondagem.Para o cientista político Fernando Antônio de Azevedo, da Universidade Federal de São Carlos (Ufscar), a inversão de posições entre Dilma e Aécio se deve aos fortes ataques contra a candidatura tucana pelos petistas.

— Aécio não tinha sido questionado no primeiro turno. Todos os focos (do PT) foram voltados para a Marina. Agora, começam a surgir peças negativas sobre ele, fazendo com que a rejeição dele supere a de Dilma — afirmou Azevedo, para quem não dá para saber qual o peso dos ataques pessoais.

— Não se pode dizer qual o peso das acusações pessoais e das peças negativas sobre o governo mineiro na queda de Aécio e no aumento de sua rejeição — disse Azevedo.

De acordo com o analista, a situação de Dilma agora é um pouco mais favorável, já que o tempo é escasso até domingo, dia da eleição.

O cientista político Carlos Melo, professor do Insper, diz que a vantagem numérica de Dilma na pesquisa é uma variação dentro da margem de erro, mas pode mostrar o sucesso da estratégia da campanha do PT de bater em Aécio.

— Ainda é cedo para falar numa tendência de alta ou de queda. Mas esse resultado pode ser sinal de que a estratégia do PT de bater muito no Aécio está funcionado — disse Melo: — É parecido com o que a campanha de Dilma fez com a (então candidata) Marina (Silva, do PSB). A diferença é que a Marina se vitimizava, e o Aécio consegue rebater.

Segundo Carlos Melo, os resultados da pesquisa do segundo turno mostram que há dois grupos de eleitores bem cristalizados, que representariam entre 40% e 45% das intenções de voto para cada candidato. A decisão deve vir do número de pessoas que estão dispostos a mudar de opinião e do percentual de indecisos, que se mantém em 6% desde o dia 9 de outubro.

— Diria que essa eleição vai continuar indefinida até a boca de urna. Já tivemos a Dilma na frente com ampla vantagem, com possibilidade de ganhar no primeiro turno. Depois, veio a Marina, que também apareceu na liderança. Em seguida, foi a vez de Aécio subir e ir para o segundo turno. Nada está definido.

“UMA FLUTUAÇÃO DE MOMENTO”

Para o cientista político da PUC-RJ Ricardo Ismael, o resultado é positivo para Dilma, mas não significa uma consolidação na disputa:

— Essa diferença pequena é uma flutuação de momento. O primeiro turno nos ensina que, só na hora de votar, o eleitor pondera e pesa o que é melhor para ele. A escolha ainda não foi feita. As pesquisas mostram que não há nenhuma tendência clara.

Ismael afirma ainda que o agravamento da crise hídrica em São Paulo pode ter influenciado no resultado da pesquisa.

— A estratégia petista de concentrar os ataques no Sudeste está dando resultado. Dilma acertou em centrar as armas contra a gestão de Aécio em Minas. Além disso, o agravamento da seca em São Paulo pode ter colaborado para que o tucano perdesse um pouco da gordura que acumulou no estado — disse o cientista, afirmando que a consolidação do PT no Nordeste dificulta a campanha tucana:

— O Nordeste virou uma fortaleza e, aparentemente, está conseguindo manter posição confortável para Dilma. Com isso, o PT consegue concentrar a campanha só aqui no Sudeste e recuperar os votos perdidos para Aécio.

Cláudio Couto, cientista político e professor da FGV de São Paulo, aponta três motivos para o crescimento de Dilma, candidata à reeleição. O primeiro é o fato da campanha petista explorar a agressividade contra mulheres.

— No primeiro turno foi contra (a candidata derrotada) Luciana Genro (PSOL) e agora com a própria Dilma. Isso sensibilizou uma parcela do eleitorado, surtiu efeito a exploração desse lado — afirmou Couto.

Outro fator apontado por Couto é a desconstrução do candidato tucano:

— Aécio tinha sido muito poupado no primeiro turno pelo PT porque o foco era Marina. Agora, Dilma começou a atacar muito mais forte Aécio, com referências ao governo de Fernando Henrique, questionando seu governo em Minas. Isso também é um aspecto.

O terceiro motivo apontado pelo professor é a agressividade de militantes tucanos.

Por Julianna Granjeia, Mariana Sanches, Renato Onofre e Tiago Dantas

Fonte: O Globo

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