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Tucanos querem buscar caras novas

cristiano araujoAno novo, cara nova. De preferência, também caras novas. Acompanhando tendência da direção nacional, o PSDB brasiliense já começou a mostrar uma posição mais dura frente ao Buriti. Sua primeira ação nesse sentido foi a nota dura sobre o absenteísmo dos médicos nos plantões da rede pública do Distrito Federal. Mas o partido pretende, também, reforçar seus quadros, em especial na Câmara Legislativa, onde está sem representação desde que o distrital Washington Mesquita aderiu ao governo e transferiu-se para o PSD. Seu mais novo alvo é o deputado Cristiano Araújo (foto), do PTB.

Demissão constrange

O comando tucano acredita que Cristiano ficou em posição difícil ao ser demitido pelo governador Agnelo Queiroz da Secretaria do Desenvolvimento Econômico e duvida de que o PTB brasiliense parta para a oposição. A situação ficou ainda mais constrangedora por Alírio Neto, que em tese teria cometido o mesmo deslize de Cristiano, envolver-se em uma articulação oposicionista na escolha da Mesa da Câmara, ter permanecido na Secretaria de Justiça. O PSDB pretende contactar Cristiano e lhe oferecer a legenda.

Deputadas à espera

Além de Cristiano, são alvos dos tucanos as distritais Eliana Pedrosa e Liliane Roriz. Nos dois casos já houve contatos. As deputadas esperam ainda uma definição do PSD, onde estão hoje abrigadas, a respeito de provável adesão ao Buriti.

Sucessão interna pesa

Pesa também para a nova linha do PSDB brasiliense a sucessão interna. O mandato de Márcio Machado, já prorrogado, vence em abril. Não há consenso sobre sua sucessão, ainda que se mencionem os nomes do deputado federal Izalci Lucas, único tucano com mandato na capital, e do suplente de distrital Raimundo Ribeiro. Entrosado com a direção nacional, Márcio Machado pode ser eleito para novo mandato ou ter mais uma vez prorrogado o atual.

Fonte: Do alto da torre

Eleições: Depois de caos na saúde e segurança, candidata de peso tira sono de Agnelo Queiroz

marina-silvaMarina nega candidatura ao Buriti, mas tem no DF, parcela importante para 2014 Marina nega candidatura ao Buriti, mas tem no DF, parcela importante para 2014.

O Distrito Federal deve representar uma parcela importante para os planos da ex-ministra Marina Silva no pleito de 2014. Na última eleição, ela recebeu mais de 600 mil votos e se dependesse da vontade eleitoral da população brasiliense, teria sido eleita presidente da República.

É por essa quantidade de votos que seu nome é objeto de cobiça para disputar a cadeira maior no governo do DF, o Palácio do Buriti. Marina Silva corre pelos bastidores para articular a criação de uma legenda com força suficiente para concorrer também ao Palácio do Planalto, que é com certeza o maior interesse da ex-ministra.

Ela também une forças em outros estados como São Paulo e no Rio de Janeiro, com Eduardo Suplicy e Heloisa Helena, respectivamente.

No DF, Chico Leite (PT), Reguffe (PDT) e Joe Vale (PSB) estão na lista para dá força substancial ao futuro partido. Marina Silva pode não se candidatar ao GDF, mas vai cacifar alguns desses para a disputa. Com a bagagem de votos que trouxe do último pleito, ela será um forte trampolim.

O governador Agnelo Queiroz, apesar de negar que já esteja pensando na reeleição, está com as barbas de molho. Ele afirma que está pensando no governo agora e na “qualidade de vida da população”. A situação está delicada para ele e seu nome, é bem provável, estará descartado para a reeleição. Isso só o tempo dirá.

Fonte: Guardian Notícias – 10/1/2013

Arruda venceria Roriz

jose-roberto-arrudaArruda versus Roriz: uma disputa que muitos sonharam ver nas eleições do Distrito Federal.

Está causando perplexidade e comentários dos mais diversos o resultado de uma pesquisa encomenda por alguns empresários do Distrito Federal. A surpresa é que numa hipotética disputa entre dois ex-governadores – José Roberto Arruda e Joaquim Roriz, que está inelegível até 2022 com base na Lei da Ficha Limpa – Arruda (34%) venceria Roriz (27%). É bom lembrar que Arruda foi denunciado na Operação Caixa de Pandora e responde a vários outros processos.

O senador Rodrigo Rollemberg (PSB), eleito na coligação do governador Agnelo Queiroz (PT), seria o terceiro colocado com 11%. Já o governador e candidato à reeleição Agnelo Queiroz teria apenas 7%. Outro fato curioso é que supostos candidatos ao GDF nas eleições de 2014 – Gim Argelo, Luiz Pitiman etc –  aparecem na pesquisa com um honroso traço.

Fonte: Blog do Honorato

Caos na saúde do DF prejudica reeleição de Agnelo

agnelo_queiroz_19Os dois principais protagonistas do governo precisam correr contra o tempo para resolver problemas no combalido sistema de saúde do DF. Os dois principais protagonistas do governo precisam correr contra o tempo para resolver problemas no combalido sistema de saúde do DF.

O ano de 2013 será decisivo para as pretensões do governador Agnelo Queiroz. Mas ao que parece, o PT-DF se mostra assustado com os rumos que o governo e o viajante governador vêm tomando às vésperas do inicio das “negociações” para as composições das próximas eleições. Onde Geraldo Magela, atual Secretário de Habitação, e dono da pasta mais cobiçada do governo PT, pode surgir como forte candidato a derrubar a reeleição de Agnelo.

Durante a última campanha eleitoral, a promessa de resolver os problemas que assolam o sistema de saúde do Distrito Federal em 100 dias, não foi cumprida, após mais de dois anos de governo Agnelo, elevando negativamente a cidade de Brasília à chacota nacional.

A crise no sistema chegou ao seu ápice e no começo de 2013, a situação se tornou vexatória. Diversos casos podem retratar esse quadro, um dos exemplos, ocorreu nesse final de semana, quando médicos da rede pública abandonaram os seus postos de trabalho e o caso veio tona em rede nacional.

A população, maior afetada por um sistema sucateado e abandonado, tem que suportar os hospitais sucateados, os postos de saúde sem condições de receber nenhuma pessoa, as Unidades de Pronto Atendimento (UPAS) inauguradas sem terem sido totalmente concluídas e algumas notícias como, por exemplo, a de que a médica Luíza Virgínia Pimentel, que agrediu um paciente no hospital da Ceilândia, não será punida, pois, de acordo com Secretaria de Saúde do DF, a servidora sofreu um ataque de estresse devido à sobrecarga de trabalho que ela vem sofrendo.  Enquanto isso, Agnelo viaja com o dinheiro do povo, que morre nas filas dos hospitais.

Mas o questionamento que todos fazemos; é como um governo que anuncia todos os dias em suas propagandas, que contratou mais de 7 mil profissionais de saúde, pode fazer a população sofrer com a falta de médicos? Só Agnelo e Rafael Barbosa podem responder.

Ao que parece, as soluções para os problemas na saúde pública, e para os outros setores do serviço público, não serão resolvidos nesta legislatura como prometido em campanha.

Sendo assim, corre sério risco o projeto “Novo Caminho” de Agnelo Queiroz, que pode não durar muito mais tempo. Nas fileiras do PT-DF, o nome de Geraldo Magela ganha força para ser o escolhido do partido para as eleições de 2014 e também não podemos esquecer que, apesar de ser minoria, existe uma grande possibilidade de a oposição ser elevada ao Buriti, após uma gestão que se mostra fracassada de Agnelo Queiroz, que tem tudo para ser o governador de um mandato só no Distrito Federal.

Por Ricardo Faria e Odir Ribeiro

Fonte: Guardian Notícias

Nota de repúdio do PSDB-DF

psdbSobre a atual grave crise, talvez a maior já vivida no sistema público de saúde do Distrito Federal, o Diretório Regional do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB-DF) declara publicamente que:

1.     É inadmissível que o atual governo, eleito com a promessa de resolver os graves problemas da saúde pública, neste momento de total desespero da população, esconda-se atrás de falácias e justificativas banais para tentar explicar o injustificável: a falta do serviço mínimo, que é pronto-atendimento médico nas unidades de saúde do DF;

2.     Causa estranheza testemunhar o Governo do Distrito Federal gastando milhões de reais em propagandas para divulgar a suposta contratação de 5 mil servidores para a saúde pública, a compra de equipamentos modernos, enquanto milhares de cidadãos amarguram nas filas das unidades de saúde pública do DF;

3.     A falta de prioridade da atual gestão do Governo do Distrito Federal já era conhecida a partir do momento em que determinou que um estádio absorvesse mais de um bilhão de reais de recursos públicos para sua construção enquanto pacientes crônicos e usuários da saúde pública convivam com a constante falta de remédios essenciais, sem exames e sem atendimento médico e, consequentemente, travando uma verdadeira batalha para conseguir a sobrevivência;

4.     É intolerável que um cidadão de bem, que paga em dias seus impostos e que depende unicamente do governo para cuidar da própria saúde, tenha de agonizar em imensas filas nos hospitais públicos, sem saber nem mesmo se conseguirá ser atendido por um único especialista;

5.     Mais inaceitável ainda é saber que enquanto as cidades do DF se afogam na grande crise vivida na saúde pública, o senhor governador do PT, Agnelo Queiroz, e seu secretário de Saúde, Rafael Barbosa, estejam aproveitando dias de férias fora de Brasília – apenas mais uma demonstração pública do descaso dessa gestão com toda a população do DF;

6.     Do mesmo modo, é lamentável saber que esses mesmos dois gestores possuam a formação médica e que, em vez de fugirem dos problemas, deveriam primar pelo bem mais precioso que é a vida;

7.     O Partido da Social Democracia Brasileira exige dos atuais gestores que tomem medidas imediatas sensatas e acertadas, e não apenas midiáticas, para estancar a grande crise vivida na saúde pública, que mais uma vez faz o DF protagonizar a mídia negativa nacional;

8.     Assim sendo, o PSDB-DF vem a público não apenas para manifestar sua solidariedade à população do Distrito Federal, mas também para repudiar veementemente a cada vez mais escancarada incompetência do atual Governo do Distrito Federal em gerir não apenas o sistema público de saúde, mas todas as outras áreas essenciais para a população do DF.

Márcio Machado

Presidente do PSDB-DF

Antes de discursar, conheça as regras básicas da boa oratória

402183-curso-falar-em-publicoFalar bem em público é um dom inato. Mas isso não significa que os desprovidos desse talento não possam treinar e adotar uma fala clara e persuasiva, comunicando-se com eficiência.

Poucos nascem com o dom de falar bem, assim como poucos são os que nascem com o dom da musicalidade ou do desenho. A capacidade de falar bem, como tantas outras áreas do conhecimento, resulta do aprendizado para a imensa maioria das pessoas. A oratória, quando analisada como um corpo de conhecimentos, possui regras e técnicas próprias que podem e devem ser aprendidas,por quem precisa usá-la como um instrumento. São essas regras e técnicas, bem como conselhos e advertências úteis para falar em público, que convém ser estudadas pelos políticos. Esta é a primeira conclusão que deve ficar estabelecida, antes de entrar-se propriamente no assunto.

A oratória política exige clareza e simplicidade para ter efeito
A segunda refere-se ao preconceito com que se trata a oratória, como a adoção de uma linguagem afetada, pomposa e artificial. Não se deve confundir este estilo, que foi dominante no passado, com seu verdadeiro sentido, como uma técnica de comunicação pela palavra falada. A oratória política deve ser praticada dentro da concepção de uma linguagem clara, acessível e simples, mediante a qual se realiza uma comunicação eficiente entre o candidato e o eleitor.

O objetivo de capacitar-se para falar bem em público é alcançar um grau de comunicação eficiente. E comunicação, como muito bem dizia David Ogilvy, o mago da publicidade, não é o que você diz: é o que os outros entendem. Este foi o verdadeiro sentido de toda a comunicação, em todos os tempos, desde os clássicos até os dias de hoje. O verdadeiro objetivo da oratória é a boa comunicação – e não a satisfação provocada pela eloqüência oca ou por um linguajar pomposo que, ainda que provoque admiração, não tem eficiência como peça de comunicação.

Sua sensibilidade política em relação ao tema, ao público, ao momento e aos adversários sempre será mais importante que qualquer regra. O que se deseja é proporcionar recursos para disciplinar esta sensibilidade, de forma a que ela resulte no máximo de eficiência possível.

A primeira regra da boa oratória, na fase anterior ao discurso – aparentemente óbvia, embora costumeiramente desconsiderada – é pensar antes de falar. Pensar bem e chegar a um a mensagem reduzida do que se deseja comunicar. Sem este exercício prévio, realizado com clareza, permitindo chegar-se a uma mensagem reduzida ao seu essencial, dificilmente a peça oratória será eficiente.

A fala: adequada a cada público
A segunda regra da boa oratória, também na na etapa que antecede discurso, é a da propriedade e adequação. Você vai falar para um público determinado, num momento específico, num espaço com características próprias, com uma audiência que pode ser grande, média ou pequena, constituindo, este conjunto de fatores, um clima que pode ser de curiosidade e interesse por sua fala – ou de confraternização, sociabilidade e conversação entre os participantes. Expressar-se oralmente com propriedade e adequação significa adaptar sua fala àquele público – e não a uma audiência abstrata que só existe na sua cabeça ou no seu desejo.

Antes de mais nada, você terá que conseguir que ele se interesse pelo que tem a dizer. Depois, você vai ajustar sua fala ao espaço de tempo a que os ouvintes estarão dispostos a prestar atenção. Além disso, você deverá adequar sua linguagem ao entendimento deles. Por fim, você deverá decidir – em função do público, do estado psicológico em que se encontra e do tema que constitui sua mensagem – a forma de emissão da fala: mais ou menos emocional e racional; mais ou menos eloquente; o ritmo e a intensidade de sua voz. O discurso – que você trará pronto na cabeça ou no papel – deve se ajustar à “ecologia” própria daquela situação.

Por isso o orador político, esteja ele em campanha ou no poder, não deve jamais encarar sua fala como um dever excedente do qual se deve desincumbir. Quem está em campanha precisa levar mais a sério tais advertências. E quem já está no poder tende a desconsiderá-las, porque sempre tem coisas mais importantes a fazer. Politicamente, trata-se de um erro grave encarar sua fala de forma burocrática ou como uma lamentável perda de tempo. São oportunidades preciosas para contatar o eleitor, criar vínculos com ele e fixar a imagem – mesmo estando no governo e ainda distante da próxima eleição.

Fonte: Política para Políticos

Candidatura de Aécio independe do futuro de Serra, diz tucano

aecioO presidente nacional do PSDB, deputado Sérgio Guerra (PE), reafirmou ontem a candidatura do senador Aécio Neves (MG) para a Presidência da República, independentemente das pretensões eleitorais do ex-governador José Serra.

A Folha noticiou ontem que Serra avalia sair do PSDB para viabilizar seu sonho de disputar a Presidência mais uma vez em 2014.

Um dos destinos é o PPS ou uma legenda oriunda da fusão desta sigla com outras menores, o que permitiria a filiação de políticos sem risco de perda de mandato.

Pesará ainda na decisão de Serra o espaço que ele e aliados terão na nova cúpula do PSDB, que será eleita em maio. Para Guerra, “Aécio deve ser o presidente do PSDB”, alicerçando sua campanha para Planalto. “O Brasil precisa da candidatura de Aécio neste momento.”

A tendência hoje é que Aécio, que é rival de Serra na disputa interna de poder, assuma o controle do partido.

“Desconheço esse assunto. Serra não me falou em trocar de partido. Ele falou em ficar uns dias pensando na política e no Brasil. Sempre imagino o Serra, satisfeito ou contrariado, dentro do PSDB”, disse Guerra.

Um dos articuladores da campanha de Aécio, o presidente do PSDB de Minas, Marcus Pestana, afirma que “a percepção majoritária no PSDB é pela necessidade de renovar e apresentar propostas com olho no futuro.”

“Nove entre dez tucanos enxergam no Aécio o líder desse novo ciclo.”

A exemplo de Guerra, Pestana lançou dúvidas sobre a real disposição de Serra deixar o PSDB. Ele afirma que só a permanência do tucano no partido é coerente com sua história.

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, também disse não acreditar que Serra vá deixar o partido.

“Não acredito nisso. O Serra é um dos fundadores do PSDB, um dos melhores quadros do partido. Acho que o caminho do Serra é cada vez mais PSDB”, afirmou ontem.

No comando do PSDB, a avaliação é a de que Serra tenta aumentar seu “valor de mercado” ao ensaiar a saída.

Tucanos lembram que o PPS não oferece estrutura para uma campanha presidencial. Sem palanque sólido, Serra corre o risco de desaparecer na corrida presidencial.

Para tucanos, sem ter muito para onde ir além do PPS, Serra terá dificuldades de arregimentar aliados para seu projeto político.

Líder do PSDB na Câmara, o deputado Bruno Araújo (PE) diz que Serra será uma “agente fundamental” para o sucesso do partido na eleição do ano que vem.

Fonte: Folha de São Paulo

Procurador decide pedir investigação de acusações de Valério contra Lula

lulaOperador do pior escândalo de corrupção do governo do petista prestou depoimento em setembro, durante o julgamento do caso no STF, e acusou ex-presidente de ter recebido dinheiro do esquema.

O Ministério Público Federal vai investigar o ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva com base na acusação feita pelo operador do mensalão, Marcos Valério, de que o esquema também pagou despesas pessoais do petista. O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, decidiu remeter o caso à primeira instância, já que o ex-presidente não tem mais foro privilegiado. Isso significa que a denúncia pode ser apurada pelo Ministério Público Federal em São Paulo, em Brasília ou em Minas Gerais.

Ex-presidente não comentou a decisão do MPF

A integrantes do MPF Gurgel tem repetido que as afirmações de Valério precisam ser aprofundadas. A decisão de encaminhar a denúncia foi tomada no fim de dezembro, após o encerramento do julgamento do mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF). Condenado a mais de 40 anos de prisão, Valério, que até então poupava Lula, mudou a versão após o julgamento.

Ainda sob análise do procurador-geral da República, o depoimento de Valério em setembro do ano passado, revelado pelo Estado, e os documentos apresentados por ele serão o ponto chave da futura investigação que, neste caso, ficaria circunscrita ao ex-presidente.

O procurador da República que ficar responsável pelo caso poderá chamar o ex-presidente Lula para prestar depoimento. Marcos Valério também poderá ser chamado para dar mais detalhes da acusação feita ao Ministério Público em 24 de setembro, em meio ao julgamento do mensalão. Petistas envolvidos no esquema sempre preservaram o nome de Lula desde que o escândalo do mensalão foi descoberto, em 2005.

Mentiroso. Ao tomar conhecimento das acusações feitas por Valério, Lula o chamou de mentiroso. “Eu não posso acreditar em mentira, eu não posso responder mentira”, reagiu o ex-presidente, em dezembro do ano passado.

No depoimento de 13 páginas, Valério disse ter passado dinheiro para Lula arcar com “gastos pessoais” no início de 2003, quando o petista já havia assumido a Presidência. O empresário relatou que os recursos foram depositados na conta da empresa de segurança Caso, de propriedade do ex-assessor da Presidência Freud Godoy. Nas palavras de Valério, Godoy era uma espécie de “faz-tudo” de Lula.

Ao investigar o mensalão, a CPI dos Correios detectou, em 2005, um pagamento feito pela SMPB, agência de publicidade de Valério, à empresa de Freud. O depósito foi feito, segundo dados do sigilo quebrado pela comissão, em 21 e janeiro de 2003, no valor de R$ 98,5 mil.

Oficialmente, Freud Godoy afirmou que o dinheiro serviu para o pagamento de serviços prestados durante a campanha eleitoral de 2002. Esses serviços, admitiu Freud Godoy à época da CPI, não foram formalizados em contrato e não houve contabilização formal das despesas.

No depoimento, Valério disse que esse dinheiro tinha como destinatário o ex-presidente Lula. Ele, no entanto, não soube detalhar quais as despesas do ex-presidente foram pagas com esse dinheiro. Conforme pessoas próximas, Valério afirmou que esse pagamento ocorreu porque o governo ainda não havia descoberto a possibilidade de gastos com cartões corporativos.

Gurgel volta de férias na próxima semana e vai se debruçar sobre o assunto. A auxiliares, o procurador já havia indicado que seria praticamente impossível arquivar o caso sem qualquer apuração prévia. No fim do ano, a subprocuradora Cláudia Sampaio e a procuradora Raquel Branquinho, que colheram o depoimento de Valério, foram orientadas por Gurgel a fazer um pente fino nas denúncias.

A intenção era identificar possíveis inconsistências no depoimento e armadilhas jurídicas. Gurgel, por mais de uma vez, manteve reservas sobre a acusação feita por Valério. E publicamente afirmou que o empresário é um jogador. Mas não desqualificou de pronto as afirmações do operador do esquema.

O advogado de Valério, Marcelo Leonardo, disse que seu cliente vai aguardar “o destino que será dado ao expediente”.
Cobrança. No STF, a revelação das acusações levou integrantes do tribunal a cobrarem investigações. O presidente do STF, ministro Joaquim Barbosa, afirmou em dezembro que não haveria outra saída senão investigar. “O Ministério Público, em matéria penal, no nosso sistema, não goza da prerrogativa de escolher o caso que leva adiante, que caso ele vai conduzir. É regido pelo princípio da obrigatoriedade, tem dever de fazê-lo”, disse.

Fonte: Estadão – 9/1/2013

Nota Legal: OAB ajuiza ação contra decreto do GDF

nota-legal-dfCom o intuito de defender os interesses do cidadão-contribuinte, a OAB/DF ajuizou Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) perante o Tribunal de Justiça do Distrito Federal contra o Decreto 33.963/12, na parte que determina a retroatividade a maio de 2012 da redução do percentual do crédito do Programa Nota Legal outorgado ao contribuinte pela Lei 4.159/08. Ibaneis Rocha afirmou que a ação marca o início de sua gestão na busca do respeito aos direitos do cidadão.

A Secretaria de Estado de Fazenda do Distrito Federal desconsiderou o percentual anterior de 30% não apenas para as operações futuras, mas para todas aquelas realizadas a partir de maio de 2012. A nova regra constitui artifício inconstitucional do Governo do Distrito Federal para reduzir retroativamente a isenção fiscal concedida aos contribuintes do IPVA e do IPTU que vencem nas próximas semanas. Segundo os termos do documento, tal iniciativa “resultará em aumento ilegítimo da arrecadação tributária”.

A presidente da Comissão de Assuntos Constitucionais, Christiane Pantoja, explica que o decreto viola a Constituição Federal e a Lei Orgânica do DF, que determina a irretroatividade das leis e o respeito à segurança jurídica, aos princípios da boa-fé, da confiança e do direito adquirido. Segundo a presidente, a alteração trará consequências drásticas ao cidadão, que terá seus créditos reduzidos no abatimento dos impostos (IPTU ou IPVA).

“O assunto é de extrema relevância, já que prevê graves repercussões na ordem social e na segurança jurídica. O contribuinte será prejudicado na previsão orçamentária pessoal, sendo surpreendido com o pagamento de um valor maior do que o esperado. É muito importante que a liminar seja deferida para a defesa da garantia constitucional do direito adquirido das pessoas de manter seus créditos na forma da legislação então vigente”.

Fonte: Blog do Callado

Marina não será candidata pela capital

marina-silvaEstimulada pelas pesquisas que lhe dão 18% das intenções de voto em eleição presidencial, mesmo estando há dois anos fora da mídia, a ex-senadora Marina Silva (foto) já tomou decisões para o futuro. Não transferirá seu título de eleitor, hoje no Acre, mesmo tendo residência em Brasília. Isso significa que só será candidata a um cargo, a presidência da República. Nada de disputar o Buriti ou uma cadeira no Senado pelo Distrito Federal, apesar de ser na capital que ela alcança os índices mais elevados. Marina também resolveu que o partido a ser criado por ela não apoiará, em hipótese alguma, o atual governo brasiliense.

Só três nomes em Brasília

Nos contatos feitos até agora, Marina tem se mostrado dura, intransigente até, na escolha de nomes para o novo partido. Pelo que já sinalizou, no Distrito Federal só aceitaria conviver com os deputados José Antônio Reguffe, Chico Leite e Joe Valle. Isso não significa, é claro, que qualquer um deles possa ser dado como aquisição certa. Todos eles terão cálculos eleitorais a fazer. Nas condições atuais, pode ser preferível — para os três — permanecerem onde estão.

Bases em todo o País

Ainda não se conhece sequer o nome do partido a ser criado por Marina. O núcleo, claro, será o seu Movimento Nova Política, mas nem os interlocutores da ex-senadora em Brasília sabem como o partido se chamará. Acham, porém, que não será difícil obter as 540 mil assinaturas indispensáveis, pois Marina conta com deputados estaduais e vereadores em todas as unidades da Federação.

Coordenação multipartidária

A ex-senadora preocupou-se em criar uma coordenação originária de múltiplos partidos, evitando assim dar à nova legenda a conotação de dissidência de partido maior, do PT, por exemplo. As figuras mais próximas a ela são, hoje, o secretário paulista Walter Feldmann, ex-deputado tucano, os deputados federais Domingos Dutra e Alessandro Molon, ambos petistas, e o também deputado brasiliense José Antônio Reguffe, do PDT.

Heloísa Helena de malas feitas

Marina Silva conta com adesões no PSOL. Aliás, deverá levar as duas figuras mais conhecidas do partido. A atual vereadora Heloísa Helena, ela própria ex-candidata presidencial, deverá disputar o Senado pelo Rio de Janeiro. E o senador Randolfe Rodrigues, do Amapá, também tem conversado com Marina.

Fonte: Do alto da torre – 8/1/2013

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