Início Site Página 6050

Dilma deve vetar parte do projeto que muda royalties

O governo tende a vetar parcialmente o projeto que redefine os critérios de distribuição dos royalties do petróleo entre Estados e municípios para evitar que haja alteração nas regras de divisão das receitas de exploração em vigor nos campos já licitados. A presidente Dilma Rousseff sancionará o projeto, transformando-o em lei, na próxima sexta-feira, excluindo do texto justamente o artigo que mexe nas áreas de petróleo em exploração.

Interlocutores presidenciais dizem que o Planalto teme que uma disputa judicial arraste a polêmica por anos e prejudique futuros leilões. O projeto aprovado pelo Congresso prevê redistribuição dos royalties do petróleo tentando uma divisão mais equilibrada das riquezas: Estados e municípios não produtores passam a receber mais, e os produtores, menos.

Fonte: Folha de S. Paulo

Direto do Facebook – Rodrigo Rollemberg

GDF tunga dinheiro dos contribuintes, muda as regras do Nota Legal e mais, com data retroativa, o que me parece ilegal. Deve estar faltando dinheiro para o Estádio.

Presidente do PSB-DF, Marcos Dantas, entregou, nesta terça-feira (27), carta renúncia ao Conselho da Companhia Imobiliária de Brasília (Terracap)

O presidente do Partido Brasileiro do Distrito Federal (PSB-DF), Marcos Dantas, entregou na tarde desta terça-feira (27) pedido de renúncia ao cargo de conselheiro do Conselho de Administração da Companhia Imobiliária de Brasília (Terracap).

O PSB-DF tem realizado plenárias zonais e acordado, por ampla maioria dos filiados, deixar a base de apoio ao governo do Distrito Federal. Diante do posicionamento, Marcos Dantas afirmou se sentir constrangido em permanecer no Conselho da Terracap e, interpretando o desejo da militância partidária, resolveu antecipar a entrega do cargo que ocupava no governo local.

A consulta formal sobre o futuro do partido no GDF será feita durante a Plenária Regional da legenda, marcada para 8 de dezembro.

Fonte: PSB-DF

Suspeita de desvio de emendas envolve deputado distrital Raad Massouh

O Ministério Público do DF realiza nesta manhã (27) busca e apreensão no anexo do Palácio do Buriti, na casa do secretário de Micro e Pequenas Empresas, Raad Massouh, que é deputado distrital licenciado pelo PPL, no Rancho RM, de propriedade dele, e no Sindicato das Empresas de Turismo Rural, entre outros endereços.

É a Operação Mangona, conduzida pela Procuradoria-geral de Justiça do DF por envolver um deputado distrital. O nome da operação é sugestivo: Mangona é uma espécie de tubarão.

Trata-se de suspeita de desvios de recursos de emendas parlamentares para shows e eventos.

Eleito pelo DEM, Raad mudou de partido, ingressando no PPL, para entrar na base do governo. Assim, conquistou o cargo de secretário de Estado.

A investigação sobre o suposto esquema começou a ser realizada pelo delegado Flamarion Vidal, quando era titular da Delegacia de Combate aos Crimes contra a Administração Pública (Decap) durante meses em 2011, ainda na gestão de Mailine Alvarenga na direção-geral da Polícia Civil.

O trabalho policial, no entanto, foi interrompido com a transferência de Flamarion para outra área da Polícia Civil no ano passado.

Retomada pela assessoria criminal da procuradora-geral de Justiça do DF, Eunice Amorim Carvalhido, a investigação agora chega a uma fase importante com a busca e apreensão na casa de Raad. O deputado deve ser denunciado perante o Conselho Especial do Tribunal de Justiça do DF.

Sem tirar o mérito de muitos bons policiais, essa é uma demonstração de que a proibição de membros do Ministério Público conduzirem investigações, prevista na
PEC 37, prejudica o combate à corrupção.

Fonte: Blog da Ana Maria Campos

Descubra as razões do resultado eleitoral

Não importa se você ganhou ou perdeu assim que tiver tempo disponível e condição psicológica adequada reflita sobre a sua campanha eleitoral.

A primeira tarefa que você deve se propor, tão logo tenha tempo disponível e condição psicológica adequada para refletir sobre a campanha eleitoral, é descobrir as razões do resultado da eleição.

Ganhando ou perdendo, reflita

Tendo ganhado, você deverá fazer esta reflexão de imediato, ainda que corra o risco de fazê-la de maneira incompleta. Não importa, o ótimo é inimigo do bom, e você precisa desta análise para orientar suas decisões iniciais, como governante ou legislador. Se você não se elegeu, terá mais tempo, mas não muito mais, porque quanto mais postergar esta providência, menor a probabilidade de que venha a fazê-la.

Em qualquer das duas situações, a reflexão para descobrir as razões do resultado eleitoral – favorável ou desfavorável – é uma medida absolutamente indispensável para a campanha permanente que você pretenda organizar. Ela é o ponto de partida, o marco-zero da sua campanha permanente. Focalizado na resposta da pergunta básica: “Quais as razões da vitória/derrota?”, o documento deve extrair ensinamentos daquela experiência eleitoral, que possam ser aproveitados nas próximas eleições.

Embora seja um documento útil para registrar os acertos e as ações e medidas que funcionaram, a grande vantagem dele está na identificação dos erros. Qualquer campanha, inclusive a vitoriosa, comete erros. Há erros de menor importância, que não afetam o desfecho da campanha, e há erros de maior gravidade, que podem inviabilizar uma candidatura. É sobre estes últimos que você deve se concentrar ao analisar a campanha passada. Seria impossível arrolar todos os tipos de erros deste tipo. Eles variam de campanha a campanha, de candidato a candidato.

Erros frequentes e com efeitos desastrosos
que podem ser considerados universais
1. Promessa não cumprida
2. Declaração comprometedora
3. Acusação grave não respondida

Se você incidiu num deles na eleição passada não pode enfrentar a próxima sem antes encontrar uma forma de corrigi-lo. Esta é uma tarefa prioritária na agenda da campanha permanente. Não é fácil lidar com estas falhas. Há candidatos que as evitam a ponto de fazer de conta que elas não existem. Cria-se, inclusive, um clima de constrangimento entre os auxiliares para falar sobre elas. O candidato reage mal quando o assunto é suscitado, seja descaracterizando a sua importância, seja perturbando-se e tratando-as de maneira muito emocional. O resultado é que a falha não é enfrentada e não se busca uma solução para ela que restabeleça o laço de confiança com o eleitor. O candidato entra na próxima eleição na ingênua suposição de que o assunto já foi esquecido, ou perdeu importância, para descobrir, tarde demais, que elas não somente não foram esquecidas como continuam com a capacidade de destruir a sua candidatura.

Falhas com relação ao caráter de um candidato jamais serão esquecidas

Não se iluda com o fato de que o assunto não será suscitado no período entre eleições. Por razões de óbvia prudência política, esta é uma matéria que seus adversários vão deixar para explorar no momento certo: durante a campanha eleitoral. Falhas, deficiências que se refiram ao caráter de um candidato, nunca são esquecidas. Elas “grudam” na imagem. Cada eleitor guarda dentro de si a lembrança vaga dela, como se fora um “chip” de computador que estivesse inativo. Começada a campanha os adversários, ao levantarem aquelas acusações, reativam os “chips” e os eleitores recuperam a lembrança, percebem que as dúvidas e indagações continuam sem resposta e desenvolvem resistências, quando não rejeição ao candidato.

Se você carrega uma questão desta natureza, que não foi bem resolvida na última eleição, a primeira tarefa da sua campanha permanente então será buscar os elementos necessários para que você possa, no momento certo, dar uma explicação convincente e definitiva sobre a matéria.

Fonte: Política para Políticos

A democracia ganhou dos “postes”

“De poste em poste vamos iluminar o Brasil inteiro.”
Luiz Inácio Lula da Silva

A extrema soberba contida na afirmação do ex-presidente foi pulverizada pelos resultados da última eleição, para felicidade geral da democracia brasileira.

É bem verdade que Haddad, o “poste” maior, iluminou-se nas trevas da política paulistana. Mas isso ocorreu mais por falhas nos geradores de marketing político dos adversários, do que pela força motriz do apoiador.

Começou com a queda de energia de Russomano que, no bojo de uma campanha absolutamente inconsistente, imaginou que se manteria iluminado sem apresentar propostas, sem apontar um caminho claro para os graves problemas da cidade que imaginava gerir. Não é dando tchauzinho e abraçando pessoas que se ganha eleição.

Continuou no segundo turno com o envelhecido jeito tucano de apresentar o candidato sob as luzes de moderníssimas estruturas de produção de TV, mas carente das iluminuras que só uma competente estratégia de marketing político pode produzir. É o próprio senador Aloysio Nunes, fiel escudeiro de Serra, quem reconhece, em respeitosa autocrítica, que a derrota ocorreu por “negligência política” do PSDB. Bem parecido com o que se falou após as derrotas de 2002, 2006, 2008 e 2010.

E acabou com Haddad, jeitão de bom moço, ganhando de presente um lugar no segundo turno para, em seguida, mostrar uma presença competente, sob refletores bem ajustados. As circunstâncias ajudaram muito. E mais uma vez se comprova que um apoiamento é importante para o primeiro empuxo mas, quando o “poste” fica de pé, o apoiado tem que se mostrar capaz de permanecer ereto sozinho.

Não foi o que aconteceu Brasil afora, com massacrantes derrotas nas principais capitais do Nordeste e em cidades estrategicamente importantes, como Campinas, onde o ex-presidente soltou a bravata iluminatória, para depois ver o “poste” local ficar às escuras, em derrota acachapante.

Contribuímos pessoalmente para a derrubada de um desses candidatos em Cascavel, no Paraná, onde Lula também aparecia diariamente na TV, com mensagens diretas para o público da cidade. Uma cena preocupante, derrotada pela apresentação de uma alternativa melhor, perante a deficiente luz que emanava da luminária petista.

Ganhou em geral a democracia brasileira, que não se permitiu retornar à época dos currais eleitorais, agora modernizados com a chegada da energia elétrica a todos os rincões da pátria. Para recebê-la não basta ter um “poste”; tem que ter alguém que saiba acender a luz.

*Chico Santa Rita, consultor em marketing político, dirigiu equipes nas cidades de Paulínia-SP, Itu-SP, Campo Grande-MS (1º. turno) e Cascavel-PR (2º turno).

Até debate sem regra terá influência do marketing, diz João Santana

Joao-SantanaPara publicitário do PT, uso do marketing por políticos é comum desde “o tempo das cavernas”.

Internet ainda não teve o efeito esperado, diz responsável pelo marketing do PT em São Paulo.

O marqueteiro João Santana deu longa entrevista para a Folha na edição desta segunda-feira (26.nov.2012) na qual fala sobre o uso intensivo do marketing em campanhas eleitorais. Responsável pela campanha que levou o petista Fernando Haddad a vencer a disputa pela Prefeitura de São Paulo, ele acha que debates eleitorais com menos regras também terão muita influência dos publicitários.

“Não pense que o marketing deixará de influenciar um debate com menos regras. No período anterior a esse encontro haverá uma fase grande de treinamento. Será feito por pessoas da política e do marketing. As técnicas de debate, de retórica e mesmo de expressão facial terão influência do marketing. Haverá um trabalho maior de “coaching” no bastidor, de linha argumentativa, de construção de discurso. Isso é feito pelo marketing. Como foi feito a vida inteira pelos consultores, conselheiros das monarquias e das antigas repúblicas. Querem vender o marketing como um mal dos tempos modernos. Não é. É um comportamento que vem de séculos. Ele só vai se aperfeiçoando ou se instrumentalizando a partir da infraestrutura física que se tem, dos meios de comunicação, da forma de fazer política”.

Santana foi confrontado com uma declaração recente do publicitário Washington Olivetto, que disse que só gosta “de anunciar coisas que as pessoas possam devolver se não gostarem”. Olivetto disse também: “Minha ideologia criativa, que se baseia na verdade bem contada, não combina com o marketing político”.

Eis o que comentou Santana: “A comunicação e o marketing político causam um certo estranhamento e uma má compreensão entre os próprios políticos e entre os profissionais de comunicação. Não estou me referindo especificamente a Olivetto, mas alguns, por baixo entendimento da política, sofrem de um falso conflito moral –além de uma pretensa superioridade estética. Muitos acham que é mais nobre fazer propaganda para bancos, operadoras de cartões de crédito, plano de saúde, telefônicas (que atendem mal e até escorcham os seu clientes), do que para políticos. É uma questão de ponto de vista”.

Quando indagado sobre “trabalhar com produtos que possam ser devolvidos”, disse: “Um político não é um produto. O político é um líder, um condutor, é um gestor. Se fosse para fazer uma analogia com o mercado, mesmo que inapropriada, seria melhor compará-lo com um investimento. Um título de prazo fixo que a pessoa compra e depois pode recomprar ou não. E a democracia é o modelo que tem o melhor e mais eficiente sistema de devolução: o voto. Ele funciona melhor do que qualquer Procon da vida”.

Por Fernando Rodrigues

Fonte: UOL

O segredo das campanhas de baixo custo

Segundo vereadores eleitos, trabalho voluntário de eleitores compensa o orçamento reduzido no período eleitoral.

Alguns candidatos vitoriosos em Curitiba este ano provaram que é possível ocupar uma vaga na Câmara Municipal mesmo com baixo investimento. Três dos vereadores eleitos que menos gastaram durante a campanha eleitoral de 2012 apontam seu trabalho em comunidades, grupos religiosos e contato direto com a população como fatores decisivos na vitória.

Análise

Redes de apoio dos candidatos são fundamentais

De maneira geral, o dinheiro utilizado na campanha dos candidatos de orçamento modesto segue o mesmo destino dos que gastaram mais: publicidade e transporte são despesas presentes nos dois extremos. A exceção fica a cargo dos prestadores de serviço, despesa de destaque na prestação de contas dos maiores investidores. Qual seria, então, o diferencial das campanhas de baixo custo?

O professor de Ciência Política da Uninter, Luiz Domingos Costa, explica que geralmente há associação positiva entre receita e desempenho. Porém, as redes de apoio dos candidatos têm papel fundamental na escolha do eleitor. “Depende da utilização dos recursos de exposição do nome, de um background popular em volta do candidato. Os que gastam mais também têm uma rede de afinidade, mas é preciso investir dinheiro para isso”, diz. Por outro lado, alguns dos concorrentes já participam de comunidades próprias e têm apoio gratuito, antecedente ao período eleitoral. Grupos e causas específicas de atuação também fazem diferença. “Causas de gênero e meio ambiente, por exemplo, têm uma facilidade maior para se espalhar, e não são tão caras. Apoio político e comunitário também ajudam”, explica Costa.

Noemia Rocha (PMDB), Carla Pimentel (PSC) e Professor Galdino (PSDB) gastaram juntos apenas R$ 30.478,48, de acordo com as prestações de contas finais disponibilizadas no site Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Isso representa 6% das despesas de Bruno Pessutti (PSC), o candidato eleito o maior gasto: aproximadamente R$ 486 mil.

A vereadora reeleita com 8.132 votos Noemia Rocha ocupa a 12ª posição entre os mais votados e gastou R$ 7.994,00. Ela atribui o resultado ao trabalho de voluntários e um eleitorado fiel. “Visitei as 167 igrejas Assembleia de Deus na cidade, pedindo voluntários. Expliquei que nas campanhas anteriores havia condições de remuneração, mas neste ano, não. E mesmo assim eles vieram comigo”, diz.

Carla Pimentel, que conquistou 4.167 votos, também destaca o trabalho de voluntários na campanha. “As pessoas que ajudaram estavam envolvidas com a ideologia e acreditaram no trabalho”, conta.

Com uma tradição de campanhas de baixo custo – em 2008, gastou R$ 700 – o vereador reeleito Professor Galdino teve gastos totais de R$ 13.478,94 em 2012. Apesar do aumento nas despesas, Galdino afirma que mantém a mesma estratégia de campanha. “Faço questão de fazer a campanha com o menor valor possível, para provar que meu trabalho dá resultado.” A campanha dele se concentrou basicamente em passeios de bicicleta e pequenos discursos no centro da cidade. Galdino teve apoio de dois voluntários e apenas um funcionário, que ele chama de “pedalador”, o acompanhou até o final da campanha.

Na quarta posição entre as campanhas mais baratas dos eleitos, Geovane Fernandes (PTB), teve despesas de R$ 14.113,48 no período eleitoral. “Eu e minha esposa fazemos parte das pastorais das igrejas. A campanha foi de baixo custo porque teve apoio de amigos e voluntários”, conta.

R$ 3.865.801,27 foi o custo total da campanha dos 38 vereadores eleitos em Curitiba este ano tiveram.

Fonte: Gazeta do Povo

- Publicidade -
- Publicidade -