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Justiça assusta pretensões de Arruda

ArrudaA grande dúvida que paira sobre as cabeças dos agentes políticos do DF é se o ex-governador José Roberto Arruda (sem partido) consegue remover as pedras jurídicas de seu caminho. Caso alcance este feito, ainda fica o desafio para ter uma legenda que viabilize este projeto. Arruda tem voto, mas não tem legenda. Todos os pretendentes a qualquer cargo político desejam tê-lo como aliado… nos bastidores, não no palanque. Isso equivale ao exemplo do cristão fervoroso que faz tudo direitinho para, quando morrer, ir direto para o céu. Só tem um problema: ele não quer morrer.

Arruda tem noção disso, no en­tanto, hesita em mostrar sua real in­ten­ção, que é disputar o governo no­va­mente. Ele tem pesquisas em mãos que lhe conferem vantagem, mas teme ter sua vida e de sua família ex­posta novamente à sanha dos leões no coliseu político. Ele acompanha, passo a passo cada movimento das forças políticas da cidade, ora com relato de ex-auxiliares, ora por meio de pesquisas encomendadas por amigos. Outro ponto que ele avalia com prudência é o humor da justiça. Condenação recente a cinco anos de prisão, por conta do processo de dispensa de licitação na reforma do estádio Nilson Nelson, alertou seus advogados.

Fonte: Jornal Opção

O futuro político de Agnelo passa por Paulo Octávio, Filippelli e Gim Argello

agnelo, filippeli, po e gimPossíveis adversários podem se tornar aliados ou não; tudo depende dos acontecimentos. Governador Agnelo Queiroz torce para que Tadeu Filippeli, Paulo Octávio e Gim Argello não o abandonem.

Os últimos 15 dias serviram como termômetro para avaliar — caso o governador Agnelo Queiroz continue amargando números ruins em sua popularidade —  o que vem por aí na disputa pela cadeira do Buriti em 2014. Nessas duas semanas, vários pretendentes ao cobiçado cargo desfilaram pelos blogs, telejornais, rádios e colunas políticas — cada qual a seu modo sinalizando o que pode vir a ser a disputa eleitoral em 2014. O primeiro a fazer barulho foi o empresário e ex-vice-governador Paulo Octávio, um “apaixonado por Brasília”, como gosta de dizer. Ele foi, depois do governo local, o que mais homenageou Juscelino Kubitschek, o ilustre fundador da Capital do Brasil.

Mesmo longe dos holofotes da política, Paulo Octávio (por enquanto no DEM?), discretamente, conseguiu ocupar generosos espaços de mídia espontânea ao montar, dentro de suas empresas, uma programação homenageando a cidade. Foram vários eventos desde os de alcance social como o de Inserção Digital, o primeiro ministrado em um canteiro de obras do País, e finalizando com um grande evento no Memorial JK. Sem contar a mobilização da sociedade que incluiu o próprio governador, Octávio capitalizou atenções e voltou a ser um dos nomes mais lembrados para disputar o governo.

Perguntado sobre o assunto, ele nega qualquer conotação política. “Todo mundo em Brasília sabe o quanto amo esta cidade e os laços afetivos que unem minha mulher, Cristina, neta de Juscelino, e meu compromisso com o desenvolvimento econômico e social do DF. Meu foco é e sempre será o de manter Brasília em evidência, tanto no Brasil quanto no exterior.”

O fato concreto: mesmo não admitindo, Paulo Octávio deu uma tacada e tanto. Muitas siglas partidárias correram à sua procura querendo tê-lo nos quadros. Modesto, ele  disse que é bom ser lembrado, mas ainda está avaliando o momento político. “Tenho tempo.”

Seguindo estratégia diferente, mas com propósitos políticos, o vice-governador Tadeu Filippelli (PMDB) não deixou barato: fez um movimento inteligente no xadrez político do DF convidando Paulo Octávio para filiar-se no PMDB. Mais do que um convite, o simbolismo do gesto mostrou que Filippelli, além de inteligente, sabe transpor para a política os conceitos de engenharia. Também sinaliza que tem um plano B, caso Agnelo não decole. Antes que atirem pedras na tese, não custa lembrar que o PMDB e PT estão decidindo os rumos da aliança na cúpula nacional. Se houver ruídos — leia-se PT — que possam atrapalhar o projeto do PMDB disputar a eleição presidencial em 2018, a legenda lança Filippelli candidato ao governo. Nesta circunstância, Octávio viria para o Senado e Gim para a vice. Im­possível? Tudo pode acontecer, inclusive nada disso, mas em política o impossível é logo ali, no final do Eixo Monumental.

Filippelli sabe que precisa ir mais além, buscar nomes que agreguem votos, se necessário for, buscar até adversários da base de Agnelo. Outro ponto forte é que Joaquim Roriz movimenta-se para disputar a cadeira do Buriti, mas ninguém acredita que ele terá fôlego para alcançar este objetivo. O PT vai colocar mil empecilhos nessa trilha, tentando até juridicamente impedir que Roriz registrar chapa.

Pesquisa qualitativa encomendada pelo PMDB aponta que Filippelli pode ter chances reais de ir para um segundo turno, basta negociar o apoio de Roriz e Paulo Octávio e Gim Argello. Projeções indicam que o capital político dos três alcança mais de 30% dos votos válidos. São projeções, mas com um bom trabalho de marketing e a memória de realizações em infraestrutura comandadas por Filippelli no DF, quando era secretário de Roriz, torna-se uma passagem de primeira classe.

Quanto ao senador Gim Argello (PTB), ao contrário do que seus adversários apregoam aos quatro cantos, o plano A e B é a reeleição ao Senado. Gim tem dito a amigos que já tentaram inúmeras vezes desconstruí-lo como político, no entanto, continuou seu “trabalho em prol de Brasília e a região Metropo­litana”. Um aliado do senador petebista afirma que esta “onda que circula na mídia, principalmente blogs, de que ele será indicado para a vaga de Valmir Campelo no Tribunal de Contas da União, foi mencionada uma única vez, mas que não foi cogitada por ele”. Pelo sim ou pelo não, Gim trabalha como nunca para costurar apoio ao projeto de reeleição.

Quem convive ou conversa com o senador não vê nele disposição para se tornar um burocrata. Ninguém com um capital político como o dele e com um trabalho parlamentar que já injetou, nos últimos três anos, mais de R$ 17 bilhões no Distrito Federal, deixaria à beira do caminho a possibilidade de ser reeleito ou até mesmo vir a ser governador. É neste potencial que o esperto Filippelli mira. Ou existe alguém melhor do que Gim para liderar o PTB? A pergunta é uma provocação, mas serve de alerta para os que imaginam o senador fugindo da luta. O vice-governador também analisa que, caso Gim e o deputado federal Antônio Reguffe (PDT) disputem a única vaga de senador, Gim teria vantagem no debate. Di­fi­cilmente as classes C, D e E entenderiam o discurso de moralidade de Reguffe, voltado mais para a classe média burocrática, de que não destinou um único centavo em emenda parlamentar ou em projeto para ajudar os mais pobres.

Fonte: Jornal Opção

Rollemberg e Cristovam tratados como “inimigos”

Rollemberg e CristovamSenador Cristovam Buarque (PDT) é realmente um sujeito tranquilo. A política brasiliense pegando fogo e ele longe, do outro lado do planeta, curtindo o exótico e moderno Japão. Parece que o projeto de ser o contraponto ao governo de Agnelo está dormitando nas boas intenções. Enquanto isso, o companheiro de luta em busca da cadeira do Buriti, Rodrigo Rollember (PSB), sofre bordoadas no Congresso. A ordem da turma de choque é fustigar ao máximo as investidas políticas, tanto do PSB quanto do PDT em desqualificar o governo de Agnelo Queiroz.

As pesquisas ruins que chegaram às mãos da presidente Dilma Rousseff sobre o desempenho do governador Agnelo, não deixam dúvida de que o homem não pode sofrer mais ataques da base aliada, sob pena de naufragar antes de avistar terra firme. Ou seja, o ano que vem quando as convenções partidárias e arranjos políticos, vão estar definidos. Até lá, todo o esforço será empreendido para diminuir a força dos dois senadores. Com eles fora, ou desidratados de votos, a oposição não terá discurso de que “nem os senadores da base de Dilma apostam em Agnelo”. Esta avaliação parte do núcleo nacional do PT, que vê Cristovam e Rollemberg alimentando a possibilidade dos partidos de oposição se unirem. “Se os dois senadores estivessem do nosso lado, dificilmente surgiriam tantos nomes querendo Buriti”, avalia um assessor parlamentar no Congresso. Para este petista de carteirinha, “Cristovam e Rollemberg devem ser tratados como inimigos e não aliados”.

Fonte: Jornal Opção

Rosso intensifica presença do PSD no entorno

Rogerio RossoO presidente do PSD do Dis­trito Federal, Rogério Rosso, é um dos mais assíduos participantes de e­ventos, conversas políticas e orientação a prefeitos amigos na Região Me­tropolitana do Distrito Federal (RemDF). Rosso dedica boa parte de sua atribulada agenda a ouvir gestores, não só os prefeitos mas se­cre­tários que o procura para sanar dú­vidas e conselhos para suas pastas.

Rosso também não descuida da política, principalmente do projeto do deputado federal e chefe da Casa Civil de Goiás, Vilmar Rocha, em se candidatar a vaga de senador. “Vil­mar é um dos quadros mais qualificados, não só do PSD mas da política brasileira”, diz com entusiasmo sobre o colega goiano. Rosso, com habilidade vem administrando as investidas de outros partidos no PSD. “Nossa preocupação não é sobre isso e sim o fortalecimento de nossa unidade. Demos uma de­monstração de estarmos unidos, quando ocupamos o espaço gratuito na televisão na semana passada. Todos os quatros deputados do partido (Eliana Pedrosa, Liliane Roriz, Celina Leão e Washington Mes­quita) tiveram o mesmo tempo de TV.”

Fonte: Jornal opção

Luziânia: Cristóvão conserta estragos feitos pela chuva

cristovao_torminCastigada pelas chuvas nestes últimos  20 dias, Luziânia teve parte de sua infraestrutura como ponte, bueiros e ruas danificadas, muitos dos estragos deve levar mais tempo para serem recuperados. Com a estiagem, Cristóvão colocou máquinas e homens trabalhando ineterruptamente para “devolver à população, os equipamentos públicos em pleno funcionamento”.

As máquinas já estão trabalhando a todo vapor por exemplo, na reconstrução do tre­cho que fica próximo ao Banco do Brasil, no Centro. Homens e máquinas estão agindo para valer, também, nas proximidades da Poli­clínica, e em outros bairros. Cristóvão tem acompanhado tudo de perto. “Podem ter certeza de que as obras executadas serão de qualidade, pois o nosso governo respeita o dinheiro público e quer garantir a satisfação da comunidade. Sabe­mos que os problemas são muitos, mas, com a graça de Deus, conseguiremos resolvê-los. Como as chuvas agora deram trégua, podemos agir de forma mais intensa”, observa o prefeito.

Fonte: Jornal Opção

Dilma já planeja retirada de aliados de Eduardo Campos do governo federal

EDUARDO CAMPOSAo receber o relato sobre o conteúdo do programa do PSB veiculado na 5ª, presidente teria se irritado e interpretado as críticas do governador como um sinal de que ele será candidato em 2014.

A presidente Dilma Rousseff decidiu reagir às críticas do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, à sua gestão e à montagem da equipe de auxiliares, feitas no programa político do PSB que foi exibido na quinta-feira. Provável candidato à Presidência em 2014, Campos não citou diretamente o nome da presidente, mas o Planalto entendeu a mensagem do programa como ataque ao governo e, nos bastidores, já se prepara para tirar do PSB os cargos que possui na esfera federal.

Há um mês, todos os socialistas que estavam nas Indústrias Nucleares do Brasil (INB) foram demitidos e substituídos por petistas. No governo, o entendimento é de que o discurso do PSB tem sido de oposição.

A ira da presidente deve atingir primeiro os cargos do PSB na presidência da Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf), com orçamento de investimentos de R$ 1,9 bilhão para este ano, e a direção da Superintendência de Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco), investimentos previstos de R$ 112 milhões. Tanto João Bosco de Almeida, da Chesf, quanto Marcelo Dourado, da Sudeco, são ligados a Campos.

Ministérios

Sorte diferente podem ter os ministros Fernando Bezerra Coelho (Integração Nacional) e Leônidas Cristino (Portos), que já estariam negociando a saída do PSB. Bezerra pode estar a caminho do PT, enquanto Cristino deverá ir para o PSD ou para o PRB. Patronos de Cristino, os irmãos Cid e Ciro Gomes negociam a filiação dele ao PSD, partido do ex-prefeito Gilberto Kassab, que esteve na quinta em Fortaleza para uma conversa com o governador.

Cid e Ciro apoiam a reeleição de Dilma e discordam da provável candidatura de Campos em 2014. O senador Eunício Oliveira (PMDB), que comanda o PRB no Ceará, também ofereceu o partido para Cristino.

Oficialmente, a Secretaria de Imprensa da Presidência informou que Dilma Rousseff não faria comentários sobre o programa do PSB. De acordo com a secretaria, a presidente não assistiu ao programa, pois estava de viagem à Argentina.

O Estado apurou, porém, que todo o conteúdo da fala do governador de Pernambuco foi transmitido a Dilma, que teria ficado furiosa. No Recife, Campos não quis comentar o iminente rompimento. De acordo com sua assessoria, ele está tranquilo e continua dizendo que só trata de 2014 em 2014.

Se depender do PT, o PSB deverá sair do governo o mais rápido possível. “O Eduardo Campos é candidato à Presidência e está em campanha. O governo tem de decidir logo essa situação. Não dá para ficar protelando até o final do ano, pois o PSB já rompeu com o governo”, afirmou o líder do PT na Câmara, José Guimarães (CE). “Separou, separou. Cada um vai para seu lado cuidar da vida. Só não pode ocupar os cargos no governo e fazer o papel de oposição”, acrescentou ainda o líder petista.

‘Padrinho forte’

O que mais desagradou à presidente Dilma Rousseff no programa eleitoral do PSB, segundo auxiliares, foi a afirmativa de Eduardo Campos de que “cargo público tem que ser ocupado por quem tem capacidade, mérito, sobretudo espírito de liderança; e não por um incompetente, que é nomeado somente porque tem um padrinho político forte”. No Planalto, assessores da presidente devolvem com uma pergunta: “Será que esse incompetente não é afilhado do Eduardo Campos?”.

A limpeza dos quadros do PSB do governo de fato já começou. Há exatamente um mês o Diário Oficial da União publicou a demissão de três dirigentes do partido: Alfredo Tranjan Filho, então presidente da INB e os diretores Samuel Fayad Filho e Athayde Pereira Martins. Todos eles foram substituídos por petistas. O presidente do PSB fluminense, Alexandre Cardoso, que também é prefeito de Duque de Caxias, ficou irritado com as demissões, feitas de surpresa. “Estamos sofrendo pressão do governo e do PT por todo lado”, disse Cardoso.

Principais cargos do PSB no governo federal

Min. da Integração Nacional
Fernando Bezerra Coelho. Aliado político do governador Eduardo Campos, ex-PDS, PFL e PMDB, ele pode agora deixar o PSB e migrar para o PT.

Secretaria dos Portos
Leônidas Cristino. Nome da cota do ex-ministro Ciro Gomes e de seu irmão, o governador Cid Gomes (Ceará), pode também deixar o PSB e ir para o PSD.

Superintendente da Sudeco
Marcelo de Almeida Dourado. Historiador, ex-secretário de Turismo do DF, foi indicado pelo senador Rodrigo Rollemberg, líder do PSB no Senado.

Presidente da Chesf
João Bosco de Almeida. Engenheiro elétrico, nome de confiança do governador Eduardo Campos, de quem foi secretário de Recursos Energéticos.

Fonte: Estadão

Evandro Garla X Bebidas alcoolicas

evandro garlaBem que o deputado Evandro Garla, evangélico, tentou evitar bebidas alcoolicas nos jogos brasilienses da Copa das Confederações e da Copa do Mundo. Apresentou emenda para “proibir, vender, expor à venda, oferecer, servir, transportar, trazer consigo, guardar, consumir, entregar a consumo ou fornecer, ainda que gratuitamente, bebidas alcoolicas no interior dos locais oficiais de competição”. Não deu nem para a saída. Uma cervejaria está entre os patrocinadores da Copa, devidamente acertada com a Fifa. Não somente se poderá vender cerveja nos jogos da Copa como a patrocinadora terá assegurado o monopólio.

Fonte: Coluna do alto da torre / Jornal de Brasília

Governador acompanhará as presenças e os votos

cldfTêm um sentido os telefonemas disparados pelo governador Agnelo Queiroz para os deputados distritais da sua base. Sim, aqueles refratários a comparecer à sessões decisivas para votar o projeto da Copa, que tem data certa para estar promulgado. O secretário do Conselho de Governo, Roberto Wagner, resume: “o governador espera que todos eles estejam no plenário, para votar, nesta terça-feira”.

Fonte: Coluna do alto da torre / Jornal de Brasília

Wellington X PPL

wellington luizO distrital Wellington Luiz está com um pé fora do PPL. Presidido pelo diretor do Dnit, Marco Antônio Campanella, o PPL está com o outro pé fora de Wellington Luiz. Campanella tem acompanhado as negociações do deputado com  outros partidos e já firmou uma posição. Espera que a saída seja consensual. Ou seja, o PPL nem tentará recuperar o mandato de Wellington na Justiça Eleitoral. De outro lado, espera que o distrital fique na base do governo.

“É, sim, uma questão de convivência difícil”, resume Campanella. Nem se trata da posição de Wellington Luiz no confronto, hoje razoavelmente superado, entre o Buriti e a Polícia Civil. No caso, houve muita irritação do governo com o deputado, inclusive por ter feito críticas em palanque. Mas o partido compreendeu a posição. Ex-presidente do sindicato que representa os policiais, Wellington não poderia ter assumido outra posição. Ainda mais do que isso, chegou-se a uma fórmula que recompôs as relações entre o Buriti e a categoria. O problema é outro.

Não só o PPL, mas todo o comando político do governo responsabiliza Wellington pela única derrota sofrida pela base na complicada sucessão da Câmara Legislativa. Apesar das confusões originais entre a emenda da reeleição e a escolha de um nome pelo governador, a base do Buriti ganhou todas. Menos a escolha do presidente da Comissão de Assuntos Fundiários, em que o governo preferia Cláudio Abrantes, mas Cristiano Araújo foi eleito por um voto. O de Wellington Luiz. “Não era uma questão qualquer, mas uma decisão importante para a base”, comenta Campanella. Só para completar: “e importante também para o PPL, pois nós temos lado”.

O PPL pode mesmo deixar de reivindicar o mandato de Wellington Luiz na Justiça Eleitoral. Isso não significa, porém, que ele possa respirar sossegado. O Ministério Público também tem a prerrogativa de mover esse tipo de ação. Em todas as oportunidades, tem usado a prerrogativa.

Fonte: Coluna do alto da torre / Jornal de Brasília

O candidato tímido e/ou ingênuo

imagemNesta selva da política, onde raposas, leões e lobos, convivem com a traiçoeira serpente e com as oportunistas hienas, o candidato tímido ou ingênuo é uma presa fácil. Ele é um animal inofensivo, disputando com predadores.

Vencer, por um voto de diferença se for o caso; sofrendo pesados desgastes, se for impossível de evitar; assumindo compromissos que limitam o poder e a liberdade, se não houver outra saída; rompendo com amizades, se for inevitável; assumindo prejuízos; mas de qualquer forma, vencer. Todos os candidatos enfrentam a eleição com essa mesma disposição. Trata-se, então, de uma competição feroz, uma forma civilizada de combate, na qual as pessoas não hesitam em ir aos seus limites éticos para obter a vitória. A vitória é o bálsamo que cura os ferimentos e recompensa as perdas sofridas. Não surpreende, pois, que Maquiavel tenha ido buscar nos animais selvagens o paradigma para os políticos.

A timidez do candidato somada à campanha pobre pode ser fatal
“Obrigado o príncipe, a saber empregar os procedimentos dos animais, deve preferir aqueles que são próprios do leão e da raposa, porque o primeiro não sabe defender-se das armadilhas, e o segundo não pode defender-se dos lobos. É necessário, pois, ser-se raposa para conhecer as armadilhas e leão para assustar aos lobos” (O Príncipe Cap. XVIII)

Nesta selva da política, onde, raposas, leões e lobos, convivem com a traiçoeira serpente e com as oportunistas hienas, o candidato tímido ou ingênuo é uma presa fácil. Ele é um animal inofensivo, disputando com predadores.

Defende seu temperamento com uma cautela que o impede de ousar. Encontra-se naturalmente impedido de ocupar a ofensiva. Reluta em tomar a iniciativa. Revela-se despreparado para a luta e o confronto. Tem, pois, enormes dificuldades em se apresentar como um líder e tende a ser percebido pelos eleitores como indeciso, fraco, e irresoluto.

Na campanha eleitoral, o candidato tímido reduz sua exposição ao eleitorado, evita a participação em debates, tem dificuldades intransponíveis para mobilizar, motivar e entusiasmar os eleitores, para estabelecer com eles um “nexo emocional”, hesita em atacar adversários para evitar confrontos, entre outros comportamentos.

O resultado político dessa condição pessoal é, obviamente, o insucesso eleitoral. Porque então candidatos tímidos, volta e meia são escolhidos, para disputar eleições? Em geral isso se deve a situações de intenso conflito entre pré-candidatos fortes, que ameaçam dividir o partido. Nessas situações, abre-se a possibilidade para a escolha de um “tertius”, isto é, um terceiro candidato, em relação ao qual ninguém possa opor uma objeção e que não seja percebido como ameaça por nenhum dos principais líderes. Este é o espaço que é ocupado então, por uma galeria de personagens não competitivos, dentre os quais se encontram pessoas tímidas que são levados, pelas circunstâncias, a assumir uma candidatura.

Jogo político é disputa pesada e condena tímidos ao fracasso

Há, entretanto, graus de timidez. Desde a timidez patológica que bloqueia a pessoa no contato com desconhecidos e com públicos, até a timidez amena, próxima da discrição, que pode ser superada sem maiores dificuldades pela pessoa. Há candidatos que vencem sua timidez ao longo da campanha, mas pagam um preço alto por esse aprendizado.

De qualquer forma, a política não é uma atividade que premia com o sucesso pessoas tímidas ou ingênuas. O que nos leva ao candidato ingênuo. Este pode ou não ser, também, um tímido. Vamos tratá-lo como se não fosse, porque se, além de ingênuo for tímido também, então suas chances são nulas. O ingênuo na política é um coelho entre raposas.

A política é um território onde habitam a astúcia, a malícia, a dissimulação, a sagacidade. No mundo da política é importante possuir esses atributos para conceber estratégias e praticá-las, assim como se defender das estratégias dos adversários.

É um campo onde a competição é permanente, onde se cultivam ambições e no qual o conflito – ostensivo ou escondido – está sempre presente. Como se vê, ao candidato ingênuo, a maior parte do jogo político passará desapercebida. Sem a astúcia, a malícia e a sagacidade, ele se torna uma presa fácil dos que as possuem.

Ele está sempre na contramão do procedimento correto: acredita em quem não deve; não desconfia de quem devia desconfiar; é sincero com as pessoas erradas; compromete-se além das possibilidades; ouve as pessoas erradas; faz declarações que o prejudicam; em resumo, revela-se aos eleitores como um desastrado que é bem intencionado.

Às vezes o ingênuo logra ser eleito. Mas, como regra, para cargos legislativos, nunca para o executivo, onde a competição se personaliza, e o vencedor só pode ser um. Quando se elege, o faz apesar de ser ingênuo. Os eleitores, ainda que o considerem como tal, nele identificam outras virtudes (como a pureza, sinceridade, boas intenções, honestidade) que compensam sua ingenuidade e justificam votar nele.

Para cargos executivos, entretanto, o candidato ingênuo muito dificilmente alcança a vitória. As razões para isso são de duas ordens: seu comportamento na campanha é autodestrutivo e sua ingenuidade impede que ele se imponha perante o eleitor como um líder. O eleitor poderá reconhecer-lhe as boas intenções e a sinceridade, mas o desqualificará como líder, por sua fragilidade.

Fonte: Política para Políticos

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