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Autonomia das Cidades Satélites

chiquinho-escorcioNo plenário da Câmara, o deputado federal Francisco Escórcio (PMDB/MA/foto) defendeu a ideia de independência para as regiões administrativas do Distrito Federal. Um tema que cada dia é mais falado nas rodas de prosa brasilienses, mas que não é bem ouvido pelo Palácio do Buriti.

“Por que uma cidade satélite, senhores, que tem 600 mil habitantes, como é Ceilândia, não tem a capacidade de ter autonomia administrativa, financeira e política? Cadê os políticos de Brasília, que não fazem com que esta cidade possa exatamente buscar essa autonomia administrativa, financeira e política? Esta Brasília precisa ser reestudada. A Brasília que estou falando é a Brasília das cidades satélites”, polemizou o parlamentar.

Fonte: Coluna do Alto da Torre

Quase lá

claudio_abrantesAinda sem partido, Cláudio Abrantes pode desembarcar no reduto petista do Distrito Federal. O assédio é grande. Antes, o parlamentar integrava o PPS. Mas como este partido saiu da base de Agnelo, Abrantes viu uma oportunidade para se afastar do PPS sem perder o mandato, já que ele queria continuar na base. Seria um ponto para o PT, já que Abrantes tem grande apreço por parte da sociedade envolvida com a cultura do DF.

Coluna nos bastidores da política com celson bianchi.

Fonte: Do cafezinho

Baixa na Cultura

culturaCorre informações à boca pequena de que uma das pastas que haverá mudanças é a da Cultura. Segundo fontes da coluna e pessoas muito próximas ao governador, a secretaria é uma caixinha de surpresas. Algumas pessoas da pasta também já foram informadas sobre as possíveis mudanças. É esperar para ver.

Coluna nos bastidores da política com celson bianchi.

Fonte: Do cafezinho

Como ser prefeito por 4 anos?

marketing-politicoEsta é uma prova de longa distância.

Tire da cabeça que deve fazer tudo já no primeiro momento.

A população dá um prazo inicial aos eleitos para mostrarem a que vieram.

Uma boa administração depende mais de direção do que de velocidade.

PLANEJE BEM SUAS PALAVRAS, ATITUDES E OBRAS PARA OS PRIMEIROS 100 DIAS.

O CARGO E VOCÊ

Antes, você era “você”. Quando acabar o mandato, vai voltar a ser “você”.

Agora, acrescente apenas a condição de Prefeito. Seja você mesmo.

Conviva naturalmente com o brilho do cargo e seja o primeiro a respeitá-lo.

SONHE COM O FINAL DO MANDATO

Anote:

Que marcas pretende deixar?

Quem vai ajuda-lo?

Como será sua cidade?

O que vai mudar na vida das pessoas?

Que parceiros estarão ao seu lado?

Qual o seu próximo passo?

Monte o perfil da administração para atender a esse sonho!

A CAMPANHA ELEITORAL ACABOU. VOCÊ É O PREFEITO DE TODOS.

Você representa a esperança da maioria.

Agora, o adversário político é munícipe.

O parceiro continua sendo parceiro.

Elimine mágoas, ressentimentos, vingança ou outras atitudes e ações negativas.

Trate os companheiros com atenção especial e os adversários com respeito.

CAMPANHA PERMANENTE.

Basicamente, ela extrapola as estratégias eleitorais para todo o mandato.

Comece pelos agradecimentos a apoiadores e eleitores.

Agradeça, mesmo aos que você não tem certeza de que o apoiaram.

Não faça dos seus adversários de campanha, adversários permanentes.

ORGANIZE A TRANSIÇÃO SILENCIOSAMENTE

Liste as informações que deseja ter da atual administração.

Defina quem comandará esta missão.

Estabeleça posturas para esta fase: ser discreto, não agredir, evitar holofotes

Não gere compromissos futuros.

LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL.

CONSIDERE-A INCLUSIVE PARA “RECEBER” O GOVERNO.

Ela pode ser seu algoz ou sua proteção. Depende de como vai usá-la!

Para receber o governo, avalie se tudo está de acordo.

Sua equipe precisa conhecê-la.

A população também.

Administre para todos, de olho no caixa e nos parâmetros da Lei.

FAÇA APENAS O QUE A LEI E OS RECURSOS PERMITIREM.

INVENTÁRIO GERAL

Se necessário, feche a Prefeitura para saber sobre:

Todos os débitos e o seu perfil

Todos os créditos

Situação de equipamentos, veículos e prédios

Situação dos aluguéis

Nº de funcionários por categoria de contratação e lotação – quantos estão cedidos e a quem

Comprometimento da folha de pagamento

Não objetive retaliações, nem faça alarde. Trabalhe com a realidade.

Dê conhecimento público ao relatório.

Fotografias ou filmagens, além de documentos são instrumentos de proteção convenientes.

TENHA UMA LINHA MESTRA

Sintetize-a num slogan criativo.

Sua mensagem deve ser curta e de fácil memorização.

Ela será o seu norte.

ORGANIZE SUA EQUIPE DE COMANDO

Estabeleça critérios, incluindo:

Competência

Habilidade

Credibilidade

Lealdade e bom relacionamento

Compromisso Político.

ORGANIZE SUA EQUIPE DE COMANDO

Garanta a governabilidade e a concretização dos seus sonhos.

Contemple interesses dos coligados, mas com critérios.

Trabalhe com lista tríplice para não ter que “engolir” ou rejeitar.

“NUNCA CONTRATE ALGUÉM QUE AMANHÃ VOCÊ NÃO POSSA DEMITIR.”

RENOVE OS COMPROMISSOS.

Não “herde” pessoas em cargos comissionados.

Demita-as, mesmo que tenha que recontratá-las depois sob outras bases e compromissos.

As pessoas de confiança são meios para realizar os objetivos da administração, não os delas.

“AFINE” E MOTIVE A EQUIPE

Você precisa criar o sentimento de “equipe”.

Faça imersões com os níveis superiores definindo os objetivos gerais.

Deixe claro seu jeito de administrar.

CRIE MEIOS DE INTEGRAÇÃO, MOTIVAÇÃO E COBRANÇA DE RESULTADOS.

DELEGUE RESPONSABILIDADES E FACILITE OS MEIOS

NÃO ABRA MÃO DO PODER.

Seus auxiliares diretos são investidos nos cargos para conseguir resultados segundo os propósitos da sua administração.

Delegue-lhes a autoridade para cumprirem a missão e cobre resultados.

A RESPONSABILIDADE FINAL É SUA.

GRUPO DE TRABALHO E GRUPO DE SUSTENTAÇÃO

Crie uma rede de sustentação com um canal de comunicação diferenciado.

Integrantes bem informados, funcionarão naturalmente como um

GDA –  Grupo de Defesa da Administração.

CRIE UM CADASTRO INTELIGENTE E ADMINISTRE OS RELACIONAMENTOS.

INTEGRAÇÃO E EQUILÍBRIO, GARANTIRÃO O SUCESSO DO MANDATO.

Nos primeiros 6 meses de administração há duas prioridades das quais dependerá o sucesso do mandato:

Preparo e motivação da equipe

Equilíbrio financeiro.

PARA GANHAR UMA MARATONA

NÃO PRECISA SAIR EM DISPARADA.

ESTIMULE A CRIATIVIDADE

Incentive seu grupo a buscar soluções inovadoras, desde que voltadas para os objetivos.

A “obediência”, ao invés da “criatividade”, aprisiona a administração aos limites do tempo e da competência do líder.

UMA BOA RECEPÇÃO

A recepção é o seu cartão de visita. É a primeira imagem que o público terá da sua administração.

Uma equipe de recepção “simpática e prestativa”, faz com que todos se sintam  “bem atendidos”.

Estenda isto à telefonia e a todos os pontos de atendimento ao público.

VALORIZE E RECONHEÇA O TRABALHO

Pessoas com boa auto-estima rendem mais.

Treine, motive, recompense e cobre resultados.

Você será um bom Prefeito quando a cidade reconhecer o trabalho dos seus servidores.

Tenha um quadro de pessoal compacto, motivado, operoso, focado na satisfação do cidadão.

EXECUTIVO & LEGISLATIVO

Um bom desempenho da Administração é facilitado por um bom relacionamento com a Câmara.

Seja bem articulado com todas as bancadas. Escolha um líder convergente e conciliador.

Mesmo com a maioria, não abuse.

Use o bom senso, dentro da lei.

TENHA CLAREZA DE SUAS RESPONSABILIDADES:

O Prefeito, ao ser empossado, assume algumas responsabilidades legais como:

Desempenhar com honra e lealdade as suas funções

Promover o bem-estar de seu povo

Trabalhar pelo progresso do Município

CUMPRA-AS

NÃO FECHE DEFINITIVAMENTE NENHUMA PORTA

Deixe sempre réstias de esperança nas composições políticas.

Discuta mais sobre idéias do que sobre pessoas.

As idéias podem mudar, mas as pessoas… é mais difícil!

ASSIM VOCÊ NÃO CAIRÁ NO RIDÍCULO!

PRESTE CONTAS

Informe sistematicamente à população a movimentação financeira da Prefeitura e os índices de desempenho.

NÃO É SUFICIENTE SER HONESTO.

TEM QUE PARECER HONESTO.

PLANEJE EM CURTO, MÉDIO E LONGO PRAZO.

Planejar apenas em longo prazo pode ser eficiente, mas pode fazer você perder eleições.

Você precisa pensar no presente, no futuro próximo e na próxima geração.

É PRECISO SABER DIZER NÃO

Porém, se tiver que dizer não, diga.

Mas explique o porquê.

Esse é o segredo!

Fuja definitivamente do “talvez” ou do “vamos ver”.

RELACIONE-SE COM ÓRGÃOS E PESSOAS DE OUTROS NÍVEIS DE GOVERNO.

Exercitar o poder no município é também coordenar-se com os demais níveis do poder público.

Visite os titulares e órgãos da sua cidade, região e sedes.

Não se imponha nem seja submisso.

Respeite e se faça respeitar..

O QUE NÃO É MEDIDO NÃO É GERENCIADO

Ao determinar ações de planejamento ou delegar tarefas, determine  meios de medição: tempo, custo, qualidade, resultados.

Cobre o cumprimento do estabelecido.

A falta de comunicação de resultados ao público é semelhante  a não ter feito.

TRABALHE PELA INCLUSÃO

Pessoas físicas ou jurídicas podem estar à margem da economia formal e não terem acesso àquilo que têm direito.

Por vezes, pessoas são marginalizadas por ações do próprio poder público.

HAVENDO CONTINGENTES EXCLUÍDOS, VOCÊ TERÁ PROBLEMAS!

NÃO CRIE EXPECTATIVAS.

SURPREENDA COM AÇÕES

Quanto maiores as expectativas, maiores as dificuldades de superá-las.

Cuidado com as promessas.

Policie seu maior patrimônio: a credibilidade!

“Atender às expectativas criadas, não melhora o nível de satisfação.

É preciso superá-las.”

TENHA ATITUDE

Se você quiser fracassar, tome medidas genéricas e tente agradar a todos.

O verdadeiro líder toma posição e tem atitude, mesmo contrariando alguns interesses.

“Segredo do fracasso: tentar agradar a todos.” John Kennedy

POPULARIDADE X CREDIBILIDADE

Se tiver que praticar atos impopulares, faça-os. A POPULARIDADE quando perdida, poderá ser recuperada.

A CREDIBILIDADE, uma vez perdida, você não a recupera mais!

SEJA NOVO, SEJA MODERNO, SEJA DIFERENTE!

Ainda que esteja sendo eleito para um segundo mandato, seu município não é mais o mesmo.

Sendo seu primeiro mandato, sua razão de eleição foi a expectativa de mudança.

Em qualquer situação, supere as expectativas

“ATÉ FILÉ MIGNON, TODOS OS DIAS, ENJOA.”

DEIXE PARA TRÁS OS RANÇOS DA CAMPANHA.

Desconsidere as ofensas recebidas.

Aproveite a nova administração para, com humildade, iniciar um novo estilo de relacionamento com as pessoas.

“Não considere o que foi dito quando seus adversários estavam emocionalmente alterados”

QUAL É O SEU VERDADEIRO PAPEL NA SOCIEDADE?

Governar não é somente fazer obras.

Governar é dirigir, agregar e transformar interesses, além de estimular as pessoas a utilizarem seu verdadeiro potencial.

SEJA POSITIVO NAS SUAS PALAVRAS:

Mantenha positivas as suas palavras, pois elas se converterão em comportamentos.

Os comportamentos se converterão em hábitos e estes se converterão em valores.

Os valores, por sua vez, se converterão em destinos.

TENHA CONFIANÇA:

A confiança é a forma mais sublime de motivação humana.

Ter convicção e confiança nos seus princípios e idéias é a única forma de conseguir a confiança dos outros.

Não mantenha na sua equipe pessoas em quem você não confia.

TOME DECISÕES PARA O COLETIVO

Na hora de tomar decisões, seja democrático.

Não cuide apenas de problemas individuais.

Conheça os problemas de forma individual, mas tome decisões coletivas.

POLÍTICO?… SIM.
DESDE QUE SEJA COMPETENTE!

Ao escolher alguém para sua equipe, não pense na quantidade de votos de sua família.

Pense no que você capitalizará em conseqüência do seu trabalho.

O desempenho de sua equipe será seu suporte político.

MANTENHA A HUMILDADE.NÃO DEIXE O PODER SUBIR-LHE À CABEÇA.

As grandes quedas políticas surgiram pela prepotência, arrogância e vaidade.

Saiba ouvir e respeitar o que os outros têm a dizer.

Depois tome suas próprias decisões.

Humildade não é submissão.

POLÍTICA: ARTE DA MAIORIA E NÃO DO 100%.

Não queira conquistar todos seus adversários.

Nunca troque companheiros por adversários, mas não incite os adversários contra você.

O melhor é mantê-los em silêncio.

ENVOLVA AS PESSOAS NAS DECISÕES

Pense nas pessoas em suas várias dimensões:

Física

Intelectual

Profissional

Familiar

Econômica

Social

Filosófica-religiosa

Considere os interesses por segmento.

“As pessoas se sentem bem ao participar das decisões.”

GANHE NOS DETALHES

Asfaltando uma rua, as pessoas terão mais conforto.

Sinalizando e ornamentando com envolvimento da comunidade, as pessoas darão mais valor à obra.

SUA IMAGEM SE REFLETE NOS DETALHES.

SISTEMA VIÁRIO

60 a 65% das insatisfações estão ligadas a:

Pavimentação, esgoto a céu aberto, calçadas, terrenos baldios, iluminação, excesso ou falta de lombadas, poeira, lama, buracos…

Sem priorizar esta área, você tem de 60 a 65% de chances de ter baixo índice de satisfação.

INCENTIVE CAMPANHAS SOCIAIS.

O poder público não deve somente participar das campanhas sociais, como anti-drogas, combate à AIDS, incentivo à leitura, cultura etc.

Seja o grande incentivador da sociedade organizada.

Não aja sozinho.

ADMINISTRE SEU TEMPO PESSOAL. CUIDE DOS RELACIONAMENTOS.

Não descuide de “sua” qualidade de vida e prepare-se para depois do mandato.

Não descuide de seu papel familiar, social e profissional de origem.

Reserve tempo para o lazer.

INVISTA NOS RELACIONAMENTOS. SÃO TÃO IMPORTANTES QUANTO OBRAS.

COMUNICAÇÃO: A CHAVE DO SUCESSO

A manutenção do poder se dá pelo voto.

Pouco vale “fazer” se a população não reconhecer.

Ninguém reconhece aquilo que não conhece.

Saiba mais sobre Marketing pós-eleitoral e administre com esta ferramenta.

BOM PREFEITO É AQUELE QUE A MAIORIA ACHA QUE É BOM.

MARKETING E POLÍTICA

Não confundir marketing com propaganda, que é apenas uma parte do todo.

Administração Pública eficaz considera as aspirações do público alvo.

Conheça as aspirações. Atenda-as de forma criativa. Considere o futuro.

Comunique-se bem.

COMUNICAR-SE NÃO É FAZER PROMÕÇÃO PESSOAL.

OUÇA MAIS E FALE MENOS

Com instrumentos para “ouvir” mais do que para falar, suas realizações serão “respostas” às expectativas.

Em conseqüência, o índice de satisfação será maior.

NÃO QUEIRA FAZER SOZINHO

Seu papel de líder é estimular pessoas a executarem as tarefas.

Distribua tarefas, responsabilidades e a competente autoridade.

Não abra mão do poder.

MEÇA O DESEMPENHO PELOS RESULTADOS, CRITIQUE O QUE ESTIVER ERRADO, MAS NÃO DEIXE DE ELOGIAR O QUE ESTIVER CERTO.

Procure encontrar seus subordinados executando tarefas que mereçam elogios.

Eles ficarão tão contentes que procurarão repetir a façanha.

SE TIVER QUE CRITICAR, FAÇA-O EM PARTICULAR.

“ENVOLVA A COMUNIDADE”

Estimule a participação.

Desde o zelo pela cidade, casas e jardins… até a decisão de fazer ou não determinadas obras.

As pessoas defendem as decisões que ajudam a tomar.

NÃO QUEIRA FAZER SOZINHO

E se não podeis trabalhar com alegria, tão somente com irritação e desgosto, melhor seria que abandonásseis vosso trabalho e vos sentásseis à porta do templo a solicitar esmolas daqueles que trabalham com alegria.
Gibran

Por: Prof. Ms. Carlos Manhanelli e Prof. Tadeu Comerlatto

Fonte: Blog do Manhanelli

Um programa completo de pesquisa I

pesquisaAlém do diagnóstico, as pesquisas podem ajudar a encontrar o foco da campanha.

No caso de uma campanha com recursos suficientes para bancar um programa completo de pesquisas, o recomendável é a contratação dos serviços de um instituto de pesquisa reconhecido por sua qualificação, experiência e idoneidade. Mas, apesar disto, a campanha deve também ter alguém com bastante conhecimento de pesquisa (em geral, um cientista político) para produzir, sob medida, os questionários e interpretar seus resultados.

Campanhas que têm recursos financeiros suficientes podem contratar institutos de pesquisa

Nesta campanha “rica”, além da pesquisa de diagnóstico, destinada a definir o posicionamento da candidatura e o seu foco, serão realizadas outras pesquisas – quantitativas e qualitativas (focus groups) – destinadas a checar a eficiência da sua publicidade (programas de TV e rádio, slogans, comerciais) permitir a segmentação do eleitorado e aprofundar a temática abordada na pesquisa de diagnóstico.

A pesquisa política possui os instrumentos técnicos adequados para identificar as propostas aprovadas pelos segmentos decisivos do eleitorado, de cujo apoio depende a vitória. Isto proporciona à campanha o seu eixo estratégico, permitindo-lhe então utilizar, com a maior eficiência possível, os sempre limitados recursos que dispõe.

A moderna campanha eleitoral deve, então, desde que possa possuir um programa completo de pesquisas – quantitativas e qualitativas – correspondendo às suas diferentes fases. Na fase anterior à campanha ou no seu início, deve-se realizar a Pesquisa de Diagnóstico Político (benchmark poll) que funciona como o marco-zero da campanha e que fornecerá as informações vitais para definir o posicionamento da candidatura, seu foco e sua estratégia.

Neste tipo de pesquisa, com um questionário expandido e uma amostra expressiva, busca-se conhecer as expectativas e prioridades do eleitor, os atributos positivos/negativos da imagem do candidato e de seus concorrentes, o grau de definição /indefinição das intenções de voto, e os dados necessários para realizar a segmentação do eleitorado, visando identificar os segmentos decisivos de eleitores (target groups) dos quais depende a vitória.

Durante a campanha propriamente dita, deve-se realizar as Pesquisas de Tendência Política, com questionários menores, mas com amostras igualmente expressivas (pelo menos uma, se possível duas ou três), destinadas a aprofundar as descobertas da Pesquisa de Diagnóstico Político e cujos objetivos básicos são:

1 – permitir o “ajuste fino do foco” da candidatura;

2 – avaliar os resultados da campanha até o momento de sua realização

Na fase final da campanha (ultimo mês) é desejável que se conduza a Pesquisa de Tracking. Este levantamento tem periodicidade diária e possui as mesmas características metodológicas das pesquisas de diagnóstico e de tendências, iniciando na semana em que começam os programas eleitorais gratuitos no rádio e na TV. Por meio deste tipo de pesquisa, a avaliação da propaganda é feita praticamente em tempo real, além de permitir acompanhar, dia-a-dia, a curva de intenção de voto. Por sua curta periodicidade este instrumento é dotado de alta sensibilidade para:

Pesquisa de tracking consegue medir a evolução da intenção de voto e o foco de uma campanha

medir as flutuações de curto prazo da opinião pública, sobretudo a evolução da intenção de voto, rejeição, firmeza da decisão, segunda intenção de voto;

avaliar o desempenho e os resultados das peças da publicidade da campanha junto ao eleitorado;

avaliar o impacto de fatos novos como programas eleitorais, debates, denúncias, acusações, revelações, permitindo ao candidato realizar em tempo as correções e ajustes estratégicos necessarios;

orientar a campanha para o esforço final dos últimos 10 dias, identificando onde deve concentrar suas ações neste período crítico e final.

A grande vantagem do tracking está no fato de que ele assegura ao candidato o acesso à opinião do eleitor imediatamente após a ocorrência de fatos que possam afetar a sua candidatura, imediatamente após a veiculação de seu programa eleitoral. Ou logo após o debate do qual participou.

É óbvio que, na maioria das situações, somente as campanhas dos principais partidos para Governo do estado, para o Senado e Câmara Federal, Prefeituras de cidades grandes e Presidência da República, terão condições financeiras para bancar um programa completo de pesquisas, como o delineado acima.

E quem não tem dinheiro para pagar uma pesquisa?

Campanhas ricas são poucas. Ocorrem nas capitais e maiores cidades do estado e são exclusivas dos principais partidos. Há também o caso do candidato que possui recursos pessoais que lhe permitem bancar uma campanha rica. No conjunto do país, porém, são algumas poucas centenas de campanhas que se qualificam como “ricas” ou “confortáveis”. É necessário uma excelente preparação – do ponto de vista financeiro – para poder bancar um programa completo ou econômico de pesquisas.

Na quase totalidade das campanhas os candidatos não têm acesso a estes dois tipos de programas de pesquisas.

O que fazer nestes casos?

1. Tente levantar recursos para fazer a pesquisa-diagnóstico

Há certos casos em que, se for feito um esforço extra para a captação de recursos, é possível fazer-se pelo menos uma pesquisa-diagnóstico. Vale a pena tentar este esforço extra.
2. Lance mão dos recursos locais

A equipe deve estar empenhada na busca da informação correta

Talvez você consiga um apoiador com formação em pesquisa, um cientista político, um sociólogo, que seja capaz de reunir uma equipe, treiná-la e assim encarregar-se de sua pesquisa. Nestes casos, você talvez tenha que pagar apenas o profissional que vai extrair a amostra e que seu apoiador cientista político, se não conhecer, terá meios de descobrir. Uma outra situação é aquela em que existe uma Universidade ou Faculdade, com curso de Ciências Sociais, numa cidade perto da sua. É possível que eles tenham uma equipe de pesquisa, ou um professor treinado em pesquisa, que poderá fazer uma pesquisa para você a preço muito mais barato daquele cobrado pelos institutos.

Fonte: Política para Políticos

Morre Hugo Chávez, presidente da Venezuela, aos 58 anos

Hugo-ChavezFerrenho crítico do neoliberalismo e do governo dos Estados Unidos, o presidente venezuelano, Hugo Chávez, morreu aos 58 anos nesta terça-feira (5), vítima de um câncer na região pélvica, com o qual convivia há um ano e meio. Desde que sua enfermidade foi diagnosticada, em junho de 2011, Chávez passava longos períodos em Cuba, onde tratava a doença.

Com informações do UOL

Reforma Política em pauta

camara_dos_deputadosA reforma política é debatida há anos sem que haja consenso para mudar os pontos instáveis dos nossos sistemas político e eleitoral. O presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB/RN), anunciou na última quinta-feira (28/02) que colocará a reforma em pauta, de qualquer jeito, nos dias 09 e 10 de abril. Com pontos polêmicos e que interferem diretamente nas eleições e nos partidos políticos, chegou a hora “H”, o momento de saber se os parlamentares terão mesmo coragem para mudar o sistema que os levou a serem eleitos.

As mudanças da reforma política que serão colocadas em votação, presentes no parecer do relator da medida, deputado Henrique Fontana (PT/RS), são: financiamento público exclusivo de campanha, fim das coligações eleitorais e instituição das federações partidárias (que teriam de se unir por, no mínimo, quatro anos), coincidência eleitoral das eleições (municipais, estaduais e federais), ampliação e facilitação da participação popular nas iniciativas legislativas (diminui para 500 mil assinaturas e possibilita a assinatura pela internet de projetos de lei de iniciativa popular – PEC mantidas 1,5 milhão) e a chamada lista flexível (o eleitor continuaria votando no deputado ou no partido, mas só o voto na legenda é que reforçaria a lista apresentada pelo partido).

Fonte: Do Alto da Torre

Convenção nacional do PMDB

pmdbO maior partido político brasileiro realizou sua convenção nacional no sábado (02), em Brasília, onde reconduziu o vice-presidente da República, Michel Temer, na presidência da sigla. Junto com Temer, foram eleitos para o biênio 2013/2015 o senador Valdir Raupp (RO), 1º vice-presidente, a deputada Íris Araújo (GO), 2º vice-presidente, o senador Romero Jucá (RR) na 3ª vice-presidência, o deputado Mauro Lopes (MG) no cargo de secretário-geral, o ex-ministro Geddel Vieira Lima (BA) como 1º secretário, o deputado Leonardo Picciani (RJ) na 2ª secretaria, senador Eunício Oliveira (CE) como tesoureiro e o deputado Rodrigo Rocha Loures (PR) como tesoureiro-adjunto. Os postos de comando continuam tudo igual no velho PMDB.

Fonte: Do Alto da Torre

No DF, PSB busca composição política de centro-esquerda

marcos dantasNos cafés dos últimos dias, o presidente regional do PSB, Marcos Dantas, está buscando uma composição política de centro-esquerda. Até porque, um dos motivos que levou o partido a deixar a ampla base do governo Agnelo foi justamente o convívio turbulento  com políticos de direita.

Segundo Dantas, uma composição menos ampla diminui força eleitoral, mas depois garante mais identificação com os eleitores, a coerência política e facilita a gestão. Para o presidente regional, uma coalizão muito ampla se comporta como um balaio de gato no qual os partidos esticam e puxam a máquina pública por espaços em detrimento da geração de resultados para a população.

“A população cada vez mais cobra resultados dos gestores. As pessoas cobram isso. E o PSB é um partido de gestão. Temos os governadores e prefeitos mais bem avaliados do País. O governador Eduardo Campos tem 90% de aprovação em Pernambuco. O prefeito de Belo Horizonte também está muito bem avaliado”, afirmou Dantas. Até o momento, o partido não tem candidato oficial para o Palácio do Buriti, seja para o posto de governador ou vice-governador.

Com informações da Coluna Do Alto da Torre

DEM e PSDB reúnem 34,5 mil filiados no DF

alberto fragaMesmo longe da administração pública, os partidos de direita ainda apresentam sinais expressivos de fôlego para 2014. Segundo levantamento do Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF), entre os cerca de 150 mil cidadãos filiados a partidos políticos no DF,  grande parte está no DEM e no PSDB. No topo da lista vem o PMDB, com 25.982 filiados, enquanto os democratas estão em segundo, com 18.840, e os tucanos com 15.745.

“Esses números mostram que o partido está vivo e não morrerá”, afirmou o presidente regional do DEM, Alberto Fraga.   Em 2010, o DEM chegou a receber uma  ordem judicial determinando a desfiliação de mais de seis mil pessoas, em função de irregularidades nos registros. Isso foi em direções passadas, ressalta Fraga. O dirigente lembrou que o partido sofreu duras derrotas, mas está se reformulando.

“Temos plenas condições de disputar cargos majoritários”, ponderou Fraga. Atualmente, a sigla está buscando entendimentos com outros personagens da direita.

“É importante que possamos nos unir. Agora, se cada um puxar a sardinha para o seu lado, fica difícil”, comentou. Nas eleições passadas, Fraga conseguiu 511 mil votos disputando um vaga no Senado, não apenas com políticos da esquerda, mas também com Maria de Lourdes Abadia (PSDB). Os dois políticos da direita tombaram.

PDT e seus 11,3 mil

No levantamento do TRE também chama a atenção o desempenho do PDT. A sigla atingiu a marca de 11.369. Para o presidente regional da legenda, Georges Michel, o número expressivo de filiações é decorrente da coerência política. “O PDT defende o nacionalismo, o trabalho, os direitos dos trabalhadores e a educação em tempo integral”, explicou.

Atento à qualidade dos filiados, Michel disse que o partido promove plenários duas vezes por mês. Os encontros, diz ele, são utilizados para os filiados conhecerem e debaterem os ideais da sigla.

Petista questiona números

Os números oficiais conflitam com a versão partidária, no caso do Partido dos Trabalhadores. Segundo o levantamento do TRE-DF, o PT tem apenas 8.629 filiados no DF. No entanto, a sigla divulga uma massa de 30 mil filiados.

Segundo o  líder da bancada do PT na Câmara Legislativa, distrital Chico Vigilante, a direção do partido envia o balanço de filiações apenas no mês de abril. “Isso é uma falha da direção do partido”, declarou.

Vigilante recordou que já ocorreram episódios em que nomes importantes do partido não estavam entre os filiados. Ele considera que o processo de acompanhamento do TRE deveria ser aprimorado. “O PSD e o PEN são partidos que, com certeza, têm mais seguidores. E os números do DEM e do PSDB são do passado, não condizem mais com a realidade. Eles são do tempo do Arruda e da Eliana Pedrosa”, disse.

A reportagem tentou contato com o presidente regional do PT, Roberto Policarpo, mas as ligações não foram atendidas.

Fonte: Da redação do clicabrasilia.com.br

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