Da redação
O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) atualizou a Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção, incluindo 180 espécies ou subespécies e removendo 150, conforme divulgado nesta sexta-feira, 7, em âmbito nacional. A medida visa aprimorar o monitoramento da biodiversidade brasileira.
Segundo o novo levantamento, agora constam 790 espécies ou subespécies ameaçadas de extinção e nove espécies consideradas extintas. A lista foi revisada com base em avaliações recentes do estado de conservação dos animais, abrangendo diferentes grupos da fauna terrestre nacional.
Entre as espécies incorporadas à relação estão a arara-azul-grande (Anodorhynchus hyacinthinus), classificada como Vulnerável (VU), o bugio-preto (Alouatta caraya) e o tamanduaí (Cyclopes rufus). As espécies foram inseridas após análises de especialistas do ICMBio.
A revisão considera mamíferos, aves, répteis, anfíbios e invertebrados terrestres, divididos nas categorias Vulnerável, Em Perigo, Criticamente em Perigo, Possivelmente Extintas e Extinta na Natureza. Conforme informado, peixes e invertebrados aquáticos integram uma lista separada, divulgada em abril deste ano.
O maior grupo da nova lista é formado por invertebrados terrestres, com 264 espécies ou subespécies ameaçadas. Entre as nove extintas, estão seis aves, dois anfíbios e o roedor de Vespucci (Noronhomys vespuccii), que era encontrado em Fernando de Noronha. Também constam 242 aves, 123 répteis, 102 mamíferos e 59 anfíbios.
O ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, declarou que a lista “é um dos instrumentos mais importantes para a proteção da biodiversidade brasileira”. O presidente do ICMBio, Mauro Pires, destacou o alcance do levantamento: “Poucos países têm capacidade de avaliar sua biodiversidade na escala realizada pelo Brasil”.





