Da redação
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, realiza visita oficial ao Sudeste Asiático com o objetivo de reabrir o mercado da Tailândia à carne brasileira, fechado em 2024, e avançar nas negociações para que o Brasil obtenha o status de Parceiro de Diálogo Pleno da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean). Segundo o Itamaraty, a pauta inclui reforço comercial, investimentos, ciência, inovação e cooperação em segurança alimentar e combate a crimes internacionais.
O comércio entre Brasil e Asean cresceu dez vezes entre 2003 e 2025, atingindo US$ 38 bilhões, com crescimento anual médio de 12%. Conforme dados oficiais, entre 2023 e 2025, as exportações brasileiras para Singapura, Indonésia, Vietnã, Malásia e Tailândia somaram US$ 68,5 bilhões, o mesmo valor exportado para cinco economias do G7 no mesmo período. O país teve superávit comercial de US$ 36 bilhões com estes mercados asiáticos, enquanto o saldo com os cinco do G7 foi negativo em US$ 36,6 bilhões.
Na agenda com Singapura, Vieira foi recebido pelo chanceler Vivian Balakrishnan e por empresários. O Itamaraty informou que os dois países discutiram temas da agenda geopolítica asiática e global. Também houve reunião com a ministra do Meio Ambiente, Grace Fu. Em conferência, Vieira afirmou que “o Brasil está disposto e é capaz de preencher essa lacuna”, referindo-se à ausência de países latino-americanos como parceiros plenos da Asean, e defendeu cooperação regional com “pleno respeito a uma decisão que cabe aos onze membros da Associação”.
Após Singapura, Vieira esteve na Tailândia, onde se reuniu com o vice-primeiro-ministro e ministros de Estado, abordando parcerias em comércio, inovação, ciência e enfrentamento ao crime transnacional. A Tailândia possui população superior a 71 milhões de habitantes, área similar à Bahia, e fluxo comercial de US$ 5,7 bilhões com o Brasil em 2025. Segundo nota do Ministério das Relações Exteriores, o país tailandês mantém diálogo consular com o Brasil para resgatar trabalhadores atraídos por falsas promessas de emprego e vítimas de exploração.





