Da redação
O Ministério do Trabalho e Emprego informou que, entre janeiro e maio, foram criados 767.326 novos empregos com carteira assinada no Brasil, com saldo positivo na geração de vagas em todas as unidades da Federação no período. Em maio, o salário médio real dos admitidos ficou em R$ 2.384,10, cifra 0,75% inferior à de abril, mas 1,5% superior ao registrado no mesmo mês do ano anterior.
Segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, o país acumulou saldo positivo de 72.260 vagas formais em maio, resultado de 2.207.303 admissões e 2.134.343 demissões. Entre os cinco setores com melhores desempenhos estão serviços, que abriu 45.655 postos, construção com 12.096, agropecuária com 10.205, indústria com 4.974 e comércio com 40.
O setor de serviços destacou-se principalmente devido ao crescimento em saúde humana e serviços sociais, atividades administrativas e transporte. Na agropecuária, as culturas de café, laranja e cana-de-açúcar lideraram a geração de empregos. Na indústria, houve aumento focado na fabricação de veículos automotores, produtos derivados de petróleo e alimentos. Entre as faixas com maior taxa de empregabilidade aparecem serviço doméstico, administração pública e construção civil.
O emprego formal subiu em 22 das 27 unidades da Federação, com destaque para São Paulo, Espírito Santo e Rio de Janeiro. Cinco estados apresentaram saldos negativos, especialmente o Rio Grande do Sul, em parte devido ao encerramento de safra e tarifas impostas pelos Estados Unidos ao setor do couro e calçados, conforme o ministério. Rogério Marinho, ministro do Trabalho e Emprego, afirmou ainda que beneficiários do programa Bolsa Família também integraram movimentos de contratação e desligamento, com saldo positivo de 421 mil pessoas entre janeiro e abril.



