Início Política Candidatos ao governo do Distrito Federal enfrentam revisões judiciais e investigações na...

Candidatos ao governo do Distrito Federal enfrentam revisões judiciais e investigações na campanha


Da redação

A corrida pelo governo do Distrito Federal reúne pré-candidatos cujos históricos incluem decisões judiciais, investigações e episódios ainda em apuração, conforme registros oficiais. O Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal indeferiu por unanimidade o registro de candidatura de José Roberto Arruda (PSD), que recorre ao Tribunal Superior Eleitoral e segue em campanha enquanto a questão tramita na Justiça.

Paulo Octávio, presidente do PSD-DF, teve o nome cogitado como alternativa a Arruda. Ele foi vice-governador durante a crise de 2010, chegou a assumir o cargo interinamente e renunciou poucos dias depois por falta de apoio. Relatórios divulgados por veículos de imprensa apontam que empresas de seu grupo receberam ao menos R$ 10,4 milhões em publicidade oficial enquanto ocupava a vice-governadoria. Na época, Paulo Octávio afirmou que não comandava as empresas no período e que a distribuição de verbas seguia critérios fixados pelo governo.

Paula Belmonte (PSDB), que adota a transparência e o combate à corrupção como temas de campanha, teve episódios do passado retomados no processo eleitoral. Mensagens apreendidas pela Polícia Federal motivaram pedido de apuração do Supremo Tribunal Federal sobre suspeitas de caixa dois de R$ 2 milhões envolvendo seu marido, Luís Felipe Belmonte, que negou a irregularidade. A Procuradoria-Geral da República solicitou arquivamento da parte da investigação que alcançava Paula, alegando ausência de provas de envolvimento de autoridades com foro privilegiado.

Outros postulantes também enfrentam questionamentos. Ricardo Cappelli (PSB), ex-presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial, teve conduta analisada pelo Tribunal de Contas da União, que autorizou prosseguimento de apuração sobre uso da estrutura de comunicação do órgão. Leandro Grass (PT) foi declarado inelegível por oito anos pelo TRE-DF, decisão revertida unanimemente pelo TSE após a corte entender que não havia provas de divulgação de informações falsas. Celina Leão (PP), atual governadora e candidata à reeleição, responde a investigação no Ministério Público sobre pagamentos a empresa ligada a familiares por contratos com o GDF. Ela nega ilegalidades e afirma ter se oposto à operação do BRB com o Banco Master.