Da redação
A ministra Cármen Lúcia, ex-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), alertou nesta terça-feira, 9, para possíveis impactos da inteligência artificial (IA) nas eleições de outubro em todo o país. A magistrada afirmou que o uso da tecnologia pode interferir na liberdade de escolha dos eleitores e no processo democrático.
Durante a declaração, Cármen Lúcia ressaltou que o avanço da IA representa um novo desafio para a Justiça Eleitoral, que precisará atuar de forma eficiente para garantir a lisura das eleições. A ministra destacou que a tecnologia, se utilizada sem controle, tem potencial para manipulação de informações e fake news.
A ministra afirmou: “Esse é o desafio da Justiça Eleitoral”. Segundo ela, a IA pode comprometer não apenas a liberdade individual de decisão, mas também criar obstáculos inéditos à própria atuação do TSE na defesa do sistema eleitoral.
Na avaliação da ex-presidente do TSE, a disseminação de conteúdos falsos nas redes sociais é potencializada com o uso de IA, dificultando o combate à desinformação. Cármen Lúcia salientou que o ambiente digital precisa de atenção especial diante do cenário eleitoral previsto para outubro.
O Tribunal Superior Eleitoral, nos últimos anos, vem implementando ações para monitorar e combater a disseminação de notícias falsas nas plataformas digitais, porém o avanço da IA gera preocupações extras entre autoridades eleitorais. A possibilidade de uso de ferramentas sofisticadas para criação de deepfakes foi citada por especialistas do setor.
Cármen Lúcia presidiu o TSE entre 2012 e 2013 e atualmente integra o Supremo Tribunal Federal. Ela tem histórico de atuação em defesa de eleições limpas e da proteção da democracia no Brasil, frequentemente debatendo temas ligados à integridade do processo eleitoral e à evolução das tecnologias digitais.





